Locomotiva perto de sair de cena

Por

Tânia Passos

O trem a díesel que a mais de meio século transporta passageiros do Cabo de Santo Agostinho até a estação do Curado, no Recife, está mais perto de sair de cena. O modelo que tem capacidade para transportar até mil passageiros será substituído pelo Veículo Leve sobre Trilho (VLT) a partir da segunda quinzena de março.

No lugar da velha locomotiva, trens mais rápidos e confortáveis. O VLT, no entanto, tem uma capacidade menor e transporta apenas 600 passageiros por viagem. A principal vantagem do VLT em relação ao trem díesel é justamente a velocidade, que possibilitará um número maior de viagens e de pessoas transportadas.

Embora a operação regular com dois VLTs tenha data prevista para março, o intervalo das viagens não será muito diferente do que acontece hoje. O tempo de espera na estação pelo trem é de 47 a 49 minutos. Já o VLT, o intervalo será de 41 minutos. “Como só existe uma linha não podemos ter dois trens na linha ao mesmo tempo.

Por questão de segurança é preciso esperar que todo o percurso seja concluído”, explicou o diretor de Operações do Metrorec, João Dueire. O tempo de viagem de Cajueiro ao Cabo é feito em 35 minutos pelo trem a díesel e de 25 a 30 minutos no VLT. “O trem díesel, além de ser mais lento tem que fazer a acoplagem da locomotiva toda vez que muda de sentido. O VLT tem direção nos dois sentidos”, revelou Dueire.

Somente com a duplicação da linha, o intervalos das viagens será reduzido para cerca de 12 minutos. “Com a linha duplicada poderemos ter mais trens em circulação. Dispomos de sete VLTs e a linha do Cabo poderá operar com quatro em 2014”, afirmou. Já o percurso Cajueiro até o Curado também terá o trem díesel substituído por um VLT.

Os planos, no entanto, é de prolongar a linha do VLT até o Terminal Integrado de Passageiros (TIP), que já é atendido pelo metrô. “Será uma linha paralela. Quem estiver em Cajueiro Seco não precisará descer na estação Joana Bezerra para seguir viagem até o TIP”, explicou o gerente de operações.

À espera do trem para o Cabo, a estudante Raissa de Oliveira Negrão, 20 anos, já teve oportunidade de fazer o percurso pelo trem a díesel e pelo VLT, que já vinha funcionando nos finais de semana. “Apesar do trem ser mais lento, ele tem uma capacidade maior. Já o VLT, a impressão é que ele fica mais apertado nos horários de pico”, revelou.

Já a dona de casa, Selma Maria da Silva, 38 anos, está otimista. “O trem a díesel é um atraso de vida. Não vejo a hora do VLT ficar de vez”, revelou. Embora esteja saindo da linha regular, o trem díesel vai funcionar como coringa. “Ele poderá ser usado quando algum VLT entrar em manutenção ou pode ser transformado em um trem turístico”, sugeriu Dueire.

O cronograma da operação regular, prevista para março, não deverá ser alterado com o incidente com dois VLTs ocorrido no sábado de carnaval. Na ocasião, o segundo trem que estava acoplado a outro para o abastecimento se desacoplou e bateu na traseira do trem que estava na frente e acabou ficando com a área frontal, também chamada de máscara danificada.

A peça, que é feita de fibra de vidro foi solicitada ao fabricante. “Temos sete VLTS e vamos iniciar a operação com dois. Esse incidente não muda em nada o nosso cronograma”, afirmou Bartolomeu Carvalho, gerente de manutenção do Metrorec.

Dois trens novos na Linha Sul

O mês de março entram em operação dois dos 15 trens novos adquiridos pelo Metrorec na Linha Sul do metrô. A entrada dos novos trens não irá significar aumento da frota na linha, pelo menos por enquanto. Dois trens antigos serão retirados para manutenção.

Mas, segundo a gerência de Operações do Metrorec, a Linha Sul está apta a receber a demanda do Terminal Integrado Tancredo Neves, que já está pronto desde o ano passado. Mas ainda não há data confirmada pelo Grande Recife Consórcio de Transporte Metropolitano para que o Tancredo Neves comece a operar.

Atualmente seis trens atendem a Linha Sul, nos horários de pico, desde que entrou em funcionamento o Terminal Integrado de Cajueiro Seco. Antes eram cinco. A expectativa é que o Terminal Integrado Tancredo Neves fosse inaugurado, finalmente, em março, com a chegada dos trens novos. A previsão era de aumentar a frota da Linha Sul para sete trens.

“Se houver necessidade de aumentar o número de trens na linha, nós temos todas as condições, mas acreditamos que, inicialmente, os seis trens existentes sejam suficientes para o Tancredo Neves operar”, afirmou o diretor de Operações, João Dueire.O Grande Recife Consórcio de Transportes Metropolitano informou pela assessoria que, oficialmente, não foi informada de que o metrô já está apto para atender a demanda do Tancredo Neves.

“Os terminais de Aeroporto e Cajueiro Seco foram inaugurados de acordo com o cronograma do aumento da frota de trens. O mesmo pode acontecer com o Tancredo Neves”, revelou Dueire.

O metrô do Recife tem uma frota de 25 trens e terá até 2014 um total de 40 trens para as duas linhas Sul e Centro. Três trens novos já chegaram. A expctativa é que o número de pessoas transportadas alcance cerca de 400 mil usuários com a integração do metrô com os 25 terminais de ônibus do Sistema Estrutural Integrado (SEI).
Saiba Mais

Metrô do Recife

Linha centro
14 estações
1983 – início das obras
1985 – Início da operação na estação Werneck
1986 – Início da operação das estações Coqueiral e Rodoviária
2002 – Início da operação da estação de Camaragibe
220 passageiros por dia
4,4 minutos de intervalo nos horários de pico
8 minutos fora do horário de pico

Linha Sul
2005 – Estação Recife/Imbiribeira
2008 – Imbiribeira/Shopping
2008 – Shopping/Tancredo Neves
2009 – Tancredo Neves/Cajueiro Seco
R$ 1,60 é a tarifa do metrô Recife, integrada ao ônibus
45 mil usuários por dia
8,5 minutos de intervalo nos horários de pico
12,5 minutos de intervalo fora do horário de pico
40 trens devem operar nas duas linhas até novembro de 2013
400 mil usuários é a previsão das duas linhas

Fonte: Metrorec

Linhas e itinerários do Terminal de Cajueiro Seco

 

 

O Terminal Integrado Cajueiro Seco, em Jaboatão dos Guararapes  é o 15º a entrar em operação na Região Metropolitana do Recife e integrar o Sistema Estrutural Integrado (SEI). O TI começa a operar, a partir deste sábado,19. O terminal abrigará 13 linhas de ônibus e terá conexão com a linha sul do metrô.

O Terminal de Cajueiro Seco beneficiará diretamente cerca de 51 mil usuários das comunidades de Cajueiro Seco, Conjunto Marcos Freire, Prazeres, Curcurana, Comporta, Muribeca dos Guararapes, Cohab, Pontezinha, Ponte dos Carvalhos, Gaibú (via integração no TI Cabo), Centro do Cabo, Nossa Senhora do Ó, Camela, Centro de Ipojuca e Suape (todos via integração no TI Cabo).

O governador, Eduardo Campos, assinou também uma  ordem de serviço para a construção do Terminal Integrado de Prazeres, orçado em R$ 3,8 milhões e, anunciou a implantação de equipes da Polícia Militar em todos os Terminais Integrados da RMR, durante os horários de pico para auxiliar no ordenamento dos equipamentos.

 

Conheça as linhas e itinerário do TI Cajueiro:
 1º 034 – CURCURANA / TI CAJUEIRO SECO
Nova linha alimentadora.Tarifa Anel A (R$ 2,25)Itinerário:Curcurana/TI Cajueiro Seco: Rua do Registro, Estrada de Curcurana, Rua Curumim, Antiga BR 101 Sul, Av. Dr. Julio Maranhão, Estrada da Batalha, 6ª Travessa Dr. Júlio Maranhão, Rua Dr. Luiz Regueira, TI Cajueiro Seco.TI Cajueiro Seco/Curcurana: Rua Dr. Luiz Regueira, Rua Fábio Maranhão, Av. Dr. Júlio Maranhão (retorno), BR101 Sul, Rua Curumim, Estrada de Curcurana, Rua do Registro.

2º 037 – COMPORTA/TI CAJUEIRO SECO
Nova linha alimentadora.Tarifa Anel A (R$ 2,25) Itinerário:Comporta/TI Cajueiro Seco: Rua Pilões, Rua Paraú, BR 101 Sul, Av. Dr. Júlio Maranhão, Estrada da Batalha, 6ª Travessa Dr. Júlio Maranhão, Rua Dr. Gonzaga Maranhão, TI Cajueiro Seco.TI Cajueiro Seco/Comporta: Rua Dr.Luiz Regueira, Rua Fábio Maranhão, Av. Dr. JúlioMaranhão (retorno), BR 101 Sul, Rua Paraú, Rua Pilões.

3º 163 – TI CAJUEIRO SECO (CIRCULAR)
Nova linha alimentadora.Tarifa Anel A (R$ 2,25)Itinerário do atendimento ao Shopping Guararapes:TI Cajueiro Seco/Shopping Guararapes: Rua. Dr. Luiz Regueira, Rua Dr. Fábio Maranhão, Av. Dr. Julio Maranhão, Av. Barreto de Menezes, Av. Bernardo Vieira de Melo.Shopping Guararapes/TI Cajueiro Seco: Rua Aarão Lins de Andrade, Av. Barreto de Menezes, Av. Dr. Júlio Maranhão, 6ª Travessa Dr. Júlio Maranhão, TI Cajueiro Seco.Itinerário do atendimento ao bairro de Cajueiro Seco:TI Cajueiro Seco/Bairro de Cajueiro Seco: Rua Dr. Luiz Regueira, Rua Dr. Fábio Maranhão, Av. Dr. Júlio Maranhão, Av. Barreto de Menezes, Rua Santo Elias, Rua 13 de Maio, Praça Vereador Joaquim Carneiro.Bairro de Cajueiro Seco/TI Cajueiro Seco: Rua Profª Cândida Andrade Maciel, Rua Pio XII, Rua Recife, Rua Quatro, Rua Santo Elias, 1ª Travessa Rua Santo Elias, Rua Nossa Sra do Carmo, 2ª Travessa do Cajueiro, Rua do Futuro, Rua Nossa Sra. da Penha, Av. Gonzaga Maranhão, TI Cajueiro Seco.

4º 181 – CABO (COHAB)/TI CAJUEIROSECO
Nova linha alimentadora.Tarifa Anel B (R$ 3,45)Alterações:· Mudou a nomenclatura de 181 – Cabo (Cohab) para 181 – Cabo(Cohab)/TI Cajueiro Seco;· Mudou o itinerário: deixa de ir para o Centro do Recife.Itinerário:Cabo/TI Cajueiro: Rua Reginaldo Pereira Fonseca, Rua João Marinho Espíndola, Rua Francisco Gomes Farias, Pista local da Rodovia PE-60 (retorno), Antiga rodovia BR 101 Sul, Av. Dr. Júlio Maranhão, 6ª Travessa Dr. Júlio Maranhão, Av. Dr. Gonzaga Maranhão, Rua Dr. Luiz Regueira, TI Cajueiro Seco.TI Cajueiro Seco/Cabo: Rua. Dr. Luiz Regueira, Rua Dr. Fábio Maranhão, Av. Dr. Júlio Maranhão (retorno), antiga Rodovia BR 101, pista local da Rodovia PE 60, Rua Francisco Gomes de Farias, Rua João Marinho Espíndola, Rua Reginaldo Pereira Fonseca.

5º 183 – PONTE DOS CARVALHOS/TI CAJUEIRO SECO
Nova linha alimentadora.Tarifa Anel A (R$ 2,25)Alterações:· Diminuiu a Tarifa de B (R$ 3,45) para A (R$ 2,25);· Mudou a nomenclatura 183 – Ponte dos Carvalhos para 183 – Ponte dos Carvalhos/TI Cajueiro Seco;· Atende aos usuários da linha 150 – Ponte dos Carvalhos/Prazeres, que Será desativada;· Mudou o itinerário: deixa de ir para o Centro do Recife.Itinerário:Ponte dos Carvalhos/TI Cajueiro Seco: Antiga Rodovia BR 101 Sul, Rua Tabelião João J. Alves, Av. Diomédes Ferreira, Rua Quatorze, Rua Diácono Abdias Valério de Oliveira, Antiga Rodovia BR 101 Sul, Av. Dr. Júlio Maranhão, 6ª Travessa Dr. Júlio Maranhão, Av. Dr. Gonzaga Maranhão, TI Cajueiro Seco.TI Cajueiro Seco/Ponte dos Carvalhos: Rua. Dr. Luiz Regueira, Rua Dr. Fábio Maranhão, Av. Dr. Julio Maranhão (retorno), antiga Rodovia BR 101, Rua Tabelião João J. Alves, Av. Diomédes Ferreira, Av. Quatorze, Rua Diácono Abdias Valério de Oliveira, Antiga Rodovia BR 101 Sul.

6º 139 – TI CABO/ TI CAJUEIRO SECO
Tarifa Anel B (R$ 3,45)Alterações· Mudou a nomenclatura de 139 – Cabo/Aeroporto para 139 – TI Cabo/TI Cajueiro Seco;· Mudou o itinerário: deixa de atender ao Aeroporto.Itinerário:TI Cabo/TI Cajueiro Seco: Rua Manoel Estevão, Rua Hist. Pereira da Costa, Rua Armando José Sales, Antiga BR 101 Sul, Av. Dr. Júlio Maranhão, 6ª Travessa Dr. Júlio Maranhão, Av. Dr. Gonzaga Maranhão, TI Cajueiro Seco.TI Cajueiro Seco/TI Cabo: Rua. Dr. Luiz Regueira, Rua Dr. Fábio Maranhão, Av. Dr. Júlio Maranhão (retorno), antiga Rodovia BR 101 Sul, Rua Júlio Silveira, Rua Hist. Pereira da Costa, Rua Teixeira de Sá, Rua Queiroz da Silva, Rua Manoel Estevão, TI Cabo.

7º 216 – TI BARRO/TI CAJUEIRO SECO
Tarifa Anel A (R$2,25)Alterações· Mudou a nomenclatura de 216-Barro/Prazeres (BR-101) para 216-TI Barro/TI Cajueiro Seco;· Mudou o itinerário: deixa de atender ao bairro de Prazeres.Itinerário:TI Barro/TI Cajueiro Seco – TI Barro, alça de acesso à BR-101, Rodovia BR-101, Av. Dr. Júlio Maranhão, 6ª Travessa Dr. Júlio Maranhão, Av. Dr. Gonzaga Maranhão, TI Cajueiro Seco.TI Cajueiro Seco/TI Barro – Rua Dr. Luiz Regueira, Rua Dr. Fábio Maranhão, Av. Dr. Julio Maranhão (retorno), antiga Rodovia BR 101 Sul, alça de acesso ao TI Barro, TI Barro.

8º 140-TI CAJUEIRO SECO/SHOPPING RECIFE

Tarifa Anel A (R$2,25)· Faz atendimento aos usuários que desejam se deslocar ao Shopping Recife.Itinerário:TI Cajueiro Seco/Shopping Recife – Rua Dr. Luiz Regueira, Rua Dr. Fábio Maranhão, Av. Dr. Júlio Maranhão, Estrada da Batalha, Av. Mascarenhas de Morais, Rua 10 de Julho, Av. Mal. Juarez Távora, Av. Des. José Neves, Av. Dom João VI, Av. Antônio Torres Galvão (retorno no pontilhão).Shopping Recife/TI Cajueiro Seco – Av. Dom João VI, Av. Des. José Neves, Av. Mal. Juarez Távora, Rua Barão Souza Leão, Viaduto do Aeroporto (Norte), Av. Mascarenhas de Morais, Estrada da Batalha, Av. Dr. Julio Maranhão (retorno), 6ªTravessa Dr.Júlio Maranhão, Rua Dr. Gonzaga Maranhão, TI Cajueiro Seco.

9º 166 – TI CAJUEIRO SECO/AFOGADOS
Tarifa Anel A (R$2,25)Alterações· Mudou a nomenclatura de 166-Cajueiro Seco/Afogados para 166-TI Cajueiro Seco/ Afogados;· Mudou o itinerário passando a iniciar as viagens no TI Cajueiro Seco e deixou de atender um trecho do bairro de Cajueiro Seco (que será atendido pela nova linha 163-TI Cajueiro Seco (Circular). Passou a atender o IMIP;· As viagens (saindo do TI) das 4h às 5h – enquanto o metrô não está operando fazem ponto de retorno no Terminal de Passageiros de Santa Rita.ItinerárioSubúrbio/Cidade – TI Cajueiro Seco, Av. Dr. Júlio Maranhão, Estrada da Batalha, Av. Mascarenhas de Morais, Av. Sul, Travessa Padre Azevedo, Rua dos Coelhos (IMIP), Rua da Aurora, Ponte Duarte Coelho, Rua do Sol, Rua Floriano Peixoto.Cidade/Subúrbio – Av. Sul, Largo da Paz, Av. Mascarenhas de Morais, Estrada da Batalha, Av. Dr. Júlio Maranhão (retorno), TI Cajueiro Seco.

10º 162- MURIBECA/ CAJUEIRO SECO
Tarifa Anel A (R$2,25)Alterações:· Diminuiu a tarifa de “B” (R$ 3,45) para “A” (2,25);· Mudou a nomenclatura de 162-Muribeca para 162-Muribeca/TI Cajueiro Seco;· Mudou o itinerário: continua o itinerário até a Av. Barreto de Menezes e muda a partir dessa via deixando de ir para o Centro do Recife.ItinerárioMuribeca/TI Cajueiro Seco – Rua 3, Rua 16, Rua 2, Rua 15, Rua 1, Estrada da Muribeca, Rodovia BR-101 (retorno), Av. Barreto de Menezes, Av. Dr. Júlio Maranhão (retorno), 6ªTravessa Dr.Júlio Maranhão, TI Cajueiro Seco.TI Cajueiro Seco/ Muribeca – TI Cajueiro Seco, Rua Fábio Maranhão, Av. Dr. Julio Maranhão, Av. Barreto de Menezes, Rodovia BR-101 (retorno), Estrada da Muribeca, Rua 1, Rua 15, Rua 3.

11º 164 – CONJUNTO MARCOS FREIRE/TI CAJUEIRO SECO
Tarifa Anel A (R$2,25)Alterações:· Diminuiu a tarifa de “B” (R$ 3,45) para “A” (2,25)· Mudou a nomenclatura de 164 – Conj. Marcos Freire, para 164 – Conj. Marcos Freire/TI Cajueiro Seco· Mudou o itinerário: deixa de ir para o Centro do RecifeItinerário:Conj. Marcos Freire/TI Cajueiro Seco: Quadra 59, Av. João Fernandes Vieira, Av. Marcos Freire, Estrada da Muribeca, Rod. BR 101, Av. Dr. Júlio Maranhão (retorno), Av. Dr. Gonzaga Maranhão, TI Cajueiro Seco.TI Cajueiro Seco/Conj.Marcos Freire: Rua Dr. Luiz Regueira, Rua Fábio Maranhão, Rua Dr. Júlio Maranhão (retorno), Rod. BR 101, Estrada da Muribeca, Av. Marcos Freire, Av. João Fernandes Vieira, Quadra 59.

 12º 165 – MURIBECA DOS GUARARAPES/ TI CAJUEIRO SECO
Tarifa Anel A (R$2,25)Alterações:· Diminuiu a tarifa de “B” (R$ 3,45) para “A” (2,25)· Mudou a nomenclatura de 165 Muribeca dos Guararapes para 165 – Muribeca dos Guararapes/TI Cajueiro Seco· Mudou o itinerário: Continua antigo itinerário até Av. Barreto de Menezes. Muda a partir desta via, deixando de ir para o centro do Recife (pega a Av. Dr. Júlio Maranhão, faz o retorno na Coca Cola e faz ponto de retorno no TI Cajueiro Seco)Itinerário:Muribeca dos Guararapes/TI Cajueiro Seco: v. Dr. Julio Maranhão (retorno na Coca Cola), 6ª Travessa Dr. Júlio Maranhão, Av. Dr. Gonzaga Maranhão, TI Cajueiro Seco.TI Cajueiro Seco/Muribeca dos Guararapes: Rua Fábio Maranhão, Av. Dr. Júlio Maranhão, Av. Barreto de Menezes, Rod. BR 101 (retorno), Estrada da Muribeca, Rua da Matriz, Rua Antônio Pereira de Oliveira, Rua Nilton Carneiro Filho.

13º 171 – INTEGRAÇÃO MURIBECA/TI CAJUEIRO SECO

Tarifa Anel A (R$2,25)Observação: Faz o atendimento a comunidade de Pontal dos Prazeres em toda as viagens.Itinerário:Integração Muribeca/Cajueiro Seco: Rua Rio Moxotó, Av. Rio Jaboatão, Av. do Contorno, Estrada do Eixo de Integração, Rua Machados, Rua Jaboatão dos Guararapes, Rua Afrânio (retorno), Rua Jaboatão dos Guararapes, Rua Machados, Estrada do eixo de Integração, BR 101 (retorno), Av. Barreto de Menezes, Av. Dr. Júlio Maranhão, 6ª Travessa Dr. Julio Maranhão, Av. Dr. Gonzaga Maranhão, TI Cajueiro Seco.TI Cajueiro Seco/Integração Muribeca: Rua Dr. Luiz Regueira, Rua Fábio Maranhão, Rua Dr; Gonzaga Maranhão, Av. Barreto de Menezes, Rod. BR 101 (retorno), Estrada do Eixo de Integração, Rua Machados, Rua Jaboatão dos Guararapes, Rua Afrânio (retorno), Rua Jaboatão dos Guararapes, Rua Machados, Estrada do Eixo de integração, Av. do Contorno, Av. Rio Jaboatão, Rua Rio Moxotó (ponto de retorno

Fonte: Secretaria das Cidades

Mobilidade pelos trilhos na França

Comparar a mobilidade de Paris com a do Recife pode parecer descabido, mas a intenção é mostrar até onde podemos chegar. Já demos alguns passos, mas é preciso avançar muito. O vídeo é uma ilustração dessas duas realidades bem distintas.

Quem disse que construir metrô é caro?

Por

Ailton Brasiliense Pires

Presidente da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP)

Vez ou outra, alguém, mal formado e/ou mal informado, se não mal intencionado, retoma esta frase: o metrô é caro, por que não o BRT? E mais, completam suas teses afirmando que o BRT é mais barato. O BRT tem vantagens competitivas, que não precisam de falsas afirmações para se estabelecer como uma forma inteligente, integrada e econômica de transporte público. Precisamos compreender melhor quando fazemos nossas escolhas. Sempre aparecem aqueles que, tomando Bogotá como referência, ou Curitiba, afirmam que estas duas cidades devem ser exemplo de nossos planos. Mais ainda que nossas cidades deveriam utilizar apenas aquelas duas como referência.

Curitiba, sabiamente, em 1960, com apenas 300 mil habitantes, optou por associar o planejamento de transportes ao planejamento urbano, coisa que muitas cidades do mundo também fizeram durante as primeiras décadas do século XX. Com isso, permitiu-se que a cidade se desenvolvesse distribuindo moradias, comércio, indústrias e serviços ao longo dos corredores de ônibus, estimulando uma melhor distribuição do espaço, do fator de renovação e de um custo menor da viagem coletiva. Isto permitiu uma qualidade de vida apreciada.

Mas, outros críticos dirão que o sistema de Curitiba se exauriu. Nada mais natural. O projeto de 1960 permitiu que a cidade crescesse de 300 mil a 1,5 milhão de habitantes sem mudar seu paradigma. Como todo projeto tem seus limites, passado o limite, o projeto precisa ser revisto. Agora e, somente agora, estão pensando em uma alternativa. Sábios curitibanos.

Da mesma forma Bogotá, com um modelo espanhol de urbanização, com vias largas e planejadas, puderam implantar, com conhecimento brasileiro, seus corredores de transporte. Estes também já atingiram seus limites e a qualidade dos serviços, agora, começa a ser questionada.

Estes dois exemplos bastam para responder à pergunta do por que investir em metrô. Porque naquelas cidades planejadas, como Curitiba, o crescimento se deu em torno de eixos de transporte estruturadores que, com o tempo, tiveram tal adensamento que a demanda pode exigir outra tecnologia. Por outro lado, nas cidades não planejadas, a grande maioria, há uma tendência ao espraiamento da mancha urbana, com redução de densidade demográfica, criando situações de grandes congestionamentos de veículos e grandes volumes de passageiros do transporte coletivo com origem e destino situados nas pontas dos eixos de transporte. Nestes casos, com a demanda ultrapassando determinados valores de passageiro hora/sentido, já se torna inevitável a construção de BRTs para demandas médias e linhas de metrô para altas demandas.

Consideremos o centro de algumas cidades com mais de um milhão de habitantes, construídas segundo interesses privados, com o olho apenas no lucro imediato e total ausência do poder público. Elas exigem que entre 7 e 9h e entre 17 e 19h a maioria dos trabalhadores entrem /saiam dos seus postos de trabalho. Como transportar 30, 40, 50 ou 60 mil pessoas por qualquer modo que não seja de metrô? O Metrô ocupa, quando construído em nível, por exemplo, apenas 11 m para a circulação de trens oferecendo até 60 mil lugares por hora/sentido. Se tentássemos transportá-los por ônibus, ou de maneira mais insensata, por automóvel, precisaríamos destruir a cidade para tal.

Assim, o metrô é caro, comparado com o quê? Ele é a única forma de acessarmos determinadas áreas preservando a economia, a história, o patrimônio público e a inteligência. Da mesma forma, temos de considerar em nossas análises que num plano urbano deve-se perguntar em que cidade queremos viver, de que modo e a que custo, entre outras questões e, assim, revermos nossa forma de deslocamento da maneira mais adequada à rede de transportes, de trilhos e pneus, para atingirmos estes objetivos.

Projeto do metrô de Curitiba é adiado por um ano

 

 

A viabilização do metrô, discutido há cerca de 15 anos na cidade, é propagandeada como uma conquista do atual prefeito, Luciano Ducci (PSB).

No ano passado, a presidente Dilma Rousseff esteve na cidade para anunciar o repasse de R$ 1 bilhão para a obra, o que viabilizou sua construção. Até agora, porém, o edital de licitação para o início das obras não foi publicado.

Fruet defende o adiamento para “definir qual o melhor projeto, trajeto e custo financeiro”. “Não é uma vontade pessoal. Tem uma questão técnica, econômica, financeira. Isso é muito sério”, disse, em entrevista à RPC TV, na última segunda-feira (29)

O pedetista critica que apenas uma audiência pública tenha sido feita, e diz que quer debater o projeto com entidades de classe e com a população.

De acordo com o Ministério do Planejamento, apesar de haver uma aprovação prévia ao projeto atual, é possível que o prefeito eleito faça alterações até dezembro de 2013, prazo final para o início do repasse dos recursos federais.

 

“[O adiamento] é para ter clareza do que se está assumindo para os próximos 30 anos”, diz o economista Fabio Scatolin, coordenador da equipe de transição de Fruet. “É uma discussão técnica; não tem nada com o atual prefeito fazer ou não fazer [a obra].”

O pedido para que o edital não seja lançado será feito à prefeitura na semana que vem.

O secretário municipal de Planejamento, Carlos Homero Giacomini, diz que a nova gestão tem “todo o direito de analisar o projeto”, embora ressalte que isso vá atrasar a obra em um ano. “É um outro governo”, afirma. “Mas a nova equipe vai ter que enfrentar a discussão toda outra vez.”

O Crea (Conselho Regional de Engenharia) diz ser favorável à rediscussão do edital de licitação, para esclarecer alguns parâmetros da obra que “não estão muito claros”, mas não a revisão do projeto.

“A gente vê isso com certa preocupação, porque pode retardar ainda mais o início da obra”, diz o engenheiro Joel Krüger, presidente do Crea.

Fonte: Portal Mobilize

 

 

Por

Tânia Passos

 

Pioneira no transporte rápido por ônibus e uma das referências desse sistema no país, Curitiba chega ao século 21 sem nenhuma linha de metrô. Mas não por falta de projeto. O primeiro desenho para o metrô da cidade é de 1968, mas sem recursos e com a demanda que estava sendo atendida pelo modelo dos ônibus, em pistas exclusivas, a ideia foi sendo adiada. Em 1990 chegou a ser desenhado um projeto com linhas de bonde, mas não saiu do papel.

Em 2009, a cidade quase teve um monotrilho no trecho onde foi instalada a Linha Verde, com pistas exclusivas para os ônibus do sistema integrado. Também por questões econômicas, o projeto foi deixado para trás. “Mesmo não implantando agora o sistema ferroviário na Linha Verde, já deixamos a estrutura pronta quando houver necessidade de troca de modal”, explicou Reginaldo Reinert, supervisor de planejamento do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC).

A expectativa era que o edital de licitação da obra do metrô fosse lançado ainda em 2012, mas com a posição do prefeito eleito o cronogama agora é incerto.  O tempo estimado para implantação do projeto é de quatro a seis anos. A futura linha do metrô da cidade irá substituir o primeiro eixo de linha exclusiva de ônibus implantado na cidade na década de 1970. O eixo Norte/Sul, que tem hoje uma demanda de 230 mil passageiros por dia.

Aumentar a capacidade do transporte com o sistema ferroviário não é a única preocupação. O que vem ditando a mudança é principalmente o conforto para atender um público bastante exigente e que está migrando para o transporte individual. “Não basta apenas aumentar o tamanho dos ônibus. Por maior que ele seja, a percepção do usuário ainda é de um ônibus”, afirmou o coordenador do curso de engenharia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC), Ricardo Bertin.
O supervisor de planejamento do IPPUC, Reginaldo Reinert concorda que a percepção do usuário influencia na escolha. “Quando se pensa em metrô, se pensa na estação e quando se pensa no ônibus, se pensa no ônibus”, comparou Reinert.

O projeto do metrô de Curitiba tem exatamente o desafio de atrair o usuário do carro, da moto, da bicicleta e o pedestre. Pelo projeto, haverá três andares. O segundo deles será para estacionamento. Cada quadra terá capacidade para 180 vagas de estacionamento. “O usuário pode vir de carro e deixar estacionado. Ele pode precisar do carro depois do trabalho para ir ao supermercado, por exemplo, e no metrô ficaria mais difícil. O importante é oferecermos opções de diferentes modais ao longo dos deslocamentos”, explicou Reinert.

O metrô de Curitiba terá 24 km de extensão com uma estação por quilômetro e quatro terminais de integração. A capacidade estimada é de 760 mil usuários Três vezes mais do que o atual sistema. “Nós fizemos uma projeção de um milhão de passageiros em 2044″, revelou Reinert. A entrada do metrô não irá eliminar as linhas exclusivas de ônibus. Os modais são complementares. Mas no caso do corredor Norte/Sul, mesmo sendo subterrâneo a maior parte da linha ferroviária, os ônibus sairão desse eixo. A pista central ficará livre para pedestres e ciclistas. Os carros irão circular nas mesmas faixas destinadas para eles atualmente. Na requalificação da paisagem estão previstas ciclovias, calçadas para o pedestre, quiosques, bilheterias, áreas de convivência e acesso às estações e estruturas operacionais. A Linha Azul, como será chamada, promete reduzir poluentes, ruídos, o tempo de viagem, além de aumentar a capacidade e oferecer mais conforto ao usuário. “Acho que Curitiba está precisando mesmo de um metrô. Já passou do tempo da cidade ter um”, afirmou o estudante Marlon Henrique, 21 anos.

Fonte: Diario de Pernambuco

 

 

O teste intermodal no Recife

 

 

Calcular a eficiência dos diversos modais ao longo de um percurso na cidade, considerando, além do custo, critérios como emissão de poluentes foi a pegada do Desafio Intermodal, realizado ontem pela primeira vez no Recife. A saída foi do Shopping Boa Vista e a chegada no Shopping Recife, em Boa Viagem. Cada participante, porém, escolhia o percurso que considerava mais adequado para seu transporte ou combinação de veículos.

Em primeiro lugar ficou Enio Paipa, de bicicleta, com tempo de 36 minutos e 6 segundos; em segundo, Carlos Alberto Milheiro, de patins, aos 37 minutos e 20 segundos; e em terceiro, Renato Fernando, de motocicleta, aos 38 minutos e 30 segundos. Em seguida, chegaram as “categorias” bicicleta + metrô, bicicleta + barco (travessia do Marco Zero ao Parque das Esculturas), metrô + caminhada, carro, corrida, ônibus, ônibus + metrô e caminhada.

Ao chegar, cada “atleta” registrava suas impressões do trajeto, dando notas de 0 a 10 para itens como praticidade, segurança, conforto e infraestrutura. Fernando Lima, que percorreu o caminho a pé, reclamou do desrespeito dos motoristas e da falta de conservação das calçadas. “Há trechos que não têm passagem de pedestres, você precisa andar na pista. Em outros, elas estão em péssimo estado”, apontou. Já Roberta Cardoso teve dificuldade em entrar no metrô com a bicicleta. “Não queriam deixar eu passar, mesmo quando eu expliquei que ela é dobrável. Outro problema era a sujeira lá dentro”, reclamou.

Para Felipe Malagueta, membro do Observatório do Recife e um dos organizadores do evento, ressaltou a importância de se despertar na população o interesse por diferentes opções de locomoção. “A população precisa pensar em como tornar o trajeto melhor não só para o indivíduo, mas para a sociedade – avaliando a questão ambiental e o tempo social gasto”. O Desafio Intermodal também é realizado em São Paulo e Rio de Janeiro.

 

Fonte: Diario de Pernambuco

Desafio intermodal

 

Por

Tânia Passos

Pode  até parecer, mas não é brincadeira e tampouco uma disputa. A ideia do 1º Desafio Intermodal, que será realizado, amanhã, no Recife, em pleno horário de pico, servirá para apresentar outras formas de deslocamento além do carro, ônibus ou metrô. Mais do que isso, mostrará a possibilidade de integrar diversos modais para chegar ao mesmo destino.

A experiência que já foi realizada em outras cidades, revelará ainda informações sobre o tempo de deslocamento e os níveis de poluição. Em São Paulo, no desafio de lá, um dos participantes integrou a bicicleta com o helicóptero. Aqui não deve chegar a tanto, mas há pelo menos doze modais confirmados para realizar a experiência no Recife.

Tem gente que fará o percurso de moto, carro, skate, patins, ônibus, a pé, bicicleta, metrô, ônibus e até barco. Os participantes podem associar mais de um modal. A saída está prevista para esta quinta-feira às 18h com saída do Edifício Garagem do Shopping Boa Vista em direção ao Shopping Recife. Embora não seja uma corrida, imagino que em muitos aspectos quem for de carro levará desvantagem e corre o risco de ficar preso no trânsito. Pode ganhar a lanterninha de último colocado e ainda de maior poluente. Mas vamos esperar o desafio para ver as lições que temos de aprender com modais ainda pouco usados.

O nó das integrações nos terminais

 

O maior diferencial do Sistema Estrutural Integrado (SEI) está na capacidade de integração dos modais por meio dos terminais. E com a possibilidade de deslocamento para qualquer ponto do sistema com uma única passagem. Mas esse talvez seja também seu maior nó. Encontrar o formato ideal de integração em cada um dos terminais não é uma tarefa fácil e tampouco matemática. O gestor precisa levar em conta desde a operacionalização das linhas à aceitação das comunidades.

Foram pelo menos 10 anos até os terminais integrados de Tancredo Neves e Cajueiro Seco, ambos na Linha Sul do metrô, ficarem prontos. Mas até agora não há definição para o início das operações. Como trata-se de uma decisão que mexe na rotina de deslocamento de milhares de pessoas, as definições são sensíveis e não muito fáceis de serem tratadas em um período eleitoral. Mesmo concluídos desde o início do ano, a empresa Grande Recife Consórcio de Transporte Metropolitano, que gere o Sistema de Transporte Público, não tem data para o início das operações. Aliás, a empresa alega que os estudos ainda estão sendo feitos, o que parece pouco improvável numa estrutura planejada desde a década de 1980.

Na verdade, o poder de pressão das comunidades acaba sendo determinante na escolha das linhas. Isso ocorre por uma razão simples. Quem está acostumado a ter um ônibus passando na porta de casa e indo até o centro provavelmente não irá querer pegar mais de uma condução para fazer o mesmo percurso. Mesmo que isso signifique menos ônibus se deslocando ao centro e mais velocidade com o metrô. Encontrar esse meio termo é o nó que o Grande Recife terá que desatar. Talvez já tenha feito. Só não disse ainda.

 

Fonte: Diario de Pernambuco (Coluna Mobilidade Urbana)