Treze painéis com mensagens do trânsito nas ruas do Recife em 2016

Painel de Mensagens Variadas (PMV) em São Paulo. A CTTU tem planos de instalar 13 painéis na capital pernambucana em 2016

Painel de Mensagens Variadas (PMV) no Rio de janeiro. A CTTU tem planos de instalar 13 painéis na capital pernambucana em 2016

A informação é uma aliada fundamental na mobilidade. Mas há situações, onde a ausência dela pode significar o mergulho no caos. Imagine vir de Boa Viagem sentido Centro e na hora de optar entre o Cais Estelita e a Avenida Agamenon Magalhães, você opta pela segunda e mais na frente se surpreende com um caminhão quebrado em cima do viaduto.

A situação não é hipotética, ela já ocorreu inúmeras vezes, mas o motorista só descobre a má escolha depois que não tem como sair dela. Pelo menos até agora.A Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) está licitando 13 Painéis de Mensagens Variáveis (PMV), que serão distribuídos em pontos estratégicos da cidade a partir de 2016.

Os pontos foram estudados justamente para possibilitar ao condutor mudar a sua direção a tempo. As informações vão incluir a velocidade das faixas em tempo real e os avisos no caso de acidentes ou protestos interrompendo as vias. “Esse tipo de informação dará um salto de qualidade muito grande na mobilidade. A partir das informações as pessoas terão condições de mudar o roteiro com as rotas de fuga”, explicou o gerente de fiscalização da CTTU, Marcos Araújo.

Dos 13 painéis seis serão localizados na Zona Sul, sendo três na Herculano Bandeira, dois na Mascarenhas de Moraes e um na Conselheiro Aguiar. “Foi feito um estudo para instalar nos principais corredores onde há opção do motorista mudar de rota, mas esses locais não são definitivos e podem sofrer alteração a partir de novas necessidades”, explicou o diretor de operações de trânsito da CTTU, Agostinho Maia.

As avenidas Beberibe, Estrada de Água Fria e Abdias de Carvalho também irão receber informações em tempo real da velocidade das faixas. “O motorista vai poder se adequar com as informações da velocidade”, ressaltou Marcos Araújo.

Em São Paulo, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) dispõe de 40 painéis. Em 2011, eram 23 equipamentos. Uma das reclamações mais comuns era a demora na atualização das informações. “Aqui no Recife, nós teremos informações transmitidas imediatamente após um evento que traga prejuízo a fluidez do trânsito”, explicou Marcos Araujo.

Detalhamento da localização dos 13 PMV’s

Avenida Mascarenhas de Moraes
– 1 painel (sentido centro) em frente ao Aeroporto Internacional dos Guararapes
– 1 painel (sentido subúrbio) após a descida da ponte Motocolombó

Avenida Abdias de Carvalho
– 1 painel (sentido centro) após a lombada eletrônica da Av. Eng. Abdias de Carvalho
– 1 painel (sentido subúrbio) em frente ao Sport Club do Recife

Avenida Herculano Bandeira
– 1 painel (sentido subúrbio) Após a descida da ponte Governador Paulo Guerra
– 2 painéis (para atendimento da Domingos Ferreira / sentido subúrbio), sendo um no início da pista leste e outro no início da pista oeste

Avenida Recife
– 1 painel (sentido aeroporto) próximo à entrada de Jardim São Paulo
– 1 painel (sentido Ceasa) após a descida do viaduto Tancredo Neves

Avenida Beberibe
– 1 painel (sentido centro): próximo ao antigo terminal de Beberibe
– 1 painel (sentido subúrbio) próximo ao Mercado da Encruzilhada

Avenida Conselheiro Aguiar
1 painel próximo à pracinha de Boa Viagem

Rua – Estrada Velha de Água Fria
1 painel (sentido aeroporto) início da Estrada Velha de Água Fria, próximo ao DNOCS

Fonte: CTTU

Recife a 11km/h nos horários de pico

 

Recife registra velocidade de 11km/h a 12km/h nos horários de pico. Foto - Júlio Jacobina DP/D.A.Press

Recife registra velocidade de 11km/h a 12km/h nos horários de pico. Foto – Júlio Jacobina DP/D.A.Press

 

Para escapar dos congestionamentos e ter os deslocamentos diários menos sofridos será preciso uma mudança no comportamento do condutor. Um levantamento da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) aponta que as cinco vias mais lentas da cidade registram nos horários de pico uma velocidade de 12km/h.

O primeiro horário de pico fica entre 6h30 e 9h. São duas horas e meia de pico no trânsito. Para quem consegue sair 15 minutos antes ou depois desse horário, a velocidade praticamente triplica.

“Nós chegamos a velocidade das carroças e das carruagens e os veículos são feitos para andar até 100km/h”, compara o consultor em educação de trânsito, o engenheiro Carlos Guido.  Entre as cinco vias mais lentas, a Avenida Mascarenhas de Moraes – no sentido Centro – é a campeã em lentidão com velocidade de 11km/h.

Além do volume de carros, a estrutura da via dificulta o escoamento do tráfego. “O motorista sai de quatro para duas vias na subida da Ponte Motocolombó e no Largo da Paz há um giro à esquerda para quem vai para Afogados que também dificulta a fluidez”, apontou o gerente de operações de trânsito da CTTU, Agostinho Maia.

Com uma frota de quase 670 mil veículos, a capital pernambucana trava também em outros dois horários. Além da manhã, o trânsito complica das 17h30 às 19h30 e das 21h às 22h30. “Encontrar brecha no trânsito é um sufuco. Eu não tenho como sair antes da 7h e depois das 9h ficaria muito tarde. O jeito é sofrer no engarrafamento”, revelou a psicóloga Kátia Abreu, 36 anos.

Ela sai de casa bem no olho do furação às 7h20 e pega a Avenida Rui Barbosa, que registra nesse horário 12km/h. “Demoro de 40 minutos a uma hora só para conseguir chegar na Rua Fernandes Vieira”, contou. A distância entre as duas vias é de menos de 3km. A combinação escola e trabalho no mesmo horário é apontada por especialistas como desastrosa para a mobilidade.

Nas férias, a redução do fluxo de veículos nas ruas do Recife é de cerca de 20%.  “Mesmo quando os pais trabalham a partir das 8h ou 9h, muitos têm o compromisso de levar os filhos na escola e todo mundo sai na mesma hora ”, ressaltou o diretor de operações da CTTU, Agostinho Maia.

Para o especialista em educação de trânsito, o engenheiro Carlos Guido, o escalonamento (alternar horários)  é uma das soluções, mas não é a única. “Hoje não existe uma solução, mas um mix de alternativas.O escalonamento é uma opção que pode ser estudada para a realidade local. Além disso, vamos lembrar que a restrição ao veículo particular e a taxação para carros com apenas uma pessoa também são medidas importantes, sem falar na melhoria do transporte coletivo”, elencou Carlos Guido.

Ranking das cinco vias com menor velocidade nos horários de pico

Os três picos no trânsito: 6h30 às 9h; das 17h30 às 19h e das 21h às 22h30

1ª – Rua Visconde de Albuquerque (30.000 veículos)
Velocidade nos horários de pico: 12 km/h
Velocidade fora dos horários de pico: 31 km/h

2ª –  Avenida Marechal Mascarenhas de Moraes (sentido centro): 59.000 veículos
Velocidade nos horários de pico: 11 km/h
Velocidade fora dos horários de pico: 33 km/h

4ª – Avenida Caxangá (sentido centro): (29.000 veículos)
Velocidade nos horários de pico: 15 km/h
Velocidade fora dos horários de pico: 35 km/h

5ª – Avenida Rui Barbosa:(25.500 veículos)
Velocidade média: 20 km/h
Velocidade nos horários de pico: 12 km/h
Velocidade fora dos horários de pico: 35 km/h

6ª – Rua José Bonifácio: (32.000 veículos)
Velocidade média: 20 km/h
Velocidade nos horários de pico: 12 km/h
Velocidade fora dos horários de pico: 32 km/h

Ranking das cinco vias com maior velocidade nos horários de pico:

1ª – Via Mangue – Pista Oeste (34.000 veículos)
Velocidade nos horários de pico: 37 km/h
Velocidade fora dos horários de pico: 57 km/h

2ª – Avenida Herculano Bandeira  (63.000 veículos)
Velocidade nos horários de pico: 29 km/h
Velocidade fora dos horários de pico: 48 km/h

3ª – Av. Domingos Ferreira (até a Barão de Souza Leão com 36.000 veículos)
Velocidade nos horários de pico: 27 km/h
Velocidade fora dos horários de pico: 49 km/h

4ª – Av. Engenheiro Abdias de Carvalho (sentido UFPE com 27.500 veículos)
Velocidade nos horários de pico: 30 km/h
Velocidade fora dos horários de pico: 50 km/h

5ª – Cais José Estelita (sentido Centro com 18.500 veículos)
Velocidade nos horários de pico: 29 km/h
Velocidade fora dos horários de pico: 49 km/h

Fonte: CTTU

Um ano após a Copa e os corredores de BRT no Recife ainda incompletos

 

Estação de BRT do corredor Leste/Oeste com obras paradas na Benfica Foto: Gustavo Glória Especial DP/D.A.Press

Estação de BRT do corredor Leste/Oeste com obras paradas na Benfica Foto: Gustavo Glória Especial DP/D.A.Press

Por

Marcionila Teixeira (Diario de Pernambuco)

A lógica se inverteu. Quase 12 meses depois da abertura da Copa do Mundo, em 12 de junho do ano passado, algumas obras de mobilidade voltadas para facilitar a vida das pessoas durante e após o mundial estão atrasadas ou paralisadas.

Os principais entraves estão no corredor Leste-Oeste e no Ramal Cidade da Copa, cujas obras estão suspensas por problemas financeiros enfrentados pelo consórcio Mendes Jr./SERVIX, investigado na Operação Lava-jato. O corredor Norte-Sul, por sua vez, ganhou nova previsão de conclusão para dezembro, já que duas estações sequer foram iniciadas. Segundo Gustavo Gurgel, gerente geral de mobilidade da Secretaria das Cidades, até o fim deste mês o governo abrirá licitação para contratar a empresa responsável por levantar o que deixou de ser executado pelo consórcio. Somente depois haverá nova licitação para contratação de outra empresa para assumir o serviço.

De forma geral, a maior causa do atraso, segundo Gurgel, foram as desapropriações. Além disso, a existência de linhas de energia elétrica e telefônicas e redes de esgotamento sanitário ao longo do caminho geraram demora. “Existe uma prática no Brasil de prazos não serem cumpridos. Os governos apostam em recursos não disponíveis e subestimam cronogramas de obras”, analisa Germano Travassos, engenheiro consultor em mobilidade urbana.

Nas ruas, os sintomas do atraso são sentidos no dia a dia por motoristas, passageiros e pedestres. Na Cruz Cabugá, por onde passa o corredor Norte-Sul, a desordem é generalizada. “Estou participando de uma seleção de emprego e fiquei surpresa com a situação da avenida. Somos obrigados a andar no meio do mato e do lixo porque não tem calçada”, disse Gilvanice da Silva, 29 anos, na altura do Armazém Coral, onde está em obras uma das estações de BRT.

Gustavo Gurgel ressaltou que a secretaria trabalhou com cronogramas factíveis. “Os prazos são trabalhados para darem certo. Infelizmente as desapropriações têm prazos imprevistos. Muitas vezes o problema em um só imóvel atrasa todo um trecho”, destacou. Ainda segundo o gerente geral, o custo total das obras subiu 20% e o permitido por lei é 25%. Gurgel disse, ainda, que a verba para conclusão das intervenções está garantida pelo governo federal.

Hidrovias do Recife com dois ramais só devem ser entregues em 2017

Hidrovia cortando o Recife só deve ocorrer em 2015 Foto - Paulo Paiva DP/D.A.Press

Hidrovia com dois ramais  cortando o Recife só deve ocorrer em 2017, segundo o governo do estado. A obra estava prevista para 2014. Foto – Paulo Paiva DP/D.A.Press

As obras do projeto de navegabilidade dos rios Capibaribe e Beberibe no trecho urbano do Recife serão retomadas no segundo semestre de 2015. O novo cronograma das obras prevê um ano e meio para conclusão. Ou seja início de 2017.  De acordo com a Secretaria das Cidades, a retomada será possível após a aprovação dos projetos das estações pela Caixa Econômica Federal no início deste ano.

A Secid tem, no entanto, outro entrave: a relocação das palafitas de três comunidades que se encontram no trecho do ramal Oeste: Vila Brasil, Coelhos e Roque Santeiro. Esta, aliás, teria sido a principal razão para a interrupção da dragagem do rio por provocar instabilidade nas moradias.

De acordo com a Secid já foram dragados nove dos onze quilômetros do ramal Oeste. Segundo a secretária executiva de articulação, Ana Suassuna o próximo passo é remover as famílias. “Já existem soluções de habitações para as comunidades de Vila Brasil 1 e Coelhos. Ainda falta uma solução de auxílio-moradia para a comunidade de Roque Santeiro”, explicou a secretária.

A demora na análise dos projetos pela Caixa se deu, segundo ela, devido as alterações do local das estações. A estação do Derby que ficaria por trás do quartel da Polícia Militar foi transferida para as imediações do Memorial de Medicina. Já o galpão de manutenção previsto para ser instalado nas proximidades do metrô teve o projeto transferido para as imediações do Fórum Joana Bezerra. E a estação Recife ficará mais próxima da Ponte Velha (ferro).

Ao  mesmo tempo que as obras serão retomadas, será lançado também o edital de concessão do serviço, que inclui também a compra das embarcações pela empresa que vencer a licitação. “No caso das embarcações chegarem antes da conclusão da estação Recife, nós poderemos entrar em operação com as que já estiverem concluídas”, pontuou.

O projeto prevê dois ramais: Oeste e Sul. A rota Oeste com 11 quilômetros de extensão no trecho entre a BR-101 e a estação central do metrô Recife. E terá cinco estações integradas ao sistema público de transporte por ônibus ou metrô. Já o ramal Norte com 2,9 km de extensão foi desenhado com duas estações. A estação Correios, na Rua do Sol, e estação Olinda, em frente ao Shopping Tacaruna. “No caso do ramal Norte, ainda não tivemos aprovação da Marinha para a estação Tacaruna”, revelou.

Saiba Mais

Cronologia das obras do projeto Rios da Gente
Início das obras – 2012
Retomada prevista no 2º semestre de 2015
Cronograma de conclusão 1 ano e meio (início de 2017)

O projeto contempla
R$ 289 milhões é o valor do orçamento
5 estações da rota Oeste
2 estações da rota Norte
13 embarcações
300 mil passageiros por mês deverão ser transportados

Rota Oeste – 11km de extensão
Estação Dois Irmãos
Estação Santana
Estação Torre
Estação Derby (imediações do Memorial de Medicina)
Estação Recife (imediações da Ponte Velha)
Galpão de manutenção (nas imediações do Fórum Joana Bezerra)

Rota Norte – 2,9 km de extensão
Estação Correios
Estação Tacaruna (Falta aprovação da Marinha)

Fonte: Secretaria das Cidades