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Caminho azul para o ônibus
O carro pode e deve ser parceiro na integração com o transporte público
O transporte interbairros do Recife não consegue atrair usuários do carro

Dez anos de prisão para quem matar em racha

Câmara aprova projeto que disciplina prisão em caso de morte em pega Foto: Alex Silva

Câmara aprova projeto que disciplina prisão em caso de morte em pega Foto: Alex Silva

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou penas de reclusão para o racha no trânsito, se disso resultar lesão corporal grave ou morte. Os deputados rejeitaram o substitutivo do Senado e mantiveram o texto da Câmara ao Projeto de Lei 2592/07, do deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), já aprovado em abril do ano passado. Esse texto será enviado à sanção da Presidência da República.

Segundo o texto, do relator pela Comissão de Viação e Transportes, deputado Hugo Leal (Pros-RJ), a pena para a prática do racha em vias públicas sem vítimas foi aumentada, de seis meses a dois anos de detenção para seis meses a três anos.

No caso de ocorrer lesão corporal grave, haverá pena de reclusão de três a seis anos. No caso de morte, de cinco a dez anos. Essas situações agravantes não estão previstas atualmente no Código de Trânsito Brasileiro (CTB – Lei 9.503/97).

Na prática do racha, esses agravantes serão aplicados mesmo que o agente não tenha desejado o resultado ou assumido o risco de produzi-lo.
O projeto também prevê pena de reclusão de dois a quatro anos se o homicídio culposo ao volante for causado por motorista alcoolizado ou drogado. O texto do Senado excluía essas penas.

Penas administrativas
O texto aumenta em dez vezes as multas aplicáveis nos casos de racha, “pega”, manobras perigosas, arrancadas e competições não autorizadas. Atualmente, elas variam de uma vez a cinco vezes.

No caso de reincidência dentro de 12 meses, a multa será aplicada em dobro. O recolhimento do veículo e a suspensão do direito de dirigir continuam, como já previsto no código.

Ultrapassagens perigosas
Para a ultrapassagem na contramão em situações perigosas, como curvas, faixas de pedestre, pontes ou túneis e nas faixas duplas contínuas, a multa passa a ser de cinco vezes, com aplicação do dobro na reincidência. Quem ultrapassar outro veículo pelo acostamento ou em interseções e passagens de nível terá multa equivalente a cinco vezes a normal, e a falta passa a ser considerada gravíssima. No caso de ultrapassagem em pistas de duplo sentido, se o condutor forçar a passagem entre veículos, a multa será de dez vezes a atual, com aplicação em dobro na reincidência e suspensão do direito de dirigir.

Dados do Ministério da Justiça indicam que as ultrapassagens perigosas são responsáveis por 5% dos acidentes nas rodovias, mas têm a maior mortalidade, de cerca de 40%. Essas multas podem chegar a cerca de R$ 1 mil.

Exame toxicológico
Pelo texto, o exame toxicológico passa a valer como meio de verificar se o condutor conduzia o veículo sob a influência de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência.

Atualmente, com a Lei Seca (Lei nº 12.760/12), essa verificação pode ser feita com teste de alcoolemia, exame clínico, perícia, vídeo, prova testemunhal ou outros meios de prova admitidos em direito, observado o direito à contraprova

Fonte: Agência Câmara

 

 

Vandalismo custa ao metrô do Recife R$ 300 mil ao ano e até os novos trens já foram alvo

O custo do vandalismo no metrô do Recife é de cerca de R$ 300 mil por ano Foto Annaclarice Almeida DP/D.A.Press

O custo do vandalismo no metrô do Recife é de cerca de R$ 300 mil por ano Foto Annaclarice Almeida DP/D.A.Press

O vandalismo custou ao metrô do Recife, somente em 2013, cerca de R$ 300 mil. Para se ter uma ideia, todos os 15 novos trens, que custaram R$ 220 milhões e cuja remessa só foi concluída no ano passado, já foram alvo de vândalos. Pedras nas janelas e no teto são algumas das práticas mais comuns, mas o que deixa o sistema sem condições de operar é quando os ataques afetam, principalmente, os cabos de alimentação.

Foi o que aconteceu na manhã da quinta-feira, quando cinco estações do ramal de Camaragibe foram prejudicadas com a interrupção da energia provocada pelo rompimento de um cabo. Os técnicos de manutenção identificaram um artefato conhecido como “capa-gato”, feito com duas pedras ligadas por um fio que foram lançadas na rede, provocando curto-circuito. O sistema ficou paralisado até o início da noite de ontem, prejudicando cerca de 50 mil usuários.

Portas e janelas do metrô são alvos mais comuns dos vândalos - Foto - reprodução/TV Clube

Portas e janelas do metrô são alvos mais comuns dos vândalos – Foto – reprodução/TV Clube

Os técnicos desconfiam que a intenção de paralisar a rede possa ir além do vandalismo. Os cabos são feitos de fios de cobre, produto bastante cobiçado por ladrões. Nenhum fio, no entanto, chegou a ser roubado. O ramal de Camaragibe não está entre os trechos de roubo e vandalismo frequentes.

O reforço na segurança da linha ocorre principalmente entre os trechos Recife/Ipiranga, Recife/Joana Bezerra, Joana Bezerra/Afogados e Imbiribeira/Largo da Paz. “Temos seguranças que percorrem as linhas. Esse trecho do ramal de Camaragibe ainda não havia apresentado esse tipo de problema”, afirmou o gerente de comunicação do metrô, Salvino Gomes.

O serviço de viagem das cinco estações – Curado, Rodoviária, Alto do Céu, Cosme Damião e Camaragibe – teve atrasos de 25 e 30 minutos, enquanto os técnicos tentavam reverter o problema. Nos horários de pico, os intervalos são de 10 minutos. Muitos passageiros tiveram que recorrer aos ônibus.

O vandalismo é uma das causas da interrupção do serviço, mas o professor do Departamento de Engenharia Civil da UFPE Fernando Jordão chama atenção para a idade do metrô, que faz 30 anos em março de 2015, mas mantém os mesmos equipamentos desde a fundação.

“A gente não conhece o orçamento de manutenção do metrô. Não há transparência quanto isso”. A assessoria de imprensa também não soube informar quanto é gasto na manutenção. O metrô é uma das principais apostas de mobilidade na Copa de 2014. Nas últimas chuvas algumas estações ficaram alagadas e junho é mês de chuva na cidade.

Rio Doce/CDU: filme é exibido gratuitamente em paradas de ônibus do Recife


 

 

Documentário é exibido em 12 pontos do trajeto entre Olinda e Recife até o dia 4 de maio.

Ninguém precisou usar óculos 3D, mas todos tiveram a sensação de estar dentro de um filme na noite de quinta-feira no pátio em frente ao Mercado da Encruzilhada, onde o documentário Rio Doce CDU foi projetado ao ar livre em um telão. O longa-metragem (72 minutos) da cineasta Adelina Pontual, que retrata o cotidiano da linha de ônibus mencionada no título, tem cenas filmadas exatamente naquele local.

Depois da Encruzilhada, mais 11 pontos que estão no trajeto do ônibus Rio Doce CDU receberão as sessões de cinema que começam sempre às 18h30, com acesso grátis, cadeiras e um todldo de proteção contra as chuvas. No final da projeção, DVDs com o filme são sorteados entre o público. Hoje à noite, a tela será montada na Praça do Jacaré, em Olinda. Amanhã será a vez do Mercado da Madalena. No domingo, o projeto chega à Praça de Campo Grande.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA:

11/04 – Sexta – Praça do Jacaré em Olinda
12/04  – Sábado – Praça ao lado do Mercado Madalena
13/04  – Domingo – Praça de Campo Grande
24/04  – Quinta – Concha Acústica da UFPE – Cidade Universitária
25/04  – Sexta – Cidade Universitária – Rua Deputado Cunha Rabelo (ao lado do Restaurante ArriÉgua)
26/04  – Sábado – Torre – Praça da Academia da Cidade – Av. Beira Rio
27/04  – Domingo – Cordeiro – Praça da Academia da Cidade –  Av. Caxangá
01/05  – Quinta – Rio Doce – 1ª Etapa – Quadra Esportiva em Frente à Feira
02/05  – Sexta –  Rio Doce – 4ª Etapa – Ao lado do Terminal Integrado
03/05  – Sábado – Casa Caiada – Praça Duque de Caxias (em frente ao antigo Quartel)
04/05  – Domingo – Praça do Carmo

Semáforo testado em Londres mede o tempo do verde de acordo com a demanda de pedestres

pedestre na faixa2

 

Um amontoado de pedestres aguarda o semáforo fechar para, enfim, atravessar a rua. Alguns, mais apressados, inclusive arriscam a própria vida entre um carro e outro. Muitas vezes, inclusive, a quantidade de gente aguardando no semáforo é superior a de veículos trafegando. A cena é comum nos centros urbanos cujas vias foram projetadas para priorizar os carros e não os pedestres.

Em resposta a esta realidade, Londres está desenvolvendo uma tecnologia que traz mais segurança para quem está a pé. É o Pedestrian Scoot, um sensor que calcula o número de gente esperando para atravessar e, de acordo com a quantidade detectada, o equipamento prolonga o tempo para que mais pessoas atravessem. Ou seja, ele oferece mais eficiência e otimização nas viagens a pé.

A iniciativa faz parte dos esforços de Londres para reduzir em 40% o número de pedestres mortos ou feridos até 2020. Os locais escolhidos para a fase de testes foram as faixas de pedestres próximas às estações Balham e Tooting Bec do metrô. Atualmente, 550 travessias da capital inglesa contam com um cronômetro que indica o tempo restante para a travessia – tecnologia também presente em cidades brasileiras.

O prefeito de Londres, Boris Johnson, afirmou ao Cities Today: “Estou orgulhoso por Londres ser a primeira cidade no mundo a experimentar este equipamento de ponta, que beneficiará os pedestres pela cidade. Uma inovação como esta é chave para que Londres se mantenha eficiente no caminho de vias mais seguras para todos”.

Fonte: The City Fix Brasil (via Portal do Trânsito)

Obras de mobilidade do Recife deixam o pedestre na rua

 

Obras do corredor Norte/Sul na Avenida Cruz Cabugá atrapalhham mobilidadde do pedestre Foto Alcione Ferreira DP/D.A.Press

Obras do corredor Norte/Sul na Avenida Cruz Cabugá, no Recife, atrapalhham mobilidadde do pedestre – Foto Alcione Ferreira DP/D.A.Press

O Recife se transformou literalmente em um canteiro de obras e se pra quem está de carro a vida não tem sido nada fácil, para o pedestre a situação é bem pior. Duas importantes obras que vão ajudar a melhorar a mobilidade na cidade estão trazendo transtornos aos pedestres durante a sua execução. Embora os transtornos sejam consequência óbvia em qualquer obra, cuidados com a segurança dos transeuntes devem ser prioridade. Mas tem se tornado comum cenas de pessoas caminhando pela pista espremidas entre carros e tapumes.

Obras de drenagem e melhoria das calçadas na Rua Princesa Isabel, no Recife, deixam os pedestres na rua - Foto - Alcionne Ferreira DP/D.A.Press

Obras de drenagem e melhoria das calçadas na Rua Princesa Isabel, no Recife, deixam os pedestres na rua – Foto – Alcionne Ferreira DP/D.A.Press

Na Avenida Cruz Cabugá estão em construção seis estações do corredor Norte/Sul. Em um dos trechos nas imediações da Rua Araripina, a obra de alargamento da pista está isolada da calçada até a pista de rolamento. E o pedestre na rua. “A gente tentou passar por dentro, mas não foi permitido e voltei para a rua”,contou a operadora de telemarketing, Maria Regilma Santos, 24 anos. Já na altura da Câmara do Recife, a estação central que está em obras também serve de ponto de travessia dos pedestres. “A orientação é que tenha um espaço seguro para o pedestre. No caso do trecho que teve a calçada interditada foi em razão de demolições no local. Nesse caso, o ideal era o pedestre usar a calçada do lado contrário”, explicou o secretário executivo da Secretaria das Cidades, Gustavo Gurgel.

Pedestre ujsa a rua para conseguir passar com o carrinho de bebê na Rua Marquês do Pombal, Santo Amaro - Foto - Alcione Ferreira DP/D.A.Press

Pedestre ujsa a rua para conseguir passar com o carrinho de bebê na Rua Marquês do Pombal, Santo Amaro – Foto – Alcione Ferreira DP/D.A.Press

Obras para melhoria da calçada, também trazem transtorno ao pedestre é o caso da Rua Marquês do Pombal, em Santo Amaro. Embora tenha sido instalado um corredor que poderia ser usado pelos pedestres não há sinalização e o espaço é dividido com os trabalhadores da obra e placas da própria obra. “Eu passei com o carrinho do bebê pela rua mesmo. Não havia como passar”, revelou a dona de casa Livilane Urbano, 19. Em outra obra do município, na Rua Princesa Isabel, os pedestres têm a opção de seguir pela calçada destruída ou pela pista. “A orientação que foi feita às empreiteiras é destinar um espaço para os pedestres. Vamos providenciar para que seja corrido”, afirmou o gerente geral de obras públicas do município, Ricardo Fausto

A bicicleta ainda sem espaço seguro no trânsito do Recife

 

os risco de se pedalar no trânsito do Recife - Foto Alcione Ferreira DP/D.A.Press

os risco de se pedalar no trânsito do Recife – Foto Alcione Ferreira DP/D.A.Press

Por

Alice Souza

Ciclistas e perigo. As ações de incentivo ao uso de bicicleta na Região Metropolitana do Recife (RMR) ainda não distanciaram essas duas palavras, que quase sempre andam juntas em meio à falta de segurança para o uso do modal. Entre 2012 e 2013, o número de ciclistas acidentados atendidos no Hospital da Restauração (HR) aumentou 36%. Deve crescer ainda mais neste ano, segundo projeção do Comitê de Prevenção aos Acidentes com Moto (Cepam).

Um problema agravado pela falta de consciência de que o ciclista é parte e não obstáculo do trânsito. O Diario acompanhou um trajeto de 40 minutos e 6 km do estudante de direito Denis Meneses, 25 anos, de casa à faculdade. O percurso da Várzea ao Prado expõe os perigos que ameaçam quem usa a bike, como ciclofaixas apagadas e trechos de intenso fluxo de ônibus, sem área segregada para ciclistas.

É uma rotina longe do ideal de transporte agradável e tranquilo. Exemplos mais recentes têm nome e sobrenome. Kléber Cristiano Cavalcanti e José Ferreira da Silva entraram na estatísticas de mortes no trânsito em março. Kléber foi atropelado por um carro na Avenida Recife e José atingido por um ônibus no Cabanga. Ambos iam para casa de bicicleta.

Por trás dos números, uma malha cicloviária limitada e falta de consciência dos motoristas. Certa vez, um condutor de ônibus por pouco não inseriu o estudante Denis na conta das mortes. “Eu estava parado no sinal e pedi para ele manter distância até a minha saída, mas acelerou para cima de mim”. No boletim de ocorrência, o motorista afirma que o ciclista “se jogou” no veículo. O gráfico Aldênio Alves, 39, ressalta que a insegurança é frequente. “Já tive uma bike destruída pelo carro de um motorista impaciente”.

O coordenador de políticas da Associação Metropolitana dos Ciclistas do Grande Recife (Ameciclo), Cezar Martins, credita os acidentes ao modo de planejar o trânsito e à ausência de campanhas. “O pedestre e o ciclista também precisam respeitar, mas em uma cidade pensada para carros é difícil. Às vezes, o ciclista anda na contramão para evitar uma via de alta velocidade”, explica.

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabelece que cabe aos órgãos gestores dar segurança aos ciclistas e registrar seus veículos. Na prática, isso não acontece, abrindo precedente para se pensar no ciclista como parte externa ao trânsito. “Há prioridade para registrar, licenciar e multar quem pode trazer mais consequências à segurança (os condutores de carros)”, explicou a presidente do Conselho Estadual de Trânsito, Simiramis Queiroz.

Ela afirma, porém, que isso não impede os órgãos de atuar. “O segmento está sendo contemplado. Estamos dando espaço aos ciclistas e intensificando as ações de educação. Esperamos contrapartida. Todos têm que pensar como cidadão e cumprir as normas”, acrescentou Simiramis.

Fonte: Diario de Pernambuco

Conheça o primeiro carro que chegou ao Recife de navio no século 20

 

Primeiro carro do Recife chegou de navio. A imagem é do acervo do Museu da Cidade do Recife

Primeiro carro do Recife chegou de navio. A imagem é do acervo do Museu da Cidade do Recife

No arquivo de imagens do Museu da Cidade do Recife, uma chama atenção. A diretora do Museu, Betânia Corrêa mostra o registro feito do primeiro carro que desembarcou no Porto do Recife. A imagem não tem autoria e tampouco o ano. Mas estima-se que o fato tenha ocorrido por volta da década de 1920 ou 1930. “A nossa proposta é montar uma equipe multidisciplinar para buscar informações a respeito das imagens contidas no acervo”, revelou a diretora.

Agente de trânsito na Avenida Guarapes, Centro do Recife. década de 1940 - Acervo do Museu da Cidade do Recife

Agente de trânsito na Avenida Guarapes, Centro do Recife. década de 1940 – Acervo do Museu da Cidade do Recife

Nesta outra foto, também do acervo do museu há a imagem de um agente de trânsito em cima de um tablado bem no meio da Avenida Guararapes. A foto de autoria de Alexandre Berzin é da década de 1940 e já revela uma quantidade razoável de carros na via, embora ainda pudessem contados nos dedos. Embora o trânsito do Recife só tenha sido municipalizado em 2003, já havia a preocupação do ordenamento do trânsito 63 anos antes.

App para ônibus desenvolvido em Pernambuco disputa projeto no Rio

Por
Eduardo Lima Neto

O CROWDBUS é uma plataforma Web e Mobile, que tem como objetivo demonstrar, através da experiência dos usuários de transporte público coletivo, a forma mais eficiente de melhorar a mobilidade urbana no Recife, no  Brasil e no Mundo. Vamos permitir que os usuários ajudem a melhorar a qualidade dos serviços prestados pelas empresas de ônibus.

As pessoas poderão compartilhar informações de mudanças que ocorram nas paradas, itinerários, ou ainda questionar onde está meu ônibus? Também será possível curtir seu ônibus favorito. O aplicativo permitirá ao usuário fazer novas amizades e trocar informações.Dessa forma, será possível fortalecer a cidadania. O usuário também vai funcionar como um GPS para os ônibus, a medida que fornecerá informações quanto à sua localização.

As nossas informações serão base para tomada de decisão das empresas, assim elas terão obrigação em melhorar a qualidade do serviço. Nessa lógica, onde podemos apontar os bons e maus serviços criaremos nosso próprio ranking. Melhor serviço significa atrair mais usuários do carro para o transporte público.

As pessoas com deficiência visual também poderão usar o aplicativo para pesquisar os ônibus e os pontos de paradas falando o destino e pedindo a sua localização. O sistema indicará a localização e responderá através da voz inteligente os pontos de paradas mais próximos do usuário e quais os ônibus que passam nos pontos.

A distância dos ônibus para o ponto de parada será calculada pela geolocalização do usuário e será acompanhada em tempo real pela aplicação que continuará informando cada ponto do percurso.

A ideia do aplicativo surgiu após pesquisas em sites, entrevistas com usuários, motoristas, cobradores e fiscais, onde constatamos enormes falhas na operação. Um dos maiores entraves é a quase inexistente comunicação cliente/empresa. E quando ocorre é atrasada, o que atrapalha a correção dos problemas em tempo hábil.

Queremos aproximar o usuário do prestador de serviço, mostrando a visão do usuário para o empresario e o poder público, assim criamos um canal de comunicação mais rápido e eficiente. O Governador Eduardo Campos em sua fala no programa de lançamento da sua candidatura disse: ” O Governo precisa ouvir o povo. Governo que não ouve o povo está dando às costas para ele.” Nossa solução abre uma comunicação com o governo para dar opiniões, sugestões e reclamações. A proposta é gerar interatividade entre cliente e empresa, seja pública ou privada.

Clique aqui para votar no projeto

BRT entra em fase de teste no Recife, mas usuário só em dia 17 de maio

Início dos testes com BRT no Recife - Foto Júlio Jacobina DP/D.A.Press

Início dos testes com BRT no Recife – Foto Júlio Jacobina DP/D.A.Press

No mês de junho, quando o Recife estará sediando alguns jogos da Copa do Mundo, a expectativa é que sete linhas estejam sendo operadas: Camaragibe/Derby, Camaragibe/ Conde da Boa Vista, Caxangá/ Boa Viats, 4ª Perimetral/ Joana Bezerra, 4ª Perimetral/Conde da Boa Vista, 3ª Perimetral/Derby e 3ª Perimetral/Conde da Boa Vista. Ao tod deverão ser utilizados 95 ônibus para este ramal.

Em junho também deve ser iniciado o projeto piloto de monitoramento operacional (Simob), utilizando painés de led para monitorar o tráfego. Já o Corredor Norte/Sul vai entrar em operação com testes no dia 22 de abril e com passageiros no dia 23 de maio. No dia 24 de maio começa a funcionar com passageiros a linha PE-15/Dantas Barreto. A meta é começar a operar totalmente em setembro, com 84 veículos.

Os anúncios foram feitos na manhã desta quinta-feira pelo presidente do Grande Recife Consórcio de Transporte, Nelson Menezes, durante viagem de demonstração para a imprensa do BRT nos ramais Norte/Sul e Leste/Oeste. O percurso teve início às 7h na Estação 1 da Avenida Caxangá, sentido cidade/subúrbio, próximo às obras do Túnel da Abolição. Na noite de hoje serão realizados os testes práticos, sem a presença de passageiros, realizando o mesmo itinerário.

 

Cerca de 75% das cidades ainda não municipalizaram o trânsito

 

Agente de trânsito nas ruas do Recife - Foto - Teresa Maia DP/D.A.Press

Agente de trânsito nas ruas do Recife. A cidade teve o trânsito municipalizado desde 2003- Foto – Teresa Maia DP/D.A.Press

Medida, que envolve a responsabilidade das prefeituras sobre gestão e fiscalização de trânsito, está prevista no Código de Trânsito Brasileiro, publicado em 1998

Em dezesseis anos, cerca de 25% dos municípios brasileiros assumiram a gestão e a fiscalização do trânsito. A medida, prevista no Código de Trânsito Brasileiro, publicado em 1998, foi implementada por aproximadamente 1,4 mil das mais de 5,5 mil prefeituras. Nas demais, a responsabilidade permanece nas mãos dos estados.

Conforme o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), como não foi fixado um prazo para a implementação da medida e integração dos municípios ao Sistema Nacional de Trânsito (SNT), este processo está ocorrendo de forma gradual. De acordo com a legislação, mesmo os municípios de pequeno porte devem assumir a gestão do trânsito. Isso envolve, por exemplo, a definição da política de uso do solo, circulação de veículos e pedestres, sinalização, regulamentação de estacionamentos e paradas e gestão da segurança viária.

“A municipalização do trânsito torna possível atender de forma direta às necessidades do cidadão. O trânsito é dinâmico e sofre influência das mudanças do meio”, explica a especialista em trânsito da Perkons, empresa de soluções em segurança viária e mobilidade urbana, Maria Amélia Marques Franco. Segundo ela, “é preciso que a administração municipal volte o olhar para como as pessoas se deslocam, do que elas precisam para ir e vir com segurança, acessibilidade e fluidez e administrar os recursos para esse fim”.

Fonte: Portal do Trânsito