Brasileiro anda menos de ônibus, uma queda de 30% em 18 anos

O assessor parlamentar Felipe Moura prefere ir ao trabalho de ônibus Foto Blenda Souto Maior DP/D.A.Press

O assessor parlamentar Felipe Moura, uma das exceções, prefere ir ao trabalho de ônibus Foto Blenda Souto Maior DP/D.A.Press

Balanço divulgado na última sexta (1º) pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) contabiliza que, em 2013, 175 milhões de passageiros deixaram de usar ônibus nas nove capitais mais populosas do país (Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e São Paulo). Ou seja: 560 mil passagens deixaram de ser vendidas a cada dia, na comparação com o ano anterior.

Isso corresponde a uma redução de 1,4% no número de passageiros transportados, entre 2013 e 2012. Esse percentual sobe para 30% se o recorte for entre 1995 e 2013. De acordo com a NTU, essa queda se deve, principalmente, à migração das pessoas para os transportes individuais motorizados e ao alto custo do diesel, repassado ao valor da tarifa.

Na opinião do presidente da NTU, Otávio Cunha, não é a má qualidade do transporte público o que tem resultado nessa diminuição da demanda por ônibus – e na consequente migração das pessoas para os automóveis. “É a baixa demanda o que tem resultado na má qualidade do transporte público”, garante.

A baixa qualidade do transporte tem, segundo ele, suas explicações. “Em primeiro lugar, faltou ao governo federal o estabelecimento de políticas públicas de transportes. Falta inteligência para pensar o transporte e também investimento e capacitação profissional”, disse ele.

O resultado dessa falta de políticas públicas para o setor, acrescenta o presidente da NTU, “é a queda da velocidade operacional, o aumento do custo dos insumos e a competição com transporte individual. [Nesse cenário,] a velocidade média das viagens caiu em 50% nos últimos dez anos, passando de 25 quilômetros por hora (km/h) para 12 km/h”, completou.

Segundo o diretor administrativo da NTU, Marcos Bicalho “as pessoas colocam o empresário como vilão por tentar aumentar a tarifa, mas nós tentamos aumentar a tarifa apenas para manter o mesmo nível do transporte público. As empresas fazem o que podem na gestão interna. O que acontece é que a crise está muito mais motivada pela falta de políticas públicas”.

Apesar da crítica, a diretoria da NTU avalia que os recentes investimentos feitos em infraestrutura para mobilidade já começam a apresentar resultados.“Os corredores [exclusivos para transporte público] recentes darão melhorias significativas ao transporte. A partir de 2016 veremos resultados muito significativos. Rio de Janeiro, Belo Horizonte já têm demonstrado aceitação [por parte da população]. Esses corredores obrigarão [a construção de] novos corredores que vão atrair mais demandas. Todas cidades que migraram para esse tipo de política já colheram resultados, e os investimentos feitos reverterão a situação atual”, argumentou Cunha.

Cunha citou uma pesquisa do Datafolha relativa às reivindicações feitas pela população durante o período de manifestações. “Segundo essa pesquisa, 53,7% querem melhorias no transporte público e 40,5% querem a redução da tarifa. Isso demonstra a importância que esse serviço tem para a população”.A fim de melhorar a qualidade do transporte público, de forma a atrair mais passageiros, a NTU apresentou oito propostas. Em geral, defendendo subsídios para que a tarifa não seja paga em sua totalidade pelo usuário.

Entre os pontos defendem a priorização do transporte coletivo nas vias; a elaboração de planos diretores, planos de mobilidade urbana por todos municípios, e de uma política de mobilidade. Ressaltam a importância de haver participação de representantes da sociedade civil organizada, bem como de conselhos municipais nessas discussões, a fim de definir qual é o serviço esperado e os valores de tarifa e de subsídios a serem pagos.

De acordo com a NTU, os subsídios ao serviço poderia ser pago por meio de fundo com recursos dos combustíveis, distribuídos aos municípios de forma proporcional à população. Outro ponto defendido pela entidade é a implantação de redes de transporte modernas, integradas, multimodais, racionais e de alto desempenho.

Fonte: Agência Brasil (por Pedro Peduzzi)

Passageiros da agonia reféns de um modelo de transporte no Recife

Passageiros ônibus/Recife - Foto - Roberto Ramos /DP/D.A. Press

Passageiros ônibus/Recife – Foto – Roberto Ramos /DP/D.A. Press

o anúncio de greve dos motoristas de ônibus do Recife, que costuma ocorrer todos os anos no mês de julho, quando se negocia a data-base da categoria, vem provocando um fenômeno que poderia ser definido como tensão pré-greve nos usuários do transporte público.

É quando surgem os verdadeiros passageiros da agonia. Porque quem não participa diretamente das discussões sobre os salários dos condutores e preços das tarifas continua sendo, na prática, o maior penalizado. Os que pagam a conta não podem todas as vezes ficar reféns de um único modal.

Na última sexta-feira, presenciei o diálogo entre duas usuárias – enquanto aguardava o almoço – preocupadas com o cenário previsto para o dia de ontem. Pelo celular, elas buscavam informações a respeito da greve. Nem mesmo a determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-PE) em garantir 100% da frota nos horários de pico servia de consolo.

A aflição era justificada e há pelo menos duas fortes razões: o modelo de negociação salarial – que sempre se estende às últimas consequências e traz prejuízo principalmente ao usuário – e a ausência de outros modais para compensar a falta do rodoviário.

Em São Paulo, mesmo a duras penas, o usuário tem o metrô que atende aos quatro cantos da cidade, além dos trens a diesel. Lá, a superlotação, no entanto, não permite que os vagões sejam suficientes e nem poderiam. Não há mobilidade que resista a um único modal.

No caso de Recife, a rede de metrô com 39,5 quilômetros, voltada apenas para parte das zonas Oeste e Sul, é ainda insignificante para atender às necessidades de deslocamento da Região Metropolitana do Recife e nos deixa saudosistas da rede de 200 quilômetros de extensão dos bondes que atendia a Região Metropolitana até meados do século 20.

Quanto mais modais, melhor, e para uma cidade cortada por rios, o transporte hidroviário também atenderia uma parte da demanda, mas a obra prevista para ser entregue até junho deste ano foi adiada para 2015 e isso ainda não é certeza de nada.

A paralisação do sistema, mesmo em parte, afeta diretamente cerca de dois milhões de usuários. O trânsito também fica travado e, para piorar, a direção eleita do Sindicado dos Rodoviários, ainda não empossada, vem colocando em prática uma estratégia que consiste em orientar os motoristas para tirarem os ônibus das garagens e parar os veículos nos principais corredores de transporte. O transtorno é gigante para quem está dentro e fora dos ônibus e não tem para onde fugir. Com uma frota circulante de mais de um milhão de veículos, até a carona não parece ser uma boa ideia em dias assim.

Sem ônibus, sem barcos ou ainda metrô para todos, sobra um asfalto de incertezas, esperas e frustrações. Talvez quem menos sofra quando o ônibus deixa de circular seja o usuário de bicicleta. Mesmo sem faixas seguras, ele consegue deixar para trás os congestionamentos. Também para quem se desloca a pé em distâncias possíveis de serem vencidas, mesmo com passeios impossíveis.

Nesse cenário, uma pergunta que permanece é se os próximos julhos serão iguais. Provavelmente sim, mas não deveria. A melhoria do transporte público está diretamente ligada à qualidade e diversidade dos modais. As questões salariais entre trabalhador e empregado precisam ser definidas em lei de forma clara e segura. Para o bem de todos, principalmente do passageiro.

TRT-PE determina 100% da frota de ônibus do Recife nos horários de pico

 

paradas onibus10

No despacho o vice-presidente determinou que sejam mantidos em circulação 100% da frota de ônibus nos horários de maior movimentodas 5h30 às 9h e das 17h às 20h e, nos demais horários, 50%.

Em caso de descumprimento, impõe multa diária no valor de cem mil reais em favor dos sindicatos dos empregadores. O desembargador leva em consideração o argumento dos requerentes de que a atual frota de ônibus existente na região metropolitana do Recife é insuficiente ao atendimento das necessidades da população.

O desembargador também determina a proibição, pelos grevistas, de atos que violem ou constranjam direitos e garantias dos trabalhadores que queiram permanecer no exercício de suas]atividades e a aplicação de penalidade, caso não cumpram a ordem judicial.

Na ação preparatória de dissídio coletivo, os sindicatos requerem o cumprimento do disposto no artigo 11 da Lei nº 7.783/1989, que assegura:Nos serviços ou atividades essenciais, os sindicatos, os empregadores e os trabalhadores ficam obrigados, de comum acordo, a garantir, durante a greve, a prestação dos serviços indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade. O pedido foi feito em face da greve anunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores, a ser deflagrada na segunda-feira (28).

Os rodoviários decretaram greve estado de greve

Após duas assembleias, motoristas, fiscais e cobradores de ônibus decretaram estado de greve e adiantaram que vão parar a partir da 0h da próxima segunda-feira (28). As reuniões da categoria aconteceram pela manhã e durante a tarde desta quarta (23), no Marco Zero, região central do Recife. O grupo rejeitou a proposta dos patrões e também a sugerida pelo Ministério Público do Trabalho, em audiência, nessa terça (22).

Nesta quinta (24), em uma nova audiência, às 14h, o presidente (eleito, mas ainda não empossado) do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Pernambuco, Benilson Custódio, entregará ao procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho, José Laízio, a petição oficializando a rejeição das duas propostas oferecidas para a categoria.

O Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Estado de Pernambuco (Urbana/PE) apresentou uma proposta de reajuste linear de 5% sobre os valores salariais e ticket de alimentação. Além disso, teriam se comprometido a instituir banco de horas e intervalo intrajornadas de até quatro horas, com pagamento de um terço da hora normal, mais a manutenção das cláusulas sociais da Convenção Coletiva de 2013. A convenção prevê, entre outras coisas, auxílio funeral e horas extras. Por sua vez, o mediado, MPT, sugeriu aumento linear de 10%, no salário e no ticket, e a manutenção das cláusulas sociais para motoristas, cobradores e fiscais.

“A rejeição foi unânime nas duas assembleias. A categoria está muito indignada. Até o procurador-chefe entendeu que 5% era pouco. Queremos os 10% no salário, como eles falaram, mas queremos mais para o ticket”, explicou Benilson Custódio. Atualmente, o vale-alimentação dos trabalhadores é de R$ 171, equivalente a R$ 5,60 por dia. “O menor vale do Nordeste é o do Piauí, que é de R$ 320. Não vamos fazer acordo enquanto não mudarem isso”, adiantou.

O valor do salário dos motoristas é de R$ 1.605 e dos cobradores, R$ 783,30. Com o aumento de 10%, ficaria, em média, R$ 1.765,50 e R$ 861,63, para cada função, respectivamente. Já os fiscais, que recebem R$ 1.037, passariam para R$ 1.140,70.

Falta de sincronia de semáfaros da Caxangá aumenta tempo de percurso

 

Semáforos serão replanejados após novo corredor Foto - Allan Torres Espec DP/D.A.Press

Semáforos serão replanejados após novo corredor Foto – Allan Torres Espec DP/D.A.Press

A programação semafórica da Avenida Caxangá, aliada aos impactos das obras do Corredor Leste/Oeste, faz o motorista esperar mais de 40 minutos nos horários de rush, sobretudo para quem sai da Rua José Osório e precisa acessar a via principal. O semáforo veicular 257, no cruzamento com a Rua Carlos Gomes, é um dos que tensionam ainda mais o local e tem sua funcionalidade questionada não apenas por motoristas como também por orientadores e agentes de trânsito.

“Esse semáforo abre durante 90 segundos e depois fecha por 30 segundos. Um agente de trânsito poderia aliviar o problema, permitindo a passagem dos veículos por mais tempo”, opina o empresário Paul Ashton. O 257 não serve ao pedestre, que já é beneficiado por semáforo próprio, o 264, a menos de 30 metros, nem para quem vem da Carlos Gomes, já que abre para essa via no mesmo tempo em que libera os veículos da Avenida Caxangá, sentido Benfica.

A gerente de planejamento de mobilidade da CTTU, Sandra Barbosa, disse que o planejamento da Caxangá será revisto com a conclusão do Leste/Oeste, em setembro, mas prometeu verificar a funcionalidade do semáforo 257 já. “Só podemos identificar quais semáforos são necessários e quais podem ser suprimidos após o corredor ficar pronto. Mas, nesse caso, faremos uma revisão. Toda iniciativa para reduzir o congestionamento daquela área é bem-vinda”, disse.

Calçada com faixa exclusiva para usuários de celular nos USA

 

Calçada nos Estados  dividida para usuários e não usuários de celular - Foto National Geographic/Divulgação

Calçada nos Estados dividida para usuários e não usuários de celular – Foto National Geographic/Divulgação

Espaço para fumantes e não fumantes. Nenhuma novidade. Mas que tal dividir o espaço da calçadas para usuários e não usuários de celular ou tablets? Pois é, quem é que pensa nisso? O canal americano National Geographic decidiu fazer um experimento e separou a calçada de uma rua de Washington, capital dos Estados Unidos, em “faixas” onde pedestres que andam usando seus celulares teriam um lado destinado apenas para eles.

O experimento faz parte da série científica Mind Over Masses, que “usa o que sabemos sobre o comportamento humano para desenvolver soluções interativas para os problemas diários”, segundo o canal explica.As linhas no chão são temporárias e a série filmou a reação dos pedestres no local, que podiam escolher entre a “faixa rápida e a devagar”.

Calçadas pedras portuguesas Foto - Inês Campelo DP/D.A.Press

No Recife, bem que poderia ter como experimento as calçadas acessíveis e não acessíveis, com buracos ou sem buracos. Os caminhos que se interligam com faixas de pedestres e os que deixam o pedestre sem alternativa. Faixa rápida ou devagar, pode ser medido pela que tem obstáculos e as que não tem.

Calçcada toda ocupada por uma árvore. O proprietário que quiser fazer recuo no muro, a PCR bancará a obra - Foto Paulo Paiva DP/D.A.Press

Calçada toda ocupada por uma árvore no bairro Poço da Panela, no Recife- Foto Paulo Paiva DP/D.A.Press

Fonte: Com informações do Correio 24 horas (Via Portal Mobilize)

BRT Norte/Sul do Recife passa no teste, mesmo com limitações

 

Estação do BRT na Avenida Dantas Barreto - Corredor Norte/Sul Foto - Alcione Ferreira DP/D.A.Press

Estação do BRT na Avenida Dantas Barreto – Corredor Norte/Sul Foto – Alcione Ferreira DP/D.A.Press

O primeiro dia de funcionamento do Via Livre no corredor Norte/Sul serviu mais como um teste. O feriado municipal no Recife deixou as ruas praticamente vazias e o tempo gasto de viagem foi metade do que está previsto para os dias úteis. No percurso de 10km entre o Terminal da PE-15, em Olinda e a estação do BRT na Avenida Dantas Barreto o tempo de viagem foi de 25 minutos. Em dias úteis, a estimativa é que essa mesma viagem seja feita em 55 minutos.

A dona de casa Maria Lúcia da Silva, 69 anos, ficou entusiasmada com o conforto do ônibus. “Não sabia que ia pegar ônibus novo para ir para a cidade. Era bom que fosse sempre assim”. Já o comerciante Ronildo Almeida, 43, aproveitou o feriado para testar o BRT. “Eu sabia que ia começar hoje e vim ver como funciona. O ônibus é muito bom”, afirmou.

A partir do dia 28 de julho a linha PE-15/Dantas Barreto vai operar em horário comercial, por enquanto, a operação está sendo feita das 9h às 16h, mesmo padrão utilizado na estreia do corredor Leste/Oeste no mês passado.

De acordo com o coordenador de operações do Grande Recife Consórcio de Transporte Metropolitano, André Melibeu a expectativa é que em agosto entrem em operação as outras estações da Avenida Cruz Cabugá, Dantas Barreto, Riachiel e 13 de maio. “Nós só vamos segregar o corredor quando essas estações estiverem funcionando”, revelou.

Segundo o Grande Recife Consórcio de Transporte, até novembro deste ano já devem estar funcionando as oito linhas previstas para o corredor Norte/Sul, com um total de 84 veículos em circulação. Os BRTs têm a capacidade de transportar entre 140 e 160 passageiros de uma vez e possuem uma estrutura de 19 ou 21 metros de comprimento.

O novo modal começou a circular com quatro veículos e se junta aos 24 ônibus convencionais que já operam na linha PE – 15. Serão feitas 21 viagens diariamente, das 9h às 16h, com um intervalo de 20 minutos entre cada viagem.

Ao sair do Terminal Integrado da PE-15, a primeira linha do BRT Norte/Sul segue pela Avenida Pan Nordestina, passa pelo Complexo de Salgadinho, Avenida Agamenon Magalhães, Avenida Cruz Cabugá, Rua do Riachuelo, Rua da Aurora, Ponte Princesa Isabel e, por fim, Avenida Dantas Barreto, de onde retornará no sentido cidade/subúrbio.

A tarifa para a nova linha custará R$ 2,15, equivalente ao anel A do transporte público e mesmo valor cobrado no BRT Leste/Oeste, em operação desde o mês de junho entre o Terminal Integrado de Camaragibe e o Derby. Para utilizar o BRT é necessário possuir o VEM (Vale Eletrônico Metropolitano). O passageiro que não tiver o cartão deverá fazer a troca do dinheiro nas máquinas de auto-atendimento disponíveis nas estações.

Via Livre com sete estações em funcionamento no Leste/Oeste

Corredor Leste/Oeste vai começar a operar com sete estações - Foto: Júlio Jacobina DP/D.A.Press

Corredor Leste/Oeste vai começar a operar com sete estações – Foto: Júlio Jacobina DP/D.A.Press

A partir desta quarta-feira (16) a estação Guararapes, localizada na Av. Guararapes em frente ao prédio dos Correios, começa a funcionar como ponto de embarque e desembarque do BRT Leste/Oeste, totalizando sete estações em operação.

Como o ponto de retorno dos veículos do Via Livre deixa de ser a Praça do Derby e passará a funcionar no Centro da cidade, a linha de BRT em operação será Camaragibe (Centro) e circulará com 18 veículos.

A linha sairá do TI Camaragibe, seguirá pela Av. Belmino Correia e irá parar nas estações Capibaribe, BR-101, Forte do Arraial, Getúlio Vargas e Abolição, localizadas na Av. Caxangá.

Os veículos também irão parar na estação Derby, no embarque localizado próximo a Av. Agamenon Magalhães, e seguirão pela Av. Conde da Boa Vista sem realizar embarque e desembarque. A estação Guararapes será o ponto de retorno do BRT para o subúrbio. Os usuários utilizarão o embarque mais próximo da Rua Sol para pegar o Via Livre.

A operação do BRT continuará a mesma, acontecendo de domingo a domingo, das 4h30 às 22h. As integrações temporais para os usuários com destino ao Joana Bezerra e Ilha do Leite acontecerão normalmente.

É importante lembrar que a linha convencional 450 – Camaragibe (Cond. da Boa Vista) continuará em operação atendendo aos usuários.

Fonte: Grande Recife

BRT do corredor Norte/Sul do Recife entra em operação

ADepois do Leste/Oeste, agora é a vez do Norte/Sul entrar em operação  - Foto Júlio Jacobina DP/D.A.Press

Depois do Leste/Oeste, agora é a vez do Norte/Sul entrar em operação – Foto Júlio Jacobina DP/D.A.Press

Depois de atrasos e adiamentos, o Norte/Sul vai entrar em operação com várias estações ainda sem conclusão. Assim como o Leste/Oeste, o corredor vai começar com apenas uma linha. Notícia enviada pelo Grande Recife Consórcio de Transporte Metropolitano. Leia abaixo:

A primeira linha de BRT do corredor exclusivo de ônibus Norte/Sul começará a atender aos usuários, a partir desta quarta-feira (16). Após a fase de adaptação dos motoristas com o novo modal e dos testes de acoplagem nas estações do corredor, o Via Livre Norte/Sul começará a operar com a linha 1915- PE-15 (Dantas Barreto).

Neste momento, a linha inicia a operação com quatro BRTs, realizando 21 viagens por dia. É importante ressaltar que o veículo BRT será incorporado na operação atual da linha 915 – PE-15, ou seja, os 24 veículos convencionais da linha continuarão circulando. O tempo previsto de intervalo entre um BRT e outro será de 20 minutos. A primeira linha do Via Livre Norte/Sul espera atender cerca de 500 passageiros e irá operar de domingo a domingo das 9h às 16h.

O BRT irá operar de modo semi-expresso, ou seja, sairá do Terminal Integrado da PE-15 e seguirá em direção ao centro da cidade, realizando embarque e desembarque na estação Tacaruna, localizada na Av. Cruz Cabugá em frente ao Shopping Tacaruna e na estação Praça da República. Os veículos farão itinerário pela Rodovia PE-15, Avenida Pan Nordestina, Complexo de Salgadinho, Avenida Agamenon Magalhães, Avenida Cruz Cabugá, Rua do Riachuelo, Rua da Aurora, Ponte Princesa Isabel e Av. Dantas Barreto.

É importante lembrar que a tarifa da linha continuará a mesma, R$2,15 e que os usuários que desejarem experimentar o novo modal poderão utilizar o Vale Eletrônico Metropolitano (VEM) nos validadores instalados nas estações. Quem não possui o vale eletrônico, deverá fazer a troca do dinheiro nas máquinas de auto-atendimento, também disponíveis em todas as estações em funcionamento.

Na primeira vez que utilizar a máquina, o usuário poderá retirar o VEM Comum gratuitamente, mas para utilizá-lo será necessário fazer uma recarga mínima de R$ 4,00. As máquinas não concedem troco e só aceitam cédulas, portanto, o valor que for depositado será revertido todo em créditos no VEM.

Para orientar os usuários no uso do novo modal, o Grande Recife irá disponibilizar divulgadores que estarão distribuídos no TI PE-15 e nas estações de embarque e desembarque ao longo do Corredor Norte/Sul. A meta é que até novembro deste ano, toda a operação do Corredor Norte/Sul esteja funcionando com oito linhas de BRT e 84 veículos circulando no corredor.
BRT VIA LIVRE – Os BRTs têm capacidade de transportar de 140 a 160 passageiros e medem entre 19 e 21 metros de comprimento. As estações, que estão em fase final de preparação para receber o novo modal, possuem capacidade para atender cerca de 300 pessoas.

As estações do BRT Via Livre são as únicas do Brasil que possuem ar-condicionado, proporcionando mais conforto aos usuários. Os novos veículos também contam com câmbio automático, motor central ou traseiro e ar-condicionado, o que trará mais segurança tanto para os passageiros quanto para os motoristas.

Fonte: Grande Recife

Via mangue já reduziu em 41% o tráfego da Domingos Ferreira

Trajeto tornou mais ágil a volta para casa de quem mora na Zona Sul do Recife e em parte de Jaboatão Foto Guilherme Veríssimo Esp DP/D.A.Press

Trajeto tornou mais ágil a volta para casa de quem mora na Zona Sul do Recife e em parte de Jaboatão Foto Guilherme Veríssimo Esp DP/D.A.Press

Em um mês de funcionamento, a Via Mangue já absorveu 41% dos veículos que trafegavam pela Avenida Domingos Ferreira, em Boa Viagem. De acordo com a Companhia de Trânsito e Transportes Urbano (CTTU), 19 mil automóveis passam pela via, um aumento de 4 mil veículos se comparado com os primeiros 15 dias de utilização. Os números correspondem ao período de férias e, com a volta das aulas, a companhia espera um acréscimo de 5% a 7% no volume de veículos.

“Essa é a média já registrada no retorno do período escolar nas vias de grande circulação do Recife. Estamos monitorando o tráfego mas é claro que a pista oeste absorveu uma parte dele”, afirmou a presidente da CTTU, Taciana Ferreira.
Atualmente, cerca de 28 mil veículos circulam na Avenida Domingos Ferreira.

Para Taciana, o maior ganho foi no transporte público. “A avaliação é positiva para o território sul porque, além de se consolidar como uma alternativa viária, a Via Mangue viabilizou a implantação da Faixa Azul na Domingos Ferreira, que prioriza os coletivos”, disse a presidente da CTTU. Segundo a instituição, a velocidade média das 24 linhas de ônibus que operam na avenida aumentou cerca de 50%, passando de 11 km/h para 16,5 km/h. Cerca de 17 mil passageiros do transporte público foram beneficiados.

Quem trafega de carro também sentiu uma redução no tempo da viagem. A estudante de direito Regina Silva, 25 anos, dirige pela Domingos Ferreira diariamente para se deslocar do Pina, onde faz estágio, ao bairro de setúbal, onde mora. “Eu largo às 18h, horário de pique, e, de carro, levava pouco mais de uma hora para chegar em casa. Hoje levo vinte minutos”, contou a universitária.

Infrações
Desde que a Via Mangue foi inaugurada, dia 13 de junho, 810 infrações foram registradas por excesso de velocidade. Embora seja uma via expressa, sem semáforos e construída para dar fluidez principalmente aos automóveis que seguem para os bairros de Boa Viagem, no Recife, e de Piedade e Candeias, em Jaboatão, a velocidade máxima é de 60 km/h, limite em ruas e avenidas do perímetro urbano. As autuações são registradas por um pardal instalado próximo à entrada do Shopping RioMar e por um carro-radar.

Fonte: Diario de Pernambuco

Uma cidade sem carros até 2025. Helsinque acredita ser possível

Em dez anos, a capital da Finlândia quer tirar os carros da rua - Foto: Michael Day/Flickr

Em dez anos, a capital da Finlândia quer tirar os carros da rua – Foto: Michael Day/Flickr

A capital finlandesa, Helsinque, pretende estar praticamente livre dos carros até 2025. A saída para alcançar este objetivo: tornar o transporte público tão eficiente, que os moradores não terão vontade de tirar seus automóveis particulares da garagem.

O projeto pretende transformar o transporte coletivo em uma estrutura mais personalizada e prática, conforme informado pelo jornal britânico The Guardian. Todos os diferentes modais oferecidos pelas autoridades públicas devem ser interligados, ao mesmo tempo em que os usuários conseguem ter acesso aos horários, trajetos e demais informações por um aplicativo no celular.

A tecnologia não servirá apenas para informar, mas também deve permitir que os passageiros solicitem paradas de ônibus fora dos pontos, para maior comodidade. Por meio do aplicativo, a população também poderá pedir, usar e pagar por outros tipos de serviços, como táxis, bicicletas e até carros compartilhados.

Atualmente a cidade europeia já possui um serviço de micro-ônibus em que os usuários especificam seus próprios pontos através do aplicativo e a informação é transmitida ao motorista. Mas Helsinque pretende ir ainda mais longe.

Mesmo sendo uma proposta promissora, ainda há quem critique por considerar a medida mais restrita do que deveria ser e um tanto segregadora, já que as facilidades atendem só a pessoas que têm smartphones. Independente disso, a ideia de tornar o sistema mais eficaz já é um exemplo para outras cidades do mundo que precisam de renovação no sistema de transporte coletivo para atrair cada vez mais a população.

Fonte: Ciclovivo (via Portal Mobilize)