Pernambucano em 2 linhas – 1ª/2010

Pernambucano-2010: 1a rodada

A 1ª rodada do Pernambucano de 2010 teve um público de 49.738 torcedores nos 6 jogos disputados na noite desta quarta-feira. O número proporcionou uma excelente média de 8.289 pessoas por jogo. Dado puxado pelo público da Ilha do Retiro, que registrou 21.112 rubro-negros. E vale lembrar que os portões ainda foram abertos para cerca de 3 mil pessoas no fim do 1º tempo, pois não havia mais ingressos. Abaixo, a volta do velho post rodada a rodada aqui no blog.

Sport 1 x 0 Araripina – Na Ilha, a expecativa por dias melhores depois de tantas derrotas no 2º semestre de 2009. Com 5 estreantes, o Leão jogou pro gasto. Venceu.

Sete de Setembro 1 x 2 Santa Cruz – De virada, o Tricolor largou mais uma vez com vitória em Garanhuns. Os dois atacantes (Joelson e Leonel) marcaram. Animador!

Vera Cruz 1 x 0 Náutico – O Timbu segue a sua sina de péssimas estreias no Estadual. Desta vez, o Alvirrubro caiu diante do único time que não pensava em G-4.

Central 2 x 2 Vitória – O maior público do interior, com 7.774 alvinegros. A Patativa vencia até os 46 do 2º tempo, quando tomou o empate. Decepção em Caruaru.

Ypiranga 1 x 2 Cabense – Frustração na Capital da Sulanca. Apesar de badalado, o time local, com Rosembrick (que fez o seu gol), sucumbiu diante do time do Cabo.

Salgueiro 3 x 2 Porto – Mesmo sem cash, o Carcará abriu uma vantagem de 3 x 0. O Gavião ainda tentou beliscar o empate, mas o Salgueiro segurou a vitória e a liderança.

Veja a classificação do Estadual AQUI.

Tática certa

Táticas de Sport, Náutico e Santa CruzEscalações definidas para a abertura do Campeonato Pernambucano de 2010.

Sport x Araripina

Leão no 3-5-2 com: Magrão; Igor, César e Montoya; Júlio César, Zé Antônio, Eduardo Ramos, Ricardinho e Dutra; Nádson e Wilson. Técnico: Givanildo Oliveira

Vera Cruz x Náutico

Timbu no 3-5-2 com: Gledson; Diego Bispo, Cláudio Luiz e Gomes; Douglas Maia, Derley, Nilson, Helton e Michel; Carlinhos Bala e Fernando. Técnico: Guilherme Macuglia

Sete de Setembro x Santa Cruz

Cobra-coral no 4-4-2 com: Darci; Gilberto Matuto, Leandro Cardoso, Luiz Eduardo e Robinho; Goiano, Renan, André Paulino e Elvis; Joelson e André Leonel. Técnico: Lori Sandri.

E aí, torcedor… Dá pra fazer estrago? 😎

11 times e 1 segredo

Filme: Onze homens e um segredoQuem vai desbancar o Sport?

Campeão invicto no ano passado. Tetracampeão.

Time de maior receita na competição deste ano, mesmo com apenas 50% da receita do Clube dos 13, por causa do rebaixamento à Série B.

Começa na noite desta quarta-feira o Campeonato Pernambucano de 2010.

Rodada cheia, com 6 partidas (veja AQUI).

Todas no mesmo horário.

Das 20h30 às 22h30.

Sem transmissão pela TV nesta rodada de abertura, ou se vai ao estádio ou cola no rádio…

Não dá é pra ficar de fora!

Ao contrário dos últimos anos, com o modelo de pontos corridos divididos em 2 turnos, agora os 22 jogos correspondem à fase classificatória para a semifinal.

Depois, mata-mata. Com a presença garantida de pelo menos um intermediário!

Os rivais tradicionais chegam num nível mais próximo em relação àquele do Estadual do ano passado, quando o Leão foi soberano. Tudo mudou, supostamente.

Náutico e a missão de evitar o hexa de um rival pela 3ª vez (conseguiu em 1974 e 2001). Santa Cruz e mais uma tentativa de sair do buraco em que se meteu em 2006.

O 96º Pernambucano teve até uma menção discreta no site da Fifa (veja AQUI). Para a entidade máxima do futebol, o Sport começa como único favorito. Será mesmo?

Dois professores

Alexandre Lopes, ex-zagueiro do Sport em 1997 e 1998, e que hoje trabalha como técnicoNos próximos 15 dias, os técnicos Lori Sandri e Givanildo Oliveira serão 2 verdadeiros “professores”.

Os comandantes de Santa Cruz e Sport, respectivamente, serão acompanhados durante 1 semana – cada um – pelo novo treinador do futebol brasileiro, o ex-zagueiro Alexandre Lopes. O estagiário tem 35 anos.

Revelado pelo Criciúma, Alexandre Lopes teve 2 boas passagens pelo Sport, nos Brasileirões de 1997 e 1998.

Chegou a jogar na Seleção Brasileira Pré-Olímpica de 1996.

Rodou bastante e pendurou as chuteiras em 2008, no Guarani, aos 34 anos.

No ano passado já engatou a carreira de técnico, após completar alguns cursos para virar treinador de futebol.

A primeira experiência foi no Próspera, clube da 2ª divisão de Santa Catarina, sediado em Criciúma – terra do time de mesmo nome e campeão da Copa do Brasil de 1991.

O contato para chegar no Recife foi através de Lori Sandri, que o comandou em 4 clubes: Criciúma, Goiás, Verdy (Japão) e Internacional.

Como também conhecia Givanildo, acabou dobrando o “curso”.

Do Sport, guarda na lembrança uma bola tirada em cima da linha, em 1997, quando o Leão ganhou do Flamengo por 1 x 0, na Ilha, gol de Leonardo, pela Série A.

“No fim do jogo, vários torcedores invadiram o campo. Eu pensei que era confusão, mas ele só fizeram me carregar pelo campo, comemorando aquela vitória. Foi quase uma volta olímpica”. 😎

Peu fez o Maracanã tremer

Peu Santos, técnico do Vera Cruz

Peu Santos, técnico do Vera Cruz. Quase sempre com bons trabalhos nos times do interior. Mas ainda não teve uma chance em um grande da capital. O sonho, naturalmente, existe.

Baseado no sucesso de um antigo companheiro no meio-campo nos anos 80.

Andrade, no Flamengo. Lá, ganhou a Libertadores e o Mundial de 1981. 😯

“É muito difícil ver um negro dirigindo um grande clube. Andrade conseguiu mais. Foi campeão brasileiro e está aí, mostrando o seu valor. Eu comemorei muito o seu título, como se fosse um título meu.”

Com Andrade, as conversas são mais constantes.

“Ele geralmente me liga para os jogos do Flamengo master. Em alguns, eu vou. São amizades que fiz para a vida inteira. Torço muito por ele. Aliás, por todos ali. Andrade é muito tranquilo, não esquenta a cabeça e isso é muito importante para ser técnico, principalmente numa equipe como o Flamengo.”

Outra lembrança forte é do gol marcado na vitória sobre o Guarani por 2 x 1, na semifinal no Brasileirão de 1982. “Eu recebi de Zico e chutei. O goleiro defendeu e eu fui e chutei de novo. Foi um golaço”.

Abaixo, o gol histórico de Peu no Maraca. Veja também a matéria completa do Diario, assinada pelo repórter Marcel Tito AQUI.

Foto: Júlio Jacobina/DP

Sem sustos, Moreilândia!

Moreilândia, volante do Salgueiro

Moreilândia. Já ouviu falar? Muita gente ainda não conhece o pequeno município de 10 mil moradores, próximo à divisa com o Ceará e que foi emancipado apenas em 1963. Até 1991, chamava-se Sítio dos Moreiras, quando foi feito um plebiscito para mudar para o nome atual. O visual é o de um povoado, com a igreja matriz e a praça principal.

De lá, um menino de 16 anos começou a tentar a sorte no mundo da bola em 2005, quando representou o município nos Jogos Escolares do Sertão. Na decisão, no estádio Cornélio de Barros, em Salgueiro, a 76 quilômetros de distância, o estudante Jeferson Cordeiro marcou dois golaços. Chamou a atenção de todos os diretores do Salgueiro. Foi chamado na hora para integrar o time júnior. Chegando terra do Carcará, o garoto logo ganhou um apelido: Moreilândia.

No começo, o nome foi um apelo pelo exótico. Com o tempo, virou um orgulho o fato de carregar uma cidade inteira nas costas, como acontecerá no Pernambucano de 2010. Hoje, aos 20 anos, o volante é titular absoluto do Salgueiro. Desde a Série C do ano passado, diga-se. Com tamanha simplicidade, o jogador é um “xodó” do grupo.

Esses últimos anos no Carcará proporcionaram uma reviravolta na vida do “ex-Jeferson”, que até 2006 nunca tinha visto um edifício na vida. Para ele, o Recife parecia ficar do outro lado do mundo, como Tóquio. A primeira vez na capital foi no jogo contra o Sport, pelo Estadual Sub-20. Na Ilha do Retiro, um susto que é tema de piada até hoje nos treinos do Salgueiro, como lembra bem o presidente José Guilherme.

“Ele chegou todo acanhado na Ilha, que é muito maior que tudo o que ele já tinha visto na vida. Quando a Jovem (torcida organizada do Sport) foi chegando e começou a gritar, ele se escondeu no banco de reservas”, disse o mandatário, deixando o volante completamente vermelho de vergonha, principalmente por ser verdade.

“Não foi exatamente um susto não… Fiquei surpreso. É porque eu achei bonito mesmo. Era aquela arquibancada todinha gritando ali, pertinho. Só ali já tinha mais gente que em Moreilândia”, disse o jogador, que tem razão sobre a comparação.

Até o fim do ano passado, a sua cidade não contava sequer com uma antena de TV de uma rede do estado. Agora, pela primeira vez, o município de Moreilândia irá assistir ao vivo ao Pernambucano. Fato que já deixa o representante local ansioso.

“Até 2009, eles só sabiam de mim pelo rádio. E no rádio você parece até que joga mais bola do que sabe. Agora, eles vão me ver e vou ter que mostrar que o meu futebol era de verdade”, diz o volante, cujo sonho é tirar a família da roça. O pai, a mãe e as três irmãs vivem de uma pequena plantação de feijão, no entorno da cidade. “Quero subir na vida só pode ajudar a minha família”. Boa sorte, Moreilândia.

Foto: Ricardo Fernandes/DP

Capítulo 96

Torcidas de Santa Cruz, Sport e Náutico

O capítulo 96 do Campeonato Pernambucano vai começar nesta quarta-feira. Com o rebaixamento de Sport e Náutico à Série B e a derrocada do Santa Cruz na famigerada Série D no ano passado, o Estadual de 2010 terá o seu ponto de partida com um entusiasmo menor em relação ao passado (até recente). Trata-se de uma história que se aproxima do seu centenário, repleta de altos e baixos, mas que foi escrita de forma ininterrupta. Algo raríssimo no futebol brasileiro.

Pernambuco conseguiu passar sem arranhões na fase de implantação das primeiras ligas… Depois, na transição do amadorismo para o profissionalismo, em 1937. Nunca um ano acabou com 2 campeões. O único lado negativo nesta história é a ausência de um campeão do interior em quase 100 anos. Quem sabe não sai em 2010…? 😎

Abaixo, alguns arranhões na lista de campeões dos outros estados tradicionais.

Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais viveram anos turbulentos nas décadas de 20 e 30, com federações paralelas. Inicialmente, eram ligas que disputavam o poder para ser a versão “oficial”. Na década de 30 chegou o profissionalismo. Resultado? Ligas amadoras e profissionais. No fim, todos os campeões foram oficilizados.

No Rio Grande do Sul, as edições de 1923 e 1924 não foram disputadas por causa da Revolução Libertadora ocorrida no estado (saiba mais AQUI).

No Paraná, Colorado e Cascavel decidiram o Estadual de 1980. Na decisão, o Colorado, que jogava em casa, precisava vencer por 5 gols de diferença. Abriu logo 2 x 0, enquanto o rival teve 2 jogadores expulsos. No intervalo, o médico do Cascavel vetou 2 atletas, “lesionados”. No início do 2º tempo, o goleiro Zico simulou uma contusão e acabou a partida, pelo número de atletas. Tapetão, julgamento… E dois campeões, após um ato do presidente da federação, Luiz da Motta (veja mais AQUI).

Aqui no Nordeste, a Bahia realizou 2 campeonatos em 1938. O primeiro entre maio e agosto, com 7 times. O Botafogo de Salvador foi o campeão. Em outubro começou um outro torneio, com 5 equipes que haviam participado do primeiro. Em 5 de fevereiro do ano seguinte, o Bahia venceu o Galícia por 5 x 2 e ficou com a taça.

Confira o Gui do Pernambucano-2010 publicado pelo Diario AQUI.

Enquete: Como você acompanha o seu time?

EstudiantesEnquete nova no blog… Costuma frequentar as arquibancadas sempre que pode? Pois é. Assistir a um jogo de futebol no estádio é, realmente, a forma mais divertida de torcer.

Nem todos, porém, pode fazer isso, devido à distância ou uma série de fatores. Outros não vão por desinteresse mesmo. A nova enquete quer saber o perfil dos blogueiros sobre o assunto.

Sempre vai ao estádio?
Só se o jogo passar na TV?
Pelo rádio?
Não presta muita atenção?

Última enquete: Quem é o favorito para vencer o Pernambucano de 2010?

  • Sport (49%, 204 votos)
  • Santa Cruz (25%, 106 votos)
  • Náutico (18%, 74 votos)
  • Algum clube do interior (9%, 36 votos)

Total de votos: 420

Considerações finais

Praia de Boa Viagem, no RecifeRecife – Fim do giro pelo interior pernambucano… Foram 1.958 quilômetros circulando em busca de informações sobre seis times do interior, a partir do País de Caruaru.

Uma viagem repleta de curiosidades e que serviu para conferir in loco a paixão dos torcedores pelos times intermediários, e também a luta de seus dirigentes para montar um time para o Estadual

Abaixo, as impressões sobre os clubes, seguindo a ordem da apuração:

Central – Continua sendo o “primo rico” entre os intermediários. Terá a maior folha, de cerca de R$ 130 mil (e único acima de R$ 100 mil). Porém, a pressão pelo 1º título pernambucano sufoca o clube. O embate político atrasou bastante a preparação da Patativa, que foi o último time a se mexer. Por outro lado, a torcida alvinegra vem ganhando as ruas de Caruaru. A confiança no regulamento com semifinal é enorme.

Porto – Palavra-chave: motivação. A prisão do presidente José Porfírio em 2009, acusado de sonegação fiscal, quase fechou o clube, mas ele solto e o investimento voltou. O Porto parece ser o time mais fácil de comentar. Um time repleto de ex-juniores. Fato comum desde 1994! Sobre o CT Ninho do Gavião, com 5 campos: sensacional! Nível de Série A. E muitos lá sequer têm um CT…

Ypiranga – Uma máquina, no papel. Afirmação sem trocadilho com o mascote do clube. Rosembrick, Wilson Surubim, Edu Chiquita, Bebeto… Nomes pra lá de conhecidos no futebol pernambucano. A Máquina de Costura formou o grupo mais qualificado no interior. Repito: no papel. Vai ser difícil arrancar uma vitória no Limeirão. Em Santa Cruz do Capibaribe, o sonho é apagar 2006 da memória.

Sete de Setembro – Me pareceu a equipe mais fraca. Condiz com o perfil dos últimos 2 anos, quando o time ficou em 10º lugar nas duas oportunidades. Será que o raio vai cair pela 3ª vez? É o que deseja a torcida de Garanhuns. Lá no estádio Gerson Emery, um setembrino me disse o seguinte: “O Sete não pode cair. Seria uma desmoralização para uma cidade desse tamanho ficar fora da elite”. Ele tem razão.

Araripina – Um Barueri que fala oxente. Um clube com menos de 2 anos e que já está na 1ª divisão. Um estádio bem cuidado e uma folha de R$ 80 mil, muito acima dos recém-promovidos. A explicação é bem simples: o Araripina conta com amplo apoio da prefeitura, que banca mesmo. O secretário de Esportes da cidade é o principal dirigente do clube. A diferença em relação ao Barueri: em PE, a torcida vai até em treino!

Salgueiro – A maior surpresa (negativa) da viagem. Apesar de ter mantido a base de 2009 – quando foi 4º lugar -, o único representante do estado na Série C começa a agonizar com a falta de recursos. A folha é 1/3 do valor do ano passado. Alheia a isso, a torcida do Carcará (cuja organizada é a “Fúria do Sertão”) conta os minutos para o campeonato. A movimentação na sede mostra que o Cornélio de Barros ficará cheio.

O título do post se refere apenas à viagem… O Estadual ainda vai começar. 😎

Maracanazo do Salgueiro

José Guilherme, presidente do Salgueiro, no estádio Cornélio de BarrosSalgueiro – O ano de 2006 foi marcante para o futebol do interior.

De uma forma triste.

Dois times quase ganharam o primeiro turno daquele Estadual.

Faltavam 2 rodadas. Caso vencesse os 2 jogos, o Salgueiro estaria garantido, pelo menos, na decisão do turno. Para completar, o Carcará enfrentaria os dois últimos adversários no estádio Cornélio de Barros. Ambos intermediários!

Mas foram 2 derrotas… Maracanazo puro no Sertão.  😯

A primeira delas de maneira inacreditável, quando o Carcará foi batido por 2 x 1 pelo Vitória, que era o lanterna e não tinha vencido ninguém até então. Depois, derrota no clássico sertanejo contra o Serrano, por 2 x 0.

“Falam muito do Ypiranga naquele turno, mas acho que foi ainda pior com a gente. Foi uma aula de incompetência. Aquilo não existe. A chance de ir pra final e ganhar a vaga na Copa do Brasil era muito grande e a cidade toda esperou por isso. A gente tinha vencido até o Santa Cruz, mas perdemos de times bem mais fracos. Foi uma decepção muito grande. Vai ser difícil outra chance daquela”.

A declaração foi feita pelo presidente do Salgueiro, José Guilherme (foto).

Apesar da tristeza em Salgueiro, o caso mais famoso é mesmo o do Ypiranga, que chegou na liderança na última rodada e precisava de uma vitória simples sobre o vice-lanterna Estudantes, em Timbaúba.

Uma caravana com quase 2 mil torcedores da Máquina de Costura viajou 158 km para apoiar o time. Como se sabe, o atacante Júnior Amorim, destaque na época, chutou um pênalti por cima da barra e a partida acabou em 0 x 0.

Em tempo: o título caiu no colo do Santa Cruz.