Cristiano Ronaldo é o melhor do mundo pela 4ª vez e busca o recorde de Messi

Cristiano Ronaldo, o melhor do mundo 2008, 2013, 2014 e 2016. Fotos: Fifa/divulgação

“2016 foi o melhor ano da minha carreira. Muitas dúvidas havia, mas o troféu mostrou que as pessoas não são cegas”

O discurso de Cristiano Ronaldo, no português mais ‘lusitano’, mostrou também a autoconfiança do atacante, de fato o melhor da temporada, legitimado pela Fifa. Foi campeão da Eurocopa, no primeiro título importante de Portugal, e ganhou mais uma vez a Champions League e o Mundial pelo Real Madrid. Em campo foram 57 apresentações, marcando 55 gols e dando 17 assistências. Logo, teve participação direta em 72 gols, com uma média de 1,26.

Com esse repertório, CR7 foi ao evento de gala já consciente da vitória, que o reaproximou de Lionel Messi, com quem trava uma batalha há quase uma década. Nos últimos nove anos, os dois vêm revezando o prêmio de melhor do ano. São cinco nomeações para o argentino e, agora, quatro para o português, que marcou 220 gols e ganhou onze títulos nos anos em que foi eleito.

“Espero apanhar o Messi já na próxima época” 

A frase foi dita em 2014, também na Suíça, e segue atual. Ali, Cristiano já deixava claro, outra vez, o quanto vislumbra o seu objetivo máximo. Quer ser o jogador mais vezes eleito pela Fifa. Hoje, já é mais premiado que Ronaldo e Zidane, o que o assegura como um dos melhores da história do futebol.

Gols de CR7 como melhor do mundo (clube/seleção):
2008 – 35 gols em 58 jogos (0,60)
2013 – 69 gols em 59 jogos (1,16)
2014 – 61 gols em 60 jogos (0,98)
2016 – 55 gols em 57 jogos (0,96)

Com o tetra de Cristiano, Portugal tornou-se o segundo país com mais eleitos, ao lado da Argentina, considerando a premiação oficial da Fifa, com três nomes distintos: 1991-2009 Player of the Year; 2010-2015 Fifa Ballon d’Or; 2016 The Best. O Brasil, sem nomeações desde 2007, segue à frente, com oito troféus.

Ranking de premiações do melhor do mundo (1991-2016):
8 – Brasil (Ronaldo 3, Ronaldinho 2, Romário 1, Rivaldo 1 e Kaká 1)
5 – Argentina (Messi 5)
5 – Portugal (Cristiano Ronaldo 4, Luís Figo 1)
3 – França (Zidane 3)
2 – Itália (Baggio 1 e Cannavaro 1)
1 – Alemanha (Matthäus)
1 – Holanda (Van Basten)
1 – Libéria (Weah) 

Para completar, eis a seleção de 2016, com dois laterais brasileiros….

A seleção de 2016, segundo a Fifa

Mercado chinês impulsiona recordes de transferências internacionais (14 mil) e gasto entre clubes (US$ 4,7 bi) em 2016

O número de jogadores negociados para o exterior, considerando todos os países filiados à Fifa. Arte: Cassio Zirpoli/DP

O impacto chinês no mercado do futebol, com seguidas propostas irrecusáveis, se confirma com os dados oficiais de transferências internacionais em 2016, com recordes tanto na quantidade de atletas negociados em todo o mundo quanto no dinheiro gasto pelos clubes. Somente na primeira janela, entre janeiro e fevereiro e com dados já detalhados, os times da China gastaram quase US$ 300 milhões, ou 244% a mais que 2015! Além do volume de jogadores para o “eldorado”, há muita qualidade envolvida, com contratações do porte do meia brasileiro Oscar (Chelsea) e do atacante argentino Tévez (Boca Juniors).

Na escala global, foram 988 atletas (+7,2%) e 607 milhões de dólares (+14,5%) a mais. Através das 211 nações filiadas, 14.546 contratos internacionais foram firmados. Um a cada 36 minutos ou 39 por dia. Haja deslocamento. Dados do Transfer Matching System (TMS), o sistema eletrônico criado há cinco anos pela Fifa para registrar oficialmente todas as negociações entre clubes de países distintos, numa operação feita na Suíça. O balanço oficial considera empréstimo, venda dos direitos econômicos, fim de contrato e jogadores livres.

Movimentação de contratações internacionais na China. Arte: Fifa TMS/twitter (adaptação para tradução)

Até mesmo na “média” o dado foi o maior já registrado, com 329 mil dólares a cada atleta negociado, ou 20 mil a mais que o índice anterior. Naturalmente, teve gente saindo de graça e gente saindo por uma cifra astronômica. Cenários distintos entre os 6,5 mil clubes cadastrados pelo TMS, incluindo o Trio de Ferro do Recife. Em 2016, por sinal, houve a maior compra local, com o Sport pagando US$ 790 mil (R$ 3,16 mi na ocasião) ao Argentinos Juniors, fechando um acordo de cinco anos com o jovem atacante colombiano Lenis.

Outras transações envolvendo alvirrubros, rubro-negros e tricolores foram realizadas via TMS, através de empréstimos e com jogadores sem contrato. Eis alguns nomes trazidos do exterior e os países onde estavam: Ruiz (Colômbia), Mark González (Chile), Henríquez (Colômbia), Rodney Wallace (Portugal), Jonathan Goiano (Coreia do Sul), Bolaño (Equador), Marco Antônio (Catar), Rafael Coelho (Tailândia) e Yuri Mamute (Grécia). Sobre 2017, as duas janelas brasileiras vão de 12/01 a 04/04 e de 20/06 a 20/07. Cuidado com a China…

O dinheiro gasto nas transferências internacionais, segundo a Fifa. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Neymar celebra o ouro inédito da Seleção num Maracanã repleto, contra a Alemanha

Olimpíadas 2016, final: Brasil (5) 1 x 1 (4) Alemanha. Foto: Rio 2016/twitter (@Rio2016)

Como um raio, tal qual Usain Bolt já se faz presente na história olímpica, Neymar escreveu o seu nome na antologia do futebol brasileiro. O atacante passou em branco na primeira fase do torneio olímpico do Rio. Vaias da torcida no Mané Garrincha, ansiedade em campo e a pressão de ser a maior estrela em busca de um título inédito para a Seleção Brasileira. Reservado desde então, longe de entrevistas atravessadas (até colocar a medalha no pescoço) e mais consciente de seu papel, inclusive o de capitão, o craque passou a ser o que dele se espera. Foi decisivo. Contra a Colômbia, contra Honduras, contra a Alemanha.

Foram quatro gols no mata-mata e o último pênalti na agônica decisão contra os germânicos. O jogador de 24 anos, em sua segunda Olimpíada, comandou o Brasil numa reviravolta celebrada em um Maracanã totalmente amarelo, como se imaginou para a Copa 2014. No primeiro tempo, o camisa 10 marcou um golaço de falta. A partir dali o jogo ficaria bem complicado, com a Alemanha mandando três bolas no travessão. Trabalhando bem as jogadas, mostrando a organização de sempre, chegaram ao empate na segunda etapa, com Meyer finalizando.

Na prorrogação, faltou gás. Mas não coração, de ambos os lados. O Brasil errava mais, talvez pelo peso dos maus resultados do time principal nos últimos anos. Nos rápidos intervalos, Micale tentou incutir na equipe a necessidade de ocupar os espaços, tudo ou nada. Nada mudou, e a definição se estendeu às penalidade. Após oito cobranças perfeitas, quatro de cada lado, brilhou Weverton, convocado de última hora, justamente pelo histórico nos pênaltis. Deixou o caminho aberto para Neymar confirmar o ouro, 5 x 4. Aquele mesmo time que passou em branco contra África do Sul e Iraque explodiu o Maraca.

Após três vices olímpicos no futebol, enfim o ouro, o sexto do Time Brasil nos Jogos de 2016, quebrando o recorde de Atenas. Mais emblemático, impossível.

Campanhas brasileiras nos Jogos
1952 – quartas de final (2v, 0e, 1d)
1956 – não disputou
1960 – 1ª fase (2v, 0e, 1d)
1964 – 1ª fase (1v, 1e, 1d)
1968 – 1ª fase (0v, 2e, 1d)
1972 – 1ª fase (0v, 1e, 2d)
1976 – semifinal (2v, 1e, 2d)
1980 – não disputou
1984 – Prata (4v, 1e, 1d)
1988 – Prata (4v, 1e, 1d)
1992 – não disputou
1996 – Bronze (4v, 0e, 2d)
2000 – quartas de final (2v, 0e, 2d)
2004 – não disputou
2008 – Bronze (5v, 0e, 1d)
2012 – Prata (5v, 0e, 1d)
2016 – Ouro (3v, 3e, 0d)

Em 13 participações olímpicas, o Brasil disputou 60 jogos, com 34 vitórias, 10 empates, 16 derrotas. Considerando três pontos por vitória, um aproveitamento de 62,2%. No Mundial, com força máxima, exceto em 1930 (base carioca), são 104 jogos, com 70 vitórias, 17 empates e 17 derrotas. Índice de 72,7%.

Olimpíadas 2016, final: Brasil (5) 1 x 1 (4) Alemanha. Foto: Lucas Figueiredo/MoWa Press (site da CBF)

Vinhetas da Olimpíada 2016 e Copa 2014

Em um intervalo de dois anos, os dois maiores eventos esportivos no Brasil, sob olhares do mundo inteiro. A Copa do Mundo e a Olimpíada são fenômenos de audiência. A decisão de 2014, entre Alemanha e Argentina, foi vista por mais de 700 milhões de pessoas, quebrando recorde de um jogo. Já a cerimônia de abertura dos Jogos de 2012, em Londres, teve uma audiência global de 900 milhões. A transmissão é mesmo um componente essencial nos eventos da Fifa e do COI, seja na televisão, tablet, celular, cinema etc.

Em cada um, uma vinheta oficial específica, com elementos do país da disputa. Após o inesquecível “OEAAA” no Mundial, visto pela primeira vez no jogo Brasil x Croácia, na Arena Corinthians, vamos a um passeio pela Cidade Maravilhosa ao som da “baiana”. A estreia da vinheta produzida pela OBS, a Olympic Broadcasting Services, foi no futebol feminino, com Suécia x África do Sul, no Engenhão, dois dias antes da abertura oficial da Olimpíada.

Assista às vinhetas…Qual a melhor?

Vinheta da Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro

Vinheta da Copa do Mundo de 2014, no Brasil

50 anos do gol mais polêmico do futebol, 50 anos à espera da tecnologia no futebol

Copa do Mundo 1966, final: Inglaterra 4 x 2 Alemanha. E o polêmico gol de Geoff Hurst... Crédito: Fifa/facebook (reprodução)

Há 50 anos, em 30 de julho de 1966, quase cem mil pessoas assistiam em Wembley à dura final entre ingleses e alemães, num empate que se estendeu à prorrogação. Até a grande jogada de Allan Ball pela ponta direita. Cruzou bem para Geoff Hurst, que dominou, girou e encheu o pé. Gol, com a bola batendo no travessão e quicando rente à linha. Ou em cima da linha? O camisa 10 ainda faria o seu terceiro no jogo (recorde), definindo o 4 x 2 que deu ao English Team a sua única Copa do Mundo. Uma partida marcada pela maior dúvida do futebol. Inúmeros estudos (inconclusivos) já foram feitos, inclusive em universidades, além de entrevistas com o atores do lance validado por Gottfried Dienst.

Paralelamente, o discurso (vazio) de que o uso da tecnologia “atrapalharia” o futebol seguiu durante muito tempo, com outros lances discutíveis (gols, impedimentos e pênaltis mal marcados, a partir do posicionamento da bola) mudando a história. Até 2010, em outro Mundial, em outro confronto entre Inglaterra e Alemanha. Desta vez com os inventores do esporte prejudicados (esse, sem dúvida alguma). A bola ultrapassou a linha em 33 centímetros! Só o árbitro uruguaio Jorge Larrionda não viu. Seria o gol de empate (2 x 2), numa reação que não viria mais, acabando em 4 x 1 para os germânicos.

Ao menos a Fifa reconheceu que era hora de mudar. Cedeu, num processo lento, tanto que só em 5 de março de 2016 autorizou testes com o “árbitro de vídeos”, após a aprovação International Football Association Board (Ifab), o órgão que regulamenta as regras do futebol. Dois anos até o veredito. Se hoje, com jogos filmados em alta definição, ainda há espaço para imprecisões, imagine em 1966, cujo frame sobre o lance deixa dúvidas devido à imagem saturada e borrada por causa da qualidade do vídeo na época. Celebrando o cinquentenário da polêmica, o site Sky Sports digitalizou o lance e “provou” que a bola entrou, através da realidade virtual da EA Sports, usada no game Fifa Football. 

O blog recortou os dois frames no mesmo instante. Será que a dúvida acaba?

A FPF já solicitou o uso experimental no Campeonato Pernambucano…

Copa do Mundo 1966, final: Inglaterra 4 x 2 Alemanha. E o polêmico gol de Geoff Hurst... numa versão 3D, via Sky Sports. Será?

Podcast – Entrevista especial com o pentacampeão mundial Edmílson

Edmilson durante entrevista no Diario de Pernambuco. Foto: Rafael Brasileiro/DP

No dia em que o pentacampeonato da Seleção completou 14 anos, em 30 de junho, o Diario de Pernambuco recebeu a visita de Edmílson, titular daquela zaga, armada num 3-5-2. De passagem para o Jogo do Bem, na arena,  para o início de um projeto da Fundação Edmílson no Centro Santos Dumont, o ex-jogador concedeu uma entrevista ao 45 minutos. Comentou os bastidores de 2002, as diferenças no trabalho de Felipão em 2014, analisou Neymar (“talento enorme, mas que na Seleção não mostrou nada”), Rivaldo (“o melhor da Copa”), Dunga e Tite. Além, claro, do futebol brasileiro pós-7 x 1. Aos 39 anos, aposentado desde 2011, Edmílson brilhou no São Paulo, Lyon e Barcelona.

O podcast especial durou 27 minutos, com a participação do editor do Superesportes, Marcel Tito. Ouça agora ou quando quiser!

Árbitro de vídeo na final pernambucana? A autorização de teste veio tarde demais

Tecnologia no futebol? Crédito: Fifa

A função do árbitro de vídeo está em teste até 2017, segundo autorização comunicada pela Fifa em 5 março de 2016, após a aprovação International Football Association Board (Ifab), o órgão que regulamenta as regras do futebol. Na Europa, a federação holandesa já realizou a primeira experiência, cujo objetivo é, sobretudo, checar se a bola entrou ou não, impedimento em lances de gol e os locais exatos das faltas, dentro ou fora da área. No Brasil, há a expectativa na Série A a partir de agosto. Acredite, o primeiro teste poderia ter sido no Recife. Em 2 de outubro de 2015, a FPF, através da CBF, via Marco Polo Del Nero, encaminhou um ofício à Fifa solicitando o uso experimental na fase decisiva do Campeonato Pernambucano, com todos os jogos televisionados.

“Obrigado por sua carta relacionada à solicitação adicional para conceder autorização à Federação de Futebol do Estado de Pernambuco, no que diz respeito ao uso do Árbitro de Vídeo (AV), em uma das competições promovidas por essa entidade, e pedimos desculpas pela demora na resposta. Conforme o que foi dito em uma carta anterior, o uso do AV, atualmente, não é permitido. Após consultas com a Fifa, é do nosso entender que essa situação não se aplica apenas a associações ou a confederações diretamente afiliadas à Fifa (e, consequentemente, também à Ifab), mas também a federações locais de futebol associadas a elas, com jogadores registrados etc.”

Texto assinado por Lukas Brud, secretário da Ifab, em 29 de outubro de 2015.

A autorização sairia cinco meses depois, já sem tempo de implantar a ideia no Pernambucano. Pela pressão entre rubro-negros e tricolores, envolvidos na decisão de 2016, a direção da FPF acabou publicando a resposta oficial ao requerimento (abaixo). Como curiosidade, vale dizer que não teria sido a primeira vez que o Estadual serviria como laboratório. Em 2011, a competição foi um teste para os árbitros de linha de fundo – na ocasião, a ideia não funcionou.

Resposta da Ifab à solicitação da FPF para árbitros de vídeo no Estadual 2016. Crédito: FPF/reprodução

O balanço da primeira janela brasileira de transferências internacionais em 2016

Relatório do Fifa/TMS sobre a janela brasileira de transferências em 2016 (janeiro/abril)

A primeira janela de transferências do futebol brasileiro em 2016 foi de 28 de janeiro a 20 de abril, mantendo a ordem das negociações dos últimos anos. Mais jogadores voltando do que saindo e mais receita nos clubes locais do que gasto no exterior. Ainda que a curva de entrada (399) e saída (186) tenha se mantido descendente, os números seguem altos. Ao todo, 585 atletas foram registrados no Transfer Matching System (TMS), o sistema eletrônico da Fifa, criado em 2011, para cadastrar oficialmente todas as negociações internacionais.

Considerando as últimas três temporadas, nunca se gastou tanto no Brasil, crise econômica à parte. Foram investidos US$ 35 milhões, ou R$ 124 milhões – o Sport colaborou com o processo, sobretudo com as contratações do chileno Mark González e do colombiano Lenis, este por 790 mil dólares, a mais cara do clube. O saldo geral da balança segue positivo devido ao montante oriundo do mercado estrangeiro, US$ 82 milhões (ou R$ 292 mi).

Confira os balanços anuais de transferências internacionais no futebol aqui.

A próxima janela brasileira será de 22 de junho a 21 de julho.

Relatório do Fifa/TMS sobre a janela brasileira de transferências em 2016 (janeiro/abril)

Os torneios olímpicos de futebol no Rio

Sorteio dos torneios olímpicos de futebol em 2016. Crédito: twitter.com/Brasil2016

Os torneios olímpicos de futebol em 2016, tanto masculino quanto feminino, foram definidos em sorteio no Maracanã, palco da decisão dos Jogos do Rio de Janeiro, com a Seleção Brasileira buscando o inédito ouro nas duas categorias. Tem cinco pratas ao todo. Entre os homens, na mais que conhecida obsessão da Canarinha, o time Sub 23 ficou num grupo fácil, com Iraque, África do Sul e Dinamarca. Para o evento, que será realizado em seis cidades (apenas Salvador no Nordeste), o time deverá contar com Neymar, liberado pelo Barcelona. O craque será um dos três convocados acima do limite de idade.

O degrau mais alto do pódio vem passando pertinho há algumas Olimpíadas. As cinco medalhas foram conquistadas nas últimas oito edições, com três pratas (1984, 1988 e 2012) e dois bronzes (1996 e 2008). Até hoje, 18 seleções conseguiram o ouro olímpico no futebol, incluindo os rivais Uruguai e Argentina, ambos bicampeões (1924/1928 e 2004/2008). Logo, o Brasil só aparece em 19º lugar no quadro de medalhas (abaixo). O regulamento no Rio é o mesmo das últimas edições, com quatro grupos de quatro times, nos quais os dois melhores avançam. Na sequência, quartas de final, semifinal e final. É a chance.

Grupos do torneio olímpico masculino de futebol de 2016. Crédito: twitter.com/Brasil2016

Tabela da seleção masculina na 1 fase:
04/08 – Brasil x África do Sul (Mané Garrincha, 16h)
07/08 – Brasil x Iraque (Mané Garrincha, 22h)
10/08 – Brasil x Dinamarca (Salvador, 22h) 

Já no torneio feminino, onde a Seleção também bateu na trave, são doze países, divididos em três chaves. Ou seja, além dos dois melhores de cada grupo, os dois melhores terceiros lugares avançam ao mata-mata. Ainda liderado por Marta, o time verde e amarelo tem como missão chegar ao menos na semifinal. Nas cinco edições realizadas desde Atlanta, em 1996, as mulheres brasileiras só caíram nas quartas uma vez, justamente na última edição, em Londres.

Grupos do torneio olímpico feminino de futebol de 2016. Crédito: twitter.com/Brasil2016

Tabela da seleção feminina na 1ª fase:
03/08 – Brasil x China (Engenhão, 16h)
06/08 – Brasil x Suécia (Engenhão, 22h)
09/08 – Brasil x África do Sul (Manaus, 22h)

Palcos selecionados: Maracanã, Engenhão, Mané Garrincha, Arena Corinthians, Mineirão, Fonte Nova e Arena da Amazônia. Sobre ingressos, veja aqui.

Eis o quadro de medalhas dos finalistas do torneio masculino de 1900 a 2012…

Quadro de medalhas no torneio masculino de futebol de 1900 a 2012. Crédito: Wikipedia/reprodução

Eis o quadro de medalhas dos finalistas do torneio feminino de 1996 a 2012…

Quadro de medalhas no torneio feminino de futebol de 1900 a 2012. Crédito: Wikipedia/reprodução

Neve e deserto nas problemáticas obras da Copa do Mundo, em 2018 e 2022

Obra do estádio Saint Petersburg, na Rússia, para a Copa de 2018. Foto: Fifa/site oficial

Em 2 de dezembro de 2010, a Fifa anunciou Rússia e Catar como sedes das Copa do Mundo de 2018 e 2022, num processo simultâneo e cercado de polêmica sobre os votos. Enquanto os países batalham politicamente para tentar sustentar uma imagem isenta sobre as respectivas escolhas, as novas arenas (sempre mais caras) vêm sendo tocadas. Na Rússia, são doze, em distâncias semelhantes às do torneio no Brasil, também com dimensões continentais.

Com o rigoroso inverno do país, as obras passam parte do tempo do cobertas de neve, num frio proveniente da Sibéria. A essa condição abaixo de zero some denúncias de salários atrasados, segundo o jornal inglês The Guardian. De positivo, dois palcos em operação, do Rubin Kazan e do Spartak. Enquanto isso, no Oriente Médio, o cenário é desastroso em termos de segurança no trabalho.

Obras dos estádios na Rússia (Copa 2018) e Catar (Copa 2022). Fotos: Fifa/site oficial

Já são mais de 1.200 trabalhadores mortos durante as obras do Catar. Segundo a International Trade Union Confederation, num dado revelado pela revista Exame, a estimativa é que mais quatro mil morram até a conclusão dos estádios. Motivos? A mão-de-obra barata seria submetida a jornadas acima de 12 horas, em ambientes inadequados em termos e a temperaturas de até 50 graus – não por caso, parte do trabalho está sendo transferido para a noite.

A Fifa, como aconteceu no Brasil, divulga com certa regularidade imagens das obras, ainda que não esteja revelando os percentuais de execução em cada uma. Do canteiro coberto pelo branco da neve às estacas no deserto, os opostos das próximas Copas… Com velhos problemas na concepção.

Neve: Samara, Saint Petersburg, Nizhny Novgorod, Moscou e Ekaterinburg.
Deserto: Khalifa e Al Rayyan.

Obra do estádio Khalifa, no Catar, para a Copa de 2022. Foto: Fifa/site oficial