A premiação do Brasileirão de 2017 vai do campeão ao 16º colocado. Basta não cair

A premiação oficial do Campeonato Brasileiro de 2017. Crédito: CBF/site oficial

A premiação oficial do Campeonato Brasileiro registrou um aumento de apenas 6% entre 2016 e 2017. Passou de R$ 60,0 milhões para R$ 63,7 milhões (quadro acima). Causa surpresa porque a Copa do Brasil, a outra competição de peso organizada pela CBF, passará a pagar, apenas ao campeão, R$ 68,7 milhões, embora já embutido o direito de transmissão, pago à parte no nacional. Portanto, fica a expectativa pela possível reformulação financeira da Série A na próxima temporada – ou em 2019, quando será iniciado o novo acordo com a tevê. Acompanhará essa linha?

Em 2017, como vem acontecendo há alguns anos, todos os times que permanecem na elite são premiados. Repassada pela CBF e bancada pela Rede Globo, a detentora dos direitos de transmissão da competição (de forma exclusiva até 2018), a premiação contempla a classificação final do 1º lugar até o 16º, o primeiro time acima da zona de rebaixamento. Ou seja, uma campanha mediana que evite a queda já garante um aporte de R$ 744 mil em dezembro, com a evolução gradativa colocação por colocação.

Evolução da premiação total da Série A
2010/2011 – 0% 
2011/2012 – 7,1%
2012/2013 – 0%
2013/2014 – 0%
2014/2015 – 19,3%
2015/2016 – 67,5%
2016/2017 – 6,3%

Os seis primeiros lugares (consequentemente, os classificados à próxima Taça Libertadores, considerando a composição “G6″) recebem 77,9% de toda a premiação (ou R$ 49,6 mi). O grande campeão nacional de 2016 receberá R$ 1 milhão a mais que o Palmeiras, o vencedor da última competição.

Pernambucanos que receberam premiações
2012 – Náutico/12º (R$ 500 mil)
2014 – Sport/11º (R$ 600 mil)
2015 – Sport/6º (R$ 1,4 milhão)
2016 – Sport/14º (R$ 900 mil)

Confira todas as premiações do Brasileirão de 2011 a 2016 clicando aqui.

Seleção Brasileira faturou R$ 70 milhões como mandante nas Eliminatórias de 2018

Eliminatórias da Copa 2018, em 10/10/2017: Brasil 3 x 0 Chile. Foto: divulgação

A Canarinha encerrou as Eliminatórias da Copa de 2018 com dez pontos de vantagem sobre o segundo colocado, o Uruguai. Na última rodada, no Allianz Parque, o moderno estádio do Palmeiras, a Seleção goleou o Chile, deixando o atual bicampeão da Copa América fora do Mundial da Rússia. A tranquila vitória manteve o país como o único sul-americano invicto como mandante no qualificatório e também estabeleceu a maior renda do futebol no Brasil. O dado desconsidera o Mundial de 2014, pois a Fifa não divulgou os borderôs.

Com R$ 15 milhões, o jogo superou a final da Libertadores de 2013, entre Atlético-MG e Olimpia do Paraguai. Na ocasião, a partida em Belo Horizonte proporcionou uma arrecadação de R$ 14 mi. Essa renda recorde mostra o quanto a participação nas Eliminatórias, utilizando apenas as arenas com “Padrão Fifa”, turbinou o caixa da CBF. A entidade faturou R$ 70 milhões! Embora não detalhe o percentual repassado a cada operador dos estádios, é possível aferir um desconto de 8%, o valor entregue ao Corinthians na apresentação anterior em São Paulo. Ou seja, a confederação teria ficado com 92%, ou R$ 64,4 milhões líquidos. E, de fato, o torcedor pagou caro para produzir esta receita. No Allianz Parque, com valores semelhantes aos da Copa do Mundo realizada no país, o tíquete médio foi de R$ 368.

A gestão desse recurso, lembrando, fica a cargo de Marco Polo Del Nero…

Público total: 371.897 (média de 41.321 torcedores) 
Renda total: R$ 70.073.561 (média de 7.785.951 reais) 
Tíquete médio: R$ 188,42
Campanha: 9 jogos; 8 vitórias, 1 empate e nenhuma derrota; 26 GP e 4 GC

Eis o ranking de bilheteria nos jogos da Seleção nas Eliminatórias de 2018.

Balanço da Seleção Brasileira nas Eliminatórias da Copa 2018 jogando no Brasil. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Seguindo com a evolução cronológica dos públicos da Canarinha, com a taxa de ocupação dos estádios. A maior foi em São Lourenço da Mata, com 98,17% dos 45.845 cadeiras vermelhas ocupadas – curiosamente, no único empate no país. A menor ocorreu em Fortaleza, com índice de 60,98%.

Evolução dos públicos nos jogos da Seleção Brasileira como mandante nas Eliminatórias da Copa 2018. Arte: Cassio Zirpoli/DP

A escalada cronológica sobre o preço dos ingressos vai da média de R$ 69 na estreia até R$ 368 na despedida do qualificatório da Fifa. As quatro menores rendas foram no Nordeste. Por outro lado, as maiores bilheterias foram registradas com a Seleção em grande fase, já sob comando de Tite.

Evolução das bilheterias nos jogos da Seleção Brasileira como mandante nas Eliminatórias da Copa 2018. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Forbes aponta os 50 clubes mais valiosos das Américas, com o Sport em 46º lugar

Os clubes brasileiros mais valiosos nas Américas, em 2017 e 2016, segundo a Forbes. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Os clubes brasileiros presentes nas últimas duas listas da Forbes

Texto atualizado após a retificação da Forbes, em 04/10

A revista Forbes é uma das mais conceituadas em economia no mundo e, vez ou outra, costuma aventurar-se no âmbito esportivo. Em 2017, publicou a atualização de sua lista voltada para o futebol das Américas. A versão mexicana da revista divulgou o ranking com os 50 clubes mais valiosos nos três continentes, numa pesquisa a partir das 15 principais ligas nacionais, totalizando mais de 150 times. Mais uma vez, o Sport figura no ranking.

Segundo a revista, “o ranking considera três fatores: o valor da equipe (apenas os jogadores que pertencem ao clube, sem os atletas emprestados), o valor da marca e o custo do estádio (caso seja particular)”.

Número de clubes por país
12 – Brasil e México
10 – Estados Unidos
7 – Argentina
3 – Canadá e Equador
2 – Chile
1 – Colômbia e Peru

Fazendo valer a maior economia do mundo, a Major League Soccer mostra força. Além da maior média de público, acima de 21 mil torcedores, conta com 13 clubes no estudo, sendo dez norte-americanos e três canadenses, que também jogam a MLS, como ocorre na NBA. Em seguida vem o vizinho México, com leve aumento, passando de 11 para 12. Empatado com o Brasil, que fez o caminho inverso, caindo de 13 para 12 clubes – quadro detalhado acima. Inicialmente, a revista publicou a lista com 11 brasileiros, excluindo o Palmeiras. Como dito na primeira versão deste texto, não fazia sentido a ausência, ainda mais no ano em que o alviverde foi o campeão da Série A. A Forbes reconheceu o ‘esquecimento’ e pôs o clube em 2º lugar de novo.

O rival Corinthians segue líder, já se aproximando da marca de R$ 2 bilhões. Segundo a publicação, pesou o novo contrato com a Nike, de 145 milhões de dólares, até 2022, tanto que o clube é o 16º no mundo. Já o Sport, assim como na lista de 2016, ficou no top 50. Até melhorou a colocação, ganhando quatro posições, firmando-se em 46º. Contudo, a projeção ficou mais modesta, de US$ 51,4 milhões para 43,2 mi. A Forbes não detalhou a sua análise sobre o leão pernambucano – aliás, só comentou os dez primeiros. No Nordeste, o clube só aparece atrás do Vitória – novidade este ano.

Abaixo, os 51 clubes listados, com os valores em dólar, a moeda utilizada pela revista, e em real, com a cotação de 3 de outubro (R$ 3,11 = US$ 1,00).

Confira o ranking de marcas da consultoria BDO com 40 times brasileiros aqui.

Os 50 clubes mais valiosos nas Américas em 2017, segundo a Forbes. Arte: Cassio Zirpoli/DP

O Náutico como mandante em Caruaru, com e sem mobilização da torcida

O Internacional é a principal atração da Série B de 2017. À parte do clássico local, os maiores públicos de Santa (25 mil) e Náutico (13 mil) foram diante do colorado. Por isso, somando ao embalo da primeira partida do alvirrubro em Caruaru, com grande mobilização, a presença alvirrubra foi representativa. Entretanto, com mais três jogos por disputar na cidade, ficou a expectativa sobre o desempenho seguinte. E aí entra, no futebol, o importante fator psicológico. Com as derrotas para Inter e Paraná, no meio de semana, o jogo seguinte, contra o Boa, acabou minado. E os números mostram isso. Abaixo, cenários semelhantes em fotos dos repórteres João de Andrade e Luís Prates.

Há um meio termo entre os jogos, considerando um rival de menor apelo?

Náutico 0 x 1 Internacional (23/09)
Público: 13.409 pessoas
Renda: R$ 264.765

Náutico 2 x 0 Boa Esporte (30/09)
Público: 2.144 (-84%)
Renda: R$ 23.880 (-90%)

Próximos jogos no Lacerdão
Náutico x Guarani (14/10)
Náutico x ABC (21/10)

Ordem das fotos: vs Boa (acima) e vs Inter (abaixo)

Movimentação no entorno do Lacerdão antes da partida. Contra o Inter, 9 mil bilhetes vendidos antecipadamente. Contra o Boa, procura baixa até no dia.

Náutico vs Boa (30/09/2017) e Náutico vs Inter (23/09/2017). Fotos: João de Andrade Neto/DP

A “Avenida Alvirrubra”, com a recepção da torcida ao ônibus do time. De centenas no primeiro sábado a poucas dezenas no jogo seguinte.

Náutico vs Boa (30/09/2017) e Náutico vs Inter (23/09/2017). Fotos: João de Andrade Neto/DP

Em relação à ocupação do estádio, o enorme tobogã ficou fechado contra o Boa por contenção de gastos. As sociais bastaram para acomodar o público

Náutico vs Boa (João de Andrade Neto/DP) e Náutico vs Inter (Luís Prates/twitter)

A evolução de mercado das marcas dos clubes do Nordeste, via consultoria BDO

As projeções das marcas dos maiores clubes do Nordeste de 2011 a 2017, via BDO. Arte: Cassio Zirpoli/DP, via infogram

A consultoria BDO RCS publica avaliações sobre as marcas dos clubes brasileiros desde 2009. Inicialmente, no entanto, focava (ou divulgava) apenas os principais clubes de SP, RJ, MG e RS. Os times do nordeste começaram a aparecer com regularidade a partir do levantamento de 2011. Desde então, o “G7″ da região sempre figurou no estudo de mercado. A partir disso, o blog compilou os dados brutos de cada um, considerando os três principais clubes do Recife, os dois de Salvador e os dois de Fortaleza. Somente em 2017 outros dois nordestinos foram mensurados, ABC (9,0 mi) e Sampaio (6,3 mi).

Acima, os números de cada clube, em milhões de reais. Abaixo, a evolução numérica em quatro cenários distintos.

Lembrando que a metodologia de escolha e análise dos clubes utiliza dados financeiros, pesquisas com torcedor, informações de marketing de cada clube e dados econômicos e sociais dos brasileiros. Ao todo são 21 variáveis.

Confira os rankings nacionais: 2011, 2012, 2013, 2014, 2015, 2016 e 2017.

Nordeste (Náutico, Santa, Sport, Bahia, Vitória, Ceará e Fortaleza)
No cenário regional, a dupla Ba-Vi dominou o topo nos cinco primeiros anos, com Vitória 1x (2011) e Bahia 4x (2012, 2013, 2014 – o ano mais achatado no pódio – e 2015). Em 2016, quando superou a barreira de R$ 100 milhões, o Sport assumiu a liderança, mantendo também em 2017. Considerando os outros times, a melhor marca foi do Náutico, com R$ 38,3 milhões em 2014. Na última edição do estudo, a diferença entre esses quatro foi de 9,4 mi, num sinal de equilíbrio pela 4ª força – mantida pelo timbu há sete anos.

As projeções das marcas dos maiores clubes do Nordeste de 2011 a 2017, via BDO. Arte: Cassio Zirpoli/DP, via infogram

Pernambuco (Náutico, Santa Cruz e Sport)
Em 2017, o leão pernambucano estabeleceu uma diferença de R$ 72,3 milhões sobre a soma de Náutico e Santa. Já são três anos consecutivos com a projeção do Sport acima dos rivais agregados. A última vez em que alvirrubros e tricolores, juntos, superaram o rubro-negro foi em 2014, por 1 milhão de reais – neste contexto, a maior diferença foi em 2013, com R$ 18,2 mi. Numa comparação apenas entre Náutico e Santa, o timbu segue à frente desde o início, impressionando a vantagem nos últimos dois anos, quando os corais conseguiram o acesso à elite e ainda ganharam o Nordestão.

As projeções das marcas dos maiores clubes de Pernambuco de 2011 a 2017, via BDO. Arte: Cassio Zirpoli/DP, via infogram

Bahia (Bahia e Vitória)
O Baêa ficou sete anos fora da elite nacional, de 2004 a 2010. A má situação nos gramados refletiu na avaliação de 2011, ano de sua volta, com R$ 12,3 milhões a menos que o maior rival. Seria a única vez. Desde então são seis anos na liderança do estado, impondo até R$ 34,3 milhões a mais, em 2016. A aquisição do CT “Cidade Tricolor” deve influenciar ainda mais em 2018.

As projeções das marcas dos maiores clubes da Bahia de 2011 a 2017, via BDO. Arte: Cassio Zirpoli/DP, via infogram

Ceará (Ceará e Fortaleza)
O vozão sempre esteve à frente do rival. Porém, a maior diferença entre os alencarinos ocorreu em 2011, ano em que o Ceará disputou a Série A pela última vez. A marca alvinegra ficou R$ 6,1 milhões à frente do FEC, que já estava na terceira divisão, onde seguiria até 2017. As melhores avaliações de ambos foram nesta última versão.

As projeções das marcas dos maiores clubes do Ceará de 2011 a 2017, via BDO. Arte: Cassio Zirpoli/DP, via infogram

As marcas de Santa Cruz, Náutico e Sport valem R$ 165,5 milhões no mercado

Santa Cruz, Náutico e Sport. Arte: DP

As centenárias marcas do Trio de Ferro valem R$ 165,5 milhões. Essa é a avaliação feita pela consultoria BDO RCS Auditores Independentes, que pela 8ª projetou o Trio de Ferro. Ao todo, o relatório de 2017 tem 40 times, seis a mais que a versão anterior. Embora o número seja elevado, na prática equivale à projeção do Atlético Paranaense. Mas vale a ressalva de que o Sport detém a melhor projeção no futebol nordestino, tendo subido um pouco no último. Já as avaliações dos rivais pioraram. Com isso, a marca agregada do Trio de Ferro caiu 6,4% em relação ao estudo anterior.

O cálculo conta com 21 variáveis em três frentes: dados financeiros (marketing, estádio, sócios e mídia, à parte das transferências de atletas), torcida (tamanho, faixa etária, nível de renda e distribuição geográfica) e mercado local (informações econômicas e sociais sobre a região em que os clubes atuam). Entre os clubes levantados estão nove nordestinos.

Marcas mais valorizadas no Nordeste
1º) Sport (118,9 milhões, em 15º no país)
2º) Bahia (110,4 mi, em 16º)
3º) Vitória (78,7 mi, em 17º)
4º) Náutico (25,1 mi, em 28º)
5º) Santa Cruz (21,5 mi, em 29º)
6º) Ceará (20,5 mi, em 30º)
7º) Fortaleza (15,7 mi, em 32º)
8º) ABC (9,0 mi, em 35º)
9º) Sampaio Corrêa (6,3 mi, em 39º)

Lá no topo, três times brasileiros já ultrapassaram a barreira bilionária: Flamengo (R$ 1,693 bi), Corinthians (R$ 1,593 bi) e Palmeiras (R$ 1,123 bi), o atual campeão brasileiro. O time carioca lidera pelo terceiro ano, após cinco temporadas de domínio corintiano.

A avaliação das marcas dos clubes em 2017. Crédito: BDO

Confira a evolução dos recifenses, tanto nos valores quanto no ranking nacional.

Sport
2017 (15º) – 118,9 mi (Série A), +1.6%
2016 (15º) – 117,0 mi (Série A), +33.8%
2015 (16º) – 87,4 mi (Série A), +39.6%
2014 (17º) – 62,6 mi (Série A), +50.8%
2013 (19º) – 41,5 mi (Série B), -0.9%
2012 (17º) – 41,9 mi (Série A), +6.6%
2011 (16º) – 39,3 mi (Série B), +5.3%
2010 (15º) – 37,3 mi (Série B)

Náutico
2017 (28º) – 25,1 mi (Série B), -28.0%
2016 (25º) – 34,9 mi (Série B), -4.1%
2015 (23º) – 36,4 mi (Série B), -4.9%
2014 (20º) – 38,3 mi (Série B), +0.7%
2013 (20º) – 38,0 mi (Série A), +23.3%
2012 (20º) – 30,8 mi (Série A), +16.2%
2011 (21º) – 26,5 mi (Série B), -1.8%
2010 (19º) – 27,0 mi (Série B)

Santa Cruz
2017 (29º) – 21,5 mi (Série B), -7.3%
2016 (27º) – 23,2 mi (Série A), -29.4%
2015 (25º) – 32,9 mi (Série B), +30.0%
2014 (25º) – 25,3 mi (Série B), +16.5%
2013 (25º) – 21,7 mi (Série C), +0.9%
2012 (24º) – 21,5 mi (Série C), +10.8%
2011 (23º) – 19,4 mi (Série D), +4.3%
2010 (23º) – 18,6 mi (Série D)

Trio de Ferro
2017 – 165,5 mi,  -6.4%
2016 – 175,1 mi, 11.7%
2015 – 156,7 mi, +24.1%
2014 – 126,2 mi, +24.7%
2013 – 101,2 mi, +7.4%
2012 – 94,2 mi, +10.5%
2011 – 85,2 mi, +2.7%
2010 – 82,9 mi

Desde 2010, o trio, então com R$ 82,9 milhões, valorizou 99,6%.

A avaliação das marcas dos 40 principais clubes do país em 2017. Crédito: BDO

Uniforme preto completa a primeira linha do Santa através da marca Cobra Coral

O uniforme III do Santa Cruz para a temporada 2017/2018. Crédito: Loja Cobra Coral/reprodução

O Santa Cruz completou a sua primeira linha de uniformes oficiais por meio da marca própria “Cobra Coral”. Visando a temporada 2017/2018, o padrão preto, com estreia prevista para a 24ª rodada da Série B, traz a mensagem “nova pele”, com “escamas renovadas” a partir dos detalhes remetendo ao mascote.

Para a pré-venda, uma tiragem de mil modelos por R$ 200. A partir disso, já nas lojas, a camisa sai por R$ 230. Lembrando que os dois primeiros padrões foram apresentados em 12 de maio, com a substituição da Penalty já no Campeonato Brasileiro. Curiosamente, o uniforme clássico, o coral com listras horizontais, foi o único ausente, guardado para a próxima linha.

Lançada em maio, a marca vendeu 13 mil peças no primeiro trimestre, com R$ 476 mil de receita líquida. A produção é feita numa fábrica terceirizada no estado do Ceará, a Bomache, que também tem contratos semelhantes com outros clubes do país, como o pioneiro Paysandu, dono da “Lobo”.

Confira mais detalhes do padrão preto clicando aqui.

Tricolor, o que você achou da primeira linha da Cobra Coral? Qual a melhor?

A primeira linha de uniformes do Santa Cruz via "Cobra Coral"

Náutico vende o atacante Erick por R$ 2,8 milhões, na 10ª venda milionária do clube

Erick em ação no Náutico em 2017. Foto: Ricardo Fernandes/DP

A passagem profissional de Erick no Náutico durou oito meses, iniciada na transição em janeiro, após a participação na Copa São Paulo de Juniores, quando marcou quatro gols, até a negociação milionária para o futebol português, já com o status de segunda maior venda da história do clube.

O atacante de 19 anos irá disputar a primeira divisão portuguesa pelo Braga, 5º colocado na última temporada. Com 70% dos direitos econômico do jogador, o timbu vendeu 55%, recebendo R$ 2,8 milhões, cifra só abaixo da transação envolvendo Douglas Santos, que chegou a ser convocado para a Seleção Brasileira. O clube optou por ficar com 15% apostando na valorização numa venda futura na Europa – projetando o valor de mercado para 100%, Erick valeria, hoje, R$ 5 milhões. Apesar do período curto vestindo a camisa vermelha e branca, Erick trabalhou com cinco técnicos, conseguindo se destacar em um período de resultados ruins, do Estadual à Série B.

Erick como profissional no Náutico
39 jogos
9 gols
7 assistências

Considerando as transferências milionárias no futebol da região, Erick foi a 10ª venda do Náutico, a 32ª de Pernambuco e a 81ª do Nordeste. Curiosamente, das dez vendas alvirrubras, cinco ocorreram na Série A e cinco na Série B. Foram cinco para a Europa, quatro para o Brasil e uma para China.

Ranking timbu de vendas em R$

As maiores vendas do Náutico no Plano Real. Crédito: Cassio Zirpoli/DP

Ranking timbu de vendas em US$ (convertendo as maiores vendas em reais)

As maiores vendas do Náutico no Plano Real, convertidas em dólar. Crédito: Cassio Zirpoli/DP

Salário de Neymar no PSG em tempo real

Site "Salário do Neymar". Crédito: reprodução

A transferência de Neymar, do Barcelona para o PSG, foi a maior da história do futebol, numa rescisão contratual de 222 milhões euros, ou R$ 822 milhões. Cifra astronômica e que tende a ser manter no topo por um bom tempo. Para firmar com o clube francês por cinco anos, o astro da Seleção Brasileira passou a ter o maior salário da Europa. No mundo, só está abaixo do argentino Carlitos Tévez, no ainda pulsante mercado chinês. Neymar receberá 30 milhões de euros por temporada, o equivalente a R$ 111 milhões – quase todo o faturamento obtido pelo Sport em 2016, por exemplo.

A partir disso, algum gaiato criou o site salariodoneymar.com.

A página calcula, a partir do acesso do internauta, quanto o tempo de permanência no site significaria em termos salariais para o jogador. Também há um contador desde a assinatura do contrato em Paris. E olhe que os dados ainda vão variando de acordo com a cotação real/euro…

1 segundo = R$ 3,50
1 minuto = R$ 213,50
1 hora = R$ 12.810
1 dia = R$ 307.440
1 mês = R$ 9.223.200

Os maiores salários anuais no futebol (2017)
€ 38,0 milhões – Tévez (Shanghai Shenshua, China)
€ 30,0 milhões – Neymar (PSG, França)
€ 26,5 milhões – Lavezzi (Hebei Fortune, China)
€ 25,0 milhões – Oscar (Shanghai SIPG, China)
€ 25,0 milhões – Messi (Barcelona, Espanha)
€ 23,6 milhões – Cristiano Ronaldo (Real Madrid, Espanha)

O balanço do primeiro trimestre da Cobra Coral, a marca própria do Santa Cruz

Balanço da marca Cobra Coral, do Santa Cruz. Foto: Santa Cruz/twitter (@SantaCruzFC)

A direção de marketing do Santa Cruz divulgou o balanço oficial em relação à produção e venda dos produtos da “Cobra Coral”. Desde o lançamento da primeira linha de uniformes, em 12 de maio, até o fim de julho, a marca criada e administrada pelo clube faturou 772 mil reais, considerando a operação nas duas lojas oficiais e no varejo, com cerca de 13 mil peças comercializadas.

Em apresentação ao conselho deliberativo, através do diretor Denis Victor, o clube teve 296 mil reais de custo nos primeiros 90 dias da Cobra Coral. Assim, chega-se a uma receita líquida de R$ 158.710/mês. Projetando em um ano, o montante chegaria a R$ 1,9 milhão. O primeiro passo nesta receita é alocar R$ 230 mil para a compra das 6 mil peças necessárias para o departamento de futebol (camisas de jogo e treino, calções, meiões etc), profissional e base.

Segundo o tricolor, a venda já superou o último ano de receitas através da Penalty, a antiga fornecedora. No ritmo atual, numa estimativa do blog, a marca terminaria o primeiro ano com 40 mil peças vendidas. No modelo atual, os produtos da Cobra Coral são feitos pela empresa cearense Bomache, a mesma da “Lobo”, a marca particular do Paysandu, pioneiro no negócio.

Faturamento da Cobra Coral*
R$ 470.794 – Loja oficial
R$ 302.066 – Varejo
R$ 772.860 – Total 

Custo da marca*
R$ 296.730 – Fabricação e comercialização

Receita líquida do Santa Cruz*
R$ 476.130

* De maio a julho de 2017