Calculando as cotas do Brasileirão de 2017 a partir do futuro modelo da Globo

Distribuição de cotas do Brasileirão, segundo a Rede Globo. Crédito: Globo/reprodução

O formato atual de distribuição de receita do Campeonato Brasileiro tem data para acabar. Vai até 2018, com todos os contratos possíveis através da Rede Globo – tv aberta, tv fechada, PPV, sinal internacional e web. A partir de 2019, com a entrada do Esporte Interativo na tevê por assinatura, haverá uma divisão, de clubes e receitas. Forçada pela concorrência, a Globo resolveu adotar um sistema semelhante ao da Premier League. A divisão será 40% em parcelas iguais, 30% em rendimento e 30% em audiência, em vez de 50%, 25% e 25% da liga inglesa. Valerá por seis edições, englobando a transmissão aberta – o pay-per-view segue à parte. Hoje, 21* clubes estão acordados com a emissora para o período, incluindo Náutico, Santa Cruz e Sport. Todos eles se reuniram no Rio com a cúpula do canal, com o diretor-geral Carlos Henrique Schroder presente. Debateram o “futuro”. Foi a primeira vez que a empresa se pronunciou publicamente sobre o novo modelo (veja aqui).

Embora clubes como Bahia, Coxa e Santos tenham assinado com o Esporte Interativo, a tendência é que sigam com a Globo no sinal aberto. Logo, a regra deve ser geral. Como curiosidade, o blog simulou as cotas da Série A de 2017 com o novo modelo. O montante de “cotas fixas” é de R$ 1,306 bilhão, já com a ampliação recente da Chape, que passa a ganhar R$ 32 mi, em vez de R$ 23 mi. Para a projeção, a única ressalva seria a receita do SportTV, presente no número, mas que seria repassada apenas aos contratados da Globo, claro. Portanto, em vez do atual sistema de (oito) castas, com um hiato de R$ 147 milhões entre a maior cota (Flamengo e Corinthians) e a menor (Ponte, Avaí e Atlético-GO), a diferença máxima seria a metade disso, R$ 73 milhões. No caso, entre Flamengo e Avaí, recém-promovido. Mais equilíbrio.

* América-MG, Atlético-GO, Atlético-MG, Avaí, Brasil-RS, Chapecoense, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Goiás, Grêmio, Inter, Londrina, Náutico, Ponte Preta, São Paulo, Sport, Santa, Vasco, Vila Nova e Vitória.

Projeção de cotas do Brasileiro de 2017 com o modelo a ser adotado a partir de 2019. Quadro: Cassio Zirpoli/DP

No quadro, o blog projetou a cota conferindo os seguintes valores na divisão por classificação em 2016: 20x para o campeão (ou seja, 20 x R$ 1.865.714, o valor base), 19x para o vice, 18x para o 3º lugar e assim sucessivamente, até o 4º da Série B, com 1x. Já na coluna de audiência, o valor considerado foi 30% da verba que cada clube receberá de fato, pois trata-se da única fonte de informação para definir a atual visibilidade de cada um neste momento.

Lembrando que essa demonstração é referente apenas às cotas fixas. É importante reforçar isso pois há o rateio de meio bilhão de reais no PPV, através do Premiere, até então calculado pelo número de assinantes apurado em pesquisa do Datafolha, ampliando a disparidade. Em 2015, o Sport, com 1,4% dos assinantes, ganhou R$ 6,75 milhões. O Fla, com 19,2%, recebeu R$ 68 mi. E aí deve estar o grande segredo sobre a mudança no formato, pois o impacto econômico do PPV segue ascendente no bolo – mantendo Fla e Timão bem à frente. Hoje, corresponde a 27,6%. Em 2019, já salta para 33,2%, com 650 milhões de reais. Imagine em 2024…

Projeção de cotas do Brasileiro de 2017 com o modelo a ser adotado a partir de 2019. Quadro: Cassio Zirpoli/DP

A participação do sócio-torcedor no Brasileirão, com Sport e Santa, via Itaú

Ranking de público do Brasileirão 2016. Crédito: Itaú/reprodução

Campeão em campo, o Palmeiras também terminou em primeiro lugar no ranking de público do Brasileirão de 2016, com 3.700 espectadores a mais que o rival Corinthians. Ambos jogando em arenas de alto padrão. O Sport aparece em 9º e o Santa Cruz em 13º. A partir desta lista (acima), o Banco Itaú BBA produziu relatório sobre o impacto do sócio-torcedor nos públicos e rendas dos clubes durante a competição, com os quadros na sequência.

A relevância do sócio-torcedor nos públicos em 2016. Crédito: Itaú BBA/relatório

Uma equipe de profissionais da empresa analisou os borderôs de cada clube, com 19 mandos de campo. No geral, a média da Série A caiu 9% em relação a 2015. Em termos de receita, queda foi ainda pior, 18%. Entre os 15 clubes detalhados no estudo, Sport (média de 16 mil) e Santa Cruz (9,8 mil), numa análise preliminar das finanças dos clubes – cuja versão final deve sair após a divulgação dos balanços oficiais, no fim de abril.

No segundo semestre, os rivais locais tiveram 28 mil e 6 mil sócios titulares em dia, respectivamente – com dependentes também tendo acesso aos jogos, claro. Em campo, os sócios leoninos representaram 48% do público presente na Ilha, enquanto os sócios corais chegaram a 35% das partidas no Arruda. Como nos últimos quatro jogos o Leão liberou o acesso aos associados adimplentes, a relevância na bilheteria foi menor, caindo para 34%.

Análise do Itaú sobre o quadro geral dos sócios-torcedores no Brasileirão:
“Primeiramente, notamos quais são os clubes que conseguem atrair mais sócios aos jogos, e os destaque são Corinthians, Internacional, Cruzeiro, Atlético-PR e Coritiba, todos com presença acima de 70% do público médio vindo dos programas. No lado oposto, São Paulo, Santos, Fluminense e Botafogo não conseguem engajamento suficiente, estando perto ou abaixo de 20% do total presente. As explicações podem ser as mais diversas, seja o tamanho do estádio do Morumbi, que não traz incentivo, seja a falta de um estádio fixo na cidade, como foi para Fluminense e Botafogo.”

A relevância do sócio-torcedor na arrecadação em 2016. Crédito: Itaú BBA/relatório

O relatório segue com a análise em estados com mais de um clube na competição nacional, como foi o caso de Pernambuco. A seguir, um comparativo do banco sobre Sport e Santa. Na participação do sócio torcedor, os dados ficaram equilibrados entre a 5ª e a 13ª rodada, justamente no período de transição entre as campanhas, com o Sport saindo do Z4 e Santa entrando no Z4. Sobre o último gráfico, com a ocupação, pesa o tamanho dos estádios, com 50 mil lugares no tricolor e 27 mil no rubro-negro.

A relação público/renda de Sport e Santa no Brasileirão 2016. Crédito: Itaú/reprodução

Análise do Itaú sobre o desempenho dos pernambucanos:
“O Santa Cruz apresentou queda ao longo do campeonato, pois no início havia a empolgação do retorno à Série A mas a confirmação da queda à Série B desanimou o torcedor. Ao mesmo tempo, o Sport apresentou vários jogos com público elevado. Na ocupação, vemos claremente esta diferença, quando o Sport atingiu 80%de taxa de ocupação, enquanto o Santa Cruz terminou o campeonato perto de 10%. O ticket médio andou próximo ao longo do campeonato, mas o Sport teve um ponto fora da média no jogo contra o Flamengo (10º jogo) e o SantaCruz contra o Corinthians (15º).”

A relação público/renda de Sport e Santa no Brasileirão 2016. Crédito: Itaú/reprodução

A relação público/renda de Sport e Santa no Brasileirão 2016. Crédito: Itaú/reprodução

A relação público/renda de Sport e Santa no Brasileirão 2016. Crédito: Itaú/reprodução

Joinville x Sport. Em jogo, R$ 1 milhão e a vaga nas oitavas da Copa do Brasil

Joinville x Sport, o confronto na 4ª fase da Copa do Brasil. Crédito: Joinville/site oficial

O Sport avançou nas três primeiras fases da Copa do Brasil através de goleadas, sobre CSA, Sete de Dourados e Boavista. Na quarta fase, o Leão irá encarar mais um adversário abaixo das duas principais divisões do futebol brasileiro. Em sorteio realizado na sede da CBF, no Rio de Janeiro, o time pernambucano foi logo a primeira bolinha selecionada, junto ao Joinville, recém-rebaixado à Série C. Cabe ao rubro-negro render em campo, claro, mas o resultado foi bem camarada. Em termos de nível técnico, o duelo é bem acessível. Ainda mais comparando com as demais opções. Entre as nove bolinhas estavam Corinthians, São Paulo, Cruzeiro, Flu, Vitória e Inter.

Prováveis datas da chave, ambas em abril: 12 (Ilha) e 19 (Arena Joinville)

Vale destacar que das 15 partidas oficiais disputadas em 2017, os leoninos só enfrentaram clubes presentes nas Série B, C e D, além de times sem divisão.

Confrontos da 4ª fase da Copa do Brasil
Sport x Joinville*
Vitória x ASA* ou Paraná*
Fluminense* x Goiás
Corinthians* x Internacional
Cruzeiro* x São Paulo
* Decidem em casa

Pré-classificados às oitavas: Santa, Paysandu, Atléticos MG, Atlético-PR, Atlético-GO, Chapecoense, Palmeiras, Santos, Flamengo, Botafogo e Grêmio

O confronto contra os catarinenses vale a passagem às oitavas de final e uma generosa cota, no primeiro repasse milionário do torneio. Em caso de classificação nesta 23ª participação, o Sport chegaria a dez campanhas nas oitavas – lá, será feito um novo sorteio. A última foi em 2010. Faz tempo.

Cotas do Sport na Copa do Brasil
1ª fase – R$ 525 mil (4 x 1 CSA)
2ª fase – R$ 595 mil (3 x 0 Sete de Setembro)
3ª fase – R$ 810 mil (3 x 0 e 1 x 0 Boavista)
4ª fase – R$ 900 mil (vs Joinville)
Oitavas – R$ 1,05 milhão?

As redes sociais dos 40 principais clubes do Brasil até março de 2017, via Ibope

As redes sociais dos principais clubes do Brasil em 15/03/2017. Crédto: José Colagrossi/Ibope-Repucom

Ibope publicou a nova atualização das bases digitais dos clubes do país, somando os perfis oficiais nas redes sociais mais utilizadas no futebol. O levantamento de março traz os 20 clubes da Série A e mais 20 clubes com os maiores quadros nas Séries B, C e D. Ao todo, são onze nordestinos presentes, sendo o Sport o melhor colocado no âmbito nacional, em 13º lugar. Das quatro redes quantificadas nos últimos 30 dias, o rubro-negro foi o time da região que mais somou torcedores em três, e hoje só não lidera no face – são 44 mil pessoas de diferença em relação o Bahia, o vice nas demais redes.

No ranking absoluto, a Chapecoense segue crescendo. Foram mais 105 mil pessoas em seus perfis, sendo a maioria formada por solidários torcedores de outros clubes, chegando a 5,6 milhões ao todo. Com isso, ultrapassou o Grêmio e assumiu a 6ª colocação. Na briga pelo topo, ainda que o líder Corinthians já esteja na casa de 18 milhões, o Flamengo vem reduzindo a diferença mês a mês. Desta vez, de 879 mil para 775 mil. Na sequência, o São Paulo, completando o patamar acima de 10 milhões.

Voltando ao Nordeste, Santa e Fortaleza travam uma disputa ferrenha há tempos em busca do 5º lugar na região. Neste mês, o tricolor pernambucano enfim passou o tricolor cearense na soma de todas as plataformas. Por fim, o Vitória, cuja torcida é a 6ª no facebook, a maior rede social. Após o aumento fora da curva na lista anterior, com 90 mil pessoas a mais em suas bases, agora o leão soteropolitano somou 19 mil, voltando a ficar abaixo, neste quesito, de Sport e Bahia. A seguir, a análise dos times da região a partir da lista divulgada por José Colagrossi, diretor do Ibope-Repucom.

Os nordestinos com mais usuários nas redes e a evolução mensal
1º) Sport (2.574.383 seguidores) +28.342 (1º lugar em evolução no mês)
2º) Bahia (2.369.571) +20.934 (2º)
3º) Vitória (1.504.024) +19.761 (3º)
4º) Ceará (1.002.101) +5.655 (5º)
5º) Santa Cruz (829.222) +10.901 (4º)
6º) Fortaleza (829.147) +5.579 (6º)
7º) América-RN (378.524) +2.712 (11º)
8º) ABC (363.773) +4.895 (8º)
9º) Náutico (349.069) +5.065 (7º)
10º) Sampaio Corrêa (233.233) +4.799 (9º)
11º) CRB (222.914) +3.831 (10º)

Ranking do NE no facebook
1º) Bahia (1.094.212 curtidores) +545 (9º)
2º) Sport (1.049.560) +4.470 (2º)
3º) Ceará (643.750) +213 (10º)
4º) Fortaleza (581.775) +930 (7º)
5º) Santa Cruz (568.883) +1.940 (4º)
6º) Vitória (401.217) +4.553 (1º lugar em evolução no mês)
7º) América-RN (245.325) +23 (11º)
8º) ABC (221.206) +950 (6º)
9º) Náutico (209.696) +1.301 (5º)
10º) Sampaio Corrêa (141.860) +2.173 (3º)
11º) CRB (133.118) +680 (8º)

Ranking do NE no twitter
1º) Sport (1.271.078 seguidores) +17.080 (1º lugar em evolução no mês)
2º) Bahia (1.117.895) +16.368 (2º)
3º) Vitória (972.037) +11.820 (3º)
4º) Ceará (213.274) +2.716 (5º)
5º) Santa Cruz (135.937) +6.508 (4º)
6º) Fortaleza (133.918) +2.025 (8º)
7º) Náutico (98.341) +2.527 (6º)
8º) ABC (94.709) +2.376 (7º)
9º) América-RN (78.929) +1.550 (9º)
10º) Sampaio Corrêa (48.233) +1.381 (11º)
11º) CRB (42.903) +1.446 (10º)

Ranking do NE no instagram
1º) Sport (229.635 seguidores) +5.061 (1º lugar em evolução no mês)
2º) Bahia (136.400) +3.531 (2º)
3º) Ceará (133.452) +2.378 (5º)

4º) Vitória (123.585) +3.203 (3º)
5º) Santa Cruz (105.296) +1.840 (6º)
6º) Fortaleza (104.558) +2.511 (4º)
7º) América-RN (51.702) +1.042 (11º)
8º) ABC (45.356) +1.468 (8º)
9º) CRB (43.465) +1.616 (7º)
10º) Sampaio Corrêa (41.854) +1.102 (10º)
11º) Náutico (41.032) +1.237 (9º)

Ranking do NE no youtube*
1º) Sport (24.110 seguidores) +1.731 (1º lugar em evolução no mês)
2º) Bahia (21.064) +490 (3º)

3º) Santa Cruz (19.106) +613 (2º)
4º) Ceará (11.625) +348 (4º)
5º) Fortaleza (8.896) +113 (7º)
6º) Vitória (7.185) +185 (5º)
7º) CRB (3.428) +89 (10º)
8º) América-RN (2.568) +97 (9º)
9º) ABC (2.502) +101 (8º)
10º) Sampaio Corrêa (1.286) +143 (6º)
* O Náutico não possui perfil oficial

* Uma pessoa pode ter contas em diferentes plataformas, com a lista contando cada uma delas. Inclusive, pode seguir perfis rivais, também contabilizados. 

Confira o levantamento anterior clicando aqui.

As novas cotas da Copa do Brasil de 2017, com até R$ 12,8 milhões para o campeão

As novas cotas da Copa do Brasil de 2017. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Com a Copa do Brasil de 2017 já em andamento, a CBF anunciou um aumento de R$ 17 milhões nas cotas de participação previamente divulgadas. O montante foi distribuído da primeira fase até a semifinal, com acréscimos variando entre 19% e 20%. O reajuste, obtido pela entidade através de fornecedores, alcançou todos os 91 participantes da edição vigente, dos 80 times que largaram no primeiro mata-mata (com repasses diferenciados de acordo com o ranking nacional) aos 11 pré-classificados às oitavas de final.

O valor exato, fase por fase, foi informado por Wellington Campos, repórter da rádio mineira Itatiaia. A partir disso, vamos ao quadro comparativo com os valores anteriores. Curiosamente, as novas cotas são próximas àquelas simuladas por Douglas Batista, em postagem anterior no blog.

Inicialmente, considerando todas as oito etapas do torneio e o grupo 1 nas duas primeiras fases, o campeão poderia arrecadar até R$ 11,68 milhões. Agora, pode chegar a R$ 12,8 milhões, com um aumento absoluto de 9,5%. Os clubes em disputa a partir das oitavas, incluindo o Santa Cruz, como atual campeão nordestino, podem ganhar até 9,745 milhões de reais, ou 6,7% a mais que a meta anterior (de 9,13 mi). Entre os clubes pernambucanos, por sinal, a mudança na Copa do Brasil resultou numa injeção imediata de R$ 580 mil.

Abaixo, os novos ganhos dos quatro representantes do estado no torneio.
R$ 1,93 milhão – Sport, até a 3ª fase (+310 mil)
R$ 1,05 milhão – Santa Cruz, a partir das oitavas (+170 mil)
R$ 300 mil  - Náutico – R$ 297 mil, eliminado, na 1ª fase (+50 mil)
R$ 300 mil – Salgueiro – R$ 297 mil, eliminado, na 1ª fase (+50 mil)

Confira as cotas originais da Copa do Brasil, de 2012 a 2017, clicando aqui.

O regulamento da Série A de 2017, com 12 vagas internacionais e no máximo 5 transferências entre os participantes

O troféu do Brasileirão de 2017. Foto: Kin Saito/CBF

A CBF divulgou o regulamento oficial do Campeonato Brasileiro de 2017. O documento (íntegra abaixo) é relativamente simples, com 15 páginas e algumas mudanças acerca da Série A, que terá três nordestinos nesta temporada: Sport, Bahia e Vitória. Destaco seis pontos da fórmula votada no conselho técnico da competição, realizado no Rio de Janeiro, há três semanas. O sistema de disputa, lembrando, é o mesmo desde 2006, com vinte clubes e pontos corridos.

Confira a tabela do Brasileirão clicando aqui.

Artigo 5 – As doze vagas internacionais…
Libertadores: 1º, 2º, 3º e 4º na fase de grupos; 5º e 6º na fase preliminar
Sul-Americana: 7º, 8º, 9º, 10º, 11º e 12º, todos na primeira fase 

Obs. Caso os possíveis campeões da Liberta, Sula e Copa do Brasil de 2017 terminem na zona de classificação internacional, a vaga via Série A será do clube seguinte, excluídos os assegurados nas copas da Conmebol, claro. Logo, há a possibilidade de um recorde de classificados (Liberta + Sula): 15 times

Artigo 9 – Transferências de jogadores: entre clubes da elite, atletas com no máximo 6 jogos disputados. Durante a competição, cada time só poderá contratar até cinco nomes oriundos da Série A, sendo no máximo três de um mesmo clube. A partir disso, então, só em outros mercados (B, C, D e exterior)

Artigo 12 – Critérios de desempate na classificação: 1) vitórias, 2) saldo, 3) gols pró, 4) confronto direto (somando ida e volta), 5) menos cartões vermelhos, 6) menos cartões amarelos, 7) sorteio. Até hoje nunca se chegou ao sorteio…

Artigo 16 – Preço mínimo do ingresso: R$ 40, inteira (valor abaixo disso, só com autorização da CBF)

Artigo 19 – Punição por salário atrasado: 3 pontos por jogo caso atrase o pagamento da folha salarial a partir de 30 dias – execução da pena após o julgamento no STJD, naturalmente

Artigo 21 – Mudança de mando de campo: o clube só poderá jogar dentro da jurisdição de sua federação. No caso do Sport, atrelado à FPF, só na Ilha do Retiro, Arena Pernambuco, Arruda ou Cornélio de Barros. O Lacerdão também tem a capacidade mínima, de 12 mil lugares, mas o gramado está vetado

O regulamento da Série A de 2017 de Cassio Zirpoli

As cotas da Sul-Americana de 2017, com até US$ 3,925 milhões para o campeão

A evolução das cotas de campanhas finais (somando todas as fases) da Copa Sul-Americana. Arte: Cassio Zirpoli/DP

A Conmebol congelou a premiação da Copa Sul-Americana de 2017, em decisão tomada no conselho executivo realizado em dezembro, em Luque. Portanto, as cotas são as mesmas de 2016. Ainda assim, para os seis times brasileiros classificados, a campanha pode render mais. Explica-se: com a reformulação da competição, acabou a “fase nacional”, que no chaveamento correspondia à segunda fase. Ou seja, os brazucas agora largam nas mesmas condições de todos os outros países – o mesmo ocorreu com os argentinos. Por outro lado, em vez de 10 jogos para levantar a taça, agora são 12 apresentações.

A evolução das cotas de campanhas finais (somando todas as fases) da Copa Sul-Americana. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Nos quadros acima, a evolução das premiações (em dólar) nas campanhas finais desde 2013, quando o Sport estreou – agora, já vai na 5ª participação consecutiva. Neste ano, avançar duas fases significa quase US$ 1 milhão.

Embora as verbas individuais sejam as mesmas da edição passada, vencida pela Chape, no geral o montante aumentou 11%, chegando a 35,4 milhões. Afinal, são sete equipes a mais, com 54 ao todo. No novo formato, são 44 clubes na primeira fase. Avançam 22, que se somam a 10 eliminados da Libertadores vigente. Logo, os outros oito brasileiros na Liberta ainda podem disputar a Sula. No caso, com cotas a partir da segunda fase (diferença de 250 mil dólares).

Abaixo, os valores de cada mata-mata da Sula e a cotação atual na moeda brasileira. Lembrando que a premiação é paga pela simples participação.

Cotas de cada fase (US$ 1 = R$ 3,14)
1ª fase – US$ 250 mil (R$ 785.650)
2ª fase - US$ 300 mil (R$ 942.780)
Oitavas - US$ 375 mil (R$ 1.178.475)
Quartas - US$ 450 mil (R$ 1.414.170)
Semifinal - US$ 550 mil (R$ 1.728.430)
Vice - US$ 1 milhão (R$ 3.142.600)
Campeão – US$ 2 milhões (R$ 6.285.200)

Total para o campeão (todas as fases): US$ 3,925 milhões (R$ 12.334.705)
Total para o campeão (a partir da 2ª fase): US$ 3,675 milhões (R$ 11.549.055)

Brasileiros na 1ª fase
Sport x Danubio (Uruguai)
Corinthians x Universidad de Chile (Chile)
São Paulo x Defensa y Justicia (Argentina)
Cruzeiro x Nacional (Paraguai)
Fluminense x Liverpool (Uruguai)
Ponte Preta x Gimnasia y Esgrima (Argentina)

Os patrocínios privados e estatais dos clubes da Série A de 2017, via Ibope

Patrocinadores dos clubes da Série A de 2017. Fonte: Ibope-Repucom

A dois meses do início do Campeonato Brasileiro de 2017, o Ibope-Repucom fez um levantamento com todos os patrocinadores fixos dos vinte clubes da elite. Ao todo, são 38 marcas estampadas nos uniformes (master, manga, ombro e barra) e 8 fornecedoras de material esportivo, considerando o critério do instituto: “A análise abrange apenas patrocínios de camisa, sem patrocínios pontuais”.

A marca mais presente é, de forma disparada, a da Caixa Econômica Federal, exposta em 16 clubes, incluindo os três nordestinos. Sport, Bahia e Vitória devem ganhar na faixa de R$ 6 milhões/ano, o mesmo montante desde 2014. Entre os patrocinados da Caixa, quatro só contam com a instituição bancária na camisa – o Flu também tem uma marca, a Frescatto, mas com o master vago.

Sobre as fabricantes, a Umbro tomou a dianteira da Adidas (7 x 5), com a Nike, outra gigante global, representada apenas pelo Corinthians – que, coincidência ou não, detém o maior acordo anual. Já o Leão da Ilha  segue com a Adidas pelo 4º ano, mas com a cifra ainda não detalhada no balanço financeiro. Enquanto Timão, Fla e São Paulo ganham mais das fabricantes que dos patrocinadores regulares, o Palmeiras vai totalmente na contramão, com a Crefisa valendo quase 4x a verba da Adidas. No atual campeão brasileiro, a empresa (de uma conselheira do alviverde) paga por espaços na parte frontal, costas e ombros.

A seguir, os valores dos contratos já divulgados (ou estimados) na imprensa…

Maiores contratos com fornecedoras de material esportivo em 2017:
1º) R$ 40,0 milhões/ano – Corinthians/Nike (2016-2025)
2º) R$ 35,0 milhões/ano – Flamengo/Adidas (2013-2022)

3º) R$ 27,0 milhões/ano – São Paulo/Under Armour (2015-2019)
4º) R$ 20,0 milhões/ano – Palmeiras/Adidas (2017-2018)
5º) R$ 17,0 milhões/ano – Grêmio/Umbro (2015-2018)
6º) R$ 14,5 milhões/ano – Vasco/Umbro (2014-2017)
7º) R$ 13,0 milhões/ano – Botafogo/Topper (2016-2018)
7º) R$ 13,0 milhões/ano – Atlético-MG/Topper (2017-2020)
9º) R$ 10,0 milhões/ano – Cruzeiro/Umbro (2016-2019)

Nº de clubes por fornecedoras de material esportivo:
7 – Umbro
5 – Adidas
2 – Topper e Under
1 – Numer, Nike, Kappa e Puma

Maiores contratos de patrocínio-master em 2017:
1º) R$ 72,0 milhões – Palmeiras (Crefisa – privado)
2º) R$ 30,0 milhões – Corinthians (Caixa)
3º) R$ 25,0 milhões – Flamengo (Caixa)*
4º) R$ 15,7 milhões – São Paulo (Prevent Senior – privado)
5º) R$ 15,0 milhões – Santos (Caixa)
6º) R$ 12,9 milhões – Grêmio (Banrisul)
7º) R$ 12,5 milhões – Cruzeiro (Caixa)
7º) R$ 12,5 milhões – Atlético-MG (Caixa)
9º) R$ 9,0 milhões – Vasco (Caixa)
* O contrato prevê até mais R$ 5 milhões por desempenho esportivo

Nº de clubes por patrocínio-master:*
16 – Caixa Econômica
1 – Banrisul, Crefisa e Prevent Senior
* O Fluminense é o único com o espaço vago

Confira o levantamento do Ibope-Repucom numa resolução melhor aqui.

Patrocinadores dos clubes da Série A de 2017. Fonte: Ibope-Repucom

Série A sem venda de mando e sem limite de inscritos. Nordestinos votaram juntos

Conselho técnico da Série A de 2017, na sede da CBF, no Rio. Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Além da divulgação da tabela da Série A de 2017, com rodadas entre 13 de maio e 3 de dezembro, os presidentes dos vinte clubes discutiram na sede da CBF, no Rio de Janeiro, sobre mudanças na formatação do campeonato – não relacionadas ao regulamento do campeonato. Foram propostas sugeridas pelos clubes e pela própria diretoria de competições da CBF, com a decisão da maioria prevalecendo a cada votação. No conselho técnico oficial, o Sport foi representado pelo seu presidente executivo, Arnaldo Barros.

Venda de mando de campo (vetada)
A CBF estimou o veto à venda de mando para outros estados nas últimas cinco rodadas, mas o Galo propôs a proibição nas 38 rodadas, só sendo possível mudar dentro do mesmo estado. A maioria escolheu a segunda opção, tendo Fla e Flu como maiores opositores (logo, o Sport pode jogar na Ilha e na Arena).

Sport, Bahia e Vitória votaram contra a venda de mando.

Limite de jogadores inscritos (vetado)
A CBF propôs um limite de 33 atletas por equipe. Neste modelo, poderiam ser feitas dez trocas, além do uso livre de jogadores Sub 20. Contudo, a maioria preferiu seguir com elencos ilimitados (e sem planejamento).

Sport, Bahia e Vitória votaram a favor do limite de 33 inscritos.

Grama sintética (vetada)
A pedido do Vasco, que nunca jogou na grama artificial da Arena da Baixada, do Atlético-PR, foi votado o veto ao piso (avaliado e aprovado anualmente pela Fifa, diga-se). O pleito foi aprovado, mas será válido só em 2018 – o Náutico planejava colocar grama artificial nos Aflitos, mas a ideia deve ser travada. O Furacão questiona a legitimidade (afinal, tem autorização internacional!).

Sport, Bahia e Vitória votaram a favor da grama sintética.

Capacidade mínima
Até 2016, os estádios precisavam ter pelo menos 15 mil lugares sentados para abrigar um jogo da elite nacional. Estranhamente, o número foi reduzido para 12 mil, priorizando o “conforto”, mas sem votação.. 

Avaliação estrutural
No fim, houve um comunicado da confederação brasileira de futebol sobre a realização de “avaliações qualitativas e minuciosas” no estado do gramado, no placar, nos vestiários e nas cabines de imprensa.

A tabela básica da Série A de 2017, com o Sport presente pelo 4º ano consecutivo

Sport no Campeonato Brasileiro da Série A de 2017. Arte: Cassio Zirpoli/DP (sobre imagem da CBF)

A CBF divulgou a tabela básica do Brasileirão 2017, com o Sport representando o futebol pernambucano pela 4ª vez seguida. Com o rebaixamento do rival tricolor, os leoninos terão a companhia de outros nordestinos, Bahia e Vitória.

A Série A desta temporada, nos mesmos moldes desde 2006 (pontos corridos e 38 rodadas), começará em 13 de maio – a tabela detalhada será divulgada em breve. A estreia leonina será contra a Ponte Preta, no Moisés Lucarelli. Apesar da largada como visitante, serão 5 jogos na Ilha do Retiro nas 8 primeiras rodadas. Já na última rodada, em 3 de dezembro, o Leão receberá o Corinthians. Abaixo, a agenda do rubro-negro e a íntegra da tabela, com 380 partidas.

Participações seguidas do Leão
2014 – 11ª lugar (vaga na Sula)
2015 – 6º lugar (vaga na Sula)
2016 – 14º lugar (vaga na Sula)
2017 – a disputar

Lembrando que o Leão tem uma cota fixa de transmissão de R$ 35 milhões, mesmo valor de Bahia, Vitória, Coritiba e Atlético-PR. Acima, onze times, entre R$ 60 mi e R$ 170 mi. Abaixo, apenas Ponte, Chape, Atlético-GO e Avaí. Ao todo, o contrato da televisão distribui R$ 1,297 bilhão em vinte cotas.

Turno
1ª) Ponte Preta x Sport (12 ou 14/05)
2ª) Sport x Cruzeiro (20 ou 21/05)
3ª) Sport x Grêmio (27 ou 28/05)
4ª) Avaí x Sport (03 ou 04/06)
5ª) Sport x Flamengo (07 ou 08/06)
6ª) Vasco x Sport (10 ou 11/06)
7ª) Sport x São Paulo (14 ou 15/06)
8ª) Sport x Vitória (17 ou 18/06)
9ª) Atlético-MG x Sport (21 ou 22/06)
10ª) Santos x Sport (24 ou 25/06)
11ª) Sport x Atlético-PR (01 ou 02/07)
12ª) Coritiba x Sport (08 ou 09/07)
13ª) Sport x Chapecoense (12 ou 13/07)
14ª) Botafogo x Sport (15 ou 16/07)
15ª) Sport x Atlético-GO (19 ou 20/07)
16ª) Sport x Palmeiras (22 ou 23/07)
17ª) Bahia x Sport (29 ou 30/07)
18ª) Sport x Fluminense (02 ou 03/08)
19ª) Corinthians x Sport (05 ou 06/08)

Returno
20ª) Sport x Ponte Preta (12 ou 13/08)
21ª) Cruzeiro x Sport (19 ou 20/08)
22ª) Grêmio x Sport (26 ou 27/08)
23ª) Sport x Avaí (09 ou 10/09)
24ª) Flamengo x Sport (16 ou 17/09)
25ª) Sport x Vasco (23 ou 24/09)
26ª) São Paulo x Sport (27 ou 28/09)
27ª) Vitória x Sport (30/09 ou 01/10)
28ª) Sport x Atlético-MG (14 ou 15/10)
29ª) Sport x Santos (18 ou 19/10)
30ª) Atlético-PR x Sport (21 ou 22/10)
31ª) Sport x Coritiba (28 ou 29/10)
32ª) Chapecoense x Sport (04 ou 05/11)
33ª) Sport x Botafogo (08 ou 09/11)
34ª) Atlético-GO x Sport (11 ou 12//1)
35ª) Palmeiras x Sport (15 ou 16/11)
36ª) Sport x Bahia (18 ou 19/11)
37ª) Fluminense x Sport (25 ou 26/11)
38ª) Sport x Corinthians (03/12)

A tabela básica do Brasileirão, sujeita à mudanças a pedido da TV