Ranking da CBF confirma 11 clubes no Nordestão 2019, incluindo Sport e Santa

O regulamento sobre as vagas da Copa do Nordeste de 2019. Crédito: CBF/reprodução

Com a atualização do Ranking da CBF em dezembro de 2017, onze clubes já estão confirmados na Copa do Nordeste de 2019. Continuando a reformulação do torneio, após a criação de uma fase preliminar, com a etapa principal voltando a ter 16 times, a entidade incorporou o ranking nacional como critério de classificação. E o peso é enorme, com 55% das vagas através da lista.

A partir de agora, os Estaduais só classificam, de forma direta, os campeões. Ou seja, nove. Os demais participantes vêm do ranking, com Pernambuco e Bahia tendo duas vagas devido à classificação das federações. Os outros sete estados têm direito a uma, cada. Caso um clube já garantido no ranking obtenha o título no campeonato estadual, ele será classificado à Lampions como ‘campeão estadual’, com o ranking local beneficiando o time seguinte.

Portanto, confira abaixo os times já classificados, as respectivas fases de cada um e as equipes que podem herdar as vagas em cada federação. Melhor rankeado no Nordeste, o Sport já está assegurado em 2019 – e, na prática, até 2020. Contudo, vale lembrar que o leão pernambucano desistiu do Nordestão 2018, em decisão tomada pelo presidente Arnaldo Barros. Caso o clube rubro-negro queira seguir fora, terá que protocolar um novo ofício à CBF.

Clubes já assegurados via Ranking da CBF
PE (1º) – Sport* (15º lugar) e Santa Cruz** (25º)
BA (2º) – Vitória* (18º) e Bahia** (21º)
CE (3º) – Ceará* (27º)
AL (4º) – CRB** (36º)
RN (5º) – ABC** (31º)
MA (6º) – Sampaio Corrêa** (39º)
PB (7º) – Botafogo** (45º)
SE (8º) – Confiança** (54º)
PI (9º) – River** (60º)
* Fase de grupos do Nordestão 2019
** Fase preliminar do Nordestão 2019

Na fila de espera***
PE (1º) – Náutico (32º lugar)
BA (2º) – Juazeirense (82º)
CE (3º) – Fortaleza (42º)
AL (4º) – ASA (47º)
RN (5º) – América de Natal (43º)
MA (6º) – Moto Club (66º)
PB (7º) – Campinense (70º)
SE (8º) – Sergipe (99º)
PI (9º) – Parnahyba (92º)
*** Entra caso um clube à frente no ranking local conquiste o Estadual 2018

Participação no Nordestão 2019 (20 clubes)
Fase de grupos: os 9 campeões estaduais, os melhores rankeados de PE, BA e CE (3 times) e os 4 classificados na fase preliminar 

Fase preliminar: os melhores rankeados de AL, RN, MA, PB, SE e PI (6 times) e os segundos melhores rankeados de PE e BA (2 times)

Obs. No regional de 2020 valerá o ranking a ser divulgado em 12/2018.

As melhores campanhas do Nordeste no Campeonato Brasileiro, de 1959 a 2017

De 1959 a 2017 foram realizadas 61 edições do Campeonato Brasileiro, considerando a unificação da CBF. Na conta, a Série A (1971-2017), a Taça Brasil (1959-1968) e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1967-1970), com formatos bem distintos. Em termos de competitividade, a participação nordestina variou bastante, com números consistentes na primeira década. Ao todo, 15 clubes da região já terminaram ao menos uma vez entre os 10 primeiros colocados – apenas o Rio Grande Norte não emplacou uma classificação do tipo. Foram 68 campanhas neste contexto, sendo que em 19 delas os times chegaram à semifinal. No auge, três títulos e seis vices.

Abaixo, uma compilação do blog com s 20 melhores nordestinos (quando possível) em cada recorte do Brasileirão, tanto em campanhas finais quanto em pontos acumulados. Neste caso, para uniformizar o ranking, a vitória valeu três pontos em todos os jogos – oficialmente, no país, começou em 1995.

Nordestinos na elite em 2018: Bahia, Ceará, Sport e Vitória.

Os clubes do Nordeste com as melhores pontuações no Campeonato Brasileiro na era unificada (1959-2017). Arte: Cassio Zirpoli/D

A unificação ocorreu em 2010, com o Bahia tornando-se, de fato e de direito, bicampeão brasileiro. O tricolor soteropolitano ainda foi vice outras duas vezes (diante do Santos), com os melhores resultados da região. Entretanto, somando todas as campanhas Top Ten, segue com uma campanha a menos que o Sport, que emplacou a 14ª em 2015, ao terminar a Série A em 6º lugar. Dominando o cenário pernambucano na década de 1960, o Náutico somou mais seis campanhas (incluindo cinco no G4!), ocupando o 4º lugar geral. Justamente por ter disputar apenas uma vez a Taça Brasil, o Santa figura em 6º, mesmo tendo resultados melhores que os cearenses na Série A.

As 68 campanhas entre os 10 primeiros colocados (era unidicada):
1º) Sport (14) – 1º (87), 4º (62), 5º (59/63/85/00), 6º (15), 7º (88/98), 8º (78/83), 9º (82) e 10º (81/96)
2º) Bahia (13) – 1º (59/88), 2º (61/63), 4º (90), 5º (60/68/86), 7º (78/94), 8º (76/01) e 10º (62)
3º) Vitória (11) – 2º (93), 3º (99), 5º (13) 7º (66), 8º (65/74/79), 9º (97) e 10º (73/02/08)
4º) Náutico (7) – 2º (67), 3º (65/66), 4º (61/68), 6º (84) e 7º (64)
5º) Ceará (5) – 3º (64), 7º (59/62/85) e 8º (63)
6º) Fortaleza (4) – 2º (60/68), 6º (61/65)
6º) Santa Cruz (4) – 4º (60/75), 5º (78) e 10º (77)
8º) Campinense (2) – 5º (62), 10º (61)
8º) Moto Club (2) – 8º (68), 9º (60)
10º) Fluminense de Feira (1) – 6º (64)
10º) América-CE (1) – 7º (67)
10º) Treze (1) – 8º (67)
10º) Confiança (1) – 9º (64)
10º) Capelense (1) – 10º (60)
10º) Piauí (1) – 10º (68)

Os clubes do Nordeste com as melhores pontuações no Campeonato Brasileiro (1971-2017). Arte: Cassio Zirpoli/DP

O Campeonato Brasileiro, com esta alcunha, foi iniciado em 1971, com 20 clubes, sendo quatro da região: Bahia, Ceará, Santa e Sport. A partir dali, foram 32 regulamentos diferentes até 2002. No ano seguinte seria implantado o sistema de pontos corridos. Em termos de resultados, há de se destacar o fim dos anos 80, quando Recife e Salvador levaram a “taça das bolinhas”, o troféu mais conhecido, com o Sport em 1987 e o Bahia em 1988. Vitória, vice em 1993, e Santa, semifinalista em 1975, também conseguiram grandes resultados. Desde 1988 há acesso e descenso, período no qual apenas oito times conseguiram disputar a elite (Náutico, Santa, Sport, Bahia, Vitória, Ceará, Fortaleza e América de Natal).

As 32 campanhas entre os 10 primeiros colocados (Série A):
1º) Sport (11) – 1º (87), 5º (85/00), 6º (15), 7º (88/98), 8º (78/83), 9º (82) e 10º (81/96)
2º) Vitória (9) - 2º (93), 3º (99), 5º (13) 8º (74/79), 9º (97) e 10º (73/02/08)
3º) Bahia (7) - 1º (88), 4º (90), 5º (86), 7º (78/94) e 8º (76/01)
4º) Santa Cruz (3) – 4º (75), 5º (78) e 10º (77)
5º) Náutico (1) – 6º (84)
5º) Ceará (1) – 7º (85)

Os clubes do Nordeste com as melhores pontuações na Taça Brasil(1959-1968). Arte: Cassio Zirpoli/DP

A Taça Brasil foi a competição criada em 1959 pela CBD, a precursora da CBF, para designar o campeão nacional e o representante do país na recém-criada Libertadores. O mata-mata, bem semelhante à Copa do Brasil,  contava com os campeões estaduais. A particularidade era a pré-classificação de estaduais bem conceituados. O campeão pernambucano, por exemplo, estreou na semifinal algumas vezes, a primeira delas em 1960, com o Santa. Por sinal, mesmo tendo apenas um ponto no ranking geral, o tricolor tem uma 4ª colocação no torneio. O melhor desempenho, em pontos e campanhas, foi do Bahia, o primeiro campeão. Fortaleza (2x) e Náutico (1x) também chegaram à final, com o vice. A Taça Brasil foi extinta em 1968, quando já era realizada paralelamente ao Robertão.

As 36 campanhas entre os 10 primeiros colocados (Taça Brasil):
1º) Bahia (6) – 1º (59), 2º (61/63), 5º (60/68), 10º (62)
1º) Náutico (6) – 2º (67), 3º (65/66), 4º (61/68), 7º (64)
3º) Fortaleza (4) – 2º (60/68), 6º (61/65)
3º) Ceará (4) – 3º (64), 7º (59/62), 8º (63)
5º) Sport (3) – 4º (62), 5º (59/63)
6º) Campinense (2) – 5º (62), 10º (61)
6º) Vitória (2) – 7º (66), 8º (65)
6º) Moto Club (2) – 8º (68), 9º (60)
9º) Santa Cruz (1) – 4º (60)
9º) Fluminense de Feira (1) – 6º (64)
9º) América-CE (1) – 7º (67)
9º) Treze (1) – 8º (67)
9º) Confiança (1) – 9º (64)
9º) Capelense (1) – 10º (60)
9º) Piauí (1) – 10º (68)

Os clubes do Nordeste com as melhores pontuações no Robertão (1967-1970). Arte: Cassio Zirpoli/DP

Apelidado de Robertão, o Torneio Roberto Gomes Pedrosa foi uma ampliação do Rio-São Paulo. Inicialmente, em 1967, foram convidados clubes do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais. Pernambucanos e baianos foram chamados na 2ª edição. O Bahia representou o seu estado três vezes, com o Náutico presente em 1968, no ano do hexa, e o Santa em 1969 e 1970, no início de sua fase áurea. Foi o único Nacional sem campanhas de destaque do Nordeste.

A melhor colocação nordestina (Robertão):
Bahia (2) – 11º (69/70)

Os clubes do Nordeste com as melhores pontuações na era dos pontos corridos no Campeonato Brasileiro (2003-2017). Arte: Cassio Zirpoli/D

A era dos pontos corridos no Brasileiro foi iniciada em 2003. Não se trata de um campeonato à parte, mas de um formato mais duradouro na Série A, justamente com os piores desempenhos da região, com apenas oito representantes no período – todos com rebaixamentos. Em 15 edições, até 2017, a melhor campanha foi do Vitória, 5º lugar. Nenhuma vaga na Libertadores foi alcançada.

As 3 campanhas entre os 10 primeiros colocados (pontos corridos):
1º) Vitória (2) – 5º (13) e 10º (08)
2º) Sport (1) – 6º (15)

As cotas de participação e premiações dos clubes nordestinos em 2017

As cotas de participação e premiações do sete principais clubes do Nordeste. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Encerrada a temporada 2017, vamos ao balanço econômico dos principais clubes do Nordeste, considerando o desempenho esportivo de cada um nas competições oficiais. Ao todo, em calendários de 45 (Fortaleza) a 80 jogos (Sport), o “G7″ apurou R$ 188.568.165. Neste contexto, se aplicam as premiações recebidas por fases e/ou títulos, além dos recursos recebidos pela transmissão de cada torneio, sem a bilheteria. Apesar da tradição, há de se considerar a distância interna, pois os três cotistas da televisão na região (Bahia, Sport e Vitória) concentram 86,4% do montante, com 163 milhões de reais. Na condição de cotistas, mantêm as receitas no Campeonato Brasileiro mesmo em caso de rebaixamento, com redução de 25% somente após o segundo ano fora da elite. Quanto aos demais, a queda das cotas, como foi o caso do Santa, de 23 mi na A, em 2016, para 6 milhões na B, em 2017.

A maior arrecadação coube ao Bahia, o campeão da Lampions. Mas não exatamente pela orelhuda dourada, mas sim devido ao pay-per-view no nacional. Com o repasse a partir dos dados de uma pesquisa encomendada pela Rede Globo junto aos institutos Ibope e Datafolha, o tricolor de aço acaba tendo uma estimativa de quase 10 milhões a mais que o leão pernambucano. Por sinal, o cálculo para o PPV mudará em 2018, adotando o óbvio, a soma de assinantes cadastrados em cada clube do país. Até porque é, de fato, a plataforma mais ascendente. À parte disso, o rubro-negro só conseguiu reduzir a diferença graças às cotas obtidas nos nove mata-matas disputados  pelo clube nos âmbitos nacional e internacional, com R$ 8,3 mi. Em terceiro na lista, o Vitória segue próximo aos dois rivais regionais.

Em seguida, um abismo separando o trio das outras forças do Recife e de Fortaleza. Em Pernambuco, alvirrubros e tricolores ganharam cotas estaduais maiores que os alencarinos e também faturaram mais na Série B, devido ao novo cálculo – que considerou a campanha no ano anterior, 2016. E o Santa ainda recebeu a cota de participação nas oitavas da Copa do Brasil, onde estreou devido ao título nordestino – numa “compensação” da CBF, uma vez que a vaga original seria na Sul-Americana, retirada numa canetada. Para 2018, entretanto, a situação mudará drasticamente, com Náutico e Santa na terceira divisão, Ceará na elite e o Fortaleza enfim de volta à B, após oito anos. O vozão deverá ter a maior arrecadação entre os quatro, mas ainda longe do trio, companheiro no Brasileirão.

Maiores arrecadações em cotas/premiações em 2017 (R$)
1º) Bahia – 57,6 milhões
2º) Sport – 54,0 milhões
3º) Vitória – 51,3 milhões
4º) Santa Cruz- 9,8 milhões
5º) Náutico – 7,6 milhões
6º) Ceará – 6,3 milhões
7º) Fortaleza – 1,7 milhão

Maiores médias de cotas por jogo (R$)
1º) Bahia – 874.126
2º) Vitória – 755.500
3º) Sport – 675.379
4º) Santa Cruz – 153.182
5º) Náutico – 129.774
6º) Ceará – 108.812
7º) Fortaleza – 37.777

Bahia
Total: R$ 57.692.335
Média por jogo (66): R$ 874.126
Estadual (BA) – R$ 850 mil (valor fixo, vice)
Nordestão – R$ 2,85 milhões (campeão)
Copa do Brasil – R$ 1,12 milhão (39º lugar, 64 avos)
Série A (TV fixo) – R$ 35 milhões
Série A (TV ppv*) – R$ 16,65 milhões
Série A (premiação) – R$ 1.222.335 (12º lugar)
Desempenho: 30V, 19E e 17D, com índice de 55,0%
* Estimativa a partir do cálculo de 2015

Sport
Total: R$ 54.030.320
Média por jogo (80): R$ 675.379
Estadual (PE) – R$ 950 mil (valor fixo, campeão)
Nordestão – R$ 2,15 milhões (vice)
Copa do Brasil – R$ 3,88 milhões (10º lugar, oitavas)
Série A (TV fixo) – R$ 35 milhões
Série A (TV ppv*) – R$ 6,75 milhões
Série A (premiação) – R$ 850.320 (15º lugar)
Sul-Americana – R$ 4,45 milhões (8º lugar, quartas)
Desempenho: 32V, 20E e 28D, com índice de 48,3%
* Estimativa a partir do cálculo de 2015

Vitória
Total: R$ 51.374.030
Média por jogo (68): R$ 755.500
Estadual (BA) – R$ 850 mil (valor, fixo, campeão)
Nordestão – R$ 1,6 milhão (4º lugar)
Copa do Brasil – R$ 2,83 milhões (20º lugar, 16 avos)
Série A (TV fixo) – R$ 35 milhões
Série A (TV ppv*) – R$ 10,35 milhões
Série A (premiação) – R$ 744.030 (16º lugar)
Desempenho: 32V, 16E e 20D, com índice de 54,9%
* Estimativa a partir do cálculo de 2015

Santa Cruz
Total: R$ 9.803.703
Média por jogo (64): R$ 153.182
Estadual (PE) – R$ 950 mil (valor fixo, 3º lugar)
Nordestão – R$ 1,6 milhão (3º lugar)
Copa do Brasil – R$ 1,05 milhão (15º lugar, oitavas)
Série B (TV*) – R$ 6.203.703 (18º lugar)
Desempenho: 21V, 20E e 23D, com índice de 43,2%
* O valor conta todas as plataformas, incluindo o PPV

Náutico
Total: R$ 7.656.666
Média por jogo (59): R$ 129.774
Estadual (PE) – R$ 950 mil (valor fixo, 4º lugar)
Nordestão – R$ 600 mil (9º lugar)
Copa do Brasil – R$ 300 mil (67º lugar, 128 avos)
Série B (TV*) – R$ 5.806.666 (20º lugar)
Desempenho: 16V, 14E e 29D, com índice de 35,0%
* O valor conta todas as plataformas, incluindo o PPV

Ceará
Total: R$ 6.311.111
Média por jogo (58): R$ 108.812
Estadual (CE) – R$ 800 mil (valor fixo, campeão)
Primeira Liga – sem cota (10º lugar)
Copa do Brasil – R$ 300 mil (67º lugar, 128 avos)
Série B (TV*) – R$ 5.211.111 (3º lugar)
Desempenho: 31V, 16E e 11D, com índice de 62,6%
* O valor conta todas as plataformas, incluindo o PPV

Fortaleza
Total: R$ 1.700.000
Média por jogo (45): R$ 37.777
Estadual (CE) – R$ 800 mil (valor fixo, 3º lugar)
Nordestão – R$ 600 mil (13º lugar)
Copa do Brasil – R$ 300 mil (59º lugar, 128 avos)
Série C – sem cota* (vice)
Desempenho: 20V, 17E e 8D, com índice de 57,0%
* A TV paga apenas as despesas de viagem, hospedagem e arbitragem

Ranking da CBF em 2017 com Sport (15º), Santa Cruz (25º) e Náutico (32º)

O ranking da CBF em 2017. Crédito: CBF/reprodução

CBF atualizou o ranking oficial de clubes após a realização de todas as competições nacionais em 2017, com a liderança sendo dividida de forma inédita. Palmeiras e Cruzeiro têm rigorosamente a mesma pontuação. Enquanto a raposa mineira volta ao topo após três anos, o verdão chega lá pela primeira vez, considerando os seis anos do modelo atual. Curiosamente, o alviverde paulista conquistou o título brasileiro no ano passado e ficou em segundo na lista, enquanto nesta temporada chegou ao topo sendo vice. Já o grande campeão brasileiro, o Corinthians, figura apenas em 6º lugar.

Líderes do ranking
2012 – 16.208 pontos (Fluminense)
2013 – 15.286 pontos (Grêmio)
2014 – 15.328 pontos (Cruzeiro)
2015 – 14.664 pontos (Corinthians)
2016 – 15.038 pontos (Grêmio)
2017 – 15.288 pontos (Palmeiras e Cruzeiro)

Lembrando que, para esta tabulação oficial, a entidade que comanda o futebol do país adiciona pontos apenas em seus torneios, com as Séries A, B, C e D e a Copa do Brasil. Nada estaduais ou torneios internacionais. Se leva em conta o desempenho (classificação final) nos últimos cinco anos, com pesos diferentes, dando vantagem aos anos mais recentes (veja o sistema aqui).

Com a 15ª colocação obtida no último instante da Série A, o Sport subiu ao 15º lugar do ranking, a sua melhor posição. Com 751 pontos a mais, manteve-se pelo seguindo ano seguido na ponta do Nordeste. Por sinal, na próxima atualização o rubro-negro terá, pela primeira vez, a projeção de pontuação apenas na elite, através das cinco participações seguidas, recorde na região. Apesar do descenso à terceira divisão, o Santa Cruz também melhorou a colocação, agora em 25º, com 480 pontos adicionados em relação à edição passada. É o 4º time nordestino. Para isso, contou com a participação nas oitavas de final da Copa do Brasil – o clube já estreou nesta fase devido ao título da Lampions de 2016. Já o Náutico, também rebaixado, despencou. Foram descontados 869 pontos, com o timbu saindo do Top 30 pela primeira vez. Figura numa modesta 32ª posição nacional, ou 7º na região.

Outros sete clubes pernambucanos estão presentes: Salgueiro (51º, 2.333 pts), Central (83º, 815 pts), América (128º, 459 pts), Serra Talhada (140º, 357 pts), Atlético (157º, 255), Porto (184º, 114 pts) e Ypiranga (201º, 51 pts). Ao todo, 220 clubes estão listados pelo departamento de competições da CBF.

Rankings anteriores: 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016.

Sport
2012 – 19º (8.284)
2013 – 24º (6.740, -1.544)
2014 – 20º (6.970, +230)
2015 – 19º (7.928, +958)
2016 – 17º (8.019, +91)
2017 – 15º (8.770, +751)

Santa Cruz
2012 – 48º (2.704)
2013 – 45º (3.091, +387)
2014 – 36º (3.930, +839)
2015 – 35º (4.310, +380)
2016 – 26º (5.730, +1.420)
2017 – 25º (6.210, +480)

Náutico
2012 – 22º (8.036)
2013 – 21º (7.557, -479)
2014 – 26º (6.470, -1.087)
2015 – 25º (6.139, -331)
2016 – 29º (5.401, -738)
2017 – 32º (4.532, -869)

Abaixo, o gráfico com a evolução das colocações dos sete maiores clubes nordestinos, sendo 3 do Recife, 2 de Salvador e 2 de Fortaleza. Divisões nos âmbitos nacional e regional.

A distribuição das cotas de televisão na Série A 2018, com bolo de R$ 1,3 bilhão

As cotas de TV do Campeonato Brasileiro em 2018. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Com o acesso do Internacional, a Série A volta a ter os doze* principais cotistas da tevê após um hiato de cinco temporadas. Entre 2013 e 2017, houve sempre um desfalque anual. Não por acaso, em 2018 a competição irá distribuir a maior receita fixa da história, com R$ 1,33 bilhão, com 81,8% do bolo aos tais doze.. O valor desconsidera a crescente fatia destinada pelo pay-per-view, com os 380 jogos exibidos no Premiere. Dos 18 clubes com contratos duradouros com a Rede Globo, em acordos que se encerram justamente em 2018, apenas Coritiba e Goiás estão fora da primeirona.

Na elite, a cota fixa está subdividida em oito níveis, com os seis primeiros para os ‘cotistas’. O Sport, com acordos do tipo desde 1997, está na base, com R$ 35 milhões, considerando o valor de contrato – sem as devidas correções inflacionárias. Em seguida vêm os ‘não cotistas’, com renovações anuais, pontuais. São dois subgrupos, com destaque para a Chapecoense, com R$ 9 milhões a mais que os demais ‘não cotistas’. No topo da pirâmide, Corinthians e Flamengo. Os clubes mais populares do país detêm 25,5% desta receita.

Com o fim do acordo para o triênio 2016-2018, a Rede Globo elaborou um novo modelo de negociação, surgido após a pressão pelos direitos, com o Esporte Interativo firmando contratos para a tevê fechada com 15 clubes. Portanto, em 2019 a divisão na tevê aberta terá um sistema semelhante ao da Premier League. A divisão será 40% em parcelas iguais, 30% em rendimento e 30% em audiência, em vez de 50%, 25% e 25% da liga inglesa. Valerá por seis edições, englobando a transmissão aberta – o PPV segue à parte. Sem clubes pernambucanos após cinco anos, a Série B aguarda o novo contrato para a divisão de cotas de televisão. Em 2017, foi criado um modelo com 60% do valor fixo e 40% numa variável de acordo com as colocações – válido apenas para os ‘não cotistas’, que em 2018 correspondem a 18 equipes.

* Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos (SP); Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo (RJ); Grêmio e Inter (RS); Cruzeiro e Atlético (MG)

Verba fixa da TV na Série A
2015 – R$ 923 milhões (com 15 cotistas e 5 não cotistas**)
2016 – R$ 1,240 bilhão (com 15 cotistas e 5 não-cotistas***)
2017 – R$ 1,306 bilhão (com 16 cotistas e 4 não-cotistas***)
2018 – R$ 1,331 bilhão (com 16 cotistas e 4 não-cotistas***)

** Contrato 2012-2015
*** Contrato 2016-2018

A regionalização das séries A, B, C e D do Brasileiro de 2018, com 128 clubes

Considerando as suas quatro divisões, o Campeonato Brasileiro de 2018 terá 128 clubes, repetindo a quantidade de participantes de 2017. A nova divisão absoluta é a seguinte: 38 times do Nordeste, 35 do Sudeste, 24 do Sul, 17 do Norte e 14 do Centro-Oeste. Deste total, 60 estão nas três principais divisões, que têm “calendário cheio”, com atividade regular a partir de abril. Com a definição de todos os acessos e descensos, confira abaixo a relação completa nas séries A, B, C e D. Na elite, o futebol nordestino terá a sua maior representatividade na era dos pontos corridos, com quatro clubes. E Recife, Salvador e Fortaleza estão presentes simultaneamente pela primeira vez. Ainda é pouco, mas é um avanço. Não por acaso, em relação às divisões, a participação do Sul-Sudeste varia de 80% na Série A para 33% na Série D. Já o Norte-Nordeste vai de 20% na Série A para 52% na Série D. Sintomático?

Lembrando que Pernambuco terá sete times, sendo 1 na A, 3 na C e 3 na D. A última Segundona sem representantes locais ocorreu em 2012, então com Náutico e Sport na primeira e Santa e Salgueiro na terceirona.

Confira a divisão de regiões na última temporada aqui.

Série A (20 times)
América-MG, Atlético-MG, Atlético-PR, Bahia, Botafogo, Ceará, Corinthians, Chapecoense, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Internacional, Palmeiras, Paraná, Santos, São Paulo, Sport, Vasco e Vitória

Nordeste – 4 times (2 baianos, 1 pernambucano e 1 cearense)
Sudeste – 11 times (4 paulistas, 4 cariocas e 3 mineiros)
Sul – 5 times (2 gaúchos, 2 paranaenses e 1 catarinense)
Centro-Oeste – 0
Norte – 0

Série B (20 times)
Atlético-GO, Avaí, Boa Esporte, Brasil-RS, Coritiba, CRB, Criciúma, CSA, Fortaleza, Figueirense, Goiás, Guarani, Juventude, Londrina, Oeste, Paysandu, Ponte Preta, Sampaio Corrêa, São Bento-SP e Vila Nova

Nordeste – 4 times (2 alagoanos, 1 cearense, 1 maranhense)
Sudeste – 5 times (4 paulistas e 1 mineiro)
Sul – 7 times (3 catarinenses, 2 gaúchos e 2 paranaenses)
Centro-Oeste – 3 times (3 goianos)
Norte – 1 time (1 paraense)

Série C (20 times)
ABC, Atlético-AC, Botafogo-PB, Botafogo-SP, Bragantino, Confiança, Cuiabá, Globo-RN, Joinville, Juazeirense, Luverdense, Náutico, Operário-PR, Remo, Salgueiro, Santa Cruz, Tombense-MG, Tupi, Volta Redonda e Ypiranga-RS

Nordeste – 8 times (3 pernambucanos, 2 potiguares, 1 baiano, 1 paraibano e 1 sergipano)
Sudeste – 5 times (2 paulistas, 2 mineiros e 1 carioca)
Sul – 3 times (1 gaúcho, 1 paranaense e 1 catarinense)
Centro-Oeste – 2 time (2 mato-grossenses)
Norte – 2 times (1 paraense e 1 acreano)

Série D (68 times)
4 de Julho-PI, Altos-PI, América-RN, Americano-RJ, Aparecidense-GO, ASA-AL, Assu-RN, Atlético-ES, Atlético-SC, Barcelona-RO, Baré-RR, Belo Jardim-PE, Brasiliense-DF, Brusque-SC, Caldense-MG, Campinense-PB, Caxias-RS, Ceilândia-DF, Central-PE, Cianorte-PR, Cordino-MA, Corumbaense-MS, Dom Bosco-MT, Espírito Santos-ES, Ferroviária-SP, Ferroviário-CE, Flamengo-PE, Fluminense de Feira-BA, Guarani-CE, Imperatriz-MA, Independente-PA, Inter de Lages-SC, Interporto-TO, Iporá-GO, Itabaiana-SE, Itumbiara-GO, Jacuipense-BA, Linense-SP, Macaé-RJ, Macapá-AP, Madureira-RJ, Manaus-AM, Maringá-PR, Mirassol-SP, Mogi Mirim-SP, Moto Club-MA, Murici-AL, Nacional-AM, Nova Iguaçu-RJ, Novo Hamburgo-RJ, Novoperário-MS, Novorizontino-SP, Plácido de Castro-AC, Prudentópolis-PR, Real Ariquemos-RO, Rio Branco-AC, Santa Rita-AL, Santos-AP, São José-RS, São Raimundo-PA, São Raimundo-RR, Sergipe-SE, Sinop-MT, Sparta-TO, Treze-PB, Uberlândia-MG, URT-MG e Vitória da Conquista-BA

Nordeste – 22 times (3 pernambucanos, 3 baianos, 3 alagoanos, 3 maranhenses, 2 piauienses, 2 potiguares, 2 cearenses, 2 paraibanos e 2 sergipanos)
Sudeste – 14 times (5 paulistas, 4 cariocas, 3 mineiros e 2 capixabas)
Sul – 9 times (3 gaúchos, 3 paranaenses 3 catarinenses)
Centro-Oeste – 9 times (3 goianos, 2 brasilienses, 2 mato-grossenses e 2 sul-mato-grossenses)
Norte – 14 times (2 paraenses, 2 amazonenses, 2 acreanos, 2 tocantinenses, 2 amapaenses, 2 rondonienses e 2 roraimenses)

A tabela do Pernambucano de 2018, com 34 partidas na TV (aberta, PPV e internet)

Campeonato Pernambucano de 2018: Afogados, América e Belo Jardim; Central, Flamengo, Náutico e Pesqueira; Salgueiro, Santa Cruz, Sport e Vitória

O Campeonato Pernambucano de 2018 terá uma fórmula diferente em relação às últimas quatro edições, com hexagonais. Agora, volta o modelo com turno único, mas com onze times, no início de uma redução gradativa no número de participantes. São onze rodadas na primeira fase, com cada clube folgando uma vez. Avançam os oito melhores colocados, iniciando o mata-mata a partir das quartas final, uma etapa inédita na história da competição.

Em relação à tabela detalhada pela FPF, é possível mensurar datas, horários e a grade de transmissão na televisão. Além das exibições na Globo e no Premiere, atendendo à última temporada do contrato de quatro anos, haverá transmissões via streaming, numa parceria da federação com o site mycujoo, que já vem exibindo jogos de categorias menores da entidade.

Ao todo, 34 partidas estão com algum tipo de transmissão agendada, o que corresponde a 61% dos 55 jogos da primeira fase – considerando apenas o sinal aberto, serão 11. Com o Sport fora do Nordestão, após desistência do próprio clube, a Globo priorizou o rubro-negro na fase classificatória, com nada menos que sete jogos. E as outras três apresentações do leão serão transmitidas via pay-per-view. Ou seja, nenhum jogo via FPF – ao contrário de Santa e Náutico, que, por outro lado, também terão jogos na copa regional.

Já sobre a fase eliminatória, a entidade só divulgou a tabela básica, com o dia 11 de março para as quartas de final, 18 e 25 de março nas semifinais, sendo uma data para cada chave, e 1 e 8 de abril na decisão, aí sim em ida e volta.

1ª rodada
17/01 (20h00) – Afogados x Central (Vianão)
17/01 (20h00) – Pesqueira x Belo Jardim (Joaquim de Brito) – FPF/internet
17/01 (21h30) – Flamengo x Sport (Áureo Bradley) – Globo
18/01 (20h00) – Santa Cruz x Vitória (Arruda) – Premiere
19/01 (20h00) – Náutico x América (Arena PE) – Premiere
Folga: Salgueiro

2ª rodada
20/01 (18h30) – Sport x Afogados (Ilha do Retiro) – Premiere
21/01 (16h00) – América x Santa Cruz (Ademir Cunha) – Globo
21/01 (16h00) – Central x Náutico (Lacerdão) – FPF/internet
21/01 (16h00) – Vitória x Salgueiro (a definir)
21/01 (16h00) – Belo Jardim x Flamengo (Mendonção)
Folga: Pesqueira

3ª rodada
24/01 (20h00) – Pesqueira x Vitória (Joaquim de Brito)
24/01 (20h00) – Salgueiro x América (Cornélio de Barros)
24/01 (20h00) – Afogados x Belo Jardim (Vianão) – FPF/internet
24/01 (21h30) – Náutico x Sport (Arena PE) – Globo
25/01 (20h00) – Santa Cruz x Central (Arruda) – Premiere
Folga: Flamengo

4ª rodada
28/01 (16h00) – Vitória x Náutico (a definir) – Globo
28/01 (16h00) – América x Afogados (Ademir Cunha) – FPF/internet
28/01 (16h00) – Central x Flamengo (Lacerdão)
28/01 (16h00) – Sport x Pesqueira (Ilha do Retiro) – Premiere
28/01 (16h00) – Belo Jardim x Salgueiro (Mendonção)
Folga: Santa Cruz

5ª rodada
03/02 (20h00) – Pesqueira x Náutico (Joaquim de Brito) – Premiere
03/02 (20h00) – Salgueiro x Santa Cruz (Cornélio de Barros)
04/02 (16h00) – Vitória x América (a definir)
04/02 (16h00) – Central x Sport (Lacerdão) – Globo
04/02 (16h00) – Flamengo x Afogados (Áureo Bradley) – FPF/internet
Folga: Belo Jardim

6ª rodada
06/02 (20h00) – Náutico x Salgueiro (Arena PE) – Premiere
07/02 (20h00) – Belo Jardim x Vitória (Mendonção)
07/02 (20h00) – Flamengo x Pesqueira (Áureo Bradley)
07/02 (20h00) – América x Central (Ademir Cunha) – FPF/internet
07/02 (21h30) – Afogados x Santa Cruz (Vianão) – Globo
Folga: Sport

7ª rodada
17/02 (18h30) – Santa Cruz x Náutico (Arruda) – Premiere
18/02 (16h00) – Central x Belo Jardim (Lacerdão) – FPF/internet
18/02 (16h00) – Salgueiro x Flamengo (Cornélio de Barros)
18/02 (16h00) – Afogados x Pesqueira (Vianão)
18/02 (16h00) – Sport x América (Ilha do Retiro) – Globo
Folga: Vitória

8ª rodada
20/02 (20h00) – Náutico x Afogados (Arena PE) – Premiere
21/02 (20h00) – Vitória x Central (a definir)
21/02 (20h00) – Flamengo x Santa Cruz (Áureo Bradley) – FPF/internet
21/02 (20h00) – Pesqueira x Salgueiro (Joaquim de Brito)
21/02 (21h45) – Belo Jardim x Sport (Mendonção) – Globo
Folga: América

9ª rodada
24/02 (18h30) – Sport x Vitória (Ilha do Retiro) – Premiere
25/02 (16h00) – América x Belo Jardim (Ademir Cunha) – FPF/internet
25/02 (16h00) – Salgueiro x Afogados (Cornélio de Barros)
25/02 (16h00) – Santa Cruz x Pesqueira (Arruda) – Globo
26/02 (20h00) – Náutico x Flamengo (Arena PE) – Premiere
Folga: Central

10ª rodada
04/03 (16h00) – Afogados x Vitória (Vianão)
04/03 (16h00) – Flamengo x América (Áureo Bradley)
04/03 (16h00) – Pesqueira x Central (Joaquim de Brito) – FPF/internet
04/03 (16h00) – Salgueiro x Sport (Cornélio de Barros) – Globo
04/03 (16h00) – Santa Cruz x Belo Jardim (Arruda)
Folga: Náutico

11ª rodada
07/03 (20h00) – Vitória x Flamengo (a definir)
07/03 (20h00) – América x Pesqueira (Ademir Cunha) – FPF/internet
07/03 (20h00) – Central x Salgueiro (Lacerdão)
07/03 (20h00) – Belo Jardim x Náutico (Mendonção) – Premiere
07/03 (21h45) – Sport x Santa Cruz (Ilha do Retiro) – Globo
Folga: Afogados

Nº de jogos transmitidos na Globo (11)
7 – Sport
4 – Santa Cruz
2 – América e Náutico
1 – Afogados, Belo Jardim, Central, Flamengo, Pesqueira, Salgueiro e Vitória

Nº de jogos transmitidos no Premiere (12)
7 – Náutico
3 – Santa Cruz e Sport
2 – Afogados, Pesqueira e Vitória
1 – América, Belo Jardim, Central, Flamengo e Salgueiro

Nº de jogos transmitidos pela FPF/internet (11)
4 – América, Belo Jardim e Central
3 – Afogados e Pesqueira
2 – Flamengo
1 – Náutico e Santa Cruz

Total de jogos transmitidos via Globo + Premiere + FPF/internet (34)
10 – Náutico e Sport
8 – Santa Cruz
7 – América
6 – Afogados, Belo Jardim, Central e Pesqueira
4 – Flamengo
3 – Vitória
2 – Salgueiro

Nordestão muda de TV aberta em 2018, da Globo ao SBT. Jogos às terças e sábados

A Copa do Nordeste 2018 será transmitida pelo SBT/TV Jornal. Montagem: Cassio Zirpoli/DP

A Copa do Nordeste voltou ao calendário oficial do futebol em 2013, após um milionário acordo judicial entre a Liga do Nordeste e a CBF, que precisou recuar após a pesada indenização devido à retirada forçada do torneio em 2003 – ocorrendo apenas sub judice. Nesta volta, o Esporte Interativo pôde aplicar o seu contrato de dez anos, valendo até 2022. O canal detém todos os direitos de transmissão, sublicenciando para a Rede Globo apenas o sinal aberto. Especificamente para as três principais praças: Recife, Salvador e Fortaleza. No entanto, a Globo não quis renovar o contrato para 2018 pelos termos propostos, saindo da jogada – num cenário que, coincidentemente, resultou na desistência do Sport, que abriu mão de sua vaga.

Apesar disso, o EI, responsável pela tevê por assinatura, internet e parabólicas, garantiu a manutenção da cota de participação acordada para a 15ª edição, de R$ 22,4 milhões, fora o custeio com viagens e hospedagens dos clubes e as taxas de arbitragem. Claro, precisaria de aporte e de um novo parceiro na tevê aberta. Após meses de articulação, acabou fechando com o SBT, há tempos fora do âmbito futebolístico. Contudo, na região as suas afiliadas têm um peso maior, fazendo com que a transmissão seja voltada para o Nordeste, com dois horários definidos: terças à noite e sábados à tarde. De cara, os jogos fogem da concorrência da grade regular da Globo, que terá Estaduais, Copa do Brasil e Libertadores às quartas e domingos.

Ao contrário do modelo anterior, com apenas três estados na tevê aberta, agora serão oito, exceção a Sergipe. Em Pernambuco, a TV Jornal assume o torneio deixado pela Globo Nordeste, que passou 8 das últimas 10 edições (2000, 2001, 2002, 2013, 2014, 2015, 2016 e 2017). Embora tenha raras incursões no futebol, a TV Jornal tem em seu histórico o último jogo do Brasileirão de 1987, entre Sport e Guarani, retransmitido para todo o país. Será curioso ver, depois de tanto tempo, a concorrência interna, com a Globo passando o Campeonato Pernambucano em 15 datas (de 21/01 a 08/04) e a TV Jornal transmitindo a Copa do Nordeste em 12 datas (de 17/01 a 10/07). O ano será um termômetro sobre a força do Nordestão à parte canal. A conferir.

As finais da Lampions 2017 tiveram 4,4 milhões de telespectadores na Globo.

Afiliadas do SBT no Nordeste*
TV Jornal (PE), TV Aratu (BA), TV Jangadeiro (CE), TV Ponta Verde (AL), TV Difusora (MA), TV Tambaú (PB, João Pessoa), TV Borborema (PB, Campina Grande), TV Cidade Verde (PI) e TV Ponta Negra (RN)
* A emissora não tem afiliada em Sergipe desde 2006

A cota absoluta do Nordestão via televisão
2000 – R$ 2 milhões*
2001 – R$ 8 milhões**
2002 – R$ 8,75 milhões
2003 – R$ 1,5 milhão***
2010 – R$ 3,75 milhões****
2013 – R$ 5,6 milhões
2014 – R$ 10 milhões
2015 – R$ 11,14 milhões
2016 – R$ 14,82 milhões
2017 – R$ 18,52 milhões
2018 – R$ 22,40 milhões****
* A primeira edição transmitida em sinal aberto
** A primeira edição organizada pela liga, com os sete maiores clubes
*** Bahia, Sport, Santa Cruz, Náutico e Fortaleza não quiseram participar

**** Sport não quis participar

A pedido da CBF, clubes do país analisam rivais da Seleção na Copa. Sport na lista

Os países selecionados pela CBF para que os analistas dos clubes brasileiros. Crédito: CBF

A preparação da Seleção para a Copa do Mundo de 2018, visando o estudo sobre os países adversários, contará com a participação de 19 clubes brasileiros, incluindo os nordestinos Sport, Bahia e Vitória. A partir da ideia do coordenador Edu Gaspar, aprovada pelo técnico Tite, os analistas de desempenho dos clubes da Série A de 2017 – exceção feita ao Flamengo, que não pôde participar – ficarão responsáveis pela análise de 27 países. Das 32 seleções classificadas ao torneio da Rússia, só ficam fora dessa lista os sul-americanos e o próprio Brasil, com dados detalhados pelo Centro de Pesquisa e Análise (CPA) da Confederação Brasileira de Futebol.

A escolha foi feita mediante sorteio, na CBF. No caso do rubro-negro pernambucano, a bolinha trouxe a Sérvia, centro da antiga Iugoslávia, que, mesmo sendo dissolvida durante décadas, esteve em nove Mundiais. Como Sérvia, duas participações: 2010 e 2018. Na eliminatória europeia, os sérvios lideraram o grupo D, obtendo a vaga direta numa chave com Irlanda, Gales e Áustria. Em Salvador, o departamento de análise do Bahia vai se debruçar sobre o Irã! Já o Vitória espera a definição na África, com três possibilidades: Senegal, Burkina Faso e Cabo Verde. Em vários outros casos os clubes ainda dependem das repescagens para definir o país a ser analisado.

Número de países analisados por cada clube
5 – Centro de Análise da CBF
2 – Atlético-PR, Botafogo, Corinthians, Cruzeiro, Grêmio, Palmeiras, São Paulo e Vasco
1 – Atlético-GO, Atlético-MG, Avaí, Bahia, Chapecoense, Coritiba, Fluminense, Ponte Preta, Santos, Sport e Vitória

A premiação do Brasileirão de 2017 vai do campeão ao 16º colocado. Basta não cair

A premiação oficial do Campeonato Brasileiro de 2017. Crédito: CBF/site oficial

A premiação oficial do Campeonato Brasileiro registrou um aumento de apenas 6% entre 2016 e 2017. Passou de R$ 60,0 milhões para R$ 63,7 milhões (quadro acima). Causa surpresa porque a Copa do Brasil, a outra competição de peso organizada pela CBF, passará a pagar, apenas ao campeão, R$ 68,7 milhões, embora já embutido o direito de transmissão, pago à parte no nacional. Portanto, fica a expectativa pela possível reformulação financeira da Série A na próxima temporada – ou em 2019, quando será iniciado o novo acordo com a tevê. Acompanhará essa linha?

Em 2017, como vem acontecendo há alguns anos, todos os times que permanecem na elite são premiados. Repassada pela CBF e bancada pela Rede Globo, a detentora dos direitos de transmissão da competição (de forma exclusiva até 2018), a premiação contempla a classificação final do 1º lugar até o 16º, o primeiro time acima da zona de rebaixamento. Ou seja, uma campanha mediana que evite a queda já garante um aporte de R$ 744 mil em dezembro, com a evolução gradativa colocação por colocação.

A evolução da premiação total da Série A
2010/2011: 0% 
2011/2012: +7,1%
2012/2013: 0%
2013/2014: 0%
2014/2015: +19,3%
2015/2016: +67,5%
2016/2017: +6,3%

Os seis primeiros lugares (consequentemente, os classificados à próxima Taça Libertadores, considerando a composição “G6″) recebem 77,9% de toda a premiação (ou R$ 49,6 mi). O grande campeão nacional de 2016 receberá R$ 1 milhão a mais que o Palmeiras, o vencedor da última competição.

Os clubes nordestinos que receberam premiações
2010 – Ceará/12º (R$ 1 milhão)
2011 – Bahia/14º (R$ 1 milhão)
2012 – Náutico/12º (R$ 500 mil) e Bahia/15º (R$ 200 mil)
2013 – Vitória/5º (R$ 1,4 milhão) e Bahia/12º (R$ 500 mil)
2014 – Sport/11º (R$ 600 mil)
2015 – Sport/6º (R$ 1,4 milhão)
2016 – Sport/14º (R$ 900 mil) e Vitória/16º (R$ 700 mil)

Confira todas as premiações do Brasileirão de 2010 a 2016 clicando aqui.