Sport, Náutico e Vitória emplacam 10 das 22 convocadas da lista regional do Brasil

Emily Lima durante o primeiro treino da "convocação de observação", com atletas do Sul e Sudeste, em 02/2017. Foto: Kin Saito/CBF

Emiliy Lima assumiu o comando da Seleção Brasileira feminina em 2016, após os Jogos Olímpicos do Rio. Imersa no cenário da modalidade, a treinadora paulista, então com 36 anos, sugeriu à direção da CBF a criação de convocações regionais para a seleção principal para períodos de observação – à parte das poucas estrelas, como Marta e Cristiane. Então, em 2017, o calendário trouxe quatro momentos pontuais de treinamento na Granja Comary, em Teresópolis, com listas distintas em relação aos estados.

Para isso, a comissão avaliou durante quase um ano os 19 campeonatos estaduais em vigor, com 150 times envolvidos, além das Séries A1 e A2 do Brasileiro. Neste caso, com Sport e Acadêmica Vitória na primeira divisão e Náutico na segunda. E o trio, que já disputou o Estadual de 2017, se destacou na segunda convocação regional do ano, com sete estados nordestinos. Eis a divisão dos 22 nomes: PE 10, RN 5, CE 3, BA 2, AL 1 e PB 1.

Do futebol local foram chamadas Lorena (goleira), Bruna (zagueira), Indryd (meia) e Juliana (atacante) do Sport; Débora (zagueira), Mayara (meia) e Ana (atacante) do Náutico; Stefane (goleira), Joyce (lateral) e Paloma (meia) do Vitória. Na visão do blog, a ideia é interessante, pois dialoga com a categoria, ainda semi-amadora, produzindo uma grande peneira nacional.

Da primeira convocação, sete jogadoras tiveram oportunidades em amistosos.

1ª convocação (6 a 10 de fevereiro): ES, MG, PR, RJ, RS, SC e SP

Corinthians (7), Santos (5), Flamengo (3), Rio Preto-SP (3), Kindermann-SC (2), América-MG (1), Ponte Preta (1), Foz Cataratas-PR (1), Vila Nova-ES (1) e 2 atletas sem clube

2ª convocação (21 a 26 de agosto): AL, BA, CE, PB, PE, RN e SE

Sport (4), Náutico (3), Acadêmica Vitória (3), Vitória-BA (2), Cruzeiro-RN (2), Caucaia-CE (2), Alecrim-RN (2), União Desportiva-AL (1), São Gonçalo-CE (1), Botafogo-PB (1) e União-RN (1)

3ª convocação (2 a 7 de outubro): GO, PI, MA, MS, MT e TO

4ª convocação (6 a 11 de novembro): AC, AM, AP, PA, RO e RR

Troféu Gena poderá ser decidido no número de expulsões ou em sorteio

O regulamento do Troféu Gena, a simbólica disputa no centenário do Clássico das Emoções

Náutico e Santa já disputaram sete clássicos em 2017, contando Estadual, Nordestão e Brasileiro. O retrospecto é equilíbrio puro, com 2 vitórias pra cada, 6 gols pra cada e 1 vermelho pra cada, além de três empates. Oficialmente, resta apenas uma partida na temporada, pelo returno do Série B.

É o jogo que decidirá o campeão do Troféu Gena, a simbólica premiação celebrando o centenário do Clássico das Emoções. Só a agora a FPF publicou o “ato comemorativo nº 1″ com o regulamento oficial da taça, que soma os resultados de todas as competições oficiais no ano. Se em 2016, no Troféu Givanildo Oliveira, havia a possibilidade de divisão, em caso de igualdade em pontos, desta vez a federação resolveu adotar mais critérios.

Quem ganhar a 8ª partida, leva. Em caso de empate, são dois caminhos. Como o saldo de gols está empatado, na prática vale o número de expulsões! Hoje, também idêntico, com Luís Eduardo (alvirrubro) e Jaime (tricolor) expulsos logo no primeiro clássico, em janeiro. E se houver empate pela 4ª vez e nenhuma expulsão? Aí, teremos um sorteio às 16h30 do dia 6 de novembro, uma segunda-feira, na sede da FPF…

Jogos disputados em 2017
29/01 – Náutico 1 x 1 Santa Cruz, Estadual (Arena, 4.622 pessoas)
04/02 – Santa Cruz 1 x 0 Náutico, Nordestão (Arruda, 5.086)
12/03 – Náutico 1 x 0 Santa Cruz, Nordestão (Arena, 6.692)
10/04 – Santa Cruz 1 x 2 Náutico, Estadual (Arruda, 5.055)
06/05 – Náutico 1 x 2 Santa Cruz, Estadual (Arena, 2.592)
18/05 – Santa Cruz 1 x 1 Náutico, Estadual (Arruda, 3.387)
15/07 – Náutico 0 x 0 Santa Cruz, Série B (Arena, 13.450)
Média de público: 5.840

Jogo a disputar em 2017
04/11 – Santa Cruz x Náutico, Série B (Arruda) 

Classificação após 7 clássicos
Náutico – 9 pontos; 2 vitórias, 3 empates e 2 derrotas; 6 GP/6 GC; 1 vermelho
Santa – 9 pontos; 2 vitórias, 3 empates e 2 derrotas; 6 GP/6 GC; 1 vermelho

Os campos alternativos para treinos do Santa durante obra do Ninho das Cobras

Mapa dos locais de treinamento do Santa no Grande Recife nesta década: Crédito: Cassio Zirpoli, via Google Maps/Pixler Express

A década atual marcou o ressurgimento do Santa Cruz, que voltou a empilhar taças e saiu da Série D, chegando a disputar a Série A em 2016. Foi neste período, também, que o tricolor comprou o terreno de 10,5 hectares na estrada da Mumbeca, no bairro da Guabiraba, projetando a construção de um centro de treinamento. A aquisição de R$ 1 milhão ocorreu precisamente em 7 de julho de 2011. Entretanto, esta lacuna estrutural não foi preenchida no ritmo da retomada de resultados no futebol.

À parte dos cinco títulos estaduais em sete anos e da inédita conquista da Copa do Nordeste, o clube estourou prazos no CT. O último versa sobre a conclusão do primeiro dos três campos oficiais até setembro de 2017. Para isso, uma colaboração massiva da torcida coral, com a criação de grupos de arrecadação para metas no CT, incluindo caminhões de brita e areia, placas de grama e outras necessidades que apareçamna obra. Essas doações passam de R$ 46 mil. Paralelamente à obra, o clube perambulou bastante nos últimos anos para conseguir treinar no Grande Recife. Tendo apenas o campo do Arruda, ocorreram saídas forçadas, que resultaram em episódios incomuns. Só em 2017 já foram três (Arena, Português e Olinda).

Abaixo, os locais alternativos do Santa e as distâncias para o Arruda.
Obs. A ordem se refere apenas a uma questão estética sobre o mapa acima.

1) Clube de Campo da Alvorada (24,7 km)
Entre os campos utilizados pelo Santa no Grande Recife, este foi o mais distante da sede do clube. Em Aldeia, os treinos no clube campestre, inaugurado em 1962, aconteceram com certa regularidade em 2015, durante o Estadual e no início da Série B.

Santa treinando no Clube de Campo Alvorada, 09/06/2015. Foto: Santa Cruz/site oficial

2) CT Rodolfo Aguiar/Ninho das Cobras (18,7 km)
O centro de treinamento do clube prevê a construção de três campos no “Padrão Fifa”, 105m x 68m, além de um alojamento com 55 quartos e um centro administrativo. O empreendimento está orçado em R$ 5 milhões.

Construção do Centro de Treinamento Ninho das Cobras, 22/06/2017. Foto: Santa Cruz/site oficial

3) Centro José Andrade Médicis, do Sport (17,0 km)
O time coral já havia treinado no local antes de 2008, ainda sob a posse do extinto clube Intercontinental. Sob administração do leão, houve uma passagem na tarde de 7 de setembro de 2012, uma vez que o Arruda foi poupado visando o amistoso Brasil x China, quatro dias depois. Curiosidade: naquele mesmo dia, pela manhã, o time treinou no CT do Náutico.

Santa treinando no CT José de Andrade Médics, 07/09/2012. Foto: Santa Cruz/assessoria

4) Estádio Ademir Cunha (13,2 km)
O estádio em Paulista, na zona norte da região metropolitana, já foi recorrente considerando os treinos fora do Mundão. Porém, o estado do gramado, costumeiramente ruim, diminuiu o número de visitas. Foi utilizado durante o vice da Série B, em 2015.

Santa treinando no Estádio Ademir Cunha, 22/06/2015 . Foto: Santa Cruz/twitter

5) CT do Unibol (14,6 km)
Em 4 de julho de 2012, o campo do Arruda precisou de reparos. Como o plano B, o Ademir Cunha, já estava reservado para jogos da 2ª divisão estadual, o Santa, acabou indo ao CT do Unibol – que fechou o departamento profissional, mantendo apenas escolinhas. Em frente ao Cemitério de Paulista, o nível do campo foi criticado pelo time, que disputava a Série C.

Santa treinando no CT do Unibol, em Paulista. Foto: Rodolfo Bourbon/DP

6) Estádio Grito da República (11,3 km)
O estádio olindense foi inaugurado sem a infraestrutura adequada. Apesar do campo, os sistemas elétrico e hidráulico não foram finalizados. Sem os laudos técnicos em Rio Doce, o Santa teve que jogar um amistoso na pré-temporada, em janeiro de 2017, sem público.

Santa treinando no Estádio Grito da República, em Olinda. Foto: Santa Cruz/twitter

7) Centro Recreativo do Real Hospital Português (16,1 km)
Foi o último campo alternativo encontrado pelo clube, numa parceria com o Hospital Português. Desconsiderando a Arena, este foi considerado o melhor gramado onde o time realizou práticas em 2017.

Santa Cruz treinando no Centro Recreativo do Real Hospital Português. Foto: Santa Cruz/site oficial

8) CT Wilson Campos, do Náutico (8,4 km)
O Santa já utilizou o centro de treinamento do rival alvirrubro, na Guabiraba, em duas oportunidades: 2012 e 2014. Em uma delas, o Náutico também utilizou um dos campos do CT, simultaneamente.

Santa treinando no CT Wilson Campos. Foto: Santa Cruz/twitter

9) Estádio do Arruda
Desde a abertura para os primeiros jogos oficiais do clube, em 1967, antes mesmo da conclusão do anel inferior, em 1972, o José do Rego Maciel sempre foi o campo principal para os treinos do time profissional. O excesso de uso foi determinante para saídas oportunas do Santa.

Santa Cruz treinando no Arruda. Foto: Santa Cruz/twtter

10) Arena Pernambuco (21,5 km)
Em alguns dos jogos firmados em São Lourenço, o clube solicitou a utilização do local na véspera das partidas. Como, por exemplo, em 23 de junho de 2017, antes de enfrentar o Figueirense. A arena não costuma fazer objeção, tanto que já cedeu o campo para Náutico e Sport na véspera de alguns jogos.

Santa treinando na Arena Pernambuco. Foto: Santa Cruz/twitter

Sport, Santa, Náutico e Salgueiro no Guia Oficial do Campeonato Brasileiro de 2017

Guia do Brasileirão 2017, via CBF

Em três volumes, a CBF lançou o Guia do Campeonato Brasileiro de 2017, com detalhes sobre os 128 clubes – com 69 dias de bola rolando, diga-se. Para a Série A, 121 páginas, sendo quatro páginas dedicadas a cada time, com textos em português e inglês, incluindo um depoimento de um torcedor ilustre – no Sport, coube ao ator Renato Góes. Na Série B, com 65 páginas, são duas para cada participante, com as Séries C e D dividindo outras 89, com duas páginas aos integrantes da terceirona e a tabela para a última divisão. Vamos aos principais registros dos representantes pernambucanos…

Para ter acesso à integra do guia, clique aqui.

Em tempo: no guia, o Flamengo aparece com 5 títulos brasileiros e 1 Copa União, em 1987. Ao contrário do que ocorre na Taça Brasil e no Torneio Roberto Gomes Pedrosa, conquistados por outros clubes, nesse caso não há o asterisco de reconhecimento, da CBF, como Campeonato Brasileiro.

Guia do Brasileirão 2017, via CBF: Sport

Guia do Brasileirão 2017, via CBF: Santa Cruz

Guia do Brasileirão 2017, via CBF: Náutico

Guia do Brasileirão 2017, via CBF: Salgueiro

A voz do torcedor sobre o Pernambucano de 2018: pontos corridos ou mata-mata?

Site "A Voz do Torcedor", sobre sugestões para o Pernambucano 2018. Crédito: FPF/reprodução

O torcedor pernambucano poderá sugerir o formato do campeonato estadual de 2018. O blog já havia antecipado a possibilidade, confirmada com o lançamento do site especial vozdotorcedor.com.br.

“A FPF abre um canal exclusivo para dar voz ao torcedor. Uma janela virtual para que o torcedor, de forma livre e democrática, contribua com a sua opinião para um Campeonato Pernambucano forte. É possível participar desde a indicação de uma fórmula para o campeonato até a opinião de quais pontos são fundamentais para que o torcedor esteja motivado a comparecer aos jogos no estádio. As sugestões serão apresentadas ao Conselho Arbitral.”

As respostas podem ser enviadas até 20 de agosto. Após o cadastro com idade, gênero e clube do coração, o torcedor responde imediatamente sobre a melhor fórmula: pontos corridos ou mata-mata. Pois é. Em tese, o campeonato pode deixar de ter uma final garantida após oito edições consecutivas.

Há um mês, a FPF anunciou que o Estadual de 2018 teria 11 times, subindo só um da segundona. Segundo o novo site, as 12 equipes seriam mantidas.

Nos pontos corridos, com 11 rodadas (supostamente), leva quem somar mais pontos. Entre 2004 e 2010, a competição ocorreu de forma parecida, com pontos corridos nos turnos. Porém, em caso de igualdade o regulamento previa jogos extras. Pelo novo questionário, o desempate seguiria o formato tradicional (vitórias, saldo, gols marcados, confronto direto e sorteio).

Caso o torcedor opte pelo mata-mata, é preciso responder duas perguntas.

Quantos grupos na primeira fase?
1 (12 times)
2 (6 times)
3 (4 times)
4 (3 times) 

Quantos jogos de mata-mata?
Quartas de final, semifinal e final
Semifinal e final (formato em vigor desde 2010)
Apenas final

O projeto foi apresentado na sede da FPF durante a primeira reunião para a formatação do torneio, com a presença de dirigentes e de jornalistas. Qual seria a sua sugestão para o Campeonato Pernambucano de 2018? Comente.

Abaixo, à parte do questionário da FPF, uma enquete sobre o formato…

Qual a sua fórmula ideal para o Campeonato Pernambucano de 2018?

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Reunião na sede da FPF para debater o formato do Pernambucano 2018. Foto: FPF/twitter (@fpfpe)

Por unanimidade, o TJD veta impugnação da final e confirma título de 2017 ao Sport

Tribunal

O resultado era previsto. Mesmo que o Tribunal de Justiça Desportiva, o TJD, votasse a favor da impugnação da finalíssima do Campeonato Pernambucano, vencida pelo Sport por 1 x 0, é difícil imaginar que a instância superior, o STJD, aceitasse a resolução. Afinal, a jurisprudência teria efeito dominó, tornando qualquer (suposto) erro em base para anulação de jogos de futebol.

Por este viés jurídico e pela imprecisão da imagens da tevê para definir o erro na saída de bola no Cornélio de Barros, os oito auditores presentes (Vitor Fretas, Claudio Pessanha, João Firmino, Thales Cabral, Hilton Galvão, Carlos Gil, Gilmara Leal e Felipe Tadeu) negaram a petição de Luciano Rocha, o goleiro reserva do Salgueiro. Ele havia entrado na justiça em 6 de julho alegando um “erro de direito”. No julgamento, a sua tese foi sustentada pelo tiro de meta marcado pelo árbitro Wilton Sampaio, após sinalização do auxiliar Marcelo Van Gasse, em vez do prosseguimento da jogada, que terminaria num gol do carcará – lembrando que o artigo 84 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva prevê a anulação (em qualquer fase) em erros de direito. Porém, foi considerado “erro de fato”, ou interpretação equivocada do lance.

Com o resultado no tribunal, instalado dentro da sede da FPF, na Boa Vista, o título estadual de 2017 foi confirmado para o leão. Foi a segunda vez em uma década que o TJD local julgou um caso do tipo. Em 2007, chegou a modificar o resultado do jogo entre Central e Vera Cruz, de 2 x 1 para a 2 x 2, numa decisão bem polêmica – posteriormente anulada, por unanimidade, no STJD.

O título está decidido… Mas a bola saiu ou não após o escanteio?

Lista de campeões pernambucanos (1915-2017)
41 – Sport
29 – Santa Cruz
21 – Náutico
6 – América
3 – Torre
2 – Tramways
1 – Flamengo do Recife

Obs. Cabe recurso no STJD, onde a chance de reversão é irrisória.

Emerson Sobral, de árbitro recordista de mata-matas e geladeiras a diretor da Ceaf

Emerson Sobral como árbitro e dirigente. Fotos: Ricardo Fernandes/DP e FPF/divulgação

A formação de Emerson Sobral na arbitragem ocorreu em 1995. Trabalhou no futebol pernambucano, onde chegou a obter a categoria “CBF”, deixando o quadro em 2017, já aos 43 anos. Na verdade, ocorreu uma transferência, assumindo imediatamente a Comissão Estadual de Arbitragem de Futebol, a Ceaf-PE, no lugar de Salmo Valentim. Como se sabe, o quadro local não é dos melhores – na visão do blog -, com um número elevado de lambanças. E Emerson Sobral está intimamente ligado a isso. Embora seja o recordista de jogos na fase decisiva do Campeonato Pernambucano, com sete aparições entre semifinais e finais (apitou a decisão de 2015), o agora dirigente também acumulou o maior número de punições por erros cometidos. Nesta década, foi três vezes para a “geladeira” (abaixo), sendo duas no cenário local e uma no Brasileirão. Com essa experiência, terá bastante trabalho a partir de agora.

“Participamos de um dos estaduais reconhecidamente mais difíceis do país pela sua tradição e competitividade e tudo isso nos coloca como sendo um dos melhores quadros de árbitros do Brasil.”

18/01/2012 (punido no Estadual)
Afastado ao errar em dois jogos. No 1º, deixou de expulsar o zagueiro André Oliveira, do Santa. No 2º, não marcou um pênalti em cima de Rogério, do Náutico, e depois assinalou um pênalti inexistente sobre o mesmo jogador.

24/03/2013 (punido no Estadual)
No jogo Ypiranga 2 x 2 Sport, na oitava rodada do segundo turno, assinalou um pênalti polêmico para a Máquina de Costura e marcou uma falta inexistente aos 44 do 2º tempo, no lance que acabou saindo o último gol.

02/09/2015 (punido na Série A)
Na partida entre Ponte Preta e Cruzeiro, pelo Brasileirão, em Campinas, deixou de marcar dois pênaltis, um para cada time. No caso do time mineiro, marcou a falta fora da área. No lance da Macaca, sequer assinalou falta.

Número de jogos de Sobral no Pernambucano (e o % sobre o torneio)
2014 – 16 jogos (11,4% de 140)
2015 – 14 jogos (11,2% de 124)
2016 – 11 jogos (11,4% de 96)
2017 – 11 jogos (11,5% de 95)

Ranking de jogos no mata-mata do Pernambucano (desde 2010)
7 partidas - Emerson Sobral (PE)
6 partidas - Sebastião Rufino Filho (PE)
4 partidas - Nielson Nogueira (PE)
3 partidas – Gilberto Castro Júnior (PE) e Marcelo de Lima Henrique (Fifa-RJ / PE) e Wilton Sampaio (Fifa-GO)

Confira a lista completa de árbitros no mata-mata local clicando aqui.

Duque, o treinador com mais títulos em Pernambuco e campeão no Trio de Ferro

Duque. Crédito: Placar/reprodução

Como técnico, Duque alcançou duas marcas expressivas no futebol pernambucano. Em 1975, quando tirou o Sport de uma fila de doze anos, com o “Supertime da Ilha”, o treinador chegou a sete títulos estaduais, igualando a marca, ainda vigente, de Palmeira, hepta em 1962. Ali, tornou-se também um dos quatro nomes com conquistas no Trio de Ferro. Campeão nos Aflitos, no Arruda e na Ilha do Retiro. Para se ter uma ideia, o último a obter o feito foi o multicampeão brasileiro Ênio Andrade, no já distante ano de 1984.

Esses números dão lastro à carreira do mineiro no Recife, comandando alguns dos maiores times de cada clube. Não por acaso estava na área técnica observando o gol de Ramos, que deu o hexacampeonato ao timbu. Um ano antes esteve no Maracanã, num duelo contra Mário Travaglini, na decisão da Taça Brasil entre Náutico e Palmeiras. Após as quatro taças conquistadas no alvirrubro, onde fincou o seu nome como o melhor técnico da história do clube, foi ser campeão no tricolor, levando o lateral-direito Gena. Lá, encontrou Givanildo Oliveira (como volante), Luciano Veloso e Fernando Santana. Ganhou duas finais seguidas, contra Náutico e Sport.

Até então então, o leão havia sido vice-campeão em cinco dos seis títulos de Duque. Ele acabou se “redimindo” ao azeitar um timaço com Luciano Veloso (na maior, e mais polêmica, transação da época), Assis Paraíba e Dadá Maravilha. Davi Ferreira, para os chegados, aposentou-se da função no início dos anos 80, após se arriscar no Oriente Médio. Ainda virou comentarista de rádio no Rio de Janeiro, onde viveu até os 91 anos. Duque faleceu em 2017, mantendo um legado difícil de ser superado em Pernambuco.

“Eu era o preparador físico, o preparador técnico, o preparador tático e o homem que impunha a psicologia a serviço da equipe.”

Ranking de títulos pernambucanos entre treinadores

7 títulos, Palmeira: 1946 e 1947 no Santa; 1950, 1951 e 1952 no Náutico; 1961 e 1962 no Sport 

7 títulos, Duque: 1964, 1966, 1967 e 1968 no Náutico; 1970 e 1971 no Santa; 1975 no Sport 

5 títulos, Givanildo Oliveira: 1991, 1992, 1994 e 2010 no Sport; 2005 no Santa

Técnicos campeões pelo Trio de Ferro (e o ano do ciclo completo)

1960, Gentil Cardoso (55 Sport, 59 Santa, 60 Náutico) 

1962, Palmeira (46/47 Santa, 50/51/52 Náutico, 61/62 Sport) 

1975, Duque (64/66/67/68 Náutico, 70/71 Santa, 75 Sport) 

1984, Ênio Andrade (76 Santa, 77 Sport, 84 Náutico)

Sport vence Arsenal com 2 gols de André e abre vantagem rumo às oitavas da Sula

Sul-Americana 2017, 2ª fase: Sport 2 x 0 Arsenal (ARG). Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

A vitória por 2 x 0 é, historicamente, uma boa vantagem em mata-matas com a regra do gol qualificado. Por isso, o Sport irá à Sarandí numa condição favorável para confirmar a vaga às oitavas de final da Copa Sul-Americana, onde chegou em 2013 e 2015. À parte do resultado consolidado, portanto, fica a ressalva sobre score modesto pelo jogo visto na Ilha do Retiro. Usando quase a força máxima no torneio – poupando apenas Ronaldo Alves e desconsiderando Osvaldo, que não pôde ser inscrito -, o leão chegou com extrema facilidade ao campo ofensivo, tamanha a fragilidade técnica e tática do Arsenal, esfacelado após o fim da temporada 2016/2017 na Argentina.

Marcando mal, com até quatro jogadores cercando um leonino – deixando buracos enormes no restante do campo -, os hermanos acabaram aliviados devido aos erros no “último passe” do Sport. Explorando a ponta direita, Everton Felipe levou pânico à zaga argentina, ganhando no drible, na velocidade. Se Diego Souza puxou a cadência desta vez, sobretudo quando ficou adiantado, Everton fez grande partida, sendo parado apenas no sarrafo. Não por acaso, três marcadores receberam amarelo após faltas violentas nele – com bastante complacência do árbitro boliviano. Após cruzamentos na linha de fundo, rasteiros e por cima, as finalizações não se equipararam ao volume no setor. O primeiro tempo em branco, sob aplausos, já era injusto.

Sul-Americana 2017, 2ª fase: Sport 2 x 0 Arsenal (ARG). Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

No segundo tempo, com o gás do retraído Arsenal acabando, a troca de passes do Sport enfim deu resultado. Duas vezes com André. Na primeira, um gol feioso, embora o mantra de Dadá Maravilha seja verdadeiro. Na segunda, ótima linha de passes entre EF e Mena, vindo da Copa das Confederações. Cruzamento na medida e testada sem chances. Neste lance, vale a observação de que o chileno acabara de entrar no lugar do atacante Rogério, que não foi bem, sem encaixe coletivo e com erros nas finalizações. Com Sander/Mena, o lado esquerdo melhorou. E a vantagem foi ampliada.

Saindo para o jogo depois disso, o Arsenal até chegou perto de diminuir, com Magrão fazendo uma grande defesa. À parte disso, apenas bolas aéreas, com Durval soberano. Enquanto isso, o Sport ia desperdiçando contragolpes, dois deles excelentes – e que merecem cobrança. Sobre o Arsenal, foi muito pouco para um time que passou com duas vitórias na fase anterior, agregando 8 x 1 sobre o Juan Aurich, do Peru. Até a volta, terá 21 dias para tentar se qualificar. Até lá também espera-se que o Sport siga evoluindo. Hoje, soma quatro vitórias seguidas, sem sofrer gols. Na Argentina, esse desempenho será determinante para uma possível classificação. Pela ida, encaminhou.

Cotas do Sport na Copa Sul-Americana
1ª fase – US$ 250 mil (vs Danubio-URU)
2ª fase – US$ 300 mil (vs Arsenal-ARG)
Oitavas – US$ 375 mil?

Sul-Americana 2017, 2ª fase: Sport 2 x 0 Arsenal (ARG). Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

10 anos depois, nova ação para anular um jogo do Estadual. Não deve progredir…

Pernambucano 2017, final: Sport 1x1 Salgueiro. Imagem: Rede Globo/reprodução

O Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) de Pernambuco irá julgar o pedido de impugnação da final do Campeonato Pernambucano de 2017, numa petição impetrada pelo goleiro Luciano, reserva do Salgueiro. Saiba mais aqui.

A princípio, não significa uma mudança efetiva no título conquistado pelo Sport, mas basicamente o regimento normal do tribunal. De toda forma, entramos em mais uma discussão sobre “erro de fato” e “erro de direito” no futebol, um vez que o artigo 84 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, o CBJD, prevê a anulação (em qualquer fase) em caso de erros de direito.

Sobre a diferença dos erros, alguns exemplos:

Erro de fato
Interpretação equivocada dos lances, não das regras. Exemplos: não enxergar um impedimento ou se a bola entrou ou não no gol, em lances ajustados.

Erro de direito
Ir de encontro às regras do jogo, como não enxergar um time com 12 jogadores em campo, quatro substituições de um mesmo time, três cartões amarelos para um mesmo atleta etc.

A ação sertaneja sobre a anulação é baseada no livro de regras da CBF, que determina que o assistente esteja alinhado “atrás da bandeira do escanteio, no prolongamento ideal da linha de meta”. O auxiliar Marcelo Van Gasse não estava nesse posicionamento no Cornélio. Contudo, o “alinhamento” também pode ser subjetivo, a partir do melhor ângulo do assistente.

Sobre a decisão de um tribunal acerca de um resultado, esta é a segunda vez que isso ocorre no Estadual, dez anos depois. Em 18 março de 2007, o Central venceu o Vera Cruz por 2 x 1. Porém, o visitante chegou a empatar, através de Rivelino. No chute aos 39/2T, de fora da área, a bola furou a rede. E o árbitro Wilson Souza não viu! Deu tiro de meta. Então, o clube de Vitória de Santo Antão entrou com uma ação alegando erro de direito. E ganhou em primeira instância. Em 4 de abril, no TJD, teve 4 x 2 a favor, mudando o jogo para 2 x 2. Ocorre que a patativa recorreu e o caso chegou ao STJD, onde a decisão anterior caiu por unanimidade – com isso, o Central acabou sendo vice-campeão pernambucano, assegurando vaga na Copa do Brasil de 2008. Na decisão superior, o seguinte texto:

“Por unanimidade de votos, rejeitada preliminar de intempestividade (com a ressalva do Dr. Auditor Paulo Valed Perry , que existe nos autos, prova do requerimento tempestivo da lavratura do acórdão), para no mérito, dar-lhe integral provimento, declarando improcedente a impugnação de partida , mantendo o resultado obtido em campo entre as equipes: Central Sport Club x Vera Cruz Futebol Club.”

Neste novo caso local não seria alteração do placar, mas a anulação completa do jogo. Além da questão sobre o posicionamento do assistente, pesa a definição se a bola saiu ou não após a cobrança de escanteio. É preciso ter certeza, pois trata-se de um lance objetivo – mesmo com a utilização, em tese no país, do árbitro de vídeo. Por sinal, após a final no Cornélio de Barros, o blog foi contatado pela FPF, que também ouviu outros três jornalistas. Em todos os casos foram feitas duas perguntas, anexadas ao relatório sobre o árbitro de vídeo, encaminhado à Fifa. Reproduzo o meu caso:

1) Com o recurso das imagens da transmissão (ângulos distintos e replay), você diria que a bola saiu?
Acho que a bola não saiu. 

2) Com as imagens exibidas sobre o lance, você cravaria que a bola não saiu?
Não, não cravo.

A incerteza se estendeu aos demais.

Portanto, embora considere que o Salgueiro (ou Luciano) tenha o direito de buscar os seus direitos na justiça desportiva, o êxito neste caso é improvável. No TJD e sobretudo no STJD, pouco afeito a jurisprudências do tipo.

Pernambucano 2007, 2º turno: Central 2 x 1 Vera Cruz. Crédito: Rede Globo/reprodução