Trio de Ferro com menos de 1 milhão de torcedores no borderô e R$ 12 milhões de bilheteria em 2017. Queda acentuada…

As médias de público de Náutico, Santa Cruz e Sport de 2013 a 2017. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Ao todo, Náutico, Santa e Sport mandaram 100 jogos oficiais no Grande Recife em 2017. É a maior quantidade dos últimos anos. O que não significa números satisfatórios em público e renda. Nem mesmo de forma absoluta. Desde 2013, quando o blog começou a fazer o levantamento, esta temporada registrou o pior desempenho nos dois cenários. Pela primeira vez ficou abaixo de 1 milhão de torcedores e a arrecadação bruta caiu pela quarta vez – 25% somente em relação a 2016. A impressão de estádios vazios é confirmada pela taxa de ocupação das arquibancadas. Num cálculo a partir da atual capacidade máxima de cada estádio, não chegou nem a 1/4. Tanto que apenas um público passou de 40 mil, no recorde da Arena Pernambuco em jogos de clubes, com 42.025 espectadores para Sport 0 x 2 Palmeiras.

Obviamente, pesou bastante o duplo rebaixamento local, com alvirrubros e tricolores caindo para a Série C. No Santa Cruz o impacto foi gigantesco. Dos quatro torneios disputados no ano, em apenas um o clube ultrapassou a média de 10 mil pessoas. No geral, finalizou com 8.461, ou três mil a menos que a pior marca até então. Contando o borderô no Mundão, o tricolor viu a bilheteria cair 62%. Já o Náutico, com o distanciamento da torcida em relação à arena, acabou jogando quatro vezes em Caruaru – dando certo apenas na ‘estreia’, com 13 mil pessoas diante do Inter. Foram apenas 3 (!) jogos acima de 10 mil pessoas. A média de renda de 52 mil reais escancara o prejuízo no ano, considerando a despesa com aluguel e/ou operação dos estádios.

O público total, por temporada, de Náutico, Santa Cruz e Sport. Arte: Cassio Zirpoli/DP

No Sport, o faturamento geral melhorou (8,8 mi x 7,1 mi), mas esteve longe dos dois primeiros anos na elite. Embora tenha mantido a liderança no público anual no futebol pernambucano, o dado caiu desta vez, começando já no Estadual. Mesmo com o título, o leão terminou a competição, pela primeira vez em 14 anos, com índice abaixo de 10 mil pessoas. No Brasileirão, o clube abriu o ‘check-in’, com o acesso liberado ao sócio adimplente, nas últimas três apresentações, incluindo o derradeiro jogo contra o Corinthians, com 30 mil na Ilha. Insuficiente para superar o ano anterior (15,8 mil x 16,0 mil), apenas regular. Ah, nenhum jogo chegou a R$ 1 milhão de renda, na contramão de outros centros, inclusive no próprio Nordeste, com Salvador e Fortaleza.

Curiosidade: os 100 jogos do trio passaram na televisão, aberta, fechada ou PPV. Seria este o motivo? Ou ou óbvio: desempenho, segurança e preço…

A renda bruta obtida por Náutico, Santa Cruz e Sport de 2013 a 2017. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Abaixo, o total em cada competição em 2017 e também a taxa de ocupação, a partir da capacidade oficial de cada estádio utilizado. No fim, o quadro agregado.

Sport
40 jogos (38 na Ilha do Retiro e 2 na Arena)
518.450 torcedores (média de 12.961)
43,43% de ocupação
R$ 8.840.748 de renda bruta (média de R$ 221.018)
Estadual – 7 jogos – 62.428 pessoas (8.918) – R$ 1.102.285 (R$ 157.469)
Nordestão – 6 jogos – 87.358 pessoas (14.559) – R$ 1.756.205 (R$ 292.700)
Série A – 19 jogos – 300.591 pessoas (15.820) – R$ 4.774.238 (R$ 251.275)
Copa do Brasil – 4 jogos -19.200 pessoas (4.800) – R$ 318.710 (R$ 79677)
Sula – 4 jogos – 48.873 pessoas (12.218) – R$ 889.310 (R$ 222.327)

Números de público e renda do Sport de 2013 a 2017. Quadro: Cassio Zirpoli/DP

Santa Cruz
32 jogos (27 no Arruda e 5 na Arena)
271.411 torcedores (média de 8.481)
17,01% de ocupação
R$ 2.248.877 de renda bruta (média de R$ 70.277)
Estadual – 7 jogos – 53.299 pessoas (7.614) – R$ 466.550 (R$ 66.650)
Nordestão – 5 jogos – 74.633 pessoas (14.926) – R$ 700.550 (R$ 140.110)
Série B – 19 jogos – 139.449 pessoas (7.339) – R$ 1.057.787 (R$ 55.673)
Copa do Brasil – 1 jogo – 4.030 pessoas – R$ 23.990

Números de público e renda do Santa Cruz de 2013 a 2017. Quadro: Cassio Zirpoli/DP

Náutico
28 jogos (23 na Arena, 4 no Lacerdão e 1 no Arruda)*
121.207 torcedores (média de 4.328)
10,22% de ocupação
R$ 1.460.850 de renda bruta (média de R$ 52.173)
Estadual – 7 jogos – 37.420 pessoas (5.345) – R$ 525.390 (R$ 75.055)
Nordestão – 3 jogos – 11.266 pessoas (3.755) – R$ 132.355 (R$ 44.118)
Série B – 18 jogos – 72.521 pessoas (4.028) – R$ 803.105 (R$ 44.616)
* Ainda houve uma partida de portões fechados, na Arena

Números de público e renda do Náutico de 2013 a 2017. Quadro: Cassio Zirpoli/DP

Trio de Ferro
100 jogos (38 na Ilha do Retiro, 30 na Arena, 28 no Arruda e 4 no Lacerdão)*
911.068 torcedores (média de 9.110)
22,92% de ocupação
R$ 12.550.475 de renda bruta (média de R$ 125.504)
Torneios: Estadual, Nordestão, Copa do Brasil, Sul-Americana e Séries A e B
* Ainda houve uma partida de portões fechados, na Arena

Números de público e renda do Trio de Ferro de 2013 a 2017. Quadro: Cassio Zirpoli/DP

Relembre os levantamentos anteriores: 20132014, 2015 e 2016.

As cotas de participação e premiações dos clubes nordestinos em 2017

As cotas de participação e premiações do sete principais clubes do Nordeste. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Encerrada a temporada 2017, vamos ao balanço econômico dos principais clubes do Nordeste, considerando o desempenho esportivo de cada um nas competições oficiais. Ao todo, em calendários de 45 (Fortaleza) a 80 jogos (Sport), o “G7″ apurou R$ 188.568.165. Neste contexto, se aplicam as premiações recebidas por fases e/ou títulos, além dos recursos recebidos pela transmissão de cada torneio, sem a bilheteria. Apesar da tradição, há de se considerar a distância interna, pois os três cotistas da televisão na região (Bahia, Sport e Vitória) concentram 86,4% do montante, com 163 milhões de reais. Na condição de cotistas, mantêm as receitas no Campeonato Brasileiro mesmo em caso de rebaixamento, com redução de 25% somente após o segundo ano fora da elite. Quanto aos demais, a queda das cotas, como foi o caso do Santa, de 23 mi na A, em 2016, para 6 milhões na B, em 2017.

A maior arrecadação coube ao Bahia, o campeão da Lampions. Mas não exatamente pela orelhuda dourada, mas sim devido ao pay-per-view no nacional. Com o repasse a partir dos dados de uma pesquisa encomendada pela Rede Globo junto aos institutos Ibope e Datafolha, o tricolor de aço acaba tendo uma estimativa de quase 10 milhões a mais que o leão pernambucano. Por sinal, o cálculo para o PPV mudará em 2018, adotando o óbvio, a soma de assinantes cadastrados em cada clube do país. Até porque é, de fato, a plataforma mais ascendente. À parte disso, o rubro-negro só conseguiu reduzir a diferença graças às cotas obtidas nos nove mata-matas disputados  pelo clube nos âmbitos nacional e internacional, com R$ 8,3 mi. Em terceiro na lista, o Vitória segue próximo aos dois rivais regionais.

Em seguida, um abismo separando o trio das outras forças do Recife e de Fortaleza. Em Pernambuco, alvirrubros e tricolores ganharam cotas estaduais maiores que os alencarinos e também faturaram mais na Série B, devido ao novo cálculo – que considerou a campanha no ano anterior, 2016. E o Santa ainda recebeu a cota de participação nas oitavas da Copa do Brasil, onde estreou devido ao título nordestino – numa “compensação” da CBF, uma vez que a vaga original seria na Sul-Americana, retirada numa canetada. Para 2018, entretanto, a situação mudará drasticamente, com Náutico e Santa na terceira divisão, Ceará na elite e o Fortaleza enfim de volta à B, após oito anos. O vozão deverá ter a maior arrecadação entre os quatro, mas ainda longe do trio, companheiro no Brasileirão.

Maiores arrecadações em cotas/premiações em 2017 (R$)
1º) Bahia – 57,6 milhões
2º) Sport – 54,0 milhões
3º) Vitória – 51,3 milhões
4º) Santa Cruz- 9,8 milhões
5º) Náutico – 7,6 milhões
6º) Ceará – 6,3 milhões
7º) Fortaleza – 1,7 milhão

Maiores médias de cotas por jogo (R$)
1º) Bahia – 874.126
2º) Vitória – 755.500
3º) Sport – 675.379
4º) Santa Cruz – 153.182
5º) Náutico – 129.774
6º) Ceará – 108.812
7º) Fortaleza – 37.777

Bahia
Total: R$ 57.692.335
Média por jogo (66): R$ 874.126
Estadual (BA) – R$ 850 mil (valor fixo, vice)
Nordestão – R$ 2,85 milhões (campeão)
Copa do Brasil – R$ 1,12 milhão (39º lugar, 64 avos)
Série A (TV fixo) – R$ 35 milhões
Série A (TV ppv*) – R$ 16,65 milhões
Série A (premiação) – R$ 1.222.335 (12º lugar)
Desempenho: 30V, 19E e 17D, com índice de 55,0%
* Estimativa a partir do cálculo de 2015

Sport
Total: R$ 54.030.320
Média por jogo (80): R$ 675.379
Estadual (PE) – R$ 950 mil (valor fixo, campeão)
Nordestão – R$ 2,15 milhões (vice)
Copa do Brasil – R$ 3,88 milhões (10º lugar, oitavas)
Série A (TV fixo) – R$ 35 milhões
Série A (TV ppv*) – R$ 6,75 milhões
Série A (premiação) – R$ 850.320 (15º lugar)
Sul-Americana – R$ 4,45 milhões (8º lugar, quartas)
Desempenho: 32V, 20E e 28D, com índice de 48,3%
* Estimativa a partir do cálculo de 2015

Vitória
Total: R$ 51.374.030
Média por jogo (68): R$ 755.500
Estadual (BA) – R$ 850 mil (valor, fixo, campeão)
Nordestão – R$ 1,6 milhão (4º lugar)
Copa do Brasil – R$ 2,83 milhões (20º lugar, 16 avos)
Série A (TV fixo) – R$ 35 milhões
Série A (TV ppv*) – R$ 10,35 milhões
Série A (premiação) – R$ 744.030 (16º lugar)
Desempenho: 32V, 16E e 20D, com índice de 54,9%
* Estimativa a partir do cálculo de 2015

Santa Cruz
Total: R$ 9.803.703
Média por jogo (64): R$ 153.182
Estadual (PE) – R$ 950 mil (valor fixo, 3º lugar)
Nordestão – R$ 1,6 milhão (3º lugar)
Copa do Brasil – R$ 1,05 milhão (15º lugar, oitavas)
Série B (TV*) – R$ 6.203.703 (18º lugar)
Desempenho: 21V, 20E e 23D, com índice de 43,2%
* O valor conta todas as plataformas, incluindo o PPV

Náutico
Total: R$ 7.656.666
Média por jogo (59): R$ 129.774
Estadual (PE) – R$ 950 mil (valor fixo, 4º lugar)
Nordestão – R$ 600 mil (9º lugar)
Copa do Brasil – R$ 300 mil (67º lugar, 128 avos)
Série B (TV*) – R$ 5.806.666 (20º lugar)
Desempenho: 16V, 14E e 29D, com índice de 35,0%
* O valor conta todas as plataformas, incluindo o PPV

Ceará
Total: R$ 6.311.111
Média por jogo (58): R$ 108.812
Estadual (CE) – R$ 800 mil (valor fixo, campeão)
Primeira Liga – sem cota (10º lugar)
Copa do Brasil – R$ 300 mil (67º lugar, 128 avos)
Série B (TV*) – R$ 5.211.111 (3º lugar)
Desempenho: 31V, 16E e 11D, com índice de 62,6%
* O valor conta todas as plataformas, incluindo o PPV

Fortaleza
Total: R$ 1.700.000
Média por jogo (45): R$ 37.777
Estadual (CE) – R$ 800 mil (valor fixo, 3º lugar)
Nordestão – R$ 600 mil (13º lugar)
Copa do Brasil – R$ 300 mil (59º lugar, 128 avos)
Série C – sem cota* (vice)
Desempenho: 20V, 17E e 8D, com índice de 57,0%
* A TV paga apenas as despesas de viagem, hospedagem e arbitragem

Nordestão muda de TV aberta em 2018, da Globo ao SBT. Jogos às terças e sábados

A Copa do Nordeste 2018 será transmitida pelo SBT/TV Jornal. Montagem: Cassio Zirpoli/DP

A Copa do Nordeste voltou ao calendário oficial do futebol em 2013, após um milionário acordo judicial entre a Liga do Nordeste e a CBF, que precisou recuar após a pesada indenização devido à retirada forçada do torneio em 2003 – ocorrendo apenas sub judice. Nesta volta, o Esporte Interativo pôde aplicar o seu contrato de dez anos, valendo até 2022. O canal detém todos os direitos de transmissão, sublicenciando para a Rede Globo apenas o sinal aberto. Especificamente para as três principais praças: Recife, Salvador e Fortaleza. No entanto, a Globo não quis renovar o contrato para 2018 pelos termos propostos, saindo da jogada – num cenário que, coincidentemente, resultou na desistência do Sport, que abriu mão de sua vaga.

Apesar disso, o EI, responsável pela tevê por assinatura, internet e parabólicas, garantiu a manutenção da cota de participação acordada para a 15ª edição, de R$ 22,4 milhões, fora o custeio com viagens e hospedagens dos clubes e as taxas de arbitragem. Claro, precisaria de aporte e de um novo parceiro na tevê aberta. Após meses de articulação, acabou fechando com o SBT, há tempos fora do âmbito futebolístico. Contudo, na região as suas afiliadas têm um peso maior, fazendo com que a transmissão seja voltada para o Nordeste, com dois horários definidos: terças à noite e sábados à tarde. De cara, os jogos fogem da concorrência da grade regular da Globo, que terá Estaduais, Copa do Brasil e Libertadores às quartas e domingos.

Ao contrário do modelo anterior, com apenas três estados na tevê aberta, agora serão oito, exceção a Sergipe. Em Pernambuco, a TV Jornal assume o torneio deixado pela Globo Nordeste, que passou 8 das últimas 10 edições (2000, 2001, 2002, 2013, 2014, 2015, 2016 e 2017). Embora tenha raras incursões no futebol, a TV Jornal tem em seu histórico o último jogo do Brasileirão de 1987, entre Sport e Guarani, retransmitido para todo o país. Será curioso ver, depois de tanto tempo, a concorrência interna, com a Globo passando o Campeonato Pernambucano em 15 datas (de 21/01 a 08/04) e a TV Jornal transmitindo a Copa do Nordeste em 12 datas (de 17/01 a 10/07). O ano será um termômetro sobre a força do Nordestão à parte canal. A conferir.

As finais da Lampions 2017 tiveram 4,4 milhões de telespectadores na Globo.

Afiliadas do SBT no Nordeste*
TV Jornal (PE), TV Aratu (BA), TV Jangadeiro (CE), TV Ponta Verde (AL), TV Difusora (MA), TV Tambaú (PB, João Pessoa), TV Borborema (PB, Campina Grande), TV Cidade Verde (PI) e TV Ponta Negra (RN)
* A emissora não tem afiliada em Sergipe desde 2006

A cota absoluta do Nordestão via televisão
2000 – R$ 2 milhões*
2001 – R$ 8 milhões**
2002 – R$ 8,75 milhões
2003 – R$ 1,5 milhão***
2010 – R$ 3,75 milhões****
2013 – R$ 5,6 milhões
2014 – R$ 10 milhões
2015 – R$ 11,14 milhões
2016 – R$ 14,82 milhões
2017 – R$ 18,52 milhões
2018 – R$ 22,40 milhões****
* A primeira edição transmitida em sinal aberto
** A primeira edição organizada pela liga, com os sete maiores clubes
*** Bahia, Sport, Santa Cruz, Náutico e Fortaleza não quiseram participar

**** Sport não quis participar

Náutico x Itabaiana, o duelo de R$ 500 mil em plena pré-temporada nacional de 2018

A fase preliminar da Copa do Nordeste de 2018. Crédito: CBF/reprodução

Depois de protelar bastante, finalmente a CBF confirmou as datas da fase preliminar entre Náutico e Itabaiana, pela Copa do Nordeste de 2018. O alvirrubro, que herdou a vaga após a desistência do Sport, terá que entrar em campo durante a pré-temporada nacional. Literalmente.

Eis o início da temporada oficial segundo CBF
04/12/2017 a 02/01/2018 – Férias (30 dias)
03/01/2017 a 16/01/2018 – Pré-temporada (14 dias)
17/01/2018 – Copa do Nordeste e Campeonato Pernambucano

Para Náutico e Itabaiana, naturalmente, essa agenda foi desconsiderada.

Se o time sergipano já está parado há um tempão, desde 25 de junho, quando acabou eliminado na primeira fase da Série D, o clube de Rosa e Silva tem calendário até 25 de novembro. Ou seja, mais cinco meses de desgaste. Agora, na prática, terá apenas 5 dias de preparação pós-férias. Até o jogo de ida em Itabaiana, em 9 de janeiro. Três dias depois, a volta no Recife.

Ainda que as férias alvirrubras sejam antecipadas, o período de treinamento para a disputa regional tende a ser ínfima. E aí está a bronca: o jogo vale demais para o próximo planejamento. Quem passar participará do grupo C da Lampions, que terá também Bahia, Botafogo-PB e Altos-PI. Com três jogos como mandante, mais chance de fazer caixa num provável ano escasso.

E há, sobretudo, a cota de participação. Pela preliminar, cada clube recebe R$ 250 mil. Quem ficar com a vaga na fase de grupos recebe mais R$ 500 mil.

O calendário simultâneo do Campeonato Pernambucano e do Nordestão em 2018

Os modelos dos troféus de 2018 no Campeonato Pernambucano e na Copa do Nordeste

Em 29 de setembro, a CBF divulgou o calendário nacional de 2018, adiando em uma semana a versão com a agenda nordestina. Após uma consulta junto à Fifa, a entidade conseguiu a autorização para realizar as Séries B, C e D e o Nordestão durante a Copa do Mundo. Só assim, furando a paralisação geral no futebol, para conseguir fechar a tabela. No viés local, o Campeonato Pernambucano e a Copa do Nordeste estão agendados de forma parcialmente paralela, com o estadual começando depois e terminando (bem) antes do regional. Outro ponto é que, como ocorre desde a volta da Lampions ao calendário oficial, em 2013, o Estadual demanda mais datas que o autorizado. Ou seja, calendário mais imprensado. Náutico, Salgueiro e Santa, que estão nos dois torneios, poderão jogar até 26 partidas, considerando as fases principais – e olhe que o timbu ainda terá a fase preliminar, com dois jogos.

Vale lembrar que a confederação liberou 18 datas para os estados sem copas regionais. Ou seja, a defasagem local em relação a esses centros é de oito datas! Não por acaso, há risco de jogos em intervalos mínimos – em 2017, o Sport atuou no Estadual e no Nordestão num hiato de 26 horas, abaixo do mínimo permitido, usando times distintos. Tão bizarro quanto foi o atraso de 52 dias na final pernambucana, adiada duas vezes. Desta vez, o cronograma prevê a decisão em 8 de abril, uma semana antes do Brasileiro. A conferir.

As 12 datas reservadas para a Copa do Nordeste
Fase de grupos (6): 17/01, 31/01, 14/02, 11/03, 21/03 e 28/03
Quartas de final (2): 02/05 e 23/05
Semifinal (2): 19/06 e 26/06
Final (2): 03/07 e 10/07  

Obs. Uma data da fase de grupos (31/01) foi uma ‘concessão’ da CBF, que cedeu um dos dias da Copa do Brasil. A contrapartida veio na fase decisiva, com os confrontos eliminatórios começando com o Campeonato Brasileiro (A e B) já em andamento. Semifinais e finais ocorrem durante o Mundial.

As 12 datas reservadas para o Campeonato Pernambucano
Turno + mata-matas (agenda indefinida): 21/01, 24/01, 28/01, 04/02, 18/02, 25/02, 04/03, 07/03, 18/03, 25/03, 01/04 e 08/04 

Obs. Ainda há uma data vaga, 10/02, mas trata-se do sábado de carnaval. Caso a FPF não queira abrir mão, uma solução pode ser o agendamento dos jogos do Trio de Ferro no interior. Caso não, tendo apenas doze datas, a federação terá que se mexer para encontrar mais três, provavelmente em brechas da Copa do Brasil – não poderia ser no Nordestão, em caso de eliminações locais, pois o mata-mata regional só começa em maio.

Eis os nº de datas nas fases principais do PE e do PE nos últimos 6 anos:

Calendário 2018
Pré-temporada de 14 dias  

Pernambucano – 13* datas (precisa de 15; turno, quartas, semi e final**)
Entre 21/01 e 08/04 (11 clubes, 63 jogos em 78 dias)
* Considerando a data extra durante o carnaval
** O campeão disputa 14 jogos. Na 1ª fase, cada time folga 1 das 11

Nordestão – 12 datas (fase de grupos, quartas, semi e final)
Entre 17/01 e 10/07 (16 clubes; 62 jogos em 175 dias)
Representantes locais: Salgueiro, Santa Cruz e Náutico (Sport desistiu)

Estados fora do Nordeste – 18 datas

Calendário 2017
Pré-temporada de 25 dias 

Pernambucano – 12 datas (precisou de 14; hexagonal, semi e final)
Entre 28/01 e 28/06 (6 clubes; 38 jogos em 152 dias*)
* A final ocorreu 52 dias após a data mínima programada, em 07/05 

Nordestão – 12 datas (fase de grupos, quartas, semi e final)
Entre 24/01 e 24/05 (20 clubes; 74 jogos em 121 dias)
Representantes locais: Santa Cruz, Sport e Náutico

Estados fora do Nordeste – 18 datas

Calendário 2016
Pré-temporada de 25 dias 

Pernambucano – 13 datas (precisou de 14; hexagonal, semi e final)
Entre 31/01 e 10/05 (6 clubes; 38 jogos em 101 dias*)
* Até a decisão de 3º lugar, disputada um dia após a final 

Nordestão – 12 datas (fase de grupos, quartas, semi e final)
Entre 13/02 e 01/05 (20 clubes; 74 jogos em 79 dias)
Representantes locais: Santa Cruz, Salgueiro e Sport

Estados fora do Nordeste – 19 datas

Calendário 2015
Pré-temporada de 25 dias 

Pernambucano – 12 datas (precisou de 14; hexagonal, semi e final)
Entre 31/01 e 03/05 (6 clubes; 38 jogos em 93 dias) 

Nordestão – 12 datas (fase de grupos, quartas, semi e final)
Entre 03/02 e 29/04 (20 clubes; 74 jogos em 86 dias)
Representantes locais: Sport, Náutico e Salgueiro

Estados fora do Nordeste – 19 datas

Calendário 2014
Pré-temporada de 10 dias 

Pernambucano – 12 datas (precisou de 14; hexagonal, semi e final)
Entre 09/02 e 23/04 (6 clubes; 38 jogos em 74 dias) 

Nordestão – 12 datas (fase de grupos, quartas, semi e final)
Entre 17/01 e 09/04 (16 clubes; 62 jogos em 83 dias)
Representantes locais: Santa Cruz, Sport e Náutico 

Estados fora do Nordeste – 21 datas

Calendário 2013
P
ré-temporada de 17 dias 

Pernambucano – 11 datas (precisou de 15; turno, semi e final)
Entre 23/02 e 12/05 (12 clubes; 74 jogos em 79 dias) 

Nordestão – 12 datas (fase de grupos, quartas, semi e final)
Entre 19/01 e 17/03 (16 clubes; 62 jogos em 58 dias)
Representantes locais: Santa Cruz, Sport e Salgueiro

Estados fora do Nordeste – 23 datas

A tabela da Copa do Nordeste de 2018, com a final durante o Mundial da Rússia

O troféu da Copa do Nordeste de 2018. Foto: Douglas Lunardi/CBF

A Confederação Brasileira de Futebol divulgou a tabela básica da Copa do Nordeste de 2018, que terá 16 clubes dos nove estados na fase principal. Serão 48 partidas nesta fase, composta por quatro grupos (abaixo), e mais 14 no mata-mata. Segundo o regulamento, os dois melhores de cada chave avançam às quartas. Depois, duelos eliminatórios em ida e volta até a posse da orelhuda dourada. A seguir, a agenda completa do regional, que ocorrerá em parte paralelamente ao Campeonato Pernambucano, ainda sem tabela.

Os grupos da Lampions
A – Santa Cruz, CRB, Confiança e Treze/Cordino
B – Vitória, ABC, Ferroviário-CE e Globo-RN
C – Bahia, Botafogo-PB, Altos-PI e Itabaiana/Náutico
D – Ceará, Sampaio Corrêa, Salgueiro e CSA

Em relação às datas, o cenário é preocupante, com o torneio se estendendo até julho, durante a Copa do Mundo, a ser disputada entre 14 de junho e 15 de julho. Pois é, a decisão nordestina acontecerá em 10 de julho, no mesmo dia de uma das semifinais do torneio na Rússia, em São Petersburgo. E a esta altura, o Brasileiro (A e B) já estará na 12ª rodada – começa em meados de abril. Portanto, quem for longe no Nordestão terá missões paralelas de peso.

Datas reservadas para as fases da Lampions
Fase de grupos (6): 17/01, 31/01, 14/02, 11/03, 21/03 e 28/03
Quartas de final (2): 02/05 e 23/05
Semifinal (2): 19/06 e 26/06
Final (2): 03/07 e 10/07

O futebol pernambucano será representado por Salgueiro (vice estadual), Santa Cruz (3º lugar) e Náutico (4º). O carcará estreia no Sertão contra o Ceará, enquanto o tricolor viaja até Aracaju para pegar o Confiança. Caso passe da fase preliminar, o alvirrubro jogaria contra o Altos como mandante. Lembrando que o Sport, campeão estadual em 2017, abdicou da vaga se queixando da premiação do Nordestão, com R$ 22,4 milhões em cotas, e do calendário. No segundo quesito, o clube parece ter um pingo de razão…

Veja o regulamento, já com o critério de classificação de 2019, clicando aqui.

Por causa do Mundial, calendário de 2018 terá Séries A e B de abril até dezembro

O calendário brasileiro em 2018. Crédito: CBF/divulgação

A Copa do Mundo de 2018 será realizada entre 14/06 e 15/07. Durante o torneio na Rússia, as competições oficiais de clubes serão paralisadas, apertando de vez o cronograma. A começar pela pré-temporada, de apenas 14 dias, segundo o novo calendário da CBF. Nove a menos em relação a 2017. Também chama a atenção a antecipação do Brasileiro, como já ocorrera nos três Mundiais anteriores desde que o campeonato passou a ter o mesmo formato, com 20 clubes e pontos corridos. As Séries A e B vão começar um mês mais cedo e vão terminar apenas em dezembro – nunca foram tão espaçadas. Ao menos o período da Copa pode servir como “intertemporada”.

Curiosidade: assim como a Conmebol, que estuda a possibilidade de “jogo único” na final da Libertadores, a CBF considerou justamente esta hipótese para o calendário, publicando observações iniciais. Portanto, caso a ideia não seja implanta ou nenhum brasileiro alcance a decisão, a 38ª rodada da Série A seria antecipada para 02/12, enquanto a 38ª da B seria realizada em 01/12.

Confira o calendário nacional completo clicando aqui.

Período do Brasileiro (20 clubes) em ano de Copa do Mundo
2006 – 15 de abril a 03 de dezembro
2010 – 08 de maio a 05 de dezembro
2014 – 19 de abril a 06 de de dezembro
2018 – 15 de abril a 09 de dezembro

Período dos torneios envolvendo times brasileiros em 2018
Série A – 15/04 a 09/12 (38 jogos)
Série B – 14/04 a 02/12 (38 jogos)
Copa do Brasil – 31/01 a 17/10 (8 fases, até 14 jogos)
Sul-Americana – 31/01 a 28/11 (6 fases, até 12 jogos)
Libertadores – 31/01 a 28/11 (7 fases, até 18 jogos)

Em relação aos campeonatos estaduais do Nordeste (que vão ter menos de 18 datas, o número-base para os demais estados) e à Copa do Nordeste, o calendário detalhado será divulgado apenas em 5 de outubro. A falta de brechas foi um problema no primeiro semestre desta temporada.

Em 2017, a decisão do Campeonato Pernambucano aconteceu 52 dias após a data prevista, uma vez que a agenda proposta não considerou a possibilidade de o Sport avançar em todas as fases possíveis (Nordestão, Copa do Brasil e Sula) até a partida. E olhe que o time leão chegou a jogar duas partidas, pelos torneios regional e estadual, num intervalo de 26 horas! Duas falhas graves.

Abaixo, o período reservado aos campeonatos estaduais (18 datas vermelhas)

O calendário dos campeonatos estaduais em 2018

A evolução de mercado das marcas dos clubes do Nordeste, via consultoria BDO

As projeções das marcas dos maiores clubes do Nordeste de 2011 a 2017, via BDO. Arte: Cassio Zirpoli/DP, via infogram

A consultoria BDO RCS publica avaliações sobre as marcas dos clubes brasileiros desde 2009. Inicialmente, no entanto, focava (ou divulgava) apenas os principais clubes de SP, RJ, MG e RS. Os times do nordeste começaram a aparecer com regularidade a partir do levantamento de 2011. Desde então, o “G7″ da região sempre figurou no estudo de mercado. A partir disso, o blog compilou os dados brutos de cada um, considerando os três principais clubes do Recife, os dois de Salvador e os dois de Fortaleza. Somente em 2017 outros dois nordestinos foram mensurados, ABC (9,0 mi) e Sampaio (6,3 mi).

Acima, os números de cada clube, em milhões de reais. Abaixo, a evolução numérica em quatro cenários distintos.

Lembrando que a metodologia de escolha e análise dos clubes utiliza dados financeiros, pesquisas com torcedor, informações de marketing de cada clube e dados econômicos e sociais dos brasileiros. Ao todo são 21 variáveis.

Confira os rankings nacionais: 2011, 2012, 2013, 2014, 2015, 2016 e 2017.

Nordeste (Náutico, Santa, Sport, Bahia, Vitória, Ceará e Fortaleza)
No cenário regional, a dupla Ba-Vi dominou o topo nos cinco primeiros anos, com Vitória 1x (2011) e Bahia 4x (2012, 2013, 2014 – o ano mais achatado no pódio – e 2015). Em 2016, quando superou a barreira de R$ 100 milhões, o Sport assumiu a liderança, mantendo também em 2017. Considerando os outros times, a melhor marca foi do Náutico, com R$ 38,3 milhões em 2014. Na última edição do estudo, a diferença entre esses quatro foi de 9,4 mi, num sinal de equilíbrio pela 4ª força – mantida pelo timbu há sete anos.

As projeções das marcas dos maiores clubes do Nordeste de 2011 a 2017, via BDO. Arte: Cassio Zirpoli/DP, via infogram

Pernambuco (Náutico, Santa Cruz e Sport)
Em 2017, o leão pernambucano estabeleceu uma diferença de R$ 72,3 milhões sobre a soma de Náutico e Santa. Já são três anos consecutivos com a projeção do Sport acima dos rivais agregados. A última vez em que alvirrubros e tricolores, juntos, superaram o rubro-negro foi em 2014, por 1 milhão de reais – neste contexto, a maior diferença foi em 2013, com R$ 18,2 mi. Numa comparação apenas entre Náutico e Santa, o timbu segue à frente desde o início, impressionando a vantagem nos últimos dois anos, quando os corais conseguiram o acesso à elite e ainda ganharam o Nordestão.

As projeções das marcas dos maiores clubes de Pernambuco de 2011 a 2017, via BDO. Arte: Cassio Zirpoli/DP, via infogram

Bahia (Bahia e Vitória)
O Baêa ficou sete anos fora da elite nacional, de 2004 a 2010. A má situação nos gramados refletiu na avaliação de 2011, ano de sua volta, com R$ 12,3 milhões a menos que o maior rival. Seria a única vez. Desde então são seis anos na liderança do estado, impondo até R$ 34,3 milhões a mais, em 2016. A aquisição do CT “Cidade Tricolor” deve influenciar ainda mais em 2018.

As projeções das marcas dos maiores clubes da Bahia de 2011 a 2017, via BDO. Arte: Cassio Zirpoli/DP, via infogram

Ceará (Ceará e Fortaleza)
O vozão sempre esteve à frente do rival. Porém, a maior diferença entre os alencarinos ocorreu em 2011, ano em que o Ceará disputou a Série A pela última vez. A marca alvinegra ficou R$ 6,1 milhões à frente do FEC, que já estava na terceira divisão, onde seguiria até 2017. As melhores avaliações de ambos foram nesta última versão.

As projeções das marcas dos maiores clubes do Ceará de 2011 a 2017, via BDO. Arte: Cassio Zirpoli/DP, via infogram

Os grupos da Copa do Nordeste de 2018

Os grupos do Nordestão 2018. Foto: CBF/divulgação

A capital maranhense recebeu o sorteio da 15ª edição da Copa do Nordeste. Após quatro anos, o torneio volta a ter 16 clubes na fase de grupos, a etapa principal. Oficialmente, a Lampions League manteve os 20 participantes, mas com doze pré-classificados à segunda fase e oito times disputando um mata-mata preliminar para as últimas quatro vagas. Por isso, duas bolinhas tinham dois nomes, como Náutico/Itabaiana, cujo confronto ocorrerá em janeiro.

Em São Luís, o sorteio poderia colocar os três representantes pernambucanos na mesma chave, mas ficaram todos separados, com o tricolor, cabeça-de-chave, já tendo a garantia de viagens ao sul de Pernambuco (Alagoas e Sergipe). Ainda aguarda a definição da fase preliminar. Já o carcará, atual vice-campeão pernambucano, foi para o grupo D, onde jogará em três capitais (Fortaleza, São Luís e Maceió). Caso confirme o favoritismo na primeira fase, o alvirrubro ficará na chave do atual campeão, o Baêa. Porém, já chegaria como segunda força. Ao todo, o Nordestão 2018 vai distribuir R$ 22,4 milhões.

Regulamento: jogos em turno e returno dentro das chaves, avançando os dois primeiros; sequência com quartas, semifinal e final, sempre em ida e volta.

A seguir, os times, a origem de cada um e as respectivas cotas:

Grupo A
Santa Cruz (3º em PE) – R$ 1 milhão
CRB (1º em AL) – R$ 850 mil
Confiança (1º em SE) – R$ 775 mil
Treze (2º na PB) ou Cordino (2º no MA) – R$ 750 mil

Grupo B
Vitória (1º na BA) – R$ 1 milhão
ABC (1º no RN) – R$ 850 mil
Ferroviário-CE (2º no CE) – R$ 775 mil
Globo-RN (2º no RN) – R$ 750 mil

Grupo C
Bahia (2º na BA) – R$ 1 milhão
Botafogo (1º na PB) – R$ 850 mil
Altos (1º no PI) – R$ 775 mil
Náutico-PE (4º em PE) ou Itabaiana-SE (2º em SE) – R$ 750 mil

Grupo D
Ceará (1º no CE) – R$ 1 milhão
Sampaio Corrêa (1º no MA) – R$ 850 mil
Salgueiro (2º em PE) – R$ 775 mil
CSA-AL (2º em AL) – R$ 750 mil

Confira o ranking histórico do Nordestão clicando aqui.

Obs. O Sport tinha direito à vaga no torneio, mas abdicou oficialmente…

O sorteio da Copa do Nordeste de 2018. Foto: Douglas Lunardi/CBF

A lista oficial de campeões da Copa do Nordeste, segundo a CBF. A partir de 1994

A lista de campeões do Nordestão até 1997. Crédito: CBF/twitter (@CBF_Futebol)

Ao que parece, a CBF deixou de lado os pedidos de oficialização de torneios nordestinos anteriores a 1994, considerando as 14 edições até 2017. O blog já havia tocado no assunto, quando a confederação parabenizou Sport e Vitória em 13 de maio deste ano, listando os títulos dos dois rubro-negros, com três Nordestões para o clube pernambucano e quatro para o baiano. É justamente aí o ponto principal da discussão, pois o Leão da Barra busca a equiparação do Torneio José Américo de Almeida Filho, de 1976. Importante e de caráter regional, mas foi outra competição. O pedido havia sido feito justamente pelo ex-presidente do clube e atual presidente da Liga do Nordeste, Alexi Portela.

Durante o dia do sorteio da edição de 2018, o departamento de comunicação da CBF publicou informações sobre a Lampions, citando os sete campeões, com o Vitória como tetra. Assim, a lista de campeões começa em 1994, cujo torneio foi criado com a seguinte alcunha: “1ª Copa do Nordeste”.

Portanto, eis a lista de campeões oficiais da Copa do Nordeste:

1994 – Sport (16 participantes)
1997 – Vitória (17)
1998 – América-RN (16)
1999 – Vitória (16)
2000 – Sport (16)
2001 – Bahia (16)
2002 – Bahia (16)
2003 – Vitória (12)
2010 – Vitória (15)
2013 – Campinense (16)
2014 – Sport (16)
2015 – Ceará (20)
2016 – Santa Cruz (20)
2017 – Bahia (20) 

Títulos por clube: Vitória (4), Sport (3), Bahia (3), América-RN (1), Campinense (1), Ceará (1) e Santa Cruz (1)

Títulos por estado: Bahia (7), Pernambuco (4), Rio Grande do Norte (1), Paraíba (1) e Ceará (1)

Desde 1946 foram 38 torneios de âmbito regional no Nordeste. Relembre aqui.