Penalty produz a bola do Campeonato Pernambucano pelo 11º ano seguido

A bola oficial do Campeonato Pernambucano de 2018. Foto: FPF/divulgação

A Penalty irá produzir a bola oficial do Campeonato Pernambucano pelo 11º ano consecutivo. Após substituir a Dray, fornecedora em 2007, a fabricante firmou um duradouro acordo com a federação. Inicialmente, apresentou a sua bola mais tradicional no mercado, com oito gomos. No futebol local, esse modelo foi utilizado durante nove edições. A mudança aconteceu em 2017, com a pelota de onze gomos, o mesmo modelo para o Estadual de 2018. Ou seja, trata-se de uma atualização da S11 Campo Pró, com gomos em formatos distintos e, desta vez, o rosa como cor dominante (e novidade).

Versões da bola oficial do Campeonato Pernambucano, via Penalty
2008 – Bola 8 (15 estaduais)
2009 – Bola 8 (14 estaduais)
2010 – Bola 8 (15 estaduais)
2011 – Bola 8 (15 estaduais)
2012 – S11 Campo Pró (11 estaduais)
2013 – S11 Campo Pró (11 estaduais)
2014 – S11 Campo Pró (11 estaduais)
2015 – S11 Campo Pró (16 estaduais)
2016 – Bola 8 (11 estaduais)
2017 – S11 Campo Pró (10 estaduais)
2018 – S11 Campo Pró (nº de competições a definir)

A nova bola será utilizada em outros campeonatos estaduais, com a empresa negociando os direitos com cada federação. No torneio promovido pela FPF, o modelo rosa vai a campo em 61 partidas. Como ocorre desde 2013, a decisão deve contar com uma bola exclusiva, no caso os jogos 62 e 63.

As bolas anteriores do Estadual: 20112012201320142015, 2016 e 2017.

O calendário simultâneo do Campeonato Pernambucano e do Nordestão em 2018

Os modelos dos troféus de 2018 no Campeonato Pernambucano e na Copa do Nordeste

Em 29 de setembro, a CBF divulgou o calendário nacional de 2018, adiando em uma semana a versão com a agenda nordestina. Após uma consulta junto à Fifa, a entidade conseguiu a autorização para realizar as Séries B, C e D e o Nordestão durante a Copa do Mundo. Só assim, furando a paralisação geral no futebol, para conseguir fechar a tabela. No viés local, o Campeonato Pernambucano e a Copa do Nordeste estão agendados de forma parcialmente paralela, com o estadual começando depois e terminando (bem) antes do regional. Outro ponto é que, como ocorre desde a volta da Lampions ao calendário oficial, em 2013, o Estadual demanda mais datas que o autorizado. Ou seja, calendário mais imprensado. Náutico, Salgueiro e Santa, que estão nos dois torneios, poderão jogar até 26 partidas, considerando as fases principais – e olhe que o timbu ainda terá a fase preliminar, com dois jogos.

Vale lembrar que a confederação liberou 18 datas para os estados sem copas regionais. Ou seja, a defasagem local em relação a esses centros é de oito datas! Não por acaso, há risco de jogos em intervalos mínimos – em 2017, o Sport atuou no Estadual e no Nordestão num hiato de 26 horas, abaixo do mínimo permitido, usando times distintos. Tão bizarro quanto foi o atraso de 52 dias na final pernambucana, adiada duas vezes. Desta vez, o cronograma prevê a decisão em 8 de abril, uma semana antes do Brasileiro. A conferir.

As 12 datas reservadas para a Copa do Nordeste
Fase de grupos (6): 17/01, 31/01, 14/02, 11/03, 21/03 e 28/03
Quartas de final (2): 02/05 e 23/05
Semifinal (2): 19/06 e 26/06
Final (2): 03/07 e 10/07  

Obs. Uma data da fase de grupos (31/01) foi uma ‘concessão’ da CBF, que cedeu um dos dias da Copa do Brasil. A contrapartida veio na fase decisiva, com os confrontos eliminatórios começando com o Campeonato Brasileiro (A e B) já em andamento. Semifinais e finais ocorrem durante o Mundial.

As 12 datas reservadas para o Campeonato Pernambucano
Turno + mata-matas (agenda indefinida): 21/01, 24/01, 28/01, 04/02, 18/02, 25/02, 04/03, 07/03, 18/03, 25/03, 01/04 e 08/04 

Obs. Ainda há uma data vaga, 10/02, mas trata-se do sábado de carnaval. Caso a FPF não queira abrir mão, uma solução pode ser o agendamento dos jogos do Trio de Ferro no interior. Caso não, tendo apenas doze datas, a federação terá que se mexer para encontrar mais três, provavelmente em brechas da Copa do Brasil – não poderia ser no Nordestão, em caso de eliminações locais, pois o mata-mata regional só começa em maio.

Eis os nº de datas nas fases principais do PE e do PE nos últimos 6 anos:

Calendário 2018
Pré-temporada de 14 dias  

Pernambucano – 13* datas (precisa de 15; turno, quartas, semi e final**)
Entre 21/01 e 08/04 (11 clubes, 63 jogos em 78 dias)
* Considerando a data extra durante o carnaval
** O campeão disputa 14 jogos. Na 1ª fase, cada time folga 1 das 11

Nordestão – 12 datas (fase de grupos, quartas, semi e final)
Entre 17/01 e 10/07 (16 clubes; 62 jogos em 175 dias)
Representantes locais: Salgueiro, Santa Cruz e Náutico (Sport desistiu)

Estados fora do Nordeste – 18 datas

Calendário 2017
Pré-temporada de 25 dias 

Pernambucano – 12 datas (precisou de 14; hexagonal, semi e final)
Entre 28/01 e 28/06 (6 clubes; 38 jogos em 152 dias*)
* A final ocorreu 52 dias após a data mínima programada, em 07/05 

Nordestão – 12 datas (fase de grupos, quartas, semi e final)
Entre 24/01 e 24/05 (20 clubes; 74 jogos em 121 dias)
Representantes locais: Santa Cruz, Sport e Náutico

Estados fora do Nordeste – 18 datas

Calendário 2016
Pré-temporada de 25 dias 

Pernambucano – 13 datas (precisou de 14; hexagonal, semi e final)
Entre 31/01 e 10/05 (6 clubes; 38 jogos em 101 dias*)
* Até a decisão de 3º lugar, disputada um dia após a final 

Nordestão – 12 datas (fase de grupos, quartas, semi e final)
Entre 13/02 e 01/05 (20 clubes; 74 jogos em 79 dias)
Representantes locais: Santa Cruz, Salgueiro e Sport

Estados fora do Nordeste – 19 datas

Calendário 2015
Pré-temporada de 25 dias 

Pernambucano – 12 datas (precisou de 14; hexagonal, semi e final)
Entre 31/01 e 03/05 (6 clubes; 38 jogos em 93 dias) 

Nordestão – 12 datas (fase de grupos, quartas, semi e final)
Entre 03/02 e 29/04 (20 clubes; 74 jogos em 86 dias)
Representantes locais: Sport, Náutico e Salgueiro

Estados fora do Nordeste – 19 datas

Calendário 2014
Pré-temporada de 10 dias 

Pernambucano – 12 datas (precisou de 14; hexagonal, semi e final)
Entre 09/02 e 23/04 (6 clubes; 38 jogos em 74 dias) 

Nordestão – 12 datas (fase de grupos, quartas, semi e final)
Entre 17/01 e 09/04 (16 clubes; 62 jogos em 83 dias)
Representantes locais: Santa Cruz, Sport e Náutico 

Estados fora do Nordeste – 21 datas

Calendário 2013
P
ré-temporada de 17 dias 

Pernambucano – 11 datas (precisou de 15; turno, semi e final)
Entre 23/02 e 12/05 (12 clubes; 74 jogos em 79 dias) 

Nordestão – 12 datas (fase de grupos, quartas, semi e final)
Entre 19/01 e 17/03 (16 clubes; 62 jogos em 58 dias)
Representantes locais: Santa Cruz, Sport e Salgueiro

Estados fora do Nordeste – 23 datas

As maiores goleadas dos clássicos em Pernambuco, do Ca-Fé ao Trio de Ferro

Pernambucano 2017, Série A2: Ferroviário do Cabo 0 x 9 Cabense. Crédito: FPF/mycujooo

No Gileno de Carli, em jogo válido pela segunda divisão estadual de 2017, ocorreu a maior goleada já vista num clássico local. Em mais uma edição do “Clássico Ca-Fé”, no Cabo, a Cabense goleou o Ferroviário por 9 x 0, em jogo transmitido pela FPF, que confirmou o resultado, também, como a vitória mais elástica nos 22 anos de história do clube – superando um 7 x 1 sobre o Íbis.

A partir do placar pra lá de incomum, e com o vencedor como “visitante”, vamos às maiores goleadas envolvendo o Trio de Ferro, estendendo também aos principais duelos do interior, com Caruaru, Vitória de Santo Antão e Petrolina. Todos os jogos (oficiais) ocorreram no Campeonato Pernambucano, em suas duas divisões. Entre os grandes, como curiosidade, o blog também listou os jogos apenas no período profissional, iniciado em 1937.

Dados atualizados até 04/10/2017, considerando os clubes em atividade

Clássico dos Clássicos
Geral
01/10/1916 – Sport 8 x 0 Náutico (Ponte d’Uchoa, A1)
31/03/1935 – Náutico 8 x 1 Sport (Avenida Malaquias, A1)

Na era profissional
19/10/1941 – Sport 8 x 1 Náutico (Aflitos, A1)
27/10/1974 – Náutico 5 x 0 Sport (Aflitos, A1)

Clássico das Multidões
Geral
15/08/1934 – Santa Cruz 7 x 0 Sport (Avenida Malaquias, A1)
25/05/1986 – Sport 5 x 0 Santa Cruz (Ilha do Retiro, A1)

Na era profissional
28/05/1976 – Santa Cruz 5 x 0 Sport (Arruda, A1)
25/05/1986 – Sport 5 x 0 Santa Cruz (Ilha do Retiro, A1)

Clássico das Emoções
Geral (e profissional)
09/07/1944 – Náutico 5 x 0 Santa Cruz (Aflitos, A1)
06/10/1991 – Santa Cruz 5 x 0 Náutico (Arruda, A1)

Clássico Matuto – Caruaru
Geral (e profissional)
26/03/2014 – Central 5 x 0 Porto (Lacerdão, A1)
20/03/2011 – Porto 4 x 0 Central (Lacerdão, A1)

Clássico Vi-Ver – Vitória de Santo Antão
Geral (e profissional)
13/06/2004 – Vitória 4 x 1 Vera Cruz (Carneirão, A2)
11/04/2010 – Vera Cruz 4 x 1 Vitória (Carneirão, A1)

Clássico de Petrolina – Petrolina
Geral (e profissional)*
13/06/2010 – Petrolina 3 x 1 1º de Maio (Paulo Coelho, A2)
21/03/1999 – 1º de Maio 4 x 3 Petrolina (Paulo Coelho, A2)
* Nunca houve uma goleada

Clássico Ca-Fé - Cabo de Santo Agostinho
Geral (e profissional)*
04/10/2017 – Cabense 9 x 0 Ferroviário (Gileno de Carli, A2)
18/09/2016 – Ferroviário 2 x 1 Cabense (Gileno de Carli, A2)
* O Ferroviário nunca goleou

Com 11 clubes, Pernambucano de 2018 terá turno único, quartas, semi e final

FPF

O conselho arbitral na FPF, envolvendo os clubes e a direção da entidade, resultou numa mudança drástica para o Campeonato Pernambucano em 2018. De fato, era preciso fazer algo após três torneios desinteressantes, tendo como expoente a esvaziada (e problemática) edição de 2017, com média de 2.402 pessoasPelo acordo, nada de fase classificatória sem o Trio de Ferro, que só vinha entrando no hexagonal. Agora, todos os clubes voltam a se enfrentar, o que não acontecia desde 2013 – a ideia é, também, que os grandes do futebol local voltem a atuar no interior, o que quase não vinha ocorrendo devido à regra diferenciada sobre o tipo de gramado para “clubes das Séries A e B”. Tem mais. Agora, serão três fases de mata-mata.

Para isso, segundo a federação, valeu em parte o relatório Voz do Torcedor, que colheu a opinião de 4.040 torcedores, com o mata-mata à frente dos pontos corridos (52,87% x 47,13%). Considerando o formato dos jogos eliminatórios, a ordem foi a seguinte: semi+final 51%, quartas+semi+final 43% e apenas final 5%. Apesar deste segundo indicativo, os clubes optaram por implantar as quartas de final. No mata-mata, uma maior exigência estrutural só virá a partir da semifinal, com estádios com ao menos 10 mil lugares.

Lembrando que o Estadual não terá doze participantes após dez anos. Iniciando um processo de redução – caindo dois e subindo apenas um -, o campeonato terá onze times em 2018, cuja regra será novamente aplicada, chegando a dez em 2019. Vamos aos detalhes do novo regulamento…

Obs. A proposta 2 foi aprovada com 44 x 31 em pontos qualitativos. Os grandes clubes optaram pela proposta 1, sem quartas, mas foram derrotados.

Proposta para o Campeonato Pernambucano de 2018 

Nº de participantes: 11 clubes
Os dez melhores de 2017 (Sport, Salgueiro, Santa Cruz, Náutico, Belo Jardim, Central, Flamengo de Arcoverde, Afogados, América e Vitória) e o campeão da Série A2 (em disputa) 

1ª fase: turno único
Todos os clubes se enfrentam em jogos de ida, se classificando os oito melhores colocados. Os dois últimos serão rebaixados. A etapa prevê 55 partidas ao longo de onze rodadas, com cada clube jogando dez vezes (cinco como mandante e cinco como visitante) e folgando em uma rodada.

2ª fase: quartas de final
Pela primeira vez o Estadual conta com esta disputa. Devido ao calendário enxuto, a definição ocorre em jogos únicos, com mando de campo para quatro melhores colocados (1 x 8, 2 x 7, 3 x 6 e 4 x 5). Persistindo o empate, pênaltis.

3ª fase: semifinal
Esta fase foi implantada em 2010, mudando apenas o critério de desempate desde então (melhor campanha, saldo de gols, gol qualificado etc). Desta vez, definição apenas no jogo de “ida”, nos mesmos moldes das quartas. 

4ª fase – final
Enfim, um mata-mata em ida e volta. Em relação ao desempate, após a igualdade da pontuação na fase, adotou-se o saldo. Seguindo o empate, pênaltis. Ao todo, o campeão pernambucano entra em campo 14 vezes. Lembrando que, com o novo formato do Nordestão, apenas o campeão estadual vai ao regional – no caso, à edição de 2019. As outras duas são designadas aos times locais mais bem colocados no Ranking da CBF.

Total de jogos: 63, ou 32 a menos em relação a 2017.

O conselho arbitral do Pernambucano 2018. Foto: FPF/twitter

O troféu do Campeonato Pernambucano de 2018 mantém padrão da “Champions”

O troféu do Campeonato Pernambucano de 2018. Foto: João de Andrade Neto/DP

Pela primeira vez em muito tempo, a Federação Pernambucana de Futebol apresentou o troféu do campeonato estadual antes da disputa da competição. Foi a primeira novidade na tarde reservada ao conselho arbitral de 2018, embora ainda com a imagem do projeto numa tela de computador.

Após os dois modelos idênticos, em 2016 e 2017, a nova peça, com 60 cm de altura, traz características distintas, a partir da bandeira do estado. No entanto, mantém o formato semelhante das precursoras, livremente inspirado no sucesso da “orelhuda” da Champions League, também seguida no Nordestão.

O que você achou do troféu do Campeonato Pernambucano de 2018?

A competição será disputada por onze clubes num novo formato. Veja aqui.

As dez taças anteriores do Campeonato Pernambucano
2008 – Troféu Radialista Luiz Cavalcante (Sport)
2009 – Troféu Governador Eduardo Campos (Sport)
2010 – Troféu Tribunal de Justiça de Pernambuco (Sport)
2011 – Troféu 185 anos da Polícia Militar de Pernambuco (Santa Cruz)
2012 – Troféu Rede Globo Nordeste (Santa Cruz)
2013 – Troféu FPF (Santa Cruz)
2014 – Troféu 100 anos do Campeonato Pernambucano (Sport)
2015 – Troféu Centenário da FPF (Santa Cruz)
2016 – Troféu Pernambucano Celpe A1 (Santa Cruz)
2017 – Troféu Bicentenário da Revolução de 1817 (Sport)

2018 – Nome a definir

Os troféus do Campeonato Pernambucano de 2008 a 2017

O Náutico como mandante em Caruaru, com e sem mobilização da torcida

O Internacional é a principal atração da Série B de 2017. À parte do clássico local, os maiores públicos de Santa (25 mil) e Náutico (13 mil) foram diante do colorado. Por isso, somando ao embalo da primeira partida do alvirrubro em Caruaru, com grande mobilização, a presença alvirrubra foi representativa. Entretanto, com mais três jogos por disputar na cidade, ficou a expectativa sobre o desempenho seguinte. E aí entra, no futebol, o importante fator psicológico. Com as derrotas para Inter e Paraná, no meio de semana, o jogo seguinte, contra o Boa, acabou minado. E os números mostram isso. Abaixo, cenários semelhantes em fotos dos repórteres João de Andrade e Luís Prates.

Há um meio termo entre os jogos, considerando um rival de menor apelo?

Náutico 0 x 1 Internacional (23/09)
Público: 13.409 pessoas
Renda: R$ 264.765

Náutico 2 x 0 Boa Esporte (30/09)
Público: 2.144 (-84%)
Renda: R$ 23.880 (-90%)

Próximos jogos no Lacerdão
Náutico x Guarani (14/10)
Náutico x ABC (21/10)

Ordem das fotos: vs Boa (acima) e vs Inter (abaixo)

Movimentação no entorno do Lacerdão antes da partida. Contra o Inter, 9 mil bilhetes vendidos antecipadamente. Contra o Boa, procura baixa até no dia.

Náutico vs Boa (30/09/2017) e Náutico vs Inter (23/09/2017). Fotos: João de Andrade Neto/DP

A “Avenida Alvirrubra”, com a recepção da torcida ao ônibus do time. De centenas no primeiro sábado a poucas dezenas no jogo seguinte.

Náutico vs Boa (30/09/2017) e Náutico vs Inter (23/09/2017). Fotos: João de Andrade Neto/DP

Em relação à ocupação do estádio, o enorme tobogã ficou fechado contra o Boa por contenção de gastos. As sociais bastaram para acomodar o público

Náutico vs Boa (João de Andrade Neto/DP) e Náutico vs Inter (Luís Prates/twitter)

Por causa do Mundial, calendário de 2018 terá Séries A e B de abril até dezembro

O calendário brasileiro em 2018. Crédito: CBF/divulgação

A Copa do Mundo de 2018 será realizada entre 14/06 e 15/07. Durante o torneio na Rússia, as competições oficiais de clubes serão paralisadas, apertando de vez o cronograma. A começar pela pré-temporada, de apenas 14 dias, segundo o novo calendário da CBF. Nove a menos em relação a 2017. Também chama a atenção a antecipação do Brasileiro, como já ocorrera nos três Mundiais anteriores desde que o campeonato passou a ter o mesmo formato, com 20 clubes e pontos corridos. As Séries A e B vão começar um mês mais cedo e vão terminar apenas em dezembro – nunca foram tão espaçadas. Ao menos o período da Copa pode servir como “intertemporada”.

Curiosidade: assim como a Conmebol, que estuda a possibilidade de “jogo único” na final da Libertadores, a CBF considerou justamente esta hipótese para o calendário, publicando observações iniciais. Portanto, caso a ideia não seja implanta ou nenhum brasileiro alcance a decisão, a 38ª rodada da Série A seria antecipada para 02/12, enquanto a 38ª da B seria realizada em 01/12.

Confira o calendário nacional completo clicando aqui.

Período do Brasileiro (20 clubes) em ano de Copa do Mundo
2006 – 15 de abril a 03 de dezembro
2010 – 08 de maio a 05 de dezembro
2014 – 19 de abril a 06 de de dezembro
2018 – 15 de abril a 09 de dezembro

Período dos torneios envolvendo times brasileiros em 2018
Série A – 15/04 a 09/12 (38 jogos)
Série B – 14/04 a 02/12 (38 jogos)
Copa do Brasil – 31/01 a 17/10 (8 fases, até 14 jogos)
Sul-Americana – 31/01 a 28/11 (6 fases, até 12 jogos)
Libertadores – 31/01 a 28/11 (7 fases, até 18 jogos)

Em relação aos campeonatos estaduais do Nordeste (que vão ter menos de 18 datas, o número-base para os demais estados) e à Copa do Nordeste, o calendário detalhado será divulgado apenas em 5 de outubro. A falta de brechas foi um problema no primeiro semestre desta temporada.

Em 2017, a decisão do Campeonato Pernambucano aconteceu 52 dias após a data prevista, uma vez que a agenda proposta não considerou a possibilidade de o Sport avançar em todas as fases possíveis (Nordestão, Copa do Brasil e Sula) até a partida. E olhe que o time leão chegou a jogar duas partidas, pelos torneios regional e estadual, num intervalo de 26 horas! Duas falhas graves.

Abaixo, o período reservado aos campeonatos estaduais (18 datas vermelhas)

O calendário dos campeonatos estaduais em 2018

Na estreia do Náutico em Caruaru, o 2º maior público e a maior renda na Série B

Série B 2017, 25ª rodada: Náutico 0 x 1 Internacional. Foto: Luís Prates/twitter (@luisf_prates)

O borderô oficial de Náutico 0 x 1 Inter registrou 13.409 pessoas. Em doze jogos com público nesta Série B – a estreia foi de portões fechados -, a peleja em Caruaru foi a segunda em assistência do timbu. Ficou a 41 torcedores do Clássico das Emoções no primeiro turno. No entanto, há uma observação sobre o jogo em São Lourenço que dá mais peso à partida em Caruaru.

No clássico contra o Santa, mesmo com mando timbu, a presença dos visitantes foi superior, com 6.374 alvirrubros e 7.076 tricolores. Portanto, em Caruaru, a 130 km, a presença da torcida do Náutico foi, de fato, a maior.

E se no público o comparecimento foi significativo, na arrecadação não há discussão. A renda no Lacerdão foi a maior do Náutico no Campeonato Brasileiro de 2017, com R$ 264 mil. Até então, apenas o clássico havia ultrapassado a casa de 100 mil reais (R$ 173 mil). Com o jogo no estádio do Central, o faturamento alvirrubro com a venda de ingressos chegou a R$ 691 mil, com a primeira partida longe da capital representando 38,2% do total. Que o revés não diminua (tanto) a movimentação nos jogos restantes por lá.

Os maiores públicos do Náutico na Série B*
13.450 – Náutico 0 x 0 Santa Cruz (15/07, Arena PE)
13.409 – Náutico 0 x 1 Internacional (23/09, Lacerdão
)
5.903 – Náutico 1 x 1 Juventude (11/07, Arena PE)
4.789 – Náutico 1 x 0 Luverdense (04/08, Arena PE)
4.648 – Náutico 1 x 0 Brasil de Pelotas (06/09, Arena PE)
4.289 – Náutico 0 x 1 CRB (30/06, Arena PE)
4.083 – Náutico 1 x 2 Criciúma (29/07, Arena PE)
3.682 – Náutico 2 x 0 Figueirense (15/08, Arena PE)
2.855 – Náutico 0 x 2 Ceará (27/05, Arena PE)
1.761 – Náutico 2 x 3 Goiás (20/06, Arena PE)
1.700 – Náutico 1 x 2 Paraná (13/06, Arena PE)
1.669 – Náutico 1 x 1 Oeste (06/06, Arena PE)
* O jogo Náutico 0 x 0 América, em 12/05, ocorreu de portões fechados

13 jogos disputados; 3 vitórias, 4 empates e 6 derrotas; 10 GP e 13 GC

Nos 12 jogos com borderô
62.238 pessoas (média 5.186), com 27,4% de aumento
691.430 reais (média de 57.619), com 62,0% de aumento

Próximos jogos no Lacerdão
Náutico x Boa (30/09)
Náutico x Guarani (14/10)
Náutico x ABC (21/10)

O Náutico abraçou Caruaru e Caruaru abraçou o Náutico para o Brasileiro

Campanha de marketing do Náutico para a "estreia" em Caruaru. Crédito: Náutico/instagram (@nauticope)

A saída da Arena Pernambuco foi forçada. A administração do estádio, hoje nas mãos do governo do estado, reservou o empreendimento para dois eventos religiosos, à parte do calendário do futebol. Com isso, o Náutico seria obrigado a atuar em outro local em três partidas da Série B de 2017. Com os Aflitos em reforma e os campos da Ilha do Retiro e do Arruda no limite de uso, o clube acabou deslocando até Caruaru, a 130 km de distância.

O estádio foi cedido pelo Central, com direito à seguinte mensagem:
“No ninho patativa sempre cabe mais um! Chega pra cá, Náutico! O timba é bem vindo ao nosso alçapão para seguir na Série B!” 

Com o imprevisto em São Lourenço, o alvirrubro também não deixou barato, levando o jogo com o Inter para o Lacerdão – inicialmente, a data não coincidiria com os eventos marcados na arena. E logo iniciou uma campanha de marketing puxando pelo viés regional da Capital do Agreste: “Caruaru, a nova casa do Timbu”. Durante a semana, o jogo foi apresentado como uma mudanças de ares do Náutico, cuja sequência na Série B passa por um bom desempenho em Caruaru. Aqui, uma compilação das imagens compartilhadas nos perfis oficiais, incluindo até uma escalação com bonecos de barro e a convocação para a “Avenida Alvirrubra”, na recepção do time.

A resposta foi ótima, com 9 mil ingressos vendidos antecipadamente, sendo 60% (5.400) em Caruaru e 40% (3.600) no Recife. Por sinal, de acordo com a última pesquisa de torcida no município, o timbu teria ao menos 17.806 torcedores lá, fora as cidades vizinhas. Ou seja, há público. E há demanda…

Os mandos de campo do Timbu no Lacerdão pela Série B
25ª) Náutico x Internacional (23/09)
27ª) Náutico x Boa (30/09)
29ª) Náutico x Guarani (14/10)
31ª) Náutico x ABC (21/10)

Permanência do Náutico na Série B passa pelo desempenho do mando no Lacerdão

Série A de 2009, Náutico 2 x 1 Santo André, no Lacerdão

Em 8 de agosto de 2009, o Náutico precisou mandar o seu jogo contra o Santo André em Caruaru. A campanha na Série A era péssima, mas uma vitória tiraria o time da zona de rebaixamento na ocasião. Apoiada na esperança, e ainda na época do Todos com a Nota, a timbuzada encheu o Lacerdão, com 13.434 torcedores. A pressão deu resultado, com o triunfo por 2 x 1, com dois gols de Bala. Oito anos depois, o clube se vê novamente obrigado a pegar a BR-232 para atuar como mandante no Brasileiro.

Agora na Série B, também querendo evitar o Z4, o timbu jogará quatro vezes na Capital do Forró devido à impossibilidade de uso da Arena Pernambuco, alugada para dois eventos religiosos (!). A o primeiro compromisso é contra o líder do campeonato, o Inter, com a campanha de divulgação já iniciada pelo clube, por meio de vídeos em suas redes sociais – relembrando, claro, a atmosfera de 2009. Em tese, o time volta à arena para os últimos três jogos “em casa”. Dependendo do desempenho no Agreste, talvez fique por lá…

Qual a expectativa de público para o primeiro jogo, num sábado à tarde?

Os mandos de campo do Timbu no Lacerdão pela Série B
25ª) Náutico x Internacional (23/09)
27ª) Náutico x Boa (30/09)
29ª) Náutico x Guarani (14/10)
31ª) Náutico x ABC (21/10)