Trio de Ferro com menos de 1 milhão de torcedores no borderô e R$ 12 milhões de bilheteria em 2017. Queda acentuada…

As médias de público de Náutico, Santa Cruz e Sport de 2013 a 2017. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Ao todo, Náutico, Santa e Sport mandaram 100 jogos oficiais no Grande Recife em 2017. É a maior quantidade dos últimos anos. O que não significa números satisfatórios em público e renda. Nem mesmo de forma absoluta. Desde 2013, quando o blog começou a fazer o levantamento, esta temporada registrou o pior desempenho nos dois cenários. Pela primeira vez ficou abaixo de 1 milhão de torcedores e a arrecadação bruta caiu pela quarta vez – 25% somente em relação a 2016. A impressão de estádios vazios é confirmada pela taxa de ocupação das arquibancadas. Num cálculo a partir da atual capacidade máxima de cada estádio, não chegou nem a 1/4. Tanto que apenas um público passou de 40 mil, no recorde da Arena Pernambuco em jogos de clubes, com 42.025 espectadores para Sport 0 x 2 Palmeiras.

Obviamente, pesou bastante o duplo rebaixamento local, com alvirrubros e tricolores caindo para a Série C. No Santa Cruz o impacto foi gigantesco. Dos quatro torneios disputados no ano, em apenas um o clube ultrapassou a média de 10 mil pessoas. No geral, finalizou com 8.461, ou três mil a menos que a pior marca até então. Contando o borderô no Mundão, o tricolor viu a bilheteria cair 62%. Já o Náutico, com o distanciamento da torcida em relação à arena, acabou jogando quatro vezes em Caruaru – dando certo apenas na ‘estreia’, com 13 mil pessoas diante do Inter. Foram apenas 3 (!) jogos acima de 10 mil pessoas. A média de renda de 52 mil reais escancara o prejuízo no ano, considerando a despesa com aluguel e/ou operação dos estádios.

O público total, por temporada, de Náutico, Santa Cruz e Sport. Arte: Cassio Zirpoli/DP

No Sport, o faturamento geral melhorou (8,8 mi x 7,1 mi), mas esteve longe dos dois primeiros anos na elite. Embora tenha mantido a liderança no público anual no futebol pernambucano, o dado caiu desta vez, começando já no Estadual. Mesmo com o título, o leão terminou a competição, pela primeira vez em 14 anos, com índice abaixo de 10 mil pessoas. No Brasileirão, o clube abriu o ‘check-in’, com o acesso liberado ao sócio adimplente, nas últimas três apresentações, incluindo o derradeiro jogo contra o Corinthians, com 30 mil na Ilha. Insuficiente para superar o ano anterior (15,8 mil x 16,0 mil), apenas regular. Ah, nenhum jogo chegou a R$ 1 milhão de renda, na contramão de outros centros, inclusive no próprio Nordeste, com Salvador e Fortaleza.

Curiosidade: os 100 jogos do trio passaram na televisão, aberta, fechada ou PPV. Seria este o motivo? Ou ou óbvio: desempenho, segurança e preço…

A renda bruta obtida por Náutico, Santa Cruz e Sport de 2013 a 2017. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Abaixo, o total em cada competição em 2017 e também a taxa de ocupação, a partir da capacidade oficial de cada estádio utilizado. No fim, o quadro agregado.

Sport
40 jogos (38 na Ilha do Retiro e 2 na Arena)
518.450 torcedores (média de 12.961)
43,43% de ocupação
R$ 8.840.748 de renda bruta (média de R$ 221.018)
Estadual – 7 jogos – 62.428 pessoas (8.918) – R$ 1.102.285 (R$ 157.469)
Nordestão – 6 jogos – 87.358 pessoas (14.559) – R$ 1.756.205 (R$ 292.700)
Série A – 19 jogos – 300.591 pessoas (15.820) – R$ 4.774.238 (R$ 251.275)
Copa do Brasil – 4 jogos -19.200 pessoas (4.800) – R$ 318.710 (R$ 79677)
Sula – 4 jogos – 48.873 pessoas (12.218) – R$ 889.310 (R$ 222.327)

Números de público e renda do Sport de 2013 a 2017. Quadro: Cassio Zirpoli/DP

Santa Cruz
32 jogos (27 no Arruda e 5 na Arena)
271.411 torcedores (média de 8.481)
17,01% de ocupação
R$ 2.248.877 de renda bruta (média de R$ 70.277)
Estadual – 7 jogos – 53.299 pessoas (7.614) – R$ 466.550 (R$ 66.650)
Nordestão – 5 jogos – 74.633 pessoas (14.926) – R$ 700.550 (R$ 140.110)
Série B – 19 jogos – 139.449 pessoas (7.339) – R$ 1.057.787 (R$ 55.673)
Copa do Brasil – 1 jogo – 4.030 pessoas – R$ 23.990

Números de público e renda do Santa Cruz de 2013 a 2017. Quadro: Cassio Zirpoli/DP

Náutico
28 jogos (23 na Arena, 4 no Lacerdão e 1 no Arruda)*
121.207 torcedores (média de 4.328)
10,22% de ocupação
R$ 1.460.850 de renda bruta (média de R$ 52.173)
Estadual – 7 jogos – 37.420 pessoas (5.345) – R$ 525.390 (R$ 75.055)
Nordestão – 3 jogos – 11.266 pessoas (3.755) – R$ 132.355 (R$ 44.118)
Série B – 18 jogos – 72.521 pessoas (4.028) – R$ 803.105 (R$ 44.616)
* Ainda houve uma partida de portões fechados, na Arena

Números de público e renda do Náutico de 2013 a 2017. Quadro: Cassio Zirpoli/DP

Trio de Ferro
100 jogos (38 na Ilha do Retiro, 30 na Arena, 28 no Arruda e 4 no Lacerdão)*
911.068 torcedores (média de 9.110)
22,92% de ocupação
R$ 12.550.475 de renda bruta (média de R$ 125.504)
Torneios: Estadual, Nordestão, Copa do Brasil, Sul-Americana e Séries A e B
* Ainda houve uma partida de portões fechados, na Arena

Números de público e renda do Trio de Ferro de 2013 a 2017. Quadro: Cassio Zirpoli/DP

Relembre os levantamentos anteriores: 20132014, 2015 e 2016.

O ranking nacional de federações em 2017, com Pernambuco em 7º lugar

O ranking da CBF em relação às federações estaduais em 2017. Crédito: CBF

Pelo terceiro ano seguido, Pernambuco se mantém em 7º lugar no Ranking da CBF, somando os pontos de todos os dez representantes locais nos torneios nacionais das últimos cinco anos, o critério adotado pela entidade. No âmbito nordestino, o estado é o líder desde a criação da lista, há seis temporadas, seguido por Bahia e Ceará, sempre nesta ordem. Já para evoluir no cenário geral será preciso um esforço coletivo enorme. Hoje, são oito mil pontos em relação ao Paraná, que em 2017 terá dois clubes no Brasileirão, com o futebol local tendo apenas um representante na elite e três na terceira divisão. Com este contexto, torna-se irreal a possibilidade de ultrapassagem – dependeria de uma grande campanha na Copa do Brasil. Vale, mais, a defesa da posição.

Pernambuco no ranking nacional:
2012 – 8º (22.765)
2013 – 8º (21.642, -1.123)
2014 – 8º (21.520, -122)
2015 – 7º (22.624, +1.104)
2016 – 7º (23.489, +865)
2017 – 7º (23.896, +407)

Percentual dos clubes na pontuação do estado em 2017
Sport – 8.770 (36,70%)
Santa Cruz – 6.210 (25,98%)
Náutico – 4.532 (18,96%)
Salgueiro – 2.333 (9,76%)
Central – 815 (3,41%)
América – 459 (1,92%)
Serra Talhada – 357 (1,49%)
Atlético – 255 (1,06%)
Porto – 114 (0,47%)
Ypiranga – 51 (0,21%)

Vale lembrar que a colocação da federação estadual, na lista organizada pela confederação brasileira, influencia diretamente no número de vagas de cada uma tanto na Copa do Brasil quanto na Copa do Nordeste (abaixo). Hoje, Pernambuco tem direito a três participantes nas duas competições.

Copa do Brasil (via campeonatos estaduais e copas estaduais*)
5 vagas – 1º e 2º (SP e RJ)
4 vagas – do 3º ao 5º (MG, RS e SC)
3 vagas – do 6º ao 14º (PR, PE, GO, BA, CE, PA, AL, RN e MT)
2 vagas – do 15º ao 22º (MA, PB, SE, PI, DF, AC, AM e MS) 
1 vaga – do 23º ao 27º (TO, ES, RO, AP e RR)
* Além dos brasileiros na Libertadores e dos 10 melhores do ranking de clubes

Copa do Nordeste (via campeonatos estaduais e ranking de clubes)
3 vagas* – 1º e 2º (PE e BA)
2 vagas** – do 3º o 9º (CE, AL, RN, MA, PB, SE e PI)
* Campeão estadual + duas vagas via ranking
** Campeão estadual + uma vaga via ranking

As cotas de participação e premiações dos clubes nordestinos em 2017

As cotas de participação e premiações do sete principais clubes do Nordeste. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Encerrada a temporada 2017, vamos ao balanço econômico dos principais clubes do Nordeste, considerando o desempenho esportivo de cada um nas competições oficiais. Ao todo, em calendários de 45 (Fortaleza) a 80 jogos (Sport), o “G7″ apurou R$ 188.568.165. Neste contexto, se aplicam as premiações recebidas por fases e/ou títulos, além dos recursos recebidos pela transmissão de cada torneio, sem a bilheteria. Apesar da tradição, há de se considerar a distância interna, pois os três cotistas da televisão na região (Bahia, Sport e Vitória) concentram 86,4% do montante, com 163 milhões de reais. Na condição de cotistas, mantêm as receitas no Campeonato Brasileiro mesmo em caso de rebaixamento, com redução de 25% somente após o segundo ano fora da elite. Quanto aos demais, a queda das cotas, como foi o caso do Santa, de 23 mi na A, em 2016, para 6 milhões na B, em 2017.

A maior arrecadação coube ao Bahia, o campeão da Lampions. Mas não exatamente pela orelhuda dourada, mas sim devido ao pay-per-view no nacional. Com o repasse a partir dos dados de uma pesquisa encomendada pela Rede Globo junto aos institutos Ibope e Datafolha, o tricolor de aço acaba tendo uma estimativa de quase 10 milhões a mais que o leão pernambucano. Por sinal, o cálculo para o PPV mudará em 2018, adotando o óbvio, a soma de assinantes cadastrados em cada clube do país. Até porque é, de fato, a plataforma mais ascendente. À parte disso, o rubro-negro só conseguiu reduzir a diferença graças às cotas obtidas nos nove mata-matas disputados  pelo clube nos âmbitos nacional e internacional, com R$ 8,3 mi. Em terceiro na lista, o Vitória segue próximo aos dois rivais regionais.

Em seguida, um abismo separando o trio das outras forças do Recife e de Fortaleza. Em Pernambuco, alvirrubros e tricolores ganharam cotas estaduais maiores que os alencarinos e também faturaram mais na Série B, devido ao novo cálculo – que considerou a campanha no ano anterior, 2016. E o Santa ainda recebeu a cota de participação nas oitavas da Copa do Brasil, onde estreou devido ao título nordestino – numa “compensação” da CBF, uma vez que a vaga original seria na Sul-Americana, retirada numa canetada. Para 2018, entretanto, a situação mudará drasticamente, com Náutico e Santa na terceira divisão, Ceará na elite e o Fortaleza enfim de volta à B, após oito anos. O vozão deverá ter a maior arrecadação entre os quatro, mas ainda longe do trio, companheiro no Brasileirão.

Maiores arrecadações em cotas/premiações em 2017 (R$)
1º) Bahia – 57,6 milhões
2º) Sport – 54,0 milhões
3º) Vitória – 51,3 milhões
4º) Santa Cruz- 9,8 milhões
5º) Náutico – 7,6 milhões
6º) Ceará – 6,3 milhões
7º) Fortaleza – 1,7 milhão

Maiores médias de cotas por jogo (R$)
1º) Bahia – 874.126
2º) Vitória – 755.500
3º) Sport – 675.379
4º) Santa Cruz – 153.182
5º) Náutico – 129.774
6º) Ceará – 108.812
7º) Fortaleza – 37.777

Bahia
Total: R$ 57.692.335
Média por jogo (66): R$ 874.126
Estadual (BA) – R$ 850 mil (valor fixo, vice)
Nordestão – R$ 2,85 milhões (campeão)
Copa do Brasil – R$ 1,12 milhão (39º lugar, 64 avos)
Série A (TV fixo) – R$ 35 milhões
Série A (TV ppv*) – R$ 16,65 milhões
Série A (premiação) – R$ 1.222.335 (12º lugar)
Desempenho: 30V, 19E e 17D, com índice de 55,0%
* Estimativa a partir do cálculo de 2015

Sport
Total: R$ 54.030.320
Média por jogo (80): R$ 675.379
Estadual (PE) – R$ 950 mil (valor fixo, campeão)
Nordestão – R$ 2,15 milhões (vice)
Copa do Brasil – R$ 3,88 milhões (10º lugar, oitavas)
Série A (TV fixo) – R$ 35 milhões
Série A (TV ppv*) – R$ 6,75 milhões
Série A (premiação) – R$ 850.320 (15º lugar)
Sul-Americana – R$ 4,45 milhões (8º lugar, quartas)
Desempenho: 32V, 20E e 28D, com índice de 48,3%
* Estimativa a partir do cálculo de 2015

Vitória
Total: R$ 51.374.030
Média por jogo (68): R$ 755.500
Estadual (BA) – R$ 850 mil (valor, fixo, campeão)
Nordestão – R$ 1,6 milhão (4º lugar)
Copa do Brasil – R$ 2,83 milhões (20º lugar, 16 avos)
Série A (TV fixo) – R$ 35 milhões
Série A (TV ppv*) – R$ 10,35 milhões
Série A (premiação) – R$ 744.030 (16º lugar)
Desempenho: 32V, 16E e 20D, com índice de 54,9%
* Estimativa a partir do cálculo de 2015

Santa Cruz
Total: R$ 9.803.703
Média por jogo (64): R$ 153.182
Estadual (PE) – R$ 950 mil (valor fixo, 3º lugar)
Nordestão – R$ 1,6 milhão (3º lugar)
Copa do Brasil – R$ 1,05 milhão (15º lugar, oitavas)
Série B (TV*) – R$ 6.203.703 (18º lugar)
Desempenho: 21V, 20E e 23D, com índice de 43,2%
* O valor conta todas as plataformas, incluindo o PPV

Náutico
Total: R$ 7.656.666
Média por jogo (59): R$ 129.774
Estadual (PE) – R$ 950 mil (valor fixo, 4º lugar)
Nordestão – R$ 600 mil (9º lugar)
Copa do Brasil – R$ 300 mil (67º lugar, 128 avos)
Série B (TV*) – R$ 5.806.666 (20º lugar)
Desempenho: 16V, 14E e 29D, com índice de 35,0%
* O valor conta todas as plataformas, incluindo o PPV

Ceará
Total: R$ 6.311.111
Média por jogo (58): R$ 108.812
Estadual (CE) – R$ 800 mil (valor fixo, campeão)
Primeira Liga – sem cota (10º lugar)
Copa do Brasil – R$ 300 mil (67º lugar, 128 avos)
Série B (TV*) – R$ 5.211.111 (3º lugar)
Desempenho: 31V, 16E e 11D, com índice de 62,6%
* O valor conta todas as plataformas, incluindo o PPV

Fortaleza
Total: R$ 1.700.000
Média por jogo (45): R$ 37.777
Estadual (CE) – R$ 800 mil (valor fixo, 3º lugar)
Nordestão – R$ 600 mil (13º lugar)
Copa do Brasil – R$ 300 mil (59º lugar, 128 avos)
Série C – sem cota* (vice)
Desempenho: 20V, 17E e 8D, com índice de 57,0%
* A TV paga apenas as despesas de viagem, hospedagem e arbitragem

Ranking da CBF em 2017 com Sport (15º), Santa Cruz (25º) e Náutico (32º)

O ranking da CBF em 2017. Crédito: CBF/reprodução

CBF atualizou o ranking oficial de clubes após a realização de todas as competições nacionais em 2017, com a liderança sendo dividida de forma inédita. Palmeiras e Cruzeiro têm rigorosamente a mesma pontuação. Enquanto a raposa mineira volta ao topo após três anos, o verdão chega lá pela primeira vez, considerando os seis anos do modelo atual. Curiosamente, o alviverde paulista conquistou o título brasileiro no ano passado e ficou em segundo na lista, enquanto nesta temporada chegou ao topo sendo vice. Já o grande campeão brasileiro, o Corinthians, figura apenas em 6º lugar.

Líderes do ranking
2012 – 16.208 pontos (Fluminense)
2013 – 15.286 pontos (Grêmio)
2014 – 15.328 pontos (Cruzeiro)
2015 – 14.664 pontos (Corinthians)
2016 – 15.038 pontos (Grêmio)
2017 – 15.288 pontos (Palmeiras e Cruzeiro)

Lembrando que, para esta tabulação oficial, a entidade que comanda o futebol do país adiciona pontos apenas em seus torneios, com as Séries A, B, C e D e a Copa do Brasil. Nada estaduais ou torneios internacionais. Se leva em conta o desempenho (classificação final) nos últimos cinco anos, com pesos diferentes, dando vantagem aos anos mais recentes (veja o sistema aqui).

Com a 15ª colocação obtida no último instante da Série A, o Sport subiu ao 15º lugar do ranking, a sua melhor posição. Com 751 pontos a mais, manteve-se pelo seguindo ano seguido na ponta do Nordeste. Por sinal, na próxima atualização o rubro-negro terá, pela primeira vez, a projeção de pontuação apenas na elite, através das cinco participações seguidas, recorde na região. Apesar do descenso à terceira divisão, o Santa Cruz também melhorou a colocação, agora em 25º, com 480 pontos adicionados em relação à edição passada. É o 4º time nordestino. Para isso, contou com a participação nas oitavas de final da Copa do Brasil – o clube já estreou nesta fase devido ao título da Lampions de 2016. Já o Náutico, também rebaixado, despencou. Foram descontados 869 pontos, com o timbu saindo do Top 30 pela primeira vez. Figura numa modesta 32ª posição nacional, ou 7º na região.

Outros sete clubes pernambucanos estão presentes: Salgueiro (51º, 2.333 pts), Central (83º, 815 pts), América (128º, 459 pts), Serra Talhada (140º, 357 pts), Atlético (157º, 255), Porto (184º, 114 pts) e Ypiranga (201º, 51 pts). Ao todo, 220 clubes estão listados pelo departamento de competições da CBF.

Rankings anteriores: 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016.

Sport
2012 – 19º (8.284)
2013 – 24º (6.740, -1.544)
2014 – 20º (6.970, +230)
2015 – 19º (7.928, +958)
2016 – 17º (8.019, +91)
2017 – 15º (8.770, +751)

Santa Cruz
2012 – 48º (2.704)
2013 – 45º (3.091, +387)
2014 – 36º (3.930, +839)
2015 – 35º (4.310, +380)
2016 – 26º (5.730, +1.420)
2017 – 25º (6.210, +480)

Náutico
2012 – 22º (8.036)
2013 – 21º (7.557, -479)
2014 – 26º (6.470, -1.087)
2015 – 25º (6.139, -331)
2016 – 29º (5.401, -738)
2017 – 32º (4.532, -869)

Abaixo, o gráfico com a evolução das colocações dos sete maiores clubes nordestinos, sendo 3 do Recife, 2 de Salvador e 2 de Fortaleza. Divisões nos âmbitos nacional e regional.

A regionalização das séries A, B, C e D do Brasileiro de 2018, com 128 clubes

Considerando as suas quatro divisões, o Campeonato Brasileiro de 2018 terá 128 clubes, repetindo a quantidade de participantes de 2017. A nova divisão absoluta é a seguinte: 38 times do Nordeste, 35 do Sudeste, 24 do Sul, 17 do Norte e 14 do Centro-Oeste. Deste total, 60 estão nas três principais divisões, que têm “calendário cheio”, com atividade regular a partir de abril. Com a definição de todos os acessos e descensos, confira abaixo a relação completa nas séries A, B, C e D. Na elite, o futebol nordestino terá a sua maior representatividade na era dos pontos corridos, com quatro clubes. E Recife, Salvador e Fortaleza estão presentes simultaneamente pela primeira vez. Ainda é pouco, mas é um avanço. Não por acaso, em relação às divisões, a participação do Sul-Sudeste varia de 80% na Série A para 33% na Série D. Já o Norte-Nordeste vai de 20% na Série A para 52% na Série D. Sintomático?

Lembrando que Pernambuco terá sete times, sendo 1 na A, 3 na C e 3 na D. A última Segundona sem representantes locais ocorreu em 2012, então com Náutico e Sport na primeira e Santa e Salgueiro na terceirona.

Confira a divisão de regiões na última temporada aqui.

Série A (20 times)
América-MG, Atlético-MG, Atlético-PR, Bahia, Botafogo, Ceará, Corinthians, Chapecoense, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Internacional, Palmeiras, Paraná, Santos, São Paulo, Sport, Vasco e Vitória

Nordeste – 4 times (2 baianos, 1 pernambucano e 1 cearense)
Sudeste – 11 times (4 paulistas, 4 cariocas e 3 mineiros)
Sul – 5 times (2 gaúchos, 2 paranaenses e 1 catarinense)
Centro-Oeste – 0
Norte – 0

Série B (20 times)
Atlético-GO, Avaí, Boa Esporte, Brasil-RS, Coritiba, CRB, Criciúma, CSA, Fortaleza, Figueirense, Goiás, Guarani, Juventude, Londrina, Oeste, Paysandu, Ponte Preta, Sampaio Corrêa, São Bento-SP e Vila Nova

Nordeste – 4 times (2 alagoanos, 1 cearense, 1 maranhense)
Sudeste – 5 times (4 paulistas e 1 mineiro)
Sul – 7 times (3 catarinenses, 2 gaúchos e 2 paranaenses)
Centro-Oeste – 3 times (3 goianos)
Norte – 1 time (1 paraense)

Série C (20 times)
ABC, Atlético-AC, Botafogo-PB, Botafogo-SP, Bragantino, Confiança, Cuiabá, Globo-RN, Joinville, Juazeirense, Luverdense, Náutico, Operário-PR, Remo, Salgueiro, Santa Cruz, Tombense-MG, Tupi, Volta Redonda e Ypiranga-RS

Nordeste – 8 times (3 pernambucanos, 2 potiguares, 1 baiano, 1 paraibano e 1 sergipano)
Sudeste – 5 times (2 paulistas, 2 mineiros e 1 carioca)
Sul – 3 times (1 gaúcho, 1 paranaense e 1 catarinense)
Centro-Oeste – 2 time (2 mato-grossenses)
Norte – 2 times (1 paraense e 1 acreano)

Série D (68 times)
4 de Julho-PI, Altos-PI, América-RN, Americano-RJ, Aparecidense-GO, ASA-AL, Assu-RN, Atlético-ES, Atlético-SC, Barcelona-RO, Baré-RR, Belo Jardim-PE, Brasiliense-DF, Brusque-SC, Caldense-MG, Campinense-PB, Caxias-RS, Ceilândia-DF, Central-PE, Cianorte-PR, Cordino-MA, Corumbaense-MS, Dom Bosco-MT, Espírito Santos-ES, Ferroviária-SP, Ferroviário-CE, Flamengo-PE, Fluminense de Feira-BA, Guarani-CE, Imperatriz-MA, Independente-PA, Inter de Lages-SC, Interporto-TO, Iporá-GO, Itabaiana-SE, Itumbiara-GO, Jacuipense-BA, Linense-SP, Macaé-RJ, Macapá-AP, Madureira-RJ, Manaus-AM, Maringá-PR, Mirassol-SP, Mogi Mirim-SP, Moto Club-MA, Murici-AL, Nacional-AM, Nova Iguaçu-RJ, Novo Hamburgo-RJ, Novoperário-MS, Novorizontino-SP, Plácido de Castro-AC, Prudentópolis-PR, Real Ariquemos-RO, Rio Branco-AC, Santa Rita-AL, Santos-AP, São José-RS, São Raimundo-PA, São Raimundo-RR, Sergipe-SE, Sinop-MT, Sparta-TO, Treze-PB, Uberlândia-MG, URT-MG e Vitória da Conquista-BA

Nordeste – 22 times (3 pernambucanos, 3 baianos, 3 alagoanos, 3 maranhenses, 2 piauienses, 2 potiguares, 2 cearenses, 2 paraibanos e 2 sergipanos)
Sudeste – 14 times (5 paulistas, 4 cariocas, 3 mineiros e 2 capixabas)
Sul – 9 times (3 gaúchos, 3 paranaenses 3 catarinenses)
Centro-Oeste – 9 times (3 goianos, 2 brasilienses, 2 mato-grossenses e 2 sul-mato-grossenses)
Norte – 14 times (2 paraenses, 2 amazonenses, 2 acreanos, 2 tocantinenses, 2 amapaenses, 2 rondonienses e 2 roraimenses)

Santa perde do Boa e consolida queda à Série C. Ao todo, o 8º rebaixamento coral

Série B 2017, 35ª rodada: Boa Esporte 4 x 2 Santa Cruz. Crédito: Premiere/reprodução

Em 2016, quando retornou à Série A após uma década, o Santa Cruz teve o maior faturamento de sua história, com R$ 36,8 milhões. Caixa superior ao dobro da marca anterior. Ainda assim, na elite, o esse dado era irrelevante diante dos poderio dos concorrentes. Gastando mais do que poderia e nem assim evitando o descenso ou, no mínimo, se estruturando, a direção deixou o abacaxi para o ano seguinte.

Além da perda das principais peças na ocasião (Grafite, Keno, João Paulo, Léo Moura etc), o clube viveu uma crise administrativa enorme em 2017. O presidente Alírio Moraes alegou o bloqueio das (poucas) receitas, sendo incapaz de manter em dia uma folha bem mais modesta – de um time que tecnicamente esteve longe de ser brilhante, mas que não aparentava, ao menos, ser um dos quatro piores numa fraca Série B. Seguindo também sem dinheiro de bilheteria, o caos financeiro se instalou no Arruda.

Após a saída de Vinícius Eutrópio, desgastado pelas eliminações no Nordestão (Sport) e Estadual (Salgueiro), quando obteve vantagem no jogo de ida nas duas oportunidades, o tricolor trouxe Givanildo Oliveira, cuja exigência clássica é o pagamento regular dos salários. Não houve acerto, não houve resultado. Do bom início na competição ao desespero, já com quatro meses de atraso, entre o interino Adriano Teixeira e o último técnico, Martelotte, o tricolor chegou à marca de 1 vitória em 19 jogos. Inacreditável e inviável.

A derrota para o Boa por 4 x 2, em Varginha, sepultou a campanha, 7V, 12E e 16D.
Com o Santa somando o 8º rebaixamento em sua história, o 2º à terceirona.
E a caminhada de volta fica cada vez mais longa. Novamente…

Rebaixamentos do Santa Cruz (8)
1988 – A pra B (22º lugar de 24 times; caíram 4)
1993 – A pra B (23º lugar de 32 times; caíram 8*)
2001 – A pra B (25º lugar de 28 times; caíram 4)
2006 – A pra B (20º lugar de 20 times; caíram 4)
2007 – B pra C (18º lugar de 20 times; caíram 4)
2008 – C pra D (29º lugar de 63 times; caíram 43)
2016 – A pra B (19º lugar de 20 times; caíram 4)
2017 – B pra C (18º lugar de 20 times; caíram 4*)
* Foram rebaixados apenas os times dos grupos C e D (os 4 últimos de cada)
** Competição em andamento, com possibilidade de mudança dentro do Z4

Acessos do Santa Cruz (6)
1992 – B pra A (4º lugar de 32 times; 12 vagas)
1999 – B pra A (2º lugar de 22 times; 2 vagas)
2005 – B pra A (2º lugar de 22 times; 2 vagas)
2011 – D pra C (2º lugar de 40 times; 4 vagas)
2013 – C pra B (1º lugar de 21 times; 4 vagas)
2015 – B pra A (2º lugar de 20 times; 4 vagas)

Santa Cruz na Série C
56 jogos (78 GP e 57 GC, +21)
22 vitórias (39,2%)
18 empates (32,1%)
16 derrotas (28,5%)
3 participações: 2008 (29º), 2012 (14º) e 2013 (campeão)

Série B 2017, 35ª rodada: Boa Esporte 4 x 2 Santa Cruz. Crédito: Premiere/reprodução

Em nova derrota na Arena, Náutico volta a ser rebaixado à Série C após 19 anos

Série B 2017, 35ª rodada: Náutico 1 x 2 Londrina. Foto: Ricardo Fernandes/DP

A derrota para o Oeste, em 26 de novembro de 2016, mudou o rumo da história do Náutico como poucas vezes se viu – aliás, já se viu. A vitória naquela partida teria levado o alvirrubro à elite nacional, mas o surpreendente revés, diante de um time quase rebaixado, custou caro em Rosa e Silva. Pelo segundo ano seguido o clube terminava a Série B na 5ª posição, num cenário no qual os quatro primeiros subiam. No ano seguinte, o baque à Série C.

É impossível não traçar um paralelo com a sequência entre 1996 e 1998, com o alvirrubro ficando em 3º lugar na segundona nos dois primeiros anos, nos quais apenas os dois primeiros se classificavam, e desabando no terceiro. Pois é. Agora, jogando na arena, diante do Londrina, o revés por 2 x 1 encerrou a chance de permanência, com o timbu retornando à terceirona após 19 anos.

No entanto, apesar da coincidência, não é algo cabalístico. O descenso em 2017 é reflexo da irresponsabilidade financeira cometida pela gestão do Náutico, com quatro presidentes executivos no biênio (!). Basta lembrar da folha no Estadual, de R$ 1 milhão. O clube, claro, não conseguiu manter o quadro nem por dois meses, devido à óbvia previsão enxuta de receitas – como ignoraram isso?. Já na segundona, houve a venda de Erick junto ao Braga, de Portugal, por R$ 2,8 milhões. O objetivo era manter os salários em ordem para tentar evitar a queda, após um primeiro turno catastrófico. Só que o dinheiro foi bloqueado – e o clube ficou sem a grana e sem o atacante.

Apesar da reação da equipe, a terceira montada no ano, não foi possível.
Juntando os cacos, vem o único alento em 2018. A volta aos Aflitos.
Que seja uma nova mudança de rumo na história alvirrubra…

Rebaixamentos do Náutico (5)
1994 – A pra B (24º lugar de 24 times; caíram 2)
1998 – B pra C (21º lugar de 24 times; caíram 6)
2009 – A pra B (19º lugar de 20 times; caíram 4)
2013 – A pra B (20º lugar de 20 times; caíram 4)
2017 – B pra C (19º lugar de 20 times; caíram 4*)
* Competição em andamento, com possibilidade de mudança dentro do Z4

Acessos do Náutico (3)
1988 – B pra A (2º lugar de 24 times; 2 vagas)
2006 – B pra A (3º lugar de 20 times; 4 vagas)
2011 – B pra A (2º lugar de 20 times; 4 vagas)

Náutico na Série C
21 jogos (44 GP e 20 GC, +24)
13 vitórias (61,9%)
3 empates (14,2%)
5 derrotas (23,8%)
1 participação: 1999 (4º lugar)

Série B 2017, 35ª rodada: Náutico 1 x 2 Londrina. Foto: Ricardo Fernandes/DP

Com hat-trick de William, Náutico vence o Santa Cruz de virada e leva o Troféu Gena

Série B 2017, 33ª rodada: Náutico 2 x 3 Santa Cruz. Foto: Roberto Ramos/DP

No último clássico entre Náutico e Santa Cruz em 2017, o jogo mais corrido, com cinco gols, duas viradas, polêmica e taça. Ah, também teve herói, como preza um bom clássico. No caso, o centroavante William. Pouco utilizado na Série B e acima do peso, mas com inegável faro de gols. O ‘Batoré’ marcou os três gols alvirrubros, com o terceiro, numa cobrança de pênalti, aos 50 do segundo tempo! O duelo já estava no apagar das luzes, mas ainda teria bastante jogo, com um pênalti não assinalado sobre o tricolor Augusto, aos 52. Com a discussão, resultando na expulsão de Derley, a partida no Arruda foi até os 59, quando enfim houve o apito final, com o 3 x 2 a favor do timbu.

Com o resultado, o clube de Rosa e Silva ficou com o Troféu Gena, instituído pela FPF pelos 100 anos do Clássico das Emoções, homenageando o lateral-direito hexa estadual pelo Náutico e tetra pelo Santa. Para isso, o timbu somou mais pontos nos oito confrontos no ano. Em 2009, no centenário do Clássico dos Clássicos, também ficara com a taça, dividida com o Sport após um 3 x 3 na Ilha – na ocasião, só valeu o placar daquele jogo. Sobre o atual Brasileiro, embora ambos sigam com 90% de chance de queda, a reação do Náutico parece mais factível, com dois jogos seguidos em casa. Vai animado pelo clássico, justificando o peso histórico independentemente da fase…

Série B 2017, 33 rodada: Santa Cruz 2 x 3 Náutico. Foto: João de Andrade Neto/DP

Jogos disputados em 2017
29/01 – Náutico 1 x 1 Santa Cruz, Estadual (Arena, 4.622 pessoas)
04/02 – Santa Cruz 1 x 0 Náutico, Nordestão (Arruda, 5.086)
12/03 – Náutico 1 x 0 Santa Cruz, Nordestão (Arena, 6.692)
10/04 – Santa Cruz 1 x 2 Náutico, Estadual (Arruda, 5.055)
06/05 – Náutico 1 x 2 Santa Cruz, Estadual (Arena, 2.592)
18/05 – Santa Cruz 1 x 1 Náutico, Estadual (Arruda, 3.387)
15/07 – Náutico 0 x 0 Santa Cruz, Série B (Arena, 13.450)
04/11 – Santa Cruz 2 x 3 Náutico, Série B (Arruda, 8.654)
Média de público: 6.192

Classificação final após 8 clássicos
Náutico – 12 pontos; 3V, 3E e 2D; 9 GP e 8 GC; 1 vermelho
Santa – 9 pontos; 2V, 3E e 3D; 8 GP e 9 GC; 2 vermelhos

Campeões dos clássicos centenários
2009 – Clássico dos Clássicos: Náutico e Sport, dividido (1 jogo; 1E)
2016 – Clássico das Multidões: Sport (8 jogos; 3V, 3E e 2D)
2017 – Clássico das Emoções: Náutico (8 jogos; 3V, 3E e 2D)

Série B 2017, 33ª rodada: Náutico 2 x 3 Santa Cruz. Foto: Roberto Ramos/DP

Blog de férias…

Galera, estou entrando de férias.

A partir de agora, neste mês de novembro, o blog só será atualizado em casos excepcionais (e olhe lá). Afinal, o descanso é prioridade neste momento.

Em relação às postagens anteriores, caso haja qualquer comentário, continuarei moderando os textos (o debate é sempre válido).

Além do descanso, o foco também será no lançamento do livro que escrevi em parceria com André Gallindo: ’1987 – De fato, de direito e de cabeça’.

Abraço e saudações!

A segunda-feira do futebol pernambucano

Charge publicada no Diario de Pernambuco em 30/10/2017. Crédito: Samuca/DP

O segundo semestre tem sido bem difícil para o Trio de Ferro, ladeira abaixo no Campeonato Brasileiro de 2017. Na Série B, tricolores e alvirrubros estão na zona de rebaixamento, a seis rodadas do fim, tendo o clássico na próxima rodada. Na Série A, o leão não ruge mais em casa, com oito jogos seguidos sem vitória como mandante. Embora fora do Z4, é o pior time do returno.

Nos traços de Samuca, a charge no Diario de Pernambuco, em 30/10, sobre o debate em relação ao representante local na Segundona de 2018… Haverá?

As últimas apresentações
24/10 – Juventude 0 x 0 Náutico (3 jogos sem vitória, 19º na B)
28/10 – Santa Cruz 0 x 0 Luverdense (8 jogos sem vitória, 18º na B)
29/10 – Sport 3 x 4 Coritiba (4 jogos sem vitória, 15º na A)