Os calendários de Náutico, Santa Cruz e Sport em 2018, variando de 31 a 66 jogos

Calendário

O calendário de jogos oficiais no Recife será mais enxuto na temporada 2018. Reflexo da desistência do Sport na Copa do Nordeste e do rebaixamento de Náutico e Santa à Série C, limitando bastante o número de partidas. Mesmo que o leão alcance a decisão no Estadual e na Copa do Brasil, por exemplo, a sua agenda teria 14 jogos a menos em relação a 2017 (66 x 80). Pela primeira vez desde 2013, quando o regional foi retomado pela CBF, o clube está fora tanto do Nordestão (desistência) quanto da Sul-Americana (não obteve a vaga). Nesta temporada, somando as cotas e bilheterias dos dois torneios, o rubro-negro arrecadou R$ 9,24 milhões em vinte jogos. O desfalque será grande no caixa. Já alvirrubros e tricolores saíram de uma tabela de 38 jogos, pela segundona, para uma competição reduzida e flutuante, largando com vinte apresentações a menos. O ano efetivo dos dois pode acabar já em setembro. Só será estendido caso cheguem longe na copa nacional.

Em 2018, o calendário oficial, descontando amistosos, prevê 338 dias de ação, de 9 de janeiro (estreia alvirrubra na fase preliminar da Lampions League) a 12 de dezembro, no finalíssima da Sula. Abaixo, os cronogramas possíveis dos sete pernambucanos inscritos em competições nacionais.

Sport (de 49 a 66 partidas em 2018, em 3 torneios)
Estadual (17/01 a 08/04) – de 10 a 14 jogos (até 4 fases)
Série A (15/04 a 09/12) – 38 jogos (fase única)
Copa do Brasil (31/01 a 17/10) – de 1 a 14 jogos (até 8 fases)
Total em 2017: 80 jogos (32v, 20e, 28d)

Santa Cruz (de 35 a 64 partidas em 2018, em 4 torneios)
Copa do Nordeste (16/01 a 10/07) – de 6 a 12 jogos (até 4 fases)
Estadual (18/01 a 08/04) – de 10 a 14 jogos (até 4 fases)
Série C (15/04 a 23/09) – de 18 a 24 jogos (até 4 fases)
Copa do Brasil (31/01 a 17/10) – de 1 a 14 jogos (até 8 fases)
Total em 2017: 64 jogos (21v, 20e, 23d)

Náutico (de 31 a 66 partidas em 2018, em 4 torneios)
Copa do Nordeste (09/01 a 10/07) – de 2 a 14 jogos (até 5 fases)
Estadual (19/01 a 08/04) – de 10 a 14 jogos (até 4 fases)
Série C (15/04 a 23/09) – de 18 a 24 jogos (até 4 fases)
Copa do Brasil (31/01 a 17/10) – de 1 a 14 jogos (até 8 fases)
Total em 2017: 59 jogos (16v, 14e, 29d)

Salgueiro (de 35 a 64 partidas em 2018, em 4 torneios)
Estadual (21/01 a 08/04) – de 10 a 14 jogos (até 4 fases)
Copa do Nordeste (16/01 a 10/07) – de 6 a 12 jogos (até 4 fases)
Série C (15/04 a 23/09) – de 18 a 24 jogos (até 4 fases)
Copa do Brasil (31/01 a 17/10) – de 1 a 14 jogos (até 8 fases)
Total em 2017: 39 jogos (20v, 7e, 12d)

Central, Belo Jardim e Flamengo (16 a 30 jogos em 2018, em 2 torneios)
Estadual (17/01 a 08/04) – de 10 a 14 jogos (até 4 fases)
Série D (22/04 a 05/08) – de 6 a 16 jogos (até 6 fases)
Total em 2017:
Central – 22 jogos (6v, 4e, 12d)
Belo Jardim – 16 jogos (5v, 2e, 9d)
Flamengo – 16 jogos (7v, 5e, 4d)

Saiba mais sobre o novo calendário do futebol brasileiro clicando aqui.

Com a ‘Patativa’, o Central entra no ramo das marcas próprias de uniformes oficiais

Patativa, a marca própria do Central. Imagem: Centra/site oficial

Ampliando o mercado aberto pelo Paysandu em janeiro de 2016, o Central é mais um clube a adotar a marca própria, sendo o primeiro do interior pernambucano. O time de Caruaru lançou a “Patativa”, que substitui a Kanxa e já larga com a responsabilidade sobre a produção dos uniformes para a temporada 2018, com duas competições no calendário, Estadual e Série D.

Como nos demais casos alternativos no futebol, à parte de milionários acordos de patrocínio com as fabricantes, o alvinegro terá a plena administração do negócio, tanto no custo quanto na criação, produção, distribuição e venda de uniformes oficiais. A fabricação ocorre de forma terceirizada. No caso, através da empresa pernambucana Milã – no Santa Cruz, que entrou no mesmo ramo em maio, a produção é via Bomache, sediada mo Ceará.

No país, a ideia surgiu com o Paysandu, que após três anos com a Puma criou a sua própria linha. Segundo dados do clube paraense, o ganho em cada camisa aumentou 45%, com faturamento de R$ 214 mil/mês no primeiro ano. No cenário local, a marca própria do Santa lucrou R$ 476 mil no primeiro trimestre. Considerando a vocação da capital do Agreste como polo de confecções, a aposta do Central faz sentido, se juntando a outros oito clubes.

Cronologia das marcas próprias dos clubes
01/2016 – Paysandu (Lobo)
05/2016 – Juventude (19Treze)
09/2016 – Fortaleza (Leão 1918)
01/2017 – Joinville (Octo)
03/2017 – Treze (Galo)
05/2017 – Santa Cruz (Cobra Coral)
11/2017 – Caxias (Bravo35)
12/2017 – CSA (nome não revelado)
12/2017 – Central (Patativa)

Patativa é uma homenagem ao mascote do Central, um pássaro do Agreste

A regionalização das séries A, B, C e D do Brasileiro de 2018, com 128 clubes

Considerando as suas quatro divisões, o Campeonato Brasileiro de 2018 terá 128 clubes, repetindo a quantidade de participantes de 2017. A nova divisão absoluta é a seguinte: 38 times do Nordeste, 35 do Sudeste, 24 do Sul, 17 do Norte e 14 do Centro-Oeste. Deste total, 60 estão nas três principais divisões, que têm “calendário cheio”, com atividade regular a partir de abril. Com a definição de todos os acessos e descensos, confira abaixo a relação completa nas séries A, B, C e D. Na elite, o futebol nordestino terá a sua maior representatividade na era dos pontos corridos, com quatro clubes. E Recife, Salvador e Fortaleza estão presentes simultaneamente pela primeira vez. Ainda é pouco, mas é um avanço. Não por acaso, em relação às divisões, a participação do Sul-Sudeste varia de 80% na Série A para 33% na Série D. Já o Norte-Nordeste vai de 20% na Série A para 52% na Série D. Sintomático?

Lembrando que Pernambuco terá sete times, sendo 1 na A, 3 na C e 3 na D. A última Segundona sem representantes locais ocorreu em 2012, então com Náutico e Sport na primeira e Santa e Salgueiro na terceirona.

Confira a divisão de regiões na última temporada aqui.

Série A (20 times)
América-MG, Atlético-MG, Atlético-PR, Bahia, Botafogo, Ceará, Corinthians, Chapecoense, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Internacional, Palmeiras, Paraná, Santos, São Paulo, Sport, Vasco e Vitória

Nordeste – 4 times (2 baianos, 1 pernambucano e 1 cearense)
Sudeste – 11 times (4 paulistas, 4 cariocas e 3 mineiros)
Sul – 5 times (2 gaúchos, 2 paranaenses e 1 catarinense)
Centro-Oeste – 0
Norte – 0

Série B (20 times)
Atlético-GO, Avaí, Boa Esporte, Brasil-RS, Coritiba, CRB, Criciúma, CSA, Fortaleza, Figueirense, Goiás, Guarani, Juventude, Londrina, Oeste, Paysandu, Ponte Preta, Sampaio Corrêa, São Bento-SP e Vila Nova

Nordeste – 4 times (2 alagoanos, 1 cearense, 1 maranhense)
Sudeste – 5 times (4 paulistas e 1 mineiro)
Sul – 7 times (3 catarinenses, 2 gaúchos e 2 paranaenses)
Centro-Oeste – 3 times (3 goianos)
Norte – 1 time (1 paraense)

Série C (20 times)
ABC, Atlético-AC, Botafogo-PB, Botafogo-SP, Bragantino, Confiança, Cuiabá, Globo-RN, Joinville, Juazeirense, Luverdense, Náutico, Operário-PR, Remo, Salgueiro, Santa Cruz, Tombense-MG, Tupi, Volta Redonda e Ypiranga-RS

Nordeste – 8 times (3 pernambucanos, 2 potiguares, 1 baiano, 1 paraibano e 1 sergipano)
Sudeste – 5 times (2 paulistas, 2 mineiros e 1 carioca)
Sul – 3 times (1 gaúcho, 1 paranaense e 1 catarinense)
Centro-Oeste – 2 time (2 mato-grossenses)
Norte – 2 times (1 paraense e 1 acreano)

Série D (68 times)
4 de Julho-PI, Altos-PI, América-RN, Americano-RJ, Aparecidense-GO, ASA-AL, Assu-RN, Atlético-ES, Atlético-SC, Barcelona-RO, Baré-RR, Belo Jardim-PE, Brasiliense-DF, Brusque-SC, Caldense-MG, Campinense-PB, Caxias-RS, Ceilândia-DF, Central-PE, Cianorte-PR, Cordino-MA, Corumbaense-MS, Dom Bosco-MT, Espírito Santos-ES, Ferroviária-SP, Ferroviário-CE, Flamengo-PE, Fluminense de Feira-BA, Guarani-CE, Imperatriz-MA, Independente-PA, Inter de Lages-SC, Interporto-TO, Iporá-GO, Itabaiana-SE, Itumbiara-GO, Jacuipense-BA, Linense-SP, Macaé-RJ, Macapá-AP, Madureira-RJ, Manaus-AM, Maringá-PR, Mirassol-SP, Mogi Mirim-SP, Moto Club-MA, Murici-AL, Nacional-AM, Nova Iguaçu-RJ, Novo Hamburgo-RJ, Novoperário-MS, Novorizontino-SP, Plácido de Castro-AC, Prudentópolis-PR, Real Ariquemos-RO, Rio Branco-AC, Santa Rita-AL, Santos-AP, São José-RS, São Raimundo-PA, São Raimundo-RR, Sergipe-SE, Sinop-MT, Sparta-TO, Treze-PB, Uberlândia-MG, URT-MG e Vitória da Conquista-BA

Nordeste – 22 times (3 pernambucanos, 3 baianos, 3 alagoanos, 3 maranhenses, 2 piauienses, 2 potiguares, 2 cearenses, 2 paraibanos e 2 sergipanos)
Sudeste – 14 times (5 paulistas, 4 cariocas, 3 mineiros e 2 capixabas)
Sul – 9 times (3 gaúchos, 3 paranaenses 3 catarinenses)
Centro-Oeste – 9 times (3 goianos, 2 brasilienses, 2 mato-grossenses e 2 sul-mato-grossenses)
Norte – 14 times (2 paraenses, 2 amazonenses, 2 acreanos, 2 tocantinenses, 2 amapaenses, 2 rondonienses e 2 roraimenses)

CSA conquista Série C e se torna o 8º clube com título nacional no Nordeste

Final da Série C 2017: CSA 0 x 0 Fortaleza. CSA campeão! Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Após a vitória num Castelão lotado, o CSA administrou a vantagem no Rei Pelé, empatando sem gols com Fortaleza, e finalmente conquistou um título nacional. O tradicional Centro Sportivo Alagoano é o campeão da Série C de 2017, com a taça chegando depois de 5 tentativas, incluindo três vices da Série B (80, 82 e 83) e um da Série D, no ano passado. Mais. Esta foi, também, a primeira conquista nacional do futebol alagoano, que já havia batido na trave com os rivais CRB e ASA na mesma terceirona.

Com a festa azul e branca em Maceió, o CSA voltou a colocar o Nordeste no topo de um torneio nacional depois de quatro temporadas, considerando a elite e as divisões de acesso do Brasileiro. Tornou-se o 8º clube da região a ganhar um campeonato deste porte sob a chancela da CBF, com 13 títulos ao todo. Curiosamente, na última vez havia sido num cenário semelhante, com a final nordestina entre Santa e Sampaio na mesma competição.

Ao CSA, os parabéns pela ótima campanha (12V, 9E e 3D) e pela gradativa reconstrução do clube, centenário e popular. Até bem pouco tempo, o “Azulão do Mutange” chegou a disputar a segunda divisão estadual, duas vezes. Agora, está com a segunda divisão nacional firmada em 2018. Com méritos.

Cronologia dos títulos nacionais do Nordeste:
1º) 10/12/1959 – Bahia* 3 x 1 Santos (Taça Brasil)
2º) 17/12/1972 – Sampaio Corrêa* (5) 1 x 1 (4) Campinense (Série B)
3º) 07/02/1988 – Sport* 1 x 0 Guarani (Série A)
4º) 19/02/1989 – Internacional 0 x 0 Bahia* (Série A)
5º) 16/12/1990 – Sport* 0 x 0 Atlético-PR (Série B)
6º) 30/11/1997 – Sampaio Corrêa* 3 x 1 Francana (Série C)
7º) 11/06/2008 – Sport* 2 x 0 Corinthians (Copa do Brasil)
8º) 14/11/2010 – Guarany de Sobral* 4 x 1 América-AM (Série D)
9º) 20/11/2010 – ABC* 0 x 0 Ituiutaba (Série C)
10º) 21/10/2012 – Sampaio Corrêa* 2 x 0 Crac (Série D)
11º) 03/11/2013 – Botafogo-PB* 2 x 0 Juventude (Série D)
12º) 01/12/2013 – Santa Cruz* 2 x 1 Sampaio Corrêa (Série C)
13º) 21/10/2017 – CSA* 0 x 0 Fortaleza (Série C)
* Campeão

Clubes nordestinos com conquistas nacionais*:
3 – Sport (Série A 1987, Série B 1990 e Copa do Brasil 2008)
3 – Sampaio Corrêa (Série B 1972, Série C 1997 e Série D 2012)
2 – Bahia (Taça Brasil 1959 e Série A 1988)
1 – Guarany de Sobral (Série D 2010)
1 – ABC (Série C 2010)
1 – Botafogo-PB (Série D 2013)
1 – Santa Cruz (Série C 2013)
1 – CSA (Série C 2017)
* Desconsiderando o peso de cada título, com ordem a partir da última taça

Estados nordestinos com conquistas nacionais*:
4 – PE (Série A 1987, Série B 1990, Copa do Brasil 2008 e Série C 2013)
3 – MA (Série B 1972, Série C 1997 e Série D 2012)
2 – BA (Taça Brasil 1959 e Série A 1988)
1 – CE (Série D 2010)
1 – RN (Série C 2010)
1 – PB (Série D 2013)
1 – AL (Série C 2017)
* Desconsiderando o peso de cada título, com ordem a partir da última taça

Observação: Central e Treze ainda tentam junto à CBF a oficialização da segunda divisão nacional de 1986, quando dividiram a conquista do “Torneio Paralelo” com Inter de Limeira e Criciúma.

Final da Série C 2017: CSA 0 x 0 Fortaleza. CSA campeão! Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Por causa do Mundial, calendário de 2018 terá Séries A e B de abril até dezembro

O calendário brasileiro em 2018. Crédito: CBF/divulgação

A Copa do Mundo de 2018 será realizada entre 14/06 e 15/07. Durante o torneio na Rússia, as competições oficiais de clubes serão paralisadas, apertando de vez o cronograma. A começar pela pré-temporada, de apenas 14 dias, segundo o novo calendário da CBF. Nove a menos em relação a 2017. Também chama a atenção a antecipação do Brasileiro, como já ocorrera nos três Mundiais anteriores desde que o campeonato passou a ter o mesmo formato, com 20 clubes e pontos corridos. As Séries A e B vão começar um mês mais cedo e vão terminar apenas em dezembro – nunca foram tão espaçadas. Ao menos o período da Copa pode servir como “intertemporada”.

Curiosidade: assim como a Conmebol, que estuda a possibilidade de “jogo único” na final da Libertadores, a CBF considerou justamente esta hipótese para o calendário, publicando observações iniciais. Portanto, caso a ideia não seja implanta ou nenhum brasileiro alcance a decisão, a 38ª rodada da Série A seria antecipada para 02/12, enquanto a 38ª da B seria realizada em 01/12.

Confira o calendário nacional completo clicando aqui.

Período do Brasileiro (20 clubes) em ano de Copa do Mundo
2006 – 15 de abril a 03 de dezembro
2010 – 08 de maio a 05 de dezembro
2014 – 19 de abril a 06 de de dezembro
2018 – 15 de abril a 09 de dezembro

Período dos torneios envolvendo times brasileiros em 2018
Série A – 15/04 a 09/12 (38 jogos)
Série B – 14/04 a 02/12 (38 jogos)
Copa do Brasil – 31/01 a 17/10 (8 fases, até 14 jogos)
Sul-Americana – 31/01 a 28/11 (6 fases, até 12 jogos)
Libertadores – 31/01 a 28/11 (7 fases, até 18 jogos)

Em relação aos campeonatos estaduais do Nordeste (que vão ter menos de 18 datas, o número-base para os demais estados) e à Copa do Nordeste, o calendário detalhado será divulgado apenas em 5 de outubro. A falta de brechas foi um problema no primeiro semestre desta temporada.

Em 2017, a decisão do Campeonato Pernambucano aconteceu 52 dias após a data prevista, uma vez que a agenda proposta não considerou a possibilidade de o Sport avançar em todas as fases possíveis (Nordestão, Copa do Brasil e Sula) até a partida. E olhe que o time leão chegou a jogar duas partidas, pelos torneios regional e estadual, num intervalo de 26 horas! Duas falhas graves.

Abaixo, o período reservado aos campeonatos estaduais (18 datas vermelhas)

O calendário dos campeonatos estaduais em 2018

Sport, Santa, Náutico e Salgueiro no Guia Oficial do Campeonato Brasileiro de 2017

Guia do Brasileirão 2017, via CBF

Em três volumes, a CBF lançou o Guia do Campeonato Brasileiro de 2017, com detalhes sobre os 128 clubes – com 69 dias de bola rolando, diga-se. Para a Série A, 121 páginas, sendo quatro páginas dedicadas a cada time, com textos em português e inglês, incluindo um depoimento de um torcedor ilustre – no Sport, coube ao ator Renato Góes. Na Série B, com 65 páginas, são duas para cada participante, com as Séries C e D dividindo outras 89, com duas páginas aos integrantes da terceirona e a tabela para a última divisão. Vamos aos principais registros dos representantes pernambucanos…

Para ter acesso à integra do guia, clique aqui.

Em tempo: no guia, o Flamengo aparece com 5 títulos brasileiros e 1 Copa União, em 1987. Ao contrário do que ocorre na Taça Brasil e no Torneio Roberto Gomes Pedrosa, conquistados por outros clubes, nesse caso não há o asterisco de reconhecimento, da CBF, como Campeonato Brasileiro.

Guia do Brasileirão 2017, via CBF: Sport

Guia do Brasileirão 2017, via CBF: Santa Cruz

Guia do Brasileirão 2017, via CBF: Náutico

Guia do Brasileirão 2017, via CBF: Salgueiro

Com 3 gols de Leandro Costa, Central faz a alegria de 7 torcedores em Coruripe

Série D 2017,  5ª rodada: Coruripe 2 x 3 Central. Foto: Sérgio Pepeu/cortesia

A agonia do Central na Série D é duradoura. Está lá desde a criação da quarta divisão, com sete participações em nove possíveis. Já chegou a flertar com o acesso, ao alcance dos quatro primeiros colocados, mas fracassou em casa, nos pênaltis, pelo gol qualificado, de goleada. Haja pancada.

Mas a Patativa insiste no Campeonato Brasileiro, único meio para obter um calendário mais digno. Hoje, mal consegue pôr as contas em dias, convivendo com (justas) ameaças de paralisação dos jogadores. E apesar da campanha irregular, com uma vitória até então, não falta luta. Em Coruripe, precisando da vitória para se manter vivo no grupo A7, uma história daquelas…

À parte das ondas do rádio, sete torcedores alvinegros pegaram a estrada, com 289 quilômetros de viagem para uma partida complicado. Se já não havia muitos motivos para confiar, tomar um gol no primeiro lance deve ter rendido um leve arrependimento sobre a viagem. Ao menos desta vez, não! A tarde seria alvinegra, seria do atacante Leandro Costa. Os sete fiéis mereciam.

Certamente, esses torcedores estarão no Lacerdão na última e decisiva rodada, no domingo de São João, contra o Sousa…

Os gols de Coruripe x Central
1 x 0 – Alisson aos 25 segundos…
1 x 1 – Leandro Costa aos 39/1T
2 x 1 – Nilson Júnior aos 46/1T
2 x 2 – Leandro Costa aos 2/2T
2 x 3 – Leandro Costa aos 47/2T

Campanhas alvinegras na Série D
2009 – 12º lugar
2010 – 32º
2013 – 14º
2014 – 16º
2015 – 14º
2016 – 36º
2017 – disputando…

Série D 2017,  5ª rodada: Coruripe 2 x 3 Central. Foto: Central/twitter (@centraloficial)

Atlético escapa de W.O. como mandante e vence aos 49/2T. Série D raiz em Carpina

Série D 2017, 1ª rodada: Atlético-PE 4 x 2 Campinense. Foto: Ednaldo Tavares/Nova Carpina FM/Voz de Pernambuco

Nada de jogos televisionados no Premiere, campos padronizados ou públicos numerosos. A Série D, mambembe desde sempre, é o verdadeiro retrato da maioria dos 766 clubes em atividade no país, num âmbito de superação e improviso. Na largada deste ano, foram 32 jogos no domingo, incluindo as derrotas de América e Central, ambos como visitante. E a maior história do dia ocorreu com o terceiro representante local. Mais precisamente em Carpina.

O Atlético Pernambuco conquistou a vaga de última hora, após a desistência do Serra Talhada, sem condições financeiras. Na estreia, o Tatu enfrentaria a principal força do grupo 8, o Campinense, que manteve a base da equipe que disputou o Nordestão, indo até as quartas de final. Jogo marcado para as 16h. Hino nacional, arbitragem e equipe do visitante perfiladas e um vazio ao lado… Nada do mandante. O ônibus quebrou a caminho do estádio Paulo Petribu. W.O. em casa? Acredite, passou perto. O árbitro Leo Simão teria que esperar meia hora. Correndo num ônibus escolar, numa carona encontrada às pressas, o time chegou às 16h25. Até a bola rolar, ainda teve três minutos para aquecimento e “oração”, como destaca a súmula oficial.

Em campo, George até abriu o placar para o dono da casa, mas a Raposa virou para 1 x 3 no primeiro tempo. Fatura quase liquidada, compreensível num dia tão atribulado. Porém, logo na retomada, Cesar diminuiu, com o 2 x 3 seguindo até o finzinho. Foi quando o camisa 9, Wellington, apareceu. O atacante marcou os gols do empate, aos 38, e da virada, aos 49 do segundo tempo. 4 x 3! Pena que nenhum torcedor pôde assistir na arquibancada, com o jogo de portões fechados por falta de laudos. Mais Série D, impossível. Raiz.

Abaixo, o registro do site Voz de Pernambuco, desde já uma raridade…

Central x Las Vegas United, o aleatório amistoso em Caruaru antes da Série D

Amistoso, 2017: Central x Las Vegas United. Arte: Cassio Zirpoli/DP

A campanha do Central no Estadual foi lamentável. Após cumprir o mínimo necessário na 1ª fase, o alvinegro foi o lanterna do hexagonal, imerso em crise. Não pôde jogar no Lacerdão, devido ao péssimo estado do gramado, atrasou salários, enfrentou paralisação de atletas e ainda foi alvo de denúncia sobre a falta de alimentação numa partida no Recife. Juntando os (muitos) cacos, o clube tem pela frente a Série D de 2017, onde tentará o acesso pela 7ª vez. Para a reformulação do elenco, uma parceria com o empresário Márcio Granada, dono do Las Vegas United. Como ponto de partida, um amistoso em 14 de maio, no Lacerdão, contra o clube norte-americano.

Será o primeiro amistoso internacional da patativa em 16 anos. Contudo, o rival não faz parte da Major League Soccer (MLS), o principal campeonato de futebol dos Estados Unidos, mas da United Premier Soccer League (UPSL), semiprofissional. A liga é composta por seis clubes (LA United, LA City, LA Mobsters, Real Zamora, MF 10 e Anahuac), que disputam o título da Conferência de Nevada em turno e returno. O “semiprofissional” cabe devido à maioria do time, numa mescla com brasileiros em fim de carreira. O elo entre o Central e o United é o atacante Araújo, de 39 anos, agora em ação nos EUA.

Para o amistoso, a direção caruaruense ainda confirmou a participação dos ex-jogadores Edmílson, Marcos Assunção e Amaral, todos pelo Las Vegas. Se o amistoso vai servir como preparação para o Campeonato Brasileiro, é algo questionável, mas o jogo tende a ser incomum nas bandas do Luiz Lacerda.

Amistosos internacionais da Patativa
1968 – Central 2 x 1 Argentina (seleção de novos)
1980 – Central 3 x 1 Nigéria (na reinauguração do Lacerdão)
2000 – Central 1 x 1 Estrela da Amadora (Portugal)
2001 – Central 3 x 1 Rio Ave (Portugal)

O grupo A7 da Série D: Central, Coruripe-AL, Juazeirense-BA e Sousa-PB

STJD suspende o Serra Talhada da Série D por dívida de R$ 100. Desproporcional

R$ 100

Em um mesmo dia, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva suspendeu seis clubes por conta de dívidas sobre taxas com o próprio órgão. Chamou a atenção o valor das pendências, módicas para o futebol profissional, sendo a maior a abaixo de salários mínimos. E a decisão foi pesada, com a suspensão nos torneios organizados pela CBF e o veto a novos registros de atletas.

O caso do Serra Talhada chega a parecer piada. Embora tenha sido rebaixado à segunda divisão pernambucana nesta temporada, o clube sertanejo já tinha a vaga na Série D de 2017, assegurada na edição anterior do torneio local. De fato, a decisão do STJD é amparada pela lei, mas a suspensão passa mais a impressão de despreparo do tribunal, num ato visivelmente desproporcional, do que um acerto jurídico – na visão do blog, naturalmente. Em todos os casos, os clubes correram para quitar as respectivas dívidas, aliviando a suspensão sumária. Incluindo o Cangaceiro, com o depósito de R$ 100.

Dívidas com o STJD que geraram as suspensões nas competições:
R$ 1.600 – Bragantino (Série C)
R$ 1.000 – JV Lideral (sem divisão)
R$ 900 – Goianésia (sem divisão)

R$ 400 – São Francisco-PA (Série D)
R$ 200 – Itabaiana (Série D)
R$ 100 – Serra Talhada (Série D)

Obs. O Serra Talhada está no grupo H da quarta divisão nacional, ao lado de Itabaiana-SE, Fluminense-BA e Campinense-PB