A pedido da CBF, clubes do país analisam rivais da Seleção na Copa. Sport na lista

Os países selecionados pela CBF para que os analistas dos clubes brasileiros. Crédito: CBF

A preparação da Seleção para a Copa do Mundo de 2018, visando o estudo sobre os países adversários, contará com a participação de 19 clubes brasileiros, incluindo os nordestinos Sport, Bahia e Vitória. A partir da ideia do coordenador Edu Gaspar, aprovada pelo técnico Tite, os analistas de desempenho dos clubes da Série A de 2017 – exceção feita ao Flamengo, que não pôde participar – ficarão responsáveis pela análise de 27 países. Das 32 seleções classificadas ao torneio da Rússia, só ficam fora dessa lista os sul-americanos e o próprio Brasil, com dados detalhados pelo Centro de Pesquisa e Análise (CPA) da Confederação Brasileira de Futebol.

A escolha foi feita mediante sorteio, na CBF. No caso do rubro-negro pernambucano, a bolinha trouxe a Sérvia, centro da antiga Iugoslávia, que, mesmo sendo dissolvida durante décadas, esteve em nove Mundiais. Como Sérvia, duas participações: 2010 e 2018. Na eliminatória europeia, os sérvios lideraram o grupo D, obtendo a vaga direta numa chave com Irlanda, Gales e Áustria. Em Salvador, o departamento de análise do Bahia vai se debruçar sobre o Irã! Já o Vitória espera a definição na África, com três possibilidades: Senegal, Burkina Faso e Cabo Verde. Em vários outros casos os clubes ainda dependem das repescagens para definir o país a ser analisado.

Número de países analisados por cada clube
5 – Centro de Análise da CBF
2 – Atlético-PR, Botafogo, Corinthians, Cruzeiro, Grêmio, Palmeiras, São Paulo e Vasco
1 – Atlético-GO, Atlético-MG, Avaí, Bahia, Chapecoense, Coritiba, Fluminense, Ponte Preta, Santos, Sport e Vitória

Os cabeças de chave da Copa do Mundo de 1930 a 2018. A Seleção em 19 edições

Os países com o maior número de indicações como "cabeça de chave" na Copa do Mundo. Arte: Cassio Zirpoli/DP

O Ranking da Fifa correspondente a outubro de 2017, a oito meses da Copa do Mundo, é a base oficial para a composição dos oito cabeças de chave do torneio de 2018. À parte da Rússia, sede pela primeira vez e cabeça de chave pela primeira vez, sete países vieram da lista mensal da federação: Alemanha (1º lugar no ranking), Brasil (2º), Portugal (3º), Argentina (4º), Bélgica (5º), Polônia (6º) e França (8º). O critério técnico adotado, apenas com o ranking, mudou o perfil histórico dos principais países na disputa.

Na compilação de 1930 a 2018, sem surpresa, os oito campeões mundiais são justamente as oito seleções mais apontadas nos sorteios como cabeças de chave. No 21º Mundial, considerando todos os ex-campeões presentes, quatro não serão cabeças de chave. Ou seja, Espanha (11º), Inglaterra (15º), Uruguai (16º) e Itália (17º) devem surgir em prováveis grupos da morte.

À parte do desempenho em campo, o status para o país-sede é regra. Em todas as edições, o anfitrião só não foi escolhido pela federação que controla o futebol como um dos líderes prévios dos grupos em três oportunidades (1954, 1958 e 1970). Em 2022, no Catar, o regulamento deve ser mantido. Já a partir de 2026 o torneio terá 48 seleções, dobrando o nº de grupos…

Indicações dos 122 cabeças de chave nos Mundiais:
1930 (5) – Argentina, Brasil, Estados Unidos, Paraguai e Uruguai
1934 (8) – Alemanha, Argentina, Áustria, Brasil, Holanda, Hungria, Itália e Tchecoslováquia
1938 (8) – Alemanha, Brasil, Cuba, França, Hungria, Itália, Suécia e Tchecoslováquia
1950 (4) – Brasil, Inglaterra, Itália e Uruguai
1954 (8) – Áustria, Brasil, França, Hungria, Inglaterra, Itália, Turquia e Uruguai
1958  – sem cabeças de chave
1962 (4) – Argentina, Brasil, Chile e Uruguai
1966 (4) – Alemanha, Brasil, Inglaterra e Itália
1970 – sem cabeças de chave
1974 (4) – Alemanha, Brasil, Itália e Uruguai
1978 (5) – Alemanha, Argentina, Brasil, Holanda e Itália
1982 (6) – Alemanha, Argentina, Brasil, Espanha, Inglaterra e Itália
1986 (6) – Alemanha, Brasil, França, Itália, México e Polônia.
1990 (6) – Alemanha, Argentina, Bélgica, Brasil, Inglaterra e Itália
1994 (6) – Alemanha, Argentina, Bélgica, Brasil, Estados Unidos e Itália
1998 (8) – Alemanha, Argentina, Brasil, Espanha, França, Holanda, Itália e Romênia
2002 (8) – Alemanha, Argentina, Brasil, Coreia do Sul, Espanha, França, Itália e Japão
2006 (8) – Alemanha, Argentina, Brasil, Espanha, França, Inglaterra, Itália e México
2010 (8) – Alemanha, África do Sul, Argentina, Brasil, Espanha, Holanda, Inglaterra e Itália
2014 (8) – Alemanha, Argentina, Bélgica, Brasil, Colômbia, Espanha, Suíça e Uruguai
2018 (8) – Alemanha, Argentina, Bélgica, Brasil, França, Polônia, Portugal e Rússia

Ranking de indicações como cabeça de chave:
19 – Brasil
15 – Alemanha e Itália
13 – Argentina
7 – França e Inglaterra
6 – Espanha e Uruguai
4 – Bélgica e Holanda
3 – Hungria
2 – Áustria, Estado Unidos, México, Polônia e Tchecoslováquia
1 – África do Sul, Colômbia, Chile, Coreia do Sul, Cuba, Japão, Paraguai, Portugal, Romênia, Rússia, Suécia, Suíça e Turquia

Evolução dos critérios para a escolha dos cabeças de chave:
Decisão do comitê organizador: 1930, 1934, 1938, 1962 e 1966
Recomendação da CBD (precursora da CBF): 1950
Sorteio: 1954
Sem cabeça de chave: 1958 e 1970
Votação: 1974
Histórico técnico e posição geográfica: 1978, 1982 e 1986
Performance nas Copas anteriores: 1990 e 1994
Performance nas Copas anteriores + ranking: 1998, 2002 e 2006
Ranking da Fifa: 2010, 2014 e 2018

Seleção Brasileira faturou R$ 70 milhões como mandante nas Eliminatórias de 2018

Eliminatórias da Copa 2018, em 10/10/2017: Brasil 3 x 0 Chile. Foto: divulgação

A Canarinha encerrou as Eliminatórias da Copa de 2018 com dez pontos de vantagem sobre o segundo colocado, o Uruguai. Na última rodada, no Allianz Parque, o moderno estádio do Palmeiras, a Seleção goleou o Chile, deixando o atual bicampeão da Copa América fora do Mundial da Rússia. A tranquila vitória manteve o país como o único sul-americano invicto como mandante no qualificatório e também estabeleceu a maior renda do futebol no Brasil. O dado desconsidera o Mundial de 2014, pois a Fifa não divulgou os borderôs.

Com R$ 15 milhões, o jogo superou a final da Libertadores de 2013, entre Atlético-MG e Olimpia do Paraguai. Na ocasião, a partida em Belo Horizonte proporcionou uma arrecadação de R$ 14 mi. Essa renda recorde mostra o quanto a participação nas Eliminatórias, utilizando apenas as arenas com “Padrão Fifa”, turbinou o caixa da CBF. A entidade faturou R$ 70 milhões! Embora não detalhe o percentual repassado a cada operador dos estádios, é possível aferir um desconto de 8%, o valor entregue ao Corinthians na apresentação anterior em São Paulo. Ou seja, a confederação teria ficado com 92%, ou R$ 64,4 milhões líquidos. E, de fato, o torcedor pagou caro para produzir esta receita. No Allianz Parque, com valores semelhantes aos da Copa do Mundo realizada no país, o tíquete médio foi de R$ 368.

A gestão desse recurso, lembrando, fica a cargo de Marco Polo Del Nero…

Público total: 371.897 (média de 41.321 torcedores) 
Renda total: R$ 70.073.561 (média de 7.785.951 reais) 
Tíquete médio: R$ 188,42
Campanha: 9 jogos; 8 vitórias, 1 empate e nenhuma derrota; 26 GP e 4 GC

Eis o ranking de bilheteria nos jogos da Seleção nas Eliminatórias de 2018.

Balanço da Seleção Brasileira nas Eliminatórias da Copa 2018 jogando no Brasil. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Seguindo com a evolução cronológica dos públicos da Canarinha, com a taxa de ocupação dos estádios. A maior foi em São Lourenço da Mata, com 98,17% dos 45.845 cadeiras vermelhas ocupadas – curiosamente, no único empate no país. A menor ocorreu em Fortaleza, com índice de 60,98%.

Evolução dos públicos nos jogos da Seleção Brasileira como mandante nas Eliminatórias da Copa 2018. Arte: Cassio Zirpoli/DP

A escalada cronológica sobre o preço dos ingressos vai da média de R$ 69 na estreia até R$ 368 na despedida do qualificatório da Fifa. As quatro menores rendas foram no Nordeste. Por outro lado, as maiores bilheterias foram registradas com a Seleção em grande fase, já sob comando de Tite.

Evolução das bilheterias nos jogos da Seleção Brasileira como mandante nas Eliminatórias da Copa 2018. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Islândia na Copa do Mundo, mesmo com população menor que Olinda, Caruaru…

Islândia vence o Kosovo e se classifica para a Copa do Mundo de 2018. Foto: Fifa/site oficial

O território da Islândia é quase do mesmo tamanho de Pernambuco, com 103.001 km² x 98.149 km². Demograficamente, porém, há uma enorme diferença, com 9,4 milhões de habitantes no estado e apenas 334 mil no país insular, espalhados em cidades pequenas no litoral, bem afastadas da Europa. Lá, num cenário frio e quase deserto, o futebol vive. Apesar da população menor que 5 municípios locais (Olinda tem 56 mil pessoas a mais!) ou abaixo de 79 cidades brasileiras, a ilha é capaz de formar uma seleção competitiva, que fez história na Eurocopa 2016 e fará história na Copa do Mundo de 2018.

Indo contra qualquer lógica, o país se classificou ao torneio europeu e ainda eliminou a Inglaterra nas oitavas de final. Do exótico ao resultado prático. Em nova disputa nas Eliminatórias, agora ao Mundial, a seleção islandesa garantiu a 1ª colocação no Grupo I, vencendo o Kosovo por 2 x 0 na capital Reykjavik. Conseguiu a vaga direta para o Mundial da Rússia, na sua estreia no maior torneio do futebol. Será, sem surpresa, o país menos populoso a disputar a Copa em todos os tempos. Na Islândia, segundo a federação nacional de futebol, a “Knattspyrnusamband Islands” (KSI), fundada em 1947, existem apenas três mil adultos jogando bola, com 100 profissionais!

Islândia vence o Kosovo e se classifica para a Copa do Mundo de 2018. Foto: Fifa/site oficial

Fazendo uma relação entre a população masculina, com cerca de 167 mil islandeses, e os 23 convocados da seleção, 1 em cada 7,2 mil será chamado para a Copa do Mundo. No estado, essa conta ficaria em torno de 1 em 198 mil. Mesmo na relação municipal, considerando o top 5, o material humano local seria, em tese, mais factível na montagem de um time competitivo. Pois é, absolutamente tudo sobre a Islândia parece ficção, incluindo a sua torcida. Na Euro realizada na França, 5% do país esteve nas arquibancadas. Ou seja, o envolvimento para o sucesso é geral… Mesmo num território escasso.

As 10 cidades pernambucanas mais populosas x Islândia
1.633.697 – Recife (IBGE, estimativa de 2017)

695.956 – Jaboatão
390.771 – Olinda
356.128 – Caruaru
343.219 – Petrolina

334.252 – Islândia

328.353 – Paulista
204.653 – Cabo
156.361 – Camaragibe
138.642 – Garanhuns
137.578 – Vitória

A classificação final do Grupo I das Eliminatórias da Uefa para o Mundial de 2018. Crédito: Fifa/site oficial

Os dez maiores públicos no Arruda, Ilha do Retiro, Arena Pernambuco e Aflitos

Arruda (Paulo Paiva/DP), Ilha do Retiro (Williams Aguiar/Sport), Arena Pernambuco (Rafael Ribeiro/CBF) e Aflitos (Flávio JaPa/flickr)

Em Pernambuco, os dados em relação à quantidade de torcedores nos estádios passaram a ser divulgados com frequência na década de 1960. Até então, priorizava-se a informação sobre a renda da partida. Os públicos eram tratados com estimativas, acredite. Então, a partir deste recorte, confira quais são os dez maiores públicos dos quatro principais palcos do futebol local. Com critérios distintos ao longo dos anos, o blog considerou o público total, com a soma entre pagantes e não pagantes. Ocorre que na década de 1980, por exemplo, os jornais da cidade tinham como hábito informar apenas os pagantes. De toda forma, é possível relembrar as multidões.

No Arruda, por exemplo, as marcas foram quebradas sistematicamente após a construção do anel superior, em 1982. Na Ilha, a introdução da campanha promocional Todos com a Nota, em 1998, resultou em sete dos dez maiores borderôs. Num mesma temporada! Na Arena, as partidas entre seleções nacionais tomam à frente, até mesmo pela ausência divisórias entre torcidas, uma (necessária) norma de segurança que afeta a carga de ingressos nos jogos envolvendo clubes. Por fim, os Aflitos, com dados curiosos. Começando pelo recorde, estabelecido em sua versão anterior, bem acanhada. Oito dos demais jogos registrados foram disputados a partir da ampliação, iniciada em 1996. Sobre a Batalha dos Aflitos, trata-se de um dado divulgado por parte da imprensa, mas sem confirmação do clube.

Dados atualizados até 23 de julho de 2017

Os 10 maiores públicos no Arruda
96.990 – Brasil 6 x 0 Bolívia (29/08/1993, Eliminatórias)
90.400 – Brasil 2 x 0 Argentina (23/03/1994, Amistoso)
80.203 – Náutico 0 x 2 Sport (15/03/1998, Estadual)
78.391 – Santa Cruz 1 x 1 Sport (21/02/1999, Estadual)
76.800 – Brasil 2 x 0 Paraguai (09/07/1989, Copa América)
76.636 – Santa Cruz (6) 1 x 1 (5) Náutico (18/12/1983, Estadual*)
75.135 – Santa Cruz 1 x 2 Sport (03/05/1998, Estadual)
74.280 – Santa Cruz 2 x 0 Sport (18/07/1993, Estadual)
71.243 – Santa Cruz 2 x 1 Náutico (28/07/1993, Estadual*)
70.003 – Santa Cruz 0 x 2 Náutico (11/07/2001, Estadual*)

Capacidade máxima: 110.000 (1982)
Capacidade atual: 50.582 (2017)

Os 10 maiores públicos na Ilha do Retiro
56.875 – Sport 2 x 0 Porto (07/06/1998, Estadual*)
53.033 – Sport 0 x 2 Corinthians (12/09/1998, Série A)
50.106 – Sport 4 x 1 Santa Cruz (29/03/1998, Estadual)
48.564 – Sport 1 x 1 Cruzeiro (27/09/1998, Série A)
48.328 – Sport 5 x 0 Grêmio (20/09/1998, Série A)
46.018 – Sport 1 x 1 Grêmio (03/12/2000, Série A)
45.697 – Sport 3 x 0 Náutico (15/12/1991, Estadual*)
45.399 – Sport 2 x 1 Botafogo (24/10/1998, Série A)
45.151 – Sport 1 x 0 São Paulo (16/08/1998, Série A)
44.346 – Sport 2 x 0 Santa Cruz (31/07/1988, Estadual)

Capacidade máxima: 50.000 (1998)
Capacidade atual: 29.000 (2017)

Os 10 maiores públicos na Arena Pernambuco
45.010 – Brasil 2 x 2 Uruguai (25/03/2016, Eliminatórias)
42.025 – Sport 0 x 2 Palmeiras (23/07/2017, Série A)
41.994 – Sport 2 x 0 São Paulo (19/07/2015, Série A)
41.876 – Alemanha 1 x 0 Estados Unidos (26/06/2014, Copa do Mundo)
41.705 – Espanha 2 x 1 Uruguai (16/06/2013, Copa das Confederações)
41.242 – Costa Rica (5) 1 x 1 (3) Grécia (29/06/2014, Copa do Mundo)
41.212 – México 3 x 1 Croácia (23/06/2014, Copa do Mundo)
40.489 – Itália 4 x 3 Japão (16/06/2013, Copa das Confederações)
40.285 – Costa Rica 1 x 0 Itália (20/06/2014, Copa do Mundo)
40.267 – Costa do Marfim 2 x 1 Japão (14/06/2014, Copa do Mundo)

Capacidade máxima: 46.214 (2013)
Capacidade atual: 45.913 (2017)

Os 10 maiores públicos nos Aflitos
31.061 – Náutico 1 x 0 Sport (21/07/1968, Estadual*)
29.891 – Náutico 0 x 1 Grêmio (26/11/2005, Série B)
28.022 – Náutico 0 x 2 América-MG (04/12/1997, Série B)
22.177 – Náutico 0 x 1 Santa Cruz (05/07/2001, Estadual)
21.121 – Náutico 0 x 1 Sport (21/04/2001, Nordestão)
20.699 – Náutico 2 x 0 Ituano (18/11/2006, Série B)
20.506 – Náutico 1 x 0 Santa Cruz (11/12/1974, Estadual*)
20.100 – Náutico 1 x 0 Sport (02/12/2012, Série A)
19.880 – Náutico 1 x 0 Corinthians (21/10/2007, Série A)
19.798 – Náutico 0 x 2 Flamengo (15/11/2009, Série A)

Capacidade máxima: 30.000 (1988)
Capacidade atual: 22.856 (2013)

* Decisões do Campeonato Pernambucano

Brasil lidera Ranking da Fifa após 7 anos

Ranking da Fifa em abril de 2017. Crédito: Fifa/twitter

A incrível sequência de Tite, com nove vitórias em nove jogos, já é a maior arrancada de um técnico na Seleção Brasileira. E olhe que foram oito jogos pelas Eliminatórias da Copa 2018, fazendo com que o time saísse de uma situação complicada para o status de primeiro classificado, à parte do país-sede. Com isso, o Brasil voltou ao topo do Ranking da Fifa, após sete anos.

A última vez que a Canarinha havia liderado a lista mensal foi em maio de 2010, antes do Mundial na África. Ali, iniciou-se o reinado da Espanha, depois revezado com Alemanha e Argentina. Neste hiato, até países sem títulos mundiais alcançaram o topo no futebol, como as vizinhas Holanda e Bélgica.

A goleada sobre o Paraguai por 3 x 0, na Arena Corinthians, foi fundamental para ultrapassar os hermanos. Só em caso de vitória seria possível através do complexo (e questionável) sistema, com pesos diferentes aos jogos de todos os filiados – somente no último mês foram 129 partidas contabilizadas. Em abril o Brasil chegou a 151 meses de liderança, de um total de 285 desde a criação do ranking, em agosto de 1993. Ou seja, mesmo em jejum – e chegou a ser 18º em 2012 -, o time verde e amarelo já liderou em 52,9% do tempo.

Meses na liderança (entre parênteses, o primeiro mês em 1º):
Brasil – 151 (09/1993)
Espanha – 64 (07/2008)
Argentina – 26 (03/2007)
Alemanha – 18 (08/1993)
França – 14 (05/2001)
Itália – 6 (11/1993)
Bélgica – 5 (11/2015)
Holanda – 1 (08/2011)

Desempenho da Seleção Brasileira no Ranking da Fifa:

O desempenho da Seleção Brasileira no Ranking da Fifa

Com hat-trick de Paulinho e golaço de Neymar, Brasil goleia no Centenário

Eliminatórias da Copa 2018, em 22/03/2017: Uruguai 1x4 Brasil. Foto: CBF/twitter (@CBF_Futebol)

Que atuação da Seleção Brasileira! Diante do Uruguai, até então 100% nos seis jogos disputados no Centenário, o time verde e amarelo goleou por 4 x 1 e colocou um pé e meio na Copa do Mundo da Rússia. Com 30 pontos, já está dois pontos à frente da média histórica das eliminatórias sul-americanas. E este cenário não deve mudar nos cinco jogos restantes.

Em Montevidéu, com 50 mil torcedores e o velho clima de clássico, a Celeste abriu logo o placar numa penalidade convertida por Cavani. Consequência do péssimo recuo de Marcelo, que ainda cometeria outras faltas perigosas na entrada da área. Apesar da pressão e do placar desfavorável, o Brasil manteve a calma vista nesta Era Tite. Por sinal, foi a 7ª apresentação oficial sob o comando do técnico, com a 7ª vitória, um início recorde na história da Seleção. Com Neymar muito bem, avançando, driblando e distribuindo o jogo, a marcação charrúa acabou deixando espaço, como o rombo na intermediária, com a grata finalização de Paulinho, acertando o ângulo. Chute a 94 km/h.

Eliminatórias da Copa 2018, em 22/03/2017: Uruguai 1x4 Brasil. Foto: CBF/twitter (@CBF_Futebol)

Com 18 minutos, o jogo já voltava aos eixos. Controlado de tal forma pelos visitantes que Tite que sequer cogitou mudanças. Voltou do intervalo com a mesma formação, com o mesmo Paulinho aparecendo como elemento-surpresa, virando a partida após rebote de Firmino. Em vantagem, obrigando o Uruguai a se expor, a velocidade brasileira foi fatal. Sendo mais direto: a velocidade do camisa 10. Ganhando do marcador após um bico da defesa brasileira, Neymar ficou cara a cara com Martín Silva. Num curto espaço, mostrou plena frieza e categoria para encobrir o goleiro. Outro golaço na noite.

Aos 43 minutos, Diego Souza foi acionado no lugar de Firmino, O meia do Sport, utilizado na Canarinha como centroavante, atuou em apenas cinco minutos, mas se apresentou, com duas jogadas como pivô. Em campo, ainda viu Paulinho escorar um cruzamento nos descontos e encerrar a goleada. Com o hat-trick, chegou a 9 gols pelo Brasil e tornou-se o volante com mais gols pela Seleção. Deixou para trás Alemão, César Sampaio, Dunga, Emerson e Falcão, todos com 6 tentos. Fez história num estádio histórico.

Eliminatórias da Copa 2018, em 22/03/2017: Uruguai 1x4 Brasil. Foto: Lucas Figueiredo/CBF

O histórico dos 23 convocados para as Eliminatórias, com Diego Souza na lista

O primeiro treino do Brasil visando o jogo contra o Uruguai, no CT do Corinthians. Foto: Lucas Figueiredo/CBF

A CBF divulgou o perfil de todos os jogadores lembrados por Tite para os jogos contra Uruguai e Paraguai, pelas Eliminatórias da Copa 2018. O relatório (abaixo) traz o número de convocações, partidas disputadas, minutos em campo e gols marcados. Considerando os 23 nomes para as rodadas 13 e 14, segundo a diretoria de seleções da entidade, o lateral-direito Daniel Alves é o mais experiente na Canarinha, com 100 apresentações. Já Neymar é o principal artilheiro. Com 25 anos, o atacante do Barcelona já soma 50 gols pelo Brasil – Pelé, o maior goleador da Seleção, tem 77 gols em jogos oficiais.

A lista conta com Diego Souza. Aos 31 anos, o meia do Sport, chamado como atacante, tem apenas três jogos com a camisa verde e amarela, totalizando 128 minutos, metade no último amistoso, o Jogo da Amizade no Engenhão.

23/03/2017 (20h00) – Brasil  x Uruguai (Montevidéu)
28/03/2017 (21h45) – Brasil x Paraguai (Arena Corinthians)

Confira o quadro em uma resolução maior clicando aqui.

Perfil dos 23 convocados do Brasil para as rodadas 13 e 14 das Eliminatórias da Copa 2018. Crédito: CBF/reprodução

O Sport nas Eliminatórias da Copa, com a convocação dupla de Diego Souza e Mena

Diego Souza (Brasil) e Mena (Chile), do Sport. Ambos convocados para as Eliminatórias da Copa 2018. Crédito: Sport/instagram (@sportrecife)

Pela primeira vez, o Sport cedeu dois jogadores simultaneamente para as Eliminatórias da Copa do Mundo. Trilando a rota para a Rússia, Diego Souza e Mena foram chamados por Tite e Pizzi. Vão defender as seleções do Brasil e do Chile nas rodadas 13 e 14 do qualificatório da Conmebol, no qual os dois países aparecem na zona de classificação direta ao Mundial. O ineditismo da convocação foi destacado pelo próprio Leão da Ilha, com “o Sport é Seleção”.

Na história rubro-negra, já são oito jogadores convocados às Eliminatórias. Na Canarinha, por exemplo, são três nomes, sendo o único clube da região a ceder atletas. Considerando outras bandeiras, a edição para 2018 tornou-se a mais prolífica, com três jogadores, já que o costa-riquenho Rodney Wallace já havia sido lembrado também, durante a sua passagem em 2016. Das últimas cinco seletivas, o clube cedeu jogadores em quatro. Disputas na Conmebol, Concacaf e na CAF, a confederação africana. No geral, 13 partidas.

Confira o histórico dos clubes pernambucanos nas Eliminatórias aqui.

Copa do Mundo 2002, Coreia do Sul e Japão (2 atletas, 3 jogos)
Bosco (goleiro, Brasil)

08/10/2000 – Brasil 6 x 0 Venezuela (Maracaibo)
15/11/2000 – Brasil 1 x 0 Colômbia (Morumbi)

Leomar (volante, Brasil)
25/04/2001 – Brasil 1 x 1 Peru (Morumbi) 

Copa do Mundo 2010, África do Sul (2 atletas, 3 jogos)
Juan Arce (atacante, Bolívia)
05/09/2009 – Bolívia 0 x 1 Paraguai
09/09/2009 – Bolívia 1 x 3 Equador

Hamilton* (volante, Togo)
06/09/2009 – Togo 1 x 1 Marrocos
Teve problemas na documentação e não atuou 

Copa do Mundo 2014, Brasil (1 atleta, 1 jogo)
Chumacero (volante, Bolívia)
10/09/2013 – Bolívia 1 x 1 Equador

Copa do Mundo 2018, Rússia (3 atletas, 6 jogos)
Rodney Wallace (lateral-esquerdo, Costa Rica)
02/09/2016 – Costa Rica 1 x 0 Haiti
06/09/2016 – Costa Rica 3 x 1 Panamá

Diego Souza (meia-atacante, Brasil)
23/03/2017 – Brasil  x Uruguai (Montevidéu)
28/03/2017 – Brasil x Paraguai (Arena Corinthians)

Mena (lateral-esquerdo, Chile)
23/03/2017 – Argentina x Chile (Buenos Aires)
28/03/2017 – Chile x Venezuela (Santiago)

A audiência do Super Bowl na TV dos EUA, há 8 anos com mais de 100 milhões de telespectadores. Segue atrás da Copa

Super Bowl 51, Patriots 34 x 28 Falcons. Foto: Todd Rosenberg/NFL

O Super Bowl de 2017, em Houston, foi um dos mais emocionantes da história, com o Patriots, do quarterback Tom Brady, revertendo um placar improvável. De 3 x 28 para 34 x 28, na maior virada em uma decisão, que pela primeira vez só foi definida no overtime. O suficiente para atrair a atenção de 1/3 da população norte-americana, no maior evento esportivo do país. De acordo com o instituto Nielsen, que há tempos mede a audiência do evento, foram 111,3 milhões de telespectadores, em média, no canal Fox. Outros 2,4 milhões assistiram no aplicativo Fox Go e no canal para o público hispânico.

Embora gigantesco, não foi o recorde, com 600 mil a menos em relação à edição 50, em 2016. Por outro lado, manteve a escrita desde 2010, com todas as decisões do futebol americano ultrapassando a marca de 100 milhões de telespectadores, num raio de interesse que vai bem além. Em escala global, o dado sobe para 172 milhões. Basta medir o interesse no Brasil. Antes do Super Bowl 51, o Ibope Repucom divulgou uma pesquisa no país, com 15,2 milhões de aficionados na modalidade, ou 20% da população. Gente que viu a final nos cinemas e, sobretudo, na ESPN e no Esporte Interativo..

Audiência televisiva do Super Bowl nos EUA
2010 – 106,4 milhões (New Orleans Saints 31 x 17 Indianapolis Colts)
2011 – 111,0 milhões (Green Bay Packers 31 x 25 Pittsburgh Steelers)
2012 – 111,3 milhões (New York Giants 21 x 17 New England Patriots)
2013 – 108,4 milhões (Baltimore Ravens 34 x 31 San Francisco 49ers)
2014 – 111,5 milhões (Seattle Seahawks 43 x 9 Denver Broncos)
2015 – 114,4 milhões (New England Patriots 28 x 24 Seattle Seahawks)

2016 – 111,9 milhões (Denver Broncos 24 x 10 Carolina Panthers)
2017 – 111,3 milhões (New England Patriots 34 x 28 Atlanta Falcons)

% da população dos EUA que assistiu ao Super Bowl (população estimada)
2010: 34,4% (308.745.538)
2011: 35,7% (310.792.611)

2012: 35,5% (313.100.430)
2013: 34,3% (315.368.796)
2014: 35,1% (317.655.775)
2015: 35,7% (320.004.267)
2016: 34,7% (322.260.431)
2017: 34,3% (324.485.597) 

Apesar da franca exibição internacional – somente no Brasil são cinco jogos por semana na temporada regular -, a NFL segue bem atrás do futebol.

Copa do Mundo (final)*
2010 – 909 milhões (Espanha 1 x 0 Holanda)
2014 – 1,013 bilhão (Alemanha 1 x 0 Argentina)
* Pessoas que assistiram pelo menos 1 minuto da partida

Eurocopa (final)**
2012 – 300 milhões (Espanha 4 x 0 Itália)
2016 – 300 milhões (Portugal 1 x 0 França)
** Audiência média

Com uma influência muito maior no planeta, o soccer ocupa os três primeiros lugares no ranking mundial de audiência na tevê. Em 3º lugar, a Champions League já passa de 200 milhões, com a Euro e a Copa do Mundo em escalas bem maiores. Por sinal, 1/7 da população da Terra sintonizou a televisão na decisão mundial no Maracanã em algum momento. Mesmo analisando só a média, aquela partida segue imbatível, com 700 milhões de pessoas assistindo à vitória da Alemanha sobre a Argentina. Também no overtime.

Super Bowl 51, Patriots 34 x 28 Falcons. Foto: Todd Rosenberg/NFL