Oitavas da Copa do Brasil de 2017 com Atlético-PR x Santa e Botafogo x Sport

Oitavas de final da Copa do Brasil de 2017. Crédito: CBF/facebook

A CBF sorteou os oito confrontos das oitavas de final da Copa do Brasil de 2017, com nove campeões entre os 16 participantes. Por sinal, finalmente ocorreu a estreia dos 11 pré-classificados, incluindo o tricolor, somados aos cinco clubes oriundos das quatro fases anteriores, entre eles o rubro-negro. No Rio, as bolinhas determinaram Atlético-PR x Santa e Botafogo x Sport.

O sorteio foi dirigido, com a divisão de dois potes, com os times presentes na Libertadores no pote A e os demais, incluindo os dois pernambucanos, no pote B. Logo, apenas duelos A x B. No viés local, saíram duelos inéditos.

A última participação do estado nas oitavas havia sido em 2013, com o Salgueiro. Já uma dupla presença não ocorria desde 2010, justamente com os rivais das multidões. Indo além disso no torneio é preciso voltar a 2008, quando o leão caminhou bastante, até o título nacional. Ao todo, o futebol pernambucano já chegou sete vezes às quartas, com Sport (5) e Náutico (2).

Qual é a chance de repetir a classificação às quartas em 2017?

Quem estreia na 5ª fase, o caso coral, recebe R$ 1,05 milhão, sem direito às cotas anteriores. O Sport, que eliminou por CSA, Sete de Dourados, Boavista e Joinville, já soma R$ 3,88 milhões. A classificação às quartas vale R$ 1,195 milhão. Na próxima fase haverá um novo (e definitivo) sorteio, com pote único.

Mando de campo nos confrontos:
Santa Cruz (ida, 10/05, 21h45)  x Atlético-PR (volta, 31/05, 19h30)
Grêmio (ida, 17/05, 21h45) x Fluminense (volta, 31/05, 19h30)
Flamengo (ida, 10/05, 19h30) x Atlético-GO (volta, 24/05, 21h45)
Palmeiras (ida, 17/05, 21h45) x Internacional (volta, 31/05, 21h45)
Botafogo (ida, 26/04, 21h45) x Sport (volta, 31/05, 21h45)
Santos (ida, 26/04, 19h30) x Paysandu (volta, 10/05, 21h45)
Cruzeiro (ida, 03/05, 21h45) x Chapecoense (volta, 31/05, 21h45)
Paraná (ida, 10/05, 21h45) x Atlético-MG (volta, 24/05, 21h45)

Videocast – Qual é o maior estado no futebol fora do eixo Rio-SP-MG-RS?

Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul concentram 42 dos 46 títulos brasileiros e todas as 17 Libertadores e os 10 Mundiais conquistadas pelo país. Também têm, sem contestação, as dez maiores torcidas. Porém, há resistência fora desse eixo, sobretudo em três estados. Bahia, Paraná e Pernambuco, com times populares e feitos nacionais (e internacionais). Saindo da redoma das mesas redondas nacionais, qual seria o “5º estado” em termos de representatividade no futebol?

O 45 minutos debateu os pontos altos e baixo dos centros, também passando por Santa Catarina, uma força recente. História, estrutura, atualidade etc. No fim, o veredito, ordenando todos. Obviamente, a discussão segue…

Nesta gravação, estou com Celso Ishigami e Fred Figueiroa. Assista!

Parte 1 (23 minutos)

Parte 2 (21 minutos)

Santa Cruz (263º) e Sport (280º) presentes no ranking mundial da IFFHS em 2016

Santa e Sport na lista anual da IFFHS. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Pelo terceiro ano consecutivo o futebol pernambucano se faz presente no ranking mundial de clubes, organizado Federação de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS), órgão alemão reconhecido pela Fifa. Desta vez em dose dupla. Na lista, com os jogos oficiais de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2016, o Santa Cruz ficou em 263º geral, 16º no país e 2º na região (atrás do Vitória). Foram as melhores colocações de sua história. Graças à campanha na Sula, quando chegou às oitavas, eliminando o Sport na fase nacional – não por acaso, deixou o rival 17 posições atrás. E olhe que por um golzinho, no confronto contra o Independiente Medellín, não alcançou as quartas de final…

A lista é atualizada mensalmente, com um balanço geral no início do ano seguinte. Em 2016, pela primeira vez um clube de fora da Europa terminou na liderança. Mérito do Atlético Nacional. O clube colombiano conquistou a Libertadores e ainda foi vice da Sul-Americana, quando abdicou do título em homenagem à Chape. À parte dos primeiros colocados, vale destacar também a presença pernambucana. Para fazer parte do levantamento, é necessário disputar a primeira divisão nacional – e cada país tem um peso distinto. 

Abaixo, o blog listou os rankings a partir de 2006, na pioneira participação local no Brasileirão na era dos pontos corridos. A apuração vai a partir dos quadros divulgados pelas IFFHS, pois nem todos os clubes pontuados são divulgados, com as listas variando de 200 a 500 nomes – em 2013, por exemplo, o Náutico disputou a elite e a Sula, mas não apareceu. Como a pontuação internacional é elevada, a melhor colocação do estado foi em 2009, quando o Sport disputou a Libertadores, chegando às oitavas. Em abril chegou a ser 29º. No fim do ano, mesmo com a lanterna na Série A, foi 89º.

Os pódios, o melhor brasileiro* e os pernambucanos listados no período:

2016
1º) Atlético Nacional-COL (383 pontos)
2º) Real Madrid-ESP (310)
3º) Barcelona-ESP (280)

13º) Atlético Mineiro (212)
34º) Grêmio (176)
36º) São Paulo (174)
44º) Corinthians (169)
45º) Palmeiras (166)
94º) Chapecoense (126)
94º) Flamengo (126)
132º) Santos (110)
159º) Coritiba (100)
168º) Cruzeiro (98)
201º) Internacional (88)
214º) Atlético Paranaense (86)
221º) Botafogo (84)
231º) Ponte Preta (82)
251º) Vitória (78)
263º) Santa Cruz (76 pts – Oitavas da Sula e 19º na Série A)
280º) Fluminense (74)
280º) Sport (74 pts – 2ª fase na Sula e 14º na Série A)
303º) Figueirense (70)

2015
1º) Barcelona-ESP (379)
2º) Juventus-ITA (286)
3º) Napoli-ITA (268)
18º) Internacional* (210) 

160º) Sport (101 pts – Oitavas na Sula e 6º na Série A)

2014
1º) Real Madrid-ESP (381)
2º) Bayern de Munique-ALE (276)
3º) Atlético de Madrid-ESP (267)
14º) Cruzeiro* (219) 

247º) Sport (80 pts – 2ª fase na Sula e 11º na Série A)

2013
1º) Bayern de Munique-ALE (370)
2º) Real Madrid-ESP (290)
3º) Chelsea-ING (273)
8º) Atlético Mineiro* (238) 

Nenhum pernambucano listado**

2012
1º) Barcelona-ESP (307)
2º) Chelsea-ING (279)
3º) Boca Juniors-ARG e Atlético de Madri-ESP (278)
5º) Corinthians* (272) 

321º) Náutico (72 pts – 12º na Série A)
413º) Sport (62 pts – 17º na Série A)

2011
1º) Barcelona-ESP (367)
2º) Real Madrid-ESP (312)
3º) Vélez Sarsfield-ARG (271)
6º) Santos* (238) 

Sem time pernambucano na elite

2010
1º) Internazionale-ITA (300)
2º) Bayern de Munique-ALE (268)
3º) Barcelona-ESP (266)
7º) Internacional* (231) 

Sem time pernambucano na elite

2009
1º) Barcelona-ESP (341)
2º) Chelsea-ING (292)
3º) Manchester United-ING (291)
9º) Cruzeiro* (235)

89º) Sport (125 pts – Oitavas na Libertadores e 20º na Série A)

2008
1º) Manchester United-ING (292)
2º) Bayern de Munique-ALE (272)
3º) Liverpool-ING (267)
10º) São Paulo* (223) 

97º) Sport (118 pts – Campeão da Copa do Brasil e 11º na Série A)
343º) Náutico (62 pts – 16º na Série A)

2007
1º) Sevilla-ESP (306)
2º) Manchester United-ING (281)
3º) Milan-ITA (280)
5º) Santos* (254)

214º) Náutico(78 – Quartas na Copa do Brasil e 15º na Série A)
273º) Sport (70 pts- 14º na Série A)

2006
1º) Sevilla-ESP (295 pontos)
2º) Internazionale-ITA (286)
3º) Roma-ITA (277)
14º) São Paulo* (115) 

Nenhum pernambucano listado**

** No estudo da IFFHS, nem sempre a lista completa é divulgada no site

Com a Revolução de 1817, haveria Copa América em Pernambuco, Cacareco na Copa e 183 participações internacionais

Pernambuco na Copa Conmebol, Taça Libertadores e Copa Sul-Americana...

Há precisamente 200 anos, em 6 de março de 1817, eclodiu no Recife um movimento libertário. A revolução que deu aos brasileiros uma república, um governo próprio, constituição, exército, marinha, polícia e embaixador no exterior, tudo pela primeira vez, como destaca a reportagem do Diario de Pernambuco sobre o bicentenário. Durante 74 dias, Pernambuco foi, literalmente, um país. A revolução foi controlada após a chegada de tropas do Rio de Janeiro e de Portugal, mas o sangue daqueles revolucionários sedimentou a base da independência nacional definitiva, cinco anos depois.

“A correspondência diplomática internacional, a cobertura da imprensa e a própria consciência das elites na América portuguesa revelam que a Revolução de 1817 fez o Brasil, pela primeira vez, partícipe do movimento libertador que inflamava o resto do continente”, relata o professor de história Aníbal Monteiro, em artigo enviado ao blog (íntegra na caixa de comentários).

Mapa de Pernambuco em 1817

A discussão sobre o presente, caso a revolução pernambucana tivesse resistido, seguiria para a economia (qual seria o grau de dependência na relação com o ‘outro’ Brasil?) e política (liberal, nacionalista etc), mas aqui agora vamos traçar um paralelo “lógico”, com o futebol. As regras da modalidade só seriam criadas 46 anos depois, na Inglaterra. O próprio Campeonato Pernambuco só começaria no século seguinte, em 1915. De toda forma, em algum momento o esporte faria parte da vida pernambucana. Massiva do mesmo jeito.

Antes do texto, vamos partir de alguns princípios… 
1) O Brasil continuaria existindo, mas com 25 unidades federativas (Alagoas também foi incorporada no início da Revolução, o período considerado aqui)
2) No viés continental, Pernambuco teria o porte (para fins de rankings e vagas) de Paraguai, Bolívia, Equador etc. Com um país a mais, considerei que todas copas internacionais foram “ampliadas”

3) Ainda que o Pernambucano (o “Nacional”) provavelmente tivesse uma história distinta, pois as saídas e chegadas de jogadores de outros estados (outro país) seriam diferentes, vamos manter a lista histórica de resultados

Pois bem, neste “e se”, os clubes locais teriam tido 183 hipotéticas campanhas internacionais, contra 10 campanhas reais (ou 5,4% da simulação).

Seriam 129 incursões na Taça Libertadores, 8 na extinta Copa Conmebol e 46 na Sul-Americana. E olhe que esse número não considera título algum, o que renderia vagas extras. O Náutico do hexa teria chegado até onde? E o Santa de 75? O Sport da década de 1990… A presença numa copa internacional seria absolutamente corriqueira. Para se ter uma ideia, o Leão estaria presente, de forma consecutiva, desde 1990. Mesmo com apenas três títulos desde 1989, o Náutico só teria ficado ausente pela última vez em 1998. O Santa, em 2009. Ao todo, 19 (dezenove!) clubes teriam participado ao menos uma vez de torneios da Conmebol. Os rivais de Caruaru já teriam disputado onze copas, cada (abaixo, o quadro completo). Antônio Inácio recebendo o River Plate? Acredite.

Focando a disputa local, o próprio Campeonato Pernambucano seria diferente (nada de segundo plano). Tecnicamente, é difícil prever, mas em termos de organização a competição teria, provavelmente, bem mais de 12 clubes. Em vez de 9,2 milhões de habitantes, o “país” teria mais de 13 milhões. Com isso, até três divisões de 16/18 clubes, fora os torneios semiamadores. Na capital, creio, veríamos algo semelhante a Montevidéu, Buenos Aires e Santiago, com mais de uma dezena de times em cada metrópole. Afinal, com 4 milhões de habitantes, o Grande Recife teria uma demanda maior por “futebol nacional”. Clubes como Santo Amaro, Ferroviário, Torre e Tramways ainda existiriam – e não seriam andarilhos, mas com torcidas respeitáveis e estádios de 5 mil lugares no subúrbio. Com o estado-nação integrado (incluindo até Alagoas, embora a existência de CRB, CSA e ASA, atrelada a Pernambuco, pudesse ser diferente), o interior caminharia para uma representatividade forte, até mesmo pelas várias vagas internacionais distribuídas (8 por ano), pelo calendário completo e pela torcida menos sintonizada em Flamengo e Corinthians (que só chegariam via sinal internacional de tevê). Provavelmente a queixa interiorana seria sobre a exposição do Recife.

Em vez do hexagonal atual, com o campeão jogando apenas 14 partidas, o certame duraria de 8 a 9 meses. Resta saber se a história da competição principal seria próxima ao futebol brasileiro, com décadas de regulamentos distintos, quase sempre com fases de grupos e mata-mata, ou com dois torneios por ano, recorrente na Argentina, Uruguai e Chile. Fico com a primeira opção, lembrando o modelo dos Estaduais dos anos 1980, com até 47 partidas para levantar a taça (como em 1983). Com a influência brasileira (que trato aqui como grande), poderia seguir existindo torneios estaduais/regionais, à parte do nacional pernambucano, com disputas paralelas no Grande Recife, Alagoas, Agreste, Sertão e Sertão do São Francisco, cujo rio cortaria todo o sul do país.

Ah, com o calendário sem Brasileiro (38 rodadas) e Copa do Brasil (até 14 jogos), haveria espaço para a “Copa Pernambuco”, descontinuada em 2011 e disputada pelos times alternativos do Trio de Ferro. Neste contexto, teria um peso maior, como torneio de primeira linha. Final em jogo único na Arena Pernambuco? Só se o Palácio do Campo das Princesas bancasse o estádio com outra finalidade. Afinal, a terrinha jamais teria recebido a Copa do Mundo. Nem em 1950 nem em 2014. Por outro lado, o empreendimento poderia ser o marco de uma Copa América no estado. Como o torneio continental foi criado em 1916, Pernambuco teria passado 51 anos se articulando para receber uma edição, até 1967. Em 75, 79 e 83, não houve sede fixa – com o Arruda escolhido nos jogos locais a cada mata-mata. Porém, há trinta anos foi formulado um rodízio de sedes. Neste formato, ao menos uma edição já teria sido realizada aqui (no máximo até 2011). Em 89, no Brasil, o Mundão recebeu dois jogos.

Com Pernambuco sendo o 11º filiado à Conmebol e com a liga local existente desde 1915 (e profissionalizada em 1937), o estado-nação teria uma presença regular na Copa América, já com 45 edições. Uma participação caseira seria determinante para o título, vide Peru em 1939 e Bolívia, em 1963. Vale lembrar que a seleção pernambucana representou o Brasil, de fato, no Sul-Americano de 1959. Ficou num honroso 3º lugar. A partir disso, imaginar uma estrela acima no distintivo da federação (ou confederação?) pernambucana não seria utopia (!).

Em relação à Copa do Mundo, o país revolucionário teria disputado todas as Eliminatórias – portanto, teria mudado todos os qualificatórios. Teria sido pioneiro no Mundial de 1930, no Uruguai, que originalmente teve apenas 13 países. Naquela época, o futebol já era consolidado no Recife e as seleções sul-americanas neste contexto foram convidadas pela Fifa. Possivelmente, pelo mesmo motivo, ocorreria isso em 1950, também com 13 seleções.

Um ponto importante para a composição da Cacareco – o apelido tradicional da seleção pernambucana – é a naturalização de jogadores de destaque no Náutico, Santa e Sport. Considerando os ‘nascidos no Brasil’ (e seriam muitos nomes), o caminho fica bem amplo. Neste modelo, aliás, a Cacareco já enfrentou a Seleção Brasileira em quatro oportunidades: 1934, 1956, 1969 e 1978, com três derrotas e um empate sem gols no último jogo. Porém, Pernambuco também fez um amistoso com a Alemanha Ocidental, em 1965. Venceu por 2 x 0 na Ilha do Retiro. Aquele time foi escalado num 4-2-4: Dudinha (Sport); Gena (Náutico), Alemão (Sport), Baixa (Sport) e Jório (Santa Cruz); Gojoba (Sport) e Ivan (Náutico); Nado (Náutico), Bita (Náutico), Pelezinho (Sport) e Lala (Náutico). E olhe que os germânicos seriam vice-campeões mundiais no ano seguinte (na polêmica final da bola que não entrou).

Numa convocação restrita aos naturais de Pernambuco, a missão seria bem trabalhosa, embora também mudasse bastante a formação da Canarinha, que não teria Ademir Menezes (artilheiro de 1950), Vavá (bicampeão em 58/ 62, marcando gols nas finais) e Rivaldo (melhor do mundo em 99 e campeão em 2002, com 8 gols em Copas).

Considerando os Mundiais nos últimos vinte anos, o time mais forte seria, na visão do blog, o de 2002 (compare no fim do post). Arrisco dizer que chegar nas quartas ou mesmo numa semifinal não seria exagero, ainda mais ao lembrarmos que Turquia e Coreia de Sul ficaram entre os quatro melhores. Dependeria sobretudo do rendimento do meio-campo, formado por Rivaldo e Juninho Pernambucano, ambos de grande fase na época. Num 4-4-2, o time seria o seguinte: Bosco (Cruzeiro); Russo (Vasco), Sandro (Botafogo), Nem (Atlético-PR) e Marquinhos (Goiás): Josué (Goiás), Cléber Santana (Sport), Juninho Pernambucano (Lyon) e Rivaldo (Barcelona); Catanha (Celta) e Araújo (Goiás). Técnico? O olindense Givanildo Oliveira, claro. No banco, nomes como Nildo (Sport,), Iranildo (Fla) e Carlinhos Bala (Beira-Mar). Levando em conta que a Revolução contou com a comarca de Alagoas e chegou a ter apoio da Paraíba, Rio Grande do Norte e até de parte do Ceará, delimitando uma região que hoje teria 20 milhões de habitantes, a ” seleção nacional” teria sido sido ainda mais qualificada. Em 2006, uma linha ofensiva mortal. A Taça Fifa estaria bem ali…

Esse devaneio todo por causa de 74 dias históricos? Mais que suficiente.

Como estaria o seu time em caso de um estado independente?

Ouça também o podcast 45 minutos sobre o tema:

Total de participações internacionais* (19 clubes)
46 – Náutico
45 – Sport
40 – Santa Cruz
11 – Porto e Central
7 – Salgueiro
4 – Ypiranga
3 – Serra Talhada
2 – Recife, AGA, Itacuruba, Serrano e Petrolina
1 – Vera Cruz, Cabense, Belo Jardim, Pesqueira, América e Atlético
* Só com os resultados do Campeonato Pernambucano, à parte do Alagoano

Nº de clubes pernambucanos em torneios internacionais
1960-1965: 1 vaga
1966-1991: 2 vagas
1992-2001: 3 vagas
2002-2009: 5 vagas
2010-2011: 6 vagas
2012-2016: 7 vagas
2017: 8 vagas

Simulando as participações pernambucanas na LIBERTADORES

129 campanhas

Número de vagas de Pernambuco*
1960-1965: 1 vaga (campeão)
1966-1999: 2 vagas (campeão e vice)
2000-2016: 3 vagas (campeão, vice e 3º)
2017: 4 vagas (campeão, vice, 3º e 4º)
*Seguindo a ordem da vagas dos países abaixo de Brasil e Argentina

Sport – 43 participações
Como campeão: 23 vezes
Como vice: 15 vezes
Como 3º lugar: 5 vezes

Década 1951-1960: nenhuma
Década 1961-1970:  62, 63, 66, 67, 68, 69 e 70 (7 vezes)
Década 1971-1980: 72, 73, 74, 76 e 78 (5 vezes)
Década 1981-1990: 81, 82, 83, 87, 88 e 89 (6 vezes)
Década 1991-2000: 91, 92, 93, 95, 97, 98, 99 e 00 (8 vezes)
Década 2001-2010: 01, 02, 03, 04, 05, 06, 07, 08, 09 e 10 (10 vezes)
Década 2011-2020: 11, 12, 13, 14, 15, 16 e 17 (7 vezes)
Maior sequência de participações: de 1997 a 2017 (21 anos)

Náutico – 41 participações
Como campeão: 14 vezes
Como vice: 21 vezes
Como 3º lugar: 6 vezes

Década 1951-1960: nenhuma
Década 1961-1970: 61, 64, 65, 66, 67, 68 e 69 (7 vezes)
Década 1971-1980: 71, 75, 76, 77, 78, 79 e 80 (7 vezes)
Década 1981-1990: 82, 83, 84, 85, 86, 89 e 90 (7 vezes)
Década 1991-2000: 92, 93, 94, 95, 96 e 00 (6 vezes)
Década 2001-2010: 01, 02, 03, 04, 05, 06, 08, 09 e 10 (9 vezes)
Década 2011-2020: 11, 12, 14, 15 e 17 (5 vezes)
Maior sequência de participações: de 2000 a 2006 (7 anos)

Santa Cruz – 36 participações
Como Campeão: 21 vezes
Como vice: 13 vezes
Como 3º lugar: 2 vezes

Década 1951-1960: 60 (1 vez)
Década 1961-1970: 70 (1 vez)
Década 1971-1980: 71, 72, 73, 74, 75, 77, 79 e 80 (8 vezes)
Década 1981-1990: 81, 84, 85, 86, 87, 88 e 90 (7 vezes)
Década 1991-2000: 91, 94, 96, 97 e 00 (5 vezes)
Década 2001-2010: 01, 02, 03, 04, 05, 06, 07 e 10 (8 vezes)
Década 2011-2020: 11, 12, 13, 14, 16 e 17 (6 vezes)
Maior sequência de participações: de 2000 a 2007 (8 anos)

Salgueiro – 4 participações
Como vice: 1 vez
Como 3º lugar: 2 vezes
Como 4º lugar: 1 vez

Década 2011-2010: 13, 15, 16 e 17 (4 vezes)
Maior sequência de participações: de 2015 a 2017 (3 anos)

Porto – 2 participações
Como vice: 2 vezes

Década 1991-2000: 98 e 99 (2 vezes) 

Central – 2 participações
Como vice: 1 vez
Como 3º lugar: 1 vez

Década 2001-2010: 08 e 09 (2 vezes)

Ypiranga – 1 participação
Como 3º lugar: 1 vez

Década 2001-2010: 07

Simulando as participações pernambucanas na COPA CONMEBOL

8 campanhas

Número de vagas de Pernambuco*
1992-1999: 1 vaga (3º lugar)
*Seguindo a ordem da vagas dos países abaixo de Brasil, Argentina e Uruguai

3 participações – Santa Cruz (92, 93 e 95)
2 participações – Sport (94 e 96)
2 participações – Náutico (97 e 99)
1 participação – Recife (98)

Simulando as participações pernambucanas na COPA SUL-AMERICANA

46 campanhas

Número de vagas de Pernambuco*
2002-2009: 2 vagas (4º e 5º)
2010-2011: 3 vagas (4º, 6º e 6º)
2012-2016: 4 vagas (4º, 5º, 6º e 7º)
2017: 4 vagas (5º, 6º, 7º e 8º)

*Seguindo a ordem das vagas dos países abaixo de Brasil e Argentina

9 participações – Porto (07, 08, 10, 11, 12, 13, 14, 15 e 16)
9 participações – Central (02, 03, 04, 10, 11, 12, 15, 16 e 17)
3 participações – Salgueiro (09, 10 e 12)
3 participações – Ypiranga (09, 13 e 14)
3 participações – Náutico (07, 13 e 16)
3 participações – Serra Talhada  (15, 16 e 17)
2 participações – AGA (03 e 04)
2 participações – Itacuruba (05 e 06)
2 participações – Serrano (05 e 06)
2 participações – Petrolina  (12 e 13)
1 participação – Recife (02)
1 participação – Vera Cruz (08)
1 participação – Cabense (11)
1 participação – Belo Jardim (14)
1 participação – Pesqueira (14)
1 participação – Santa Cruz (15)
1 participação – América (17)
1 participação – Atlético (17)

Cacareco na Copa do Mundo (jogadores nascidos em Pernambuco) 

2002 (Coreia do Sul/Japão)
Bosco (Cruzeiro, 28 anos); Russo (Vasco, 26), Sandro (Botafogo, 29), Nem (Atlético-PR, 29) e Marquinhos (Goiás, 25): Josué (Goiás, 23), Cléber Santana (Sport, 21), Juninho Pernambucano (Lyon, 27) e Rivaldo* (Barcelona, 30); Catanha (Celta, 30) e Araújo (Goiás, 25)

2006 (Alemanha)
Bosco (São Paulo, 32 anos); Tamandaré (Sport, 25), Nem (Braga, 33), Valença (Santa Cruz, 24) e Lúcio (São Paulo, 27); Josué (São Paulo, 27), Cléber Santana (Santos, 25), Juninho Pernambucano* (Lyon, 31) e Rivaldo (Olympiacos, 34); Araújo (Cruzeiro, 29)e Carlinhos Bala (Santa Cruz, 27) 

2010 (África do Sul)
Bosco (São Paulo, 36 anos); Mariano (Fluminense, 24), Édson Henrique (Figueirense, 23), Rovérsio (Osasuna, 26) e Diego Renan (Cruzeiro, 20); Josué* (Wolfsburg, 31), Cléber Santana (São Paulo, 29), Hernanes (São Paulo, 25) e Juninho Pernambucano (Al-Gharafa, 35); Ciro (Sport, 21) e Araújo (Al-Gharafa, 33)

2014 (Brasil)
Rodolpho (Chapecoense, 32 anos); Mariano (Bordeaux, 27), Édson Silva (São Paulo, 27), Kaká (La Coruña, 32) e Diego Renan (Criciúma, 24); Josué (Atlético-MG, 34), João Victor (Mallorca, 25), Cléber Santana (Flamengo, 32) e Hernanes* (Lazio, 28); Walter (Goiás, 24) e Bobô (Kayserispor, 28)

Seleção da Revolução (PE-AL-PB-RN)

2006 (Alemanha)
Bosco (São Paulo, 32 anos); Russo (Sport, 30), Pepe (Porto, 23), Durval (Sport, 26) e Lúcio (São Paulo, 27); Josué (São Paulo, 27), Cléber Santana (Santos, 25), Juninho Pernambucano (Lyon, 31) e Rivaldo (Olympiacos, 34); Marcelinho Paraíba (Hertha Berlin, 31) e Aloísio (São Paulo, 31)

2010 (África do Sul)
Bosco (São Paulo, 36 anos); Mariano (Fluminense, 24), Durval (Santos, 29), Pepe* (Real Madrid, 27) e Diego Renan (Cruzeiro, 20); José* (Wolfsburg, 31), Cléber Santana (São Paulo, 29), Hernanes (São Paulo, 25) e Marcelinho PB (Sport, 35). Hulk (Porto, 24) e Denis Marques (Flamengo, 29)

2014 (Brasil)
Rodolpho (Chapecoense, 32 anos); Mariano (Bordeaux, 27), Pepe* (Real Madrid, 31), Durval (Sport, 33) e Douglas Santos (Atlético-MG, 20); Josué (Atlético-MG, 34), Cleiton Xavier (Palmeiras, 31), Cléber Santana (Flamengo, 32) e Hernanes* (Lazio, 28); Firmino (Hoffenheim, 23) e Hulk* (Zenit, 28)

* Jogadores que disputaram as respectivas Copas no ‘mundo real’

Nike, Topper e Penalty, as bolas oficiais dos pernambucanos na temporada 2017

Neste ano, quatro bolas distintas serão usadas em torneios oficiais envolvendo clubes pernambucanos. No caso do Sport, modelos exclusivos no Estadual (S11), no Nordestão (Asa Branca), na Série A/Copa do Brasil (CBF Ordem) e na Sula (Ordem). Santa e Náutico também terão quatro pelotas, somando a versão diferenciada na Série B, a KV Carbon 12, a mesma da Primeira Liga.

Embora com características próprias, como naming rights e cores, as bolas dos torneios da CBF e da Conmebol são da mesma versão produzida pela Nike. Já a Topper desbancou a Umbro como fornecedora oficial da Lampions League, com a produção de 500 bolas para os 74 jogos do torneio em 2017. Enquanto isso, no Pernambucano, uma década de Penalty. A marca é a maior fornecedora dos estaduais desde 2008, variando entre 10 e 16 campeonatos.

Em abril, deverá haver um revezamento entre todas as bolas oficiais, com datas para torneios estaduais, regionais, nacionais (Copa do Brasil) e internacionais. Será que esse revezamento a cada quatro dias atrapalha? Bronca para os goleiros. Só no Clássico das Emoções, por exemplo, serão usados três tipos.

Taça Libertadores e Copa Sul-Americana
Bola: Ordem 4, da Nike
Materiais: borracha, poliéster, algodão, couro sintético e polietileno

Preço: indisponível
Clube: Sport (Sula)

Descrição: “A bola foi feita com parte externa em couro sintético soldado para perfeito toque com máxima resposta, otimizada pela tecnologia Aerowtrac e ranhuras diferenciadas no diâmetro que garantem maior precisão e controle”

Bola Nike Ordem 4, para os torneios da Conmebol. Foto: Copa Sul-Americana/facebook

Campeonato Brasileiro (Série A) e Copa do Brasil
Bola: CBF Ordem 4, da Nike
Materiais: borracha, poliéster, algodão, couro sintético e polietileno

Preço: R$ 499
Clubes: Sport (A e Copa); Santa Cruz, Náutico e Salgueiro (Copa)

Descrição: “A bola foi feita com parte externa em couro sintético soldado para perfeito toque com máxima resposta, otimizada pela tecnologia Aerowtrac e ranhuras diferenciadas no diâmetro que garantem maior precisão e controle”

Bola Nike Ordem 4, para os torneios da CBF. Foto: Fernando Torres/CBF

Séries B, C e D 
Bola: KV Carbon 12, da Topper (a confirmar)
Materiais: laminado e composto de borracha siliconada
Preço: R$ 299
Clubes: Santa Cruz e Náutico (B); Salgueiro (C); América, Central e Serra Talhada (D)

Descrição: “A bola oferece maior grip, aderência e precisão. Possui doze gomos costurados e traz textura em formato de cavidades redondas, garantindo aerodinâmica e velocidade perfeitas para o arremate”

A bola da Primeira Liga 2017, possivelmente a mesma da Série B 2017. Crédito: Topper

Copa do Nordeste
Bola: Asa Branca IV, da Topper
Materiais: laminado e composto de borracha siliconada

Preço: indisponível
Clubes: Náutico, Santa Cruz e Sport

Descrição: “A bola possui laminado com textura similar à de uma bola de golf. As cavidades do material reduzem o atrito com o ar e facilitam os chutes de longa distância, o que ajuda na aerodinâmica durante os jogos”

Bola "Asa Branca", da Topper, para o Nordestão. Foto: Esporte Interativo/divulgação

Campeonato Pernambucano (e outros 9 estaduais)
Bola; S11, da Penalty
Material: Laminado em poliuretano

Preço: R$ 459
Clubes: Afogados, América, Atlético, Belo Jardim, Central, Flamengo, Náutico, Salgueiro, Santa Cruz, Serra Talhada, Sport e Vitória

Descrição: “Com 0% de absorção de água, a tecnologia permite o uso da bola em condições de chuva intensa, garantindo a precisão e leveza na hora do chute. É Feita de Neogel, a matéria-prima exclusiva da Penalty”

Bola S11, da Penalty, para o Campeonato Pernambucano. Crédito: Penalty/facebook

O retrospecto histórico do Sport, com 4.986 jogos de 1905 a 2016

Números do Sport. Arte: Maria Eugênia Nunes/DP

De Guilherme de Aquino, na introdução do futebol no Recife, passando por nomes como Ademir Menezes, Raúl Betancor, Dadá, Roberto Coração de Leão, Leonardo, Durval, Magrão e, recentemente, Diego Souza, o Sport escreveu mais de um século de história no futebol. Sobretudo, em sua casa, a Ilha do Retiro, que se torna octogenária em 2017, de uma tradição incomparável para a sua torcida.

Mergulhando no acervo de Carlos Celso Cordeiro e atualizando os dados mais recentes, totalizando 113 temporadas que dão consistência à história do Leão, vamos ao retrospecto geral nas principais competições oficiais disputadas pelo clube, nos âmbitos estadual, regional, nacional e internacional. Entre os dados, a colocação no ranking (quando possível) e o aproveitamento em cada torneio, sempre considerando 3 pontos por vitória, para padronizar o cálculo. Na sequência, o rendimento do Sport atuando na Ilha do Retiro, os maiores artilheiros, quem mais vestiu a camisa rubro-negra (Magrão, imbatível) e os maiores públicos.

Primeiro jogo: Sport 2 x 2 Englis Eleven, em 22/06/1905, no Derby.

Confira também as estatísticas de Náutico e Santa Cruz.

Total (competições oficiais e amistosos*) 1905-2016
4.986 jogos (9.306 GP e 5.392 GC, +3.914)
2.593 vitórias (52,00%)
1.171 empates (23,48%)
1.212 derrotas (24,30%)
59,8% de aproveitamento
* 10 jogos com placar desconhecido

Estadual 1915-2016 (ranking: 1º)
2.197 jogos (4.921 GP e 2.038 GC, +2.873)
1.390 vitórias (63,26%)
428 empates (19,48%)
379 derrotas (17,25%)
100 participações (entre 1916 e 2016)
40 títulos (entre 1916 e 2014)
69,7% de aproveitamento

Copa do Nordeste 1994-2016 (ranking: 3º)
112 jogos (195 GP e 104 GC, +91)
56 vitórias (50,00%)
31 empates (27,67%)
25 derrotas (22,32%)
11 participações (entre 1994 e 2016)
Campeão em 1994, 2000 e 2014
59,2% de aproveitamento

Série A 1971-2016 (ranking: 17º)
857 jogos (990 GP e 1.042 GC, -52)
293 vitórias (34,18%)
240 empates (28,00%)
324 derrotas (37,80%)
35 participações (entre 1971 e 2016)
Campeão em 1987
43,5% de aproveitamento

Brasileiro unificado 1959-2016
874 jogos (1.022 GP e 1.061 GC, -39)
301 vitórias (34,43%)
245 empates (28,03%)
328 derrotas (37,52%)
38 participações (entre 1959 e 2016)
Campeão em 1987
43,7% de aproveitamento

Copa do Brasil 1989-2016
104 jogos (164 GPC e 110 GC, +54)
48 vitórias (46,15%)
24 empates (23,07%)
32 derrotas (30,76%)
22 participações (entre 1989 e 2016)
Campeão em 2008
53,8% de aproveitamento

Taça Libertadores da América 1960-2016
14 jogos (18 GP e 14 GC, +4)
7 vitórias (50,00%)
2 empates (14,28%)
5 derrotas (35,71%)
2 participações (1988 e 2009)
Oitavas em 2009
54,7% de aproveitamento

Copa Sul-Americana 2002-2016
12 jogos (9 GP e 16 GC, -7)
2 vitórias (16,66%)
2 empates (16,66%)
8 derrotas (66,66%)
4 participações (entre 2013 e 2016)
Oitavas em 2013 e 2015
22,2% de aproveitamento

Histórico em decisões no Estadual
Sport 12 x 12 Santa Cruz
Sport 11 x 6 Náutico

Sport na Ilha do Retiro* (1937/2016)
2.112 jogos
1.302 vitórias (61,64%)
459 empates (21,73%)
351 derrotas (16,61%)
68,8% de aproveitamento
* Competições oficiais e amistosos

Maiores artilheiros
202 gols – Traçaia
161 gols – Djalma Freitas
136 gols – Leonardo
108 gols – Luís Carlos
105 gols – Naninho

Quem mais atuou
Magrão – 611 jogos

Clássico das Multidões (1916-2016)
552 jogos
230 vitórias do Sport (41,66%)
156 empates (28,26%)
166 vitórias do Santa (30,07%)

Clássico dos Clássicos (1909-2016)*
544 jogos
209 vitórias do Sport (38,41%)
155 empates (28,49%)
179 vitórias do Náutico (32,90%)
*Um jogo disputado em 29 de março de 1931, no Torneio Abrigo Terezinha de Jesus, possui resultado desconhecido.

Maiores públicos
Clássico
80.203 – Náutico 0 x 2 Sport, no Arruda (Estadual, 15/03/1998)

Outros adversários (torcida única)
56.875 – Sport 2 x 0 Porto, na Ilha (Estadual, 07/06/1998)

O retrospecto histórico do Santa Cruz, com 4.990 jogos de 1914 a 2016

Números do Santa Cruz. Arte: Maria Eugênia Nunes/DP

Do pátio da Igreja de Santa Cruz, a diversão de alguns meninos tornou-se o amor de muita gente. Nesses mais de cem anos de futebol, já defenderam a camisa de três cores vários dos melhores jogadores do estado, como Tará, Givanildo, Nunes, Fumanchu, Ricardo Rocha, Zé do Carmo e Tiago Cardoso. Boa parte deles brilhando no Mundão, criado para abrigar o povo.

Mergulhando no acervo de Carlos Celso Cordeiro e atualizando os dados mais recentes, totalizando 104 temporadas que dão consistência à história da Cobra Coral, vamos ao retrospecto geral nas principais competições oficiais disputadas pelo clube, nos âmbitos estadual, regional, nacional e internacional. Entre os dados, a colocação no ranking (quando possível) e o aproveitamento em cada torneio, sempre considerando 3 pontos por vitória, para padronizar o cálculo. Na sequência, o rendimento do Santa atuando no Arruda, os maiores artilheiros, quem mais vestiu a camisa tricolor e os maiores públicos.

Primeiro jogo: Santa Cruz 7 x 0 Rio Negro, em 08/03/1914, no Derby.

Confira também as estatísticas de Náutico e Sport.

Total (competições oficiais e amistosos*) 1914-2016
4.990 jogos (9.657 GP e 5.783 GC, +3.874)
2.534 vitórias (50,78%)
1.145 empates (22,94%)
1.299 derrotas (26,03%)
58,4% de aproveitamento
* 12 jogos com placar desconhecido

Estadual 1915-2016 (ranking: 2º)
2.237 jogos (4.871 GP e 2.253 GC, +2.618)
1.323 vitórias (59,14%)
435 empates (19,44%)
479 derrotas (21,41%)
102 participações (entre 1915 e 2016, 100%)
29 títulos (entre 1931 e 2016)
65,6% de aproveitamento

Copa do Nordeste 1994-2016 (ranking: 6º)
102 jogos (150 GP e 124 GC, +26)
49 vitórias (48,03%)
17 empates (16,66%)
36 derrotas (35,29%)
10 participações (entre 1994 e 2016)
Campeão em 2016
53,5% de aproveitamento

Série A 1971-2016 (ranking: 26º)
485 jogos (581 GP e 688 GC, -83)
145 vitórias (29,89%)
151 empates (31,13%)
189 derrotas (38,96%)
21 participações (entre 1971 e 2016)
4º lugar em 1975
40,2% de aproveitamento

Brasileiro unificado 1959-2016
519 jogos (615 GP e 741 GC, -102)
152 vitórias (29,28%)
166 empates (31,98%)
201 derrotas (38,72%)
24 participações (entre 1960 e 2016)
4º lugar em 1960 e 1975
39,9% de aproveitamento

Copa do Brasil 1989-2016
83 jogos (111 GP e 105 GC, +6)
34 vitórias (40,96%)
18 empates (21,68%)
31 derrotas (37,34%)
22 participações (entre 1990 e 2016)
Oitavas em 7 oportunidades
48,1% de aproveitamento

Copa Sul-Americana 2002-2016
4 jogos (4 GP e 3 GC, +1)
2 vitórias (50,00%)
1 empate (25,00%)
1 derrota (25,00%)
1 participação (2016)
Oitavas em 2016
58,3% de aproveitamento

Histórico em decisões no Estadual
Santa Cruz 12 x 12 Sport*
Santa Cruz 7 x 9 Náutico
*O Tricolor leva vantagem em finais na Ilha (9 x 6)

Santa Cruz no Arruda* (1967/2016)
1.467 jogos
880 vitórias (59,98%)
344 empates (23,44%)
243 derrotas (16,56%)
67,8% de aproveitamento
* Competições oficiais e amistosos

Maiores artilheiros
207 gols – Tará
174 gols – Luciano Veloso
148 gols – Ramon
143 gols – Betinho
123 gols – Fernando Santana

Quem mais atuou
Givanildo Oliveira – 599 jogos

Clássico das Multidões (1916-2016)
552 jogos
166 vitórias do Santa (30,07%)
156 empates (28,26%)
230 vitórias do Sport (41,66%)

Clássico das Emoções (1917-2016)*
511 jogos
199 vitórias do Santa (38,94%)
147 empates (28,76%)
164 vitórias do Náutico (32,09%)
*O jogo ocorrido em 29 de março de 1931, durante a final do Torneio Abrigo Terezinha de Jesus, possui resultado desconhecido.

Maiores públicos
Clássico
78.391 – Santa Cruz 1 x 1 Sport, no Arruda (Estadual 21/02/1999) 

Outros adversários (torcida única)
65.023 – Santa Cruz 2 x 1 Portuguesa, no Arruda (Série B, 26/11/2005)

O retrospecto histórico do Náutico, com 4.668 jogos de 1909 a 2016

Números do Náutico. Arte: Maria Eugênia Nunes/DP

Do remo aos gramados, oito anos depois de sua fundação e já ganhando um clássico na primeira apresentação, o Náutico se faz presente no futebol há mais de cem anos, com nomes de muita técnica e garra, como os irmãos Carvalheira, Bita, Nado, Ivan Brondi (hoje presidente), Jorge Mendonça, Bizu e Kuki. No bairro dos Aflitos, fincou raízes em 1918, adquirindo o terreno de sua sede, já tombada. Lá, obteve seus maiores resultados, tendo hoje a Arena Pernambuco como segunda casa.

Mergulhando no acervo de Carlos Celso Cordeiro e atualizando os dados mais recentes, totalizando 109 temporadas que dão consistência à história do Timbu, vamos ao retrospecto geral do nas principais competições oficiais disputadas pelo clube, nos âmbitos estadual, regional, nacional e internacional. Entre os dados, a colocação no ranking (quando possível) e o aproveitamento em cada torneio, sempre considerando 3 pontos por vitória, para padronizar o cálculo. Na sequência, o rendimento timbu atuando nos Aflitos (palco hoje desativado), os maiores artilheiros, quem mais vestiu a camisa vermelha e branca e os maiores públicos.

Primeiro jogo: Náutico 3 x 1 Sport, em 25/07/1909, no British Club.

Confira também as estatísticas de Santa Cruz e Sport.

Total (competições oficiais e amistosos*) 1909-2016
4.668 jogos (8.578 GP e 5.591 GC, +2.987)
2.288 vitórias (49,01%)
1.038 empates (22,23%)
1.339 derrotas (28,68%)
56,4% de aproveitamento
* 3 jogos com placar desconhecido

Estadual 1915-2016 (ranking: 3º)
2.220 jogos (4.790 GP e 2.377 GC, +2.413)
1.280 vitórias (57,65%)
432 empates (19,45%)
508 derrotas (22,88%)
101 participações (entre 1916 e 2016)
21 títulos (entre 1934 e 2004)
64,1% de aproveitamento

Copa do Nordeste 1994-2016 (ranking: 11º)
72 jogos (109 GP e 97 GC, +12)
28 vitórias (38,88%)
23 empates (31,94%)
21 derrotas (29,16%)
8 participações (entre 1994 e 2015)
Semifinal em 2001 e 2002
49,5% de aproveitamento

Série A 1971-2016 (ranking: 23º)
612 jogos (703 GP, 859 GC, -156)
192 vitórias (31,37%)
144 empates (23,52%)
276 derrotas (45,09%)
27 participações (entre 1972 e 2013)
6º lugar em 1984
39,2% de aproveitamento

Brasileiro unificado 1959-2016
666 jogos (777 GP e 930 GC, -153)
213 vitórias (31,9%)
154 empates (23,1%)
299 derrotas (44,8%)
34 participações (entre 1961 e 2013)
Vice em 1967
39,6% de aproveitamento

Copa do Brasil 1989-2016
89 jogos (135 GP e 111 GC, +24)
40 vitórias (44,94%)
20 empates (22,47%)
29 derrotas (32,58%)
21 participações (entre 1989 e 2016)
Semifinal em 1990
52,4% de aproveitamento

Taça Libertadores 1960-2016
6 jogos (7 GP e 8 GC, -1)
1 vitória* (16,66%)
2 empates (33,33%)
3 derrotas (50,00%)
1 participação (1968)
Fase de grupos em 1968
27,7% de aproveitamento
* O clube venceu 2 jogos, mas perdeu os pontos de um por substituição irregular

Copa Sul-Americana 2002-2016
2 jogos (2 GP, 2 GC, 0)
1 vitória (50,00%)
0 empate (0%)
1 derrota (50,00%)
1 participação (2013)
16 avos de final em 2013
50,0% de aproveitamento

Histórico em decisões no Estadual
Náutico 9 x 7 Santa Cruz
Náutico 6 x 11 Sport

Náutico nos Aflitos* (1917/2015)
1.768 jogos
1.138 vitórias (64,37%)
336 empates (19,00%)
294 derrotas (16,62%)
70,7% de aproveitamento
* Competições oficiais e amistosos

Maiores artilheiros
224 gols – Bita
185 gols – Fernando Carvalheira
181 gols – Baiano
179 gols – Kuki 
118 gols – Ivson

Quem mais atuou
Kuki – 387 jogos

Clássico dos Clássicos (1909-2016)*
544 jogos
179 vitórias do Náutico (32,90%)
155 empates (28,49%)
209 vitórias do Sport (38,41%)
*O jogo ocorrido em 29 de março de 1931, durante a final do Torneio Abrigo Terezinha de Jesus, possui resultado desconhecido.

Clássico das Emoções (1917-2016)*
511 jogos
164 vitórias do Náutico (32,09%)
147 empates (28,76%)
199 vitórias do Santa (38,94%)
*O jogo ocorrido em 29 de março de 1931, durante a final do Torneio Abrigo Terezinha de Jesus, possui resultado desconhecido.

Maiores públicos
Clássico
80.203 – Náutico 0 x 2 Sport, no Arruda (Estadual, 15/03/1998)

Outros adversários (torcida única)
44.424 – Náutico 3 x 0 Palmeiras, no Arruda (Série A, 17/04/1983)

Ranking Conmebol da Libertadores de 2016 lista o Sport em 100º, o único do NE

Ranking Conmebol da Libertadores, versão 21/12/2016. Crédito: Conmebol

A Conmebol atualizou o seu ranking de clubes, que considera apenas as campanhas na Taça Libertadores, sendo utilizado justamente para definir os cabeças-de-chave da edição seguinte. Como há um ano, quando foi criada, a lista de 2016 traz os cem primeiros colocados, com o Sport fechando. Num trabalho em conjunto com a Data Factory, que realiza os scouts dos jogos para o site oficial da entidade, o novo formato contempla histórico e performance recente, na Liberta e em títulos nacionais (que funcionam como bônus).

O ranking obedece três fatores em ordem de importância:
1) Performance nos últimos dez anos da Liberta (2ª edição, de 2007 a 2016)
2) Coeficiente histórico (com a pontuação de 1960 a 2006)
3) Títulos do campeonato nacional (2ª edição, de 2007 a 2016)*
* Apenas um por país, sem contar as copas nacionais. Em caso dois campeonatos nacionais por ano, vale metade da pontuação. 

A faixa da última década na Libertadores é a base da lista, que vai conferindo 100% da pontuação ao primeiro ano até 10% ao ano mais antigo. Caso ultrapasse os dez anos, a campanha passa ser mensurada no segundo quesito, “coeficiente histórico”, sem mais depreciações. É um pouco complicado, mas impõe uma certa justiça entre feitos recentes e a história escrita.

Sobre a atualização, o Boca Juniors manteve a liderança. O hexacampeão tem 1.364 pontos a mais que o rival River Plate, tri. O São Paulo, em 6º lugar, passou a ser o melhor brazuca, pois o Cruzeiro perdeu pontos no coeficiente, caindo de 4º para 7º no geral. Único nordestino, o Sport caiu de 80º para 100º devido à desvalorização da campanha de 2009. São 64 pontos a menos em relação ao ranking de 2015. E assim continuará até 2019, até que volte a participar. Apesar de a Conmebol só ter divulgado os 100 primeiros, o blog calculou a pontuação dos outros 12 brasileiros com histórico na Liberta (incluindo o Náutico, em 1968).

Brasileiros no Ranking 1960-2016 (entre parênteses, a posição geral):
1º) São Paulo (6º) – 4.227 pontos (3 títulos, 18 participações)
2º) Cruzeiro (7º) – 3.827 pontos (2 títulos, 15 participações)
3º) Corinthians (8º) – 3.813 pontos (1 título, 13 participações)
4º) Atlético-MG (9º) – 3.792 pontos (1 título, 8 participações)
5º) Internacional (11º) – 3.378 pontos (2 títulos, 11 participações)
6º) Grêmio (12º) – 3.134 pontos (2 títulos, 16 participações)
7º) Santos (15º) – 3.044 pontos (3 títulos, 12 participações)
8º) Palmeiras (25º) – 2.012 pontos (1 título, 16 participações)
9º) Fluminense (26º) – 1.918 pontos (1 vice, 6 participações)
10º) Flamengo (37º) – 1.501 pontos (1 título, 12 participações)
11º) Vasco (53º) – 902 pontos (1 título, 8 participações)
12º) Atlético-PR (71º) – 488 pontos (1 vice, 4 participações)
13º) Botafogo (79º) – 416 pontos (1 semifinal, 4 participações)
14º) São Caetano (94º) – 228 pontos (1 vice, 3 participações)
15º) Sport (100º) – 212 pontos (2 participações)
16º) Guarani – 138 pontos 1 semifinal, 3 participações)
17º) Bahia – 64 pontos (3 participações)
18º) Criciúma – 56 pontos (1 participação)
19º) Coritiba – 52 pontos (2 participações)
19º) Goiás – 52 pontos (1 participação)
21º) Paraná – 50 pontos (1 participação)
22º) Paysandu – 48 pontos (1 participação)
23º) Santo André – 24 pontos (1 participação
24º) Juventude – 20 pontos (1 participação)
24º) Paulista – 20 pontos (1 participação)
26º) Náutico* – 16 pontos (1 participação)
27º) Bangu – 8 pontos (1 participação)
* O Alvirrubro poderia ter 24 pontos, mas perdeu os pontos de uma vitória (8 no ranking) por causa de uma escalação irregular.

Relembre a versão 2015 do ranking oficial da Libertadores clicando aqui.

Libertadores e Copa Sul-Americana com jogos de janeiro a dezembro de 2017

Calendários da Taça Libertadores e Copa Sul-Americana de 2017. Crédito: Conmebol/site oficial

A Conmebol divulgou os calendários, fase por fase, da Libertadores e da Sul-Americana de 2017, com jogos já em 23 de janeiro, pela Pré-Libertadores, seguindo até 13 de dezembro, na decisão da Sula. De forma simultânea, os torneios vão ocorrer de fevereiro a novembro, num cenário inédito no continente, com ajustes em todos os países filiados. Pelo cronograma oficial, em cada data das copas continentais o jogo pode ser marcado na terça, quarta ou quinta-feira. Em relação à Liberta, a agenda bate com o calendário da CBF, mas na Sula a versão brasileira é mais apertada. Explico: tanto na primeira quanto na segunda fase, oito semanas foram reservadas, mas a confederação brasileira só liberou duas semanas para times do país em cada fase.

A limitação de datas na temporada nacional se deve à quantidade de torneios oficiais possíveis. Presente na Sula, o Sport, por exemplo, também jogará, no primeiro semestre, o Estadual, o Nordestão e a Copa do Brasil, além da Série A, cujo início está marcado para maio. Por sinal, a Sul-Americana só acabará dez dias após o encerramento do Brasileirão! Haja jogo.

Taça Libertadores da América (8 clubes)
4ª fase (grupos) – Palmeiras, Santos, Flamengo, Atlético-MG, Grêmio e Chapecoense
2ª fase (preliminar) – Botafogo e Atlético-PR

Agenda da Liberta para os brasileiros (20 datas)
2ª fase – 01/02 e 08/02
3ª fase – 15/02 e 22/02
Grupos – 08/03, 15/03, 12/04, 19/04, 26/04, 03/05, 17/05, 24/05
Oitavas – 05/07, 09/08
Quartas – 13/09, 20/09
Semifinal – 25/10, 01/11
Final – 22/11 e 29/12

Copa Sul-Americana (6 clubes)
1ª fase – Corinthians, Ponte Preta, São Paulo, Cruzeiro, Fluminense e Sport

Agenda da Sula para os brasileiros (12 datas)
1ª fase – 06/04 e 10/05
2ª fase – 05/07 e 26/07
Oitavas – 13/09 e 20/09
Quartas – 25/10 e 01/11
Semifinal – 22/11 e 30/11
Final – 06/12 e 13/12