Com três clubes em 2018, Pernambuco tem a sua menor representatividade na Copa São Paulo de Juniores em 5 anos

A Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2018. Crédito: FPF

Após duas edições seguidas emplacando cinco clubes, o futebol pernambucano vai bem desfalcado para a 49ª edição da Copa São Paulo de Juniores. Serão apenas três times, o menor número desde 2013, sendo o Santa a principal ausência. Imerso numa crise financeira, o tricolor não teve condições de bancar o time, o que não acontecia desde 2012. Presente em dose dupla no torneio anterior, Caruaru também sai de cena pelos mesmos motivos. Por outro lado, quem reaparece é o América, vice no Estadual Sub 20. Já Sport e Náutico se mantêm na disputa, fazendo valer os respectivos centros de treinamento e os nomes revelados na copinha, como o rubro-negro Joelinton (R$ 5,4 mi) e o alvirrubro Erick (R$ 2,8 mi), negociados à Europa.

Em 2018, o América começa na cidade de José Bonifácio, no grupo 3, encarando o homônimo time da casa, o Figueirense e o Mirassol. Em Penápolis, no 7, o Náutico pega Penapolense, Linense e Desportiva Paraense. Já no 18, em São Carlos, o Sport enfrenta o dono da casa, o Confiança e o São Raimundo de Roraima. Nesta edição, classificam-se ao mata-mata os dois primeiros colocados de cada chave. Isso se deve à nova ampliação na Copa SP, agora com 128 times. Agendado de 2 a 25 de janeiro, o torneio tem 32 grupos espalhados em 31 cidades. Depois, são seis fases eliminatórias seguidas, encerrando na capital no estádio do Pacaembu.

Desde 2001 foram 46 participações locais e em apenas 11 os representantes avançaram à fase eliminatória, chegando no máximo às quartas, uma vez. Por sinal, este é o melhor resultado geral, em 1992 (Santa), 1997 (Sport) e 2016 (Sport). No Nordeste, o ponto mais alto foi o vice do Bahia, em 2011.

Campanhas pernambucanas no século XXI
2001 – Santa Cruz (oitavas de final); Sport e Náutico (1ª fase)
2002 – Santa Cruz (1ª fase)
2003 – Santa Cruz (oitavas); Náutico (1ª fase)
2004 – Náutico e Santa Cruz (1ª fase)
2005 – Santa Cruz, Sport e Porto (1ª fase)
2006 – Porto e Santa Cruz (1ª fase)
2007 – Porto (oitavas)
2008 – Porto e Ypiranga (1ª fase)
2009 – Porto e Ypiranga (1ª fase)
2010 – Porto e Atlético Pernambucano (1ª fase)
2011 – Porto e Vitória (1ª fase)
2012 – Sport, Porto e Vitória (1ª fase)
2013 – Náutico e Santa Cruz (16 avos de final), Sport (1ª fase)
2014 – Sport (16 avos); Náutico, Porto e Santa (1ª fase)
2015 – Sport (16 avos); Náutico, Porto e Santa (1ª fase)
2016 – Sport (quartas de final); América, Náutico, Porto e Santa (1ª fase)
2017 – Náutico e Sport (16 avos); Santa (32 avos); Central e Porto (1ª fase)

Participações locais (1969-2018)
22 – Santa Cruz (primeira em 1981)
16 – Sport (1974)
12 – Porto (2005)
12 – Náutico (1990)
2 – Ypiranga (2008)
2 – Vitória (2011)
2 – América (2016)
1 – Atlético (2010)
1 – Central (2017)

Principais revelações pernambucanas na Copinha (na visão do blog)
2011 – Diogo (atacante), 2 gols pelo Porto
2012 – Érico Júnior (atacante), 4 gols pelo Vitória
2013 – Ruan (atacante), 5 gols pelo Sport
2014 – Joelinton (atacante), 3 gols pelo Sport
2015 – Raniel (meia), 1 gol pelo Santa Cruz
2016 – Adryelson (zagueiro), capitão do Sport
2017 – Erick (atacante), 4 gols pelo Náutico 

Confira a lista de atletas da Copinha 2017 aproveitados nos times locais aqui.

Os grupos dos clubes pernambucanos na Copa São Paulo de juniores de 2018. Crédito: FPF/reprodução

Os 87 patrocínios privados e estatais dos clubes do Brasileirão de 2017, via Ibope

Os patrocínios dos clubes brasileiros na Série A de 2017. Crédito: Ibope/Repucom

O Ibope-Repucom fez um levantamento sobre todas os patrocinadores expostos pelos clubes da Série A em 2017. Ao todo, 87 marcas foram estampadas nos uniformes oficiais dos 20 clubes, incluindo os nordestinos Sport, Bahia e Vitória. Em média, cada clube teve 4 patrocinadores. O levantamento considera as fornecedoras de material esportivo, que hoje também funcionam como rentáveis patrocinadoras, além das nove (!) propriedades disponíveis nos padrões: frente (master), frente superior, barra frontal, mangas, costas, barra traseira, numeração, calção e meião.

No caso do rubro-negro pernambucano, que teve na dupla Adidas/Caixa Econômica Federal a maior fonte de receita neste quesito, quatro propriedades passaram a temporada em branco: barra frontal, barra traseira, numeração e meião. Além disso, o tempo de execução de cada marca foi considerado, uma vez que alguns patrocinadores foram pontuais, para jogo de maior apelo ou porque não tiveram os contratos renovados..

Curiosidades sobre as marcas, segundo o estudo do instituto
1) Apenas 10 patrocinadores ocuparam o patrocínio-master em todo o ano
2) 12 patrocinadores encerraram contrato durante a temporada
3) Na temporada, houve 23 contratos de patrocínios pontuais
4) Apenas 2 times (Flu e Vitória) trocaram de fornecedor em 2017
5) A propriedade menos utilizada na temporada foi o meião
6) As propriedades mais utilizadas foram o master e o calção. Todos usaram
7) A marca mais presente no uniforme foi a da Caixa, com 39 propriedades
8) A Ponte foi o time que teve mais patrocinadores em 2017. No total, 15
9) A Umbro forneceu o material esportivo de 7 times, a maior quantidade
10) A Caixa e Banrisul são as únicas empresas públicas entre as marcas
11) Uber, Cabify e Pega Carga, os únicos serviços exclusivos de aplicativos
12) As empresas do segmento financeiro dominaram o master: 18 clubes
13) Pela primeira vez, um youtuber (Felipe Neto) patrocinou um clube
14) Apenas um patrocínio de companhia aérea: Royal Air Morroc, no Santos
15) Em todos os sites dos clubes há divulgação de seus patrocinadores

Maiores contratos com fornecedoras de material esportivo em 2017
1º) R$ 40,0 milhões – Corinthians (Nike)
2º) R$ 35,0 milhões – Flamengo (Adidas)
3º) R$ 27,0 milhões – São Paulo (Under Armour)
4º) R$ 20,0 milhões – Palmeiras (Adidas)
5º) R$ 17,0 milhões – Grêmio (Umbro)

Maiores contratos de patrocínio-master em 2017
1º) R$ 72,0 milhões – Palmeiras (Crefisa – privado)
2º) R$ 25,0 milhões – Flamengo (Caixa)
3º) R$ 19,0 milhões – Corinthians (Caixa), de maio a dezembro

4º) R$ 16,0 milhões – São Paulo (Intermedium  privado)

5º) R$ 12,9 milhões – Grêmio (Banrisul)

Os patrocínios dos clubes brasileiros na Série A de 2017. Crédito: Ibope/Repucom

A projeção das cotas da Série A de 2018 a partir modelo da Globo previsto para 2019

A distribuição de cotas do Brasileirão a partir de 2019, segundo a Rede Globo. Crédito: Globo/reprodução

O formato de distribuição de cotas do Campeonato Brasileiro, a partir das vendas dos direitos de transmissão na televisão, mudará em 2019. A edição de 2018 será a última com todos contratos possíveis através da Rede Globo – tv aberta, tv fechada, pay-per-view, sinal internacional e internet. A partir de 2019, com a entrada do Esporte Interativo na tevê por assinatura, haverá uma divisão, de clubes e receitas. Forçada pela concorrência, a Globo resolveu adotar um sistema semelhante ao da Premier League. A divisão será 40% em parcelas iguais, 30% em rendimento e 30% em audiência, em vez de 50%, 25% e 25% da liga inglesa. Conforme informado pela empresa em 24 de março de 2017, o modelo valerá por seis edições, englobando a transmissão aberta – o PPV segue à parte. Hoje, 21* clubes estão acordados com a emissora para o período, incluindo NáuticoSanta Cruz e Sport.

Embora clubes como Santos e Inter tenham firmado com o Esporte Interativo, a tendência é que todos sigam com a Globo no sinal aberto. Logo, a regra deve ser geral. Como curiosidade, o blog simulou as cotas da Série A de 2018 com o futuro modelo. O montante de “cotas fixas” é de R$ 1,346 bilhão, já com a ampliação do ‘piso’, de R$ 23 mi para R$ 28 milhões, a partir do acordo feito pelo Ceará, informado pelo repórter Mário Kempes, de Fortaleza – o blog considerou este valor para os demais ‘não cotistas’ oriundos da segundona. Nesta projeção, a única ressalva é a receita do SporTV, incorporada ao montante, mas que seria repassada apenas aos contratados da Globo, claro. Portanto, em vez do atual sistema de (oito) castas, com um hiato de R$ 142 milhões entre a maior cota (Flamengo e Corinthians) e a menor (América, Ceará e Paraná), a diferença máxima seria de R$ 79 milhões, numa redução de 44%. E seria justamente o máximo possível, entre o atual campeão/maior cotista (Corinthians) e 4º lugar da Série B/menor cota (Paraná).

* América-MG, Atlético-GO, Atlético-MG, Avaí, Brasil-RS, Chapecoense, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Goiás, Grêmio, Inter, Londrina, Náutico, Ponte Preta, São Paulo, Sport, Santa, Vasco, Vila Nova e Vitória.

A projeção de cotas do Brasileiro de 2018 com o modelo a ser adotado a partir de 2019. Quadro: Cassio Zirpoli/DP

No quadro, o blog projetou a cota conferindo os seguintes valores na divisão por classificação em 2017: 20x para o campeão (ou seja, 20 x R$ 1.922.857, o valor base), 19x para o vice, 18x para o 3º lugar e assim sucessivamente, até o 4º da Série B, com 1x. Já na coluna de audiência, o valor considerado foi 30% da verba que cada clube receberá de fato, pois trata-se da única fonte de informação para definir a atual visibilidade de cada um neste momento.

Lembrando que essa demonstração é referente apenas às cotas fixas. É importante reforçar isso pois há o rateio de meio bilhão de reais no PPV, através do Premiere, até então calculado pelo número de assinantes apurado em pesquisa do Datafolha. Esta receita é repartida apenas entre os 16 ‘cotistas da TV’, com os demais somando o valor do PPV já no acordo pontual para a temporada, caso do Vozão. Em 2015, o Sport, com 1,4% dos assinantes, teve um ‘bônus’ de R$ 6,75 milhões. O Fla, com 19,2%, recebeu R$ 68 mi. E aí deve estar o grande segredo sobre a mudança no formato, pois o impacto econômico do PPV segue ascendente no bolo – mantendo Fla e Timão bem à frente. Em 2019, a previsão é de que apenas este contrato represente 33,2% do total, ou 650 milhões de reais. Imagine em 2024…

A projeção de cotas do Brasileiro de 2018 com o modelo a ser adotado a partir de 2019. Arte: Cassio Zirpoli/DP

14 representantes do Brasil nas copas da Conmebol em 2018. Na história, 40 clubes

Troféus da Libertadores e da Copa Sul-Americana

A decisão da Copa Sul-Americana de 2017, com o título do Independiente sobre o Flamengo, em pleno Maracanã, definiu a armada brasileira para os torneios continentais de 2018. Ao todo, 14 clubes do país obtiveram vagas nas disputas da Conmebol, sendo oito na Taça Libertadores e seis na Sula, através da classificação final do Brasileirão. Caso o Fla tivesse erguido a taça, o Sport teria herdado a vaga na Sula. No entanto, desta vez o Nordeste será representado pelo Bahia, de volta após um hiato de três temporadas.

Representantes do país em 2018
Libertadores: Corinthians, Palmeiras, Santos, Grêmio, Cruzeiro e Flamengo na fase de grupos; Vasco e Chapecoense na 2ª preliminar

Sul-Americana: Atlético-MG, Botafogo, Atlético-PR, Bahia, São Paulo e Flu

A confederação sul-americana de futebol já organizou diversos torneios interclubes, com descontinuações ao longo dos anos, como Supercopa, Copa Conmebol e Mercosul. Portanto, considerando os dois torneios em vigor, o 40 clubes do Brasil já tiveram o gostinho de participar, incluindo o Trio de Ferro do Recife. Nesta conta, com Liberta (1960 a 2018) e Sula (2003 a 2018), foram 28 times na principal competição e 35 na segunda. Ou seja, 23 clubes já jogaram nas duas frentes – quadro abaixo, com participações e títulos.

Voltando a 2018, vale lembrar que os participantes da Libertadores também poderão disputar a Sul-Americana no mesmo ano – os dois melhores entre os eliminados na Pré-Liberta e os oito terceiros colocados na fase de grupos.

Ranking de participações na Libertadores (1960-2018) e na Sul-America (2002-2018). Quadro: Cassio Zirpoli/DP

Ranking da CBF em 2017 com Sport (15º), Santa Cruz (25º) e Náutico (32º)

O ranking da CBF em 2017. Crédito: CBF/reprodução

CBF atualizou o ranking oficial de clubes após a realização de todas as competições nacionais em 2017, com a liderança sendo dividida de forma inédita. Palmeiras e Cruzeiro têm rigorosamente a mesma pontuação. Enquanto a raposa mineira volta ao topo após três anos, o verdão chega lá pela primeira vez, considerando os seis anos do modelo atual. Curiosamente, o alviverde paulista conquistou o título brasileiro no ano passado e ficou em segundo na lista, enquanto nesta temporada chegou ao topo sendo vice. Já o grande campeão brasileiro, o Corinthians, figura apenas em 6º lugar.

Líderes do ranking
2012 – 16.208 pontos (Fluminense)
2013 – 15.286 pontos (Grêmio)
2014 – 15.328 pontos (Cruzeiro)
2015 – 14.664 pontos (Corinthians)
2016 – 15.038 pontos (Grêmio)
2017 – 15.288 pontos (Palmeiras e Cruzeiro)

Lembrando que, para esta tabulação oficial, a entidade que comanda o futebol do país adiciona pontos apenas em seus torneios, com as Séries A, B, C e D e a Copa do Brasil. Nada estaduais ou torneios internacionais. Se leva em conta o desempenho (classificação final) nos últimos cinco anos, com pesos diferentes, dando vantagem aos anos mais recentes (veja o sistema aqui).

Com a 15ª colocação obtida no último instante da Série A, o Sport subiu ao 15º lugar do ranking, a sua melhor posição. Com 751 pontos a mais, manteve-se pelo seguindo ano seguido na ponta do Nordeste. Por sinal, na próxima atualização o rubro-negro terá, pela primeira vez, a projeção de pontuação apenas na elite, através das cinco participações seguidas, recorde na região. Apesar do descenso à terceira divisão, o Santa Cruz também melhorou a colocação, agora em 25º, com 480 pontos adicionados em relação à edição passada. É o 4º time nordestino. Para isso, contou com a participação nas oitavas de final da Copa do Brasil – o clube já estreou nesta fase devido ao título da Lampions de 2016. Já o Náutico, também rebaixado, despencou. Foram descontados 869 pontos, com o timbu saindo do Top 30 pela primeira vez. Figura numa modesta 32ª posição nacional, ou 7º na região.

Outros sete clubes pernambucanos estão presentes: Salgueiro (51º, 2.333 pts), Central (83º, 815 pts), América (128º, 459 pts), Serra Talhada (140º, 357 pts), Atlético (157º, 255), Porto (184º, 114 pts) e Ypiranga (201º, 51 pts). Ao todo, 220 clubes estão listados pelo departamento de competições da CBF.

Rankings anteriores: 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016.

Sport
2012 – 19º (8.284)
2013 – 24º (6.740, -1.544)
2014 – 20º (6.970, +230)
2015 – 19º (7.928, +958)
2016 – 17º (8.019, +91)
2017 – 15º (8.770, +751)

Santa Cruz
2012 – 48º (2.704)
2013 – 45º (3.091, +387)
2014 – 36º (3.930, +839)
2015 – 35º (4.310, +380)
2016 – 26º (5.730, +1.420)
2017 – 25º (6.210, +480)

Náutico
2012 – 22º (8.036)
2013 – 21º (7.557, -479)
2014 – 26º (6.470, -1.087)
2015 – 25º (6.139, -331)
2016 – 29º (5.401, -738)
2017 – 32º (4.532, -869)

Abaixo, o gráfico com a evolução das colocações dos sete maiores clubes nordestinos, sendo 3 do Recife, 2 de Salvador e 2 de Fortaleza. Divisões nos âmbitos nacional e regional.

A distribuição das cotas de televisão na Série A 2018, com bolo de R$ 1,3 bilhão

As cotas de TV do Campeonato Brasileiro em 2018. Arte: Cassio Zirpoli/DP

O post foi atualizado em 20/12 após a divulgação do novo contrato do Ceará.

Com o acesso do Internacional, a Série A volta a ter os doze* principais cotistas da tevê após um hiato de cinco temporadas. Entre 2013 e 2017 houve sempre um desfalque anual. Não por acaso, em 2018 a competição irá distribuir a maior receita fixa da história, com R$ 1,34 bilhão, com 80,9% do bolo aos tais doze. O valor desconsidera a crescente fatia destinada pelo pay-per-view, com os 380 jogos exibidos no Premiere. Dos 18 clubes com contratos duradouros com a Rede Globo, em acordos que se encerram justamente em 2018, apenas Coritiba e Goiás estão fora da primeirona.

Na elite, a cota fixa está subdividida em oito níveis, com os seis primeiros para os ‘cotistas’ – que mantém a receita mesmo em caso de descenso. O Sport, com acordos do tipo desde 1997, está na base, com R$ 35 milhões, considerando o valor de contrato – sem as devidas correções inflacionárias. Em seguida vêm os ‘não cotistas’, com renovações anuais, pontuais. São dois subgrupos, com destaque para a Chape, com R$ 4 milhões a mais que os demais ‘não cotistas’. Inicialmente, o piso seria de R$ 23 mi, como em 2016 e 2017, mas o Ceará conseguiu negociar um aumento para 28 milhões – neste caso, já com o PPV. Já o topo da pirâmide segue com Corinthians e Flamengo. Os clubes mais populares do país detêm 25,2% desta receita.

Com o fim do acordo para o triênio 2016-2018, a Rede Globo elaborou um novo modelo de negociação, surgido após a pressão pelos direitos, com o Esporte Interativo firmando contratos para a tevê fechada com 15 clubes. Portanto, em 2019 a divisão na tevê aberta terá um sistema semelhante ao da Premier League. A divisão será 40% em parcelas iguais, 30% em rendimento e 30% em audiência, em vez de 50%, 25% e 25% da liga inglesa. Valerá por seis edições, englobando a transmissão aberta – o PPV segue à parte. Sem clubes pernambucanos após cinco anos, a Série B aguarda o novo contrato para a divisão de cotas de televisão. Em 2017, foi criado um modelo com 60% do valor fixo e 40% numa variável de acordo com as colocações – válido apenas para os ‘não cotistas’, que em 2018 correspondem a 18 equipes.

* Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos (SP); Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo (RJ); Grêmio e Inter (RS); Cruzeiro e Atlético (MG)

Verba fixa da TV na Série A
2015 – R$ 923 milhões (com 15 cotistas e 5 não cotistas**)
2016 – R$ 1,240 bilhão (com 15 cotistas e 5 não-cotistas***)
2017 – R$ 1,306 bilhão (com 16 cotistas e 4 não-cotistas***)
2018 – R$ 1,346 bilhão (com 16 cotistas e 4 não-cotistas***)

** Contrato 2012-2015
*** Contrato 2016-2018

A classificação final da Série A 2017, com R$ 63 milhões em prêmios e 14 vagas

A classificação final do Brasileirão de 2017. Crédito: Superesportes

Terminou a 47ª edição da Série A do Brasileiro. Embora o Corinthians tenha sido (hepta) campeão de forma antecipada, a 38ª rodada definiu vários pontos da tabela, como o vice (Palmeiras), três classificados à Libertadores (Fla, Vasco e Chapecoense, a ‘campeã’ do returno, com 32 pontos), um classificado à Sula (Fluminense) e dois rebaixados. Além de Atlético-GO, o lanterna com a maior pontuação da história (36), e Ponte, caíram Avaí e Coritiba, com os rubro-negros nordestinos escapando por um triz. Numa Ilha do Retiro lotada, o Sport bateu o campeão e foi ajudado pelos resultados.

Abaixo, a distribuição da premiação oficial da competição, contemplando todos os times que permaneceram na elite. Repassado pela CBF e bancado pela Rede Globo, a detentora dos direitos de transmissão, o montante chega a R$ 63.744.000. Dos 16 times com aporte, 14 (!) se classificaram aos dois torneios internacionais da Conmebol. E olhe que o Leão da Ilha ainda tem chance…

Colocações, premiações e vagas através do Brasileirão 2017
1º) Corinthians – R$ 18.069.300, Libertadores/4ª fase e Copa do Brasil/oitavas
2º) Palmeiras – R$ 11.373.030, Libertadores/4ª fase e Copa do Brasil/oitavas
3º) Santos – R$ 7.759.170, Libertadores/4ª fase e Copa do Brasil/oitavas
4º) Grêmio – R$ 5.633.370, Libertadores/4ª fase e Copa do Brasil/oitavas
5º) Cruzeiro – R$ 4.092.165, Libertadores/4ª fase e Copa do Brasil/oitavas
6º) Flamengo – R$ 2.763.540, Libertadores/4ª fase e Copa do Brasil/oitavas
7º) Vasco – R$ 2.391.525, Libertadores/2ª fase e Copa do Brasil/oitavas*
8º) Chape – R$ 2.072.655, Libertadores/2ª fase e Copa do Brasil/oitavas
9º) Atlético-MG – R$ 1.806.930 e Sul-Americana/1ª fase**
10º) Botafogo – R$ 1.594.350 e Sul-Americana/1ª fase
11º) Atlético-PR – R$ 1.381.770 e Sul-Americana/1ª fase
12º) Bahia – R$ 1.222.335 e Sul-Americana/1ª fase
13º) São Paulo – R$ 1.062.900 e Sul-Americana/1ª fase
14º) Fluminense – R$ 956.610 e Sul-Americana/1ª fase
15º) Sport – R$ 850.320***
16º) Vitória – R$ 744.030 

Caso o Flamengo conquiste a Copa Sul-Americana de 2017, criando o “G9″:
* O Vasco entraria já na fase de grupos (4ª fase) da Libertadores
** O Atlético Mineiro trocaria a vaga da Sula pela Libertadores (2ª fase)
** O Sport herdaria a vaga na Copa Sul-Americana (1ª fase)

Classificação da Série A 2017 – 31ª rodada

A classificação da Série A 2017 após 31 rodadas. Crédito: Superesportes

O leão voltou a perder na Ilha do Retiro e ampliou o drama no Brasileirão. O clube até manteve a 15ª colocação, mas agora divide a pontuação com outros três concorrentes. Logo, está por um triz em relação à zona de rebaixamento – por sinal, tem apenas um ponto a mais que o vice-lanterna. Sem qualquer gordura na competição, o Sport precisará vencer para tentar se manter. E aí está o grande o problema: o rubro-negro venceu apenas 1 vez nas últimas 14 rodadas. Com mais sete jogos pela frente, precisa de, pelo menos, dez pontos – para chegar à margem clássica de 45 pontos.

Na briga pelo título, o Corinthians voltou a dar chance. Somou apenas um ponto nos últimos doze disputados. Na “Segunda Campeã”, no encerramento da rodada, o rival Palmeiras poderia ter ficado a três pontos, com o dérbi no próximo domingo, mas acabou num empate. De toda forma, reduziu para a diferença para cinco pontos. Habemus disputa pela taça?

Resultados da 31ª rodada
São Paulo 2 x 1 Santos
Flamengo 0 x 0 Vasco
Atlético-PR 0 x 0 Chapecoense
Fluminense 1 x 1 Bahia
Atlético-MG 0 x 0 Botafogo
Ponte Preta 1 x 0 Corinthians
Vitória 1 x 1 Atlético-GO
Sport 3 x 4 Coritiba
Avaí 2 x 2 Grêmio
Palmeiras 2 x 2 Cruzeiro 

Balanço da 31ª rodada
2V dos mandantes (12 GP), 7 empates e 1V dos visitantes (11 GP)

Agenda da 32ª rodada (horários do Recife)
04/11 (16h00) – Santos x Atlético-MG (Vila Belmiro)
04/11 (18h00) – Botafogo x Fluminense (Nilton Santos)
04/11 (18h00) – Atlético-GO x São Paulo (Serra Dourada), SporTV*
04/11 (20h00) – Coritiba x Avaí (Couto Pereira)
05/11 (16h00) – Corinthians x Palmeiras (Arena Corinthians), Globo*
05/11 (16h00) – Grêmio x Flamengo (Arena do Grêmio)
05/11 (16h00) – Chapecoense x Sport (Arena Condá)
05/11 (16h00) – Cruzeiro x Atlético-PR (Mineirão)
05/11 (17h00) – Bahia x Ponte Preta (Fonte Nova)
05/11 (18h00) – Vasco x Vitória (Maracanã), SporTV*
* Considerando as transmissões para o Recife, fora o Premiere (PPV)  

Histórico de Chape x Sport em Santa Catarina, pelo Brasileirão (3 jogos)
Nenhuma vitória leonina, 1 empate e 2 derrotas

Classificação da Série A 2017 – 30ª rodada

A classificação da 30ª rodada da Série A de 2017. Crédito: Superesportes

A situação do Sport segue cada vez mais apertada no Brasileirão. Sem vencer há três rodadas, tendo apenas uma vitória nas últimas 13 partidas na competição, o time hoje está a apenas dois pontos da zona de rebaixamento. No domingo, na Arena da Baixada, o leão foi derrotado ao cometer um pênalti no finzinho. Com isso, acabou ultrapassado pelo São Paulo, caindo do 14º para o 15º lugar. Faltando oito rodadas, com quatro jogos em casa e quatro fora, o Sport precisaria de oito pontos, considerando a projeção atual do 16º colocado (43 pontos), o primeiro fora do Z4. A margem de erro desta conta é bem alta, com 45/46 pontos gerando um cenário mais seguro. Fica claro que o ritmo de vitórias terá que ser acelerado em relação aos últimos meses…

Na briga pelo título, Palmeiras e Santos venceram no domingo, pressionando o Corinthians na segunda. Afinal, a diferença havia caído para seis pontos – a menor desde julho. E o líder não conseguiu responder no encerramento da rodada, perdendo pela 5ª vez. O título corintiano em 2017 parecia certo. Hoje, é mais prudente dizer que a taça ficará no estado de São Paulo…

Resultados da 30ª rodada
Vasco 1 x 1 Coritiba
Cruzeiro 1 x 3 Atlético-MG
Atlético-PR 2 x 1 Sport
Bahia 2 x 1 Vitória
Santos 1 x 0 Atlético-GO
São Paulo 2 x 0 Flamengo
Grêmio 1 x 3 Palmeiras
Chapecoense 2 x 0 Fluminense
Ponte Preta 1 x 2 Avaí
Botafogo 2 x 1 Corinthians 

Balanço da 30ª rodada
6V dos mandantes (15 GP), 1E e 3V dos visitantes (12 GP)

Agenda da 31ª rodada (horários do Recife)
28/10 (16h00) – São Paulo x Santos (Pacaembu)
28/10 (18h00) – Flamengo x Vasco (Maracanã)
28/10 (20h00) – Atlético-PR x Chapecoense (Arena da Baixada)
29/10 (16h00) – Fluminense x Bahia (Maracanã)
29/10 (16h00) – Atlético-MG x Botafogo (Independência)
29/10 (16h00) – Ponte Preta x Corinthians (Moisés Lucarelli), Globo*
29/10 (17h00) – Vitória x Atlético-GO (Barradão)
29/10 (17h00) – Sport x Coritiba (Ilha do Retiro)
29/10 (18h00) – Avaí x Grêmio (Ressacada), SporTV*
30/10 (19h00) – Palmeiras x Cruzeiro (Allianz Parque), SporTV*
* Considerando as transmissões para o Recife, fora o Premiere (PPV)  

Histórico de Sport x Coxa no Recife, pelo Brasileirão
8 vitórias leoninas, 4 empates e 1 derrota (2016)

Classificação da Série A 2017 – 29ª rodada

A classificação da 29ª rodada da Série A de 2017. Crédito: Superesportes

O leão pernambucano empatou na Ilha, diante do peixe, e ampliou a escassez de vitórias no Brasileirão. Nas últimas doze rodadas, venceu em apenas uma! Num outro prisma sobre a campanha, porém, o Sport estancou a série de derrotas, só uma nas últimas cinco apresentações. Sinais para desacreditar e para voltar a acreditar, num cenário que deixa o Sport no limbo da competição após 29 rodadas. Nem cairia e nem conseguiria vaga internacional. Em relação à rodada passada, o clube se manteve em 14º lugar, mas ao menos ampliou a distância sobre a zona de rebaixamento, de dois para três pontos.

Já na briga pelo título brasileiro, embora o Corinthians siga mantendo a confortável distância de nove pontos sobre o vice-líder, neste momento são três times nesta condição (59 x 50). Grêmio, Palmeiras e Santos. Qual deles tem mais chance de tentar mudar o provável desfecho do campeonato?

Resultados da 29ª rodada
Coritiba 1 x 0 Cruzeiro
Atlético-GO 0 x 1 Vasco
Atlético-MG 2 x 3 Chapecoense
Corinthians 0 x 0 Grêmio
Fluminense 3 x 1 São Paulo
Avaí 1 x 1 Botafogo
Vitória 2 x 3 Atlético-PR
Palmeiras 2 x 0 Ponte Preta
Sport 1 x 1 Santos
Flamengo 4 x 1 Bahia 

Balanço da 29ª rodada
4V dos mandantes (16 GP), 3E e 3V dos visitantes (11 GP)

Agenda da 30ª rodada (horários do Recife)
21/10 (16h00) – Vasco x Coritiba (Maracanã)
22/10 (16h00) – Cruzeiro x Atlético-MG (Mineirão)
22/10 (16h00) – Atlético-PR x Sport (Arena da Baixada)
22/10 (16h00) – Bahia x Vitória (Fonte Nova)
22/10 (16h00) – Santos x Atlético-GO (Vila Belmiro)
22/10 (16h00) – São Paulo x Flamengo (Pacaembu), Globo*
22/10 (16h00) – Grêmio x Palmeias (Arena do Grêmio)
22/10 (18h00) – Chapecoense x Fluminense (Arena Condá), SporTV*
22/10 (18h00) – Ponte Preta x Avaí (Moisés Lucarelli)
23/10 (19h00) – Botafogo x Corinthians (Nilton Santos), SporTV*
* Considerando as transmissões para o Recife, fora o Premiere (PPV)  

Histórico de Atlético-PR x Sport em Curitiba, pelo Brasileiro (13 jogos)
1 vitória leonina (2014), 5 empates e 7 derrotas