Seleção Brasileira faturou R$ 70 milhões como mandante nas Eliminatórias de 2018

Eliminatórias da Copa 2018, em 10/10/2017: Brasil 3 x 0 Chile. Foto: divulgação

A Canarinha encerrou as Eliminatórias da Copa de 2018 com dez pontos de vantagem sobre o segundo colocado, o Uruguai. Na última rodada, no Allianz Parque, o moderno estádio do Palmeiras, a Seleção goleou o Chile, deixando o atual bicampeão da Copa América fora do Mundial da Rússia. A tranquila vitória manteve o país como o único sul-americano invicto como mandante no qualificatório e também estabeleceu a maior renda do futebol no Brasil. O dado desconsidera o Mundial de 2014, pois a Fifa não divulgou os borderôs.

Com R$ 15 milhões, o jogo superou a final da Libertadores de 2013, entre Atlético-MG e Olimpia do Paraguai. Na ocasião, a partida em Belo Horizonte proporcionou uma arrecadação de R$ 14 mi. Essa renda recorde mostra o quanto a participação nas Eliminatórias, utilizando apenas as arenas com “Padrão Fifa”, turbinou o caixa da CBF. A entidade faturou R$ 70 milhões! Embora não detalhe o percentual repassado a cada operador dos estádios, é possível aferir um desconto de 8%, o valor entregue ao Corinthians na apresentação anterior em São Paulo. Ou seja, a confederação teria ficado com 92%, ou R$ 64,4 milhões líquidos. E, de fato, o torcedor pagou caro para produzir esta receita. No Allianz Parque, com valores semelhantes aos da Copa do Mundo realizada no país, o tíquete médio foi de R$ 368.

A gestão desse recurso, lembrando, fica a cargo de Marco Polo Del Nero…

Público total: 371.897 (média de 41.321 torcedores) 
Renda total: R$ 70.073.561 (média de 7.785.951 reais) 
Tíquete médio: R$ 188,42
Campanha: 9 jogos; 8 vitórias, 1 empate e nenhuma derrota; 26 GP e 4 GC

Eis o ranking de bilheteria nos jogos da Seleção nas Eliminatórias de 2018.

Balanço da Seleção Brasileira nas Eliminatórias da Copa 2018 jogando no Brasil. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Seguindo com a evolução cronológica dos públicos da Canarinha, com a taxa de ocupação dos estádios. A maior foi em São Lourenço da Mata, com 98,17% dos 45.845 cadeiras vermelhas ocupadas – curiosamente, no único empate no país. A menor ocorreu em Fortaleza, com índice de 60,98%.

Evolução dos públicos nos jogos da Seleção Brasileira como mandante nas Eliminatórias da Copa 2018. Arte: Cassio Zirpoli/DP

A escalada cronológica sobre o preço dos ingressos vai da média de R$ 69 na estreia até R$ 368 na despedida do qualificatório da Fifa. As quatro menores rendas foram no Nordeste. Por outro lado, as maiores bilheterias foram registradas com a Seleção em grande fase, já sob comando de Tite.

Evolução das bilheterias nos jogos da Seleção Brasileira como mandante nas Eliminatórias da Copa 2018. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Atacantes correspondem, Jefferson pega pênalti e Náutico vence o Boa Esporte

Série B 2017, 27ª rodada: Náutico 2 x 0 Boa. Foto: Léo Lemos/Náutico

Há uma semana, o Lacerdão foi tomado por 13 mil torcedores, na estreia do Náutico no estádio nesta Série B. De lá para cá, a esperança foi arrefecida pela série de três derrotas seguidas, com apenas 2 mil alvirrubros na segunda apresentação em Caruaru. Na prática, era a última chance de seguir na briga. Fazer o dever de casa até o fim da competição é a matemática básica. Para isso, independe da dificuldade da partida. Como era o caso do Boa Esporte, há quatro jogos sem perder e na parte de cima da tabela.

Cabia ao Náutico fazer um jogo mais estudado e aproveitar as poucas oportunidades, entendendo a limitação (e condição) do time, que entrara ainda mais pressionado devido às vitórias de Figueirense e Goiás – idem com o Santa, que acabaria derrota em Porto Alegre. E para quem pegou a BR-232, desta vez, o sorriso se manteve até o apito final. O Náutico venceu por 2 x 0, com direito a um improvável e emocionante roteiro no finzinho.

Série B 2017, 27ª rodada: Náutico 2 x 0 Boa. Foto: Luís Prates/divulgação (@luisf_prates)

O alvirrubro começou tentando impor velocidade, mas o gramado logo deixou claro que não seria simples. O jogo só desafogou aos 19 minutos, quando o camisa 9 do visitante, Casagrande, cortou a bola com o braço. Pênalti. Novo camisa 9 do Náutico, Rafael Oliveira deslocou o goleiro e marcou o seu primeiro gol. Ainda no primeiro tempo ele foi substituído por Dico, também oriundo do Botafogo de João Pessoa. Rafael sofreu uma lesão no joelho direito e fará exame para avaliar a gravidade – reflexo direto do gramado duro.

No segundo tempo, o Boa foi mais organizado e dominou o jogo, com o timbu se restringindo a poucos contra-ataques. Num deles, aos 33, Gilmar perdeu grande chance. O castigo veio no minuto seguinte, num pênalti para o adversário, também por mão na bola. Destaque contra o Inter, mesmo na derrota, o jovem goleiro Jefferson transformou o bom rendimento em pontos ao espalmar a cobrança de Felipe. Aos 44, em novo contragolpe, Dico passou pelo marcador e bateu com muita força, golaço. Gol de quem não desiste…

Timbu como mandante sob o comando de Roberto Fernandes (4v-0e-1d)
19ª) Náutico 1 x 0 Luverdense (Arena PE)
21ª) Náutico 2 x 0 Figueirense (Arena PE)
23ª) Náutico 1 x 0 Brasil (Arena PE)
25ª) Náutico 0 x 1 Internacional (Lacerdão)
27ª) Náutico 2 x 0 Boa Esporte (Lacerdão)

Série B 2017, 27ª rodada: Náutico 2 x 0 Boa. Crédito: SporTV/reprodução

Com arbitragem polêmica, Náutico vence o Brasil de Pelotas com gol aos 42/2T

Série B 2017, 22ª rodada: Náutico 1 x 0 Brasil. Foto: Ricardo Fernandes/DP

A noite começou positiva para os alvirrubros, com a derrota do Goiás no Serra Dourada, permitindo uma boa aproximação do 16º colocado, o primeiro time fora do Z4. Para isso, era preciso voltar a vencer na arena. Na escalação, um esboço de ousadia, com Giovanni/Bruno Mota e William/Gilmar.

O time estava tecnicamente melhor, mas ainda sem intensidade, ao contrário do Brasil de Pelotas, com mais pressão em campo, explorando bastante as laterais, sobretudo o lado esquerdo pernambucano, com Ávila. O time gaúcho, que buscava uma aproximação mais nobre, do G4, fez uma boa partida e criou chances, mas foi bastante prejudicado pelo árbitro piauiense Antônio Dib Moraes. Entre os lances mais importantes, um gol mal anulado, um pênalti não marcado e uma não expulsão com último homem, na falta cometida por Aislan. Desta vez, a reclamação do visitante foi justa. Porém, esse problema será mesmo do juiz, que deve ir para geladeira depois da fraca atuação.

Série B 2017, 22ª rodada: Náutico 1 x 0 Brasil. Crédito: Premiere/reprodução

Com o placar em branco, o timbu não desistiu até o limite do cansaço. Roberto Fernandes foi mexendo no ataque, buscando mais velocidade, tentando se aproveitar do jogo proposto pelo adversário, que vinha ganhando confiança e se expondo cada vez mais. Numa dessas investidas, surgiu o gol salvador, que mantém o Náutico vivo na briga contra o descenso.

Aos 42 minutos do segundo tempo, Iago, que substituíra Giovanni, bateu firme de fora da área, com o goleiro Pitol dando rebote nos pés de Vinícius. O centroavante havia entrado há pouco no lugar de Gilmar. Livrezinho, em condição legal, teve toda tranquilidade do mundo para escorar para as redes e marcar o seu terceiro gol na Série B. Depois, o 1 x 0 foi garantido numa defesa de cinema de Jefferson, um lance para tatuar a esperança na torcida…

Sequência da esperança (4 vitórias em 6 jogos)
18ª) Náutico 1 x 0 Vila Nova (Serra Dourada, Goiânia)
19ª) Náutico 1 x 0 Luverdense (Arena PE)
20ª) Náutico 0 x 1 América (Independência, BH)
21ª) Náutico 2 x 0 Figueirense (Arena PE)
22ª) Náutico 0 x 1 Ceará (PV, Fortaleza)
23ª) Náutico 1 x 0 Brasil (Arena PE)

Série B 2017, 22ª rodada: Náutico 1 x 0 Brasil. Foto: Ricardo Fernandes/DP

Náutico vence Figueira e pode terminar a rodada fora da lanterna após 15 partidas

Série B 2017, 21ª rodada: Náutico 2 x 0 Figueirense. Foto: Paulo Paiva/DP

Até a 17ª rodada, o Náutico tinha apenas uma vitória no Campeonato Brasileiro, com 15% de aproveitamento. Na lanterna, via o concorrente mais próximo, o ABC, a sete pontos de distância. Sem meias palavras, encaminhava um rebaixamento virtual, que só não seria confirmado em caso de uma recuperação bem fora da curva. Passadas duas semanas, o time vem ensaiando essa reação. De lá pra cá foram três vitórias em quatro jogos, perdendo apenas para o líder da Série B, o América Mineiro.

Com o 2 x 0 sobre o Figueirense de Milton Cruz, num confronto direto importantíssimo dentro do Z4, o alvirrubro finalmente ultrapassou o ABC de Natal. Assim, após 15 longas rodadas, da 6ª até a 20ª, o Náutico saiu da última colocação. E só terminará a rodada na lanterna caso o clube potiguar vença o Internacional ou empate com gols, em duelo no Frasqueirão, sábado.

Série B 2017, 21ª rodada: Náutico x Figueirense. Crédito: Premiere/reprodução

Nesta segunda vitória seguida na Arena Pernambuco, o técnico Roberto Fernandes armou o time num 4-3-3 e pôde contar com a volta de Giovanni, fora por lesão há um mês, e com a estreia do centroavante William. Ambos com bom desempenho, sobretudo o meia, com o belo gol de fora da área, pavimentando a vitória, e o passe que deixou Breno em ótima condição, rolando para William, que empurrou a bola pra barra vazia. Dois gols no 1T.

Numa rara boa atuação do time nesta turbulenta temporada, mostrando organização em todos os setores, o prata da casa Erick teve mais condições de se apresentar melhor – algo dito há tempos, com o seu desempenho prejudicado pela má fase da equipe. A possível negociação de Erick para Portugal pode trazer alívio financeiro para o restante da campanha, tendo como contrapartida a perda técnica. Escolha difícil num momento-chave.

Sequência da “retomada”
18ª – Náutico 1 x 0 Vila Nova (Goiânia)

19ª – Náutico 1 x 0 Luverdense (Arena PE)
20ª – Náutico 0 x 1 América (Belo Horizonte)
21ª – Náutico 2 x 0 Figueirense (Arena PE)

Série B 2017, 21ª rodada: Náutico 2 x 0 Figueirense. Foto: Paulo Paiva/DP

Troféu Gena poderá ser decidido no número de expulsões ou em sorteio

O regulamento do Troféu Gena, a simbólica disputa no centenário do Clássico das Emoções

Náutico e Santa já disputaram sete clássicos em 2017, contando Estadual, Nordestão e Brasileiro. O retrospecto é equilíbrio puro, com 2 vitórias pra cada, 6 gols pra cada e 1 vermelho pra cada, além de três empates. Oficialmente, resta apenas uma partida na temporada, pelo returno do Série B.

É o jogo que decidirá o campeão do Troféu Gena, a simbólica premiação celebrando o centenário do Clássico das Emoções. Só a agora a FPF publicou o “ato comemorativo nº 1″ com o regulamento oficial da taça, que soma os resultados de todas as competições oficiais no ano. Se em 2016, no Troféu Givanildo Oliveira, havia a possibilidade de divisão, em caso de igualdade em pontos, desta vez a federação resolveu adotar mais critérios.

Quem ganhar a 8ª partida, leva. Em caso de empate, são dois caminhos. Como o saldo de gols está empatado, na prática vale o número de expulsões! Hoje, também idêntico, com Luís Eduardo (alvirrubro) e Jaime (tricolor) expulsos logo no primeiro clássico, em janeiro. E se houver empate pela 4ª vez e nenhuma expulsão? Aí, teremos um sorteio às 16h30 do dia 6 de novembro, uma segunda-feira, na sede da FPF…

Jogos disputados em 2017
29/01 – Náutico 1 x 1 Santa Cruz, Estadual (Arena, 4.622 pessoas)
04/02 – Santa Cruz 1 x 0 Náutico, Nordestão (Arruda, 5.086)
12/03 – Náutico 1 x 0 Santa Cruz, Nordestão (Arena, 6.692)
10/04 – Santa Cruz 1 x 2 Náutico, Estadual (Arruda, 5.055)
06/05 – Náutico 1 x 2 Santa Cruz, Estadual (Arena, 2.592)
18/05 – Santa Cruz 1 x 1 Náutico, Estadual (Arruda, 3.387)
15/07 – Náutico 0 x 0 Santa Cruz, Série B (Arena, 13.450)
Média de público: 5.840

Jogo a disputar em 2017
04/11 – Santa Cruz x Náutico, Série B (Arruda) 

Classificação após 7 clássicos
Náutico – 9 pontos; 2 vitórias, 3 empates e 2 derrotas; 6 GP/6 GC; 1 vermelho
Santa – 9 pontos; 2 vitórias, 3 empates e 2 derrotas; 6 GP/6 GC; 1 vermelho

Náutico vence o segundo jogo seguido na Série B, o primeiro na Arena Pernambuco

Série B 2017, 19ª rodada: Náutico 1 x 0 Luverdense. Foto: Náutico/instagram (@nauticope)

Duas vitórias seguidas, na base do sufoco, mas que alimentam o sonho de recuperação, cujo desfecho só poderá vir a longo prazo. Diante de Vila Nova e Luverdense, o Náutico fez o mesmo placar, 1 x 0, terminando o primeiro turno da Série B com 14 pontos. Em uma semana de mais mudanças, com a 4ª troca de técnico no ano, estreou Roberto Fernandes, que trouxe a sua conhecida vibração para a partida na arena. O alvirrubro não vencia em casa há 4 meses (!) e não tinha mais o direito de deixar passar a oportunidade. Até então, eram nove apresentações como mandante, com quatro empates e cinco derrotas. Nenhuma vitória! Um desempenho bizarro que, mesmo com as duas vitórias fora de casa, deixava o clube afundado na lanterna.

Como a vida do Náutico não tem sido fácil, a sexta-feira começou com o pedido de rescisão do goleiro Tiago Cardoso, com Jefferson, da base, sendo acionado mais uma vez. No restante da equipe, mudanças pontuais no posicionamento, com o meio-campo bem povoado. Os 4.789 torcedores que foram a São Lourenço, mantendo a fé, tiveram que se apoiar no pensamento positivo até o finzinho, pois o jogo foi amarrado. A proposta alvirrubra era utilizar a velocidade do ataque, em contragolpes armados por Bruno Mota.

Série B 2017, 19ª rodada: Náutico x Luverdense. Foto: João de Andrade Neto/DP

Não por acaso, o time mato-grossense teve a posse de bola, com 63%, segundo o Footstats. Ao desarmar o adversário, o timbu tentava explorar a ligação rápida, na maioria das vezes em lançamentos – e foram 38, dos quais apenas 11 corretos. Após o primeiro tempo em branco, com Erick perdendo um gol embaixo da barra, o segundo tempo foi facilitado pela expulsão (justa) do volante Ricardo. No 11 x 10, o Náutico ganhou campo, apesar da afobação compreensível para quem vem tão mal na competição.

Jogando mais próximo à área, acabou forçando o erro do visitante, conseguindo um pênalti aos 17 minutos. Nada de Anselmo (já desligado) ou Gilmar, que haviam desperdiçado cobranças neste Brasileiro. Coube a Erick a responsabilidade. E guardou, chegando a 9 gols em sua primeira temporada como profissional, com 37 jogos disputados. A partir daí, era segurar a vantagem, primordial para manter o objetivo de permanência no returno.

Série B 2017, 19ª rodada: Náutico 1 x 0 Luverdense. Foto: Ricardo Fernandes/DP

Santa Cruz encerra contrato de 5 jogos na Arena Pernambuco com média de 6.374

Série B 2017, 18ª rodada: Santa Cruz x Paysandu. Foto: Rafael Brasileiro/DP

Em 12 junho foi anunciado o contrato do governo do estado com Santa e Sport, com cada um marcando cinco de seus jogos no Brasileiro na Arena Pernambuco. A passagem do tricolor, neste acordo, foi encerrada na derrota para o Papão. À parte dos resultados, com apenas duas vitórias, a ocupação da arquibancada foi frustrante. Desde 2013, quando o estádio em São Lourenço foi inaugurado, o clube havia mandado apenas dez jogos lá, mas com uma média de 16.279 espectadores. Muito acima do que se viu agora, com 6.374, ou 13,9% de ocupação nos assentos vermelhos, bem esvaziados. O dado bruto ficou abaixo até da média que o clube vinha registrando no Arruda, num quadro turbinado, é verdade, pela ótima presença diante do Inter.

Vale lembrar que a mudança temporária para a arena também aconteceu devido ao mau estado do gramado do Arruda, inviabilizado até a realização de treinamentos. A volta para o Mundão, onde o time não atua desde 17 de junho, deve ser em 8 de agosto, contra o Criciúma. Portanto, um hiato de 52 dias, com o campo passando por reparos necessários.

Abaixo, números do Santa Cruz como mandante no 1º turno da Série B…

O 5 Jogos do Santa como mandante na Arena Pernambuco
24/06 – Santa Cruz 1 x 1 Figueirense (9.079 pessoas, R$ 118.070)
07/07 – Santa Cruz 3 x 0 Brasil (6.009, R$ 55.850)
18/07 – Santa Cruz 1 x 0 Vila Nova (6.731, R$ 60.610)
21/03 – Santa Cruz 1 x 1 Boa Esporte (6.451, R$ 56.990)
01/08 – Santa Cruz 1 x 2 Paysandu (3.603, R$ 30.030)

2 vitórias, 2 empates e 1 derrota; 7 GP e 8 GP; aproveitamento de 53%
31.873 pessoas em 5 jogos (média de 6.374)
R$ 321.550 em 5 jogos (média de R$ 64.310)

Os 4 jogos do Santa como mandante no Arruda
20/05 – Santa Cruz 2 x 1 Guarani (6.090 pessoas, R$ 52.870)
03/06 – Santa Cruz 2 x 1 ABC (4.834, R$ 41.620)
09/06 – Santa Cruz 1 x 3 Londrina (5.045, R$ 40.180)
17/06 – Santa Cruz 0 x 0 Internacional (25.356, R$ 227.927)

2 vitórias, 1 empate e 1 derrota; 5 GP e 5 GC; aproveitamento de 58%
41.325 pessoas em 4 jogos (média de 10.331)
R$ 362.597 em 4 jogos (média de R$ 90.649)

Santa leva virada do Paysandu jogando mal e com expulsão de goleiro na Arena

Série B 2017, 18ª rodada: Santa Cruz 1 x 2 Paysandu. Foto: Paulo Paiva/DP

Com um futebol apático e sem poder de reação, o Santa perdeu a segunda seguida na Série B, sendo a primeira na Arena Pernambuco. Viu o Papão virar para 2 x 1, distanciando-se do G4 e, consequentemente, aproximando-se do Z4, num cenário perigoso para um time, hoje, desorganizado. Na véspera, o grupo havia sido abalado com a notícia da morte da esposa de Léo Lima, que não atuou, naturalmente. Assim, a armação do time ficou com Thiago Primão, que na goleada sofrida para o Paraná jogara mais recuado.

O meia pouco fez atuando mais à frente, até mesmo porque viu um ataque de pouquíssima mobilidade. Enfiado na área, o centroavante Ricardo Bueno sai deste contexto, mas os pontas Bruno Paulo e André Luís não colaboraram na ligação meio/ataque. No primeiro tempo, mesmo sem atuar bem, o tricolor ainda saiu na frente numa penalidade convertida por Bueno – no lance, o zagueiro Peri cortou a cabeçada do centroavante com o braço.

Série B 2017, 18ª rodada: Santa Cruz x Paysandu. Foto: Paulo Paiva/DP

O jogo lembrava um pouco o duelo contra o Boa Esporte, que, mesmo após tomar o gol, continuou com uma proposta organizada, assustando o mandante. O gol do Paysandu logo no reinício da partida, aos 2 minutos da etapa complementar, justificou a sensação. O empate saiu numa bela cobrança de falta do lateral Ayrton, que já havia cobrado outra com perigo.

A chave virou de vez na expulsão de Júlio César, quatro minutos depois, matando um contragolpe paraense. Para a entrada do goleiro reserva, Jacsson, Bruno Paulo foi sacrificado na linha. Pouco depois, André também saiu, na última tentativa de Giva, que acionou Augusto. Era a aposta para dar velocidade a um time estático, aceitando o jogo adversário. Aposta perdida, com outro contragolpe definindo o resultado, aos 41. O ex-alvirrubro Bérgson iniciou a jogada, tocou na esquerda e avançou para concluir na área, impondo ao Santa uma campanha com mais derrotas que vitórias, 6 x 7…

Os 7 jogos sob o comando de Givanildo Oliveira*
07/07 – Santa Cruz 3 x 0 Brasil
11/07 – Luverdense 2 x 2 Santa Cruz
15/07 – Náutico 0 x 0 Santa Cruz
18/07 – Santa Cruz 1 x 0 Vila Nova
21/07 – Santa Cruz 1 x 1 Boa
29/07 – Paraná 4 x 0 Santa Cruz
01/08 – Santa Cruz 1 x 2 Paysandu

* 42% de aproveitamento (2V-3E-2D)

Série B 2017, 18ª rodada: Santa Cruz 1 x 2 Paysandu. Foto: Paulo Paiva/DP

Náutico perde a 5ª na Arena PE e passa a depender de feito inédito para seguir na B

Série B 2017, 17ª rodada: Náutico 1 x 2 Criciúma. Foto: Ricardo Fernandes/DP

A fase do Náutico é tão ruim, que o time sofreu um gol às 18h58, mesmo com a partida contra o Criciúma agendada para as 19h00. Para um time que almejava a primeira vitória como mandante (!), ficar em desvantagem tão cedo foi um baque na formação, a priori, mais precavida, com dois volantes e o meia Diego Miranda, indicação de Beto Campos. No primeiro tempo, os setores estiveram bem distantes, com poucas chegadas organizadas.

Nos segundo tempo, o treinador timbu acionou o meia Bruno Mota, sacando um volante, Jobson. Não só por isso, mas pela aceleração, o alvirrubro voltou bem melhor que o adversário. Empatou aos 3, num golaço de bicicleta do atacante Erick, mas tomou o segundo gol logo depois, aos 9, após previsível troca de passes dos catarinenses entre os zagueiros pernambucanos. Daí, foram 40 minutos de pressão, mas o goleiro Luiz acabou sendo o nome do jogo. Completando 150 partidas pelo Criciúma, o jogador evitou finalização à queima roupa, chute cruzado, cruzamentos etc. Garantiu o 1 x 2.

Com a 11ª derrota em 17 rodadas, sendo a 5ª vez na Arena, o Náutico agora precisará de um feito inédito para evitar o encaminhado rebaixamento à Série C. Desde a implantação dos pontos corridos na segunda divisão, em 2006, nenhum clube escapou somando apenas 8 pontos neste recorte. O novo espelho passa a ser o Guaratinguetá, que somou 9 e conquistou mais 34 nas 21 rodadas seguintes, com 53,9% de aproveitamento. Exemplo até quando?

O lanterna da Série B após 17 rodadas (e a situação após a 38ª)
2006 –  12 pontos, Remo (12º, 46 pts)
2007 –  16 pontos, Ituano (20º, 33 pts)
2008 –  9 pontos, CRB (20º, 24 pts)
2009 –  10 pontos, Campinense (19º, 37 pts)
2010 –  11 pontos, Vila Nova (16º, 46 pts)
2011 –  8 pontos, Duque de Caxias (20º, 17 pts)
2012 –  9 pontos, Guaratinguetá (16º, 43 pts)
2013 – 11 pontos, ABC (14º, 46 pts)
2014 – 11 pontos, Vila Nova (19º, 32 pts)
2015 – 11 pontos, Ceará (15º, 45 pts)
2016 – 12 pontos, Sampaio Corrêa (20º, 27 pts)
2017 – 8 pontos, Náutico

Série B 2017, 17ª rodada: Náutico 1 x 2 Criciúma. Foto: Ricardo Fernandes/DP

Os campos alternativos para treinos do Santa durante obra do Ninho das Cobras

Mapa dos locais de treinamento do Santa no Grande Recife nesta década: Crédito: Cassio Zirpoli, via Google Maps/Pixler Express

A década atual marcou o ressurgimento do Santa Cruz, que voltou a empilhar taças e saiu da Série D, chegando a disputar a Série A em 2016. Foi neste período, também, que o tricolor comprou o terreno de 10,5 hectares na estrada da Mumbeca, no bairro da Guabiraba, projetando a construção de um centro de treinamento. A aquisição de R$ 1 milhão ocorreu precisamente em 7 de julho de 2011. Entretanto, esta lacuna estrutural não foi preenchida no ritmo da retomada de resultados no futebol.

À parte dos cinco títulos estaduais em sete anos e da inédita conquista da Copa do Nordeste, o clube estourou prazos no CT. O último versa sobre a conclusão do primeiro dos três campos oficiais até setembro de 2017. Para isso, uma colaboração massiva da torcida coral, com a criação de grupos de arrecadação para metas no CT, incluindo caminhões de brita e areia, placas de grama e outras necessidades que apareçamna obra. Essas doações passam de R$ 46 mil. Paralelamente à obra, o clube perambulou bastante nos últimos anos para conseguir treinar no Grande Recife. Tendo apenas o campo do Arruda, ocorreram saídas forçadas, que resultaram em episódios incomuns. Só em 2017 já foram três (Arena, Português e Olinda).

Abaixo, os locais alternativos do Santa e as distâncias para o Arruda.
Obs. A ordem se refere apenas a uma questão estética sobre o mapa acima.

1) Clube de Campo da Alvorada (24,7 km)
Entre os campos utilizados pelo Santa no Grande Recife, este foi o mais distante da sede do clube. Em Aldeia, os treinos no clube campestre, inaugurado em 1962, aconteceram com certa regularidade em 2015, durante o Estadual e no início da Série B.

Santa treinando no Clube de Campo Alvorada, 09/06/2015. Foto: Santa Cruz/site oficial

2) CT Rodolfo Aguiar/Ninho das Cobras (18,7 km)
O centro de treinamento do clube prevê a construção de três campos no “Padrão Fifa”, 105m x 68m, além de um alojamento com 55 quartos e um centro administrativo. O empreendimento está orçado em R$ 5 milhões.

Construção do Centro de Treinamento Ninho das Cobras, 22/06/2017. Foto: Santa Cruz/site oficial

3) Centro José Andrade Médicis, do Sport (17,0 km)
O time coral já havia treinado no local antes de 2008, ainda sob a posse do extinto clube Intercontinental. Sob administração do leão, houve uma passagem na tarde de 7 de setembro de 2012, uma vez que o Arruda foi poupado visando o amistoso Brasil x China, quatro dias depois. Curiosidade: naquele mesmo dia, pela manhã, o time treinou no CT do Náutico.

Santa treinando no CT José de Andrade Médics, 07/09/2012. Foto: Santa Cruz/assessoria

4) Estádio Ademir Cunha (13,2 km)
O estádio em Paulista, na zona norte da região metropolitana, já foi recorrente considerando os treinos fora do Mundão. Porém, o estado do gramado, costumeiramente ruim, diminuiu o número de visitas. Foi utilizado durante o vice da Série B, em 2015.

Santa treinando no Estádio Ademir Cunha, 22/06/2015 . Foto: Santa Cruz/twitter

5) CT do Unibol (14,6 km)
Em 4 de julho de 2012, o campo do Arruda precisou de reparos. Como o plano B, o Ademir Cunha, já estava reservado para jogos da 2ª divisão estadual, o Santa, acabou indo ao CT do Unibol – que fechou o departamento profissional, mantendo apenas escolinhas. Em frente ao Cemitério de Paulista, o nível do campo foi criticado pelo time, que disputava a Série C.

Santa treinando no CT do Unibol, em Paulista. Foto: Rodolfo Bourbon/DP

6) Estádio Grito da República (11,3 km)
O estádio olindense foi inaugurado sem a infraestrutura adequada. Apesar do campo, os sistemas elétrico e hidráulico não foram finalizados. Sem os laudos técnicos em Rio Doce, o Santa teve que jogar um amistoso na pré-temporada, em janeiro de 2017, sem público.

Santa treinando no Estádio Grito da República, em Olinda. Foto: Santa Cruz/twitter

7) Centro Recreativo do Real Hospital Português (16,1 km)
Foi o último campo alternativo encontrado pelo clube, numa parceria com o Hospital Português. Desconsiderando a Arena, este foi considerado o melhor gramado onde o time realizou práticas em 2017.

Santa Cruz treinando no Centro Recreativo do Real Hospital Português. Foto: Santa Cruz/site oficial

8) CT Wilson Campos, do Náutico (8,4 km)
O Santa já utilizou o centro de treinamento do rival alvirrubro, na Guabiraba, em duas oportunidades: 2012 e 2014. Em uma delas, o Náutico também utilizou um dos campos do CT, simultaneamente.

Santa treinando no CT Wilson Campos. Foto: Santa Cruz/twitter

9) Estádio do Arruda
Desde a abertura para os primeiros jogos oficiais do clube, em 1967, antes mesmo da conclusão do anel inferior, em 1972, o José do Rego Maciel sempre foi o campo principal para os treinos do time profissional. O excesso de uso foi determinante para saídas oportunas do Santa.

Santa Cruz treinando no Arruda. Foto: Santa Cruz/twtter

10) Arena Pernambuco (21,5 km)
Em alguns dos jogos firmados em São Lourenço, o clube solicitou a utilização do local na véspera das partidas. Como, por exemplo, em 23 de junho de 2017, antes de enfrentar o Figueirense. A arena não costuma fazer objeção, tanto que já cedeu o campo para Náutico e Sport na véspera de alguns jogos.

Santa treinando na Arena Pernambuco. Foto: Santa Cruz/twitter