Arena PE ou Castelão, o 8º palco da Copa América de 2019. Resposta em dezembro

Estádios Arena Pernambuco e Castelão. Fotos: divulgação

O Brasil receberá a Copa América após trinta anos. Em 2019, o torneio volta ao país reformulado, ampliado. Serão 16 países, sendo os dez filiados da Conmebol e mais seis convidados, com possibilidade de seleções da Concacaf, como de praxe, mas também da Europa e da Ásia (que teve o Japão na disputa em 1999). Segundo reportagem do globoesporte.com, oito estádios devem ser selecionados, todos no “Padrão Fifa”, através do caderno de encargos mais atual. Sete já estariam definidos, com a última vaga sendo disputada por Recife e Fortaleza, com a Arena Pernambuco e o Castelão.

No caso local, o pedido foi protocolado pela FPF à confederação sul-americana, via CBF, em 20 de janeiro. Segundo Evandro Carvalho, o processo ainda será formalizado, aguardando ainda a formação do comitê organizador da copa. O mandatário da federação trata a capacidade (45 mil x 63 mil) como o único ponto contrário em relação à candidatura cearense.

“Pela capacidade de público, já não poderíamos receber a Seleção, que só deve ir a estádios acima de 50 mil lugares, mas estamos dentro do padrão de estrutura do torneio. E como deverá ter seleções de outros continentes, a nossa posição é estratégica, tanto em voos quanto em rede hoteleira.”

Segundo o GE, haveria “favoritismo claro” para o Castelão. Ao blog, Evandro discordou, dizendo que a “situação é a mesma”. Até mesmo pelo know-how, uma vez que os dois empreendimentos receberam, recentemente, jogos da Copa das Confederações, Mundial e Eliminatórias de 2018. A resposta, de acordo com ele, deve ser dada até o fim de 2017. O blog também entrou em contato com a administração da Arena, que deixou o caso nas mãos da FPF.

“A Arena de Pernambuco sempre busca receber os maiores eventos possíveis, dentro ou fora do cunho esportivo. (…) Em relação à Copa América, que será realizada no Brasil 2019, a Arena informa que, possíveis negociações para sedes visando esta ou outra competição, são realizadas entre as Federações e Confederações envolvidas no processo. (…)”

Palcos da Copa América no Brasil

1919  - Laranjeiras (RJ, 7 jogos) 

1922 - Laranjeiras (RJ, 11 jogos) 

1949 - São Januário (RJ, 13 jogos), Pacaembu (SP, 12 jogos), General Severiano (RJ, 2 jogos), Vila Belmiro (SP, 1 jogo) e Otacílio Negrão (MG, 1 jogo) 

1989 - Serra Dourada (GO, 10 jogos), Fonte Nova (BA, 8 jogos), Maracanã (RJ, 6 jogos) e Arruda (PE, 2 jogos)

2019 - Maracanã (RJ), Mineirão (MG), Arena Corinthians (SP), Allianz Parque (SP), Beira-Rio (RS), Mané Garrincha (DF), Fonte Nova (BA) e mais um

Vagas no Nordestão e na Copa do Brasil, a disputa de Santa e Náutico pelo 3º lugar

Jogos pelo Estadual 2017: Náutico 1x1 Santa Cruz e Santa Cruz 1x2 Náutico. Fotos: Peu Ricardo/DP (Arena) e Ricardo Fernandes/DP (Arruda)

Nem em Copa do Mundo a disputa pelo 3º lugar é atrativa. Em Pernambuco, o confronto foi criado em 2013, com o objetivo de definir o terceiro representante do futebol local no Nordestão e na Copa do Brasil do ano seguinte. Pelo vigor do regional, técnico e econômico, a medalha de bronze passou a ter valor, assim como a certeza na copa nacional, sem depender das vagas via ranking nacional, divulgado pela CBF apenas em dezembro, após o Brasileiro.

Creio que Santa Cruz e Náutico, envolvidos no primeiro clássico nesta fase, devam encarar o confronto pensando estritamente no planejamento de 2018. Mesmo que nos últimos quatro anos os jogos, na véspera das finais, tenham sido marcados por disputas insossas, a começar pelo público presente. Desta vez, ida na Arena Pernambuco e volta no Arruda – devido ao melhor saldo dos corais, 8 x 5, após a igualdade na campanha, com 19 pontos e 5 vitórias cada.

Considerando as primeiras cotas de 2017, o jogo vale no mínimo
R$ 600 mil – Copa do Nordeste
R$ 300 mil – Copa do Brasil

Os vencedores da disputa pelo 3º lugar no Estadual
2013 – Náutico (vs Ypiranga, 1 x 1 e 3 x 0)
2014 – Salgueiro (vs Santa Cruz, 1 x 1 e 2 x 1)
2015 – Sport (vs Central, 5 x 0 e 0 x 0)
2016 – Náutico (vs Salgueiro, 1 x 0 e 3 x 0)

Por fim, a agenda do Troféu Gena, o simbólico título em homenagem ao centenário do Clássico das Emoções, em 29 de junho. Com a disputa, chegou-se a oito jogos confirmados nesta temporada. Além dos quatro realizados, mais dois jogos pelo bronze estadual e dois pela Série B.

Troféu Gena*
7 pontos – Náutico (2v, 1e, 1d)
4 pontos – Santa (1v, 1e, 2d)
* Em homenagem ao centenário do clássico, somando os duelos em 2017

Sport empata com o Náutico na arena e vai à final pelo 41º título pernambucano

Pernambucano 2017, semifinal: Náutico 1x1 Sport. Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

A vantagem do empate bastou ao Sport. Num clássico equilibrado e nervoso, o leão ficou no 1 x 1 com o Náutico e se classificou à final do Campeonato Pernambucano de 2017. Na arena, o rubro-negro manteve a escrita. Foi o 5º mata-mata contra o timbu desde a implantação do formato com semifinal e final, em 2010, sempre obtendo sucesso. Agora, pega o Salgueiro numa decisão inédita, onde manterá o perfil deste confronto, com força máxima

No jogo de volta, só um desfalque. O mesmo, Ronaldo Alves. Mas ao contrário da ida, com amplo domínio leonino, quando o placar de finalizações foi 19 x 6, desta vez foi 7 x 9. Em vez de um timbu tentando se organizar na defesa, basicamente, o que se viu foi um time postado à frente. Marcou bem a saída de bola e atacou em velocidade, sobretudo com Erick. Liso, o atacante de 19 anos foi o melhor na primeira etapa. Aos 8, fez fila e mandou de longe, acertando a trave de Magrão. Rápido, ainda foi derrubado próximo à área, em dois lances de perigo. A bola parada, de fato, era um ponto forte com Marco Antônio – que marcara na Ilha. E assim saiu o gol do mandante, aos 31 minutos. O camisa 10 cobrou escanteio e Giovanni escorou de cabeça. O gol igualava o confronto, levantando de vez a torcida timbu na arena.

Pernambucano 2017, semifinal: Náutico 1x1 Sport. Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

Porém, a festa mudou de lugar dois minutos depois, com as arquibancadas do setor norte vibrando com o gol de Matheus Ferraz. O contestado zagueiro, o 4º na fila de Ney Franco, acabou ganhando nova chance após os vetos a Ronaldo Alves e Henríquez. Em cobrança de falta de Fabrício, subiu mais que dois marcadores. Dali até o intervalo, o domínio passou a ser rubro-negro, trocando passes e saindo com calma, orientado por Diego Souza.

No intervalo só houve uma mudança, com Lenis no lugar de André, em jejum há oito partidas. O objetivo era aumentar o escape do time, a partir da velocidade do colombiano. Já Milton Cruz só foi mexer com 17 minutos, acionando Maylson (pedido pela torcida) no lugar de Dudu, numa tentativa de dar força ao meio-campo, com os três volantes leoninos presentes – curiosamente, Rithely foi o de menor intensidade (CK?). Acabou sendo um tempo com menos oportunidades, sendo a melhor com Rogério, lançado pro Raul Prata (que acabara de entrar). Ficou cara a cara com Tiago Cardoso, mas chutou em cima do goleiro. No fim, com Náutico insistindo na bola aérea, Matheus Ferraz apareceu novamente. À parte dos erros em seu histórico, ele tem, sem dúvida, essa jogada como ponto forte. Ofensiva e defensivamente.

Pernambucano 2017, semifinal: Náutico 1x1 Sport. Foto: Ricardo Fernandes/DP

Odebrecht delata fraude na licitação da Arena Pernambuco. Suspeita antiga

Arena Pernambuco. Foto: Fifa/divulgação

Inaugurada em 2013 e até hoje sem o valor final da obra homologado, a Arena Pernambuco segue com a sua concepção sob suspeita. O ex-diretor superintendente da Odebrecht no Norte-Nordeste, João Pacífico, delatou um esquema de fraude na licitação do estádio. O depoimento do executivo, um dos 78 nomes da construtora que fizeram delações premiadas, indica um acordo entre as empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez “a fim de frustrar o caráter competitivo de processo licitatório associado à construção da Arena Pernambuco”, como revela O Estado de S. Paulo. As informações presentes na Lava-Jato foram enviadas pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, à Procuradoria da República em Pernambuco.

Em 15 de agosto de 2015, a Polícia Federal já havia tratado a construção da arena como resultado de uma “organização criminosa”. Um dos principais pontos na apuração da Operação Fair Play foi o fato de a Odebrecht, vencedora da concorrência, ter elaborado o projeto básico do edital de licitação, de 78 páginas, lançando-o em fevereiro de 2010, com o aval do comitê gestor de parcerias público-privadas no estado – não por acaso, também alvo da operação. A relação apontaria uma nítida vantagem à empreiteira. Ou, literalmente, fraude, na visão da investigação paralela da PF.

A seguir, um texto do blog de 19 de junho de 2015, antes das duas denúncias.

A licitação da Arena Pernambuco contou com três construtoras, todas com os presidentes presos na Lava-Jato 

O interesse em participar da parceria público-privada na construção e operação da arena em São Lourenço da Mata, lançada pelo governo do estado em fevereiro de 2009, atraiu 30 consórcios formados por grandes empreiteiras, que compraram o edital de licitação por R$ 100. Aos poucos, a disputa foi ficando restrita, com 19 empresas visitando o terreno de 270 hectares durante o processo. No fim, sem surpresa, restaram os nomes especulados meses antes. Apenas dois consórcios depositaram a caução de R$ 4,79 milhões, correspondente à inscrição na licitação do empreendimento. De um lado, a Odebrecht, que já havia feito o projeto básico. Do outro, uma sociedade pontual entre Andrade Gutierrez e OAS.

A entrega dos “envelopes com as propostas”, na verdade foram caixas com milhares de papéis, ocorreu em 22 de março de 2010, no pequeno auditório no 5º andar do edifício da Procuradoria Geral do Estado, na Rua do Sol. Como se sabe, a Odebrecht venceu a disputa (obteve a nota 91,17). Cinco anos depois, passada a Copa do Mundo de 2014 e com a vigente polêmica acerca do acordo sobre a operação da Arena Pernambuco, com números superestimados de presença de público, fora o valor final da obra de até R$ 743 milhões (em vez dos R$ 479 mihões iniciais), vivemos a era da queda das grandes construtoras. 

Em novembro de 2014, o presidente da OAS, José Aldemário Pinheiro Filho, foi preso durante a 7ª fase da Operação Lava-Jato, a investigação da Polícia Federal sobre um esquema de lavagem e desvio de milhões de reais envolvendo a Petrobrás, empreiteiras e políticos das mais altas esferas do poder. Na 14ª fase da investigação, em junho de 2015, mais duas prisões de peso, os presidentes da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo. As três empresas participaram de inúmeras licitações de arenas do Mundial, em alguns casos através de parcerias, como se tentou aqui. Odebrecht e Andrade Gutierrez reconstruíram o Maracanã, enquanto Odebrecht e OAS ergueram a Fonte Nova. Rivais aqui, parceiras acolá. Até agora, entretanto, a Lava-Jato tem como prisma a Petrobrás.

Até quando?

Com a resposta dada, que siga a investigação na arena em São Lourenço…

Análise da semifinal pernambucana de 2017 – Náutico com reorganização tática

Pernambucano 2017, 6ª rodada: Náutico 2 x 1 Sport. Foto: Paulo Paiva/DP

Pressionado por títulos, num jejum de quase 13 anos, o Náutico apostou bastante no primeiro semestre, tanto no Estadual quanto no Nordestão. Após um bom início, caiu bastante de rendimento, resultando numa eliminação precoce na Copa do Brasil, que custou R$ 375 mil ao clube. A consequência direta foi troca de técnico, saindo Dado Cavalcanti e chegando Milton Cruz. Com pouco tempo, o novo profissional reorganizou a equipe. Não deu tempo de evitar outra queda, no regional, mas trouxe fôlego à fase decisiva local.

Na semifinal, cujo formato chega à oitava edição, o time alvirrubro só avançou em duas oportunidades, em 2010 e 2014. Ao vencer Sport e Santa em sequência nesta temporada, o Náutico trouxe um fato novo à torcida – afinal, não ganhava há quase três anos do leão e havia perdido de forma categórica do tricolor na última semi. Parte disso deve-se a Erick, prata da casa. Aliás, outros jogadores oriundos do CT Wilson Campos compõe o time, saindo do padrão de temporadas anteriores, sem sucesso. Para a fase decisiva, a velocidade deve ser uma boa arma. Até mesmo pelo desgaste dos principais rivais, que estarão envolvidos em outras competições. Tempo, terá.

Desempenho na semifinal (2010/2016): 6 participações e 2 classificações
Vs Sport na semifinal: 2 confrontos (2011 e 2012) e 2 eliminações

O esquema tático timbu tem uma espécie de losango no meio-campo. Rodrigo Souza voltou a ser o primeiro volante, onde sempre rendeu mais. 

Formação básica do time titular do Náutico no Estadual de 2017. Crédito: this11.com com arte de Cassio Zirpo/DP

Destaque
Marco Antônio. O meia é o único do elenco que já foi campeão pelo alvirrubro, em 2004. No ano passado, a sua chegada quase resultou no acesso. Neste ano, cumpre o papel de comandar o time, mais recuado, mais cadenciado.

Aposta
Erick. O atacante de 19 anos veio da Copa SP, ganhou uma chance e não largou. Hoje, é o principal nome no ataque, rendendo inclusive nos clássicos (3 gols). Essa personalidade já o transforma em revelação do Estadual.

Ponto fraco
Defesa. A dupla de zagueiros ainda não encaixou, sobretudo por causa de Ewerton Páscoa, que não traz segurança. No gol, Tiago Cardoso vem oscilando, mas espera-se dele o desempenho em mata-matas visto no rival.

Campanha no hexagonal (10 jogos)
18 pontos (2º lugar)
5 vitórias (2º que mais venceu)
3 empates (3º que mais empatou)
2 derrotas (3º que menos perdeu)
15 gols marcados (3º melhor ataque)
9 gols sofridos (3ª melhor defesa)

Melhor apresentação: Náutico 2 x 1 Sport, em 5 de março, na Arena.

Com 88% dos jogos realizados, Estadual de 2017 tem média de 1.369 torcedores

Pernambucano 2017, 9ª rodada: Náutico 5 x 0 Central. Foto: Ricardo Fernandes/DP

Após 84 das 95 partidas programadas para o Campeonato Pernambucano de 2017, a média de público segue a pior desde que a federação passou a contabilizar o dado oficial, há 27 anos. E olhe que a última rodada contou até com uma rodada dupla na Arena Pernambuco, algo inédito no empreendimento. Porém, os dois jogos, Náutico 5 x 0 Central e Belo Jardim 0 x 4 Santa, atraíram apenas 1.370 pessoas – com o visual (acima) indicando bem menos. Para a contagem média dos clubes, o timbu e o calango somaram o dado bruto, tanto de público quanto de renda. Já para aferição da competição, através do blog, o borderô da quarta-feira foi dividido por dois.

Hoje, o índice é de assistência é de 1.369 espectadores. Para não ficar atrás da edição de 1997, que encerrou com 2.080, é preciso somar ao menos 76.931 pessoas nos 11 jogos restantes, sendo oito em mata-matas – com isso, alcançaria 2.081. Com a fase final, é possível, ainda que por pouco. Em relação à arrecadação, a FPF tem direito a 8% da renda bruta de todos os jogos. Logo, do apurado de R$ 1,1 milhão, a federação já arrecadou R$ 89.600.

Os 5 maiores públicos no Pernambucano 2017
12.408 – Santa Cruz 1 x 1 Sport (Arruda, 18/02)
10.221 – Sport 1 x 1 Santa Cruz (Ilha, 26/03)
6.419 – Náutico 2 x 1 Sport (Arena, 05/03)
5.015 – Santa Cruz 1 x 2 Salgueiro (Arruda, 02/03)
4.902 – Sport 2 x 2 Salgueiro (Ilha, 03/04)

Dados até a 9ª rodada do hexagonal do título e a 10ª rodada da permanência:

1º) Santa Cruz (4 jogos como mandante, no Arruda)
Público: 22.801 torcedores
Média de 5.700
Renda: R$ 225.130
Média de R$ 56.282 

2º) Sport (5 jogos como mandante, na Ilha do Retiro)
Público: 24.589 torcedores
Média de 4.917 
Renda: R$ 311.325
Média de R$ 62.265 

3º) Náutico (5 jogos como mandante, na Arena Pernambuco)
Público: 15.287 torcedores
Média de 3.057 
Renda: R$ 226.010
Média de R$ 45.202 

4º) Salgueiro (7 jogos como mandante, no Cornélio de Barros)
Público: 15.840 torcedores
Média de 2.262 
Renda: R$ 76.671 
Média de R$ 10.953  

5º) Central (7 jogos como mandante; 3 no Antônio Inácio, 2 no Lacerdão, 1 na Arena e 1 no Carneirão)
Público: 7.957 torcedores
Média de 1.136 
Renda: R$ 114.460 
Média de R$ 16.351 

6º) Belo Jardim (8 jogos como mandante; 5 no Antônio Inácio e 2 no Arruda)
Público: 3.572 torcedores
Média de 446 
Renda: R$ 26.522 
Média de R$ 3.315 

Geral – 76* jogos (1ª fase, hexagonal do título e hexagonal da permanência)
Público total: 104.116 
Média: 1.369 pessoas
Arrecadação: R$ 1.120.008 
Média: R$ 14.736 
* Mais 8 jogos ocorreram de portões fechados 

Fase principal – 27 jogos (hexagonal do título e mata-mata)
Público total: 77.781 
Média: 2.880 pessoas
Arrecadação total: R$ 890.852 
Média: R$ 32.994 

Resumo da 9ª rodada do Pernambucano

Pernambucano 2017, 9ª rodada: Sport 2 x 2 Salgueiro, Náutico 5 x 0 Central e Belo Jardim 0 x 1 Santa Cruz. Fotos: Ricardo Fernandes/DP

Com o G4 do Estadual definido desde a rodada passada, a 9ª rodada só serviu para embaralhar o mata-mata. Com o empate na Ilha, o Sport caiu para a 4ª colocação, sendo hoje o adversário do próprio Salgueiro, já assegurado como líder do hexagonal. Com isso, o Clássico das Emoções ficaria na outra chave – curiosamente, alvirrubros e tricolores jogaram na quarta na Arena, mas numa inédita rodada dupla. Com o esdrúxulo desmembramento da rodada final, pode ocorrer uma situação curiosa. Se o rubro-negro não ganhar do combalido time do Central, no domingo, as semifinais já serão definidas antes do desfecho – com a ordem atual dos confrontos. Assim, o clássico na segunda-feira serviria apenas para definir o mando de campo

Nos 27 jogos realizados esta fase do #PE2017 saíram 68 gols, com média de 2,51. Em relação à artilharia, com a FPF considerando os dados do hexagonal e do mata-mata, o tricolor Éverton Santos é o novo líder, com 4 gols.

Hoje, as semifinais seriam Salgueiro x Sport e Santa Cruz x Náutico

Sport 2 x 2 Salgueiro – O leão utilizou apenas os juniores. Chegou a virar o jogo, mas o líder deixou o Recife com mais um pontinho na conta.

Náutico 5 x 0 Central – Diante de um adversário frágil, o alvirrubro chegou à vitória na base dos cruzamentos. Foram quatro gols marcados no 2º tempo.

Belo Jardim 0 x 4 Santa Cruz – Zerando os cartões, os corais golearam o Belo Jardim num jogo insosso, mesmo com 4 gols. Foi a 2ª goleada coral.

Destaque: Marco Antônio. Um gol, uma assistência e outras finalizações com perigo. O camisa 10 se apresentou para o jogo. Papel importante no timbu

Carcaça: Gilberto Castro Jr. Uma expulsão inacreditável, em mais um erro na carreira do árbitro no futebol local. Foi pra geladeira logo após o apito final.

Próxima rodada
09/04 (16h00) – Central x Sport, Arruda (Globo)
09/04 (16h00) – Salgueiro x Belo Jardim, Cornélio de Barros
10/04 (20h30) – Santa Cruz x Náutico, Arruda (Premiere)

A classificação do hexagonal após a 9ª rodada

A classificação do hexagonal do título do Pernambucano 2017 após 9 rodadas: Crédito: Superesportes

Ao vivo para os EUA, Santa Cruz goleia o Belo Jardim e se mantém como vice-líder

Pernambucano 2017, 9ª rodada: Belo Jardim 0 x 4 Santa Cruz Foto: Ricardo Fernandes/DP

Encerrando a primeira rodada dupla na arena, o Santa Cruz goleou o Belo Jardim por 4 x 0. Como na partida anterior, com o rival alvirrubro, foi uma apresentação sem dificuldades diante de um adversário já eliminado. O script foi semelhante até no rendimento ofensivo, magro na primeira etapa, com um gol, e deslanchando na segunda. Diante de 1.370 espectadores – embora a impressão tenha sido de um público muito menor -, a cobra coral chegou à 4ª vitória no hexagonal numa situação curiosa. A partida entrou na grade do canal Globo Internacional, sendo exibido para os Estados Unidos. Na pausa da NFL, os torcedores dos States viram uma peleja de pouca intensidade.

Afinal, se o Santa estava mais interessado em limpar os cartões amarelos (Thomás, Salles, Júlio César e André Luís), o Belo Jardim demonstrou uma incapacidade impressionante de atacar – não por acaso, tem apenas quatro gols em nove partidas. O bicampeão pernambucano abriu o placar com Anderson Salles. Desta vez de pênalti, chegando a seis no ano e igualando-se a Pitbul. Infração inexistente, com André Luís se atirando. Minutos antes, Julio Sheik fora derrubado na área e o árbitro não marcou nada. Emerson Sobral não compensou o lance, ele errou duas vezes.

Na retomada, outro pênalti, desta vez correto. Thomás converteu, no 15º gol em bola parada dos corais, de um total de 29 em jogos oficiais em 2017. Julio Sheik e André Luís (que chorou ao marcar seu primeiro gol no clube) completaram a goleada, “live” no Recife e de Miami a Los Angeles. Agradou?

Pernambucano 2017, 9ª rodada: Belo Jardim 0 x 1 Santa Cruz Foto: Ricardo Fernandes/DP

Sem forçar, Náutico faz 5 x 0 no Central e estabelece a maior goleada do hexagonal

Pernambucano 2017, 9ª rodada: Náutico 5 x 0 Central. Foto: Ricardo Fernandes/DP

Parecia jogo-treino, daqueles contra a Agap. Sem qualquer dificuldade, o Náutico foi marcando os seus gols. Comemorações discretas, típicas em movimentações do tipo. Mas era à vera. Abrindo a rodada dupla na esvaziada Arena Pernambuco, o alvirrubro aplicou 5 x 0 no Central, na maior goleada do Estadual. Superou o 5 x 1 do Santa sobre o… Central. Em crise financeira, com titulares indo embora e outros se recusando a jogar, o clube caruaruense atuou com vários juniores. Inexperiência e limitação técnica.

Quanto ao timbu, que não atuava há onze dias, era preciso mostrar ritmo de jogo em sua única competição até a Série B. Já classificado, o Náutico só teria, nessas últimas duas rodadas, a disputa pelo mando na semifinal e a definição do adversário. Um tropeço poderia articular um confronto sem clássico, contra o líder Salgueiro, mas o time nem ter cogitou a possibilidade. Mesmo errando muitos passes, chegou bastante à meta do goleiro Denis.

No primeiro tempo, Marco Antônio pegou uma sobra e abriu o placar. Principal nome do time, o camisa 10 apareceu bem, trabalhando a bola. Na volta do intervalo, com a entrada de Maylson, mais quatro gols. Três de cabeça, com o próprio Maylson e Anselmo (2). No fim, Igor Neves fechou a conta se aproveitando da falha do goleiro. Sem extravasar, apesar da sonora goleada.

Obs. Darlan e Marco Antônio receberam o 3º amarelo. Cirúrgicos, evitaram o risco de advertência na última rodada, que resultaria em desfalque na semi.

Pernambucano 2017, 9ª rodada: Náutico 5 x 0 Central. Foto: Ricardo Fernandes/DP

Zequinha, o novo mascote do Náutico

Zequinha, o novo mascote do Náutico

Nas sociais dos Aflitos, Zequinha era a alegria onipresente nos jogos do Náutico. Durante décadas foi assim, numa época hoje remota, com o Balança mas não cai e com a orquestra da Timbucana. Entre outros nomes, era contemporâneo de Dona Lia, que dizia ter se casado com o Alvirrubro.

Folclórico, Zequinha tinha bordões clássicos, conhecidos pelas três torcidas.

Sobre o seu time, era direto…  “O maior do mundo!”
E para resenhar com a torcida, gritava bem alto… “Miaaaauuuuu!”

O carismático torcedor faleceu em 2007, aos 75 anos.

Em 2017, o Náutico repaginou o mascote oficial, cuja estreia ocorreu em 12 de março, no Clássico das Emoções pelo Nordestão, na Arena. Na construção do novo personagem, o clube resolveu fazer a homenagem, batizando o timbu. Com a camisa 34, alusiva ao primeiro título pernambucano, “Zequinha” foi apresentado na mesma Arena, agora contra o Central, pelo Estadual.

No texto da justificativa oficial, a “homenagem ao torcedor símbolo, que tinha a alegria como marca registrada nos Aflitos”. Tinha mesmo.