Empate com o Belo Jardim adia a vaga antecipada do Náutico à semi. E só

Pernambucano 2017, 8ª rodada: Náutico 1 x 1 Belo Jardim. Foto: Rafael Martins/DP

Eliminado de forma precoce na Copa do Brasil e no Nordestão, deixando de ganhar R$ 825 mil apenas com as cotas da segunda fase, o Náutico só terá o Estadual até o dia 12 de maio, até o início da segundona. A competição local volta a ser o foco alvirrubro, tentando quebrar um jejum de quase treze anos. A exigência é grande, mas o próprio foco precisa ser reajustado após o mau momento nos outros torneios. Contra o Belo Jardim, uma vitória simples classificaria o time por antecipação à semifinal. Tomando um gol a seis minutos do fim, o Náutico ficou num empate em 1 x 1.

Apesar das vaias dos 1.507 espectadores, o tropeço na Arena Pernambuco não influencia em nada a participação na semifinal – não há milagre que faça o Central vencer três vezes seguidas. Então, a análise poderia partir para o rendimento do time, que atuou com a formação titular. De fato, não foi bem. Finalizou poucas vezes diante de um adversário frágil e coletivamente não agradou. Contudo, atuar numa intensidade abaixo seria até compreensível 64 horas após a saída da copa regional. E o peso do jogo diz muito, vem sendo assim também com os rivais. A esta altura do hexagonal, a pontuação só serve para embaralhar o G4, sem uma vantagem concreta em disputa.

Por isso, num intervalo de 48 dias, o clube de Rosa e Silva tem, à vera, apenas quatro apresentações. Só no mata-mata. Aí, sim, haverá cobrança…

Pernambucano 2017, 8ª rodada: Náutico 1 x 1 Belo Jardim. Foto: Rafael Martins/DP

Podcast – Análise da vitória do Náutico no 3º Clássico das Emoções em 2017

Copa do Nordeste 2017, 1ª fase: Náutico 1x0 Santa Cruz. Foto: Ricardo Fernandes/DP

Em 12 jogos oficiais na temporada, o Náutico já disputou 5 clássicos. Nos últimos dois domingos, vitórias alvirrubras sobre Sport e Santa Cruz, ambas na Arena Pernambuco. No triunfo mas recente, válido pelo Nordestão, o timbu foi superior ao rival a tarde inteira. O 45 minutos analisou o terceiro Clássico das Emoções de 2017 destacando os pontos positivos e problemas dos dois times (individuais e coletivos), além da briga pela classificação, agora polarizada no grupo A. Estou neste podcast com Celso Ishigami e Fred Figueiroa. Ouça!

12/03 – Náutico 1 x 0 Santa Cruz (47 minutos)

Em estreia relâmpago de Nirley, Náutico vence o Santa e ainda luta no Nordestão

Copa do Nordeste 2017, 1ª fase: Náutico x Santa Cruz. Foto: Ricardo Fernandes/DP

Animado pela vitória sobre o Sport há uma semana, pelo Estadual, o Náutico partiu para o tudo ou nada em outro clássico, desta vez contra o Santa, onde jogaria suas últimas fichas na Lampions. A conta era bem complicada. Precisava vencer os dois jogos restantes e secar adversários dentro do próprio grupo, para terminar em 2º lugar, e nas outras chaves, para ser um dos três melhores vice-líderes. Mas, como fica claro, o primeiro passo cabia ao próprio time. Já os corais foram à Arena com a tranquilidade que a campanha permitia, em busca da classificação antecipada (em caso de vitória). Só não mostraram organização.

Sem a pegada de outras partidas, o tricolor foi inoperante no ataque, mesmo tendo um controle maior da bola (55%). No primeiro tempo, sequer assustou o ex-goleiro Tiago Cardoso. Para ser justo, o Náutico também pouco fez, com Erick bem marcado. Para completar, Milton Cruz – que havia tido problemas para escalar a cabeça de área – foi obrigado a mudar duas vezes no primeiro tempo, com jogadores pedindo para sair, Tiago Alves e Marco Antônio.

Copa do Nordeste 2017, 1ª fase: Náutico x Santa Cruz. Foto: Ricardo Fernandes/DP

Na primeira troca, aos 18 minutos, um cenário incrível. Nirley foi acionado, para finalmente estrear pelo timbu. Lá do meio-campo, acenou para Dudu, pedindo para o meia esperar na cobrança de escanteio. O zagueiro, então, correu para área e, livrinho, cabeceou para as redes. Um toque e apenas 14 segundos em ação pelo clube até o primeiro gol. Àquela altura, o Campinense já vencia com folga o Uniclinic (terminaria goleando por 4 x 0), mantendo o Náutico numa situação delicada em termos de classificação às quartas de final.

Na etapa final, os primeiros dez minutos foram de pleno domínio timbu, marcando a saída de bola e chegando bastante à meta de Júlio César, que evitou o pior. Sem mudar a postura do visitante, Eutrópio promoveu a estreia do atacante argentino Parra, após dez meses inativo. E, basicamente, passou mais um dia assim. Satisfeito nos quinze minutos finais, o Náutico segurou o 1 x 0 e ganhou sobrevida no Nordestão. Para isso, torce por outro revés do Santa dentro de dez dias. Resta saber se o tricolor voltará a jogar tão mal…

Troféu Gena*
4 pontos – Santa (1v, 1e, 1d)
4 pontos – Náutico (1v, 1e, 1d)
* Título em homenagem ao centenário do clássico, somando os duelos em 2017

Copa do Nordeste 2017, 1ª fase: Náutico x Santa Cruz. Foto: Ricardo Fernandes/DP

Com 75% dos jogos realizados, Estadual de 2017 tem média de 1.237 torcedores

Pernambucano 2017, 6ª rodada: Náutico 2x1 Sport. Foto: Paulo Paiva/DP

Após 75% das partidas programadas para o Campeonato Pernambucano de 2017, ou 72 de 95, a média de público segue a pior desde que a FPF passou a contabilizar o dado, em 1990. Apenas 1,2 mil pessoas, considerando os jogos com borderô – afinal, oito ocorreram de portões fechados, um recorde negativo. Até agora, apenas uma partida registrou mais de 10 mil espectadores, justamente a de maior apelo, o Clássico das Multidões. Na 6ª rodada da fase principal foi realizado o quarto clássico da competição, desta vez Náutico 2 x 1 , com 6.419 torcedores na Arena – 74% dos pagantes sendo leoninos. De tão nivelado por baixo, o dado foi suficiente para que o Timbu subisse no ranking de público, ultrapassando justamente o rival. O Santa segue à frente.

Em relação à arrecadação, a FPF tem direito a 8% da renda bruta de todos os jogos. Logo, do apurado de R$ 892 mil, a federação já arrecadou R$ 71.439.

Dados até a 6ª rodada do hexagonal do título e a 9ª rodada da permanência:

1º) Santa Cruz (3 jogos como mandante, no Arruda)
Público: 19.577 torcedores
Média de 6.525
Renda: R$ 195.630
Média de R$ 65.210 

2º) Náutico (3 jogos como mandante, na Arena Pernambuco)
Público: 12.410 torcedores
Média de 4.136 
Renda: R$ 212.970
Média de R$ 70.990 

3º) Sport (3 jogos como mandante, na Ilha do Retiro)
Público: 9.466 torcedores
Média de 3.155
Renda: R$ 148.885
Média de R$ 49.628 

4º) Salgueiro (6 jogos como mandante, no Cornélio de Barros)
Público: 13.598 torcedores
Média de 2.266 
Renda: R$ 68.831 
Média de R$ 11.471 

5º) Central (6 jogos como mandante; 2 no Lacerdão, 2 no Antônio Inácio, 1 na Arena e 1 no Carneirão)
Público: 7.758 torcedores
Média de 1.293 
Renda: R$ 112.970 
Média de R$ 18.828 

6º) Belo Jardim (6 jogos como mandante; 5 no Antônio Inácio e 1 no Arruda)
Público: 1.765 torcedores
Média de 294 
Renda: R$ 16.112 
Média de R$ 2.685 

Geral – 64* jogos (1ª fase, hexagonal do título e hexagonal da permanência)
Público total: 79.217 
Média: 1.237 pessoas
Arrecadação: R$ 892.993 
Média: R$ 13.953 
* Mais 8 jogos ocorreram de portões fechados 

Fase principal – 18 jogos (hexagonal do título e mata-mata)
Público total: 53.679 
Média: 2.982 pessoas
Arrecadação total: R$ 672.057 
Média: R$ 37.336 

Pernambucano 2017, 6ª rodada: Náutico 2x1 Sport. Foto: Paulo Paiva/DP

Náutico tira a invencibilidade do Sport com futebol mais organizado na Arena

Pernambucano 2017, 6ª rodada: Náutico 2x1 Sport. Foto: Paulo Paiva/DP

Na Ilha, a fraca apresentação diante dos reservas do Sport causou desconforto nos alvirrubros quanto ao jogo de domingo, também pelo hexagonal estadual, quando o centenário rival teria força máxima – incluindo o meia Diego Souza, convocado para as Eliminatórias da Copa. Em campo, embora o visitante tenha controlado o primeiro tempo, as mudanças e orientações dos técnicos foram decisivas para o confronto, a favor do Náutico, com Milton Cruz utilizando os espaços deixados por Daniel Paulista. A vitória timbu, por 2 x 1, derrubou a invencibilidade leonina de onze partidas oficiais na temporada.

No primeiro tempo, o leão teve mais intensidade ofensiva, sobretudo pela direita, há tempos o escape. Após a convocação, DS87 acabou jogando próximo ao estilo que Tite espera na Seleção, fazendo o pivô. Assim, quase não avançou carregando a bola, como em seus melhores momentos. Mas não foi o “9″, com Leandro Pereira cumprindo a função. Porém, o centroavante de fato desperdiçou duas ótimas chances (em cruzamentos), mandando a primeira na trave e furando na segunda. O suficiente para Tiago Cardoso chamar a atenção da defesa, com dificuldades para sair jogando, principalmente João Ananias.

Pernambucano 2017, 6ª rodada: Náutico 2x1 Sport. Foto: Paulo Paiva/DP

Ao menos o também volante Rodrigo Souza apresentou um futebol melhor que seus últimos (e indefensáveis) jogos. Bronca era chegar à meta de Magrão, com a maioria das jogadas passando por Erick, bem marcado – embora Mansur tenha sido amarelado com 24 segundos (!). No reinício, o Náutico já assustou com Alison. Essa fome seria determinante, enquanto o Sport manteria a sua cadenciada (displicente?) forma de jogar. De fato, o Náutico acelerou. Roubava a bola e atacava. Na primeira, Dudu iniciou a jogada e tocou para Erick, que serviu Marco Antônio. De fora da área, o meia marcou um belo gol.

Em desvantagem, Daniel Paulista acionou André. Saiu Rithely, machucado. Isso mesmo, um ataque povoado (apesar de Diego ter sido recuado) e um rombo no meio, que não seria consertado. Com o presente, Milton orientou a sua equipe para os espaços que o visitante deixaria (e deixaria mesmo). Dez minutos depois, o Alvirrubro ampliou, com Erick, de cabeça – a promessa já havia feito no clássico anterior. Mesmo no sufoco, o Sport diminuiu aos 24, com Ronaldo Alves. Só não mudou a desorganização e as bolas alçadas. Já o Náutico valorizou a posse, a vantagem. E saboreou um triunfo nas mãos do treinador.

Pernambucano 2017, 6ª rodada: Náutico 2x1 Sport. Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

Na estreia de Milton Cruz, Náutico empata com Campinense e fica longe das quartas

Copa do Nordeste 2017, 1ª fase: Náutico 0 x 0 Campinense. Foto: Ricardo Fernandes/DP

O Náutico fez uma apresentação medíocre na Arena. Jogou de forma desordenada, afobada e errou demais nas finalizações, numa noite em que só a vitória o manteria em condições normais de classificação no Nordestão. Empacou. O empate em 0 x 0 com o Campinense deixou o timbu com quatro pontos, restando apenas dois jogos. Além de vencer os dois, incluindo um clássico, precisa secar adversários do seu grupo e dos outros para terminar a fase como um dos três melhores vice-líderes. Ou seja, saiu do controle.

Estreando o técnico Milton Cruz, o time mostrou vontade, só. Insuficiente para superar um adversário arrumado – embora tecnicamente esteja na Série D. Por sinal, a Raposa impressiona pela competitividade no regional. Desde a volta, em 2013, foram três participações, avançando em todas. E foi longe, com um título e um vice. Em 2017, já encaminha mais um mata-mata. Bem postado na defesa, o visitante tentou se impor nos contragolpes, mas sem se expor, consciente do resultado já interessante – e a numerosa torcida paraibana comemorou o empate em São Lourenço. Com a intermediária ofensiva preenchida, o Alvirrubro encontrou dificuldades para criar (com volantes!), mas até conseguiu finalizar, com chutes de primeira, de longe. Sempre com pressa. Quase sempre pra fora.

O resumo está no último lance de perigo, aos 45 minutos. Com dois jogadores brigando pela bola na área, Páscoa acabou pegando o rebote. Estava em ótima condição, mas mandou pra fora. E reduziu ainda mais a esperança de um time que vem na contramão. Encaminhando a 3ª eliminação precoce seguida.

Copa do Nordeste 2017, 1ª fase: Náutico 0 x 0 Campinense. Foto: Ricardo Fernandes/DP

Com 53% dos jogos realizados, Estadual de 2017 tem média de 946 torcedores

Pernambucano 2017, 3ª rodada: Central 2 x 4 Santa Cruz. Foto: Santa Cruz/twitter (@santacruzfc)

A tabela do Campeonato Pernambucano de 2017 prevê a disputa de 95 partidas, contabilizando a fase preliminar, os hexagonais (do título e da permanência) e o mata-mata. Em apenas 43 dias, 53% dos jogos já foram realizados, com os estádios às moscas. A média não chega sequer a 1.000 pessoas. Somando pagantes e não pagantes, são apenas 946 testemunhas. Mesmo se for considerada apenas a fase principal, o número de 2,3 mil é inviável no futebol profissional – a terceira rodada, inteiramente no Grande Recife, reuniu apenas 5.319 torcedores.

O maior público da competição segue com Náutico 1 x 1 Santa, no único clássico jogado até agora. Foram 4.622 espectadores no Clássico das Emoções, com direito a 40% de gratuidades. Fica a expectativa sobre os próximos clássicos (no mínimo cinco, no hexagonal), na chance mais concreta para melhorar o índice geral. Até porque existem outros problemas na organização, como os jogos com portões fechados (ainda que não sejam calculados na média de público) e as mudanças de mando de campo, com Central e Belo Jardim tendo que jogar no Grande Recife – acima, a Patativa como mandante, com apenas 28 alvinegros pagando ingresso.

Em relação à arrecadação, a FPF tem direito a 8% da renda bruta de todos os jogos. Logo, do apurado de R$ 471 mil, a federação já arrecadou R$ 37.715.

Atualização até a 3ª rodada do hexagonal do título e a 5ª rodada da permanência:

1º) Sport (2 jogos como mandante, na Ilha do Retiro)
Público: 6.036 torcedores
Média de 3.018
Taxa de ocupação: 10,4%

Renda: R$ 90.460
Média de R$ 45.230

2º) Náutico (2 jogos como mandante, na Arena Pernambuco)
Público: 5.991 torcedores
Média de 2.995
Taxa de ocupação: 6,5%

Renda: R$ 84.055
Média de R$ 42.027

3º) Salgueiro (4 jogos como mandante, no Cornélio de Barros)
Público: 9.507 torcedores
Média de 2.376
Taxa de ocupação: 19,6%
Renda: R$ 48.460
Média de R$ 12.115

4º) Santa Cruz (1 jogo como mandante, no Arruda)
Público: 2.154 torcedores
Taxa de ocupação: 4,2%
Renda: R$ 17.860

5º) Central (5 jogos como mandante; 2 no Lacerdão, 2 no Antônio Inácio e 1 na Arena)
Público: 7.651 torcedores
Média de 1.530 
Taxa de ocupação: 7,6%
Renda: R$ 112.170 
Média de R$ 22.434 

6º) Belo Jardim (4 jogos como mandante, no Antônio Inácio)
Público: 818 torcedores
Média de 204
Taxa de ocupação: 2,7%
Renda: R$ 6.872
Média de R$ 1.718

Geral – 46* jogos (1ª fase, hexagonal do título e hexagonal da permanência)
Público total: 43.537 
Média: 946 pessoas
Arrecadação: R$ 471.447
Média: R$ 10.248
* Mais 5 jogos ocorreram de portões fechados 

Fase principal – 9 jogos (hexagonal do título e mata-mata)
Público total: 21.262 
Média: 2.362 pessoas
Arrecadação total: R$ 276.536 
Média: R$ 30.726 

Pernambucano 2017, 3ª rodada: Náutico 0x2 Salgueiro. Foto: Rafael Brasileiro/DP

Santa marca três gols no finzinho e faz 4 x 2 no Central, como visitante na Arena

Pernambucano 2017, 3ª rodada: Central 2x4 Santa Cruz. Foto: Rodrigo Baltar/Santa Cruz/twitter (@SantaCruzFC)

Como mandante de ocasião na Arena, o Central vencia o Santa de virada, com direito à gol de bicicleta de Lessa. Jogava melhor e já havia desperdiçado alguns boas chances para a ampliar. O jogo já se aproximava do finzinho, com Aílton, cérebro do time, sendo substituído por um zagueiro. Segurar o resultado, diante de um inoperante tricolor parecia bem possível. Àquela altura, aos 40 do segundo tempo, o bicampeão estadual já havia sido vaiado duas vezes pelos 1.735 espectadores. No intervalo e na última mudança, com foco em Eutrópio, chamado de burro com apenas cinco jogos. Veio, então, o imponderável.

Na entrada da própria área, o centroavante alvinegro Jaílson fez uma falta infantil – ele conseguiu comprometer no ataque e na defesa. Na cobrança, Anderson Salles. O zagueiro já cobrara uma vez com perigo. Na segunda, mandou no ângulo, num empate já comemorado – suficiente para manter o lugar no G4 do hexagonal. Pois o time não ficou nisso. Já com chuva forte, os corais foram para o abafa, diante de um “mandante” atordoado. Virou aos 43, com Everton Santos ajudado pelo desvio do zagueiro, e ampliou aos 47, com Barbio recebendo livre na pequena área, para lamentação do goleiro Murilo, silenciado após o apito final.

Para o Santa, a primeira vitória no Pernambucano – e a segunda seguida na temporada – serve de ânimo. Tecnicamente, ficou devendo demais! O 4 x 2 valeu pela dedicação, pela reação, pela emoção. Não pela coletividade, com o time apresentando sérios problemas na saída de jogo. À frente, segue sem referência ofensiva, com os atacantes caindo pelos lados e o centro esvaziado de jogadas. A equipe deve ser reforçada por dois atacantes, o argentino Parra e o veterano Júlio César. Opções para um setor ainda desorganizado – mas, que, como contraponto, anotou três dos quatro gols da noite.

Pernambucano 2017, 3ª rodada: Central x Santa Cruz. Foto: Ricardo Fernandes/DP

Arena Pernambuco, a segunda casa de Belo Jardim e Central no Estadual 2017

Belo Jardim e Central como mandantes na Arena Pernambuco. Arte: Cassio Zirpoli/DP (sobre Google Maps)

O tema inversão tornou-se recorrente no Campeonato Pernambucano de 2017, com os mandos (e desmandos) de Belo Jardim e Central modificados a todo momento. Com o Mendonção e o Luiz Lacerda interditados, devido ao péssimo estado dos gramados, os dois clubes agrestinos viraram nômades. Podem se enfrentar no Antônio Inácio, em Caruaru, mas não podem receber os grandes ali. Assim, a FPF acabou usando a “inversão” como solução. No preciosismo jurídico, nem chega a ser, mas ter a Arena Pernambuco como casa dos dois clubes diante de Náutico, Santa Cruz e Sport favorece, sim, os “visitantes” em questão. Para tentar amenizar a polêmica (?), a federação decidiu oficializar a parceria. Literalmente. Eis um trecho do texto publicado no site da entidade:

“A Federação Pernambucana de futebol (FPF) não mede esforços para trazer benefícios para os seus filiados e, após algumas conversas com a Arena de Pernambuco, a entidade firmou, esta semana, uma parceria com a Arena de Pernambuco para receber os jogos dos clubes intermediários que ainda estão promovendo reparos em seus estádios nessa fase do Estadual.”

O texto segue dizendo que o presidente da FPF, Evandro Carvalho, tenta levar jogos ao estádio desde 2015, visando a “maior e plena utilização do equipamento”. Sem a concordância de Santa e Sport, ainda não emplacou a arena como palco das finais do Estadual – os clubes optam por Arruda e Ilha.

Com a baixa expectativa de público (nas entrelinhas), esses jogos envolvendo os intermediários terão uma setorização diferenciada, reduzindo os custos de operação do estádio, hoje nas mãos do governo. Por sinal, a última frase traz a verdadeira mudança: “A entidade máxima do futebol pernambucano continua conversando com a direção da Arena para programar os próximos jogos”.

Antecipando a conversa, eis a agenda do Calango e da Patativa na Arena…

09/02 – Central x Santa Cruz
18/02 – Belo Jardim x Náutico
19/03 – Belo Jardim x Sport
05/04 – Belo Jardim x Santa Cruz
09/04 – Central x Sport

Invicto, Salgueiro vence o Náutico na Arena e assume liderança do Estadual

Pernambucano 2017, 3ª rodada: Náutico 0x2 Salgueiro. Foto: Rafael Martins/DP

O Salgueiro já disputou nove jogos no Campeonato Pernambucano de 2017, somando a fase preliminar e o hexagonal do título, e se mantém invicto, com sete vitórias e dois empates. Liderou a primeira fase e agora também assumiu a ponta da etapa principal, ainda que de forma provisória. Na partida que abriu a desmembrada 3ª rodada, o Carcará superou o Náutico em plena Arena Pernambuco, 0 x 2. E olhe que marcou os dois gols no segundo tempo, com Valdeir e Álvaro, atuando com um a menos. O zagueiro Rogério havia recebido (merecidamente) o segundo amarelo pouco antes do intervalo.

Se aproveitando da queda de produção alvirrubra, que já vinha de uma derrota no clássico, o Salgueiro marcou bem e aproveitou as oportunidades criadas nos contragolpes. Difícil não enxergar justiça no placar. Tanto que os poucos torcedores alvirrubros presentes, apenas 1.369, vaiaram bastante o time. Ainda com a bola rolando, o alvo foi Tiago Cardoso, com começo difícil no novo clube. Já havia vacilado nos dois gols sofridos diante do Santa, no Estadual e no Nordestão, e agora foi mal novamente. No segundo gol, fechou o ângulo, mas a bola, sem força, passou entre suas mãos, decretando o revés do mandante.

Quanto ao Carcará, volta ao Sertão somando sete pontos, já tendo enfrentado dois dos grandes clubes. O caminho para a 4ª semifinal estadual consecutiva parece aberto para a maior força do interior nos últimos anos.

Salgueiro no Pernambucano 2017
1ª fase – 6 jogos, 5 vitórias e 1 empate
Hexagonal – 3 jogos, 2 vitórias e 1 empate

Pernambucano 2017, 3ª rodada: Náutico 0x2 Salgueiro. Foto: Rafael Martins/DP