Planilha de propina da Odebrecht traçou paralelo entre partidos políticos e clubes

Os partidos como "clubes" na delação da Odebrecht. Arte: Cassio Zirpoli/DP

A delação de ex-executivos da Odebrecht abalou a república, com a abertura de inquérito contra 98 pessoas, incluindo 3 ex-presidentes, 3 governadores, 8 ministros, 24 senadores e 39 deputados federais. A lista de Edson Fachin, ministro do Supremo Tribunal Federal e relator da Operação Lava-Jato, apresenta denúncias sobretudo de doações ilegais em campanhas, no chamado “Caixa 2″. Na planilha da empreiteira, que tinha um departamento apenas para operar a milionária propina em Brasília, os políticos e seus partidos foram detalhados como jogadores e clubes de futebol.

O jornal O Globo trouxe a estrutura de codinomes, a partir do depoimento de Luiz Eduardo Soares, ex-diretor da Odebrecht. Ao todo, 18 clubes serviram como apelidos para os partidos políticos envolvidos, incluindo o Trio de Ferro, com Náutico (Partido Social Cristão), Santa Cruz (Partido Republicano da Ordem Social) e Sport (Partido Socialista Brasileiro). Caso um parlamentar não tivesse o partido definido, entrava como ABC de Natal. Mais. O cargo político de cada um teve um paralelo traçado com a posição em campo.

Goleiro = base partidária
Zagueiro = deputado estadual
Volante = deputado federal
Meia = governador
Ponta = senador
Centroavante = presidente

Por fim, o “valor do passe”, que era o valor da doação ilegal. Parece até piada, mas esse esquema aí, com 78 delações premiadas, incluindo o presidente da construtora, revelou um desvio de recursos jamais visto no país…

Leia o post sobre a delação apontando fraude na licitação da Arena PE aqui.

Os rankings de dívidas fiscais dos clubes brasileiros com a Previdência e a União

Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN)

O Sportv divulgou um interessante levantamento sobre as dívidas dos clubes brasileiros junto à Previdência, colhendo dados diretamente na Procuradora Geral da Fazenda Nacional, a PGFN. Somando todos os times, chega-se a R$ 800 milhões – o rombo previdenciário do país é de R$ 450 bi. A lista traz os quatro grandes do futebol carioca entre os cinco primeiros colocados, deixando claro como a gestão no Rio foi mal tratada durante muito tempo.

Entretanto, o ranking é extenso, com o Trio de Ferro do Recife presente, com Náutico 9º, Santa 13º e Sport 19º. Essas dívidas serão parceladas no acordo com o Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro, o Profut. O programa, sancionado pelo governo federal em 5 de agosto de 2015, tem como objetivo refinanciar as dívidas fiscais dos clubes em até vinte anos, com a primeira parcela sendo paga em 2018.

As maiores dívidas com a Previdência (abril/2017)
1º) R$ 83.863.163  Flamengo 
2º) R$ 54.950.505  Atlético-MG
3º) R$ 49.785.558  Fluminense
4º) R$ 45.667.430  Botafogo
5º) R$ 41.757.794  Vasco
6º) R$ 41.722.323 – Corinthians
7º) R$ 37.356.576 – Portuguesa
8º) R$ 34.474.615 – Guarani
9º) R$ 22.572.074 – Náutico
10º) R$ 16.878.668 – Vitória

As dívidas dos principais clubes do NE com a Previdência (abril/2017)
1º) R$ 22.572.074 – Náutico
2º) R$ 16.878.668 – Vitória
3º) R$ 14.907.200 – Santa Cruz 
4º) R$ 13.741.000 – Bahia 
5º) R$ 9.633.404 – Sport
Subtotal – 77,7 milhões de reais

A reportagem assinada por Fred Justo focou nas dívidas previdenciárias. Porém, a dívida com o poder público é bem maior. No futebol pernambucano, por exemplo, existem pendências de tributos federais, FGTS, INSS e demandas com a Justiça do Trabalho e com a Prefeitura do Recife.

Nesta escala ampla, o banco Itaú BBA esmiuçou os últimos balanços oficiais dos clubes, resultando no relatório Análise Econômico-Financeira dos Clubes de Futebol Brasileiros de 2016Para fins de avaliação, o banco utilizou “todas as dívidas fiscais registradas no passivo exigível a longo prazo”, que em tese abarcam todos os tributos renegociados. Assim, a dívida fiscal absoluta dos 27 clubes analisados chegou a 3,2 bilhões de reais (lista abaixo). O Botafogo, por exemplo, teria R$ 490 milhões a mais em relação ao ranking acima.

As maiores dívidas fiscais do futebol brasileiro (julho/2016)
1º) R$ 535 milhões – Botafogo
2º) R$ 347 milhões – Flamengo
3º) R$ 268 milhões – Vasco
4º) R$ 258 milhões – Atlético-MG
5º) R$ 237 milhões – Fluminense
6º) R$ 190 milhões – Corinthians
7º) R$ 167 milhões – Cruzeiro
8º) R$ 166 milhões – Santos
9º) R$ 146 milhões – Bahia
10º) R$ 124 milhões – Coritiba

As dívidas fiscais dos principais clubes do NE (julho/2016)
1º) R$ 146 milhões – Bahia
2º) R$ 115 milhões – Náutico
3º) R$ 47 milhões – Sport
4º) R$ 26 milhões – Santa Cruz
5º) R$ 25 milhões – Vitória
Subtotal – 359 milhões de reais

Neste emaranhado, ainda há outro ranking. Há dois anos, a ESPN apresentou um relatório sobre as dívidas dos clubes na União (abaixo), também apurado junto à PGFN, mas sem detalhar a área. Vale destacar que a partir de 2018 o clube que disputar a Série A “não poderá ter dívidas perante a administração pública”, segundo a recém-criada Licença de Clubes da CBF. A regularização de todos os pagamentos – obtendo as certidões negativas – já seria suficiente para o cumprimento do item 30, que também será aplicado nas demais séries de forma escalonada: B (2019), C (2020) e D (2021). Haja Profut…

As maiores dívidas com a União (fevereiro/2015)
1º) R$ 284,2 milhões – Atlético-MG 
2º) R$ 235,0 milhões – Flamengo 
3º) R$ 215,4 milhões – Botafogo 
4º) R$ 186,5 milhões – Corinthians 
5º) R$ 173,9 milhões – Fluminense 
6º) R$ 148,8 milhões – Vasco 
7º) R$ 129,6 milhões – Internacional 
8º) R$ 101,9 milhões – Guarani 
9º) R$ 73,8 milhões – Palmeiras 
10º) R$ 68,6 milhões – Portuguesa

As dívidas dos principais clubes do NE com a União (fevereiro/2015)
1º) R$ 59,1 milhões – Sport
2º) R$ 50,3 milhões – Vitória

2º) R$ 45,6 milhões – Náutico
3º) R$ 42,4 milhões – Santa Cruz
4º) R$ 21,7 milhões – Bahia
Subtotal – 219,1 milhões de reais

Obs. Com a diferença de um ano em cada lista, obviamente é possível a mutação da dívida, para mais ou para menos.

Sport paga R$ 6 milhões por 50% dos direitos de Rogério. Recorde no Nordeste

Copa do Nordeste 2017, quartas de final: Sport (4) 3 x 1 (2) Campinense. Foto: Paulo Paiva/DP

Em fevereiro, após uma longa articulação o Sport repatriou André pagando uma fortuna, levando em conta o poder econômico do futebol nordestino. Precisou desembolsar R$ 5,2 milhões, num repasse dividido entre Sporting e Galo. Dois meses depois, nova investida milionária no mercado, com o leão contratando em definitivo o também atacante Rogério. Numa negociação realizada em dois momentos distintos, o montante absoluto transforma o novo negócio no maior já realizado por um clube da região: R$ 6 milhões.

Em 16 de junho de 2016, o Sport adquiriu 25% dos direitos econômicos de Rogério. Na ocasião, pagou R$ 2,5 milhões. Logo, o valor de mercado do atacante, estipulado pelo São Paulo, era de 10 milhões de reais. Pelo contrato, o clube pernambucano teria até maio de 2017 para exercer a cláusula de compra para permanecer com o jogador – sem que o tricolor paulista pudesse fazer nada a respeito, nem com o técnico Rogério Ceni solicitando a volta. Para isso, precisava adquirir mais 25%, mas desta vez por R$ 3,5 milhões – informação da ESPN, não confirmada pelo clube. Ou seja, independentemente do rendimento de Rogério no último Campeonato Brasileiro, hoje ele valeria 14 milhões, considerando 100% dos ativos.

Após captar receitas nos torneios desta temporada (R$ 2,83 mi até a 4ª fase da Copa do Brasil e R$ 1,6 mi até a semi do Nordestão), o leão bancou.

O novo contrato de Rogério na Ilha do Retiro vai até maio de 2021…

As 10 maiores compras do futebol nordestino no Plano Real*
1º) Rogério (2017, do São Paulo para o Sport) – R$ 6,00 milhões por 50%
2º) André (2017, do Sporting para o Sport) – R$ 5,23 milhões por 70%

3º) Petkovic (1997, do Real Madrid para o Vitória) – R$ 5,00 milhões por 100%
4º) Kieza (2016, do São Paulo para o Vitória – R$ 4,00 milhões por 100%
5º) Bebeto (1997, do Sevilla para o Vitória) – R$ 3,50 milhões por 100%
6º) Lenis (2016, do Argentinos Jrs. para o Sport) – R$ 3,16 milhões por 50%
7º) Jackson (2016, do Inter para o Bahia – R$ 3,00 milhões por 70%
8º) Régis (2014, da Chape para o Sport) – R$ 2,50 milhões por por 50%
8º) Diego Souza (2016, do Flu para o Sport) – R$ 2,50 milhões por 100%
10º) Bebeto Campos (1998, do Flu para o Bahia) – R$ 1,7 milhão por 100%

* Valores divulgados pela imprensa e/ou clubes nas respectivas épocas.

Confira todas as aquisições milionárias dos clubes da região aqui.

Clássico das Multidões na Ilha tem maior audiência do Ibope em 26/03: 33 pontos

Pernambucano 2017, 8ª rodada: Sport 1 x 1 Santa Cruz. Foto: Rede Globo/reprodução

O empate em 1 x 1 entre Sport e Santa Cruz, na Ilha do Retiro, registrou a maior audiência média do Brasil em 26 de março. O horário das 16h no domingo foi reservado aos campeonatos estaduais país afora, em todos os casos através da Rede Globo e suas afiliadas. Segundo dados do Kantar Ibope, que mensura a audiência televisiva nas 15 principais regiões metropolitanas, incluindo Recife, Salvador e Fortaleza, o Clássico das Multidões teve 33 pontos. Isso corresponde a 801.570 telespectadores.

Foi a maior audiência do Campeonato Pernambucano de 2017, superando justamente o primeiro confronto entre rubro-negros e tricolores, no Arruda, com 31 pontos e 753 mil pessoas sintonizadas na partida. Em termos absolutos, naturalmente a audiência do clássico paulista foi superior. Afinal, a Grande São Paulo tem uma população cinco vezes maior que a do Grande Recife (20 mi x 4 mi). Ou seja, foram mais de 4 milhões de telespectadores.

Porém, a medição clássica na televisão aponta o duelo pernambucano à frente nos dez jogos exibidos entre os mercados estudados pelo instituto.

E o jogo, esvaziado, não valia quase nada em termos de classificação…

Pontos no Ibope por Região Metropolitana em 26/03
33,0 – Sport 1 x 1 Santa Cruz (Recife)
27,4 – São José 1 x 2 Internacional (Porto Alegre)
25,7 – São Paulo 1 x 1 Corinthians (São Paulo)
24,0 – Atlético-MG 2 x 0 URT (Belo Horizonte)
20,9 – Chapecoense 2 x 0 Avaí (Florianópolis)
20,5 – Vila Nova 0 x 0 Goiás (Goiânia)
20,0 – Bangu 0 x 2 Botafogo (Rio de Janeiro)
19,2 – Flamengo-BA 0 x 0 Bahia (Salvador)
16,8 – Horizonte (2) 1 x 1 (4) Ferroviário (Fortaleza)
14,4 – Toledo 0 x 5 Paraná (Curitiba)

Maiores audiências do futebol pernambucano em 2017 (até 26/03)
33,0 – Sport 1 x 1 Santa Cruz (Estadual, 26/03)
31,0 – Santa Cruz 1 x 1 Sport (Estadual, 18/02)
27,6 – Boavista 0 x 3 Sport (Copa do Brasil, 08/03)
26,4 – Sport 1 x 0 Boavista (Copa do Brasil, 15/03)
26,2 – Náutico 1 x 0 Santa Cruz (Nordestão, 12/03)
23,6 – Salgueiro 0 x 1 Santa Cruz (Estadual, 05/03)
21,4 – Sport 1 x 1 Náutico (Estadual, 01/03)

Calculando as cotas do Brasileirão de 2017 a partir do futuro modelo da Globo

Distribuição de cotas do Brasileirão, segundo a Rede Globo. Crédito: Globo/reprodução

O formato atual de distribuição de receita do Campeonato Brasileiro tem data para acabar. Vai até 2018, com todos os contratos possíveis através da Rede Globo – tv aberta, tv fechada, PPV, sinal internacional e web. A partir de 2019, com a entrada do Esporte Interativo na tevê por assinatura, haverá uma divisão, de clubes e receitas. Forçada pela concorrência, a Globo resolveu adotar um sistema semelhante ao da Premier League. A divisão será 40% em parcelas iguais, 30% em rendimento e 30% em audiência, em vez de 50%, 25% e 25% da liga inglesa. Valerá por seis edições, englobando a transmissão aberta – o pay-per-view segue à parte. Hoje, 21* clubes estão acordados com a emissora para o período, incluindo Náutico, Santa Cruz e Sport. Todos eles se reuniram no Rio com a cúpula do canal, com o diretor-geral Carlos Henrique Schroder presente. Debateram o “futuro”. Foi a primeira vez que a empresa se pronunciou publicamente sobre o novo modelo (veja aqui).

Embora clubes como Bahia, Coxa e Santos tenham assinado com o Esporte Interativo, a tendência é que sigam com a Globo no sinal aberto. Logo, a regra deve ser geral. Como curiosidade, o blog simulou as cotas da Série A de 2017 com o novo modelo. O montante de “cotas fixas” é de R$ 1,306 bilhão, já com a ampliação recente da Chape, que passa a ganhar R$ 32 mi, em vez de R$ 23 mi. Para a projeção, a única ressalva seria a receita do SportTV, presente no número, mas que seria repassada apenas aos contratados da Globo, claro. Portanto, em vez do atual sistema de (oito) castas, com um hiato de R$ 147 milhões entre a maior cota (Flamengo e Corinthians) e a menor (Ponte, Avaí e Atlético-GO), a diferença máxima seria a metade disso, R$ 73 milhões. No caso, entre Flamengo e Avaí, recém-promovido. Mais equilíbrio.

* América-MG, Atlético-GO, Atlético-MG, Avaí, Brasil-RS, Chapecoense, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Goiás, Grêmio, Inter, Londrina, Náutico, Ponte Preta, São Paulo, Sport, Santa, Vasco, Vila Nova e Vitória.

Projeção de cotas do Brasileiro de 2017 com o modelo a ser adotado a partir de 2019. Quadro: Cassio Zirpoli/DP

No quadro, o blog projetou a cota conferindo os seguintes valores na divisão por classificação em 2016: 20x para o campeão (ou seja, 20 x R$ 1.865.714, o valor base), 19x para o vice, 18x para o 3º lugar e assim sucessivamente, até o 4º da Série B, com 1x. Já na coluna de audiência, o valor considerado foi 30% da verba que cada clube receberá de fato, pois trata-se da única fonte de informação para definir a atual visibilidade de cada um neste momento.

Lembrando que essa demonstração é referente apenas às cotas fixas. É importante reforçar isso pois há o rateio de meio bilhão de reais no PPV, através do Premiere, até então calculado pelo número de assinantes apurado em pesquisa do Datafolha, ampliando a disparidade. Em 2015, o Sport, com 1,4% dos assinantes, ganhou R$ 6,75 milhões. O Fla, com 19,2%, recebeu R$ 68 mi. E aí deve estar o grande segredo sobre a mudança no formato, pois o impacto econômico do PPV segue ascendente no bolo – mantendo Fla e Timão bem à frente. Hoje, corresponde a 27,6%. Em 2019, já salta para 33,2%, com 650 milhões de reais. Imagine em 2024…

Projeção de cotas do Brasileiro de 2017 com o modelo a ser adotado a partir de 2019. Quadro: Cassio Zirpoli/DP

Joinville x Sport. Em jogo, R$ 1 milhão e a vaga nas oitavas da Copa do Brasil

Joinville x Sport, o confronto na 4ª fase da Copa do Brasil. Crédito: Joinville/site oficial

O Sport avançou nas três primeiras fases da Copa do Brasil através de goleadas, sobre CSA, Sete de Dourados e Boavista. Na quarta fase, o Leão irá encarar mais um adversário abaixo das duas principais divisões do futebol brasileiro. Em sorteio realizado na sede da CBF, no Rio de Janeiro, o time pernambucano foi logo a primeira bolinha selecionada, junto ao Joinville, recém-rebaixado à Série C. Cabe ao rubro-negro render em campo, claro, mas o resultado foi bem camarada. Em termos de nível técnico, o duelo é bem acessível. Ainda mais comparando com as demais opções. Entre as nove bolinhas estavam Corinthians, São Paulo, Cruzeiro, Flu, Vitória e Inter.

Prováveis datas da chave, ambas em abril: 12 (Ilha) e 19 (Arena Joinville)

Vale destacar que das 15 partidas oficiais disputadas em 2017, os leoninos só enfrentaram clubes presentes nas Série B, C e D, além de times sem divisão.

Confrontos da 4ª fase da Copa do Brasil
Sport x Joinville*
Vitória x ASA* ou Paraná*
Fluminense* x Goiás
Corinthians* x Internacional
Cruzeiro* x São Paulo
* Decidem em casa

Pré-classificados às oitavas: Santa, Paysandu, Atléticos MG, Atlético-PR, Atlético-GO, Chapecoense, Palmeiras, Santos, Flamengo, Botafogo e Grêmio

O confronto contra os catarinenses vale a passagem às oitavas de final e uma generosa cota, no primeiro repasse milionário do torneio. Em caso de classificação nesta 23ª participação, o Sport chegaria a dez campanhas nas oitavas – lá, será feito um novo sorteio. A última foi em 2010. Faz tempo.

Cotas do Sport na Copa do Brasil
1ª fase – R$ 525 mil (4 x 1 CSA)
2ª fase – R$ 595 mil (3 x 0 Sete de Setembro)
3ª fase – R$ 810 mil (3 x 0 e 1 x 0 Boavista)
4ª fase – R$ 900 mil (vs Joinville)
Oitavas – R$ 1,05 milhão?

As novas cotas da Copa do Brasil de 2017, com até R$ 12,8 milhões para o campeão

As novas cotas da Copa do Brasil de 2017. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Com a Copa do Brasil de 2017 já em andamento, a CBF anunciou um aumento de R$ 17 milhões nas cotas de participação previamente divulgadas. O montante foi distribuído da primeira fase até a semifinal, com acréscimos variando entre 19% e 20%. O reajuste, obtido pela entidade através de fornecedores, alcançou todos os 91 participantes da edição vigente, dos 80 times que largaram no primeiro mata-mata (com repasses diferenciados de acordo com o ranking nacional) aos 11 pré-classificados às oitavas de final.

O valor exato, fase por fase, foi informado por Wellington Campos, repórter da rádio mineira Itatiaia. A partir disso, vamos ao quadro comparativo com os valores anteriores. Curiosamente, as novas cotas são próximas àquelas simuladas por Douglas Batista, em postagem anterior no blog.

Inicialmente, considerando todas as oito etapas do torneio e o grupo 1 nas duas primeiras fases, o campeão poderia arrecadar até R$ 11,68 milhões. Agora, pode chegar a R$ 12,8 milhões, com um aumento absoluto de 9,5%. Os clubes em disputa a partir das oitavas, incluindo o Santa Cruz, como atual campeão nordestino, podem ganhar até 9,745 milhões de reais, ou 6,7% a mais que a meta anterior (de 9,13 mi). Entre os clubes pernambucanos, por sinal, a mudança na Copa do Brasil resultou numa injeção imediata de R$ 580 mil.

Abaixo, os novos ganhos dos quatro representantes do estado no torneio.
R$ 1,93 milhão – Sport, até a 3ª fase (+310 mil)
R$ 1,05 milhão – Santa Cruz, a partir das oitavas (+170 mil)
R$ 300 mil  - Náutico – R$ 297 mil, eliminado, na 1ª fase (+50 mil)
R$ 300 mil – Salgueiro – R$ 297 mil, eliminado, na 1ª fase (+50 mil)

Confira as cotas originais da Copa do Brasil, de 2012 a 2017, clicando aqui.

O regulamento da Série A de 2017, com 12 vagas internacionais e no máximo 5 transferências entre os participantes

O troféu do Brasileirão de 2017. Foto: Kin Saito/CBF

A CBF divulgou o regulamento oficial do Campeonato Brasileiro de 2017. O documento (íntegra abaixo) é relativamente simples, com 15 páginas e algumas mudanças acerca da Série A, que terá três nordestinos nesta temporada: Sport, Bahia e Vitória. Destaco seis pontos da fórmula votada no conselho técnico da competição, realizado no Rio de Janeiro, há três semanas. O sistema de disputa, lembrando, é o mesmo desde 2006, com vinte clubes e pontos corridos.

Confira a tabela do Brasileirão clicando aqui.

Artigo 5 – As doze vagas internacionais…
Libertadores: 1º, 2º, 3º e 4º na fase de grupos; 5º e 6º na fase preliminar
Sul-Americana: 7º, 8º, 9º, 10º, 11º e 12º, todos na primeira fase 

Obs. Caso os possíveis campeões da Liberta, Sula e Copa do Brasil de 2017 terminem na zona de classificação internacional, a vaga via Série A será do clube seguinte, excluídos os assegurados nas copas da Conmebol, claro. Logo, há a possibilidade de um recorde de classificados (Liberta + Sula): 15 times

Artigo 9 – Transferências de jogadores: entre clubes da elite, atletas com no máximo 6 jogos disputados. Durante a competição, cada time só poderá contratar até cinco nomes oriundos da Série A, sendo no máximo três de um mesmo clube. A partir disso, então, só em outros mercados (B, C, D e exterior)

Artigo 12 – Critérios de desempate na classificação: 1) vitórias, 2) saldo, 3) gols pró, 4) confronto direto (somando ida e volta), 5) menos cartões vermelhos, 6) menos cartões amarelos, 7) sorteio. Até hoje nunca se chegou ao sorteio…

Artigo 16 – Preço mínimo do ingresso: R$ 40, inteira (valor abaixo disso, só com autorização da CBF)

Artigo 19 – Punição por salário atrasado: 3 pontos por jogo caso atrase o pagamento da folha salarial a partir de 30 dias – execução da pena após o julgamento no STJD, naturalmente

Artigo 21 – Mudança de mando de campo: o clube só poderá jogar dentro da jurisdição de sua federação. No caso do Sport, atrelado à FPF, só na Ilha do Retiro, Arena Pernambuco, Arruda ou Cornélio de Barros. O Lacerdão também tem a capacidade mínima, de 12 mil lugares, mas o gramado está vetado

O regulamento da Série A de 2017 de Cassio Zirpoli

As cotas da Sul-Americana de 2017, com até US$ 3,925 milhões para o campeão

A evolução das cotas de campanhas finais (somando todas as fases) da Copa Sul-Americana. Arte: Cassio Zirpoli/DP

A Conmebol congelou a premiação da Copa Sul-Americana de 2017, em decisão tomada no conselho executivo realizado em dezembro, em Luque. Portanto, as cotas são as mesmas de 2016. Ainda assim, para os seis times brasileiros classificados, a campanha pode render mais. Explica-se: com a reformulação da competição, acabou a “fase nacional”, que no chaveamento correspondia à segunda fase. Ou seja, os brazucas agora largam nas mesmas condições de todos os outros países – o mesmo ocorreu com os argentinos. Por outro lado, em vez de 10 jogos para levantar a taça, agora são 12 apresentações.

A evolução das cotas de campanhas finais (somando todas as fases) da Copa Sul-Americana. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Nos quadros acima, a evolução das premiações (em dólar) nas campanhas finais desde 2013, quando o Sport estreou – agora, já vai na 5ª participação consecutiva. Neste ano, avançar duas fases significa quase US$ 1 milhão.

Embora as verbas individuais sejam as mesmas da edição passada, vencida pela Chape, no geral o montante aumentou 11%, chegando a 35,4 milhões. Afinal, são sete equipes a mais, com 54 ao todo. No novo formato, são 44 clubes na primeira fase. Avançam 22, que se somam a 10 eliminados da Libertadores vigente. Logo, os outros oito brasileiros na Liberta ainda podem disputar a Sula. No caso, com cotas a partir da segunda fase (diferença de 250 mil dólares).

Abaixo, os valores de cada mata-mata da Sula e a cotação atual na moeda brasileira. Lembrando que a premiação é paga pela simples participação.

Cotas de cada fase (US$ 1 = R$ 3,14)
1ª fase – US$ 250 mil (R$ 785.650)
2ª fase - US$ 300 mil (R$ 942.780)
Oitavas - US$ 375 mil (R$ 1.178.475)
Quartas - US$ 450 mil (R$ 1.414.170)
Semifinal - US$ 550 mil (R$ 1.728.430)
Vice - US$ 1 milhão (R$ 3.142.600)
Campeão – US$ 2 milhões (R$ 6.285.200)

Total para o campeão (todas as fases): US$ 3,925 milhões (R$ 12.334.705)
Total para o campeão (a partir da 2ª fase): US$ 3,675 milhões (R$ 11.549.055)

Brasileiros na 1ª fase
Sport x Danubio (Uruguai)
Corinthians x Universidad de Chile (Chile)
São Paulo x Defensa y Justicia (Argentina)
Cruzeiro x Nacional (Paraguai)
Fluminense x Liverpool (Uruguai)
Ponte Preta x Gimnasia y Esgrima (Argentina)

Série A sem venda de mando e sem limite de inscritos. Nordestinos votaram juntos

Conselho técnico da Série A de 2017, na sede da CBF, no Rio. Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Além da divulgação da tabela da Série A de 2017, com rodadas entre 13 de maio e 3 de dezembro, os presidentes dos vinte clubes discutiram na sede da CBF, no Rio de Janeiro, sobre mudanças na formatação do campeonato – não relacionadas ao regulamento do campeonato. Foram propostas sugeridas pelos clubes e pela própria diretoria de competições da CBF, com a decisão da maioria prevalecendo a cada votação. No conselho técnico oficial, o Sport foi representado pelo seu presidente executivo, Arnaldo Barros.

Venda de mando de campo (vetada)
A CBF estimou o veto à venda de mando para outros estados nas últimas cinco rodadas, mas o Galo propôs a proibição nas 38 rodadas, só sendo possível mudar dentro do mesmo estado. A maioria escolheu a segunda opção, tendo Fla e Flu como maiores opositores (logo, o Sport pode jogar na Ilha e na Arena).

Sport, Bahia e Vitória votaram contra a venda de mando.

Limite de jogadores inscritos (vetado)
A CBF propôs um limite de 33 atletas por equipe. Neste modelo, poderiam ser feitas dez trocas, além do uso livre de jogadores Sub 20. Contudo, a maioria preferiu seguir com elencos ilimitados (e sem planejamento).

Sport, Bahia e Vitória votaram a favor do limite de 33 inscritos.

Grama sintética (vetada)
A pedido do Vasco, que nunca jogou na grama artificial da Arena da Baixada, do Atlético-PR, foi votado o veto ao piso (avaliado e aprovado anualmente pela Fifa, diga-se). O pleito foi aprovado, mas será válido só em 2018 – o Náutico planejava colocar grama artificial nos Aflitos, mas a ideia deve ser travada. O Furacão questiona a legitimidade (afinal, tem autorização internacional!).

Sport, Bahia e Vitória votaram a favor da grama sintética.

Capacidade mínima
Até 2016, os estádios precisavam ter pelo menos 15 mil lugares sentados para abrigar um jogo da elite nacional. Estranhamente, o número foi reduzido para 12 mil, priorizando o “conforto”, mas sem votação.. 

Avaliação estrutural
No fim, houve um comunicado da confederação brasileira de futebol sobre a realização de “avaliações qualitativas e minuciosas” no estado do gramado, no placar, nos vestiários e nas cabines de imprensa.