Os 5.067 jogos do Sport de 1905 a 2017

Números do Sport. Arte: Maria Eugênia Nunes/DP

O Sport disputou o primeiro jogo de futebol da história de Pernambuco, diante de um combinado de trabalhadores ingleses residentes na capital. Um evento social à época. Ao longo de 113 temporadas, o clube tornou-se o mais vitorioso do estado, com números robustos comprovados a partir da pesquisa de Carlos Celso Cordeiro. O blog deu sequência ao levantamento, atualizando o retrospecto geral nas principais competições oficiais, nos âmbitos estadual, regional, nacional e internacional. Entre os dados, a colocação no ranking (quando possível) e o aproveitamento em cada torneio, sempre considerando 3 pontos por vitória, para padronizar o cálculo. Na sequência, o rendimento leonina atuando na Ilha do Retiro, os maiores artilheiros, quem mais vestiu a camisa vermelha e preta e os maiores públicos.

Em 2018: Estadual, Copa do Brasil e Série A.

Do 1º ao 5.067º jogo…
Primeiro:Sport 2 x 2 English Eleven (22/06/1905), no Derby (amistoso)
Último: Sport 1 x 0 Corinthians (03/12/2017), na Ilha do Retiro (Série A)

Ranking Nacional de Clubes da CBF: 15º lugar (8.770 pontos)

Total (competições oficiais e amistosos*) 1905-2017
5.067 jogos (9.418 GP e 5.492 GC, +3.926)
2.625 vitórias (51,8%)
1.192 empates (23,5%)
1.240 derrotas (24,4%)
10 jogos com placar desconhecido
Aproveitamento em pontos: 59,6%

Estadual 1915-2017 (ranking: 1º)
2.211 jogos (4.941 GP e 2.050 GC, +2.891)
1.396 vitórias (63,1%)
435 empates (19,7%)
380 derrotas (17,2%)
101 participações (entre 1916 e 2017)
Melhor campanha: campeão, 41 vezes (entre 1916 e 2017)
Aproveitamento em pontos: 69,6%

Copa do Nordeste 1994-2017 (ranking: 3º)
124 jogos (215 GP e 117 GC, +98)
62 vitórias (50,0%)
33 empates (26,6%)
29 derrotas (23,4%)
12 participações (entre 1994 e 2017)
Melhor campanha: campeão em 1994, 2000 e 2014
Aproveitamento em pontos: 58,8%

Brasileirão unificado 1959-2017
913 jogos (1.068 GP e 1.119 GC, -51)
313 vitórias (34,2%)
255 empates (27,9%)
345 derrotas (37,8%)
39 participações (entre 1959 e 2017)
Melhor campanha: campeão em 1987
Aproveitamento em pontos: 43,6%

Série A 1971-2017 (ranking: 17º)
896 jogos (1.036 GP e 1.100 GC, -64)
305 vitórias (34,0%)
250 empates (27,9%)
341 derrotas (38,0%)
36 participações (entre 1971 e 2017)
Melhor campanha: campeão em 1987
Aproveitamento em pontos: 43,3%

Série B 1971-2017
295 jogos (419 GP e 323 GC, +96)
126 vitórias (42,7%)
84 empates (28,4%)
85 derrotas (28,8%)
11 participações (entre 1980 e 2013)
Melhor campanha: campeão em 1990
Aproveitamento em pontos: 52,2%

Copa do Brasil 1989-2017
112 jogos (180 GPC e 117 GC, +63)
53 vitórias (47,3%)
25 empates (22,3%)
34 derrotas (30,3%)
60 confrontos; 38 classificações e 22 eliminações
23 participações (entre 1989 e 2017)
Melhor campanha: campeão em 2008
Aproveitamento em pontos: 54,7%

Taça Libertadores da América 1960-2017 (ranking oficial: 108º)
14 jogos (18 GP e 14 GC, +4)
7 vitórias (50,0%)
2 empates (14,2%)
5 derrotas (35,7%)
2 participações (1988 e 2009)
Melhor campanha: oitavas de final, em 2009
Aproveitamento em pontos: 54,7%

Copa Sul-Americana 2002-2017
20 jogos (18 GP e 25 GC, -7)
5 vitórias (25,0%)
3 empates (15,0%)
12 derrotas (60,0%)
10 confrontos; 5 classificações e 5 eliminações

5 participações (2013, 2014, 2015, 2016 e 2017)
Melhor campanha: quartas de final, em 2017
Aproveitamento em pontos: 30,0%

Histórico em decisões no Estadual
Sport 12 x 12 Santa Cruz
Sport 11 x 6 Náutico

Sport na Ilha do Retiro* (1937/2017)
2.150 jogos
1.320 vitórias (61,4%)
473 empates (22,0%)
357 derrotas (16,60%)
Aproveitamento em pontos: 68,7%
* Competições oficiais e amistosos

Maiores artilheiros
202 gols – Traçaia
161 gols – Djalma Freitas
136 gols – Leonardo
108 gols – Luís Carlos
105 gols – Naninho

Quem mais atuou
Magrão – 673 jogos

Clássico das Multidões (1916-2017)
556 jogos
231 vitórias do Sport (41,5%)
158 empates (28,4%)
167 vitórias do Santa (30,0%)
Último: Santa 0 x 2 Sport (03/05/2017, Nordestão)

Clássico dos Clássicos (1909-2017)*
548 jogos
210 vitórias do Sport (38,3%)
157 empates (28,6%)
180 vitórias do Náutico (32,8%)
Último: Náutico 1 x 1 Sport (23/04/2017, Estadual)
*Um jogo disputado em 29 de março de 1931, no Torneio Abrigo Terezinha de Jesus, possui resultado desconhecido.

Maiores públicos

Top 5 nos Clássicos
80.203 – Náutico 0 x 2 Sport, no Arruda (Estadual, 15/03/1998)
78.391 – Santa Cruz 1 x 1 Sport, no Arruda (Estadual, 21/02/1999)
75.135 – Santa Cruz 1 x 2 Sport, no Arruda (Estadual, 03/05/1998)
74.280 – Santa Cruz 2 x 0 Sport, no Arruda (Estadual, 18/07/1993)
67.421 – Santa Cruz 0 x 1 Sport, no Arruda (Estadual, 20/05/1990)

Top 5 como mandante contra outros adversários
56.875 – Sport 2 x 0 Porto, na Ilha do Retiro (Estadual, 07/06/1998)
53.033 – Sport 0 x 2 Corinthians, na Ilha do Retiro (Série A, 12/09/1998)
48.564 – Sport 1 x 1 Cruzeiro, na Ilha do Retiro (Série A, 27/09/1998)
48.328 – Sport 5 x 0 Grêmio, na Ilha do Retiro (Série A, 20/09/1998)
46.018 – Sport 1 x 1 Grêmio, na Ilha do Retiro (Série A, 03/12/2000)

As cotas da Copa do Brasil de 2018, com R$ 278 milhões repartidos entre 91 clubes

As cotas das Copa do Brasil de 2018. Arte: Cassio Zirpoli/DP

A CBF confirmou o aumento da premiação para a Copa do Brasil de 2018, que pagará até R$ 67,3 milhões ao campeão, somando a participação em todas as oito fases. Ao todo, os 91 participantes, incluindo quatro pernambucanos, vão repartir R$ 278.290.000 – quadro abaixo. A receita recorde provém do novo contrato de transmissão do torneio, firmado com a Globo até 2022. Sobre a divisão, existem regras distintas. Nas duas primeiras fases, os 80 times envolvidos estão subdivididos em três categorias, mensurando o ranking nacional à participação na Série A. Ou seja, valores diferenciados nos “128 avos de final” e nos “64 avos de final”, como já acontece já há alguns anos.

E pela primeira vez o Sport integra o grupo 1, o mais rentável, uma vez que o clube segue na elite e está em 15º lugar no ranking, a posição limite para este nível. Assim, o leão já larga com uma cota de R$ 1 milhão. Caso chegue à terceira fase, disputando apenas dois jogos, o time já acumularia 3,6 milhões. Já Salgueiro, Santa Cruz e Náutico recebem R$ 500 mil pela primeira fase – em 2017 esta cota foi de R$ 300 mil. Caso tricolores e alvirrubros avancem à segunda fase, o chaveamento prevê um Clássico das Emoções no Arruda, que valeria nada menos que R$ 1,4 milhão ao vencedor! O verdadeiro salto, porém, está na reta final, com o título passando de R$ 6 mi para R$ 50 milhões, valor superior à campanha máxima do campeão na Libertadores…

Os subgrupos de cotas para as duas primeiras fases
Grupo 1 – Clubes no Top 15 do Ranking da CBF (Atlético-MG 5º, Botafogo 8º, Atlético-PR 9º, Inter 10º, São Paulo 11º, Fluminense 12º e Sport 15º)

Grupo 2 – Os demais clubes presentes na Série A de 2018 (Vitória 18º Ceará 27º e Paraná 28º)

Grupo 3 – Os 70 clubes inscritos na 1ª fase que estão fora da elite em 2018 

Lembrando que 11 clubes estreiam apenas na 5ª fase, correspondente às oitavas. Os pré-classificados são os oito representantes na Libertadores (Corinthians, Palmeiras, Santos, Grêmio, Cruzeiro, Flamengo, Vasco e Chape) e os campeões do Nordestão (Bahia), Copa Verde (Luverdense) e Série B (América-MG), que não têm direito às cotas das fases anteriores.

Abaixo, as cotas já considerando as campanhas dos respectivos grupos.

As cotas da Copa do Brasil de 2018. Crédito: CBF/site oficial (reprodução)

As cotas da Sul-Americana e Libertadores de 2018, com evolução nas fases finais

As cotas da Copa Sul-Americana e da Taça Liberadores da América de 2018. Arte: Cassio Zirpoli/DP

A Conmebol divulgou os valores das cotas de participação na Libertadores e na Sul-Americana de 2018, ambas com aumento apenas na reta final. Como de praxe, premiações em dólares desde a primeira fase – ao todo, 14 clubes brasileiros estão inscritos nas duas copas continentais. Na Liberta, a evolução financeira foi registrada a partir da semifinal, com as parcelas dobradas paras os finalistas. Já na Sula, mais receita para o campeão e para o vice.

Como a CBF já detalhou as cotas das oito fases da Copa do Brasil é possível traçar uma comparação entre as principais copas envolvendo brasileiros na temporada. A Libertadores é mais rentável até as quartas, com o torneio nacional disparando nos últimos mata-matas. Lembrando que desde 2017 não há restrição sobre a participação simultânea na copa nacional e num torneio sul-americano. Logo, é possível captar bastante grana nas duas frentes…

A Sula de 2018 é a primeira em seis anos sem clubes pernambucanos, após Sport (2013, 2014, 2015, 2016 e 2017), Náutico (2013) e Santa (2016).

Premiação máxima para o campeão de 2018 (soma das fases)
R$ 67,3 milhões – Copa do Brasil (14 jogos)
R$ 37,4 milhões – Libertadores (18 jogos, a partir da estreia dos brasileiros)
R$ 14,2 milhões – Sul-Americana (12 jogos)

Cotação: US$ 1,00 = R$ 3,21 (21/12/2017) 

Cotas da Taça Libertadores da América 2018 (participação por fase)
1ª fase (Pré) – R$ 802 mil (US$ 250.000)*
2ª fase (Pré) – R$ 1,28 milhão (US$ 400.000)**
3ª fase (Pré) – R$ 1,28 milhão (US$ 400.000)**
Fase de grupos – R$ 5,78 milhões (US$ 1.800.000)
Oitavas – R$ 2,40 mihões (US$ 750.000)
Quartas – R$ 3,05 milhões (US$ 950.000)
Semifinal – R$ 4,33 milhões (US$ 1.350.000)
Vice – R$ 9,63 milhões (US$ 3.000.000)
Campeão – R$ 19,27 milhões (US$ 6.000.000)
* O clube eliminado na fase ganha mais R$ 160 mil (US$ 50 mil)
** O clube eliminado na fase ganha mais R$ 321 mil (US$ 100 mil)

8 brasileiros na disputa: Corinthians, Palmeiras, Santos, Grêmio, Cruzeiro e Flamengo na fase de grupos; Vasco e Chapecoense na 2ª preliminar

Cotas da Sul-Americana 2018 (participação por fase)
1ª fase – R$ 802 mil (US$ 250.000)
2ª fase – R$ 963 mil (US$ 300.000)
Oitavas – R$ 1,20 milhão (US$ 375.000)
Quartas – R$ 1,44 milhão (US$ 450.000)
Semifinal – R$ 1,76 milhões (US$ 550.000)
Vice – R$ 3,85 milhões (US$ 1.200.000)
Campeão – R$ 8,02 milhões (US$ 2.500.000)

6 brasileiros na disputa: Atlético-MG, Botafogo, Atlético-PR, Bahia, São Paulo e Fluminense

O regulamento oficial do Pernambucano 2018, com 7 vagas para outros torneios

Logo oficial do Campeonato Pernambucano de 2018. Crédito: FPF/reprodução

O regulamento oficial do Campeonato Pernambucano de 2018, publicado pela FPF no site oficial, confirma as novidades para a competição, que foi reduzida após dez anos. Em vez de doze, onze clubes, com todos voltando a se enfrentar após quatro anos – excluindo o ‘hexagonal do título’. Ah, a zona de rebaixamento segue com duas vagas, com apenas um time ascendendo. Assim, haverá uma nova redução, com o Estadual de 2019 tendo dez participantes, no fim do período de transição forçado pelo calendário.

Voltando à 104ª edição (ofício abaixo), o Estadual oferece sete vagas em outras competições, todas em 2019. Com a reformulação do Nordestão, apenas o campeão pernambucano irá assegurar a vaga, com as outras duas vagas locais no regional determinadas pelo Ranking da CBF. Como a Copa do Brasil mantém as três vagas, a FPF também resolveu manter a disputa pelo 3º lugar, que será disputada em apenas um jogo, seguindo o formato das quartas de final e da seminal. Apenas a decisão será em ida e volta.

Participantes: Sport, Salgueiro, Santa Cruz, Náutico, Belo Jardim, Central, Flamengo de Arcoverde, Afogados, América, Vitória e Pesqueira

As vagas para 2019 através do Campeonato Pernambucano de 2018
Nordestão – apenas o campeão
Copa do Brasil – campeão, vice e 3º lugar
Série D – os três melhores colocados na 1ª fase (à parte das Séries A, B e C)

Fórmula de disputa
1) Primeira fase com 11 clubes em turno único, avançando os 8 melhores
2) Quartas de final (1 x 8, 2 x 7, 3 x 6 e 4 x 5) em jogos únicos*
3) Semifinais em jogos únicos*
4) Final em ida e volta*
* Em caso de igualdade em pontos e saldo, pênaltis

Para o Estadual, a federação pernambucana de futebol exige uma capacidade mínima de público apenas nas duas últimas fases, com 10 mil lugares – Arruda, Arena, Ilha, Lacerdão e Cornélio atendem ao pré-requisito. Aos demais, porém, o parágrafo 3º do artigo 20 abre espaço para arquibancadas tubulares com laudos técnicos – o que não havia anteriormente.

Confira a tabela da primeira fase, já com a grade de tevê, clicando aqui.

As estreias de Sport, Salgueiro, Santa Cruz e Náutico na Copa do Brasil de 2018

O sorteio da Copa do Brasil de 2018. Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Um sorteio na sede da CBF, no Rio de Janeiro, definiu todos os caminhos da Copa do Brasil de 2018 até a terceira fase, com 80 clubes disputando dez vagas. Entre os participantes nesta largada, quatro pernambucanos, com Sport (1º), Salgueiro (2º) e Santa Cruz (3º) classificados via campeonato estadual e Náutico via ranking nacional. Todos os representantes locais estreiam fora de casa. Com a manutenção do modelo com jogos únicos nas duas primeiras fases, os quatro têm a vantagem do empate na primeira – na segunda, o mando foi definido por sorteio, com a previsão de pênaltis como desempate e a expectativa de termos um inédito Clássico das Emoções.

Lembrando que a CBF fez uma mudança drástica para os duelos em ida e volta, programados a partir da terceira fase: não há mais gol qualificado para o visitante. Em caso de igualdade em pontos e saldo, pênaltis. Chegando à quarta fase haverá um novo sorteio para os confrontos, com os cinco últimos classificados compondo as oitavas de final, a quinta fase, enfim com os oito participantes da Libertadores e com outros três pré-classificados, Bahia (Nordestão) e Luverdense (Copa Verde) e América-MG (Série B).

Confira o chaveamento completo em uma resolução melhor aqui.

Possíveis adversários:

Sport (campeão pernambucano)
1ª fase – Santos-AP (fora)
2ª fase – Ferroviário-CE ou Confiança-SE (casa)
3ª fase – Itabaiana-SE, Joinville-SC, São Raimundo-RR ou Vila Nova-GO

Salgueiro (vice-campeão)
1ª fase – Novoperário-MS (fora)
2ª fase – Fluminense ou Caldense-MG (fora)
3ª fase – Ceilândia-DF, Avaí-SC, Interporto-TO ou Juventude-RS

Santa Cruz (3º lugar)
1ª fase – Fluminense-BA (fora)
2ª fase – Náutico-PE ou Cordino-MA (casa)
3ª fase – Aparecidense-GO Botafogo-RJ, Aimoré-RS ou Cuiabá-MT

Náutico (via Ranking da CBF)
1ª fase – Cordino-MA (fora)
2ª fase – Santa Cruz-PE ou Fluminense-BA (fora)
3ª fase – Aparecidense-GO, Botafogo-RJ, Aimoré-RS ou Cuiabá-MT

Distância aérea na estreia:
2.164 km – Novoperário (Campo Grande) x Salgueiro (Salgueiro)
2.009 km – Santos (Macapá) x Sport (Recife)
1.180 km – Cordino (Barra do Corda) x Náutico (Recife)
648 km – Fluminense (Feira de Santana) x Santa Cruz (Recife)

Em 2017, apenas o Sport conseguiu avançar. Na verdade, passou por quatro adversários, caindo nas oitavas. O Santa também parou nas oitavas, mas estreou já neste fase – o blog contabilizou a campanha como um caso à parte. Voltando à primeira rodada, alvirrubros e sertanejos foram derrotados como visitantes, ambos por 1 x 0, se despedindo com a cota mínima.

Desempenho na 1ª rodada da Copa do Brasil (1989-2017):

Sport
23 participações
20 classificações (87%; última em 2017 – CSA/AL)
3 eliminações (13%; última em 2016 – Aparecidense/GO)

Salgueiro
4 participações
2 classificações (50%; última em 2015 – Piauí/PI)
2 eliminações (50%; última em 2017 – Sinop/MT)

Santa Cruz
23 participações
16 classificações (69%; última em 2016 – Rio Branco/ES)
6 eliminações (26%; última em 2012 – Penarol/AM)
1 pré-classificação às oitavas (em 2017)

Náutico
22 participações
17 classificações (77%; última em 2015 – Brasília/DF)
5 eliminações (23%; última em 2017 – Guarani de Juazeiro/CE) 

Total*
75 participações
57 classificações (76%)
17 eliminações (22%)
1 pré-classificação às oitavas (em 2016)
* Incluindo as participações de Central (2) e Porto (1)

O chaveamento da Copa do Brasil de 2018. Crédito: CBF/site oficial

Os calendários de Náutico, Santa Cruz e Sport em 2018, variando de 31 a 66 jogos

Calendário

O calendário de jogos oficiais no Recife será mais enxuto na temporada 2018. Reflexo da desistência do Sport na Copa do Nordeste e do rebaixamento de Náutico e Santa à Série C, limitando bastante o número de partidas. Mesmo que o leão alcance a decisão no Estadual e na Copa do Brasil, por exemplo, a sua agenda teria 14 jogos a menos em relação a 2017 (66 x 80). Pela primeira vez desde 2013, quando o regional foi retomado pela CBF, o clube está fora tanto do Nordestão (desistência) quanto da Sul-Americana (não obteve a vaga). Nesta temporada, somando as cotas e bilheterias dos dois torneios, o rubro-negro arrecadou R$ 9,24 milhões em vinte jogos. O desfalque será grande no caixa. Já alvirrubros e tricolores saíram de uma tabela de 38 jogos, pela segundona, para uma competição reduzida e flutuante, largando com vinte apresentações a menos. O ano efetivo dos dois pode acabar já em setembro. Só será estendido caso cheguem longe na copa nacional.

Em 2018, o calendário oficial, descontando amistosos, prevê 338 dias de ação, de 9 de janeiro (estreia alvirrubra na fase preliminar da Lampions League) a 12 de dezembro, no finalíssima da Sula. Abaixo, os cronogramas possíveis dos sete pernambucanos inscritos em competições nacionais.

Sport (de 49 a 66 partidas em 2018, em 3 torneios)
Estadual (17/01 a 08/04) – de 10 a 14 jogos (até 4 fases)
Série A (15/04 a 09/12) – 38 jogos (fase única)
Copa do Brasil (31/01 a 17/10) – de 1 a 14 jogos (até 8 fases)
Total em 2017: 80 jogos (32v, 20e, 28d)

Santa Cruz (de 35 a 64 partidas em 2018, em 4 torneios)
Copa do Nordeste (16/01 a 10/07) – de 6 a 12 jogos (até 4 fases)
Estadual (18/01 a 08/04) – de 10 a 14 jogos (até 4 fases)
Série C (15/04 a 23/09) – de 18 a 24 jogos (até 4 fases)
Copa do Brasil (31/01 a 17/10) – de 1 a 14 jogos (até 8 fases)
Total em 2017: 64 jogos (21v, 20e, 23d)

Náutico (de 31 a 66 partidas em 2018, em 4 torneios)
Copa do Nordeste (09/01 a 10/07) – de 2 a 14 jogos (até 5 fases)
Estadual (19/01 a 08/04) – de 10 a 14 jogos (até 4 fases)
Série C (15/04 a 23/09) – de 18 a 24 jogos (até 4 fases)
Copa do Brasil (31/01 a 17/10) – de 1 a 14 jogos (até 8 fases)
Total em 2017: 59 jogos (16v, 14e, 29d)

Salgueiro (de 35 a 64 partidas em 2018, em 4 torneios)
Estadual (21/01 a 08/04) – de 10 a 14 jogos (até 4 fases)
Copa do Nordeste (16/01 a 10/07) – de 6 a 12 jogos (até 4 fases)
Série C (15/04 a 23/09) – de 18 a 24 jogos (até 4 fases)
Copa do Brasil (31/01 a 17/10) – de 1 a 14 jogos (até 8 fases)
Total em 2017: 39 jogos (20v, 7e, 12d)

Central, Belo Jardim e Flamengo (16 a 30 jogos em 2018, em 2 torneios)
Estadual (17/01 a 08/04) – de 10 a 14 jogos (até 4 fases)
Série D (22/04 a 05/08) – de 6 a 16 jogos (até 6 fases)
Total em 2017:
Central – 22 jogos (6v, 4e, 12d)
Belo Jardim – 16 jogos (5v, 2e, 9d)
Flamengo – 16 jogos (7v, 5e, 4d)

Saiba mais sobre o novo calendário do futebol brasileiro clicando aqui.

Trio de Ferro com menos de 1 milhão de torcedores no borderô e R$ 12 milhões de bilheteria em 2017. Queda acentuada…

As médias de público de Náutico, Santa Cruz e Sport de 2013 a 2017. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Ao todo, Náutico, Santa e Sport mandaram 100 jogos oficiais no Grande Recife em 2017. É a maior quantidade dos últimos anos. O que não significa números satisfatórios em público e renda. Nem mesmo de forma absoluta. Desde 2013, quando o blog começou a fazer o levantamento, esta temporada registrou o pior desempenho nos dois cenários. Pela primeira vez ficou abaixo de 1 milhão de torcedores e a arrecadação bruta caiu pela quarta vez – 25% somente em relação a 2016. A impressão de estádios vazios é confirmada pela taxa de ocupação das arquibancadas. Num cálculo a partir da atual capacidade máxima de cada estádio, não chegou nem a 1/4. Tanto que apenas um público passou de 40 mil, no recorde da Arena Pernambuco em jogos de clubes, com 42.025 espectadores para Sport 0 x 2 Palmeiras.

Obviamente, pesou bastante o duplo rebaixamento local, com alvirrubros e tricolores caindo para a Série C. No Santa Cruz o impacto foi gigantesco. Dos quatro torneios disputados no ano, em apenas um o clube ultrapassou a média de 10 mil pessoas. No geral, finalizou com 8.461, ou três mil a menos que a pior marca até então. Contando o borderô no Mundão, o tricolor viu a bilheteria cair 62%. Já o Náutico, com o distanciamento da torcida em relação à arena, acabou jogando quatro vezes em Caruaru – dando certo apenas na ‘estreia’, com 13 mil pessoas diante do Inter. Foram apenas 3 (!) jogos acima de 10 mil pessoas. A média de renda de 52 mil reais escancara o prejuízo no ano, considerando a despesa com aluguel e/ou operação dos estádios.

O público total, por temporada, de Náutico, Santa Cruz e Sport. Arte: Cassio Zirpoli/DP

No Sport, o faturamento geral melhorou (8,8 mi x 7,1 mi), mas esteve longe dos dois primeiros anos na elite. Embora tenha mantido a liderança no público anual no futebol pernambucano, o dado caiu desta vez, começando já no Estadual. Mesmo com o título, o leão terminou a competição, pela primeira vez em 14 anos, com índice abaixo de 10 mil pessoas. No Brasileirão, o clube abriu o ‘check-in’, com o acesso liberado ao sócio adimplente, nas últimas três apresentações, incluindo o derradeiro jogo contra o Corinthians, com 30 mil na Ilha. Insuficiente para superar o ano anterior (15,8 mil x 16,0 mil), apenas regular. Ah, nenhum jogo chegou a R$ 1 milhão de renda, na contramão de outros centros, inclusive no próprio Nordeste, com Salvador e Fortaleza.

Curiosidade: os 100 jogos do trio passaram na televisão, aberta, fechada ou PPV. Seria este o motivo? Ou ou óbvio: desempenho, segurança e preço…

A renda bruta obtida por Náutico, Santa Cruz e Sport de 2013 a 2017. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Abaixo, o total em cada competição em 2017 e também a taxa de ocupação, a partir da capacidade oficial de cada estádio utilizado. No fim, o quadro agregado.

Sport
40 jogos (38 na Ilha do Retiro e 2 na Arena)
518.450 torcedores (média de 12.961)
43,43% de ocupação
R$ 8.840.748 de renda bruta (média de R$ 221.018)
Estadual – 7 jogos – 62.428 pessoas (8.918) – R$ 1.102.285 (R$ 157.469)
Nordestão – 6 jogos – 87.358 pessoas (14.559) – R$ 1.756.205 (R$ 292.700)
Série A – 19 jogos – 300.591 pessoas (15.820) – R$ 4.774.238 (R$ 251.275)
Copa do Brasil – 4 jogos -19.200 pessoas (4.800) – R$ 318.710 (R$ 79677)
Sula – 4 jogos – 48.873 pessoas (12.218) – R$ 889.310 (R$ 222.327)

Números de público e renda do Sport de 2013 a 2017. Quadro: Cassio Zirpoli/DP

Santa Cruz
32 jogos (27 no Arruda e 5 na Arena)
271.411 torcedores (média de 8.481)
17,01% de ocupação
R$ 2.248.877 de renda bruta (média de R$ 70.277)
Estadual – 7 jogos – 53.299 pessoas (7.614) – R$ 466.550 (R$ 66.650)
Nordestão – 5 jogos – 74.633 pessoas (14.926) – R$ 700.550 (R$ 140.110)
Série B – 19 jogos – 139.449 pessoas (7.339) – R$ 1.057.787 (R$ 55.673)
Copa do Brasil – 1 jogo – 4.030 pessoas – R$ 23.990

Números de público e renda do Santa Cruz de 2013 a 2017. Quadro: Cassio Zirpoli/DP

Náutico
28 jogos (23 na Arena, 4 no Lacerdão e 1 no Arruda)*
121.207 torcedores (média de 4.328)
10,22% de ocupação
R$ 1.460.850 de renda bruta (média de R$ 52.173)
Estadual – 7 jogos – 37.420 pessoas (5.345) – R$ 525.390 (R$ 75.055)
Nordestão – 3 jogos – 11.266 pessoas (3.755) – R$ 132.355 (R$ 44.118)
Série B – 18 jogos – 72.521 pessoas (4.028) – R$ 803.105 (R$ 44.616)
* Ainda houve uma partida de portões fechados, na Arena

Números de público e renda do Náutico de 2013 a 2017. Quadro: Cassio Zirpoli/DP

Trio de Ferro
100 jogos (38 na Ilha do Retiro, 30 na Arena, 28 no Arruda e 4 no Lacerdão)*
911.068 torcedores (média de 9.110)
22,92% de ocupação
R$ 12.550.475 de renda bruta (média de R$ 125.504)
Torneios: Estadual, Nordestão, Copa do Brasil, Sul-Americana e Séries A e B
* Ainda houve uma partida de portões fechados, na Arena

Números de público e renda do Trio de Ferro de 2013 a 2017. Quadro: Cassio Zirpoli/DP

Relembre os levantamentos anteriores: 20132014, 2015 e 2016.

As cotas de participação e premiações dos clubes nordestinos em 2017

As cotas de participação e premiações do sete principais clubes do Nordeste. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Encerrada a temporada 2017, vamos ao balanço econômico dos principais clubes do Nordeste, considerando o desempenho esportivo de cada um nas competições oficiais. Ao todo, em calendários de 45 (Fortaleza) a 80 jogos (Sport), o “G7″ apurou R$ 188.568.165. Neste contexto, se aplicam as premiações recebidas por fases e/ou títulos, além dos recursos recebidos pela transmissão de cada torneio, sem a bilheteria. Apesar da tradição, há de se considerar a distância interna, pois os três cotistas da televisão na região (Bahia, Sport e Vitória) concentram 86,4% do montante, com 163 milhões de reais. Na condição de cotistas, mantêm as receitas no Campeonato Brasileiro mesmo em caso de rebaixamento, com redução de 25% somente após o segundo ano fora da elite. Quanto aos demais, a queda das cotas, como foi o caso do Santa, de 23 mi na A, em 2016, para 6 milhões na B, em 2017.

A maior arrecadação coube ao Bahia, o campeão da Lampions. Mas não exatamente pela orelhuda dourada, mas sim devido ao pay-per-view no nacional. Com o repasse a partir dos dados de uma pesquisa encomendada pela Rede Globo junto aos institutos Ibope e Datafolha, o tricolor de aço acaba tendo uma estimativa de quase 10 milhões a mais que o leão pernambucano. Por sinal, o cálculo para o PPV mudará em 2018, adotando o óbvio, a soma de assinantes cadastrados em cada clube do país. Até porque é, de fato, a plataforma mais ascendente. À parte disso, o rubro-negro só conseguiu reduzir a diferença graças às cotas obtidas nos nove mata-matas disputados  pelo clube nos âmbitos nacional e internacional, com R$ 8,3 mi. Em terceiro na lista, o Vitória segue próximo aos dois rivais regionais.

Em seguida, um abismo separando o trio das outras forças do Recife e de Fortaleza. Em Pernambuco, alvirrubros e tricolores ganharam cotas estaduais maiores que os alencarinos e também faturaram mais na Série B, devido ao novo cálculo – que considerou a campanha no ano anterior, 2016. E o Santa ainda recebeu a cota de participação nas oitavas da Copa do Brasil, onde estreou devido ao título nordestino – numa “compensação” da CBF, uma vez que a vaga original seria na Sul-Americana, retirada numa canetada. Para 2018, entretanto, a situação mudará drasticamente, com Náutico e Santa na terceira divisão, Ceará na elite e o Fortaleza enfim de volta à B, após oito anos. O vozão deverá ter a maior arrecadação entre os quatro, mas ainda longe do trio, companheiro no Brasileirão.

Maiores arrecadações em cotas/premiações em 2017 (R$)
1º) Bahia – 57,6 milhões
2º) Sport – 54,0 milhões
3º) Vitória – 51,3 milhões
4º) Santa Cruz- 9,8 milhões
5º) Náutico – 7,6 milhões
6º) Ceará – 6,3 milhões
7º) Fortaleza – 1,7 milhão

Maiores médias de cotas por jogo (R$)
1º) Bahia – 874.126
2º) Vitória – 755.500
3º) Sport – 675.379
4º) Santa Cruz – 153.182
5º) Náutico – 129.774
6º) Ceará – 108.812
7º) Fortaleza – 37.777

Bahia
Total: R$ 57.692.335
Média por jogo (66): R$ 874.126
Estadual (BA) – R$ 850 mil (valor fixo, vice)
Nordestão – R$ 2,85 milhões (campeão)
Copa do Brasil – R$ 1,12 milhão (39º lugar, 64 avos)
Série A (TV fixo) – R$ 35 milhões
Série A (TV ppv*) – R$ 16,65 milhões
Série A (premiação) – R$ 1.222.335 (12º lugar)
Desempenho: 30V, 19E e 17D, com índice de 55,0%
* Estimativa a partir do cálculo de 2015

Sport
Total: R$ 54.030.320
Média por jogo (80): R$ 675.379
Estadual (PE) – R$ 950 mil (valor fixo, campeão)
Nordestão – R$ 2,15 milhões (vice)
Copa do Brasil – R$ 3,88 milhões (10º lugar, oitavas)
Série A (TV fixo) – R$ 35 milhões
Série A (TV ppv*) – R$ 6,75 milhões
Série A (premiação) – R$ 850.320 (15º lugar)
Sul-Americana – R$ 4,45 milhões (8º lugar, quartas)
Desempenho: 32V, 20E e 28D, com índice de 48,3%
* Estimativa a partir do cálculo de 2015

Vitória
Total: R$ 51.374.030
Média por jogo (68): R$ 755.500
Estadual (BA) – R$ 850 mil (valor, fixo, campeão)
Nordestão – R$ 1,6 milhão (4º lugar)
Copa do Brasil – R$ 2,83 milhões (20º lugar, 16 avos)
Série A (TV fixo) – R$ 35 milhões
Série A (TV ppv*) – R$ 10,35 milhões
Série A (premiação) – R$ 744.030 (16º lugar)
Desempenho: 32V, 16E e 20D, com índice de 54,9%
* Estimativa a partir do cálculo de 2015

Santa Cruz
Total: R$ 9.803.703
Média por jogo (64): R$ 153.182
Estadual (PE) – R$ 950 mil (valor fixo, 3º lugar)
Nordestão – R$ 1,6 milhão (3º lugar)
Copa do Brasil – R$ 1,05 milhão (15º lugar, oitavas)
Série B (TV*) – R$ 6.203.703 (18º lugar)
Desempenho: 21V, 20E e 23D, com índice de 43,2%
* O valor conta todas as plataformas, incluindo o PPV

Náutico
Total: R$ 7.656.666
Média por jogo (59): R$ 129.774
Estadual (PE) – R$ 950 mil (valor fixo, 4º lugar)
Nordestão – R$ 600 mil (9º lugar)
Copa do Brasil – R$ 300 mil (67º lugar, 128 avos)
Série B (TV*) – R$ 5.806.666 (20º lugar)
Desempenho: 16V, 14E e 29D, com índice de 35,0%
* O valor conta todas as plataformas, incluindo o PPV

Ceará
Total: R$ 6.311.111
Média por jogo (58): R$ 108.812
Estadual (CE) – R$ 800 mil (valor fixo, campeão)
Primeira Liga – sem cota (10º lugar)
Copa do Brasil – R$ 300 mil (67º lugar, 128 avos)
Série B (TV*) – R$ 5.211.111 (3º lugar)
Desempenho: 31V, 16E e 11D, com índice de 62,6%
* O valor conta todas as plataformas, incluindo o PPV

Fortaleza
Total: R$ 1.700.000
Média por jogo (45): R$ 37.777
Estadual (CE) – R$ 800 mil (valor fixo, 3º lugar)
Nordestão – R$ 600 mil (13º lugar)
Copa do Brasil – R$ 300 mil (59º lugar, 128 avos)
Série C – sem cota* (vice)
Desempenho: 20V, 17E e 8D, com índice de 57,0%
* A TV paga apenas as despesas de viagem, hospedagem e arbitragem

Ranking da CBF em 2017 com Sport (15º), Santa Cruz (25º) e Náutico (32º)

O ranking da CBF em 2017. Crédito: CBF/reprodução

CBF atualizou o ranking oficial de clubes após a realização de todas as competições nacionais em 2017, com a liderança sendo dividida de forma inédita. Palmeiras e Cruzeiro têm rigorosamente a mesma pontuação. Enquanto a raposa mineira volta ao topo após três anos, o verdão chega lá pela primeira vez, considerando os seis anos do modelo atual. Curiosamente, o alviverde paulista conquistou o título brasileiro no ano passado e ficou em segundo na lista, enquanto nesta temporada chegou ao topo sendo vice. Já o grande campeão brasileiro, o Corinthians, figura apenas em 6º lugar.

Líderes do ranking
2012 – 16.208 pontos (Fluminense)
2013 – 15.286 pontos (Grêmio)
2014 – 15.328 pontos (Cruzeiro)
2015 – 14.664 pontos (Corinthians)
2016 – 15.038 pontos (Grêmio)
2017 – 15.288 pontos (Palmeiras e Cruzeiro)

Lembrando que, para esta tabulação oficial, a entidade que comanda o futebol do país adiciona pontos apenas em seus torneios, com as Séries A, B, C e D e a Copa do Brasil. Nada estaduais ou torneios internacionais. Se leva em conta o desempenho (classificação final) nos últimos cinco anos, com pesos diferentes, dando vantagem aos anos mais recentes (veja o sistema aqui).

Com a 15ª colocação obtida no último instante da Série A, o Sport subiu ao 15º lugar do ranking, a sua melhor posição. Com 751 pontos a mais, manteve-se pelo seguindo ano seguido na ponta do Nordeste. Por sinal, na próxima atualização o rubro-negro terá, pela primeira vez, a projeção de pontuação apenas na elite, através das cinco participações seguidas, recorde na região. Apesar do descenso à terceira divisão, o Santa Cruz também melhorou a colocação, agora em 25º, com 480 pontos adicionados em relação à edição passada. É o 4º time nordestino. Para isso, contou com a participação nas oitavas de final da Copa do Brasil – o clube já estreou nesta fase devido ao título da Lampions de 2016. Já o Náutico, também rebaixado, despencou. Foram descontados 869 pontos, com o timbu saindo do Top 30 pela primeira vez. Figura numa modesta 32ª posição nacional, ou 7º na região.

Outros sete clubes pernambucanos estão presentes: Salgueiro (51º, 2.333 pts), Central (83º, 815 pts), América (128º, 459 pts), Serra Talhada (140º, 357 pts), Atlético (157º, 255), Porto (184º, 114 pts) e Ypiranga (201º, 51 pts). Ao todo, 220 clubes estão listados pelo departamento de competições da CBF.

Rankings anteriores: 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016.

Sport
2012 – 19º (8.284)
2013 – 24º (6.740, -1.544)
2014 – 20º (6.970, +230)
2015 – 19º (7.928, +958)
2016 – 17º (8.019, +91)
2017 – 15º (8.770, +751)

Santa Cruz
2012 – 48º (2.704)
2013 – 45º (3.091, +387)
2014 – 36º (3.930, +839)
2015 – 35º (4.310, +380)
2016 – 26º (5.730, +1.420)
2017 – 25º (6.210, +480)

Náutico
2012 – 22º (8.036)
2013 – 21º (7.557, -479)
2014 – 26º (6.470, -1.087)
2015 – 25º (6.139, -331)
2016 – 29º (5.401, -738)
2017 – 32º (4.532, -869)

Abaixo, o gráfico com a evolução das colocações dos sete maiores clubes nordestinos, sendo 3 do Recife, 2 de Salvador e 2 de Fortaleza. Divisões nos âmbitos nacional e regional.

Por causa do Mundial, calendário de 2018 terá Séries A e B de abril até dezembro

O calendário brasileiro em 2018. Crédito: CBF/divulgação

A Copa do Mundo de 2018 será realizada entre 14/06 e 15/07. Durante o torneio na Rússia, as competições oficiais de clubes serão paralisadas, apertando de vez o cronograma. A começar pela pré-temporada, de apenas 14 dias, segundo o novo calendário da CBF. Nove a menos em relação a 2017. Também chama a atenção a antecipação do Brasileiro, como já ocorrera nos três Mundiais anteriores desde que o campeonato passou a ter o mesmo formato, com 20 clubes e pontos corridos. As Séries A e B vão começar um mês mais cedo e vão terminar apenas em dezembro – nunca foram tão espaçadas. Ao menos o período da Copa pode servir como “intertemporada”.

Curiosidade: assim como a Conmebol, que estuda a possibilidade de “jogo único” na final da Libertadores, a CBF considerou justamente esta hipótese para o calendário, publicando observações iniciais. Portanto, caso a ideia não seja implanta ou nenhum brasileiro alcance a decisão, a 38ª rodada da Série A seria antecipada para 02/12, enquanto a 38ª da B seria realizada em 01/12.

Confira o calendário nacional completo clicando aqui.

Período do Brasileiro (20 clubes) em ano de Copa do Mundo
2006 – 15 de abril a 03 de dezembro
2010 – 08 de maio a 05 de dezembro
2014 – 19 de abril a 06 de de dezembro
2018 – 15 de abril a 09 de dezembro

Período dos torneios envolvendo times brasileiros em 2018
Série A – 15/04 a 09/12 (38 jogos)
Série B – 14/04 a 02/12 (38 jogos)
Copa do Brasil – 31/01 a 17/10 (8 fases, até 14 jogos)
Sul-Americana – 31/01 a 28/11 (6 fases, até 12 jogos)
Libertadores – 31/01 a 28/11 (7 fases, até 18 jogos)

Em relação aos campeonatos estaduais do Nordeste (que vão ter menos de 18 datas, o número-base para os demais estados) e à Copa do Nordeste, o calendário detalhado será divulgado apenas em 5 de outubro. A falta de brechas foi um problema no primeiro semestre desta temporada.

Em 2017, a decisão do Campeonato Pernambucano aconteceu 52 dias após a data prevista, uma vez que a agenda proposta não considerou a possibilidade de o Sport avançar em todas as fases possíveis (Nordestão, Copa do Brasil e Sula) até a partida. E olhe que o time leão chegou a jogar duas partidas, pelos torneios regional e estadual, num intervalo de 26 horas! Duas falhas graves.

Abaixo, o período reservado aos campeonatos estaduais (18 datas vermelhas)

O calendário dos campeonatos estaduais em 2018