Troféu Gena poderá ser decidido no número de expulsões ou em sorteio

O regulamento do Troféu Gena, a simbólica disputa no centenário do Clássico das Emoções

Náutico e Santa já disputaram sete clássicos em 2017, contando Estadual, Nordestão e Brasileiro. O retrospecto é equilíbrio puro, com 2 vitórias pra cada, 6 gols pra cada e 1 vermelho pra cada, além de três empates. Oficialmente, resta apenas uma partida na temporada, pelo returno do Série B.

É o jogo que decidirá o campeão do Troféu Gena, a simbólica premiação celebrando o centenário do Clássico das Emoções. Só a agora a FPF publicou o “ato comemorativo nº 1″ com o regulamento oficial da taça, que soma os resultados de todas as competições oficiais no ano. Se em 2016, no Troféu Givanildo Oliveira, havia a possibilidade de divisão, em caso de igualdade em pontos, desta vez a federação resolveu adotar mais critérios.

Quem ganhar a 8ª partida, leva. Em caso de empate, são dois caminhos. Como o saldo de gols está empatado, na prática vale o número de expulsões! Hoje, também idêntico, com Luís Eduardo (alvirrubro) e Jaime (tricolor) expulsos logo no primeiro clássico, em janeiro. E se houver empate pela 4ª vez e nenhuma expulsão? Aí, teremos um sorteio às 16h30 do dia 6 de novembro, uma segunda-feira, na sede da FPF…

Jogos disputados em 2017
29/01 – Náutico 1 x 1 Santa Cruz, Estadual (Arena, 4.622 pessoas)
04/02 – Santa Cruz 1 x 0 Náutico, Nordestão (Arruda, 5.086)
12/03 – Náutico 1 x 0 Santa Cruz, Nordestão (Arena, 6.692)
10/04 – Santa Cruz 1 x 2 Náutico, Estadual (Arruda, 5.055)
06/05 – Náutico 1 x 2 Santa Cruz, Estadual (Arena, 2.592)
18/05 – Santa Cruz 1 x 1 Náutico, Estadual (Arruda, 3.387)
15/07 – Náutico 0 x 0 Santa Cruz, Série B (Arena, 13.450)
Média de público: 5.840

Jogo a disputar em 2017
04/11 – Santa Cruz x Náutico, Série B (Arruda) 

Classificação após 7 clássicos
Náutico – 9 pontos; 2 vitórias, 3 empates e 2 derrotas; 6 GP/6 GC; 1 vermelho
Santa – 9 pontos; 2 vitórias, 3 empates e 2 derrotas; 6 GP/6 GC; 1 vermelho

A voz do torcedor sobre o Pernambucano de 2018: pontos corridos ou mata-mata?

Site "A Voz do Torcedor", sobre sugestões para o Pernambucano 2018. Crédito: FPF/reprodução

O torcedor pernambucano poderá sugerir o formato do campeonato estadual de 2018. O blog já havia antecipado a possibilidade, confirmada com o lançamento do site especial vozdotorcedor.com.br.

“A FPF abre um canal exclusivo para dar voz ao torcedor. Uma janela virtual para que o torcedor, de forma livre e democrática, contribua com a sua opinião para um Campeonato Pernambucano forte. É possível participar desde a indicação de uma fórmula para o campeonato até a opinião de quais pontos são fundamentais para que o torcedor esteja motivado a comparecer aos jogos no estádio. As sugestões serão apresentadas ao Conselho Arbitral.”

As respostas podem ser enviadas até 20 de agosto. Após o cadastro com idade, gênero e clube do coração, o torcedor responde imediatamente sobre a melhor fórmula: pontos corridos ou mata-mata. Pois é. Em tese, o campeonato pode deixar de ter uma final garantida após oito edições consecutivas.

Há um mês, a FPF anunciou que o Estadual de 2018 teria 11 times, subindo só um da segundona. Segundo o novo site, as 12 equipes seriam mantidas.

Nos pontos corridos, com 11 rodadas (supostamente), leva quem somar mais pontos. Entre 2004 e 2010, a competição ocorreu de forma parecida, com pontos corridos nos turnos. Porém, em caso de igualdade o regulamento previa jogos extras. Pelo novo questionário, o desempate seguiria o formato tradicional (vitórias, saldo, gols marcados, confronto direto e sorteio).

Caso o torcedor opte pelo mata-mata, é preciso responder duas perguntas.

Quantos grupos na primeira fase?
1 (12 times)
2 (6 times)
3 (4 times)
4 (3 times) 

Quantos jogos de mata-mata?
Quartas de final, semifinal e final
Semifinal e final (formato em vigor desde 2010)
Apenas final

O projeto foi apresentado na sede da FPF durante a primeira reunião para a formatação do torneio, com a presença de dirigentes e de jornalistas. Qual seria a sua sugestão para o Campeonato Pernambucano de 2018? Comente.

Abaixo, à parte do questionário da FPF, uma enquete sobre o formato…

Qual a sua fórmula ideal para o Campeonato Pernambucano de 2018?

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Reunião na sede da FPF para debater o formato do Pernambucano 2018. Foto: FPF/twitter (@fpfpe)

Por unanimidade, o TJD veta impugnação da final e confirma título de 2017 ao Sport

Tribunal

O resultado era previsto. Mesmo que o Tribunal de Justiça Desportiva, o TJD, votasse a favor da impugnação da finalíssima do Campeonato Pernambucano, vencida pelo Sport por 1 x 0, é difícil imaginar que a instância superior, o STJD, aceitasse a resolução. Afinal, a jurisprudência teria efeito dominó, tornando qualquer (suposto) erro em base para anulação de jogos de futebol.

Por este viés jurídico e pela imprecisão da imagens da tevê para definir o erro na saída de bola no Cornélio de Barros, os oito auditores presentes (Vitor Fretas, Claudio Pessanha, João Firmino, Thales Cabral, Hilton Galvão, Carlos Gil, Gilmara Leal e Felipe Tadeu) negaram a petição de Luciano Rocha, o goleiro reserva do Salgueiro. Ele havia entrado na justiça em 6 de julho alegando um “erro de direito”. No julgamento, a sua tese foi sustentada pelo tiro de meta marcado pelo árbitro Wilton Sampaio, após sinalização do auxiliar Marcelo Van Gasse, em vez do prosseguimento da jogada, que terminaria num gol do carcará – lembrando que o artigo 84 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva prevê a anulação (em qualquer fase) em erros de direito. Porém, foi considerado “erro de fato”, ou interpretação equivocada do lance.

Com o resultado no tribunal, instalado dentro da sede da FPF, na Boa Vista, o título estadual de 2017 foi confirmado para o leão. Foi a segunda vez em uma década que o TJD local julgou um caso do tipo. Em 2007, chegou a modificar o resultado do jogo entre Central e Vera Cruz, de 2 x 1 para a 2 x 2, numa decisão bem polêmica – posteriormente anulada, por unanimidade, no STJD.

O título está decidido… Mas a bola saiu ou não após o escanteio?

Lista de campeões pernambucanos (1915-2017)
41 – Sport
29 – Santa Cruz
21 – Náutico
6 – América
3 – Torre
2 – Tramways
1 – Flamengo do Recife

Obs. Cabe recurso no STJD, onde a chance de reversão é irrisória.

Emerson Sobral, de árbitro recordista de mata-matas e geladeiras a diretor da Ceaf

Emerson Sobral como árbitro e dirigente. Fotos: Ricardo Fernandes/DP e FPF/divulgação

A formação de Emerson Sobral na arbitragem ocorreu em 1995. Trabalhou no futebol pernambucano, onde chegou a obter a categoria “CBF”, deixando o quadro em 2017, já aos 43 anos. Na verdade, ocorreu uma transferência, assumindo imediatamente a Comissão Estadual de Arbitragem de Futebol, a Ceaf-PE, no lugar de Salmo Valentim. Como se sabe, o quadro local não é dos melhores – na visão do blog -, com um número elevado de lambanças. E Emerson Sobral está intimamente ligado a isso. Embora seja o recordista de jogos na fase decisiva do Campeonato Pernambucano, com sete aparições entre semifinais e finais (apitou a decisão de 2015), o agora dirigente também acumulou o maior número de punições por erros cometidos. Nesta década, foi três vezes para a “geladeira” (abaixo), sendo duas no cenário local e uma no Brasileirão. Com essa experiência, terá bastante trabalho a partir de agora.

“Participamos de um dos estaduais reconhecidamente mais difíceis do país pela sua tradição e competitividade e tudo isso nos coloca como sendo um dos melhores quadros de árbitros do Brasil.”

18/01/2012 (punido no Estadual)
Afastado ao errar em dois jogos. No 1º, deixou de expulsar o zagueiro André Oliveira, do Santa. No 2º, não marcou um pênalti em cima de Rogério, do Náutico, e depois assinalou um pênalti inexistente sobre o mesmo jogador.

24/03/2013 (punido no Estadual)
No jogo Ypiranga 2 x 2 Sport, na oitava rodada do segundo turno, assinalou um pênalti polêmico para a Máquina de Costura e marcou uma falta inexistente aos 44 do 2º tempo, no lance que acabou saindo o último gol.

02/09/2015 (punido na Série A)
Na partida entre Ponte Preta e Cruzeiro, pelo Brasileirão, em Campinas, deixou de marcar dois pênaltis, um para cada time. No caso do time mineiro, marcou a falta fora da área. No lance da Macaca, sequer assinalou falta.

Número de jogos de Sobral no Pernambucano (e o % sobre o torneio)
2014 – 16 jogos (11,4% de 140)
2015 – 14 jogos (11,2% de 124)
2016 – 11 jogos (11,4% de 96)
2017 – 11 jogos (11,5% de 95)

Ranking de jogos no mata-mata do Pernambucano (desde 2010)
7 partidas - Emerson Sobral (PE)
6 partidas - Sebastião Rufino Filho (PE)
4 partidas - Nielson Nogueira (PE)
3 partidas – Gilberto Castro Júnior (PE) e Marcelo de Lima Henrique (Fifa-RJ / PE) e Wilton Sampaio (Fifa-GO)

Confira a lista completa de árbitros no mata-mata local clicando aqui.

Após sete clássicos, o Troféu Gena segue empatado. Decisão sai no 8º. Ou divisão?

Série B 2017, 14ª rodada: Náutico x Santa Cruz. Foto: Peu Ricardo/DP

O empate sem gols na 14ª rodada da Série B deixou a decisão sobre o simbólico título do centenário do Clássico das Emoções para o último confronto do ano. Após sete jogos, são 2 vitórias do Náutico, 2 do Santa e 3 empates, com qualquer placar valendo um destinto diferente para o Troféu Gena. Literalmente. Além da óbvia situação de resultado positivo para cada um, o empate dividira o prêmio. Pois é. Pelo regulamento, o mesmo adotado no Troféu Givanildo Oliveira, no centenário de Sport x Santa em 2016, não há saldo de gols, valendo apenas a pontuação somada em competições oficiais.

A princípio, a FPF só encomendou um troféu, que faz homenagem ao lateral-direito hexacampeão pernambucano pelo alvirrubro (63-68) e tetra pelo tricolor (70-73). Em caso de empate (e, consequentemente, divisão do título), uma peça idêntica seria produzida, com os dois clubes agraciados posteriormente. À parte disso, o Santa Cruz passa ter uma leve vantagem, uma vez que decidirá em casa, além de ter uma campanha melhor no Campeonato Brasileiro, embora o jogo esteja agendado para daqui a quatro meses.

Apesar do ano emblemático, o público não foi bom. Apenas um jogo passou de 10 mil pessoas. Ao todo, 40.884 espectadores, com média de 5.840.

Jogos disputados em 2017
29/01 – Náutico 1 x 1 Santa Cruz, Estadual (Arena, 4.622)
04/02 – Santa Cruz 1 x 0 Náutico, Nordestão (Arruda, 5.086)
12/03 – Náutico 1 x 0 Santa Cruz, Nordestão (Arena, 6.692)
10/04 – Santa Cruz 1 x 2 Náutico, Estadual (Arruda, 5.055)
06/05 – Náutico 1 x 2 Santa Cruz, Estadual (Arena, 2.592)
18/05 – Santa Cruz 1 x 1 Náutico, Estadual (Arruda, 3.387)
15/07 – Náutico 0 x 0 Santa Cruz, Série B (Arena, 13.450) 

Jogo a disputar em 2017
04/11 – Santa Cruz x Náutico, Série B (Arruda) 

Classificação após 7 clássicos
9 pontos – Náutico (2v-3e-2d)
9 pontos – Santa Cruz (2v-3e-2d)

10 anos depois, nova ação para anular um jogo do Estadual. Não deve progredir…

Pernambucano 2017, final: Sport 1x1 Salgueiro. Imagem: Rede Globo/reprodução

O Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) de Pernambuco irá julgar o pedido de impugnação da final do Campeonato Pernambucano de 2017, numa petição impetrada pelo goleiro Luciano, reserva do Salgueiro. Saiba mais aqui.

A princípio, não significa uma mudança efetiva no título conquistado pelo Sport, mas basicamente o regimento normal do tribunal. De toda forma, entramos em mais uma discussão sobre “erro de fato” e “erro de direito” no futebol, um vez que o artigo 84 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, o CBJD, prevê a anulação (em qualquer fase) em caso de erros de direito.

Sobre a diferença dos erros, alguns exemplos:

Erro de fato
Interpretação equivocada dos lances, não das regras. Exemplos: não enxergar um impedimento ou se a bola entrou ou não no gol, em lances ajustados.

Erro de direito
Ir de encontro às regras do jogo, como não enxergar um time com 12 jogadores em campo, quatro substituições de um mesmo time, três cartões amarelos para um mesmo atleta etc.

A ação sertaneja sobre a anulação é baseada no livro de regras da CBF, que determina que o assistente esteja alinhado “atrás da bandeira do escanteio, no prolongamento ideal da linha de meta”. O auxiliar Marcelo Van Gasse não estava nesse posicionamento no Cornélio. Contudo, o “alinhamento” também pode ser subjetivo, a partir do melhor ângulo do assistente.

Sobre a decisão de um tribunal acerca de um resultado, esta é a segunda vez que isso ocorre no Estadual, dez anos depois. Em 18 março de 2007, o Central venceu o Vera Cruz por 2 x 1. Porém, o visitante chegou a empatar, através de Rivelino. No chute aos 39/2T, de fora da área, a bola furou a rede. E o árbitro Wilson Souza não viu! Deu tiro de meta. Então, o clube de Vitória de Santo Antão entrou com uma ação alegando erro de direito. E ganhou em primeira instância. Em 4 de abril, no TJD, teve 4 x 2 a favor, mudando o jogo para 2 x 2. Ocorre que a patativa recorreu e o caso chegou ao STJD, onde a decisão anterior caiu por unanimidade – com isso, o Central acabou sendo vice-campeão pernambucano, assegurando vaga na Copa do Brasil de 2008. Na decisão superior, o seguinte texto:

“Por unanimidade de votos, rejeitada preliminar de intempestividade (com a ressalva do Dr. Auditor Paulo Valed Perry , que existe nos autos, prova do requerimento tempestivo da lavratura do acórdão), para no mérito, dar-lhe integral provimento, declarando improcedente a impugnação de partida , mantendo o resultado obtido em campo entre as equipes: Central Sport Club x Vera Cruz Futebol Club.”

Neste novo caso local não seria alteração do placar, mas a anulação completa do jogo. Além da questão sobre o posicionamento do assistente, pesa a definição se a bola saiu ou não após a cobrança de escanteio. É preciso ter certeza, pois trata-se de um lance objetivo – mesmo com a utilização, em tese no país, do árbitro de vídeo. Por sinal, após a final no Cornélio de Barros, o blog foi contatado pela FPF, que também ouviu outros três jornalistas. Em todos os casos foram feitas duas perguntas, anexadas ao relatório sobre o árbitro de vídeo, encaminhado à Fifa. Reproduzo o meu caso:

1) Com o recurso das imagens da transmissão (ângulos distintos e replay), você diria que a bola saiu?
Acho que a bola não saiu. 

2) Com as imagens exibidas sobre o lance, você cravaria que a bola não saiu?
Não, não cravo.

A incerteza se estendeu aos demais.

Portanto, embora considere que o Salgueiro (ou Luciano) tenha o direito de buscar os seus direitos na justiça desportiva, o êxito neste caso é improvável. No TJD e sobretudo no STJD, pouco afeito a jurisprudências do tipo.

Pernambucano 2007, 2º turno: Central 2 x 1 Vera Cruz. Crédito: Rede Globo/reprodução

As possíveis vagas pernambucanas no Nordestão de 2018. Do campeão ao 6º

Sorteio da Copa do Nordeste. Foto: Lucas Figueiredo/CBF

A notícia sobre a desfiliação de Sport e Náutico na Copa do Nordeste pode mudar bastante a composição pernambucana na competição. Por sinal, paralelamente ao anúncio houve o sorteio da fase preliminar do regional, na CBF, com Santa x Itabaiana valendo um lugar na fase principal do torneio. À parte de possíveis adesões ao movimento de saída idealizado pelos clubes do Recife, veja os quatro cenários locais para o regional de 2018. Até porque, independentemente da escolha dos filiados, a FPF tem direito a três vagas.

Em todos os cenários, apenas um clube estaria garantido: o Salgueiro.

Sport e Náutico fora
Os dois clubes formalizaram o pedido de desfiliação da Liga do Nordeste em 30 de junho, último dia do prazo para desistências do Nordestão 2018. A CBF ainda irá consultar os clubes sobre o ato. Na prática, apenas a saída do Sport mudaria a composição local.

Fase de grupos: Salgueiro (vice no PE) e Santa Cruz (3º no PE)
Pré: Belo Jardim (5º no PE)

Sport fora, Náutico dentro
O presidente leonino, Arnaldo Barros, afirmou que desfiliação significa a saída do leão do torneio no “modelo atual”. No caso alvirrubro, a decisão foi tomada pelo presidente executivo, Ivan Brondi. Contudo, o conselho deliberativo do timbu entende que o ato também deveria ter a aprovação do órgão. Impasse.

Fase de grupos: Salgueiro (vice em PE) e Santa Cruz (3º no PE)
Pré: Náutico (4º no PE)

Sport, Náutico e Santa fora
Na coletiva, com dirigentes rubro-negros e alvirrubros, foi dito que o Santa havia solicitado à CBF a retirada de seu nome do sorteio da fase Pré – o que não ocorreu. Em nota oficial, o tricolor informou que ainda irá submeter a ideia de desfiliação da liga ao conselho (sem data). Ao considerar esta hipótese, é preciso ignorar o prazo dado pela CBF para desistências (até 30/06).

Fase de grupos: Salgueiro (vice em PE) e Belo Jardim (5º no PE)
Pré: Central (6º no PE)

Sport e Náutico dentro
Caso a desfiliação não seja suficiente – juridicamente falando – para a saída da próxima Lampions League, as três vagas locais seguiriam com o pódio do último Campeonato Pernambucano. E o timbu seguiria fora.

Fase de grupos: Sport (campeão em PE) e Salgueiro (vice no PE)
Pré: Santa Cruz (3º no PE)

Sport lidera o público do Estadual 2017, o segundo mais esvaziado em 28 anos

Pernambucano 2017, final: Sport 1x1 Salgueiro. Imagem: Rede Globo/reprodução

Na década atual, o campeão pernambucano sempre teve como característica a liderança conjunta no ranking de público. Foi assim com o Santa Cruz em 5 oportunidades e com o Sport em 2, a última agora em 2017, já marcada como a segunda edição mais esvaziada desde que a FPF passou a contabilizar a presença média de torcedores na competição, em 1990. Caiu pelo terceiro ano seguido, chegando a 2.402 pessoas. Em termos absolutos não teve jeito. Com 209 mil espectadores, entre pagantes e não pagantes, foi a pior edição.

Para se ter uma ideia, o índice leonino não chegou nem a 10 mil pessoas, sendo a primeira vez entre os dados levantados pelo blog, a partir de 2005 (gráfico abaixo). Até porque jogou 6 vezes com formações reservas. Não por acaso, o seu maior público (e também do Pernambucano) foi bem modesto, com 22 mil torcedores no jogo de ida da final. E a grande decisão, no Sertão, acabou sendo a de público mais baixo que se tem notícia no futebol local: 5.544 torcedores. Além da capacidade reduzida do Cornélio, pesou, bastante, a desorganização do torneio, com seguidas mudanças de data.

Naturalmente, a arrecadação seguiu a mesma curva descendente. E o dado geral assusta. Em 87 jogos com borderô, pois 8 partidas sequer puderam ter público devido à falta de laudos técnicos, a bilheteria foi de R$ 2,4 milhões, com queda de 43% em relação a 2016, com R$ 4,7 mi ao todo. Com direito a 8% de todas rendas, a FPF ficou com R$ 213 mil.

Os números de público e renda do Campeonato Pernambucano de 2017…

Os 5 maiores públicos
22.757 – Sport 1 x 1 Salgueiro (Ilha do Retiro, 06/05)
22.056 – Santa Cruz 1 x 0 Salgueiro (Arruda, 15/04)
19.541 – Náutico 1 x 1 Sport (Arena, 23/04)
15.082 – Sport 3 x 2 Náutico (Ilha do Retiro,16/04)
12.408 – Santa Cruz 1 x 1 Sport (Arruda, 18/02)

1º) Sport (7 jogos como mandante, na Ilha do Retiro)
Público: 62.428 torcedores
Média de 8.918 
Renda: R$ 1.102.285
Média de R$ 157.469 

2º) Santa Cruz (7 jogos como mandante, no Arruda)
Público: 53.299 torcedores
Média de 7.614
Renda: R$ 466.550
Média de R$ 66.650 

3º) Náutico (7 jogos como mandante, na Arena Pernambuco)
Público: 37.420 torcedores
Média de 5.345 
Renda: R$ 525.390
Média de R$ 75.055 

4º) Salgueiro (10 jogos como mandante, no Cornélio de Barros)
Público: 29.697 torcedores
Média de 2.969 
Renda: R$ 295.980 
Média de R$ 29.598 

5º) Central (8 jogos como mandante; 3 no Antônio Inácio, 2 no Lacerdão, 1 na Arena, 1 no Carneirão e 1 no Arruda)
Público: 8.573 torcedores
Média de 1.071  
Renda: R$ 116.750  
Média de R$ 14.593  

6º) Belo Jardim (8 jogos como mandante; 5 no Antônio Inácio, 2 no Arruda e 1 na Arena)
Público: 3.572 torcedores
Média de 446 
Renda: R$ 26.522 
Média de R$ 3.315 

Geral – 87* jogos (1ª fase, hexagonais e mata-mata)
Público total: 209.059 
Média: 2.402 pessoas
Arrecadação: R$ 2.673.367 
Média: R$ 30.728 
* Mais 8 jogos ocorreram de portões fechados 

Fase principal – 38 jogos (hexagonal do título e mata-mata)
Público total: 182.724 
Média: 4.808 pessoas
Arrecadação total: R$ 2.444.211 
Média: R$ 64.321 

O ranking de pontos do Campeonato Pernambucano, de 1915 a 2017

O Campeonato Pernambucano de 2017 teve 95 partidas, com doze clubes envolvidos na disputa. Esses dados alimentaram o ranking histórico de pontos, num levantamento a partir da pesquisa de Carlos Celso Cordeiro. O seu legado se mantém e aqui o blog atualiza a tabela (abaixo), com o Sport na liderança absoluta, com 196 pontos a mais que o rival Santa. Em relação à edição de 2017, o destaque fica com o Salgueiro, apesar do vice. O carcará foi, disparado, o clube que mais pontuou no torneio, pois liderou tanto o hexagonal do título quanto a primeira fase, que não contou com os grandes clubes da capital. Ao todo, jogou 20 vezes, com 13 vitórias, 4 empates e apenas 3 derrotas. Pulou do 14º para o 12º lugar. Está a 28 pontos do top ten.

Sobre o ranking de títulos do futebol local, clique aqui.

O blog tomou a liberdade de padronizar a pontuação e estabelecer algumas ressalvas entre os 64 clubes que já disputaram ao menos um certame local – o Afogados foi estreante nesta temporada, já aparecendo em 53º na lista.

1) Três pontos por vitória. Oficialmente, o critério só foi introduzido no Estadual de 1995. Porém, para um levantamento geral, isso acabava resultando numa distorção (para baixo) nos clubes com triunfos obtidos antes desse período.

2) Um ponto por empate. O critério pode até parecer lógico – já era assim na pioneira competição de 1915 -, porém, em alguns anos, como 1998, o empate com gols valeu dois pontos e o empate sem gols, um.

3) Clubes que mudaram de nome/escudo/uniforme, mas, oficialmente, mantiveram o registro de fundação, são considerados pela FPF como a mesma agremiação. Idem na lista. No ranking, valeu o último nome utilizado (no fim, como curiosidade, as campanhas de cada denominação).

Ferroviário do Recife: Great Western e Ferroviário (R)
Atlético Caruaru: Esporte Caruaru e Atlético Caruaru
Manchete: Santo Amaro, Casa Caiada, Recife e Manchete 

4) No caso de clubes de um mesmo município com características bem semelhantes (padrão, nome e/ou escudo), mas que foram inscritos (legalmente) como agremiações distintas, valeram as campanhas separadas.

Do Cabo de Santo Agostinho:
Destilaria (1992-1995)
Cabense (1996-2011) 

De Vitória de Santo Antão:
Desportiva Pitu (1974)
Desportiva Vitória (1991-2006)
Acadêmica Vitória (2009-2016).

5) Em 1915, a Colligação SR jogaria 5 vezes, mas só foi a campo 2, levando o W.O. em três oportunidades. Em ação, perdeu de Santa (1 x 0) e Flamengo do Recife (3 x 0). Por isso, tem menos gols sofridos (4) que derrotas (5)!

6) As fase preliminares e hexagonais da permanência foram contabilizados com o mesmo peso das fases principais. 

O ranking de pontos do Campeonato Pernambucano, de 1915 a 2017. Arte: Cassio Zirpoli/DP

A avaliação da CBF sobre o árbitro de vídeo no Cornélio de Barros: protocolar

O trabalho do Árbitro de Vídeo no Cornélio de Barros. Foto: CBF/youtube

O título pernambucano de 2017 foi decidido em um golaço de Everton Felipe, mas o lance marcante da final foi o gol anulado do Salgueiro, aos 24 minutos do segundo tempo, pouco antes do tento do Sport. Após a cobrança de escanteio, o auxiliar marcou a saída de bola, com a curva ultrapassando a linha de fundo. A bronca é que a jogada prosseguiu e o carcará balançou as redes, com Álvaro. Então, o árbitro Wilton Sampaio acionou o árbitro de vídeo, que teve acesso às mesmas imagens das 15 câmeras da Globo Nordeste, transmitidas para 976 mil telespectadores, ao vivo. E a decisão original foi mantida, com o tiro de meta (oficialmente, sequer foi “gol anulado”). A polêmica foi além da conta – e o blog entende que a bola não saiu.

Aqui, a avaliação oficial da CBF, uma vez que o jogo foi o segundo teste no país com o recurso tecnológico. O primeiro foi justamente no jogo de ida.

“Na cabine do Árbitro de Vídeo, Péricles Bassols (CBF) começou a conferir os replays. Uma imagem ampliada com o zoom eletrônico da microcâmera dentro do gol dava a impressão de bola fora, mas ele concluiu que o lance era duvidoso. Seguindo o protocolo aprovado pelo International Football Association Board (Ifab), Bassols recomendou que Wilton revisse as imagens no monitor colocado ao lado do campo. Sampaio checou e avaliou que a marcação inicial deveria ser mantida”

A seguir, as aspas dos principais responsáveis pelo recurso no sertão.

“Manoel Serapião (autor do projeto do árbitro de vídeo)
“Avalio de forma muito positiva, sobretudo porque houve uma atuação eficaz. Houve uma revisão que inferiu e proporcionou uma decisão correta da arbitragem num lance absolutamente ajustado, que só o árbitro de vídeo poderia concluir”

Alício Pena Júnior (vice-presidente da comissão nacional de arbitragem)
“Tudo cumprido dentro do protocolo estabelecido pela Fifa para a utilização do árbitro de vídeo, a também pela Ifab. Mesmo com essas dificuldades de posicionamento de câmera e da cabine de tamanho um pouco reduzido cumpriu-se o protocolo e as exigências que nos foram determinadas. Entendo que é mais um grande passo na estabilização e utilização desse processo”

Péricles Bassols (árbitro consultor na cabine)
“Tem um lance que suscita dúvida, um lance fino, de bola dentro ou fora, e em seguida nós temos um gol que se a bola é fora, teria sido irregular. Como foi muito justo, a gente tem que sugerir a revisão. Revisão sugerida, o árbitro vai até a tela, revê o lance e lá ele constata o que viu no campo e mantém a sua decisão de que a bola saiu, porque ele constata a mesma coisa que ele viu in loco, sem câmera. E aí as visões se complementam e chega à decisão final”

Confira a avaliação sobre o árbitro de vídeo no jogo ida clicando aqui.