18 centésimos = eternidade

Apenas 18 centésimos. Inferior a um piscar de olhos. Mas inferior também ao tempo de outras 16 mulheres do mundo. Foi esse tempinho que faltou para a nadadora Joanna Maranhão igualar a sua marca pessoal nos 400 metros medley, na madrugada deste sábado, em Pequim. A pernambucana – 3ª do estado a participar dos Jogos de 2008 – completou a prova em 4min40s18, contra 4min40 cravados em Atenas, quatro anos atrás.

Do histórico lugar na Grécia, Joanna teve que se contentar com um 17° dessa vez. E se contentou mesmo, pois essa militante rubro-negra saiu eufórica da piscina. Uma volta por cima na carreira daquela então adolescente (17 anos) em 2004, cujos resultados entraram em declínio após as Olimpíadas. Mas essa diferença num curto período de tempo, no entanto, trouxe à tona o avanço exponencial da natação.

Um crescimento que faz um supercampeão como o norte-americanno Michael Phelps, que ganhou 6 medalhas de ouro em 2004, chegar na China querendo 8 dessa vez. E o cartão de visitas já foi dado, com um recorde olímpico no primeiro dia de disputa (4min07s82, nos mesmos 400 metros medley do Joanna). Sem dúvida alguma, poucos esportes avançam tanto de uma olimpíada para outra como a natação, cujos recordes são destruídos a cada novo ciclo olímpico. Inclusive 18 centésimos. Ou quase isso…

Joanna Maranhão, nas Olimpíadas (400m medley)

2004 – 4min40s00 – 5° lugar
2008 – 4min40s18 – 17° lugar

One Reply to “18 centésimos = eternidade”

  1. Sinceramente, não acreditava que ela fosse nadar tão bem (em relação ao que ela vinha nadando). Fiquei surpresa. Espero que nade ainda melhor as outras duas provas. Joanna merece, mesmo sendo rubro-negra.

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