Ele estava lá

Copa do Mundo de 1930: Uruguai 4 x 2 Argentina

La Plata, 5 de fevereiro de 1910.

Nesta cidade argentina, a 50 quilômetros da capital Buenos Aires, nascia neste dia Francisco Varallo. Um goleador nato, ainda “guri”. Com apenas 14 anos disputou a 1ª divisão da Argentina. 😯

Após defender o Gimnasia Y Esgrima, de sua cidade, partiu para a capital do país. Foi jogar num tal de Boca Juniors.

Lá, assinou o seu primeiro contrato profissional, por 7 mil pesos. Com a camisa xeneize, ele fez valer cada centavo investido pelo clube mais popular da Argentina.

Varallo foi campeão nacional em 1931 1934 e 1935. Em 222 partidas pelo Boca, marcou incríveis 194 gols! Marca que o transformou no maior artilheiro do clube. Só perdeu esse status em 2008, quando foi ultrapassado por Martín Palermo.

Ok… E daí!?

Francisco Varallo, ou simplesmente “Don Pancho”, é o único atleta vivo entre os 245 jogadores que participaram da Copa do Mundo de 1930, a primeira da história. Ao todo, 13 seleções disputaram o Mundial do Uruguai. Com apenas 20 anos, ele disputou a final contra os uruguaios, mas ficou o gosto amargo do vice.

Uma lesão no joelho esquerdo fez com que Varallo encerrasse a carreira com apenas 29 anos. Há 71 anos, ele vive com a lembrança de um final de Copa.

Abaixo, um vídeo raríssimo daquele Mundial. Imagens que Francisco Varallo viveu in loco, no gramado. Nesta sexta-feira, ele chega a um século de vida, podendo contar a todos, argentinos ou não: “Eu estava lá. Eu vi. Eu joguei!”

Vídeos das Multidões

Os 41.019 torcedores que foram ao Mundão fizeram um espetáculo à parte no clássico. Dentro do estádio. Ali, nada de incidentes. Fora do Arruda, os problemas de sempre, protagonizados pelas torcidas organizadas de Sport e Santa Cruz.

Tumulto nos ônibus, pedras pra todo lado, brigas… E olhe que eram 770 policiais no esquema de segurança.

Além disso, centenas de torcedores do Leão ficaram de fora, com ingresso na mão. Não faz sentido. É a falência da organização de um jogo…

Mas vale a pena falar da festa também. Sem a presença das camisas das organizadas, era comum ver torcedores tricolores e rubro-negros caminhando lado a lado em direção ao Arruda, sem problema algum. Só com a tradicional tiração de onda mesmo. 😎

E com tanta gente no estádio e com a tecnologia atual, muitos vídeos foram produzidos pelos próprios torcedores. Abaixo, um vídeo do rubro-negro Alberto Gillardino.

Também gravou um vídeo no clássico? Mande o link para o blog!

Ranking dos pênaltis e dos cartões vermelhos (7)

Cartão vermelhoPela primeira vez em 2010, nenhum número novo nos rankings atualizados pelo blog numa rodada. No Clássico das Multidões e no Gileno de Carli, nada de cartão vermelho. Nos seis 6 jogos da 7ª rodada do Estadual, nenhum pênalti. Ou seja, o post mantém os dados da última atualização. Confira.

Pênaltis a favor
3 pênaltis
– Central (1)
2 pênaltis – Sport (2), Vitória e Santa Cruz
1 pênalti – Porto, Sete de Setembro e Vera Cruz
Nenhum pênalti – Araripina, Cabense, Ypiranga, Salgueiro e Náutico

Pênaltis cometidos
3 pênaltis – Porto
2 pênaltis – Vitória e Sport (2)
1 pênalti – Salgueiro, Sete de Setembro, Santa Cruz, Náutico e Cabense
Nenhum pênalti – Araripina, Vera Cruz, Ypiranga e Central (1)

Legenda
(1) O Central perdeu uma penalidade.
(2) O Sport defendeu uma cobrança.

  • Cartões vermelhos

1º) Náutico – 3 adversários expulsos (nenhum do Timbu)
2º) Santa Cruz – 3 adversários expulsos (2 jogadores do Santa receberam o vermelho)
3º) Sport – 1 adversário expulso (nenhum do Sport)

Equação sem solução

MatemáticaSequência de 3 derrotas na conta.

O técnico Lori Sandri na corda bamba.

Um time pra lá de limitado tecnicamente.

7º lugar na classificação. 😯

E uma média de público de público de 26.676…

Uma massa dessa na arquibancada e a distância do G-4 do Campeonato Pernambucano.

Pense nisso… A equação não bate! Parece não ter solução. Aliás… Até tem: contratações. Mas aí vem a segunda conta, que precisa de algo “simples”: cash.

Uma conta parece não ser difícil de fazer… Contabilizar o número de promessas de FBC. Algumas foram cumpridas, como o estádio. Já o time, segue numa pindaíba surreal.

Até quando, Santa Cruz?

Diferenciado

Pernambucano-2010: Cabense 0 x 1 Náutico

O começo morno do Náutico no Estadual ficou para trás.

O Timbu pegou no tranco. Já são 4 vitórias consecutivas.

Jogando bem ou mal, os resultados estão acontecendo para a turma de Rosa e Silva. Quando a situação apresenta um pouco mais de dificuldade é necessário esperar por alguém diferenciado no grupo.

E, assim, Carlinhos Bala diz “presente” na chamada.

Na noite desta quarta-feira, no alçapão do Gileno de Carli, o atacante acertou o ângulo do goleiro da Cabense.

Um golaço. Suficiente para a magra vitória por 1 x 0. Placar magro? Pontuação gorda.

O Alvirrubro se mantém em 2º lugar, na cola do rival rubro-negro (16 x 17).

Tudo bem que o Timbu viu a Cabense dar trabalho, assim como o Araripina, o Santa Cruz e até o Sete de Setembro. Os próprios alvirrubros reconhecem. Marcação frouxa, ataque sem consistência… Meio-campo sem tanta criatividade.

No entanto, o Náutico ainda conseguiu vencer todos esses jogos citados. Força do conjunto? Talvez. A presença de boas peças também é fundamental.

E a principal peça continua sendo o velho Bala…

Foto: Helder Tavares/DP

Santa Cruz consagra Ciro

Pernambucano-2010: Santa Cruz 1 x 3 Sport

O grande jogo que todos esperavam.

O grande público, que todos sabiam.

Os gols de Ciro, que muitos não queriam. E que outros tantos rezaram para acontecer.

E aconteceu. Em dose dupla.

Com vaga pra mais. E até teve, mas nos pés de Eduardo Ramos.

Do outro lado, o gol de honra de Joelson, o mínimo que se espera de um gigante de 96 anos, cujo time colaborou – e muito – para a atuação leonina.

O dia 3 de fevereiro pertence ao Santa Cruz. Na noite desta quarta-feira, o atacante leonino de 20 anos pediu a data emprestada para escrever novamente o seu nome no Clássico das Multidões. Foi, literalmente, uma “assinatura”. De gente grande.

Ciro chegou a 4 gols em 3 clássicos contra os corais. Ele não quer aceitar a alcunha de “carrasco”. Tem o direito. Porém, é difícil enxergar algo diferente. Rápido, forte (agora) e com ótima pontaria. O Ciro que não apareceu na Série A. Antes tarde do que nunca…

Em sua melhor apresentação em 2010 (3 dias após a pior), o Sport anulou a festa coral e venceu de forma categórica por 3 x 1. Sem dó. O técnico Givanildo Oliveira, que costuma ser muito contido nos elogios, falou com tranquilidade.

“É difícil apontar o melhor setor do time.  O ataque se mexeu muito, o meio-campo foi compacto, a zaga saiu muito bem e até Saulo, no seu primeiro clássico, teve uma grande atuação. Foi a melhor apresentação do Sport até agora.”

Os 8.500 rubro-negros presentes entre os 41.019 torcedores no estádio do Arruda devem ter concordado. Após o jogo, ainda ficaram 15 minutos por lá.

E como havia sido especulado, houve o “parabéns pra você”, mas do outro lado…

Foto: Edvaldo Rodrigues/DP

Pernambucano em 2 linhas – 7ª/2010

Pernambucano-2010: 7a rodada

Um clássico com mais de 40 mil pessoas, um Náutico crescendo no Pernambucano, Ypiranga e Porto reagindo na competição… A 7ª rodada do Estadual foi repleta de emoção, principalmente no Arruda. Não para os tricolores, naturalmente.

Santa Cruz 1 x 3 Sport – Um Leão de Troia no Arruda. O velho presente de grego… Com uma ótima atuação, o Sport superou o maior rival com certa facilidade.

Cabense 0 x 1 Náutico – Com um golaço, o atacante Carlinhos Bala manteve o Timbu na cola do Sport pela liderança. Alvirrubro chegou à 4ª vitória consecutiva.

Ypiranga 1 x 0 Vera Cruz – A Máquina de Costura engrenou. No 3º jogo sob o comando do técnico Neco, a 3ª vitória. O novo triunfo colocou o time no G-4.

Sete de Setembro 0 x 3 Porto – Assim como Neco, o treinador Charles Muniz somou a sua 3ª vitória seguida no comando do Gavião, a uma posição do G-4.

Vitória 2 x 1 Salgueiro – Após uma boa atuação contra o Sport, o Carcará desandou e perdeu pela segunda vez para um time deve brigar contra o rebaixamento.

Araripina 1 x 0 Central – A Patativa não tem jeito. Basta esperar alguma coisa que o Central vai no sentido contrário. Já o Bode se recuperou e saiu da área de degola.

Veja a classificação do Estadual AQUI.

Parabéns pra você?

Clássico das Multidões

Mantendo a tradição quase centenária, o Santa Cruz irá realizar uma missa de Ação de Graças, logo às 8h desta quarta-feira. Depois, uma sessão solene do Conselho Deliberativo e só. Nada mais. Para não desviar o foco da missão principal.

O Clássico das Multidões.

Um jogo suficiente para mudar a rotina do Tricolor (veja AQUI). Uma situação que quase ninguém (ou, literalmente, ninguém) pode dizer que já viu antes.

Pela 2ª vez na história, o clássico vai acontecer no aniversário do Santa Cruz.

A primeira foi em 1929… 😯

Há 81 anos, os dois times (cuja rivalidade tinha apenas 15 anos na época) disputaram um amistoso no Campo da Rua São Miguel, segundo o pesquisador e amigo Carlos Celso Cordeiro.

Nunca ouviu falar deste tal “Campo da Rua São Miguel”? Pois é. O estádio (na verdade, um campo murado com alambrado) pertencia à Cobra-Coral, que o inaugurou justamente diante do maior rival, naquela tarde.

O empate por 2 x 2 naquele 3 de fevereiro de 1929 terminou sem confusão alguma. Pelo contrário. Após o jogo houve uma confraternização. Algo bem diferente do que acompanhamos neste novo século… Tanto que o efetivo de segurança nesta noite será de “apenas” 770 policiais.

E a rivalidade é mesmo o que mexe com esta partida. A charge deste post, de Jarbas Domingos, do Diario, deixa claro o espírito do jogão.

Aniversário inesquecível ou presente de grego?

Curiosamente, o Sport ainda não teve a “sorte” de disputar um clássico contra os tricolores em 13 de maio. Um alívio para os leoninos.

Todo mundo vivo no tênis

Thomax BellucciFanático por tênis (acompanha, finge que joga e escreve sobre o assunto), o repórter Lucas Fitipaldi aparece novamente para colaborar com o blog, com uma análise interessante sobre um fato histórico nesta semana.

O brilho do alagoano Tiago Fernandes, 1º brasileiro a sagrar-se campeão de um Grand Slam juvenil, parece ter refletido sobre o tênis brasileiro nesta terça. Refletido e inspirado alguns de nossos principais tenistas. Na bela capital chilena, Santiago, e no palco principal da próxima Copa do Mundo, a capital sul-africana, Johanesburgo.

Particularmente, não lembro a última vez em que no mesmo dia quatro brasileiros tenham vencido jogos em torneios de nível ATP. Talvez nunca tenha visto. Como se embalados pela conquista do nosso novo xodó, na Austrália, Thomaz Bellucci, João Feijão, Ricardo Mello e Thiago Alves ganharam nas suas respectivas estréias. Os três primeiros no Chile e o último na África.

Thiago AlvesPode-se dizer que a única vitória esperada foi a de Bellucci. Mesmo diante de um perigoso adversário, o experiente equatoriano Nicolas Lapenti, 69º, dava pra apostar no nosso número 1, atual 35º do ranking mundial.

Bellucci já tinha levado a melhor sobre o adversário no último confronto entre ambos, no final do ano passado, no aberto de São Paulo. Pouco antes, porém, havia perdido em duelo válido pela Davis, dentro de casa. Depois de um primeiro set apático nesta segunda, 6/3 contra, o paulista atropelou com um duplo 6/1 na sequência.

Em Johanesburgo, Thiago Alves reencontrou-se com a vitória mais de seis meses depois de ter furado a primeira rodada em Wimbledon. Número 138 no ranking, ele passou pelo ucraniano Oleksandr Dolgopolov, 115º, por 5/7, 6/2 e 6/3.

FeijãoMas a maior surpresa do dia ficou mesmo a cargo de Feijão. A primeira rodada em Santiago contra o alemão Simon Greul, 63º do mundo, marcou a estreia do paulista, 208º, em torneios de nível ATP. Vindo do quali, ele superou uma batalha dramática para alcançar o maior feito da carreira. Ao final do primeiro set, o jogo parecia seguir um roteiro previsível. Um fácil 6/3 e o alemão rumava firme à segunda rodada.

Surpreso, me deparei com a virada do brasileiro. Com 6/4 a favor no segundo set e a vantagem de 4/2 no terceiro, ficou difícil não imaginar mais um triunfo do Brasil. Seria sofrido, porém. Em certo momento, parecia que não ia dar. No tiebreak, prevaleceu o tom verde e amarelo: 7/6 (7/5) foi o placar da terceira e decisiva parcial. Duas horas e 24 minutos depois, Feijão era recompensado.

Ricardo MelloPara encerrar o dia, no apagar das luzes, coube a Ricardo Melo fechar com chave de ouro. Atual 138º do mundo, ele não tomou conhecimento do uruguaio Pablo Cuevas, 47 º. Dois sets a zero, com parciais de 7/6 (7/5) e 6/3. Boquiaberto, tive a certeza de que o dia 2 de fevereiro de 2010 ficará marcado. Senão na história, pelo menos no campo estatístico.

Dificilmente veremos tal fato se repetir tão cedo. Sem dúvida, o dia de hoje merece registro. E talvez o blog seja mesmo o local mais adequado para homenagear algo que certamente passará batido.

Fotos: TênisBrasil

Calculando a Multidão do Arruda

Pernambucano-2009: Santa Cruz 1 x SportClássico das Multidões: 55 mil ingressos à disposição.

Uma carga de ingressos que condiz com o tamanho do jogo (veja os valores AQUI).

Vale alguma coisa? Na prática, não será de forma alguma uma “decisão” para garantir uma classificação ao G-4 do Estadual. Não elimina ninguém (talvez, apenas o técnico Lori Sandri), não classifica…

Pouco importa. Pelo menos, na noite desta quarta-feira. 😈

Tem a rivalidade, que entre tricolores e rubro-negros só faz aumentar ano a ano.

Os 8.500 bilhetes destinados aos torcedores do Sport deverão acabar. Do lado do Santa Cruz, o sonho de ter um aniversário inesquecível diante do rival.

Qual é a sua expectativa para o público do clássico desta quarta-feira? Opine!

Pernambucano-2009: Santa Cruz 1 x Sport25 mil? 40 mil…? Ou mais de 50 mil…?!

Para ser justo, vou dar a minha opinião. Acho (acho!) que o público deverá ficar entre 35 e 40 mil torcedores. O que seria um número bem razoável…

As fotos deste post foram tiradas em 08/02/09, no último Clássico das Multidões do Arruda, que terminou 1 x 1. Naquela tarde, o público registrado foi 42.329.