Goleado no Centenário, Sport avança na Sula com Magrão pegando dois pênaltis

Copa Sul-Americana, 1ª fase: Danubio (2) 3 x 0 (4) Sport. Foto: Miguel Rojo/AFP Photo

A atuação do Sport no mítico Centenário foi lamentável. Na primeira apresentação no Uruguai, a formação alternativa do rubro-negro pouco fez em campo. No ataque, inoperante. Na defesa, uma calamidade. E a ótima vantagem construída na Ilha do Retiro ruiu, com o Danubio devolvendo 3 x 0. A vaga só não escapou porque o clube tem um trunfo no desempate. Mais uma vez, Magrão brilhou nos pênaltis. Foi a terceira vez em 2017. Aos 40 anos, o goleiro segue decisivo. Só neste ano já defendeu cinco penalidades, duas em Montevidéu. Chegou a 30 pelo leão, um número excepcional, que, literalmente, mudou a história do Sport Club do Recife desde 2005, quando assinou o primeiro contrato.

Com a bola rolando, o leão teve um atuação vergonhosa, errando tudo o que podia. Começando na área técnica, com Ney Franco omisso diante de tanta letargia. A formação mista até cabia, uma vez que a vantagem era ótima e a sequência de jogos resultara num amplo desgaste. Não por acaso ficaram de fora Ronaldo Alves, Rithely e Diego Souza, verdadeiros pilares. Sem eles, o Sport perdeu bastante técnica e taticamente. Piorou a presença de Fábio como titular, muito verde. Além de Matheus Ferraz, numa fase indefensável, e Rodrigo, que ainda não mostrou a que veio.

Copa Sul-Americana, 1ª fase: Danubio (2) 3 x 0 (4) Sport. Foto: Miguel Rojo/AFP Photo

Ambos foram substituídos no segundo tempo, quando o time uruguaio já vencia por 2 x 0, num placar econômico, tamanha a quantidade de chances desperdiçadas diante de uma defesa desorganizada. Acionado, Henriquez não colaborou muito, cometendo um pênalti tosco. E olhe que o Danubio até chegou a comemorar o 4º gol, num lance anulado depois depois de muita discussão. Decisão correta do árbitro, pois Malrechauffe marcou com o braço – e acabou expulso por isso.

Na decisão por pênaltis, mesmo após um péssimo desempenho, o Sport acabou recompensado. Everton Felipe, Raul Prata, Fabrício e André cobraram muito bem, com Magrão fazendo duas defesaças, de orgulhar o torcedor rubro-negro (mais uma vez). O paredão leonino garantiu a vitória por 4 x 2, com a torcida, em bom número, festejando no Centenário. No apagar das luzes, num misto de frustação (pelo jogo) e alívio (pela vaga). Com a primeira classificação diante de um adversário do exterior, o Sport garantiu uma cota de 300 mil dólares na segunda fase, o que corresponde a R$ 941 mil. Bicho na conta de Magrão, pra variar…

Copa Sul-Americana, 1ª fase: Danubio (2) 3 x 0 (4) Sport. Foto: Miguel Rojo/AFP Photo

Os estádios sul-americanos que já receberam jogos oficiais do Trio de Ferro

O confronto entre Sport e Danubio, no Centenário, será o 10º jogo oficial de um clube pernambucano no exterior. Uma história iniciada há 49 anos, na participação alvirrubra na Libertadores. A partida no Uruguai, agora válida pela Copa Sul-Americana, marca a apresentação local no 9º país filiado à Conmebol, restando apenas disputas em solo boliviano (altitude).

Abaixo, as canchas fora do Brasil com Náutico, Santa e Sport em ação…

Partidas internacionais do Trio de Ferro por país
Argentina – 1 (Sula)
Bolívia – zero
Brasil – 26 (Liberta 14, Sula 12)
Chile – 1 (Liberta)
Colômbia – 1 (Sula)
Equador – 1 (Liberta)
Paraguai – 1 (Sula)
Peru – (2 Liberta)
Uruguai – 1 (Sula)
Venezuela – 2 (Liberta)

Estádio Centenário, em Montevidéu

Estádio Centenário, em Montevidéu (Uruguai)
Inauguração: 18/06/1930
Capacidade: 65.235 pessoas
Jogo: Danubio x Sport, a disputar em 11/05/2017 (Sul-Americana)

Estádio Atanasio Girardot, em Medellín

Estádio Atanasio Girardot, em Medellín (Colômbia)
Inauguração: 18/03/1953 (reformado em 2011)
Capacidade: 44.739 pessoas
Jogo: Independiente 2 x 0 Santa Cruz, em 21/09/2016 (Sul-Americana)

Estádio El Palacio, em Buenos Aires

Estádio El Palacio, em Buenos Aires (Argentina)
Inauguração: 17/08/1924 (reformado em 1949)
Capacidade: 48.314 pessoas
Jogo: Huracán 3 x 0 Sport, em 30/09/2015 (Sul-Americana)

Estádio Feliciano Cáceres, em Luque

Estádio Feliciano Cáceres, em Luque (Paraguai)
Inauguração: 1999
Capacidade: 26.000 pessoas
Jogo: Libertad 2 x 0 Sport, em 25/09/2013 (Sul-Americana)

Estádio Casablanca, em Quito

Estádio Casablanca, em Quito (Equador)
Inauguração: 06/03/1997
Capacidade: 41.575 pessoas
Jogo: LDU 2 x 3 Sport, em 29/04/2009 (Libertadores)

Estádio David Arellano, em Santiago

Estádio David Arellano, em Santiago (Chile)
Inauguração: 20/04/1975 (reformado em 1989)
Capacidade: 47.347 pessoas
Jogo: Colo Colo 1 x 2 Sport, em 18/02/2009 (Libertadores)

Estádio Alejandro Villanueva, em Lima

Estádio Alejandro Villanueva, em Lima (Peru)
Inauguração: 27/12/1974
Capacidade: 35.000 pessoas
Jogo: Alianza 0 x 1 Sport, em 22/07/1988 (Libertadores)

Estádio Nacional, em Lima

Estádio Nacional, em Lima (Peru)
Inauguração: 27/10/1952 (reformado em 2011)
Capacidade: 50.000 pessoas
Jogo: Universitario 1 x 0 Sport, em 18/07/1988 (Libertadores)

Estádio Olímpico, em Caracas

Estádio Olímpico, em Caracas (Venezuela)
Inauguração: 05/12/1951 (reformado em 2007)
Capacidade: 24.900 pessoas
Jogo: Deportivo Galicia 2 x 1 Náutico, em 31/01/1968 (Libertadores)
Jogo: Deportivo Portugués 1 x 1 Náutico, em 27/01/1968 (Libertadores)

Danubio x Sport no Centenário. Após 62 anos a cancha recebe um pernambucano

Eliminatórias da Copa 2018, em 22/03/2017: Uruguai x Brasil. Foto: AUF/twitter (@Uruguay)

Imagem de Uruguai 1 x 4 Brasil, pelas Eliminatórias, com 50 mil pessoas

Desde o sorteio contra o Danubio, pela Sul-Americana, havia a expectativa no Sport sobre a apresentação em Montevidéu. Naturalmente, por uma questão histórica, os rubro-negros esperavam o Centenário. Passados três meses, enfim a confirmação do local. E o jogo de volta da 1ª fase, com 3 x 0 para os leoninos, será, sim, no palco da primeira final da Copa do Mundo. Construído para a edição de 1930, a tradicional cancha costuma receber os clubes do país nos torneios internacionais. Diminuiu depois da inauguração do Campeón del Siglo, estádio do Peñarol, e da ampliação do Parque Central, do Nacional.

Por mais que o Danubio tenha seu próprio estádio, o acanhado Jardines del Hipódromo não está habilitado pela Conmebol, pois não tem refletores. Assim, a grande concorrência para o jogo contra os pernambucanos era a casa do rival Defensor, o Luiz Franzini, com capacidade para 18 mil hinchas e utilizado regularmente pelos demais times. Porém, o clube acabou escolhendo o mítico Centenário, que receberá um time do estado pela segunda vez.

Em 1955, o Náutico fazia uma excursão ao sul do Brasil. Durante a viagem, a direção alvirrubra conseguiu agendar um amistoso no país vizinho contra o poderoso Peñarol, campeão nacional nas duas temporadas anteriores. O timbu acabou goleado pelos carboneros. De lá para cá, um hiato do Trio de Ferro em Montevidéu, com confrontos somente no Recife…

Clubes pernambucano vs uruguaios
16/04/1955 – Peñarol 6 x 0 Náutico (Centenário)

11/03/1956 – Santa Cruz 3 x 2 Rampla Juniors (Ilha do Retiro)
14/03/1956 – Sport 1 x 2 Rampla Juniors (Ilha do Retiro)
11/07/1957 – Santa Cruz 1 x 1 Wanderers (Aflitos)
16/07/1957 – Náutico 2 x 0 Wanderers (Aflitos)
15/06/1995 – Santa Cruz 0 x 1 Peñarol (Arruda)
24/01/2015 – Sport 2 x 1 Nacional (Arena Pernambuco)
06/04/2017 – Sport 3 x 0 Danubio (Ilha do Retiro, Copa Sul-Americana)
11/05/2017 – Danubio x Sport (Centenário, Copa Sul-Americana)

8 jogos disputados, 4 vitórias de PE, 1 empate, 3 derrotas; 12 GP, 13 GC

Na confirmação, a direção do Danubio estipulou os ingressos. Os leoninos (11x mais caro) ficarão na “Tribuna América”, ao lado da “Colombes”, abaixo.

Torcida do Danubio
Público geral – 200 pesos (R$ 22)
Sócios do Danubio – 140 pesos (R$ 16)
Sócios da AUF – 140 pesos (R$ 16) 

Torcida do Sport
Público geral – 2.300 pesos (R$ 261)

Setor para a torcida rubro-negra no Estádio Centenário

Em noite de golaços, Sport goleia o Danubio e encaminha a vaga na Sula

Sul-Americana 2017, 1ª fase: Sport 3 x 0 Danubio. Foto: Paulo Paiva/DP

Com três bonitos gols, de Rithely, Diego Souza e Fabrício, o Sport fez a sua melhor estreia em cinco participações na Sul-Americana. Finalmente criando uma atmosfera copeira no torneio, com 13 mil torcedores bem dispostos ao incentivo, o time rubro-negro foi, aos poucos, encontrando espaço para golear o Danubio por 3 x 0. Embora tenha pressionado mais nos primeiros minutos, o adversário uruguaio não conseguiu impor a marcação adiantada o jogo inteiro. Foi forçado ao erro, com o mandante estabelecendo uma ótima vantagem para o duelo em Montevidéu.

O jogo de volta será apenas em 11 de maio. Até lá fica a expectativa sobre a evolução do trabalho de Ney Franco. Na escalação, na formação tática (Everton variando de volante a ponta) e no papel da bola parada. Hoje, mesmo com apenas três apresentações sob seu comando, já é visível a melhora. No meio, o jovem Fabrício se manteve em duas pedreiras – quartas do Nordestão e estreia na Sula. Com bom passe e senso de posicionamento, o volante virou uma grande sombra para Ronaldo, ainda machucado. Ainda mostrou personalidade ao assumir a bola parada no segundo tempo, com direito a uma cobrança de falta no ângulo direito de Cristóforo – domingo, quando cobrou um dos pênaltis, já indicara esse recurso favorável.

Sul-Americana 2017, 1ª fase: Sport 3 x 0 Danubio. Foto: Paulo Paiva/DP

Àquela altura, com 68 minutos de bola rolando, o jogo já estava controlado pelo Sport, com dois gols de vantagem. Graças a Diego Souza, comandando o time. O camisa 10 (número excepcional no torneio) ampliou a sua lista de golaços no clube. Havia marcado de bicicleta contra o Campinense. Desta vez, numa marcação dobrada na área, quase sem espaço, levantou a bola e pedalou para encontrar Rithely, que completou de cabeça – o volante insistiu bastante em passes verticais, mas foi coração puro na recomposição. Depois, num lance curiosíssimo, um festival de malabarismo. André tentou de bike. No rebote, Rogério arriscou da mesma forma e a zaga salvou. E a sobra foi para DS, que mudou um ‘pouco’ o estilo, mandando de voleio.

Em transmissão ao vivo para todo o país pelo Sportv, o meia deu mais lastro a Tite, que o convocou para os últimos três jogos da Seleção. Quanto ao león, o resultado pavimentou uma inédita classificação diante de um clube do exterior – já foi a primeira vitória diante de um gringo nesta copa. Até hoje, enfrentara Libertad, do Paraguai, e Huracán, da Argentina. Pela diferença de futebol na Ilha, o Danubio terá que suar muito para avançar à 2ª fase e fisgar a cota de R$ 945 mil. Deverá encarar um time mais encorpado…

Sul-Americana 2017, 1ª fase: Sport 3 x 0 Danubio. Foto: Paulo Paiva/DP

Com hat-trick de Paulinho e golaço de Neymar, Brasil goleia no Centenário

Eliminatórias da Copa 2018, em 22/03/2017: Uruguai 1x4 Brasil. Foto: CBF/twitter (@CBF_Futebol)

Que atuação da Seleção Brasileira! Diante do Uruguai, até então 100% nos seis jogos disputados no Centenário, o time verde e amarelo goleou por 4 x 1 e colocou um pé e meio na Copa do Mundo da Rússia. Com 30 pontos, já está dois pontos à frente da média histórica das eliminatórias sul-americanas. E este cenário não deve mudar nos cinco jogos restantes.

Em Montevidéu, com 50 mil torcedores e o velho clima de clássico, a Celeste abriu logo o placar numa penalidade convertida por Cavani. Consequência do péssimo recuo de Marcelo, que ainda cometeria outras faltas perigosas na entrada da área. Apesar da pressão e do placar desfavorável, o Brasil manteve a calma vista nesta Era Tite. Por sinal, foi a 7ª apresentação oficial sob o comando do técnico, com a 7ª vitória, um início recorde na história da Seleção. Com Neymar muito bem, avançando, driblando e distribuindo o jogo, a marcação charrúa acabou deixando espaço, como o rombo na intermediária, com a grata finalização de Paulinho, acertando o ângulo. Chute a 94 km/h.

Eliminatórias da Copa 2018, em 22/03/2017: Uruguai 1x4 Brasil. Foto: CBF/twitter (@CBF_Futebol)

Com 18 minutos, o jogo já voltava aos eixos. Controlado de tal forma pelos visitantes que Tite que sequer cogitou mudanças. Voltou do intervalo com a mesma formação, com o mesmo Paulinho aparecendo como elemento-surpresa, virando a partida após rebote de Firmino. Em vantagem, obrigando o Uruguai a se expor, a velocidade brasileira foi fatal. Sendo mais direto: a velocidade do camisa 10. Ganhando do marcador após um bico da defesa brasileira, Neymar ficou cara a cara com Martín Silva. Num curto espaço, mostrou plena frieza e categoria para encobrir o goleiro. Outro golaço na noite.

Aos 43 minutos, Diego Souza foi acionado no lugar de Firmino, O meia do Sport, utilizado na Canarinha como centroavante, atuou em apenas cinco minutos, mas se apresentou, com duas jogadas como pivô. Em campo, ainda viu Paulinho escorar um cruzamento nos descontos e encerrar a goleada. Com o hat-trick, chegou a 9 gols pelo Brasil e tornou-se o volante com mais gols pela Seleção. Deixou para trás Alemão, César Sampaio, Dunga, Emerson e Falcão, todos com 6 tentos. Fez história num estádio histórico.

Eliminatórias da Copa 2018, em 22/03/2017: Uruguai 1x4 Brasil. Foto: Lucas Figueiredo/CBF

O histórico dos 23 convocados para as Eliminatórias, com Diego Souza na lista

O primeiro treino do Brasil visando o jogo contra o Uruguai, no CT do Corinthians. Foto: Lucas Figueiredo/CBF

A CBF divulgou o perfil de todos os jogadores lembrados por Tite para os jogos contra Uruguai e Paraguai, pelas Eliminatórias da Copa 2018. O relatório (abaixo) traz o número de convocações, partidas disputadas, minutos em campo e gols marcados. Considerando os 23 nomes para as rodadas 13 e 14, segundo a diretoria de seleções da entidade, o lateral-direito Daniel Alves é o mais experiente na Canarinha, com 100 apresentações. Já Neymar é o principal artilheiro. Com 25 anos, o atacante do Barcelona já soma 50 gols pelo Brasil – Pelé, o maior goleador da Seleção, tem 77 gols em jogos oficiais.

A lista conta com Diego Souza. Aos 31 anos, o meia do Sport, chamado como atacante, tem apenas três jogos com a camisa verde e amarela, totalizando 128 minutos, metade no último amistoso, o Jogo da Amizade no Engenhão.

23/03/2017 (20h00) – Brasil  x Uruguai (Montevidéu)
28/03/2017 (21h45) – Brasil x Paraguai (Arena Corinthians)

Confira o quadro em uma resolução maior clicando aqui.

Perfil dos 23 convocados do Brasil para as rodadas 13 e 14 das Eliminatórias da Copa 2018. Crédito: CBF/reprodução

Raúl Bentancor, ídolo no Danubio e no Sport através de 534 jogos em 16 anos

Raúl Betancor, ídolo no Danubio e no Sport

O confronto entre Sport e Danubio do Uruguai, pela Sula, reúne também a idolatria por um mesmo jogador, Raúl Bentancor. O meia uruguaio jogou onze temporadas na Franja e cinco no Leão, entre 1947 e 1963. Marcado em ambos.

No site do Danubio, o jogador é descrito da seguinte forma: “Está entre los más grandes goleadores danubianos de la historia”  Começou no juvenil, ganhando a titularidade no segundo ano e ficando até 1957. Segundo o clube, marcou uma “infinidad de goles”, numa estatística não contabilizada. Chegou a ser vice-campeão nacional em 1954, época na qual já defendia a seleção celeste.

Bentancor no Danubio
11 temporadas (1947-1957)
280 jogos
Vice-campeão uruguaio em 1954

Em 1959, o Sport procurava um reforço internacional com a raça característica de argentinos e uruguaios. Indicado pelo conterrâneo Morel, campeão estadual um ano antes, Bentancor se encaixava no perfil. Na Ilha, vindo do Montevideo Wanderers, ele foi além, virando referência técnica e apelidado de “O Bigode que Joga”. Em 2011 foi eleito para a seleção histórica do Leão, quase unânime. Segundo dados de Carlos Celso Cordeiro, foi titular em quase toda a passagem, ou 250 jogos (98%), sendo um dos principais meias goleadores do clube.

Bentancor no Sport
5 temporadas (1959-1963)
254 jogos
91 gols
Campeão pernambucano em 1961 e 1962

Após pendurar as chuteiras, Bentancor seguiu no futebol. Tornou-se treinador, comandando, também, Sport e Danubio. O ex-craque faleceu em 4 de maio de 2012, aos 82 anos. Em 2017, espera-se uma (justa) homenagem dupla…

Sport x Danubio do Uruguai, um inédito confronto na primeira fase da Sula 2017

Copa Sul-Americana 2017: Sport x Danubio

A Copa Sul-Americana de 2017 marca o primeiro confronto oficial entre clubes pernambucanos e uruguaios. O Sport foi sorteado na 18ª chave, junto ao Danubio Fútbol Club, de Montevidéu, que curiosamente divide um ídolo com o rubro-negro, Raúl Bentancor, meia uruguaio de sucesso nas décadas de 1950 e 1960. Com quatro títulos nacionais, La Franja terminou a última liga uruguaia em 3º lugar. Vai para a sua 9ª participação na Sula, enquanto o Leão encara a 5ª campanha internacional, tendo chegado no máximo às oitavas de final.

Considerando o calendário oficial, os jogos devem acontecer em 6 de abril, na Ilha do Retiro, e 10 de maio, na capital uruguaia. No mítico Centenário ou na casa do rival Defensor, o Luiz Franzini, com capacidade para 18 mil hinchas. 

O sorteio da Sula aconteceu na sede da Conmebol, em Luque, no Paraguai. Os 44 participantes (ignorando Santa e Paysandu, limados numa canetada da entidade) foram divididos em 22 chaves (abaixo), sem distinção de país. Esta etapa vai até 1º de junho, com os classificados se juntando a dez clubes eliminados até a fase de grupos da Libertadores. Com 32 clubes na segunda fase, será feito um novo sorteio, com o chaveamento definitivo do torneio.

Os confrontos dos representantes brasileiros
G10 – Universidad de Chile (Chile) x Corinthians (define fora)
G12 – Gimnasia y Esgrima (Argentina) x Ponte Preta (fora)
G18 – Danubio (Uruguai) x Sport (fora)
G20 – Nacional (Paraguai) x Cruzeiro (fora)
G21 – Defensa y Justicia (Argentina) x São Paulo (casa)
G22 – Liverpool (Uruguai) x Fluminense (fora)

Agenda da Sula para os brasileiros (12 datas)
1ª fase – 06/04 e 10/05
2ª fase – 05/07 e 26/07
Oitavas – 13/09 e 20/09
Quartas – 25/10 e 01/11
Semifinal – 22/11 e 30/11
Final – 06/12 e 13/12 

A Conmebol não divulgou uma atualização nas premiações. Portanto, repetindo os valores de 2016, eis as cotas de cada fase da Sula nesta temporada.

(US$ 1 = R$ 3,15, a cotação de 31/01/2017)
1ª fase: US$ 250 mil (R$ 787 mil)
2ª fase: US$ 300 mil (R$ 945 mil)
Oitavas: US$ 375 mil (R$ 1,18 milhão)
Quartas: US$ 450 mil (R$ 1,41 milhão
Semifinal: US$ 550 mil (R$ 1,73 milhão)
Vice: US$ 1 milhão (R$ 3,15 milhões)
Campeão: US$ 2 milhões (R$ 6,30 milhões)

Campeão (soma de todas as cotas): US$ 3,925 milhões (R$ 12,36 milhões)

Sorteio da Copa Sul-Americana de 2017, em Luque, no Paraguai. Foto: Conmebol/twitter

Os estádios aptos à nova final da Taça Libertadores, com Arena PE e Arruda

As 11 bandeiras presentes na Taça Libertadores da América

A partir de 2017, a Taça Libertadores da América será decidida em apenas uma partida, em campo neutro, emulando o formato em vigor na Liga dos Campeões desde 1956. No cenário sul-americano a novidade levanta discussão acerca da execução, devido à distância (e infraestrutura) entre os dez países membros, além do México, que também participa. Além disso, jogo em campo neutro não é exatamente uma novidade no torneio. De 1960 até 1987, o saldo não era critério. Assim, em caso de igualdade era disputado uma extra num país neutro. Nem sempre com bons públicos. Em 1987, o Estádio Nacional de Santiago recebeu 25 mil pessoas (1/3 da capacidade na época) para o confronto entre Peñarol e América de Cali, com título uruguaio no último minuto da prorrogação.

Para a mudança, um motivo alegado pelo presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, foi a supremacia do mandante do segundo jogo: “Analisando o retrospecto das finais da Libertadores, o mandante do segundo jogo ganhou 70%. A justiça esportiva exige final única e em campo neutro.”

Considerando o regulamento vigente da Liberta (abaixo), exigindo uma capacidade mínima de 40 mil pessoas na final, o blog listou, como curiosidade, 36 canchas possíveis nos países vizinhos. Há ao menos um palco em cada país filiado. No Brasil existem 24 estádios, levando em conta a atual capacidade liberada pelos bombeiros. Arruda e Arena Pernambuco presentes na lista…

Regulamento da Taça Libertadores da América de 2016

Confira outras mudanças na Lubertadores e na Sul-Americana clicando aqui.

Brasil à parte, na América do Sul destaca-se a Argentina, com 13 estádios aptos à finalíssima da Libertadores. Na sequência, Colômbia (5), Venezuela (5), Peru (4), Equador (3), Uruguai (2), Chile (2), Bolívia (1) e Paraguai (1).

Os maiores estádios da América do Sul, excetuando o Brasil

Considerando as novas arenas, inauguradas desde 2013, e estádios remodelados ou antigos (com capacidade reduzida por segurança), até 15 estados brasileiros poderiam receber, em tese, a final da competição. Pela ordem: São Paulo (5), Rio de Janeiro (2), Minas Gerais (2), Rio Grande do Sul (2), Pernambuco (2), Paraná (2), Brasília (1), Ceará (1), Bahia (1), Pará (1), Piauí (1), Amazonas (1), Mato Grosso (1), Goiás (1) e Maranhão (1).

Os maiores estádios do Brasil

Estendendo ao México (convidado desde 1998) a possibilidade de entrar na fila para receber a final, seriam oito palcos fora do continente, incluindo o maior de todos (atualmente), o Azteca, que já recebeu a final da Copa do Mundo em 1970 e 1986. Somando os onze países, portanto, 68 palcos à disposição. pitacos?

Os maiores estádios do México

Ingressos de R$ 75 a R$ 400 para ver o Brasil na Arena das Dunas, no jogo das Eliminatórias mais caro no Nordeste

Divisão de assentos na Arena das Dunas. Crédito: CBF

A Seleção Brasileira completa em Natal o ciclo de jogos pelas Eliminatórias da Copa de 2018 em arenas do Nordeste. Contra a Bolívia, em 6 de outubro, o público pagará o ingresso mais caro, em comparando às apresentações em Salvador, Fortaleza e Recife. A capacidade reduzida da Arena das Dunas, com 31 mil lugares, aparece como uma explicação plausível. Porém, o aumento relação ao jogo na Arena Pernambuco foi de 50% no tíquete mais barato –  meia entrada para o anel inferior atrás da barra em Natal e meia no anel superior em São Lourenço. A tendência é de um tíquete médio bem acima de R$ 110, o já elevado dado registrado no clássico entre brasileiros e uruguaios no estado.

A venda de ingressos, online, começa em 22 de setembro. Acima, o registro do estádio com todos os setores marcados, captado pelo blog no site, antes de a página ser retirada do ar. Vale lembrar que a CBF comercializa em parceria com o Guichê Web, cobrando 15% de taxa de conveniência. Como a carga é vendida basicamente na internet, na prática todos os ingressos devem sair mais caros.

Essa tende a ser a oportunidade mais próxima do Recife neste ciclo mundialista, com 286 km via estrada, pela BR-101, ou 254 km no trajeto aéreo, com voos diretos. A tendência é de pelo menos 16% do público oriundo de estados próximos, repetindo o perfil da torcida no clássico entre Brasil e Uruguai.

Arena das Dunas (06/10/2016): Brasil x Bolívia
Arquibancada inferior (norte e sul): R$ 150 (inteira) e R$ 75 (meia)
Arquibancada superior (leste e oeste): R$ 170 (inteira) e R$ 85 (meia)
Arquibancada inferior (leste e oeste): R$ 220 (inteira) e R$ 110 (meia)
Premium: R$ 300
VIP: R$ 350
Camarote: R$ 400 (por pessoa)
Setor Villa Mix: R$ 350

Público: 31.375 (estimativa máxima)

Arena Pernambuco (25/03/2016): Brasil 2 x 2 Uruguai
Arquibancada superior: R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia)
Arquibancada inferior: R$ 160 (inteira) e R$ 80 (meia)
Lounge (oeste inferior): R$ 200
Deck premium (leste): R$ 200
Camarote: R$ 300 (por pessoa)
Setor Villa Mix: R$ 250

Público: 45.010 espectadores
Renda: R$ 4.961.890
Tíquete médio: R$ 110,23

Fonte Nova (17/11/2015): Brasil 3 x 0 Peru
Arquibancada superior: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia)
Arquibancada inferior: R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia)

Lounge: R$ 200 (inteira)
Camarote: R$ 300 (por pessoa)  

Público: 45.558 espectadores
Renda: R$ 4.186.790
Tíquete médio: R$ 91,90

Castelão (13/10/2015): Brasil 3 x 1 Venezuela
Arquibancada superior: R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia)
Arquibancada inferior: R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia)
Premium: R$ 180 (inteira)
Premium VIP: R$ 220 (inteira)
Camarote: R$ 300 (por pessoa)

Público: 38.970 espectadores
Renda: R$ 2.722.220
Tíquete médio: R$ 69,85