Dívida do Sport é detalhada no balanço de 2014, chegando a R$ 73 milhões

Números do Sport. Arte: Brenno Costa/DP/D.A Press

O balanço financeiro do Sport em 2014 traz um novo cálculo em relação às dívidas do clube, com um aumento significativo, diga-se. No demonstrativo anterior, com exercício de 2013, o passivo era de R$ 22,7 milhões. O dado, considerando os passivos circulante e não circulante, subiu para R$ 73 milhões, de acordo com a movimentação financeira de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2014. É assustador num primeiro olhar. No entanto, esta dívida já “existia” de fato, por mais que na publicação passada o clube não tenha destrinchado os parcelamentos, empréstimos, financiamentos e receitas antecipadas. Somente aí, o buraco aumentou em R$ 42 milhões.

No parcelamento, o bolo é fatiado pelo INSS, FGTS, IRRF, PIS, Cofins e Banco Central (neste último caso, uma multa de R$ 5,2 milhões, de quase dez anos). Para dar conta disso tudo, o clube firmou um pagamento junto à Receita Federal em 15 anos, através da adesão ao programa de recuperação fiscal (Refis).

Balanço financeiro do Sport em 2015. Crédito: Folha de Pernambuco/reprodução

Em relação à receita operacional, o aumento em um ano foi de 17%. O crescimento era esperado, pois o Leão retornou à Série A, com a receita operacional passando de R$ 51 mi para R$ 60 mi. Porém, o número é bastante inferior ao da temporada 2012, o maior da história da Ilha do Retiro. Na ocasião, o Rubro-negro recebeu as “luvas” do novo contrato de quatro anos com a Rede Globo para a exibição dos jogos no Campeonato Brasileiro.

Mesmo com mais dinheiro, o Rubro-negro terminou negativo, registrando um déficit considerável, de R$ 8,6 milhões, o maior nos últimos quatro anos. O clube justifica pelo fato de que alguns fornecedores atrasaram. Ou seja, o repasse deve sair somente no balanço de 2015.

O balanço publicado neste 30 de abril, na Folha de Pernambuco, tomou uma página quase toda, bem mais detalhado que o anterior. Sobre o patrimônio social (estádio, sede, ginásios e parque aquático), o valor segue “congelado” em R$ 149.469.513. O número não considera o centro de treinamento, ainda em nome da Associação de Amigos dos Sport.

Receita operacional
2011 – R$ 46.875.544
2012 – R$ 79.807.538
2013 – R$ 51.428.086
2014 – R$ 60.797.294

Passivo
2011 – R$ 45.278.851
2012 – R$ 27.381.926
2013 – R$ 22.751.467
2014 – R$ 73.396.626

Superávit/déficit
2011 (+321.305)
2012 (+22.541.556)
2013 (-4.963.656)
2014 (-8.627.606)

Balanço financeiro do Sport em 2015. Crédito: Folha de Pernambuco/reprodução

6 thoughts on “Dívida do Sport é detalhada no balanço de 2014, chegando a R$ 73 milhões

  1. O balanço patrimonial é coisa para contador vê, não para meros mortais, mais o que preocupa mesmo é a manutenção do clube na série “A”, pois disso depende o planejamento estratégico para os próximos 10 anos, as parcerias com os Americanos, o financiamento governamental para conclusão do CT e o projeto arena.

  2. O balanço patrimonial é coisa para contador vê, não para meros mortais, mais o que preocupa mesmo é a manutenção do clube na série “A”, pois disso depende o planejamento estrate

  3. Difícil, mas não impossível de reverter. Como citado acima, só mais um pouco de arrojo nas finanças e a coisa começa a melhorar. Seguir o exemplo do Palmeiras é interessante, o que não pode é seguir o modelo do Náutico que passou do fundo do poço e agora está submerso no abismo.

  4. Cássio, como contador gostaria de fazer algumas ponderações sobre o post e as Demonstrações Contábeis do Sport:

    1. Na verdade, o montante no Balanço Patrimonial referente a “estádio, sede, ginásios e parque aquático e etc” não figura no Patrimônio Líquido, mas sim no Imobilizado (grupamento do ativo). Acredito ser importante está alteração no texto.

    2. Interessante ver o aumento do intangível (em torno de 78%), pois neste grupamento do ativo figuram os direitos federativos de atletas que o Sport detêm.

    3. De fato, o passivo do Sport teve um aumento em 2014, passando para 73 milhões. Porém, é preciso não somente olhar o passivo, mas a capacidade de pagamento (ou seja, a liquidez). No longo prazo, esta capacidade de pagamento é até boa, visto que o ativo total supera e muito a soma de passivo circulante e não circulante. Porém, no curto prazo (Ativo Circulante e Passivo Circulante), a liquidez é preocupante, vai ser preciso um incremento muito grande na receita (entrada no disponível) para equilibrar isto. Além das receitas com competições e de público no estádio, será necessário negociar bem algum jogador.

  5. A coisa começa a mudar quando sai um balanço detalhado como esse. Não adianta tapar o sol com a peneira, empurrar para debaixo do tapete. Acho que a parceria com a Adidas trará bons frutos, junto com a manutenção na serie A, pelos 4 anos de parceria. Falta somente essa arena finalmente sair do papel. Porque o palmeiras que o amigo tanto fala só se recuperou com base na renda da arena, socio-torcedor e parceria com a Allianz e Wtorre.

  6. tudo isso e imcompetencia dos diretores,vao ter uma aula com a diretoria do palmeiras,para saber como administrar um clube,se voces diretores administram tao mal um clube,e vivem dizendo de boca cheia que ama o clube,imagine se nao amassem,o que fariam com o clube,ja teriam colocado fogo.e tudo hiprocresia dos diretores de falar que ama o clube,tudo mentira,eles amam o dinheiro do clube.

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