A distribuição das cotas de televisão na Série A 2018, com bolo de R$ 1,3 bilhão

As cotas de TV do Campeonato Brasileiro em 2018. Arte: Cassio Zirpoli/DP

O post foi atualizado em 20/12 após a divulgação do novo contrato do Ceará.

Com o acesso do Internacional, a Série A volta a ter os doze* principais cotistas da tevê após um hiato de cinco temporadas. Entre 2013 e 2017 houve sempre um desfalque anual. Não por acaso, em 2018 a competição irá distribuir a maior receita fixa da história, com R$ 1,34 bilhão, com 80,9% do bolo aos tais doze. O valor desconsidera a crescente fatia destinada pelo pay-per-view, com os 380 jogos exibidos no Premiere. Dos 18 clubes com contratos duradouros com a Rede Globo, em acordos que se encerram justamente em 2018, apenas Coritiba e Goiás estão fora da primeirona.

Na elite, a cota fixa está subdividida em oito níveis, com os seis primeiros para os ‘cotistas’ – que mantém a receita mesmo em caso de descenso. O Sport, com acordos do tipo desde 1997, está na base, com R$ 35 milhões, considerando o valor de contrato – sem as devidas correções inflacionárias. Em seguida vêm os ‘não cotistas’, com renovações anuais, pontuais. São dois subgrupos, com destaque para a Chape, com R$ 4 milhões a mais que os demais ‘não cotistas’. Inicialmente, o piso seria de R$ 23 mi, como em 2016 e 2017, mas o Ceará conseguiu negociar um aumento para 28 milhões – neste caso, já com o PPV. Já o topo da pirâmide segue com Corinthians e Flamengo. Os clubes mais populares do país detêm 25,2% desta receita.

Com o fim do acordo para o triênio 2016-2018, a Rede Globo elaborou um novo modelo de negociação, surgido após a pressão pelos direitos, com o Esporte Interativo firmando contratos para a tevê fechada com 15 clubes. Portanto, em 2019 a divisão na tevê aberta terá um sistema semelhante ao da Premier League. A divisão será 40% em parcelas iguais, 30% em rendimento e 30% em audiência, em vez de 50%, 25% e 25% da liga inglesa. Valerá por seis edições, englobando a transmissão aberta – o PPV segue à parte. Sem clubes pernambucanos após cinco anos, a Série B aguarda o novo contrato para a divisão de cotas de televisão. Em 2017, foi criado um modelo com 60% do valor fixo e 40% numa variável de acordo com as colocações – válido apenas para os ‘não cotistas’, que em 2018 correspondem a 18 equipes.

* Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos (SP); Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo (RJ); Grêmio e Inter (RS); Cruzeiro e Atlético (MG)

Verba fixa da TV na Série A
2015 – R$ 923 milhões (com 15 cotistas e 5 não cotistas**)
2016 – R$ 1,240 bilhão (com 15 cotistas e 5 não-cotistas***)
2017 – R$ 1,306 bilhão (com 16 cotistas e 4 não-cotistas***)
2018 – R$ 1,346 bilhão (com 16 cotistas e 4 não-cotistas***)

** Contrato 2012-2015
*** Contrato 2016-2018

6 thoughts on “A distribuição das cotas de televisão na Série A 2018, com bolo de R$ 1,3 bilhão

  1. Você pode confirmar quanto recebe o Ceará 23M ou 32M e o Bahia 35M ou 45M ou até mesmo 62M é o que diz alguns boatos do contrato da Globo com O Bahia?

  2. Fiquei na dúvida ,essas cotas de tv abrangem , aberta , fechada e PPV ou PPV é aparte ?

  3. De acordo com Fernando Graziani, que você tem contato, essa cota é de 32 milhões, inclusive, teve até adiamento esse ano, informação tirafo do blog do Fernando. Conversa com ele para saber o real valor dessa cota 23 ou 32 milhões.
    Abraços

    Nota do blog

    Felipe, inclusive já falei com Graziani, que confirmou o que você disse. O Ceará teria negociado a inclusão no mesmo patamar da Chapecoense – a maior cota dos não cotistas. Em 2016, o Santa Cruz, na mesma situação, também tentou, e não conseguiu. Mas fica o alerta para ver a situação, até pela comparação, pois esta lista só conta a tevê aberta (e existem outras plataformas negociáveis). Valeu!

  4. com muito trabalho e uma boa infraestrutura o ceará permanecerá na divisão de elite e receberá um bom dinheiro e brigara (quase) de igual pra igual com os chamados grandes times

  5. Ano que vem pode ser a reviravolta para diversos clubes brasileiros de médio e pequeno porte na série A. Com a receita desses clubes ampliada de 30 a 70%, quem priorizar uma restruturação em busca da profissionalização (de gestão, infraestrutura, organização, etc) do clube pode mudar de patamar a médio prazo. Se a gente vê a Chapecoense com feitos incríveis para a sua renda, quem dirá times com porte um pouco maior como os grandes clubes do nordeste.

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