Memorial Alvirrubro, o primeiro estágio para a integração do Museu do Náutico

Memorial do Náutico, em 01/06/2016. Foto: João de Andrade Neto/DP

Aberto no hall social dos Aflitos, o Memorial Alvirrubro é o primeiro estágio do Museu do Náutico, integrando todo o acervo secular. Com uniformes de campanhas marcantes, como o hexa, o vice da Taça Brasil e o título do centenário, flâmulas e fotos de craques do passado, o ambiente conta com um serviço multimídia, com vídeos sobre os principais jogos do time alvirrubro.

Ao todo são dez camisas  - algumas doadas por torcedores, que receberam um certificado de agradecimento -, numa linha do tempo que se estende ao distintivo, com inúmeras mudanças. No mural, resumindo as campanhas, há espaço até para capítulos tristes, como a Batalha dos Aflitos, mas com o viés de reconstrução timbu. Trata-se de um aperitivo para um passeio maior no futuro.

O próximo passo do projeto, tocado pelo departamento de marketing, é integrar o salão, junto ao público, à sala de troféus e à sala de arquivos, com livros com os primeiros sócios, imagens de remo e futebol. Os dois locais ficam no primeiro andar. Hoje fechados, serão revitalizados para a macroproposta , dando vida ao prédio tombado como patrimônio arquitetônico.

Memorial do Náutico, em 01/06/2016. Foto: Náutico/site oficial

Memorial do Náutico, em 01/06/2016. Foto: João de Andrade Neto/DP

Memorial do Náutico, em 01/06/2016. Foto: João de Andrade Neto/DP

Exposição dos 111 anos do Sport dá pistas sobre o futuro memorial na Ilha

Exposição dos 111 anos do Sport, na Ilha do Retiro. Foto: Inês Campelo/Sport Club do Recife

Os museus do Barcelona e do Real Madrid são experiências indispensáveis nas visitas às cidades, inseridas em qualquer roteiro turístico. Vai muito além da exibição de taças – e são muitas, sabemos -, com exposição audiovisual, com gols, narrações, passo a passo fotográfico da história. O Camp Nou Experience, num espaço de 3.500 metros quadrados, recebe mais de 1,6 milhão de visitantes por ano. Trazendo a discussão para o Recife, o Sport tem o projeto de um “memorial” desde 2008. Inicialmente, ampliaria o espaço da já apertada sala de troféus, com a visita terminando na loja oficial, como ocorre nos clubes espanhóis. Apesar das 1.700 peças catalogadas, a ideia ficou no papel.

Oito anos depois, celebrando o 111º aniversário, o clube montou uma exposição no salão nobre. Juntou os maiores títulos (Série A, Copa do Brasil, Série B, tri do Nordestão e Torneio N-NE) a uniformes dos anos 70, 80 e 90, emprestadas por um torcedor – o clube já vem tentando comprar padrões antigos -, um sistema de áudio com narrações históricas (“É cacete!”) e vídeo com os melhores momentos das finais nacionais de 1987 e 2008. Por fim, um mural com ídolos. Nos campos (Magrão, Dadá, Manga) e na vida social, como o fundador Guilherme de Aquino e o torcedor Zé do Rádio. Com um mês de duração, a exposição dá uma ideia do que poderia (poderá?) ser feito num memorial na Ilha.

Áudios disponíveis:
Durval (Sport 3 x 1 Inter, nas quartas da Copa do Brasil 2008)
Bala e Luciano Henrique (Sport 2 x 0 Corinthians, final da Copa do Brasil 2008)
Marco Antônio (Sport 1 x 0 Guarani, final do Brasileirão de 1987)
Bruno Mineiro (Vila Nova 0 x 1 Sport, acesso à Série A, em 2011)

Exposição dos 111 anos do Sport, na Ilha do Retiro. Foto: Inês Campelo/Sport Club do Recife

Exposição dos 111 anos do Sport, na Ilha do Retiro. Foto: Inês Campelo/Sport Club do Recife

Exposição dos 111 anos do Sport, na Ilha do Retiro. Foto: Inês Campelo/Sport Club do Recife

Exposições das maiores taças do futebol

Museu da CBF, no Rio de Janeiro. Foto: CBF/site oficial

Os museus da CBF, no Rio de Janeiro, e do Real Madrid, na capital espanhola, contam com duas salas especiais contendo os maiores triunfos do futebol, entre seleções e clubes. Galerias ainda imbatíveis.

No Museu Seleção Brasileira, o visitante encontra as taças douradas recebidas pelos cinco títulos da Copa do Mundo, com três réplicas da Jules Rimet (1958, 1962 e 1970) e duas da Taça Fifa (1994 e 2002).

No Tour Bernabeu, dentro do estádio merengue, o Santiago Bernabéu, o espaço foi reforçado com mais uma orelhuda prateada, La Décima, pelo deca europeu. Seis delas no modelo antigo do troféu da Liga dos Campeões da Uefa (1956, 1957, 1958, 1959, 1960 e 1966) e quatro no formato atual, conhecidíssimo pelas torcida mundo afora (1998, 2000, 2002 e 2014).

É o ápice do futebol… aproveitando as maiores galerias do planeta, conheça os detalhes das salas de troféus dos grandes clubes pernambucanos aqui.

Museu do Real Madrid, em Madri. Foto: Real Madrid/site oficial

Um tour virtual pela história do futebol sul-americano

Museu virtual da Conmebol. Crédito: divulgação

O Conmebol disponbiliza em seu site oficial um passeio virtual em seu museu, localizado em Luque, no Paraguai.

Entre as peças históricas, detalhes de 18 troféus oferecidos pela entidade e pela Fifa, incluindo as taças em vigor e também as descontinuadas.

O tour conta quatro seções, incluindo o complexo com sede e hotel inaugurado em 1º de maio de 2011, a história da confederação sul-americana de futebol e dados dos dez países membros, além das copas, já citadas.

Para conferir o tour completo, clique aqui.

Museu virtual da Conmebol. Crédito: divulgação