As bandeiras tremulando nas torcidas do Recife, uma festa do passado. Sem volta?

Bandeiras tremulando em todos os cantos dos Aflitos, do Arruda e da Ilha do Retiro. Acredite, os estádios eram assim. Na época do Eládio com o ‘balança mas não cai’, do Mundão ganhando o anel superior, do Adelmar sem os tobogãs. Nos anos 90, no embalo do surgimento das torcidas organizadas, com características distintas das atuais, as bandeiras com hastes começaram a ficar concentradas nos núcleos das uniformizadas. Seguindo a história, com o aumento da violência, vieram as proibições. Rolos de papel, sinalizadores e até bandeiras. Ao menos aquelas com hastes, aquelas que realmente davam vida aos estádios. Os suportes dos pavilhões transformaram-se em armas nas mãos de marginais. Assim, São Paulo foi o primeiro centro de futebol a proibir, através do artigo 5º da Lei 9.470, de 27 de dezembro de 1996. Faz tempo.

Demoraria, mas Pernambuco seguiria a mesma linha, atendendo à PM.

E a festa ficou diferente… Sem previsão de volta.

Talvez faça parte da evolução do espetáculo, talvez. De toda forma, era incrível a atmosfera dos estádios do Recife. Visualmente falando, imbatível.

Torcida do Náutico no Arruda em 1984

Torcida do Santa Cruz no Arruda na década de 1980

Torcida do Sport na Ilha do Retiro em 1982

4 thoughts on “As bandeiras tremulando nas torcidas do Recife, uma festa do passado. Sem volta?

  1. Em SP já foi liberado esse ano. Falta a PM e MP do estado serem mais parceiros do futebol.

    “Uma reunião na sede do 2º Batalhão de Choque da Polícia Militar oficializou nesta terça-feira a volta de bandeiras e instrumentos musicais para os estádios de São Paulo. A novidade já entra em vigor nesta quarta-feira, na partida entre Santos e Flamengo, no Pacaembu. A reunião contou com a presença de membros do Ministério Público (MP), do Poder Judiciário, da Federação Paulista de Futebol e representantes das principais torcidas organizadas do Estado.

    Os torcedores assinaram um termo que visa adotar medidas para impedir atos de violência e quaisquer atos que podem atrapalhar o andamento da partida, como uso de sinalizadores. O promotor de Justiça Paulo Castilho apresentou aos membros das organizadas todos os seus direitos e deveres para que as mudanças entre em vigor e eles aceitaram as alterações.”

  2. Infelizmente nossas autoridades julgaram que o problema da violência estava ligado as bandeiras, sinalizadores e outros, não viram que a causa maior estava ligada a falta de punição aos infratores, que ainda hoje continuam impunes, sabem quem são os responsáveis e nada fazem, infelizmente tudo isso contribui pra falta de publico em nossos estádios, não só a violência, mas a falta de atitude em resolver esse tipo de problema pelas nossas autoridades e pelos clubes.

  3. O futebol atual está sem graça, não sou a favor das organizadas que são gangues, mas o tratamento para solucionar a violência passa longe da proibição de camisas e bandeiras. A maioria dos estádios hoje parece mais uma sala de teatro. Ainda bem que tive oportunidade de vivenciar parte dos anos 80 e anos 90, ali sim dava gosto frequentar estádio.

  4. As organizações criminosas “organizadas” são as grandes responsáveis pelas mazelas ligadas ao futebol. E ainda afastam a maior parte das pessoas do estádio, com conivência de suas diretorias (à exceção do Sport, o único time do estado a rejeitar essas misérias).

    O Glorioso e a Barbie precisam abrir os olhos para seguir o mesmo caminho da cachorra de peruca e banir definitivamente as organizações criminosas nos estádios. É o mínimo a ser feito para que as pessoas sintam-se mais seguras e voltem a freqüentar os estádios.

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