No Cornélio de Barros, o Salgueiro recebe a primeira decisão do Estadual no interior

Estádio Cornélio de Barros em junho de 2017. Foto: Salgueiro/facebook (@soucarcara)

O Campeonato Pernambucano de 2017 já está marcado como um dos mais desorganizados da história, com inúmeros palcos vetados no interior, formações reservas em campo e falta de datas. Entre os dois jogos da final, um hiato inacreditável de 52 dias. Após uma longa costura, que envolveu até a Conmebol, devido ao jogo dos rubro-negros pela Copa Sul-Americana, finalmente chegou o momento da decisão entre Salgueiro e Sport.

Em 28 de junho, o estádio Cornélio de Barros receberá a 69ª decisão em 103 edições, após o 1 x 1 na Ilha. É a primeira vez que o jogo final ocorre fora do Grande Recife – o próprio estádio salgueirense havia recebido a ida de 2015. Vale lembrar que Sport e Santa deram voltas olímpicas em Caruaru (1997) e Petrolina (2005), mas em conquistas de forma antecipada. Numa final à vera, teremos um cenário inédito no sertão. Com capacidade para até 12.070 espectadores, o Cornélio será o 8º estádio a receber uma final. O último palco inédito no futebol local havia sido a arena, há três temporadas.

Resta saber se veremos também o primeiro campeão do interior…
Quanto ao Sport, vai pelo 41º título, tentando ampliar o recorde…

Eis os palcos de todas as finais do Pernambucano de 1915 a 2016:

Ilha do Retiro (28)
Sport (15, com 52%) – 1948, 1961, 1962, 1981, 1988, 1991, 1992, 1994, 1996, 1998, 1999, 2000, 2003, 2006 e 2010
Santa Cruz (10, com 35%) – 1940, 1946, 1957, 1971, 1973, 1986, 1987, 2012, 2013 e 2016
Náutico (2, com 7%) – 1954 e 1965
América (1, com 3%) – 1944

Arruda (16)
Santa Cruz (8, com 50%) – 1970, 1976, 1983, 1990, 1993, 1995, 2011 e 2015
Náutico (6, com 37%) – 1984, 1985, 1989, 2001, 2002 e 2004
Sport (2, com 12%) – 1977 e 1980

Aflitos (15)
Náutico (7, com 46%) -1950, 1951, 1960, 1963, 1966, 1968 e 1974
Sport (5, com 33%) – 1917, 1949, 1953, 1955 e 1975
Santa Cruz (3, com 20%) – 1947, 1959, 1969

Avenida Malaquias (3)
América (1, com 33%) – 1921
Santa Cruz (1, com 33%) – 1932
Náutico (1, com 33%) – 1934

Jaqueira (3)
Santa Cruz (2, com 66%) – 1933 e 1935
Sport (1, com 33%) – 1920

British Club (2)
Flamengo (1, com 50%) – 1915
Sport (1, com 50%) – 1916

Arena Pernambuco (1)
Sport (1, com 100%) – 2014 

Números do Arruda em 45 anos

Evolução do Arruda, de 1965 a 2010. Fotos: Arquivo e Toni Abreu/Panoramio (2010)

Em 4 de julho de 1972, Santa Cruz e Flamengo empataram sem gols em um amistoso com mais de 60 mil espectadores. A festa marcou a abertura oficial do Estádio José do Rêgo Maciel. Até então com arquibancadas incompletas, o local já recebia partidas oficiais do tricolores desde 1967. Tanto que até uma decisão estadual já havia sido disputada por lá, com volta olímpica do Santa. Entretanto, a obra, com um ano e meio de duração, transformou o estádio em Colosso, o maior palco particular da região. Daí, a data magna do Mundão, que ficaria ainda maior dez anos depois. No embalo dos 45 anos do templo coral, vamos a uma compilação de números já publicados no blog…

Desempenho do Santa Cruz no estádio (desde 1967*)
1.483 jogos
889 vitórias
348 empates
246 derrotas
* Competições oficiais e amistosos até 4 de junho 2017

16 finais do Campeonato Pernambucano
Santa Cruz (8 títulos) – 1970, 1976, 1983, 1990, 1993, 1995, 2011 e 2015
Náutico (6) – 1984, 1985, 1989, 2001, 2002 e 2004
Sport (2) – 1977 e 1980

Jogos da Seleção Brasileira
13/05/1978 – Brasil 0 x 0 Seleção Pernambucana (42.621 pessoas)
19/05/1982 – Brasil 1 x 1 Suíça (59.732)
02/05/1985 – Brasil 2 x 0 Uruguai (59.946)
30/04/1986 – Brasil 4 x 2 Iugoslávia (54.249)
09/07/1989 – Brasil 2 x 0 Paraguai (76.800, Copa América)
29/08/1993 – Brasil 6 x 0 Bolívia (96.990, Eliminatórias)
23/03/1994 – Brasil 2 x 0 Argentina (90.400)
29/06/1995 – Brasil 2 x 1 Polônia (24.000)
10/06/2009 – Brasil 2 x 1 Paraguai (55.252, Eliminatórias)
10/09/2012 – Brasil 8 x 0 China (29.658)

Torneios internacionais de seleções: Copa da Independência (1972), Pré-Olímpico (1976), Copa América (1989) e Eliminatórias da Copa (1994 e 2010)

Evolução da capacidade de público
1967 – 25.000 lugares
1972 – 64.000 (+39.000), após conclusão do anel inferior
1982 – 110.000 (+53.000), após a construção do anel superior
1993 – 85.000 (-25.000*)
2001 – 75.000 (-10.000*)
2005 – 65.000 (-10.000*)
2012 – 60.044 (-4.956*)
2015 – 50.582 (-9.462*)
* Redução por medida de segurança

Recorde de público
96.990 torcedores – Brasil 6 x 0 Bolívia (29/08/1993)

Cifras do estádio
850 mil dólares, o valor para a conclusão do anel inferior em 1972
282 milhões de cruzeiros, o valor para a construção do anel superior em 1982
4 milhões de reais, a reforma para a reabertura em 2009

Santa empata com o Náutico e garante a 3ª vaga de PE no Nordestão. Na fase Pré

Pernambucano 2017, disputa pelo 3º lugar: Santa Cruz x Náutico. Foto: Peu Ricardo/DP

Arruda vazio, time reserva. Embora o Santa Cruz não tenha criado o cenário ideal para um jogo tão importante, valia a definição da terceira vaga do estado na Copa do Nordeste de 2018. Com a vantagem construída na arena, quando venceu, o tricolor jogou sem forçar. Controlou parte do jogo, com o esfacelado Náutico lutando bastante, e segurou o empate em 1 x 1, suficiente para terminar o campeonato estadual em terceiro lugar.

Com a classificação, o tricolor participará, em julho, de uma fase preliminar do regional. A etapa, recém-criada pela CBF, contará com oito clubes, divididos em quatro mata-matas. Os confrontos ainda serão definidas por sorteio. Quem passar, vai à fase de grupos da Lampions, reduzida de 20 para 16 clubes. Ou seja, durante a Série B o time de Vinícius Eutrópio terá que compartilhar o foco. Provavelmente, veremos uma equipe mais qualificada que a formação no sexto Clássico das Emoções no ano, sob olhares de 3.387 espectadores.

Pernambucano 2017, disputa pelo 3º lugar: Santa Cruz x Náutico. Foto: Peu Ricardo/DP

Jacsson no gol, Nininho na direita (neste caso justificável, devido à lesão de Vítor), Wellington Cézar, Gino, Everton Santos… Não por acaso, este time deu chance ao Náutico, que no primeiro tempo equilibrou a disputa, com boas chances de ambos os lados. O empate em branco parecia encaminhado até os 46, quando Everton Santos, que perdera um gol cara a cara, teve mais uma chance. Diante de Jefferson, o goleiro acionado no lugar do machucado Tiago Cardoso, o atacante marcou. Chegou a 6 gols no torneo. Artilheiro isolado, mesmo sem ser titular, mesmo sem agradar. Coisas desse Pernambucano.

No segundo tempo, os dois treinadores mexeram bastante, com a saída de Erick sendo a mais surpreendente. Foi a segunda vez seguida que Waldemar Lemos tirou o jovem atacante, hoje o principal nome timbu. Injustificável. Na reta final, após perder duas chances, uma delas em boa jogada de Maylson, o Náutico já parecia aceitar o revés. Até os 38, quando Anselmo pegou um rebote e empatou. A partida seguiria ate os 49, mas àquela altura o Santa enfim mostrava organização, prendendo a bola no ataque, com Pitbull de volta. No geral, o clássico não fez justiça ao nome, mas decidiu o futuro. No Santa, a 3ª participação seguida na Lampions. No Náutico, a 3ª ausência em seis anos. E nas três em que participou, não saiu da primeira fase…

Troféu Gena*
8 pontos – Náutico (2v, 2e, 2d)
8 pontos – Santa (2v, 2e, 2d)
* Em homenagem ao centenário do clássico, somando os duelos em 2017

Pernambucano 2017, disputa pelo 3º lugar: Santa Cruz x Náutico. Foto: Peu Ricardo/DP

Júlio César pega pênalti e Santa Cruz fica no empate sem gols com o Atlético-PR

Copa do Brasil 2017, oitavas de final: Santa Cruz 0 x 0 Atlético-PR. Foto: Peu Ricardo/DP

O Santa Cruz finalmente estreou na Copa do Brasil. Com o título nordestino no último ano, o tricolor ganhou a pré-classificação às oitavas de final, numa “compensação” à retirada da vaga na Sula. Em tese, o sorteio até ajudou. Como teria que enfrentar, necessariamente, um dos oito brasileiros presentes na Libertadores vigente, o time pernambucano escapou de pesos pesados como Palmeiras, Flamengo e Galo. Mas, diante do Atlético-PR, a limitação técnica mostrou que a dificuldade seria grande contra qualquer um.

Volantes lentos, dificuldade na criação, dependência da bola parada e falta de reposição, com Barbio, Primão e Everton Santos acionados no decorrer. Pouco diante de um time realmente estruturado, como é o caso do Furacão, que sai do Arruda frustrado pelo pênalti desperdiçado, com Júlio César defendendo a cobrança de Rossetto. Fora o fraco desempenho do ataque, com o ex-tricolor Grafite seguindo em jejum. Empate em 0 x 0, numa chave ainda aberta, até pela condição do time paranaense, poupando nomes.

O jogo de volta, na Arena da Baixada, será dentro de três semanas. Com R$ 1,05 milhão de cota nesta fase, o Santa pode arrecadar mais R$ 1,195 milhão caso se classifique fora de casa (empate com gols a favor). Isso significaria também uma presença inédita nas quartas de final, após 23 participações. Um pouquinho de evolução ajudaria bastante nesta possibilidade…

Copa do Brasil 2017, oitavas de final: Santa Cruz 0 x 0 Atlético-PR. Foto: Peu Ricardo/DP

Clássico das Multidões pelo Nordestão passa de 1 milhão de telespectadores

Copa do Nordeste 2017, semifinal: Santa Cruz 0 x 2 Sport. Crédito: Rede Globo/reprodução

Durante duas horas, o jogo de volta da semifinal nordestina entre tricolores e rubro-negros praticamente monopolizou a atenção na capital pernambucana. A cada 100 televisões ligadas no horário, 72 sintonizaram na partida vencida pelo Sport. Ou seja, procede aquela percepção de que todos os seus vizinhos estavam assistindo ao Clássico das Multidões, através de gritos e fogos.

A audiência média na tevê aberta foi de 46,5 pontos, disparada a maior do ano entre os clubes pernambucanos – superou os 33,4 de Náutico 1 x 1 Sport, na definição da semifinal estadual. A transmissão da Globo Nordeste, comandada por Rembrandt Júnior, registrou um pico de 54,5 pontos. Em termos absolutos no Recife, a audiência média foi de 1,129 milhão de telespectadores, flutuando até 1,323 milhão. É gente demais, num nível de Copa do Mundo. E olhe que esse número desconsidera os torcedores que viram pela Globo através da tevê por assinatura (Sky e NET, por exemplo), além do Esporte Interativo.

No cenário local, entre os jogos com dados divulgados pela emissora, pelo Ibope ou pelo Kim Telereport, responsáveis pela medição, uma partida de futebol não alcançava o patamar de um milhão há três anos, desde a semifinal estadual entre Sport e Santa Cruz, na Ilha. Na ocasião, a disputa de pênaltis alavancou ainda mais o dado. Já o recorde absoluto segue com a estreia rubro-negra na Taça Libertadores da América de 2009, lá no Chile. O jogo teve 57 pontos de média. Considerando a medição atual, aquela noite teria correspondido a 1,384 milhão de pessoas diante da telinha.

Jogos com o Trio de Ferro acima de 1 milhão de telespectadores no Recife.

Os jogos do futebol pernambucano com mais de 1 milhão de telespectadores no Recife. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Podcast – A análise do 4º Clássico das Multidões no ano, com o leão na decisão

Copa do Nordeste 2017, semifinal: Santa Cruz 0 x 2 Sport. Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

O quarto e (provável) último clássico entre Santa e Sport nesta temporada foi bem disputado, diante do maior público da Copa do Nordeste, 35 mil torcedores. Em campo, o rubro-negro se recuperou do revés em casa e se classificou no Arruda. Jogo em que atuou melhor, mas acabou perdendo três de suas principais peças, Ronaldo Alves e Diego Souza lesionados e Rithely, suspenso (e logo dos dois jogos da final). No fim, comemoração e provocação além da conta (no mau sentido). Tudo isso na pauta da gravação exclusiva do 45 minutos. Estou nessa com Celso Ishigami e Fred Figueiroa. Ouça!

03/05 – Santa Cruz 0 x 2 Sport (1h04)

Em clássico quente, Sport elimina o Santa no Arruda e chega à 5ª final no Nordestão

Copa do Nordeste 2017, semifinal: Santa Cruz x Sport. Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

Everton Felipe no banco e André há doze jogos sem marcar. A pressão sobre os dois jogadores era grande. O meia, que tirou onda e teve que aguentar após as atuações apagadas, e o centroavante, com o pé descalibrado mesmo sendo participativo nos jogos, foram decisivos na noite. O Sport venceu o Santa Cruz, ampliando a vantagem no Arruda (52 x 50), e reverteu a semifinal das multidões – com a velha expressão fazendo sentido lá e lô. O rubro-negro está na decisão da Copa do Nordeste 2017 e vai em busca do tetra.

O Sport eliminou o atual campeão num clássico quente, batalhado e com grandes chances criadas, com Magrão (1T) e Júlio César (2T) acionados. Após a comemoração de Pitbull, socando o leão no escudo de concreto na Ilha, o clima ficou tenso. Embora técnicos e diretores tenham ensaiado o discurso pacificador, os jogadores entraram pilhados. Foram cinco expulsões, com Péricles Bassols vendo empurra-empurra em três momentos, com reservas invadindo o campo. Com a bola rolando, o Sport foi todo superação. Precisava marcar dois gols e com 15 minutos perdeu Diego Souza, que sentiu a coxa. Entrou Everton Felipe, que fez um golaço dois minutos depois, levando à loucura a torcida que lotou o setor na Rua das Moças, apesar da desvantagem. Com Thomás, duas vezes, o tricolor chegou perto do empate, numa postura séria, mostrando o quanto estava indefinido o confronto.

No segundo tempo, o jogo caiu, proporcionalmente às faltas e lesões. Na reta final, com o tricolor já retraído, administrando o placar, Magrão repôs a bola num chute de longa distância. Samuel Xavier aproveitou, cruzou pela direita e Vítor cortou mal. Da meia lua, André bateu de chapa, no cantinho. O gol para o necessário 2 x 0, levando o camisa 90 às lágrimas após o apito final. Apito que não encerra a campanha do Sport. Agora, terá o Bahia pela frente, no choque entre os dois campeões nacionais da região. Jogo enorme.

Sport, 5ª final em 12 participações
1994 – Campeão (vs CRB)
2000 – Campeão (vs Vitória)
2001 – Vice (vs Bahia)
2014 – Campeão (vs Ceará)
2017 – A definir (vs Bahia)

Copa do Nordeste 2017, semifinal: Santa Cruz x Sport. Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

Vagas no Nordestão e na Copa do Brasil, a disputa de Santa e Náutico pelo 3º lugar

Jogos pelo Estadual 2017: Náutico 1x1 Santa Cruz e Santa Cruz 1x2 Náutico. Fotos: Peu Ricardo/DP (Arena) e Ricardo Fernandes/DP (Arruda)

Nem em Copa do Mundo a disputa pelo 3º lugar é atrativa. Em Pernambuco, o confronto foi criado em 2013, com o objetivo de definir o terceiro representante do futebol local no Nordestão e na Copa do Brasil do ano seguinte. Pelo vigor do regional, técnico e econômico, a medalha de bronze passou a ter valor, assim como a certeza na copa nacional, sem depender das vagas via ranking nacional, divulgado pela CBF apenas em dezembro, após o Brasileiro.

Creio que Santa Cruz e Náutico, envolvidos no primeiro clássico nesta fase, devam encarar o confronto pensando estritamente no planejamento de 2018. Mesmo que nos últimos quatro anos os jogos, na véspera das finais, tenham sido marcados por disputas insossas, a começar pelo público presente. Desta vez, ida na Arena Pernambuco e volta no Arruda – devido ao melhor saldo dos corais, 8 x 5, após a igualdade na campanha, com 19 pontos e 5 vitórias cada.

Considerando as primeiras cotas de 2017, o jogo vale no mínimo
R$ 600 mil – Copa do Nordeste
R$ 300 mil – Copa do Brasil

Os vencedores da disputa pelo 3º lugar no Estadual
2013 – Náutico (vs Ypiranga, 1 x 1 e 3 x 0)
2014 – Salgueiro (vs Santa Cruz, 1 x 1 e 2 x 1)
2015 – Sport (vs Central, 5 x 0 e 0 x 0)
2016 – Náutico (vs Salgueiro, 1 x 0 e 3 x 0)

Por fim, a agenda do Troféu Gena, o simbólico título em homenagem ao centenário do Clássico das Emoções, em 29 de junho. Com a disputa, chegou-se a oito jogos confirmados nesta temporada. Além dos quatro realizados, mais dois jogos pelo bronze estadual e dois pela Série B.

Troféu Gena*
7 pontos – Náutico (2v, 1e, 1d)
4 pontos – Santa (1v, 1e, 2d)
* Em homenagem ao centenário do clássico, somando os duelos em 2017

Podcast – Análise da primeira semifinal do Estadual, com Santa 1 x 0 Salgueiro

Pernambucano 2017, semifinal: Santa Cruz 1 x 0 Salgueiro. Foto: Peu Ricardo/DP

O jogo de ida da semifinal local entre Santa Cruz e Salgueiro foi truncado. Sem muita criatividade, os dois times bateram cabeça no ataque. Ainda assim, o tricolor conseguiu arrancar a vitória, num pênalti convertido por Salles. O 45 minutos analisou o desempenho dos times, os principais destaques individuais do mandante (Thomás?) e os pontos críticos (Everton Santos?). Também comentamos a arbitragem de Deborah Cecília, com o lance capital da noite. Estou nessa com Rafael Brasileiro e Fred Figueiroa. Ouça!

15/04 – Santa Cruz 1 x 0 Salgueiro (36 min)

Salles marca de pênalti e Santa vence o Salgueiro na abertura da semifinal do PE

Pernambucano 2017, semifinal: Santa Cruz 1 x 0 Salgueiro. Foto: Peu Ricardo/DP

O Santa Cruz teve uma atuação mediana. Não sufocou o Salgueiro. Sequer envolveu o adversário, que povoou o meio-campo e travou o já truncado sistema ofensivo coral. Ainda assim, é possível destacar que o tricolor buscou mais o resultado que o visitante, dono da melhor campanha. E na bola parada, sempre ela, alcançou a vitória. Magra, 1 x 0, mas suficiente para atuar em vantagem na noite do próximo sábado, em busca da terceira final consecutiva, em busca do tricampeonato pernambucano.

Diante de 22.056 torcedores no Arruda, no maior público do futebol local nesta temporada, o Santa teve Anderson Salles como goleador novamente. O zagueiro chegou a sete gols em 2017, tornando-se o principal artilheiro o time. São quatro gols de falta e três de pênalti, o último nesta semifinal. Num jogo em que teve apenas duas oportunidades em cobranças de falta, levando perigo nas duas, com Mondragon espalmando, o defensor acabou balançando as redes numa cobrança de pênalti – indefensável.

Pernambucano 2017, semifinal: Santa Cruz 1 x 0 Salgueiro. Foto: Peu Ricardo/DP

O lance aconteceu aos 12 minutos do segundo tempo, depois de a árbitra Deborah Cecília marcar falta de Tamandaré em Tiago Costa – lance discutível. Apesar da vantagem, o Santa continuou encontrando dificuldades para criar jogadas, como vem sendo desde o primeiro jogo oficial. Everton Santos saiu vaiado, André Luís pouco acrescentou e Halef Pitbull, brigando bastante pela bola, teve apenas uma chance, desperdiçando na cara do gol. Mas não dá pra dizer, desta vez, que Eutrópio não tentou. Escalou Pereira, acionou Léo Costa, reposicionou Thomás (o mais lúcido) durante o jogo… E o time simplesmente caiu na marcação do Carcará, fechando os corredores de Tiago Costa e Vítor.

Faltou ao Salgueiro, então, vontade e qualidade lá na frente. Deixou Willian Lira enfiado entre os zagueiros corais durante noventa minutos, sem um cruzamento decente. Valdeir, o bom meia do time, e Rodolfo Potiguar, o experiente volante, acabaram insistindo em arremates de fora da área, com Júlio César numa noite bem insegura. O goleiro acabou ajudado pelas finalizações mascadas. Neste contexto, a vitória tricolor acabou sendo bem satisfatória. Entretanto, o confronto segue bem aberto…

Pernambucano 2017, semifinal: Santa Cruz 1 x 0 Salgueiro. Foto: Peu Ricardo/DP