Sport não joga bem, mas vence Joinville e consegue vantagem na Copa do Brasil

Copa do Brasil 2017, 4ª fase: Sport 2 x 1 Joinville. Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

Este mês de abril proporcionou um cenário inédito no Sport, com a disputa de mata-matas em quatro competições oficiais distintas, nos âmbitos estadual, regional, nacional e internacional. Uma sequência de quarta/domingo com jogos de maior pressão e cobrança. Ao utilizar equipes alternativas em seis jogos no hexagonal, o objetivo do Sport era, justamente, chegar neste momento com o time principal mais encaixado e descansado. Foi assim com Campinense e Danubio, em boas atuações pelo Nordestão e Sula. Embora também tenha vencido o Joinville, a rotação do time foi bem abaixo.

O leão encarou mais um time recuado, jogando por um bola – que existiu, numa saída errada de Magrão. Estudando o adversário além da conta, o Sport trocava passes sem conseguir verticalizar jogadas. Everton Felipe jogou mal e André, isolado, pouco participou. Ney Franco trocou os dois no segundo tempo, no mesmo instante, quando o jogo já estava 1 x 1. Entraram Lenis e Juninho. O colombiano foi arisco, avançando em todas as jogadas de linha de fundo. Como desperdiçou três chances, ouviu reclamações, apesar de ter mostrado futebol. Já o prata da casa mostrou serviço novamente ao substituir o centroavante titular. Segue prendendo a bola, mas também tem qualidade, como no gol da vitória, aos 38. Num belo passe de Rithely (que já havia feito um golaço sob um toró), o atacante dominou rápido e finalizou ainda melhor.

Para um time que não mostrou organização na Ilha, a vitória por 2 x 1 acabou sendo satisfatória. Terá o empate dentro de uma semana, na Arena Joinville, onde deverá encontrar uma atmosfera maior que a ida, com menos de 5 mil torcedores – com chuva e tevê, é verdade. Acabou simulando um peso menor a um confronto (acessível) que vale R$ 1,05 milhão de cota e a vaga nas oitavas da Copa do Brasil, onde o rubro-negro não chega desde 2010.

Copa do Brasil 2017, 4ª fase: Sport 2 x 1 Joinville. Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

Análise da semifinal pernambucana de 2017 – Sport enfim com força máxima

Pernambucano 2017, 1ª rodada: Sport 3 x 0 Central. Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

Em dez jogos disputados no hexagonal, o Sport usou formações alternativas em seis. Em um desses, no empate com o Salgueiro na Ilha, utilizou apenas juniores. Por isso, o rendimento do Sport no Estadual pode ser bem enganoso. Tecnicamente, o time está à frente dos adversários – o que nos últimos anos não resultou em taças, diga-se. Somente no setor ofensivo, o investimento é de quase R$ 15 milhões. E chega à semifinal em seu melhor momento na temporada, após boas vitórias sobre Campinense e Danubio, em mata-matas, num grau de pressão diferenciado. Ou seja, as apresentações em outros torneios fomentam a análise sobre o leão, agora treinado por Ney Franco.

Curiosamente, a saída de Daniel Paulista aconteceu no próprio Campeonato Pernambucano, após o empate com os reservas do Santa, em casa. Até ali, por mais que o time alcançasse as metas no ano, o futebol não vinha evoluindo. Portanto, aliar qualidade técnica à competitividade é a principal tarefa do novo comandante, até por encarar um clássico já na semifinal – em quatro jogos deste porte disputados até aqui, nenhuma vitória. Com apenas um título pernambucano nesta década, em 2014, o Sport passa a “priorizar” a competição a partir de sua fase decisiva. A falta de foco não será desculpa.

Desempenho na semifinal (2010/2016): 7 participações e 6 classificações
Vs Náutico na semifinal: 2 confrontos (2011 e 2012) e 2 classificações

O esquema tático leonino sofreu ajustes com a chegada de Ney Franco. A maior foi no meio, com a entrada de Fabrício e o recuo de Everton Felipe

Formação básica do time titular do Sport no Estadual de 2017. Crédito: this11.com com arte de Cassio Zirpo/DP

Destaque
Diego Souza. Embora tenha jogado poucas vezes no Estadual, devido ao planejamento do time, o meia se destacou nas outras frentes, Nordestão e Copa do Brasil. Tanto na criação quanto na conclusão, é a maior arma.

Aposta
André. Foi o maior investimento leonino no ano, R$ 5,2 milhões, mas ainda não deslanchou. Por outro lado, o atacante começou a ser mais utilizado sob o comando de Ney Franco. A evolução da equipe pode refletir no centroavante.

Ponto fraco
Marcação. Com seguidos testes nas laterais e na composição dos volantes, o Sport ainda não passa segurança no setor, hoje ocupado por uma revelação de 18 anos – justamente porque o contratado, Rodrigo, ainda não rendeu.

Campanha no hexagonal (10 jogos)
17 pontos (3º lugar)
4 vitórias (3º que mais venceu)
5 empates (1º que mais empatou)
1 derrota (quem menos perdeu)
14 gols marcados (4º melhor ataque)
8 gols sofridos (2ª melhor defesa)

Melhor apresentação: Sport 3 x 0 Central, em 28 de janeiro, na Ilha do Retiro.

Em noite de golaços, Sport goleia o Danubio e encaminha a vaga na Sula

Sul-Americana 2017, 1ª fase: Sport 3 x 0 Danubio. Foto: Paulo Paiva/DP

Com três bonitos gols, de Rithely, Diego Souza e Fabrício, o Sport fez a sua melhor estreia em cinco participações na Sul-Americana. Finalmente criando uma atmosfera copeira no torneio, com 13 mil torcedores bem dispostos ao incentivo, o time rubro-negro foi, aos poucos, encontrando espaço para golear o Danubio por 3 x 0. Embora tenha pressionado mais nos primeiros minutos, o adversário uruguaio não conseguiu impor a marcação adiantada o jogo inteiro. Foi forçado ao erro, com o mandante estabelecendo uma ótima vantagem para o duelo em Montevidéu.

O jogo de volta será apenas em 11 de maio. Até lá fica a expectativa sobre a evolução do trabalho de Ney Franco. Na escalação, na formação tática (Everton variando de volante a ponta) e no papel da bola parada. Hoje, mesmo com apenas três apresentações sob seu comando, já é visível a melhora. No meio, o jovem Fabrício se manteve em duas pedreiras – quartas do Nordestão e estreia na Sula. Com bom passe e senso de posicionamento, o volante virou uma grande sombra para Ronaldo, ainda machucado. Ainda mostrou personalidade ao assumir a bola parada no segundo tempo, com direito a uma cobrança de falta no ângulo direito de Cristóforo – domingo, quando cobrou um dos pênaltis, já indicara esse recurso favorável.

Sul-Americana 2017, 1ª fase: Sport 3 x 0 Danubio. Foto: Paulo Paiva/DP

Àquela altura, com 68 minutos de bola rolando, o jogo já estava controlado pelo Sport, com dois gols de vantagem. Graças a Diego Souza, comandando o time. O camisa 10 (número excepcional no torneio) ampliou a sua lista de golaços no clube. Havia marcado de bicicleta contra o Campinense. Desta vez, numa marcação dobrada na área, quase sem espaço, levantou a bola e pedalou para encontrar Rithely, que completou de cabeça – o volante insistiu bastante em passes verticais, mas foi coração puro na recomposição. Depois, num lance curiosíssimo, um festival de malabarismo. André tentou de bike. No rebote, Rogério arriscou da mesma forma e a zaga salvou. E a sobra foi para DS, que mudou um ‘pouco’ o estilo, mandando de voleio.

Em transmissão ao vivo para todo o país pelo Sportv, o meia deu mais lastro a Tite, que o convocou para os últimos três jogos da Seleção. Quanto ao león, o resultado pavimentou uma inédita classificação diante de um clube do exterior – já foi a primeira vitória diante de um gringo nesta copa. Até hoje, enfrentara Libertad, do Paraguai, e Huracán, da Argentina. Pela diferença de futebol na Ilha, o Danubio terá que suar muito para avançar à 2ª fase e fisgar a cota de R$ 945 mil. Deverá encarar um time mais encorpado…

Sul-Americana 2017, 1ª fase: Sport 3 x 0 Danubio. Foto: Paulo Paiva/DP

Pac-Man no Arruda, Arena, Ilha e Aflitos

De forma pra lá de aleatória, o Google integrou o Pac-Man ao Google Maps. Na ideia, é possível transformar qualquer mapa digitalizado pelo site em labirintos do famoso game do Atari, criado em 1980. Em Pernambuco, ao abrir o aplicativo/página, você pode jogar no seu próprio bairro. Basta clicar no ícone do Pac-Man para “transformar” o cenário – canto inferior no desktop e lado direito no mobile. Trazendo isso para o futebol, o blog registrou os mapas do Pac-Man nos principais estádios pernambucanos.

No Grande Recife, Arruda e Aflitos, pela quantidade de ruas próximas, ficaram com os “labirintos” mais extensos. Há também as versões no Lacerdão e no Cornélio de Barros, embora os estádios não tenham sido ilustrados pelo site.

No game, você tem cinco vidas. O objetivo é “comer” as pastilhas nas ruas, obviamente tendo que fugir dos quatro fantasmas clássicos…

Arruda

Pac-Man no Arruda. Crédito: Google Maps/reprodução

Arena Pernambuco

Pac-Man na Arena Pernambuco. Crédito: Google Maps/reprodução

Ilha do Retiro

Pac-Man na Ilha do Retiro. Crédito: Google Maps/reprodução

Aflitos

Pac-Man nos Aflitos. Crédito: Google Maps/reprodução

Com clássicos no Recife e em Salvador, semifinal do Nordestão 2017 reúne 9,8 milhões de torcedores e 10 títulos

Semifinais da Copa do Nordeste de 2017: Sport x Santa Cruz e Bahia x Vitória. Fotos: Williams Aguiar/Sport, Rodrigo Baltar/Santa Cruz, Felipe Oliveira/Bahia e Vitória/twitter (@ECVitoria)

Os clássicos mais populares dos principais centros futebolísticos da região compõem a semifinal da Copa do Nordeste de 2017. De um lado, o Clássico das Multidões. Do outro, o Ba-Vi. Já está assegurada a decisão Pernambuco x Bahia, que não ocorre há 16 anos. Com Sport, Santa Cruz, Bahia e Vitória envolvidos, a reta final traz uma carga pesada de tradição. São dez títulos entre os 13 torneios oficiais desde 1994. Nas arquibancadas, os confrontos têm a atenção direta de 9.891.907 torcedores. Gente demais, numa projeção a partir da último levantamento nacional, do Paraná Pesquisa. São 4,12 milhões de aficionados no clássico recifense e 5,77 milhões no clássico soteropolitano.

Torcida nacional
11º) Bahia – 2,0% (4.121.628)

14º) Sport – 1,3% (2.679.058)
16º) Vitória – 0,8% (1.648.651)
19º) Santa Cruz – 0,7% (1.442.570)

Títulos do Nordestão
4 – Vitória (7 finais)
3 – Sport (4 finais)
2 – Bahia (5 finais)
1 – Santa (1 final) 

Enquanto o Santa tenta manter a orelhuda dourada no Arruda, os outros três, presentes na Série A desta temporada, querem matar logo a saudade da taça, de 3 anos no Sport, 7 no Vitória e 15 no Bahia. Caso o Leão da Ilha avance, repetirá a final. Seja contra o Bahia (foi vice em 2001), seja contra o Vitória (foi campeão em 2000). Em caso de classificação da cobra coral, a decisão seria inédita – até hoje, o clube só fez semifinais contra os dois rivais baianos.

Em relação à premiação, cada clube já acumulou R$ 1,6 milhão em cotas, somando a fase de grupos, as quartas de final e a semi. Agora, a premiação oferece mais R$ 550 mil ao vice e R$ 1,25 milhão para o grande campeão, além da pré-classificação às oitavas da Copa do Brasil de 2018.

Qual será a final da Copa do Nordeste de 2017?

  • Sport x Bahia (35%, 1.514 Votes)
  • Sport x Vitória (31%, 1.325 Votes)
  • Santa Cruz x Bahia (22%, 944 Votes)
  • Santa Cruz x Vitória (12%, 526 Votes)

Total Voters: 4.308

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Sport x Santa Cruz
Mais uma semifinal das multidões. Em 2014, disputaram uma vaga na mesma condição, com a volta no Mundão. Nesta edição, o Sport investiu bastante, com direito à aquisição de André por R$ 5,2 milhões. O “time principal” atuou poucas vezes, hora com a lesão de Rithely, hora com a convocação de Diego Souza. Agora, de comando novo, chega completo. No Santa, com uma campanha até melhor, a crítica vai para o excesso de precaução de Eutrópio, com seguidas atuações quase sem atacar – com a bola parada de Anderson Salles decidindo. Defende-se bem, mas não se impõe à frente, com Pitbull disputando jogadas praticamente sozinho. Ataque contra defesa?

Datas: 26/04 (Ilha do Retiro, 19h45) e 30/04 (Arruda, 16h)
Santa Cruz: 19 pontos, 6 vitórias, 1 empate e 1 derrota; 11 GP e 2 GC
Sport: 16 pontos, 5 vitórias, 1 empate e 2 derrotas; 16 GP e 9 GC
Em mata-matas no torneio: Sport 1 x 0 Santa (semi de 2014)

Bahia x Vitória
Sem dúvida alguma, um dos Ba-Vis mais importantes dos últimos tempos. Após as três finais regionais, sendo a última em 2002, com triunfo tricolor, poucos duelos tiveram tanto destaque. Exceção feita à inauguração da Fonte Nova, com goleada leonina por 5 x 1. Nesta chave, ambos chegam com força. Venceram lá e lô nas quartas. No Baêa, a boa fase de Régis, artilheiro do time no ano (7 gols), ajuda a dividir as atenções com o Brocador e outras peças, como o polivalente Juninho. No rival, Argel mantém a estrutura tática de um time pegador, rápido. No ataque, Kieza e David se destacam, com a equipe precisando de mais intensidade em Cleiton e Gabriel Xavier.

Datas: 27/04 (Barradão, 20h30) e 30/04 (Fonte Nova, 16h)
Bahia: 20 pontos, 6 vitórias e 2 empates; 18 GP e 2 GC
Vitória: 19 pontos, 6 vitórias, 1 empate e 1 derrota; 14 GPC e 9 GC
Em mata-matas no torneio: Vitória 2 x 1 Bahia (finais em 1997, 1999 e 2002)

Pitaco do blog sobre a decisão: Sport x Vitória…

A análise do podcast 45 minutos sobre as semifinais nordestinas

Após 85% dos jogos, enfim a arrecadação do Estadual de 2017 passa de R$ 1 milhão

Pernambucano 2017, 8ª rodada: Sport 1 x 1 Santa Cruz. Foto: Rede Globo/reprodução

Após 81 jogos realizados, de um total de 95, finalmente a arrecadação do Campeonato Pernambucano ultrapassou a barreira de R$ 1 milhão. Hoje, esta cifra é até comum em partidas únicas nos principais centros do futebol nacional. E também há exemplos no próprio histórico local, onde onze jogos envolvendo o Trio de Ferro já tiveram bilheterias milionárias. No Estadual de 2017, isso representa uma média de R$ 15 mil. Descontando as taxas de arbitragem, segurança, aluguel de campo, entre outros, sobra pouco. A própria FPF vem sendo sentindo no bolso. Como a federação tem direito a 8% da renda bruta de todas as partidas, a entidade só arrecadou R$ 88.879.

Arrecadação do Estadual na era do hexagonal*
2014 – R$ 9.391.936 (média de R$ 67.085, em 140 jogos)
2015 – R$ 7.656,893 (média de R$ 63.280, em 121 jogos)
2016 – R$ 4.737.772 (média de R$ 52.063, em 91 jogos)
2017 – R$ 1.110.998 (média de R$ 15.219, em 73 jogos)
* Excluindo os jogos de portões fechados

Em relação ao público, o índice melhorou um pouquinho, de 1,2 mil para 1,3 mil, por causa do segundo Clássico das Multidões. Mesmo esvaziados, no Arruda e na Ilha do Retiro, foram os únicos jogos acima de dez mil pessoas. Em ambos, a presença foi turbinada pelas torcidas organizadas, mesmo sem as camisas, suspensas (!). Basta ver a ocupação nas duas gerais

Hoje, a média seria a pior da história, desde que a FPF passou a contabilizar esses dados em 1990. Para não ficar atrás da edição de 1997, com 2.080, é preciso somar ao menos 83.203 pessoas nos 14 jogos restantes, sendo oito em mata-matas – com isso, terminaria com 2.081. Possível.

Os 5 maiores públicos no Pernambucano 2017
12.408 – Santa Cruz 1 x 1 Sport (Arruda, 18/02)
10.221 – Sport 1 x 1 Santa Cruz (Ilha, 26/03)
6.419 – Náutico 2 x 1 Sport (Arena, 05/03)
5.015 – Santa Cruz 1 x 2 Salgueiro (Arruda, 02/03)
4.622 – Náutico 1 x 1 Santa Cruz (Arena, 29/01)

Dados até a 8ª rodada do hexagonal do título e a 10ª rodada da permanência:

1º) Santa Cruz (4 jogos como mandante, no Arruda)
Público: 22.801 torcedores
Média de 5.700
Renda: R$ 225.130
Média de R$ 56.282 

2º) Sport (4 jogos como mandante, na Ilha do Retiro)
Público: 19.687 torcedores
Média de 4.921 
Renda: R$ 308.240
Média de R$ 77.060 

3º) Náutico (4 jogos como mandante, na Arena Pernambuco)
Público: 13.917 torcedores
Média de 3.479 
Renda: R$ 220.085
Média de R$ 55.021 

4º) Salgueiro (7 jogos como mandante, no Cornélio de Barros)
Público: 15.840 torcedores
Média de 2.262 
Renda: R$ 76.671 
Média de R$ 10.953  

5º) Central (7 jogos como mandante; 3 no Antônio Inácio, 2 no Lacerdão, 1 na Arena e 1 no Carneirão)
Público: 7.957 torcedores
Média de 1.136 
Renda: R$ 114.460 
Média de R$ 16.351 

6º) Belo Jardim (7 jogos como mandante; 5 no Antônio Inácio e 2 no Arruda)
Público: 2.202 torcedores
Média de 314 
Renda: R$ 20.597 
Média de R$ 2.942 

Geral – 73* jogos (1ª fase, hexagonal do título e hexagonal da permanência)
Público total: 97.844 
Média: 1.340 pessoas
Arrecadação: R$ 1.110.998 
Média: R$ 15.219 
* Mais 8 jogos ocorreram de portões fechados 

Fase principal – 24 jogos (hexagonal do título e mata-mata)
Público total: 71.509 
Média: 2.979 pessoas
Arrecadação total: R$ 881.842 
Média: R$ 36.743 

Pernambucano 2017, 8ª rodada: Sport 1 x 1 Santa Cruz. Foto: Rede Globo/reprodução

Pressionado, Sport escala titulares na Ilha e empata com time reserva do Santa Cruz

Pernambucano 2017, 8ª rodada: Sport x  Santa Cruz. Foto: Ricardo Fernandes/DP

Com as quartas de final do Nordestão pela frente, a decisão de poupar o time no Pernambucano era natural, necessário até. Para evitar mais desgaste e lesões num calendário apertado ou até mesmo para manter o foco da equipe. No cenário local, o clássico pouco definiria. Virtualmente classificado, teria como objetivo apenas a luta pelo mando de campo. Então, uma formação 100% reserva. Pois a descrição não cabe ao Sport, cujo discurso do então candidato Arnaldo Barros apontava até a utilização do Sub 20 no Estadual. Foi o Santa Cruz, que não havia dado um pio sobre o assunto, que mandou o time suplente à Ilha, consciente de que o resultado, neste domingo, era indiferente ao planejamento. O rival escalou os principais jogadores à disposição, excluindo Diego Souza e Mena, nas Eliminatórias, e Rithely, machucado.

No Sport, com atuações ruins em sequência, Daniel Paulista esclareceu que o revezamento, formulado há semanas, apontava três jogos com o titular e um com o reserva. A conta não bate, uma vez que após o Campinense o Leão terá o Danubio, pela Sula. Tentando justificar o injustificável, anulando qualquer reclamação posterior sobre cansaço, a verdade é que, creio, o técnico rubro-negro tentou se preservar na função. Visão baseada em resultados (contra times tecnicamente bem inferiores), não em futebol jogado.

Pernambucano 2017, 8ª rodada: Sport x  Santa Cruz. Foto: Ricardo Fernandes/DP

Tentando vencer o primeiro clássico em 2017, Daniel foi para tentar atropelar o Santa e fazer as pazes com a torcida. Assim como no Arruda, o Sport foi melhor. E assim como no Arruda, o Santa se superou, mesmo inoperante ofensivamente, com o atacante Julio Sheik perdido como meia. Após as vaias dos 10.221 torcedores no primeiro tempo, num jogo desnecessariamente pilhado, mas controlado pela árbitra Deborah Cecília, o Leão seguiu criando oportunidades, mas longe da meta de Jacksson, o estreante goleiro de 22 anos. Rogério foi durante todo o jogo o escape, ganhando em velocidade e finalizando. Quase sempre mal. Até deu uma bela bicicleta, mas só na 8ª tentativa, aos 23 minutos da etapa final, acertou. Recebeu de Juninho, que acabara de entrar, e anotou o seu 7º gol no ano. É o artilheiro do time.

A vantagem, pelo desempenho dos dois times, era bem justa (quase tardia). Porém, a falta de articulação no meio do Sport acabou penalizada. Limitando-se a marcar, o Santa se arriscou um pouco mais, chamando faltas próximas à área. Num duelo de disparidade técnica (e hoje havia bastante), a bola parada poderia ser salvadora. Mas sem Anderson Salles, um dos poupados. Com a bola à disposição para um novo cobrador, o também estreante Pereira empatou. O meia mandou no canto direito de Magrão, aos 37. A partir dali, a partida não andou mais, com o 1 x 1 definitivo. Ao time reserva do Santa, os méritos pelo esforço. A Daniel, o todo o ônus do tropeço.

Pernambucano 2017, 8ª rodada: Sport x  Santa Cruz. Foto: Ricardo Fernandes/DP

Com 82% dos jogos realizados, Estadual de 2017 tem média de 1.227 torcedores

Pernambucano 2017, 7ª rodada: Belo Jardim 0 x 1 Sport. Crédito: Rede Globo Nordeste/reprodução

Após 78 das 95 das partidas programadas para o Campeonato Pernambucano de 2017, a média de público segue a pior desde que a FPF passou a contabilizar o dado, há 27 anos. A cada jogo, apenas 1.227 torcedores, considerando os duelos com borderô, pois oito ocorreram de portões fechados. Em 1997, ainda a pior edição em termos de presença na arquibancada, o índice foi de 2.080 – aquele fundo do poço acabou gerando a intervenção do governo do estado, com ingressos subsidiados.

Para que esta edição não “supere” o recorde negativo, os 17 jogos restantes terão que somar ao menos 95.130 pessoas – com isso, a média chegaria a 2.081. Até aqui, foram 85 mil pessoas. Logo, os mata-matas serão decisivos para impulsionar a assistência, até porque todos vêm deixando a desejar no hexagonal. Só um jogo passou de 10 mil pessoas, o Clássico das Multidões, e no último domingo, no encerramento da 7ª rodada da fase principal, apenas 437 pessoas foram ao Arruda para ver Belo Jardim 0 x 1 Sport, com mando agrestino. Como os poucos rubro-negros presentes ficaram posicionados atrás da barra à esquerda das cabines, a transmissão, em sinal aberto na tevê, exibiu o concreto vazio. Péssimo para a imagem do campeonato.

Em relação à arrecadação, a FPF tem direito a 8% da renda bruta de todos os jogos. Logo, do apurado de R$ 943 mil, a federação já arrecadou R$ 75.443.

Dados até a 7ª rodada do hexagonal do título e a 10ª rodada da permanência:

1º) Santa Cruz (4 jogos como mandante, no Arruda)
Público: 22.801 torcedores
Média de 5.700
Renda: R$ 225.130
Média de R$ 56.282 

2º) Náutico (3 jogos como mandante, na Arena Pernambuco)
Público: 12.410 torcedores
Média de 4.136 
Renda: R$ 212.970
Média de R$ 70.990 

3º) Sport (3 jogos como mandante, na Ilha do Retiro)
Público: 9.466 torcedores
Média de 3.155
Renda: R$ 148.885
Média de R$ 49.628 

4º) Salgueiro (7 jogos como mandante, no Cornélio de Barros)
Público: 15.840 torcedores
Média de 2.262 
Renda: R$ 76.671 
Média de R$ 10.953  

5º) Central (6 jogos como mandante; 2 no Lacerdão, 2 no Antônio Inácio, 1 na Arena e 1 no Carneirão)
Público: 7.758 torcedores
Média de 1.293 
Renda: R$ 112.970 
Média de R$ 18.828 

6º) Belo Jardim (7 jogos como mandante; 5 no Antônio Inácio e 2 no Arruda)
Público: 2.202 torcedores
Média de 314 
Renda: R$ 20.597 
Média de R$ 2.942 

Geral – 70* jogos (1ª fase, hexagonal do título e hexagonal da permanência)
Público total: 85.917 
Média: 1.227 pessoas
Arrecadação: R$ 943.038 
Média: R$ 13.471 
* Mais 8 jogos ocorreram de portões fechados 

Fase principal – 21 jogos (hexagonal do título e mata-mata)
Público total: 59.582 
Média: 2.837 pessoas
Arrecadação total: R$ 713.882 
Média: R$ 33.994 

Sport vence Boavista, chega à 4ª fase e já soma R$ 2,83 milhões na Copa do Brasil

Copa do Brasil 2017, 3ª fase: Sport x Boavista. Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

Nove edições após o título da Copa do Brasil, finalmente o Sport voltou a avançar em três mata-matas. Com mais uma vitória sobre o Boavista, o Leão chegou à 4ª fase do torneio, que no novo formato corresponde aos 16 avos de final, cujo adversário será decidido em sorteio. Em mais uma noite às moscas na Ilha neste ano, com apenas 2.014 espectadores, um jogo morno. Embora Daniel Paulista tenha escalado força máxima, exceção feita a Rithely, ainda vetado, o time entrou numa rotação baixa diante do time fluminense, formado por reservas. O 0 x 3 em Saquarema praticamente decidiu o confronto, refletindo bastante duelo no Recife. Faltou futebol, competitividade.

A gol da vitória leonina, por 1 x 0, foi de Diego Souza. Recebeu de André, livre de marcação na área, e bateu cruzado. Chegou a 5 gols em partidas oficiais em 2017, se igualando a André e Rogério, os goleadores da equipe. Foi o seu último ato antes da apresentação à Seleção Brasileira, onde participará dos jogos contra Uruguai e Paraguai, pelas Eliminatórias. Com Tite, será atacante.

Voltando à Copa do Brasil, o Leão já soma R$ 2,83 milhões em cotas de participação, já considerando o novo repasse e a ampliação das cotas anunciada pela CBF. Como comparação, a premiação absoluta pelo título da Lampions League é de R$ 2,85 milhões. Na próxima fase, já valendo uma cota milionária, a tendência é ter pela frente um adversário de peso, como São Paulo, Cruzeiro ou Fluminense, por exemplo. Precisará acelerar.

Cotas do Sport na Copa do Brasil
1ª fase – R$ 525 mil (vs CSA – AL)
2ª fase – R$ 595 mil (vs Sete de Setembro – MS)
3ª fase – R$ 810 mil (vs Boavista – RJ)
4ª fase – R$ 900 mil (a definir)
Oitavas – R$ 1,05 milhão?

Copa do Brasil 2017, 3ª fase: Sport x Boavista. Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

Clássico na Quarta-feira de Cinzas só teve 519 mil telespectadores no Grande Recife

Pernambucano 2017, 5ª rodada: Sport 1 x 1 Náutico. Imagem: Rede Globo/reprodução

Com a forte demanda do carnaval pernambucano, seja nas ladeiras de Olinda ou no Recife Antigo, evita-se jogos de futebol de grande porte na capital durante a Quarta-feira de Cinzas. Com o apertado calendário de 2017, não só teve jogo como um clássico, o primeiro duelo entre rubro-negros e alvirrubros. Além da ressaca momesca, é preciso considerar que o Sport escalou um time reserva e o Náutico estava em péssima fase, quase fora do Nordestão. Na Ilha, o reflexo disso tudo, com apenas 3.430 espectadores, no menor público do Clássico dos Clássicos neste século. E o desinteresse se estendeu à televisão.

A transmissão na Globo Nordeste registrou uma audiência aquém, com 21,4 pontos no Grande Recife. Bem abaixo do índice da competição (28 pontos, dados de 2016), ainda mais considerando que, embora atrapalhe o torcedor in loco, o jogo das 21h45 na quarta-feira é o pico de audiência televisiva.

A audiência do 1 x 1 foi informada por Vinícius Paiva, do blog Teoria dos Jogos. A partir deste dado, chega-se à quantidade de telespectadores, 519.812. Apesar da robusta escala, houve uma queda de 25,7% sobre a média do torneio, de 700 mil, via Ibope. Para se ter ideia, o clássico anterior, Santa 1 x 1 Sport, teve 753 mil telespectadores, com 31 pontos. De fato, era um jogo de maior apelo, mas ocorreu num sábado à tarde, horário com menos aparelhos ligados. 

A data pode atrapalhar, mas tecnicamente o jogo precisa ser cativante…

As 10 maiores audiências no Estadual desde 2010*

1.153.620 – Sport 1 x 0 Náutico (05/05/2010) – final (volta, abaixo)**
1.050.763 – Sport 1 (5) x (3) 0 Santa Cruz (13/04/2014) – semifinal (volta)
1.040.976 – Santa Cruz 0 x 1 Sport (15/05/2011) – final (volta)
988.773 – Náutico 0 x 1 Sport (23/04/2014) – final (volta)**
969.817 – Santa Cruz 1 x 1 Sport (26/03/2014) – hexagonal
961.620 – Sport 2 x 0 Náutico (16/04/2014) – final (ida)**
942.762 – Sport 0 x 2 Santa Cruz (08/05/2011) – final (ida)
887.984 – Náutico 1 x 0 Santa Cruz (28/04/2010) – semifinal (volta)
863.818 – Santa Cruz 0 x 0 Sport (06/05/2012) – final (ida)
853.000 – Sport 2 x 1 Santa Cruz (21/02/2016) – hexagonal

* Número de telespectadores considerando os jogos já divulgados pela emissora. Entre os não revelados, destaque para as decisões de 2013 e 2016

** Jogos realizados na noite de quarta-feira, pico de audiência no futebol