Decisão da Série C entre CSA e Fortaleza garante título nacional ao NE após 4 anos

CSA x Fortaleza, a final da Série C de 2017. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Após quatro temporadas, o futebol nordestino volta a conquistar uma das cinco taças nacionais disputadas anualmente. Um triunfo antecipado, através da final da Série C entre CSA e Fortaleza. Curiosamente, na última vez foi num cenário semelhante, com a final nordestina entre Santa Cruz e Sampaio.

Já classificados à segundona de 2018, os finalistas saíram em vantagem no primeiro jogo da semi. Na volta, o tricolor cearense abriu o placar no Castelão (de São Luís), praticamente assegurando a vaga. Tomou a virada do Sampaio, mas ainda assim avançava. Nos descontos, empatou e festejou. Cobrando um pênalti, o São Bento venceu no Rei Pelé aos 45 do 2º tempo, devolvendo o revés na ida. Porém, o azulão alagoano se garantiu na disputa de pênaltis.

Agora, uma decisão inédita, com a ida em Fortaleza e a volta em Maceió.

O vencedor será o 8º clube da região a conquistar um campeonato nacional, independentemente da divisão. E olhe que os dois já tentaram bastante, com quatro vices para cada um. Chegou a hora de um deles mudar essa história…

Campanhas na Série C de 2017
CSA – 22 jogos; 11V, 8E e 3D; 25 GP e 13 GC
Fortaleza – 22 jogos; 9V, 7E e 6D; 25 GP e 18 GC

Os oito vice-campeonatos nacionais…

Fortaleza
1960 – Taça Brasil (vs Palmeiras-SP)
1968 – Taça Brasil (vs Botafogo-RJ)
2002 – Série B (vs Criciúma-SC)
2004 – Série B (quadrangular)

CSA
1980 – Série B (vs Londrina-PR)
1982 – Série B (vs Campo Grande-RJ)
1983 – Série B (vs Juventus-SP)
2016 – Série D (vs Volta Redonda-RJ)

As redes sociais dos 40 principais clubes do Brasil até outubro de 2017, via Ibope

As redes sociais dos principais clubes do Brasil em 05/10/2017. Crédito: Ibope-Repucom

O Ibope publicou a atualização das bases digitais dos clubes do país, somando os perfis oficiais nas quatro redes sociais mais utilizadas no futebol. O levantamento de outubro traz os 20 clubes da Série A e mais 20 clubes com os maiores quadros nas Séries B (13), C (3) e D (4). Ao todo, são dez times nordestinos, com o Sport sendo o mais numeroso, em 12º no geral. Há vários meses o blog acompanha o quadro e desta vez chamou a atenção a involução no facebook. Isso mesmo, o Trio de Ferro reduziu o número de adeptos na maior rede. O desempenho se estendeu ao Bahia e aos times de Natal. Quadro saturado, desativação de perfis ou má fase dos clubes no Brasileiro?

Considerando as quatro redes quantificadas, o Sport ampliou a liderança na região, numa disputa com o Bahia, passando de 288 mil para 296 mil. Só não lidera no face, cuja diferença se manteve na casa de 26 mil. Na região, o destaque foi o Fortaleza. No embalo do acesso à Série B, foi o time que mais cresceu em três canais: face, insta e no twitter. A seguir, a evolução dos times da região na lista divulgada por José Colagrossi, diretor do Ibope-Repucom.

Os nordestinos com mais usuários nas redes e a evolução mensal
1º) Sport (2.878.690 seguidores) +24.811 (maior evolução no mês)
2º) Bahia (2.582.450) +16.850
3º) Vitória (1.639.344) +16.240
4º) Ceará (1.051.211) +7.709
5º) Santa Cruz (904.230) +6.047
6º) Fortaleza (882.541) +24.623
7º) América-RN (394.025) +535
8º) ABC (384.554) +1.041
9º) Náutico (368.840) +1.222
10º) CRB (252.763) +3.374

Ranking do NE no facebook
1º) Bahia (1.112.037 curtidores) -868
2º) Sport (1.085.739) -1.022
3º) Ceará (652.623) +1.462
4º) Fortaleza (592.132) +8.421 (maior evolução no mês)
5º) Santa Cruz (573.143) -1.568
6º) Vitória (429.329) +3.069
7º) América-RN (245.201) -621
8º) ABC (224.129) -278
9º) Náutico (212.231) -1
10º) CRB (138.207) +481

Ranking do NE no twitter
1º) Sport (1.447.654 seguidores) +21.219 (maior evolução no mês)
2º) Bahia (1.249.525) +13.957
3º) Vitória (1.053.165) +10.381
4º) Ceará (229.367) +1.535
5º) Santa Cruz (186.809) +6.160
6º) Fortaleza (151.874) +2.821
7º) Náutico (109.111) +355
8º) ABC (106.228) +906
9º) América-RN (87.002) +804
10º) CRB (56.049) +1.278

Ranking do NE no instagram
1º) Sport (293.560 seguidores) +3.937
2º) Bahia (182.112) +3.334
3º) Ceará (154.001) +3.839

4º) Vitória (148.049) +2.468
5º) Fortaleza (126.029) +11.887 (maior evolução no mês)
6º) Santa Cruz (118.972) +1.007
7º) América-RN (55.996) +244
8º) CRB (53.724) +1.498
9º) ABC (51.253) +382
10º) Náutico (47.498) +868

Ranking do NE no youtube*
1º) Sport (51.737 inscritos) +677
2º) Bahia (38.776) +427

3º) Santa Cruz (25.306) +448
4º) Ceará (15.220) +873
5º) Fortaleza (12.506) +1.494 (maior evolução no mês)
6º) Vitória (8.801) +322
7º) América-RN (5.826) +108
8º) CRB (4.783) +117
9º) ABC (2.944) +31
* O Náutico não possui perfil oficial

Obs. Uma pessoa pode ter contas em diferentes plataformas, com a lista contando cada uma delas. E pode seguir perfis rivais, também contabilizados. 

Confira o levantamento anterior, com o viés dos nordestinos, clicando aqui.

Na briga pela liderança, o Flamengo finalmente ultrapassou o Corinthians, no duelo particular (de mercado). Em dez meses, o rubro-negro carioca tirou uma diferença de 1 milhão, tornando-se o clube com a maior base digital no país.

Diferença entre Corinthians e Flamengo na lista combinada
01/2017 – 1.008.259 pessoas a favor do Timão
02/2017 – 879.730 pessoas a favor do Timão
03/2017 – 775.363 pessoas a favor do Timão
04/2017 – 704.300 pessoas a favor do Timão
05/2017 – 449.539 pessoas a favor do Timão
06/2017 – 352.891 pessoas a favor do Timão
07/2017 – 281.020 pessoas a favor do Timão
08/2017 – 166.028 pessoas a favor do Timão
09/2017 – 81.951 pessoas a favor do Timão
10/2017 – 34.878 pessoas a favor do Fla

A evolução de mercado das marcas dos clubes do Nordeste, via consultoria BDO

As projeções das marcas dos maiores clubes do Nordeste de 2011 a 2017, via BDO. Arte: Cassio Zirpoli/DP, via infogram

A consultoria BDO RCS publica avaliações sobre as marcas dos clubes brasileiros desde 2009. Inicialmente, no entanto, focava (ou divulgava) apenas os principais clubes de SP, RJ, MG e RS. Os times do nordeste começaram a aparecer com regularidade a partir do levantamento de 2011. Desde então, o “G7″ da região sempre figurou no estudo de mercado. A partir disso, o blog compilou os dados brutos de cada um, considerando os três principais clubes do Recife, os dois de Salvador e os dois de Fortaleza. Somente em 2017 outros dois nordestinos foram mensurados, ABC (9,0 mi) e Sampaio (6,3 mi).

Acima, os números de cada clube, em milhões de reais. Abaixo, a evolução numérica em quatro cenários distintos.

Lembrando que a metodologia de escolha e análise dos clubes utiliza dados financeiros, pesquisas com torcedor, informações de marketing de cada clube e dados econômicos e sociais dos brasileiros. Ao todo são 21 variáveis.

Confira os rankings nacionais: 2011, 2012, 2013, 2014, 2015, 2016 e 2017.

Nordeste (Náutico, Santa, Sport, Bahia, Vitória, Ceará e Fortaleza)
No cenário regional, a dupla Ba-Vi dominou o topo nos cinco primeiros anos, com Vitória 1x (2011) e Bahia 4x (2012, 2013, 2014 – o ano mais achatado no pódio – e 2015). Em 2016, quando superou a barreira de R$ 100 milhões, o Sport assumiu a liderança, mantendo também em 2017. Considerando os outros times, a melhor marca foi do Náutico, com R$ 38,3 milhões em 2014. Na última edição do estudo, a diferença entre esses quatro foi de 9,4 mi, num sinal de equilíbrio pela 4ª força – mantida pelo timbu há sete anos.

As projeções das marcas dos maiores clubes do Nordeste de 2011 a 2017, via BDO. Arte: Cassio Zirpoli/DP, via infogram

Pernambuco (Náutico, Santa Cruz e Sport)
Em 2017, o leão pernambucano estabeleceu uma diferença de R$ 72,3 milhões sobre a soma de Náutico e Santa. Já são três anos consecutivos com a projeção do Sport acima dos rivais agregados. A última vez em que alvirrubros e tricolores, juntos, superaram o rubro-negro foi em 2014, por 1 milhão de reais – neste contexto, a maior diferença foi em 2013, com R$ 18,2 mi. Numa comparação apenas entre Náutico e Santa, o timbu segue à frente desde o início, impressionando a vantagem nos últimos dois anos, quando os corais conseguiram o acesso à elite e ainda ganharam o Nordestão.

As projeções das marcas dos maiores clubes de Pernambuco de 2011 a 2017, via BDO. Arte: Cassio Zirpoli/DP, via infogram

Bahia (Bahia e Vitória)
O Baêa ficou sete anos fora da elite nacional, de 2004 a 2010. A má situação nos gramados refletiu na avaliação de 2011, ano de sua volta, com R$ 12,3 milhões a menos que o maior rival. Seria a única vez. Desde então são seis anos na liderança do estado, impondo até R$ 34,3 milhões a mais, em 2016. A aquisição do CT “Cidade Tricolor” deve influenciar ainda mais em 2018.

As projeções das marcas dos maiores clubes da Bahia de 2011 a 2017, via BDO. Arte: Cassio Zirpoli/DP, via infogram

Ceará (Ceará e Fortaleza)
O vozão sempre esteve à frente do rival. Porém, a maior diferença entre os alencarinos ocorreu em 2011, ano em que o Ceará disputou a Série A pela última vez. A marca alvinegra ficou R$ 6,1 milhões à frente do FEC, que já estava na terceira divisão, onde seguiria até 2017. As melhores avaliações de ambos foram nesta última versão.

As projeções das marcas dos maiores clubes do Ceará de 2011 a 2017, via BDO. Arte: Cassio Zirpoli/DP, via infogram

O mata-mata do acesso à Série B de 2018, com 4 clubes do Nordeste e 4 do Sudeste

O chaveamento das quartas de final da Série C de 2017. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Definidos os confrontos do acesso à segundona de 2018, numa competição à parte, com a glória antes da taça. Após 18 rodadas, com um fim emocionante nos grupos A e B, as quartas de final da Série C do Campeonato Brasileiro de 2017 colocam frente a frente quatro clubes do Nordeste e quatro do Sudeste.

Na última rodada, o Salgueiro chegou a ficar próximo da classificação, mas o rebaixado ASA não conseguiu segurar o empate com o Confiança, que marcou no segundo tempo e obteve a última das oito vagas da primeira fase. Ainda assim, a recuperação do Carcará durante a competição, terminando em 5º lugar, foi importante, pois havia largado mal, na zona de rebaixamento. Quem também passou no último dia foi o Fortaleza, que após três anos não decidirá no Castelão. Após as eliminações em casa, para Macaé, Brasil de Pelotas e Juventude, o tricolor cearense jogará a volta como visitante.

Os confrontos valendo o acesso:
Sampaio Corrêa-MA (1A) x Volta Redonda-RJ (4B)
Tupi-MG (2B) x Fortaleza-CE (3A)
CSA-AL (2A) x Tombense-MG (3B)
São Bento-SP (1B) x Confiança-SE (4A)

Até o troféu são três mata-matas, sempre em ida e volta. Contudo, o primeiro já vale o acesso. Quem fizer mais pontos nos 180 minutos de bola rolando, passa. Em caso de igualdade, vem saldo de gols, maior número de gols na casa do rival e pênaltis. Os quatro semifinalistas, já assegurados na Série B do próximo ano, irão seguir na trilha do título pelo diagrama descrito no post.

Na sua opinião, quais serão os clubes classificados? E o favorito ao título?

Relembre os mata-matas: 2012201320142015 e 2016.

Desempenho nas quartas de final da Série C (2012-2016):

Acessos: SP 3; PA, GO, MG e RS 2; SC, CE, MA, MT, PE, RJ, AL, PR e RN 1 

Eliminações: CE e RJ 4; PB, MG, AL e SP 2; MT, RS, PE e SE 1

As redes sociais dos 40 principais clubes do Brasil até setembro de 2017, via Ibope

As redes sociais dos principais clubes do Brasil em 05/09/2017. Crédito: Ibope-Repucom

O Ibope publicou a atualização das bases digitais dos clubes do país, somando os perfis oficiais nas redes sociais mais utilizadas no futebol. O levantamento de setembro traz os 20 clubes da Série A e mais 20 clubes com os maiores quadros nas Séries B (13), C (3) e D (4). Ao todo, são dez times nordestinos, com o Sport sendo o mais numeroso. Neste mês, o leão foi o representante da região que somou mais torcedores nas quatro redes quantificadas. Hoje, na lista combinada, o rubro-negro tem 288 mil pessoas a mais que o Baêa. Só não lidera no face, cuja diferença, que vinha caindo, subiu no último mês, de 25 mil para 26 mil. Se no quadro nacional o Trio de Ferro aparece com o Sport em 12º, Santa em 22º e Náutico em 31º, no ranking regional as colocações são 1º, 5º e 9º, respectivamente.

Na briga pelo topo, o Corinthians vê a vantagem diminuir mês a mês. Desde janeiro caiu 926 mil. Caso não ocorra uma revolução nas bases digitais do clube paulista, o Flamengo deve passar ainda em 2017.

Diferença entre Corinthians (1º) e Flamengo (2º)
01/2017 – 1.008.259 pessoas
02/2017 – 879.730 pessoas (-12,7%)
03/2017 – 775.363 pessoas (-11,8%)
04/2017 – 704.300 pessoas (-10,0%)
05/2017 – 449.539 pessoas (-36,1%)
06/2017 – 352.891 pessoas (-21,4%)
07/2017 – 281.020 pessoas (-20,3%)
08/2017 – 166.028 pessoas (-40,9%)
09/2017 – 81.951 pessoas (-50,6%)

Voltando ao Recife, o Santa Cruz segue reduzindo o abismo até o Ceará, que fecha o G4 da região. Trata-se de uma meta possível, mas a longo prazo. De janeiro a setembro caiu de 180 mil para 145 mil. Em relação ao Fortaleza, 6º lugar, o tricolor pernambucano só não está à frente no face – exatos 9 mil de diferença. Já o Náutico, o único nordestino presente que não conta com canal no youtube, segue no pelotão dos times de Natal, com um crescimento muito abaixo dos rivais locais. A seguir, a evolução dos times da região a partir da lista divulgada por José Colagrossi, diretor do Ibope-Repucom.

Os nordestinos com mais usuários nas redes e a evolução mensal
1º) Sport (2.853.879 seguidores) +47.900 (maior evolução no mês)
2º) Bahia (2.565.600) +28.853
3º) Vitória (1.623.104) +23.262
4º) Ceará (1.043.502) +6.800
5º) Santa Cruz (898.183) +11.678
6º) Fortaleza (857.918) +5.620
7º) América-RN (393.490) +2.425
8º) ABC (383.513) +1.264
9º) Náutico (367.618) +4.472
10º) CRB (249.389) +3.466

Ranking do NE no facebook
1º) Bahia (1.112.905 curtidores) +1.261
2º) Sport (1.086.761) +866
3º) Ceará (651.161) +1.063
4º) Fortaleza (583.711) +508
5º) Santa Cruz (574.711) -809
6º) Vitória (426.260) +4.676 (maior evolução no mês)
7º) América-RN (245.822) -215
8º) ABC (224.407) +105
9º) Náutico (212.232) +254
10º) CRB (137.726) +264

Ranking do NE no twitter
1º) Sport (1.426.435 seguidores) +39.285 (maior evolução no mês)
2º) Bahia (1.235.568) +21.888
3º) Vitória (1.042.784) +15.272
4º) Ceará (227.832) +2.599
5º) Santa Cruz (180.649) +11.297
6º) Fortaleza (149.053) +2.963
7º) Náutico (108.756) +2.875
8º) ABC (105.322) +459
9º) América-RN (86.198) +1.774
10º) CRB (54.771) +2.099

Ranking do NE no instagram
1º) Sport (289.623 seguidores) +5.864 (maior evolução no mês)
2º) Bahia (178.778) +4.964
3º) Ceará (150.162) +2.678

4º) Vitória (145.581) +3.130
5º) Santa Cruz (117.965) +874
6º) Fortaleza (114.142) +1.547
7º) América-RN (55.752) +673
8º) CRB (52.226) +917
9º) ABC (50.871) +641
10º) Náutico (46.630) +1.343

Ranking do NE no youtube*
1º) Sport (51.060 inscritos) +1.885 (maior evolução no mês)
2º) Bahia (38.349) +740

3º) Santa Cruz (24.858) +316
4º) Ceará (14.347) +460
5º) Fortaleza (11.012) +602
6º) Vitória (8.479) +184
7º) América-RN (5.718) +193
8º) CRB (4.666) +186
9º) ABC (2.913) +59
* O Náutico não possui perfil oficial

Obs. Uma pessoa pode ter contas em diferentes plataformas, com a lista contando cada uma delas. E pode seguir perfis rivais, também contabilizados. 

Confira o levantamento anterior clicando aqui.

As 31 campanhas nordestinas no 1º turno da Série A com 20 clubes, de 2006 a 2017

Campanhas dos clubes nordestinos no 1º turno da Série A desde 2006. Crédito: Cassio Zirpoli/DP

Legenda: pontos (P), jogos (J), vitórias (V), empates (E), derrotas (D), gols a favor (GP), gols sofridos (GC) e colocação no turno (C)

O formato vigente do Campeonato Brasileiro, disputado em pontos corridos e com vinte clubes participantes, foi implantado em 2006, após um período de transição. Mais enxuto, e bem mais difícil, a Série A teve 31 participações do Nordeste de 2006 a 2017. Foram oito clubes distintos, de quatro estados (PE 15, BA 12, CE 3 e RN 1). Encerrada a participação de Sport, Bahia e Vitória no primeiro turno desta temporada, o blog compilou todas as campanhas na primeira metade da competição, traçando um ranking de desempenho. Vale lembrar que cada turno vale uma taça, oferecidas pelo jornal Lance!, sendo o Troféu Osmar Santos no 1º turno e o Troféu João Saldanha no 2º turno.

Em todos os anos ao menos um nordestino esteve presente, tendo no máximo três times. Na maioria das vezes, numa briga contra o descenso. Tanto que, neste recorte, só duas edições terminaram sem nordestinos no Z4: 2008 e 2015. Ao fim do campeonato, em apenas três vezes os representantes da região ficaram entre os dez primeiros colocados, sendo duas vezes com o Vitória, em 2008 (10º) e 2013 (5º), e uma com o Sport, em 2015 (6º).

O resumo do 1º turno do Campeonato Brasileiro de 2006 a 2017:

Participações
8 – Sport
7 – Vitória
5 – Náutico e Bahia
2 – Ceará e Santa Cruz
1 – Fortaleza e América-RN

Fora do Z4 (19 vezes)
Sport (6), Vitória (5), Bahia (4), Ceará (2) e Náutico (2)

No Z4 (12 vezes)
Náutico (3), Santa (2), Sport (2), Vitória (2), América (1), Bahia (1) e Fortaleza (1)

Melhor colocação
5º lugar, com o Vitória em 2008

Pior colocação
Lanterna (5 vezes), com Santa (2006), América (2007), Sport (2009), Náutico (2013) e Vitória (2014)

Obs. Em 2017, o Bahia ainda pode ser ultrapassados pela Ponte Preta, que tem um jogo a menos, mas não mudaria o quadro sobre o descenso.

O impacto do Nordestão nas receitas, distinto entre cotistas e não cotistas

Comparativo "cotas do Nordestão 2018 x faturamento anual (2016)". Crédito: Tiago Nunes/twitter (@TiagoJNunes)

A Copa do Nordeste voltou ao calendário oficial em 2013, após longa batalha judicial, e desde então tornou-se a principal competição para os clubes da região até o início do Brasileiro, em maio. Com cotas ascendentes ano a ano, chegou a R$ 14,8 milhões em 2016. Por que este recorte? Para traçar um comparativo com os últimos balanços financeiros divulgados pelos clubes, do chamado “G7″, com os relatórios sobre 2016 divulgados em abril.

Ideia do físico Tiago Nunes, que elaborou um quadro com a representatividade de cada cada companha possível no regional, vencido pelo Santa Cruz, sobre as receitas operacionais anuais. Fica claro que no caso de Bahia, Sport e Vitória, com contratos vultosos com a Rede Globo, nem mesmo o título mudaria muita coisa – a não ser, claro, a honra de erguer a orelhuda dourada. Nos três casos, a cota pela conquista não teria alcançado 2%. Nos demais, há impacto, com a jornada até a semi significando 3% e a final em pelo menos 5%. Obviamente, existem outras (importantes) variáveis na Lampions League, como bilheteria, baixo custo (viagens, hospedagens e arbitragem pagas), além de ganhos intangíveis, como visibilidade da marca. Campeã, a cobra coral faturou R$ 3,5 milhões na competição, com 66% oriundo da premiação.

Reforçando: trata-se de um debate baseado da desfiliação de Sport e Náutico na Liga do Nordeste, que saíram reclamando justamente das “cotas” de 2018.

Faturamento absoluto dos clubes em 2016
R$ 129.850.000 – Bahia
R$ 129.596.886 – Sport
R$ 111.976.212 – Vitória
R$ 36.854.071 – Santa Cruz
R$ 28.456.481 – Ceará
R$ 23.383.609 – Fortaleza
R$ 16.723.513 – Náutico

Premiação no Nordestão 2016*
R$ 2.385.000 – Santa Cruz (6,47%), campeão
R$ 1.385.000 – Bahia (1,06%), semi
R$ 1.385.000 – Sport (1,06%), semi
R$ 935.000 – Ceará (3,28%), quartas
R$ 935.000 – Fortaleza (3,99%), quartas
* Vitória e Náutico não participaram

Abaixo, o quadro de 2015, com percentuais mais representativos, uma vez que os balanços anuais do trio não tiveram o impacto das luvas dos Nacional. Impressiona o caso tricolor, que, curiosamente, sequer disputou a Lampions.

Comparativo "cotas do Nordestão 2015 x faturamento anual (2015)". Crédito: Tiago Nunes/twitter (@TiagoJNunes)

O racha entre os 16 fundadores da Liga do Nordeste, exposto via notas oficiais

O racha entre os fundadores da Luga do Nordeste. Arte: Cassio Zirpoli/DP

No dia seguinte à desfiliação de Sport e Náutico da Liga do Nordeste, 11 fundadores se manifestaram a favor da associação, mantendo o formato deliberado para a Copa do Nordeste de 2018, com fase preliminar, 16 clubes na fase principal e os recursos originais de participação. Anúncios feitos através das notas oficiais de Bahia, que divulgou o entendimento de outros nove times, e Vitória. Entretanto, três clubes não se manifestaram. Dois deles, Sergipe e Fortaleza, sequer se classificaram à próxima edição do regional, num indício de agendas livres, sujeitas a convites. Já o terceiro clube pode ser o personagem realmente decisivo neste imbróglio, na visão do blog.

Assegurado na pré, o Santa pode herdar a vaga na fase de grupos com a desistência leonina. Por outro lado, caso também saia da liga – e a decisão coral será tomada no Conselho Deliberativo – , o Nordestão perderia o mercado pernambucano, concentrado no Grande Recife, cenário das maiores audiências na tevê aberta. Em 2017, três jogos passaram de 1 milhão de telespectadores, as duas finais e a volta do Clássico das Multidões pela semi.

Obviamente, nenhum patrocinador (nem detentor dos direitos de TV) relevaria a saída dos clubes mais populares do estado. E o exemplo vem de uma das maiores fontes de captação. No sinal aberto, os jogos são sublicenciados pelo Esporte Interativo à Rede Globo. Sem o Recife, essa verba ficaria em xeque – e parece claro o duelo entre os dos canais, cujos clubes à frente já têm contratos assinados no Brasileiro 2019, Sport (Globo) e Bahia (EI). Até que saia a escolha coral, o quebra-cabeças está formado na Associação dos Clubes de Futebol do Nordeste (ACFN), fundada em 30 de outubro de 2000. Com 16 fundadores, a liga mais tradicional do país vive o seu maior racha…

Atualização em 05/07: o Fortaleza também emitiu nota de apoio à liga.

Fundadores favoráveis à continuidade da Copa do Nordeste*
ABC, Bahia, Botafogo-PB, Ceará, Confiança, CRB, CSA, Fluminense de Feira, Treze e Vitória, América-RN e Fortaleza (este, dois dias depois)
* Seguindo a decisão da assembleia geral, ocorrida em 24 de março

Fundadores que se desfiliaram da Liga do Nordeste
Náutico e Sport

Fundadores que ainda não se posicionaram
Sergipe e Santa Cruz

Os demais clubes da região com histórico na Lampions, como Campinense (campeão em 2013), Sampaio Corrêa e Salgueiro (vice estadual e classificado para 2018), são considerados “ouvintes” nas reuniões da liga. Neste embate, devem virar alvos dos subgrupos. Tendo que optar entre a consolidação do Nordestão e a promessa de mais receita a curto prazo em outro torneio.

Qual deveria ser a posição do seu clube? Opine.

Cota absoluta de participação no Nordestão
2013 – R$ 5,6 milhões
2014 – R$ 10,0 milhões (+78%)
2015 – R$ 11,1 milhões (+11%)
2016 – R$ 14,8 milhões (+33%)
2017 – R$ 18,5 milhões (+25%)
2018 – R$ 23,0 milhões* (+24%)
* Previsão

A seleção da Copa do Nordeste de 2017, com 3 jogadores do Sport e 1 do Santa

A seleção oficial da Copa do Nordeste. Crédito: Bahia/twitter

O Bahia dominou a seleção da Copa do Nordeste de 2017. No embalo do título, o tricolor de aço emplacou seis jogadores na lista dos melhores, além do craque (Régis, também artilheiro, com 6 gols) e do técnico, Guto Ferreira, que partiu para o Inter logo depois da taça. No Sport, o vice, foram três nomes: Magrão, Rithely e Diego Souza. Curiosamente, os três já haviam sido premiados em edições anteriores do regional. Completaram a seleção o zagueiro coral Anderson Salles e o atacante David, do rubro-negro baiano. Ou seja, onze nomes presentes entre os quatro melhores colocados.

Abaixo, a lista de 2017 (divulgada pelo Bahia) e as demais seleções oficiais do Nordestão desde a retomada no calendário da CBF, há cinco temporadas. A escolha já teve vários formatos, sempre estabelecidos pelos organizadores, a Liga do Nordeste e o Esporte Interativo, detentor dos direitos de transmissão.

2017 (Formação 4-4-2). Craque: Régis (Bahia)
Magrão (Sport); Eduardo (Bahia), Anderson Salles (Santa Cruz), Tiago (Bahia) e Armero (Bahia); Rithely (Sport), Edson (Bahia), Diego Souza (Sport) e Régis (Bahia); David (Vitória) e Edigar Junio (Bahia). Técnico: Guto Ferreira (Bahia)

2016 (Formação 4-3-3). Craque: Grafite (Santa Cruz)
Tiago Cardoso (Santa Cruz); Samuel Xavier (Sport), Tiago Sala (Campinense), Durval (Sport) e Tiago Costa (Santa Cruz); Uillian Correia (Santa Cruz), Juninho (Bahia) e Roger Gaúcho (Campinense); Keno (Santa Cruz), Grafite (Santa Cruz) e Rodrigão (Campinense). Técnico: Francisco Diá (Campinense)

2015 (Formação 4-3-3). Craque: Ricardinho (Ceará)
Luís Carlos (Ceará); Nino Paraíba (Vitória), Charles (Ceará), Thales (Bahia) e Renê (Sport); Souza (Bahia), Ricardinho (Ceará) e Diego Souza (Sport); Kieza (Bahia), Magno Alves (Ceará) e Robert (Sampaio Corrêa). Técnico: Sérgio Soares (Bahia)

2014 (Formação 4-4-2). Craque: Neto Baiano (Sport)
Magrão (Sport); Patric (Sport), Sandro (Ceará), Durval (Sport) e Renê (Sport); Luciano Sorriso (Santa Cruz), Rithely (Sport), Daniel Costa (CSA) e Ricardinho (Ceará); Magno Alves (Ceará) e Neto Baiano (Sport). Técnico: Eduardo Baptista (Sport)

2013 (Formação 4-4-2)
Pantera (Campinense); Osmar (ASA), Edivânio (Campinense), Roberto Dias (Campinense) e Glaybson (Campinense); Panda (Campinense), Lucas (Fortaleza), Bismarck (Campinense) e Ricardinho (Ceará); Assisinho (Fortaleza) e Léo Gamalho (ASA). Técnico: Oliveira Canindé (Campinense)

Total de premiações (na seleção):
13 Sport
10 Bahia
9 Campinense
Ceará
7 Santa Cruz
2 ASA, Fortaleza e Vitória
1 CSA e Sampaio Corrêa

O ranking histórico da Copa do Nordeste, com 53 clubes entre 1994 e 2017

Todas as campanhas no G4 na Copa do Nordeste (1994-2017). Arte: Cassio Zirpoli/DP

A Copa do Nordeste teve 14 edições oficiais de 1994 a 2017. Até hoje, 53 clubes dos nove estados da região já participaram do torneio. Indo além da lista de campeões, com sete times, sendo o Vitória o maior vencedor, tetra, o blog compilou todas as campanhas, literalmente. Da pioneira edição em Alagoas, quando o nome foi estabelecido, até a decisão na Fonte Nova em 2017, foram realizadas 979 partidas, com 2.702 gols marcados. No geral, uma média de 2,75. Em relação à pontuação absoluta, o Bahia assumiu a liderança isolada. Com a campanha do tri, o tricolor de aço desempatou a disputa com arquirrival, até então 239 x 239. Agora, tem cinco pontos de vantagem. Curiosamente, ambos disputaram o mesmo número de jogos (140).

Em seguida vem o Sport, cuja ausência em 2010 pesa bastante no histórico geral, pois naquele ano houve um turno com 14 rodadas – em disputa marcada pela imposição da Liga do Nordeste frente à CBF, numa batalha judicial. Apesar do vice em 2017, o leão somou menos pontos que o Vitória, semifinalista (20 x 22). Portanto, a diferença aumento em relação aos dois primeiros. Já o Santa Cruz, 3º colocado em 2017, subiu duas posições no ranking de pontos, ultrapassando Ceará e América de Natal. Entrou no G4. Enquanto isso, o Náutico amargou a terceira eliminação seguida na fase de grupos. Ainda assim, conseguiu voltar ao top ten histórico.

Outra curiosidade está lá no fim da tabela. O Uniclinic, um dos dois estreantes em 2017, registrou a pior campanha da história. Seis jogos, seis derrotas, nenhum gol marcado e -24 de saldo. É, com toda justiça, o 53º e último lugar.

Observações do blog sobre a composição dos dois quadros expostos (ranking de pontos, abaixo; ranking de colocações no G4, acima):

1) Vitória, 3 pontos. Empate, 1 ponto. Resultados da fase preliminar à final.

2) A ordem dos times no ranking de pontos foi estabelecida da seguinte forma: pontos, vitórias, saldo de gols, gols marcados. O índice de aproveitamento aparece como adendo ao rendimento de cada clube

3) A ordem no ranking de colocações foi estabelecida da seguinte forma: títulos, vice-campeonatos e semifinais (em 1998, com a fase semifinal em dois quadrangulares, foi considerada a pontuação total). O número de vezes no G4 (última coluna) aparece como adendo ao desempenho de cada clube.

4) O Torneio José América de Almeida Filho, realizado em 1976, é considerado pelo Vitória como um título nordestino. O blog entende como título de porte regional, mas não referente à mesma competição. Por sinal, em 2016 a Liga do Nordeste, através de Alex Portela (também ex-presidente do Vitória), teria enviado um ofício à CBF pedindo a oficialização do torneio, o que incluiria até a primeira edição, de 1975, que teve o CRB como vencedor. Como segue sem uma resposta oficial (e pública), o blog manteve a disputa à parte. 

5) Os asteriscos em Botafogo e Sampaio se referem às punições do STJD, perdendo 4 (2014) e 6 (2015) pontos, respectivamente. A pena se mantém.

Ranking de pontos da Copa do Nordeste (1994-2017). Crédito: Cassio Zirpoli/DP