O impacto do Nordestão nas receitas, distinto entre cotistas e não cotistas

Comparativo "cotas do Nordestão 2018 x faturamento anual (2016)". Crédito: Tiago Nunes/twitter (@TiagoJNunes)

A Copa do Nordeste voltou ao calendário oficial em 2013, após longa batalha judicial, e desde então tornou-se a principal competição para os clubes da região até o início do Brasileiro, em maio. Com cotas ascendentes ano a ano, chegou a R$ 14,8 milhões em 2016. Por que este recorte? Para traçar um comparativo com os últimos balanços financeiros divulgados pelos clubes, do chamado “G7″, com os relatórios sobre 2016 divulgados em abril.

Ideia do físico Tiago Nunes, que elaborou um quadro com a representatividade de cada cada companha possível no regional, vencido pelo Santa Cruz, sobre as receitas operacionais anuais. Fica claro que no caso de Bahia, Sport e Vitória, com contratos vultosos com a Rede Globo, nem mesmo o título mudaria muita coisa – a não ser, claro, a honra de erguer a orelhuda dourada. Nos três casos, a cota pela conquista não teria alcançado 2%. Nos demais, há impacto, com a jornada até a semi significando 3% e a final em pelo menos 5%. Obviamente, existem outras (importantes) variáveis na Lampions League, como bilheteria, baixo custo (viagens, hospedagens e arbitragem pagas), além de ganhos intangíveis, como visibilidade da marca. Campeã, a cobra coral faturou R$ 3,5 milhões na competição, com 66% oriundo da premiação.

Reforçando: trata-se de um debate baseado da desfiliação de Sport e Náutico na Liga do Nordeste, que saíram reclamando justamente das “cotas” de 2018.

Faturamento absoluto dos clubes em 2016
R$ 129.850.000 – Bahia
R$ 129.596.886 – Sport
R$ 111.976.212 – Vitória
R$ 36.854.071 – Santa Cruz
R$ 28.456.481 – Ceará
R$ 23.383.609 – Fortaleza
R$ 16.723.513 – Náutico

Premiação no Nordestão 2016*
R$ 2.385.000 – Santa Cruz (6,47%), campeão
R$ 1.385.000 – Bahia (1,06%), semi
R$ 1.385.000 – Sport (1,06%), semi
R$ 935.000 – Ceará (3,28%), quartas
R$ 935.000 – Fortaleza (3,99%), quartas
* Vitória e Náutico não participaram

Abaixo, o quadro de 2015, com percentuais mais representativos, uma vez que os balanços anuais do trio não tiveram o impacto das luvas dos Nacional. Impressiona o caso tricolor, que, curiosamente, sequer disputou a Lampions.

Comparativo "cotas do Nordestão 2015 x faturamento anual (2015)". Crédito: Tiago Nunes/twitter (@TiagoJNunes)

O racha entre os 16 fundadores da Liga do Nordeste, exposto via notas oficiais

O racha entre os fundadores da Luga do Nordeste. Arte: Cassio Zirpoli/DP

No dia seguinte à desfiliação de Sport e Náutico da Liga do Nordeste, 11 fundadores se manifestaram a favor da associação, mantendo o formato deliberado para a Copa do Nordeste de 2018, com fase preliminar, 16 clubes na fase principal e os recursos originais de participação. Anúncios feitos através das notas oficiais de Bahia, que divulgou o entendimento de outros nove times, e Vitória. Entretanto, três clubes não se manifestaram. Dois deles, Sergipe e Fortaleza, sequer se classificaram à próxima edição do regional, num indício de agendas livres, sujeitas a convites. Já o terceiro clube pode ser o personagem realmente decisivo neste imbróglio, na visão do blog.

Assegurado na pré, o Santa pode herdar a vaga na fase de grupos com a desistência leonina. Por outro lado, caso também saia da liga – e a decisão coral será tomada no Conselho Deliberativo – , o Nordestão perderia o mercado pernambucano, concentrado no Grande Recife, cenário das maiores audiências na tevê aberta. Em 2017, três jogos passaram de 1 milhão de telespectadores, as duas finais e a volta do Clássico das Multidões pela semi.

Obviamente, nenhum patrocinador (nem detentor dos direitos de TV) relevaria a saída dos clubes mais populares do estado. E o exemplo vem de uma das maiores fontes de captação. No sinal aberto, os jogos são sublicenciados pelo Esporte Interativo à Rede Globo. Sem o Recife, essa verba ficaria em xeque – e parece claro o duelo entre os dos canais, cujos clubes à frente já têm contratos assinados no Brasileiro 2019, Sport (Globo) e Bahia (EI). Até que saia a escolha coral, o quebra-cabeças está formado na Associação dos Clubes de Futebol do Nordeste (ACFN), fundada em 30 de outubro de 2000. Com 16 fundadores, a liga mais tradicional do país vive o seu maior racha…

Atualização em 05/07: o Fortaleza também emitiu nota de apoio à liga.

Fundadores favoráveis à continuidade da Copa do Nordeste*
ABC, Bahia, Botafogo-PB, Ceará, Confiança, CRB, CSA, Fluminense de Feira, Treze e Vitória, América-RN e Fortaleza (este, dois dias depois)
* Seguindo a decisão da assembleia geral, ocorrida em 24 de março

Fundadores que se desfiliaram da Liga do Nordeste
Náutico e Sport

Fundadores que ainda não se posicionaram
Sergipe e Santa Cruz

Os demais clubes da região com histórico na Lampions, como Campinense (campeão em 2013), Sampaio Corrêa e Salgueiro (vice estadual e classificado para 2018), são considerados “ouvintes” nas reuniões da liga. Neste embate, devem virar alvos dos subgrupos. Tendo que optar entre a consolidação do Nordestão e a promessa de mais receita a curto prazo em outro torneio.

Qual deveria ser a posição do seu clube? Opine.

Cota absoluta de participação no Nordestão
2013 – R$ 5,6 milhões
2014 – R$ 10,0 milhões (+78%)
2015 – R$ 11,1 milhões (+11%)
2016 – R$ 14,8 milhões (+33%)
2017 – R$ 18,5 milhões (+25%)
2018 – R$ 23,0 milhões* (+24%)
* Previsão

A seleção da Copa do Nordeste de 2017, com 3 jogadores do Sport e 1 do Santa

A seleção oficial da Copa do Nordeste. Crédito: Bahia/twitter

O Bahia dominou a seleção da Copa do Nordeste de 2017. No embalo do título, o tricolor de aço emplacou seis jogadores na lista dos melhores, além do craque (Régis, também artilheiro, com 6 gols) e do técnico, Guto Ferreira, que partiu para o Inter logo depois da taça. No Sport, o vice, foram três nomes: Magrão, Rithely e Diego Souza. Curiosamente, os três já haviam sido premiados em edições anteriores do regional. Completaram a seleção o zagueiro coral Anderson Salles e o atacante David, do rubro-negro baiano. Ou seja, onze nomes presentes entre os quatro melhores colocados.

Abaixo, a lista de 2017 (divulgada pelo Bahia) e as demais seleções oficiais do Nordestão desde a retomada no calendário da CBF, há cinco temporadas. A escolha já teve vários formatos, sempre estabelecidos pelos organizadores, a Liga do Nordeste e o Esporte Interativo, detentor dos direitos de transmissão.

2017 (Formação 4-4-2). Craque: Régis (Bahia)
Magrão (Sport); Eduardo (Bahia), Anderson Salles (Santa Cruz), Tiago (Bahia) e Armero (Bahia); Rithely (Sport), Edson (Bahia), Diego Souza (Sport) e Régis (Bahia); David (Vitória) e Edigar Junio (Bahia). Técnico: Guto Ferreira (Bahia)

2016 (Formação 4-3-3). Craque: Grafite (Santa Cruz)
Tiago Cardoso (Santa Cruz); Samuel Xavier (Sport), Tiago Sala (Campinense), Durval (Sport) e Tiago Costa (Santa Cruz); Uillian Correia (Santa Cruz), Juninho (Bahia) e Roger Gaúcho (Campinense); Keno (Santa Cruz), Grafite (Santa Cruz) e Rodrigão (Campinense). Técnico: Francisco Diá (Campinense)

2015 (Formação 4-3-3). Craque: Ricardinho (Ceará)
Luís Carlos (Ceará); Nino Paraíba (Vitória), Charles (Ceará), Thales (Bahia) e Renê (Sport); Souza (Bahia), Ricardinho (Ceará) e Diego Souza (Sport); Kieza (Bahia), Magno Alves (Ceará) e Robert (Sampaio Corrêa). Técnico: Sérgio Soares (Bahia)

2014 (Formação 4-4-2). Craque: Neto Baiano (Sport)
Magrão (Sport); Patric (Sport), Sandro (Ceará), Durval (Sport) e Renê (Sport); Luciano Sorriso (Santa Cruz), Rithely (Sport), Daniel Costa (CSA) e Ricardinho (Ceará); Magno Alves (Ceará) e Neto Baiano (Sport). Técnico: Eduardo Baptista (Sport)

2013 (Formação 4-4-2)
Pantera (Campinense); Osmar (ASA), Edivânio (Campinense), Roberto Dias (Campinense) e Glaybson (Campinense); Panda (Campinense), Lucas (Fortaleza), Bismarck (Campinense) e Ricardinho (Ceará); Assisinho (Fortaleza) e Léo Gamalho (ASA). Técnico: Oliveira Canindé (Campinense)

Total de premiações (na seleção):
13 Sport
10 Bahia
9 Campinense
Ceará
7 Santa Cruz
2 ASA, Fortaleza e Vitória
1 CSA e Sampaio Corrêa

O ranking histórico da Copa do Nordeste, com 53 clubes entre 1994 e 2017

Todas as campanhas no G4 na Copa do Nordeste (1994-2017). Arte: Cassio Zirpoli/DP

A Copa do Nordeste teve 14 edições oficiais de 1994 a 2017. Até hoje, 53 clubes dos nove estados da região já participaram do torneio. Indo além da lista de campeões, com sete times, sendo o Vitória o maior vencedor, tetra, o blog compilou todas as campanhas, literalmente. Da pioneira edição em Alagoas, quando o nome foi estabelecido, até a decisão na Fonte Nova em 2017, foram realizadas 979 partidas, com 2.702 gols marcados. No geral, uma média de 2,75. Em relação à pontuação absoluta, o Bahia assumiu a liderança isolada. Com a campanha do tri, o tricolor de aço desempatou a disputa com arquirrival, até então 239 x 239. Agora, tem cinco pontos de vantagem. Curiosamente, ambos disputaram o mesmo número de jogos (140).

Em seguida vem o Sport, cuja ausência em 2010 pesa bastante no histórico geral, pois naquele ano houve um turno com 14 rodadas – em disputa marcada pela imposição da Liga do Nordeste frente à CBF, numa batalha judicial. Apesar do vice em 2017, o leão somou menos pontos que o Vitória, semifinalista (20 x 22). Portanto, a diferença aumento em relação aos dois primeiros. Já o Santa Cruz, 3º colocado em 2017, subiu duas posições no ranking de pontos, ultrapassando Ceará e América de Natal. Entrou no G4. Enquanto isso, o Náutico amargou a terceira eliminação seguida na fase de grupos. Ainda assim, conseguiu voltar ao top ten histórico.

Outra curiosidade está lá no fim da tabela. O Uniclinic, um dos dois estreantes em 2017, registrou a pior campanha da história. Seis jogos, seis derrotas, nenhum gol marcado e -24 de saldo. É, com toda justiça, o 53º e último lugar.

Observações do blog sobre a composição dos dois quadros expostos (ranking de pontos, abaixo; ranking de colocações no G4, acima):

1) Vitória, 3 pontos. Empate, 1 ponto. Resultados da fase preliminar à final.

2) A ordem dos times no ranking de pontos foi estabelecida da seguinte forma: pontos, vitórias, saldo de gols, gols marcados. O índice de aproveitamento aparece como adendo ao rendimento de cada clube

3) A ordem no ranking de colocações foi estabelecida da seguinte forma: títulos, vice-campeonatos e semifinais (em 1998, com a fase semifinal em dois quadrangulares, foi considerada a pontuação total). O número de vezes no G4 (última coluna) aparece como adendo ao desempenho de cada clube.

4) O Torneio José América de Almeida Filho, realizado em 1976, é considerado pelo Vitória como um título nordestino. O blog entende como título de porte regional, mas não referente à mesma competição. Por sinal, em 2016 a Liga do Nordeste, através de Alex Portela (também ex-presidente do Vitória), teria enviado um ofício à CBF pedindo a oficialização do torneio, o que incluiria até a primeira edição, de 1975, que teve o CRB como vencedor. Como segue sem uma resposta oficial (e pública), o blog manteve a disputa à parte. 

5) Os asteriscos em Botafogo e Sampaio se referem às punições do STJD, perdendo 4 (2014) e 6 (2015) pontos, respectivamente. A pena se mantém.

Ranking de pontos da Copa do Nordeste (1994-2017). Crédito: Cassio Zirpoli/DP

As redes sociais dos 40 principais clubes do Brasil até maio de 2017, via Ibope

As redes sociais dos principais clubes do Brasil em 15/05/2017. Crédito: Ibope-Repucom

O Ibope publicou a atualização das bases digitais dos clubes do país, somando os perfis oficiais nas redes sociais mais utilizadas no futebol. O levantamento de maio traz os 20 clubes da Série A e mais 20 clubes com os maiores quadros nas Séries B (13), C (4) e D (3). Ao todo, são dez nordestinos, com o Sport sendo o mais popular – o Sampaio Corrêa foi a baixa neste mês, saindo do Top 40. Das quatro redes quantificadas, entre os times da região, o leão foi quem somou mais torcedores em duas, com o rival da decisão da Lampions 2017, o Bahia, avançando em outras duas. Hoje, na lista combinada, o rubro-negro tem 231 mil pessoas a mais que o Baêa. Só não lidera no face, mas reduziu a diferença de 39 mil para 29 mil. Se no quadro nacional o Trio de Ferro aparece com o Sport em 13º, Santa em 22º e Náutico em 31º, no ranking regional as colocações são 1º, 5º e 9º, respectivamente.

Na briga pelo topo, o Corinthians segue na ponta, mas com a vantagem diminuindo mês a mês. Em maio, o Fla também chegou a 18 milhões.

Diferença entre Corinthians (1º) e Flamengo (2º)
01/2017 – 1.008.259 pessoas
02/2017 – 879.730 pessoas (-12,7%)
03/2017 – 775.363 pessoas (-11,8%)
04/2017 – 704.300 pessoas (-10,0%)
05/2017 – 449.539 pessoas (-36,1%)

Voltando ao Nordeste, o Santa Cruz já se consolidou em 5º lugar, abrindo 19 mil pessoas sobre o Fortaleza na soma das plataformas. Agora, mirando o G4, precisa tirar uma diferença de 164 mil em relação a outro time alencarino, o Vozão. Já o Náutico, o único nordestino que não conta com canal no youtube, segue no pelotão dos times de Natal, com um crescimento muito abaixo dos rivais do Recife. A seguir, a evolução dos times da região a partir da lista divulgada por José Colagrossi, diretor do Ibope-Repucom.

Os nordestinos com mais usuários nas redes e a evolução mensal
1º) Sport (2.668.731 seguidores) +47.337 (maior evolução no mês)
2º) Bahia (2.437.246) +35.258
3º) Vitória (1.550.570) +18.436
4º) Ceará (1.021.486) +11.297
5º) Santa Cruz (857.242) +13.389
6º) Fortaleza (838.076) +3.723
7º) América-RN (382.839) +1.598
8º) ABC (374.201) +4.362
9º) Náutico (356.919) +2.290
10º) CRB (233.907) +6.644

Ranking do NE no facebook
1º) Bahia (1.100.495 curtidores) +5.986
2º) Sport (1.070.652) +15.324 (maior evolução no mês)
3º) Ceará (647.577) +3.352
4º) Fortaleza (582.649) +419
5º) Santa Cruz (574.161) +3.318
6º) Vitória (414.958) +4.791
7º) América-RN (245.177) -135
8º) ABC (223.127) +1.023
9º) Náutico (210.972) +468
10º) CRB (135.529) +1.922

Ranking do NE no twitter
1º) Sport (1.311.636 seguidores) +11.979
2º) Bahia (1.158.993) +14.627 (maior evolução no mês)
3º) Vitória (992.262) +6.589
4º) Ceará (220.054) +2.963
5º) Santa Cruz (148.801) +4.188
6º) Fortaleza (137.658) +1.605
7º) Náutico (102.701) +1.113
8º) ABC (100.150) +2.131
9º) América-RN (81.444) +951
10º) CRB (46.722) +1.910

Ranking do NE no instagram
1º) Sport (258.814 seguidores) +18.346 (maior evolução no mês)
2º) Bahia (150.841) +9.493
3º) Ceará (141.143) +4.429

4º) Vitória (135.672) +6.938
5º) Santa Cruz (112.009) +3.903
6º) Fortaleza (108.681) +1.615
7º) América-RN (53.139) +376
8º) ABC (48.253) +1.133
9º) CRB (48.049) +3.237
10º) Náutico (43.246) +709

Ranking do NE no youtube*
1º) Sport (27.629 inscritos) +1.688
2º) Bahia (26.917) +5.152 (maior evolução no mês)

3º) Santa Cruz (22.271) +1.980
4º) Ceará (12.712) +553
5º) Fortaleza (9.088) +84
6º) Vitória (7.678) +218
7º) CRB (3.607) +120
8º) América-RN (3.079) +406
9º) ABC (2.671) +75
* O Náutico não possui perfil oficial

Obs. Uma pessoa pode ter contas em diferentes plataformas, com a lista contando cada uma delas. E pode seguir perfis rivais, também contabilizados. 

Confira o levantamento anterior clicando aqui.

Licenciamento de produtos da Copa do Nordeste terá miniatura da orelhuda

Miniatura da taça da Copa do Nordeste. Foto: Cassio Zirpoli/DP

A taça dourada da Copa do Nordeste, instituída em 2013 e repaginada em 2015, é um dos principais símbolos do torneio. Na visão do blog, o maior. Logo no primeiro ano, uma pesquisa encomendada pelo Esporte Interativo, detentor dos direitos de transmissão do regional, apontou que 88% do público reconhecia o troféu – foram ouvidas 1.552 pessoas.

Por isso, além do tour da taça, evento que percorre anualmente as capitais nordestinas expondo a taça oficial à visitação, a Liga do Nordeste quer monetizar de vez o troféu, com a venda de miniaturas metálicas. O protótipo de 9,5 centímetros já foi feito e a ideia e é comercializar a peça por no máximo R$ 100, com a produção possivelmente na China.

Os organizadores estão em contato com uma empresa paulista especializada em licenciamento de produtos oficiais, com trabalhos no Palmeiras e na Juventus de Turim. Além da taça, que poderá ser personalizada pelas torcidas de clubes campeões, a bola (da Topper) e o mascote da Lampions (Zeca Brito) devem ganhar o mercado.

Quais produtos poderiam ser atrelados ao Nordestão nesta lista oficial?

Miniatura da taça da Copa do Nordeste. Foto: Cassio Zirpoli/DP

Os clubes mais populares no Cartola 2017

Cartola FC

Cartola FC chega à 13ª edição no Brasileirão de 2017. Na largada, três milhões de cartoleiros se cadastraram no fantasy game criado (em 2005) e mantido pela Globo. A partir da ligas oficiais (“clássicas”) dos 54 times presentes é possível conferir os mais populares neste ano. Como ocorre em qualquer pesquisa, o Flamengo aparece à frente, numa disputa acirrada com o Corinthians – 2,85% de diferença, pouco acima dos 2,50% registrados na última pesquisa tradicional, feita pelo Paraná Pesquisa, em 2016.

Como curiosidade, o blog apresenta os 25 primeiros, dos quais 19 acima de dez mil pessoas inscritas. Entre os presentes na elite, apenas Ponte Preta (4.258) e Atlético-GO (1.293) não alcançaram o patamar. O Trio de Ferro, que mantém a ordem das pesquisas de torcida, soma 73.679 pessoas, ou 2,45%. Este ranking considera o número bruto de cadastrados, mas não necessariamente o de cartoleiros ativos, com escalações e atualizações das equipes em todas as rodadas (quem nunca esqueceu de mexer no time?).

Apesar da curiosidade (e de percentuais e colocações semelhantes), essa lista tem um grande diferencial em relação às pesquisas tradicionais: a ausência de pessoas que não gostam de futebol, perfil que costuma representar 20%. Além disso, a composição da Série A exerce uma influência sobre a participação no Cartola – uma vez que o fantasy só escala jogadores da primeira divisão. Nas demais séries a adesão tende a ser menor, tendo principal exemplo neste ano o Inter, com cerca de metade do público gremista.

1º) Flamengo – 20,41% (613.669)
2º) Corinthians – 17,56%(528.002)
3º) São Paulo – 13,69% (411.567)
4º) Palmeiras – 10,67% (321.040)
5º) Vasco – 6,05% (182.152)
6º) Santos – 4,66% (140.364)
7º) Cruzeiro – 4,65% (139.825)
8º) Grêmio – 3,87% (116.530)
9º) Atlético-MG – 2,93% (88.287)
10º) Fluminense – 2,15% (64.915)
11º) Botafogo – 2,13% (64.163)
12º Internacional – 2,05% (61.856)
13º) Sport – 1,51% (45.575)
14º) Bahia – 1,11% (33.537)
15º) Vitória – 0,82% (24.895)
16º) Santa Cruz – 0,69% (20.994)
17º) Atlético-PR – 0,53% (16.142)
18º) Coritiba – 0,45% (13.697)
19º) Ceará – 0,37% (11.193)
20º) Chapecoense – 0,31% (9.469)
21º) Náutico – 0,23% (7.110)
22º) ABC – 0,21% (6.541)
23º) Avaí – 0,15% (4.721)
24º) Figueirense – 0,15% (4.706)
25º) Goiás – 0,15% (4.552) 

Dados até 09/05/2017, com 3.006.088 inscritos

Seguindo a tendência de marca própria, Santa Cruz passa a produzir uniformes

Marcas próprias de Paysandu (Lobo), Juventude (19Treze), Fortaleza (Leão 2018), Joinville (Octo), Treze (Galo) e Santa Cruz (Cobra Coral)

As marcas dos clubes: Lobo, 19Treze, Leão 1918, Octo, Galo e Cobra Coral.

A Penalty fornecia os uniformes oficiais do Santa desde 2009. Nos últimos anos, a relação tornou-se conturbada por causa da distribuição dos produtos. No início de 2016, o clube chegou a anunciar o rompimento, mas voltou atrás quatro meses depois com a garantia de otimização dos serviços. Porém, com o fim do contrato antecipado em um ano, na ocasião até 2018. E acabou mesmo terminando antes do previsto, com a direção anunciando oficialmente o distrato em 2 de maio de 2017. No comunicado, uma ‘rescisão amigável’.

“A Penalty e o Santa Cruz Futebol Clube decidiram, de forma amigável e consensual, rescindir o contrato de parceria que contemplava o fornecimento do material esportivo para o clube. A Penalty ressalta que o relacionamento de longa data foi muito importante para a marca.”

A decisão foi tomada com a certeza sobre o novo formato no mercado do futebol, com marcas próprias – com o tricolor sendo o primeiro pernambucano. Sem contratos vantajosos com fornecedoras, alguns clubes vêm optando pela plena administração do negócio, no custo, na criação, produção, distribuição e venda de uniformes oficiais. Trabalho maior, mas com a receita líquida absoluta. Ideia a partir do sucesso do Paysandu, em campo desde janeiro de 2016, ganhando 45% a mais em cada camisa, segundo o clube. No clube paraense, cuja marca se chama ‘Lobo’, o faturamento no primeiro ano foi de R$ 214 mil/mês. Outros cinco clubes brasileiros seguiram a ideia.

01/2016 – Paysandu (Lobo)
05/2016 – Juventude (19Treze)
09/2016 – Fortaleza (Leão 1918)
01/2017 – Joinville (Octo)
03/2017 – Treze (Galo)
05/2017 – Santa Cruz (Cobra Coral)

No caso coral, a marca própria havia sido lançada há três meses. Na ocasião, entretanto, foi voltada apenas para produtos licenciados à parte das camisas oficiais, que dominam a procura da torcida. No relançamento, com o logo sendo repaginado (original acima), a marca vai estampar os padrões do time.

A evolução financeira do G7 do Nordeste no triênio 2014-2016, via balanços oficiais

O G7 do Nordeste. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Os sete maiores clubes do Nordeste, concentrados nas cidades de Salvador, Recife e Fortaleza, arrecadaram quase meio bilhão de reais em 2016. Somando as receitas operacionais de Bahia, Vitória, Náutico, Santa, Sport, Ceará e Fortaleza, o montante exato foi de R$ 476.840.772, com um aumento de 53% sobre o ano anterior. Num dado bruto, R$ 165 milhões a mais no caixa. Animador? O Flamengo sozinho arrecadou R$ 510 milhões. Embora no cenário nacional a cifra local ainda precise de lastro, concentremos a análise na região. Até porque há, também, uma grande desigualdade interna.

Como se sabe, Bahia, Sport e Vitória, os primeiros da região acima de R$ 100 mi/ano, são cotistas da televisão há muito tempo – o leão baiano foi o último a entrar no bolo, em 1999. Se em 2015 o faturamento do trio representou 73% do G7, agora subiu para 77%. Esse distanciamento foi baseado na renovação dos contratos de televisão para o Campeonato Brasileiro, no meio da briga entre Rede Globo e Esporte Interativo. O Baêa acertou com o EI a exibição na tevê por assinatura, de 2019 a 2024, com luvas de R$ 40 milhões.

Enquanto isso, Vitória e Sport já haviam recebido 18 milhões de reais da Globo referentes às edições de 2019 e 2020 – neste caso, somando todas as plataformas; aberta, fechada, ppv, internet e sinal internacional. Porém, em 2016, ambos estenderam seus contratos até 2024. Somente o Vitória detalhou o novo recurso da Globo, de R$ 40 milhões! A tendência é que o Sport tenha recebido o mesmo. Portanto, os demonstrativos estão turbinados, cenário semelhante a 2012, no ciclo anterior dos acordos de transmissão.

Os outros quatros clubes também negociaram, Náutico e Santa com a Globo e Ceará e Fortaleza com o EI, mas com dados quase irrelevantes neste balanço – apenas o tricolor pernambucano mudou de patamar, não por este acordo, mas pela cota da Série A de 2016, quando recebeu R$ 23 milhões. Entre as consequências, a baixa competitividade – embora o Santa venha tendo ótimo desempenho no cenário local -, precarizando a estruturação. O caso timbu, hoje, é de colapso. O passivo já é 9x maior que a receita líquida.

Abaixo, os dados do G7, considerando receita operacional e o passivo, que é a soma dos passivos circulante e não circulante, com dívidas de curto e longo prazo, entre outros débitos e financiamentos. No geral, R$ 659 milhões (!), com parte já refinanciada no Profut. A divulgação pública desses balanços, com pareceres de auditores independentes, está prevista no artigo 46-A da Lei 9.615, de 24 de março de 1998. Mais conhecida como Lei Pelé. O prazo final é abril. O primeiro a divulgar a demonstração contábil nesta temporada foi o Bahia, em 29 de março. Todos apresentaram no prazo, em jornais e/ou site de federações, com o Sport sendo o último a publicar em seu site oficial.

Análise dos balanços financeiros de 2016: Náutico, Santa Cruz e Sport.

O podcast 45 minutos sobre o tema.

Pela primeira vez um clube da região ultrapassou a barreira centenária. Na verdade foi em dose tripla. Baseados em aumentos fora da curva, com Bahia (40,5 mi), Sport (41,9 mi) e Vitória (59,7 mi). Mesmo na Série C, o Fortaleza teve uma receita 39% maior que a do Náutico. Já no caso coral, o rebaixamento deve fazer com que o patamar volte ao de 2014/2015.

Balanço financeiro dos maiores clubes do Nordeste no triênio 2014-2016. Quadro: Cassio Zirpoli/DP

O blog fez três quadros distintos, com o G7, com os cotistas (Bahia, Sport e Vitória) e os não cotistas (Santa, Ceará, Fortaleza e Náutico), considerando os contratos tradicionais da tevê. Enquanto a receita do “G3″ subiu 62% no último ano, o faturamento dos outros quatro evoluiu 28%. Por sinal, a receita do quarteto, R$ 105 milhões, é inferior ao menor faturamento do G3 (111 mi).

Balanço financeiro dos maiores clubes do Nordeste no triênio 2014-2016. Quadro: Cassio Zirpoli/DP

Para terminar, um gráfico com a evolução da receita operacional no último triênio. Enquanto as três primeiras colocações parecem fixas, a briga pelo 4º lugar é baseado numa participação na Série A, recebendo a cota principal – uma vez que Bahia, Sport e Vitória recebem a cota da elite mesmo na Série B, com 100% no primeiro ano e 85% a partir do segundo ano por lá.

As redes sociais dos 40 principais clubes do Brasil até abril de 2017, via Ibope

As redes sociais dos principais clubes do Brasil em 17/04/2017. Crédito: Ibope-Repucom

O Ibope publicou a nova atualização das bases digitais dos clubes do país, somando os perfis oficiais nas redes sociais mais utilizadas no futebol. O levantamento de abril traz os 20 clubes da Série A e mais 20 clubes com os maiores quadros nas Séries B, C e D. Ao todo, são onze nordestinos presentes, sendo o Sport o melhor no âmbito nacional. Das quatro redes quantificadas nos últimos 30 dias, o rubro-negro foi o time da região que mais somou torcedores em três, e hoje só não lidera no face – são 39 mil pessoas de diferença em relação o Bahia, o vice nas demais redes. Se no quadro nacional o Trio de Ferro aparece com o Sport em 13º, Santa em 22º e Náutico em 31º, no ranking regional as colocações são 1º, 5º e 9º, respectivamente.

Na briga pelo topo brasileiro, o Corinthians lidera, sendo o único já na casa de 18 milhões, mas o Flamengo vem reduzindo a diferença mês a mês. Na sequência, o São Paulo completa o patamar acima de 10 milhões.

Diferença entre Corinthians (1º) e Flamengo (2º)
01/2017 – 1.008.259 pessoas
02/2017 – 879.730 pessoas (-12,7%)
03/2017 – 775.363 pessoas (-11,8%)
04/2017 – 704.300 pessoas (-10,0%)

Voltando ao Nordeste, o Santa começa a se consolidar em 5º lugar, abrindo 9,5 mil pessoas sobre o Fortaleza na soma das plataformas, depois de meses numa disputa ferrenha. Já o Vitória manteve o maior crescimento mensal no facebook após revitalização de seu perfil oficial. Ainda assim, tem apenas a 6ª torcida nesta rede. No geral, segundo o levantamento, o leão baiano teve o 5º maior crescimento no quadro combinado, com 9,96% – lista liderada pelo Atlético-GO, com 14,64%. A seguir, a evolução dos times da região a partir da lista divulgada por José Colagrossi, diretor do Ibope-Repucom.

Os nordestinos com mais usuários nas redes e a evolução mensal
1º) Sport (2.621.394 seguidores) +47.011 (maior evolução no mês)
2º) Bahia (2.401.988) +32.417
3º) Vitória (1.532.134) +28.110
4º) Ceará (1.010.189) +8.088
5º) Santa Cruz (843.853) +14.631
6º) Fortaleza (834.353) +5.206
7º) América-RN (381.241) +2.717
8º) ABC (369.839) +6.066
9º) Náutico (354.629) +5.560
10º) CRB (227.263) +4.349
11º) Sampaio Corrêa (186.456) -46.777 (saída do perfil oficial no twitter)

Ranking do NE no facebook
1º) Bahia (1.094.509 curtidores) +297
2º) Sport (1.055.328) +5.768
3º) Ceará (644.225) +475
4º) Fortaleza (582.230) +455
5º) Santa Cruz (570.843) +1.960
6º) Vitória (410.167) +8.950 (maior evolução no mês)
7º) América-RN (245.312) -13
8º) ABC (222.104) +898
9º) Náutico (210.504) +808
10º) Sampaio Corrêa (142.255) +395
11º) CRB (133.607) +489

Ranking do NE no twitter*
1º) Sport (1.299.657 seguidores) +28.579 (maior evolução no mês)
2º) Bahia (1.144.366) +26.471
3º) Vitória (985.773) +13.736
4º) Ceará (217.091) +3.817
5º) Santa Cruz (144.613) +8.676
6º) Fortaleza (136.053) +2.135
7º) Náutico (101.588) +3.247
8º) ABC (98.019) +3.310
9º) América-RN (80.493) +1.564
10º) CRB (44.812) +1.909
* O Sampaio Corrêa não possui perfil oficial

Ranking do NE no instagram
1º) Sport (240.468 seguidores) +10.833 (maior evolução no mês)
2º) Bahia (141.348) +4.948
3º) Ceará (136.714) +3.262

4º) Vitória (128.734) +5.149
5º) Santa Cruz (108.106) +2.810
6º) Fortaleza (107.066) +2.508
7º) América-RN (52.763) +1.061
8º) ABC (47.120) +1.864
9º) CRB (45.357) +1.892
10º) Sampaio Corrêa (42.850) +996
11º) Náutico (42.537) +1.505

Ranking do NE no youtube*
1º) Sport (25.941 inscritos) +1.831 (maior evolução no mês)
2º) Bahia (21.765) +701

3º) Santa Cruz (20.291) +1.185
4º) Ceará (12.159) +534
5º) Fortaleza (9.004) +108
6º) Vitória (7.460) +275
7º) CRB (3.487) +59
8º) América-RN (2.673) +105
9º) ABC (2.596) +94
10º) Sampaio Corrêa (1.351) +65
* O Náutico não possui perfil oficial

Obs. Uma pessoa pode ter contas em diferentes plataformas, com a lista contando cada uma delas. E pode seguir perfis rivais, também contabilizados. 

Confira o levantamento anterior clicando aqui.