Uniforme preto completa a primeira linha do Santa através da marca Cobra Coral

O uniforme III do Santa Cruz para a temporada 2017/2018. Crédito: Loja Cobra Coral/reprodução

O Santa Cruz completou a sua primeira linha de uniformes oficiais por meio da marca própria “Cobra Coral”. Visando a temporada 2017/2018, o padrão preto, com estreia prevista para a 24ª rodada da Série B, traz a mensagem “nova pele”, com “escamas renovadas” a partir dos detalhes remetendo ao mascote.

Para a pré-venda, uma tiragem de mil modelos por R$ 200. A partir disso, já nas lojas, a camisa sai por R$ 230. Lembrando que os dois primeiros padrões foram apresentados em 12 de maio, com a substituição da Penalty já no Campeonato Brasileiro. Curiosamente, o uniforme clássico, o coral com listras horizontais, foi o único ausente, guardado para a próxima linha.

Lançada em maio, a marca vendeu 13 mil peças no primeiro trimestre, com R$ 476 mil de receita líquida. A produção é feita numa fábrica terceirizada no estado do Ceará, a Bomache, que também tem contratos semelhantes com outros clubes do país, como o pioneiro Paysandu, dono da “Lobo”.

Confira mais detalhes do padrão preto clicando aqui.

Tricolor, o que você achou da primeira linha da Cobra Coral? Qual a melhor?

A primeira linha de uniformes do Santa Cruz via "Cobra Coral"

A camisa 23 de Grafite retorna ao Santa Cruz, possivelmente até o fim da carreira

A camisa 23 de Grafite, de volta do ao Santa Cruz em 2017. Crédito: Santa Cruz/reprodução

Aos 38 anos, o atacante Grafite acertou o seu retorno ao Santa Cruz. Após uma rápida passagem no Atlético-PR, onde foi disputar a Libertadores depois de ter sido vice-artilheiro do Brasileirão, com 13 gols, o jogador decidiu dar uma pausaa na carreira. No Recife, onde mora, acabou mantendo contato com o tricolor, firmando um acordo até o fim da Série B de 2017, onde terá a missão de tirar o time da briga contra o rebaixamento, devendo se aposentar em seguida. Para o entendimento, perdoou algumas dívidas – saiu com quatro meses de atraso salarial – e ainda topou um salário no nível do elenco.

Esta é a 4ª passagem no clube do experiente jogador, após 2001, 2002 e 2015/2016. Celebrando a volta do camisa 23, a direção tricolor lançou um vídeo com o uniforme da marca Cobra Coral já estampado com o número e o nome do reforço, além de alguns momentos marcantes do Grafa.

Grafite trata a sua volta como “superação”. Resta ver o rendimento técnico.

Tricolor, o que você achou da volta do atacante ao Arruda?

Grafite no Santa Cruz
2001 – 22 jogos, 5 gols
2002 – 15 jogos, 11 gols
2015 – 15 jogos, 7 gols
2016 – 56 jogos, 24 gols

Total – 108 jogos, 47 gols

O balanço do primeiro trimestre da Cobra Coral, a marca própria do Santa Cruz

Balanço da marca Cobra Coral, do Santa Cruz. Foto: Santa Cruz/twitter (@SantaCruzFC)

A direção de marketing do Santa Cruz divulgou o balanço oficial em relação à produção e venda dos produtos da “Cobra Coral”. Desde o lançamento da primeira linha de uniformes, em 12 de maio, até o fim de julho, a marca criada e administrada pelo clube faturou 772 mil reais, considerando a operação nas duas lojas oficiais e no varejo, com cerca de 13 mil peças comercializadas.

Em apresentação ao conselho deliberativo, através do diretor Denis Victor, o clube teve 296 mil reais de custo nos primeiros 90 dias da Cobra Coral. Assim, chega-se a uma receita líquida de R$ 158.710/mês. Projetando em um ano, o montante chegaria a R$ 1,9 milhão. O primeiro passo nesta receita é alocar R$ 230 mil para a compra das 6 mil peças necessárias para o departamento de futebol (camisas de jogo e treino, calções, meiões etc), profissional e base.

Segundo o tricolor, a venda já superou o último ano de receitas através da Penalty, a antiga fornecedora. No ritmo atual, numa estimativa do blog, a marca terminaria o primeiro ano com 40 mil peças vendidas. No modelo atual, os produtos da Cobra Coral são feitos pela empresa cearense Bomache, a mesma da “Lobo”, a marca particular do Paysandu, pioneiro no negócio.

Faturamento da Cobra Coral*
R$ 470.794 – Loja oficial
R$ 302.066 – Varejo
R$ 772.860 – Total 

Custo da marca*
R$ 296.730 – Fabricação e comercialização

Receita líquida do Santa Cruz*
R$ 476.130

* De maio a julho de 2017

Os fornecedores de material esportivo dos 40 clubes das Séries A e B de 2017

Ranking das fornecedoras de uniforme na Série A de 2017. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Somando as duas principais divisões, a Topper é a fabricante mais presente no Campeonato Brasileiro de 2017, com nove clubes. Consequência da nova política da empresa, que voltou a investir pesado no futebol, angariando sete clubes em relação à temporada anterior. Galo e Fogão puxam a fila, mas a maioria ainda segue concentrada na segunda divisão – como o Náutico. Analisando só a elite, a Umbro passou de quatro para sete clubes, destronando a Adidas, com os mesmos cinco de 2016, incluindo o Sport.

Os 40 times inscritos nas Séries A (gráfico acima) e B (abaixo) estão divididos entre 13 fornecedoras tradicionais. Porém, existem outras quatro marcas ligadas aos próprios clubes. Em 2016 o Paysandu foi o único nesta frente, mas outros clubes seguiram a ideia, como o Santa Cruz, que deixou a Penalty após nove anos. É preciso destacar três observações neste levantamento. O Fluminense largou no Brasileiro vestindo o padrão da Dry World, mas já com contrato assinado com a Under Armour a partir de julho – e o blog considerou esta segunda. Já o Santos tem um acordo misto com a Kappa em relação à produção, mas como mantém a logo italiana, entrou como fornecedora tradicional. Na Série B, o Boa Esporte perdeu a marca após anunciar a contratação do goleiro Bruno. E iniciou a competição sem um novo patrocinador, tendo como saída a fabricação própria (sem nome definido).

Em relação aos contratos, ao menos aqueles divulgados, o Corinthians tomou a dianteira após firmar um acordo de 10 anos (!) com a Nike. São R$ 40 milhões anuais, 5 mi a mais que o Fla, então líder. Quanto à exposição, os 760 jogos das duas divisões estão na grade da televisão, incluindo o pay-per-view. Logo, o alcance das marcas depende da audiência de cada clube firmado…

As fornecedoras na Série A
Umbro – Atlético-PR, Avaí, Bahia, Chapecoense, Cruzeiro, Grêmio e Vasco
Adidas – Coritiba, Flamengo, Palmeias, Ponte Preta e Sport
Topper – Atlético-MG, Botafogo e Vitória
Under Armour – Fluminense e São Paulo
Kappa – Santos
Nike – Corinthians
Numer – Atlético-GO

As fornecedoras na Série B
Topper – Brasil, Ceará, Goiás, Guarani, Náutico e Paraná
Marca própria – Boa, Santa (Cobra Coral), Paysandu (Lobo) e Juventude (19Treze)
Rínat – ABC, CRB e Vila Nova
Adidas – Figueirense
Deka – Oeste

Embratex – Criciúma
Kanxa – Luverdense

Karilu – Londrina
Lupo – América-MG
Nike – Internacional

Marcas das Séries A e B
9 Topper, 7 Umbro, 6 Adidas, 4 Marca própria, 3 Rínat, 2 Under Armour, 2 Nike, 1 Deka, 1 Kappa, 1 Numer, 1 Embratex, 1 Kanxa, 1 Karilu e 1 Lupo

Maiores contratos
1º) R$ 40,0 milhões/ano – Corinthians/Nike (2016-2025)
2º) R$ 35,0 milhões/ano – Flamengo/Adidas (2013-2022)
3º) R$ 27,0 milhões/ano – São Paulo/Under Armour (2015-2019)
4º) R$ 20,0 milhões/ano – Palmeiras/Adidas (2017-2018)
5º) R$ 17,0 milhões/ano – Grêmio/Umbro (2015-2018)
6º) R$ 14,5 milhões/ano – Vasco/Umbro (2014-2017)
7º) R$ 13,0 milhões/ano – Botafogo/Topper (2016-2018)
7º) R$ 13,0 milhões/ano – Atlético-MG/Topper (2017-2020)
9º) R$ 10,0 milhões/ano – Cruzeiro/Umbro (2016-2019)

Ranking das fornecedoras de uniforme na Série B de 2017. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Padrões de Sport, Santa Cruz, Náutico e Salgueiro cadastrados pela CBF em 2017

O Cadastro Nacional de Uniformes de Times (CNUT), produzido pela CBF, apresenta neste ano 151 padrões oficiais dos 60 clubes envolvidos nas Séries A, B e C do Campeonato Brasileiro de 2017. Esta é a 6ª versão do relatório, com todos os detalhes das camisas, calções e meiões das agremiações.

Nesta temporada, 31 times cadastraram três modelos no arquivo da entidade – os layouts foram checados pela diretoria de competições da confederação. Entre esses clubes, os quatro pernambucanos: Sport na elite, Santa e Náutico na segundona e Salgueiro na terceirona. Apesar do cadastro, os clubes estão autorizados, claro, a utilizar possíveis novos padrões – como já é o caso do tricolor, com o lançamento da linha produzida pela marca Cobra Coral. Por sinal, a CBF adianta que a lista tende a ser atualizada no decorrer do ano.

Como nos últimos levantamentos, os modelos contam com os patrocinadores estampados (ao menos, o master). Confira o documento completo aqui.

Sport/Adidas (versões anteriores: 2016 e 2015)

Padrões do Sport no cadastro da CBF para a temporada 2017

Santa Cruz/Penalty (versões anteriores: 2016 e 2015)

Padrões do Santa Cruz no cadastro da CBF para a temporada 2017

Náutico/Topper (versões anteriores: 2016 e 2015)

Padrões do Náutico no cadastro da CBF para a temporada 2017

Salgueiro/Rota do Mar (versões anteriores: 2016 e 2015)

Padrões do Salgueiro no cadastro da CBF para a temporada 2017

A marca Cobra Coral entra oficialmente no mercado com a primeira linha do Santa

Novo uniforme do Santa Cruz para a temporada 2017. Foto: Santa Cruz/site oficial

A marca da Cobra Coral remete a uma frase emblemática na história do Santa Cruz. Em 1914, ano de fundação do clube, Alexandre Carvalho disse: “O Santa Cruz nasceu e viverá eternamente”. Daí, a emulação do infinito com a cobra, substituindo o logo da Penalty, presente nas últimas oito temporadas.

Junto à empreitada, com o clube assumindo toda a responsabilidade sobre a criação, produção, distribuição e venda dos produtos, foi lançada a primeira linha de uniformes oficiais. Para 2017, a camisa branca traz as faixas horizontais no estilo clássico, enquanto o padrão coral tem linhas verticais, modelo usado pela última vez como “número 1″ em 1995, através da Rhumell.

A nova logo da "Cobra Coral", a marca de material esportivo do Santa Cruz

Em entrevista ao Superesportes, o diretor de marketing do tricolor, Dênis Vitor, deu alguns dados sobre o alcance dos produtos oficiais do clube.

Número de peças vendidas*
2015 – 80 mil
2016 – 45 mil
2017 – 60 mil (expectativa)
* Segundo o Santa Cruz

A estratégia do departamento de marketing para elevar a venda foi cercar a pirataria, oferecendo camisas de R$ 99, ou 120 reais a menos que a versão profissional. Com esta linha popular, o Santa espera um aumento de 33%, tendo um grande diferencial: o lucro líquido, em vez de royalties. Sem uma fornecedora como patrocinadora, o clube depende agora, exclusivamente, de sua torcida para que o símbolo da nova marca faça sentido.

Novos uniformes do Santa Cruz para a temporada 2017. Foto: Santa Cruz/site oficial

Seguindo a tendência de marca própria, Santa Cruz passa a produzir uniformes

Marcas próprias de Paysandu (Lobo), Juventude (19Treze), Fortaleza (Leão 2018), Joinville (Octo), Treze (Galo) e Santa Cruz (Cobra Coral)

As marcas dos clubes: Lobo, 19Treze, Leão 1918, Octo, Galo e Cobra Coral.

A Penalty fornecia os uniformes oficiais do Santa desde 2009. Nos últimos anos, a relação tornou-se conturbada por causa da distribuição dos produtos. No início de 2016, o clube chegou a anunciar o rompimento, mas voltou atrás quatro meses depois com a garantia de otimização dos serviços. Porém, com o fim do contrato antecipado em um ano, na ocasião até 2018. E acabou mesmo terminando antes do previsto, com a direção anunciando oficialmente o distrato em 2 de maio de 2017. No comunicado, uma ‘rescisão amigável’.

“A Penalty e o Santa Cruz Futebol Clube decidiram, de forma amigável e consensual, rescindir o contrato de parceria que contemplava o fornecimento do material esportivo para o clube. A Penalty ressalta que o relacionamento de longa data foi muito importante para a marca.”

A decisão foi tomada com a certeza sobre o novo formato no mercado do futebol, com marcas próprias – com o tricolor sendo o primeiro pernambucano. Sem contratos vantajosos com fornecedoras, alguns clubes vêm optando pela plena administração do negócio, no custo, na criação, produção, distribuição e venda de uniformes oficiais. Trabalho maior, mas com a receita líquida absoluta. Ideia a partir do sucesso do Paysandu, em campo desde janeiro de 2016, ganhando 45% a mais em cada camisa, segundo o clube. No clube paraense, cuja marca se chama ‘Lobo’, o faturamento no primeiro ano foi de R$ 214 mil/mês. Outros cinco clubes brasileiros seguiram a ideia.

01/2016 – Paysandu (Lobo)
05/2016 – Juventude (19Treze)
09/2016 – Fortaleza (Leão 1918)
01/2017 – Joinville (Octo)
03/2017 – Treze (Galo)
05/2017 – Santa Cruz (Cobra Coral)

No caso coral, a marca própria havia sido lançada há três meses. Na ocasião, entretanto, foi voltada apenas para produtos licenciados à parte das camisas oficiais, que dominam a procura da torcida. No relançamento, com o logo sendo repaginado (original acima), a marca vai estampar os padrões do time.

As novas lojas virtuais de Sport e Santa

Logo da Cazá do Sport e da Loja Cobra Coral, as lojas oficiais de Sport e Santa Cruz em fevereiro de 2016

Dando sequência ao trabalho nas novas lojas oficiais, Sport e Santa Cruz lançaram os sites oficiais dos estabelecimentos. No caso leonino, após uma campanha de marketing, gerando engajamento para “liberar” o acesso, entrou no ar o site da Cazá do Sport, administrado pelo Netshoes.

Além dos produtos oficias da Adidas relacionados ao clube, existem produtos à parte, como um boné da Champions League, por exemplo. Em relação às roupas casuais, peças de outras fabricantes (como a Braziline) estão no catálogo, uma vez que a loja engloba qualquer produto licenciado do Leão.

No caso tricolor, com a Loja Cobra Coral, operada pela PE Retrô, a vitrine virtual é formada pelas seções oficiais (da Penalty), retrô (da própria PE Retrô), casuais e acessórios – esta última ainda em construção. Além da opção no site, há também uma ferramente de contato via whatsapp (98887-4019). No Náutico, a Timbushop segue como a loja oficial do clube, mas a página virtual do empreendimento encontra-se fora do ar, mesmo com o link direcionado através do site  oficial do clube.

Confira as homes das lojas do Sport e do Santa, com estilos bem distintos.

Home do site oficial da loja Cazá do Sport em 18/02/2016

Home do site oficial da Loja Cobra Coral em 18/02/2016