A voz do torcedor sobre o Pernambucano de 2018: pontos corridos ou mata-mata?

Site "A Voz do Torcedor", sobre sugestões para o Pernambucano 2018. Crédito: FPF/reprodução

O torcedor pernambucano poderá sugerir o formato do campeonato estadual de 2018. O blog já havia antecipado a possibilidade, confirmada com o lançamento do site especial vozdotorcedor.com.br.

“A FPF abre um canal exclusivo para dar voz ao torcedor. Uma janela virtual para que o torcedor, de forma livre e democrática, contribua com a sua opinião para um Campeonato Pernambucano forte. É possível participar desde a indicação de uma fórmula para o campeonato até a opinião de quais pontos são fundamentais para que o torcedor esteja motivado a comparecer aos jogos no estádio. As sugestões serão apresentadas ao Conselho Arbitral.”

As respostas podem ser enviadas até 20 de agosto. Após o cadastro com idade, gênero e clube do coração, o torcedor responde imediatamente sobre a melhor fórmula: pontos corridos ou mata-mata. Pois é. Em tese, o campeonato pode deixar de ter uma final garantida após oito edições consecutivas.

Há um mês, a FPF anunciou que o Estadual de 2018 teria 11 times, subindo só um da segundona. Segundo o novo site, as 12 equipes seriam mantidas.

Nos pontos corridos, com 11 rodadas (supostamente), leva quem somar mais pontos. Entre 2004 e 2010, a competição ocorreu de forma parecida, com pontos corridos nos turnos. Porém, em caso de igualdade o regulamento previa jogos extras. Pelo novo questionário, o desempate seguiria o formato tradicional (vitórias, saldo, gols marcados, confronto direto e sorteio).

Caso o torcedor opte pelo mata-mata, é preciso responder duas perguntas.

Quantos grupos na primeira fase?
1 (12 times)
2 (6 times)
3 (4 times)
4 (3 times) 

Quantos jogos de mata-mata?
Quartas de final, semifinal e final
Semifinal e final (formato em vigor desde 2010)
Apenas final

O projeto foi apresentado na sede da FPF durante a primeira reunião para a formatação do torneio, com a presença de dirigentes e de jornalistas. Qual seria a sua sugestão para o Campeonato Pernambucano de 2018? Comente.

Abaixo, à parte do questionário da FPF, uma enquete sobre o formato…

Qual a sua fórmula ideal para o Campeonato Pernambucano de 2018?

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Reunião na sede da FPF para debater o formato do Pernambucano 2018. Foto: FPF/twitter (@fpfpe)

Emerson Sobral, de árbitro recordista de mata-matas e geladeiras a diretor da Ceaf

Emerson Sobral como árbitro e dirigente. Fotos: Ricardo Fernandes/DP e FPF/divulgação

A formação de Emerson Sobral na arbitragem ocorreu em 1995. Trabalhou no futebol pernambucano, onde chegou a obter a categoria “CBF”, deixando o quadro em 2017, já aos 43 anos. Na verdade, ocorreu uma transferência, assumindo imediatamente a Comissão Estadual de Arbitragem de Futebol, a Ceaf-PE, no lugar de Salmo Valentim. Como se sabe, o quadro local não é dos melhores – na visão do blog -, com um número elevado de lambanças. E Emerson Sobral está intimamente ligado a isso. Embora seja o recordista de jogos na fase decisiva do Campeonato Pernambucano, com sete aparições entre semifinais e finais (apitou a decisão de 2015), o agora dirigente também acumulou o maior número de punições por erros cometidos. Nesta década, foi três vezes para a “geladeira” (abaixo), sendo duas no cenário local e uma no Brasileirão. Com essa experiência, terá bastante trabalho a partir de agora.

“Participamos de um dos estaduais reconhecidamente mais difíceis do país pela sua tradição e competitividade e tudo isso nos coloca como sendo um dos melhores quadros de árbitros do Brasil.”

18/01/2012 (punido no Estadual)
Afastado ao errar em dois jogos. No 1º, deixou de expulsar o zagueiro André Oliveira, do Santa. No 2º, não marcou um pênalti em cima de Rogério, do Náutico, e depois assinalou um pênalti inexistente sobre o mesmo jogador.

24/03/2013 (punido no Estadual)
No jogo Ypiranga 2 x 2 Sport, na oitava rodada do segundo turno, assinalou um pênalti polêmico para a Máquina de Costura e marcou uma falta inexistente aos 44 do 2º tempo, no lance que acabou saindo o último gol.

02/09/2015 (punido na Série A)
Na partida entre Ponte Preta e Cruzeiro, pelo Brasileirão, em Campinas, deixou de marcar dois pênaltis, um para cada time. No caso do time mineiro, marcou a falta fora da área. No lance da Macaca, sequer assinalou falta.

Número de jogos de Sobral no Pernambucano (e o % sobre o torneio)
2014 – 16 jogos (11,4% de 140)
2015 – 14 jogos (11,2% de 124)
2016 – 11 jogos (11,4% de 96)
2017 – 11 jogos (11,5% de 95)

Ranking de jogos no mata-mata do Pernambucano (desde 2010)
7 partidas - Emerson Sobral (PE)
6 partidas - Sebastião Rufino Filho (PE)
4 partidas - Nielson Nogueira (PE)
3 partidas – Gilberto Castro Júnior (PE) e Marcelo de Lima Henrique (Fifa-RJ / PE) e Wilton Sampaio (Fifa-GO)

Confira a lista completa de árbitros no mata-mata local clicando aqui.

Campeonato Pernambucano terá redução de clubes em 2018 e 2019. Talvez em 2020

FPF

Em 2007, a segunda divisão pernambucana foi vencida pelo Salgueiro, numa final contra o Sete de Setembro, no Gigante do Agreste. Entretanto, o torneio acabou na justiça, com Petrolina e Centro Limoeirense, eliminados na semi, pleiteando as duas vagas. O presidente da FPF na época, Carlos Alberto Oliveira, tomou uma decisão sui generis. O dirigente promoveu o acesso dos quatro clubes, inchando a primeira divisão, que a partir de 2008 teria 12 clubes, apertando como nunca o calendário. Embora a federação tivesse sinalizado posteriormente, já sob comando de Evandro Carvalho, que o ideal era reduzir, emperrou na vontade dos clubes, contra a queda de quatro times.

Ao menos esta era a versão da entidade, que realizou dez edições sem mexer na lista de participantes. Mas, até que enfim, o cenário deverá mudar. Para isso, em vez de ampliar o número de rebaixados, a FPF irá reduzir o acesso. Ao blog, o diretor de competições da FPF, Murilo Falcão, confirmou que a segunda divisão estadual de 2017, a “Série A2″, só irá promover o campeão, numa decisão administrativa já comunicada aos clubes – são 14 interessados na disputa. De 1995 a 2016, os dois melhores colocados sempre subiram. Logo, o objetivo é reduzir o tamanho da elite, de onde caíram dois, Serra Talhada e Atlético Pernambucano. Conforme preza o Estatuto do Torcedor, o regulamento irá vigorar por duas temporadas. Ou seja, uma redução paulatina na primeirona, com 11 clubes em 2018 e 10 clubes em 2019.

Hoje, o calendário oficial da CBF disponibiliza 14 datas para os estaduais do Nordeste, que tem, paralelamente, a Copa do Nordeste de fevereiro a maio. Com menos clubes, espera-se que a competição local adote um novo regulamento – a ser decidido no conselho arbitral em novembro -, deixando de lado o insosso (e previsível) hexagonal do título. E ainda há a possibilidade de uma extensão da redução, até 2020, chegando a 9 clubes. Número ímpar? Sim, pois, segundo federação, possibilitaria a realização de triangulares, com o Trio de Ferro como cabeça de chave. A conferir.

Abaixo, a movimentação de participantes no Pernambucano…

Entre os clubes que subiram, um asterisco em 1995, com o Sete de Setembro. O campeão da segundona pediu licença antes da estadual de 1996.

A movimentação dos clubes no Campeonato Pernambucano, de 1995 a 2017

Decisão do Estadual com árbitro do quadro da Fifa pela 4ª vez em 8 anos

Wilton Sampaio, árbitro do quadro da Fifa. Crédito: Associação Nacional de Árbitros de Futebol (anaf.com.br)

O goiano Wilton Pereira Sampaio, de 35 anos, foi o árbitro escolhido para trabalhar na decisão do Campeonato Pernambucano de 2017, em 18 de junho. Assim, o jogo de volta entre Salgueiro e Sport terá um integrante do quadro do Fifa, o que não acontecia no futebol local desde 2014 – no empate em 1 x 1, na ida, foi José Woshington, do quadro da Ceaf. Considerando o formato atual da competição, com semifinal e final, desde 2010, esta em 4ª vez em 8 anos que um árbitro da Fifa apita a grande final.

Sampaio, que trabalhou em 16 jogos do último Campeonato Brasileiro, ostenta desde 2003 o emblema da Fifa, restrito a dez nomes por ano. No estado, Sampaio já apitou dois mata-matas. Os jogos de ida da semi entre Santa e Náutico em 2010 (0 x 0) e da final entre Sport e Náutico (2 x 0) em 2014.

Em relação ao árbitro de vídeo, a FPF aguarda novo aval da International Football Association Board (Ifab), o órgão que regulamenta as regras, para a utilização do recurso eletrônico no Cornélio de Barros. Para o bem de Wilton.

Os árbitros das decisões pernambucanas neste século:

2001 - Santa Cruz 0 x 2 Náutico* – Antônio André (PE)
2002 - Santa Cruz 2 x 1 Náutico* – Wilson Souza (Fifa-PE)
2003 - Sport* 2 x 2 Santa Cruz – Wilson Souza (Fifa-PE)
2004 - Santa Cruz 0 x 3 Náutico* – Patrício Souza (PE)
2006 - Sport* (5) 0 x 1 (4) Santa Cruz – Djalma Beltrami (Fifa-RJ)
2010 - Sport* 1 x 0 Náutico – Alicio Pena Júnior (MG)
2011 - Santa Cruz* 0 x 1 Sport – Sálvio Spinola (Fifa-SP)
2012 - Sport 2 x 3 Santa Cruz* – Sandro Meira Ricci (Fifa-PE)
2013 - Sport 0 x 2 Santa Cruz* – Gilberto Castro Júnior (PE)
2014 - Náutico 0 x 1 Sport* – Leandro Vuaden (Fifa-RS)
2015 - Santa Cruz* 1 x 0 Salgueiro – Emerson Sobral (PE)
2016 - Sport 0 x 0 Santa Cruz* – Sebastião Rufino Filho (PE)
2017 - Salgueiro x Sport – Wilton Sampaio (Fifa-GO)
* Campeão

Balanço: 13 finais em 17 anos, com 7 árbitros da Fifa

Confira a lista de árbitros nos mata-matas desde 2010 clicando aqui.

FPF vai ouvir sugestão de torcedor sobre o regulamento do Pernambucano de 2018

Evandro Carvalho, o presidente da FPF. Foto: Ricardo Fernandes/DP

A fórmula com hexagonal, com a pré-classificação do Trio de Ferro, semifinal e final, totalizando 14 jogos na fase principal do Campeonato Pernambucano, surgiu em 2014. Na época, parecia uma boa ideia, com seis clássicos em dez rodadas e as principais forças do interior envolvidas. Porém, acabou virando um torneio previsível, a ponto de os grandes utilizarem reservas e até juniores, sem prejudicar a classificação. Sem o Todos com a Nota, o interesse do público não se sustentou. Para 2018, o presidente da FPF, Evandro Carvalho, admite a necessidade de mudança.

Ao blog, afirmou que “pretende ouvir todas as partes interessadas”. Clubes, imprensa e torcedores. Isso mesmo. Após a decisão do titulo entre Salgueiro e Sport, o dirigente pretende reunir jornalistas para ouvir sugestões – já fez outras vezes, embora os encontros tenham sido mais para analisar a edição encerrada. Na sequência, abriria um canal no site oficial da federação para receber as opiniões dos torcedores. Para isso, os interessados em ‘ajudar’ teriam que cumprir alguns pré-requisitos já estabelecidos (abaixo).

Na sequência, a diretoria de competições da FPF selecionaria as melhores ideias (nos dois segmentos), enviando-as aos clubes participantes – dos doze, dez já estão confirmados, com os outros dois oriundos da Segundona, marcada para o segundo semestre. Só então seria convocado o conselho arbitral, que definirá o novo regulamento em novembro, com a publicação em dezembro. Respeitando o Estatuto do Torcedor, a possível nova fórmula vigoraria em 2018 e 2019. Você já tem alguma ideia?

As ponderações para o regulamento do Estadual de 2018:

Datas: 14 na fase principal, com os grandes clubes, mas com a possibilidade de redução (12) e ampliação (16, esta com menos chance).

Composição: turno único; grupos (2 de seis times, 3 de quatro times e 4 de três times); 1ª fase e 2ª fase; hexagonal; octogonal etc. 

Obrigação: a disputa de uma final. Semifinal e quartas de final à disposição.

Critérios: elaboração do desempate na fase classificatória e no mata-mata.

Período: do último fim de semana de janeiro à primeira semana de maio.

Campos possíveis no interior: Cornélio de Barros (Salgueiro, ok), Áureo Bradley (Arcoverde, precisa aumentar o tamanho do campo), Lacerdão (Caruaru, só com reforma) e Carneirão (Vitória, só com reforma).

Clássicos: segundo o dirigente, a tevê paga mais com a realização de pelo menos seis clássicos na fase classificatória. O contrato atual vai até 2018.

FPF aguarda aval da Fifa para utilizar árbitro de vídeo na final do Estadual

Tecnologia no futebol? Crédito: Fifa/reprodução

Atualização (04/05): chegou o aval e a decisão terá o novo recurso.

Os dois jogos entre Salgueiro e Sport, na decisão do título pernambucano de 2017, podem ser os primeiros no estado com a função do “árbitro de vídeo”. Já em uso na Europa e confirmado na Copa do Mundo de 2018, o recurso ainda tem alguns entraves, como formatação e custo. Há algum tempo a FPF vem tentando realizar uma partida com a experiência tecnológica. O primeiro ofício data de 2 de outubro de 2015. Na ocasião, a International Football Association Board (Ifab), o órgão que regulamenta as regras do futebol, negou porque a função ainda estava sob análise. O objetivo era o uso na final do Estadual de 2016 – que só teve um gol em duas partidas, irregular. Segundo o presidente da federação pernambucana, Evandro Carvalho, a solicitação se estendeu a 2017, já com o novo sistema, testado pela CBF.  

Em janeiro, o dirigente tentou implantar a função nos clássicos, mas a demora na captação da estrutura inviabilizou a ideia. Agora, para a final, avançou. Até a publicação deste post, a FPF já havia atendido a 10 das 12 exigências da Fifa sobre o tema. Além disso, reduziu o custo, caindo de R$ 700 mil para R$ 140 mil. Por partida! O gasto de 20% é resultado da negociação com a empresa responsável – que, em contrapartida, seria a “pioneira” no país. Evandro não revelou nem os itens em branco nem o nome da empresa.

Ao blog, o mandatário disse que a competição tem uma semana para ficar ok. Sobre o árbitro de vídeo, trata-se da produção e análise independente das imagens. Ou seja, o lance não será o da transmissão da tevê, mas sim observado nas 16 câmeras instaladas pela própria empresa contratada, com doze pessoas na operação. Segundo o dirigente, ocorreram nove testes na Granja Comary, com a resposta da central durante de 3 a 6 segundos nos lances duvidosos.

“O árbitro de vídeo só será utilizado num ‘lance ajustado’. Esse lance é aquele impedimento por poucos centímetros, a bola cruzando ou não a linha. Então, se houver dúvida, é para deixar o lance seguir. Só com o aviso do árbitro de vídeo, segundos depois, é que o lance será anulado. Quem vem comemorando isso são os bandeirinhas.”

As situações no raio do árbitro de vídeo:

a) Dúvida se a bola entrou ou não no gol.
b) Saídas da bola pela linha de fundo, quando na mesma jogada ou contexto for marcado gol ou pênalti.
c) Definição do local das faltas nos limites da grande área, para definir se houve ou não pênalti.
d) Gols e pênaltis marcados, possibilitados e evitados em razão de erro em lances de faltas claras/indiscutíveis, não vistas ou marcadas equivocadamente.
e) Impedimentos por interferência no jogo, caso na jogada haja gol ou pênalti.
f) Jogo brusco grave ou agressão física (conduta violenta) indiscutíveis não vistos ou mal decididos pela arbitragem.

Arena PE ou Castelão, o 8º palco da Copa América de 2019. Resposta em dezembro

Estádios Arena Pernambuco e Castelão. Fotos: divulgação

O Brasil receberá a Copa América após trinta anos. Em 2019, o torneio volta ao país reformulado, ampliado. Serão 16 países, sendo os dez filiados da Conmebol e mais seis convidados, com possibilidade de seleções da Concacaf, como de praxe, mas também da Europa e da Ásia (que teve o Japão na disputa em 1999). Segundo reportagem do globoesporte.com, oito estádios devem ser selecionados, todos no “Padrão Fifa”, através do caderno de encargos mais atual. Sete já estariam definidos, com a última vaga sendo disputada por Recife e Fortaleza, com a Arena Pernambuco e o Castelão.

No caso local, o pedido foi protocolado pela FPF à confederação sul-americana, via CBF, em 20 de janeiro. Segundo Evandro Carvalho, o processo ainda será formalizado, aguardando ainda a formação do comitê organizador da copa. O mandatário da federação trata a capacidade (45 mil x 63 mil) como o único ponto contrário em relação à candidatura cearense.

“Pela capacidade de público, já não poderíamos receber a Seleção, que só deve ir a estádios acima de 50 mil lugares, mas estamos dentro do padrão de estrutura do torneio. E como deverá ter seleções de outros continentes, a nossa posição é estratégica, tanto em voos quanto em rede hoteleira.”

Segundo o GE, haveria “favoritismo claro” para o Castelão. Ao blog, Evandro discordou, dizendo que a “situação é a mesma”. Até mesmo pelo know-how, uma vez que os dois empreendimentos receberam, recentemente, jogos da Copa das Confederações, Mundial e Eliminatórias de 2018. A resposta, de acordo com ele, deve ser dada até o fim de 2017. O blog também entrou em contato com a administração da Arena, que deixou o caso nas mãos da FPF.

“A Arena de Pernambuco sempre busca receber os maiores eventos possíveis, dentro ou fora do cunho esportivo. (…) Em relação à Copa América, que será realizada no Brasil 2019, a Arena informa que, possíveis negociações para sedes visando esta ou outra competição, são realizadas entre as Federações e Confederações envolvidas no processo. (…)”

Palcos da Copa América no Brasil

1919  - Laranjeiras (RJ, 7 jogos) 

1922 - Laranjeiras (RJ, 11 jogos) 

1949 - São Januário (RJ, 13 jogos), Pacaembu (SP, 12 jogos), General Severiano (RJ, 2 jogos), Vila Belmiro (SP, 1 jogo) e Otacílio Negrão (MG, 1 jogo) 

1989 - Serra Dourada (GO, 10 jogos), Fonte Nova (BA, 8 jogos), Maracanã (RJ, 6 jogos) e Arruda (PE, 2 jogos)

2019 - Maracanã (RJ), Mineirão (MG), Arena Corinthians (SP), Allianz Parque (SP), Beira-Rio (RS), Mané Garrincha (DF), Fonte Nova (BA) e mais um

FPF registra receita recorde, mesmo com o pior público do Estadual em 13 anos

O balanço financeiro da Federação Pernambucana de Futebol de 2011 a 2016. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Pela 5ª vez em 6 anos nesta década, a Federação Pernambucana de Futebol terminou a temporada com superávit, uma cena raríssima em seus filiados. Entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2016, o saldo do balanço financeiro foi pra lá de positivo, com R$ 2,3 milhões. É um reflexo direto da maior arrecadação na história da centenária entidade. A receita operacional foi de R$ 8,2 milhões, 28% maior em relação a 2015. Ou 163% em seis anos.

O curioso é que a bilheteria dos jogos foi a mais baixa nos últimos quatro anos, período levantado pelo blog. Ao todo, o Trio de Ferrou teve R$ 16,7 milhões, contra 21,4 milhões em 2015, por exemplo. Lembrando que a FPF tem taxas de 8% sobre todas as rendas do Campeonato Pernambucano e 5% no Campeonato Brasileiro. Falando do Estadual, a média de 3.498 torcedores foi a menor desde 2003. Ou seja, mesmo em um cenário tão precário, a federação não só seguiu rentável como se superou. Até porque há outra fonte de captação de receita, uma espécie de cartório de atividades no futebol local, com 69 ações possíveis, com taxas administrativas de R$ 30 a R$ 750 mil.

Logo, o relatório oficial aponta um aumento no patrimônio líquido da FPF, somando patrimônio social e o acumulado dos resultados positivos nos últimos anos. Em relação ao primeiro ponto, vale a imponente sede na Boa Vista, cujo valor foi congelado judicialmente durante vinte anos. Por decisão da própria federação, em 2014, já sob a gestão de Evandro Carvalho, o imóvel sofreu um ajuste do valor patrimonial, com a mutação presente no diagnóstico produzido pela Ferreira & Associados Auditores – empresa ainda responsável pelos relatórios anuais da entidade. No último exercício, o patrimônio teve um aumento de 17%, passando de 12,9 milhões para R$ 15.215.317

Curiosidade: entre as despesas, gasto maior com o departamento de futebol (3,4 milhões, ou +86%) e menor com o administrativo (2,5 milhões, -20%).

O balanço completo foi divulgado no Diario Oficial do Estado (veja aqui).

O balanço financeiro da Federação Pernambucana de Futebol de 2011 a 2016. Arte: Cassio Zirpoli/DP

FPF agenda rodada dupla após 21 anos. Inédita na Arena, estruturada para isso

Rodada dupla na Arena Pernambuco...

Com quatro competições oficiais em abril, três grandes clubes e poucas datas, o calendário local é um dos mais preenchidos dos últimos tempos. Com direito a um revival de uma tradição antiga do Pernambucano, a rodada dupla. Com a PM autorizando dois jogos em caráter excepcional, a FPF foi além. Marcou os dois jogos na Arena Pernambuco, válidos pela 9ª rodada do hexagonal do título, cujo G4 já está definido – o que ajuda a diminuir a pressão das partidas.

05/04 (19h30) – Náutico x Central (Premiere)
05/04 (21h45) – Belo Jardim x Santa Cruz (Globo) 

Inicialmente, os duelos seriam em dias distintos em São Lourenço, pois o Belo Jardim não pode mandar seus jogos contra os grandes no Agreste. Além do calendário, a medida visa a redução do custo de operação. Em contrapartida, mais gasto com segurança. O ingresso é duplo, com um só borderô.

A Arena tem estrutura suficiente para receber dois jogos, tanto que tem quatro vestiários e saídas exclusivas para quatro torcidas. Obviamente, há uma limitação de público – que não deve ser ultrapassado nesta data. Inclusive, esse formato foi tema do blog em janeiro de 2013, antes da inauguração do Castelão, que ocorreu com uma rodada dupla, válida pelo Nordestão. Com 40 mil pessoas, Fortaleza 0 x 0 Sport e Ceará 0 x 1 Bahia.

Voltando ao cenário local, em 28 de janeiro de 1996 houve uma última rodada dupla, na Ilha, na abertura do Campeonato Pernambucano. Primeiro, Santa 2 x 1 Central. Na sequência, Sport 2 x 2 Náutico. As quatro torcidas estiveram presentes no estádio, embora o público tenha sido baixo, 4 mil. Até porque os jogos foram exibidos ao vivo na televisão, algo raríssimo na época. Na Band, Luciano do Valle transmitiu os 180 minutos para o país inteiro.

Antes disso, a verdadeira tradição, com Íbis, América e Santo Amaro jogando inúmeras vezes nas preliminares do Trio de Ferro no Recife. Outros tempos…

Campeonato Pernambucano com 1/3 de gramados sintéticos. Futuro breve?

Modelo de grama sintética em estudo na FPF. Foto: Fred Figueiroa/DP

A situação dos gramados, sobretudo no interior, é um problema histórico no Campeonato Pernambucano. Além da falta de investimentos (dos clubes e das prefeituras, proprietárias da maioria dos estádios), a falta d’água em 2017 foi agravada pela seca. E a tendência é que a crise hídrica se mantenha a médio prazo, fazendo com que a FPF cogite, à vera, uma solução drástica: campos sintéticos. A medida vem sendo estudada há algum tempo na federação, tanto que o presidente Evandro Carvalho já havia manifestado o desejo no interior. Agora, o projeto ganhou corpo, com formatação, prazo e alcance. Para 2018 (?), a ideia é implantar ao menos dois campos artificiais no interior.

Indo além, seriam três cidades, englobando três mesorregiões, a Zona da Mata (Vitória), o Agreste (Caruaru) e o Sertão (Serra Talhada). Com isso, haveria um raio de alcance a cidades próximas, em caso campos de grama natural sem condições. Além dos três tipos de grama em estudo (já na sede da entidade, foto), a FPF busca um aporte – aí, o ponto-chave para sair do discurso futurista.

Considerando que o Náutico, à parte da proposta da FPF, também vem analisando a implantação, então seriam até quatro pisos artificiais no Estadual, 1/3. Neste hipotético cenário, seria a competição estadual de maior presença sintética. Cada campo deste tipo custa entre R$ 1 mi e R$ 1,5 mi. Portanto, a projeção mínima é de R$ 4 milhões. Investimento pesado, mas com expectativa de maior durabilidade, ainda que também seja preciso irrigar (devido à alta temperatura e à resistência do material). Numa escala muito menor, claro.

Possíveis cidades com campos sintéticos*
Recife (Aflitos, Náutico)
Vitória (Carneirão, Acadêmica Vitória)
Caruaru (Lacerdão, Central)
Serra Talhada (Nildo Pereira, Serra Talhada)

Confira o post sobre a possibilidade de grama sintética nos Aflitos aqui.