Hernanes, o pernambucano que mais movimentou dinheiro entre clubes

Hernanes acertou com a Juventus em 2015. Foto: Juventus/twitter

O meia Hernanes é o jogador pernambucano que mais movimentou dinheiro entre clubes na história do futebol. Com o acerto na Juventus, por três anos, o atleta chegou a três transações milionárias. Ao todo, US$ 57,1 milhões. Superou um mito, Rivaldo, que também teve três transações de peso, somando 42 milhões. Hernanes foi revelado pelo Unibol, clube-empresa hoje licenciado na FPF, indo sem custo ao São Paulo. De lá, seguiu para a Lazio, depois para a Internazionale e agora chega à Velha Senhora, tudo entre 2010 e 2014.

Usando as ferramentas de cálculos monetários à disposição na web, o blog atualizou os números dos dois jogadores, com as cotações de cada época. Por mais que a moeda utilizada nas transferências de Hernanes tenha sido o euro, o levantando utilizou o dólar para fazer a comparação a Rivaldo, uma vez que na época das transferências do melhor do mundo em 1999 sequer existia o euro – que curiosamente entrou em vigor no ano em que ganhou a Bola de Ouro.

Revelado pelo Santa, Rivaldo foi para o Mogi no fim de 1991. Apesar do valor irrisório na época, a Placar publicou em 1999 que a venda teria sido firmada em 250 mil dólares (carecendo de fontes locais). Teoricamente, Rivaldo movimentou mais dinheiro que Hernanes, mas não entre clubes. Após deixar o Milan, ele passou a ser “livre”, dono dos próprios direitos federativos. Assim, recebeu integralmente no Olympiakos, AEK, Bunyodkor e Kaburscorp, entre 2004 e 2012.

Hernanes
08/2010 – US$ 17.613.000 (R$ 31 milhões), São Paulo/Lazio
01/2014 – US$ 27.234.000 (R$ 64 milhões), Lazio/Internazionale
08/2015 – US$ 12.334.000 (R$ 44,7 milhões), Internazionale/Juventus
Valor absoluto em dólares: 57.181.000
Valor absoluto em reais: 139.700.000

Rivaldo
12/1994 – US$ 2.400.000 (R$ 2.016.000), Mogi Mirim/Palmeiras
07/1996 – US$ 9.000.000 (R$ 9.045.000), Palmeiras/La Coruña
07/1997 – US$ 29.600.000 (R$ 31.672.000), La Coruña/Barcelona
Valor absoluto em dólares: 41.000.000
Valor absoluto em reais: 42.733.000

Apesar da comparação dolarizada, de acordo com a economia mundial, também vale fazer uma análise mais aprofundada no mercado nacional, com a correção da inflação, uma vez que foram seis períodos distintos. De acordo com o índice IGP-DI, em 31/08/2015, a correção seria a seguinte:

Hernanes: R$ 157.156.080
Rivaldo: R$ 174.501.309

Os primeiros contratos inscritos na FPF: Hernanes e Rivaldo.

Hernanes, o 10º pernambucano na Copa do Mundo

Hernanes em ação pela Seleção Brasileira em 2013, contra México (2x0), Itália (2x2), Zâmbia (2x0) e Suíça (0x1). Fotos: Jefferson Bernardes/Vipcom (México), Wander Roberto/Vipcom (Itália), Rafael Ribeiro/CBF (Zâmbia e Suíça)

Hernanes mantém a tradição de Pernambuco na Copa do Mundo.

Pela 7ª vez consecutiva, um jogador nascido no estado defenderá a Seleção Brasileira no Mundial. É assim de forma ininterrupta desde 1990.

O meia recifense de 28 anos é um dos 23 nomes confirmados por Luiz Felipe Scolari para o torneio no país. Fez jus à série de partidas disputadas com a camisa verde e amarela em 2013, nada menos que quinze, sempre com o número 8.

Essas atuações foram paralelas ao desempenho na Internazionale de Milão, contratado junto à Lazio. Sempre de forma versátil, com marcação forte, bom passe e apoio na criação de jogadas.

Ao todo, o “Profeta” já vestiu a camisa do Brasil em 23 oportunidades desde 2008.

Abaixo, em ordem cronológica, a lista completa dos pernambucanos, com a edição disputada e o clube de origem. Nenhum deles foi ao Mundial atuando no estado.

1 – Ademir Menezes, 1950 (atacante, Sport)
2 – Vavá, 1958/1962 (atacante, Sport)
3 – Zequinha, 1962 (volante, Santa Cruz)
4 – Rildo, 1966 (lateral-esquerdo, Sport)
5 – Manga, 1966 (goleiro, Sport)
6 – Ricardo Rocha, 1990/1994 (zagueiro, Santa Cruz)
7 – Rivaldo, 1998/2002 (meia, Santa Cruz)
8 – Juninho Pernambucano, 2006 (meia, Sport)
9 – Josué, 2010 (volante, Porto)
10 – Hernanes, 2014 (meia, Unibol)

Campeões mundiais: Vavá, Zequinha, Ricardo Rocha e Rivaldo. Boa sorte, Hernanes!

Relembre os primeiros contratos de todos os mundialistas do estado aqui.

As primeiras dez taças do Mundial da Fifa

Clubes campeões dos Mundiais da Fifa entre 2000 e 2013. Fotos: Fifa

O Campeonato Mundial de Clubes da Fifa chegou a dez edições.

O título de 2013 foi conquistado facilmente pelo poderosíssimo Bayern de Munique, vencendo em ritmo de treino o Guangzhou Evergrande da China (3 x 0) e o Raja Casablanca do Marrocos (2 x 0).

O torneio repetiu o modelo em vigor há sete temporadas, com sete clubes, representando as seis confederações continentais e mais um do país-sede. Todas as partidas são disputadas em sistema eliminatório.

Por sinal, a competição já parece necessitar uma reformulação, com a inclusão de mais equipes, europeias e sul-americanas. Duas vagas para Uefa e outras duas para a Conmebol? Curiosamente, apenas apenas a primeira edição foi assim.

À parte da Copa Intercontinental, de 1960 a 2004, os campeões com a chancela da federação internacional de futebol são: Barcelona (2009 e 2011), Corinthians (2000 e 2012), São Paulo (2005), Internacional (2006), Milan (2007), Manchester United (2008), Internazionale (2010) e Bayern de Munique (2013).

Títulos por país:
4 – Brasil (2000, 2005, 2006 e 2012)
2 – Itália (2007 e 2010)
2 – Espanha (2009 e 2011)
1 – Inglaterra (2008)
1 – Alemanha(2013)

Uma nova e germânica tríplice coroa na Europa

Tríplice Coroa

Celtic (Escócia) em 1967, Ajax (Holanda) em 1972, PSV (Holanda) em 1988, Manchester United (Inglaterra) em 1999, Barcelona (Espanha) em 2009, Internazionale (Itália) em 2010 e Bayern de Munique (Alemanha) em 2013.

Um feito raríssimo une esses sete clubes. Todos as agremiações conquistaram a tríplice coroa da Europa, num domínio absoluto do futebol. Venceram no mesmo ano os três principais campeonatos em disputa. No Velho Mundo, isso significa ganhar a liga nacional, a copa do país e a Liga dos Campeões da Uefa.

O mais novo integrante é o arrasador Bayern, de Neuer, Lahm, Schweinsteiger e Robben, somando a Copa da Alemanha aos títulos da Bundesliga e da Champions League. No post, os últimos tripletes. United, Barça e Inter ainda conquistariam o Mundial em dezembro. Caminho aberto para o time alemão?

Tríplice Coroa do Bayern de Munique em 2013

Na América do Sul, os clubes chamam de tríplice coroa a conquista dos títulos do Mundial de Clubes, da Taça Libertadores e da Recopa em sequência. Contudo, a honra não pode ser alcançada num mesmo ano porque a Recopa, que reúne em jogo único o campeão da Libertadores e da Copa Sul-Americana, só é disputada na temporada seguinte às duas finais continentais.

Tríplice Coroa da Internazionale em 2010. Foto: inter.it

Entre os times brasileiros, destaque para o São Paulo, que conseguiu dois tripletes na década de 1990. Já o Internacional conseguiu a sua tríplice coroa mais recentemente. Ganhou o Mundial e a Libertadores em 2006 e a Recopa em 2007. O clube gaúcho acabou colocando um coroa em cima do seu distintivo.

Tríplice Coroa do Barcelona em 2009. Foto: Nike

Considerando apenas torneios em solo brasileiro, o feito só é possível se um clube ganhar no mesmo ano o Estadual, a Copa do Brasil e o Brasileirão. Até hoje, só o Cruzeiro conseguiu, em 2003. Pela marca, o time de Belo Horizonte também colocou a coroa (antes do Colorado, diga-se). Por sinal, aquela foi a única vez que um time ganhou a Série A e a Copa do Brasil no mesmo ano.

Tríplice Coroa do Manchester United em 1999. Foto: manutd.com

Título mundial unilateral

Troféu do Mundial de Clubes da Fifa. Foto: Fifa/divulgação

Com show, o título do Barcelona foi o 5º consecutivo da Europa no Mundial de Clubes.

Este é o segundo pentacampeonato do Velho Mundo, começando com o Milan, em 2007, no primeiro título do continente na competição organizada pela Fifa.

A sequência continuou com Manchester United, em 2008, Barcelona, em 2009, Internazionale, em 2010, e, agora, mais uma vez o Barça (veja aqui).

Trata-se do maior jejum da história para o futebol sul-americano, ao lado do período entre 1995 e 1999, com títulos de Ajax, Juventus, Borussia Dortmund, Real Madrid e Manchester United, respectivamente.

Contudo, os europeus já passaram por um hiato ainda maior.

Considerando todas as edições do Mundial Interclubes, incluindo a Taça Intercontinental, de 1960 a 2004, a maior marca foi de 1977 a 1984.

Foram sete títulos consecutivos. Só não foi maior – ou não foi quebrada – porque em 1978 Boca Juniors e Liverpool não chegaram a um acordo sobre a disputa, declinada.

Lista recorde:

1977 – Boca Juniors/ARG; 1979 – Olimpia/PAR; 1980 – Nacional/URU; 1981 – Flamengo/BRA; 1982 – Peñarol/URU; 1983 – Grêmio/BRA; 1984 – Independiente/ARG.

Será que os clubes europeus vão alcançar essa marca no Mundial?

A mágica bola da final londrina

Bola da final da Liga dos Campeões da Uefa da temporada 2010/2011. Foto: Uefa/divulgação

London Finale.

Eis a bola oficial da decisão da Liga dos Campeões da Uefa 2010/2011.

Produzida pela Adidas, a bola será utilizada no jogão agendado para o dia 28 de maio, um sábado, no moderníssimo Wembley, em Londres.

Saiba mais sobre a nova bola clicando AQUI.

É a 11ª vez que a Adidas lança uma bola exclusiva para a final do mais rico torneio interclubes do mundo. A edição anterior foi chamada de Finale Madrid.

Ao todo, 90 mil pessoas deverão lotar a arena de Wembley, que receberá a finalíssima da Champions pela sexta vez, um recorde na história da competição.

Sobre a nova bola, a Uefa informa em seu site que a tecnologia utilizada garante mais potência, efeito e controle… A conferir.

Seguem na briga: Barcelona, Arsenal, Shakhter Donetsk, Roma, Tottenham, Milan, Schalke 04, Valencia, Manchester United, Olympique de Marselha, Bayern de Munique, Internazionale, Chelsea, Kobenhavn, Real Madrid e Lyon.

Opine sobre os clubes candidatos ao direito de “chutar” a Finale London…

Bola da final da Liga dos Campeões da Uefa da temporada 2010/2011. Foto: Uefa/divulgação

A um troféu da soberania

Jogadores da Internazionale festejam o título mundial de 2010. Foto: Fifa/divulgação

A Internazionale espantou a zebra, goleou o Mazembe por 3 x 0, neste sábado, e conquistou o título mundial de clubes de 2010, nos Emirados Árabes.

O clube italiano chegou ao tricampeonato. Antes, havia vencido o Independiente da Argentina em duas oportunidades, ainda no formato em jogos de ida e volta.

Entrou ao seletíssimo grupo dos tricampeões, com Real Madrid, Boca Juniors, São Paulo, Peñarol e Nacional. Só está a um título mundial do topo.

Lá, justamente o maior rival, o tetracampeão Milan: 1969, 1989, 1990 e 2007.

Mas essa meta fica, no mínimo, para em 2011. Parabéns a Inter, campeã mundial desta temporada com duas goleadas. Abaixo, os vídeos das duas primeiras conquistas.

Em 1964, o Nerazzurri perdeu em Avellaneda por 1 x 0 e ganhou em Milão por 2 x 0. Como não havia saldo de gols, houve um terceiro jogo, em campo neutro. Vitória por 1  x 0, em 29 de setembro, no estádio Santiago Bernabéu, em Madri.

Em 1965, a Inter precisou de dois jogos para festejar o bi. Primeiro 3 x 0 no Giuseppe Meazza. Depois, um empate sem gols no antigo estádio do Independiente, “La Doble Visera”, completamente lotado, com um público estimado em 80 mil hinchas.

Gols intercontinentais

Vídeo com os 15 gols mais fantásticos da história do Mundial de Clubes.

Os gols começam a partir de 1960, quando a competição era disputada apenas por times sul-americanos e europeus, na Copa Intercontinental.

Será que a final de 2010 vai entrar na lista? O Inter ou a Inter?

Tríplice coroa

Tríplice Coroa

Celtic (Escócia), em 1967; Ajax (Holanda), em 1972; PSV (Holanda), em 1988; Manchester United (Inglaterra), em 1999; e Barcelona (Espanha), em 2009.

O que esses cinco clubes têm em comum?

Todos eles conquistaram a tríplice coroa da Europa. É um caso raríssimo que consiste em vencer os 3 principais campeonatos na mesma temporada. No Velho Mundo, isso significa ganhar a liga nacional, a copa do país e a Liga dos Campeões (veja AQUI).

Seja qual for o campeão europeu no sábado, isso vai acontecer pela 6ª vez. O alemão Bayern de Munique e a italiana Internazionale já ganharam tudo em solo local na temporada 2009/2010. No estádio Santiag Bernabéu, em Madri, a partir das 15h45, a corrida pela tríplice coroa (alguém vai ver ASA x Sport na TV no mesmo horário?!).

Internacional, campeão mundial (2006), da Libertadores (2006) e da Recopa (2007)Na América do Sul, os clubes chamam de tríplice coroa a conquista dos títulos do Mundial de Clubes, da Libertadores e da Recopa em sequência. A honra não pode ser alcançada no mesmo ano porque a Recopa, que reúne – em jogo único – o campeão da Libertadores e da Copa Sul-Americana, só é disputada no ano seguinte às duas finais continentais.

O São Paulo tem duas, enquanto o Internacional conseguiu a sua tríplice coroa recentemente. Ganhou o Mundial e a Libertadores em 2006 e a Recopa em 2007. O clube gaúcho acabou colocando um coroa em cima do seu distintivo oficial.

Cruzeiro de 2003: campeã brasileiro, da Copa do Brasil e do MineiroJá no Brasil, isso só é possível se um clube ganhar no mesmo ano o Estadual, a Copa do Brasil e o Brasileirão. Até hoje, apenas o Cruzeiro, em 2003, conseguiu. Pelo feito, o time de Belo Horizonte também colocou a coroa (antes do Colorado, diga-se).

Por sinal, aquela foi a única vez que um time ganhou a Série A e a Copa do Brasil no mesmo ano. Vale lembrar que atualmente isso é ainda mais complicado, pois os times que participam da Libertadores não jogam a Copa do Brasil! Ou um ou outro… 8-O

Na Itália, hexa é luxo

Internazionale, campeã italiana de 2010

Com um gol do atacante argentino Milito, a Internazionale venceu o Siena por 1 x 0, fora de casa, e conquistou o pentacampeonato italiano, neste domingo. O time de Milão se igualou aos rivais de Turim, que já haviam vencido a Lega Calcio por 5 vezes seguidas. A Inter chegou ao seu 18º título nacional, mas fica a dúvida: o clube conseguirá o scudetto de 2011 e o inédito hexa?

Juventus: 1931, 1932, 1933, 1934 e 1935

Na temporada 1934/1935, Juventus e Ambrosiana (nome utilizado pela Inter naquela década) chegaram na última rodada empatados com 42 pontos. Os dois times jogaram fora de casa. A Velha Senhora venceu a Fiorentina por 1 x 0, enquanto a Inter (“Ambrosiana”) foi derrotada pela Lazio por 4 x 2.

Torino: 1943, 1946, 1947, 1948 e 1949

Basta ver a sequência de títulos para notar que tem algo errado. Tem sim. Os campeonatos de 1944 e 1945 não foram disputados por causa da Segunda Guerra Mundial. Apesar disso, o Torino sempre foi considerado penta na Itália.

Internazionale: 2006, 2007, 2008, 2009 e 2010

O primeiro título da Inter nesta sequência “caiu no colo”. Depois que Juventus e Milan foram condenados pela justiça por causa de supostos resultados armados, o título de 2006 foi revogado e dado à Inter, que havia acabado a competição em 3º lugar. Pior mesmo foi a decisão sobre o título de 2005, foco do escândalo. A federação italiana simplesmente decidiu que não houve campeão! 8-O

Veja a lista completa de campeões italianos AQUI.