O histórico de G4 no Pernambucano, com 412 campanhas entre 1915 e 2017

O ranking de G4 no Campeonato Pernambucano, entre 1915 e 2017. Arte: Cassio Zirpoli/DP

O Campeonato Pernambucano já teve inúmeros formatos, como pontos corridos, disputa de turnos e até supercampeonatos, com três times envolvidos na decisão. No entanto, em 2010 a competição passou a adotar uma fórmula fixa sobre a fase final, com semifinal e final – embora a fase a classificatória tenha seguido com mudanças contínuas. Daí, a a cultura do ‘G4′, com a zona de classificação. Em 2018, a FPF ampliou o mata-mata, agora iniciado a partir das quartas de final (‘G8′). Aqui, portanto, um levantamento sobre todos os clubes que já terminaram entre os quatro melhores colocados – independentemente do regulamento. Em 103 edições contabilizadas, de 1915 a 2017, o trio de ferro aparece neste contexto em 283 oportunidades, o que corresponde a 68% do G4 – em termos de títulos a fatia é ainda maior, com as 91 taças representando 88%.

Até hoje, sete clubes já conquistaram o título principal do futebol local, com 12 chegando ao menos ao vice-campeonato e 22 terminando pelo menos em 4º lugar. Ah, para este levantamento sobre semifinal, foram somados os 3º e 4º lugares. E isso não significa exatamente na medalha de bronze, até porque em 2013 a federação criou a disputa de 3º lugar, definindo as últimas vagas na Copa do Brasil e na Copa do Nordeste – já asseguradas aos finalistas, clar. Em 2018, com a mudança no critério de classificação ao Nordestão, a ‘medalha de bronze’ passou a valer apenas a vaga na copa nacional.

As quartas de final do Estadual de 2018
14/03 (20h00) – Central (2º lugar) x América (7º lugar)
14/03 (20h00) – Salgueiro (4º lugar) x Vitória (5º lugar)
14/03 (21h45) – Sport (3º lugar) x Santa Cruz (6º lugar)
18/03 (16h00) – Náutico (1º lugar) x Afogados (8º lugar)

Pitaco nas semifinais: Náutico x Vitória e Sport x Central. E na sua opinião?

Os sete clubes campeões pernambucanos entre 1915 e 2017:

Sport (101 participações)
41 títulos (40,5% sobre as participações)
23 vices
32 semifinais
Entre os 2 melhores – 64 (63,3%)
Entre os 4 melhores – 96 (95,0%)

Santa Cruz (103 participações)
29 títulos (28,1% sobre as participações)
30 vices
37 semifinais
Entre os 2 melhores – 59 (57,2%)
Entre os 4 melhores – 96 (93,2%)

Náutico (102 participações)
21 títulos (20,5% sobre as participações)
30 vices
40 semifinais
Entre os 2 melhores – 51 (50,0%)
Entre os 4 melhores – 91 (89,2%)

América (83 participações)
6 títulos (7,1% sobre as participações)
9 vices
20 semifinais
Entre os 2 melhores – 15 (18,0%)
Entre os 4 melhores – 35 (42,1%)

Torre (23 participações)
3 títulos (13,0% sobre as participações)
3 vices
9 semifinais
Entre os 2 melhores – 6 (26,0%)
Entre os 4 melhores – 15 (65,2%)

Tramways (8 participações)
2 títulos (25,0%)
1 vice
2 semifinais
Entre os 2 melhores – 3 (37,5%)
Entre os 4 melhores – 5 (62,5%)

Flamengo do Recife (32 participações)
1 título (3,1%)
0 vice
8 semifinais
Entre os 2 melhores – 1 (3,1%)
Entre os 4 melhores – 9 (28,1%)

Clubes que alcançaram no máximo o vice-campeonato:

Salgueiro (11 participações)
2 vices
5 semifinais
Entre os 2 melhores – 2 (18,1%)
Entre os 4 melhores – 7 (63,6%)

Porto (22 participações)
2 vices
5 semifinais
Entre os 2 melhores – 2 (9,0%)
Entre os 4 melhores – 7 (31,8%)

Central (56 participações)
1 vice
31 semifinais
Entre os 2 melhores – 1 (1,7%)
Entre os 4 melhores – 32 (57,1%)

Varzeano (4 participações)
1 vice
0 semifinal
Entre os 2 melhores – 1 (25,0%)
Entre os 4 melhores – 1 (25,0%)

Íris (9 participações)
1 vice
0 semifinal
Entre os 2 melhores – 1 (11,1%)
Entre os 4 melhores – 1 (11,1%)

Clubes que alcançaram no máximo a semifinal (3º/4º):

Vitória – 4 em 19 campanhas (21,0%)
Ferroviário do Recife – 3 em 55 campanhas (5,4%)
Ypiranga – 2 em 14 campanhas (14,2%)
Manchete – 2 em 36 campanhas (5,5%)
Itacuruba – 1 em 3 campanhas (33,3%)
AGA – 1 em 4 campanhas (25,0%)
Serrano – 1 em 6 campanhas (16,6%)
Encruzilhada – 1 em 7 campanhas (14,2%)
Auto Esporte – 1 em 8 campanhas (12,5%)
Peres – 1 em 9 campanhas (11,1%)