Diego Forlán, 100 vezes celeste

Copa das Confederações 2013, 1ª fase: Uruguai 2x1 Nigéria. Foto: Fifa/divulgação

Diego Forlán tornou-se o primeiro jogador a vestir 100 vezes a camisa da seleção do Uruguai. A estreia do atacante com o uniforme da Asociación Uruguaya de Fútbol (AUF) aconteceu em 27 de março de 2002.

Forlám também é o maior artilheiro celeste, com 34 gols. O último deles na Fonte Nova, dando a vitória sobre a Nigéria, pela Copa das Confederações.

No domingo, o melhor jogador do Mundial 2010 estará de novo na Arena.

Assista ao vídeo oficial produzido pela AUF sobre o feito do craque.

A pior seleção, o pior time e o título de campeão de simpatia aos taitianos

Jogador do Taiti e torcedores do Íbis. Foto: Celso Ishigami/DP/D.A Press

Um time amador, o Taiti.

Saiu do outro lado do mundo para disputar o seu primeiro torneio senior da Fifa.

No arquipélago, costumava jogar com 200 espectadores. Sim, 200.

O choque de realidade seria gigantesco aqui no Brasil. Do tamanho do Mineirão e do Maracanã, onde atuou duas vezes nesta Copa das Confederações.

Sem surpresa alguma, o campeão da Oceania foi goleado duas vezes.

Sofreu 16 gols. Marcou 1 e comemorou demais.

Apesar do saldo, a matemática e os deuses do futebol fizeram com que o time desembarcasse no Recife com uma chance ínfima de classificação.

Taiti treinando na Praia de Boa Viagem. Foto: Celso Ishigami/DP/D.A Press

Mas a tendência é ser goleado novamente, desta vez pelo Uruguai.

Ainda assim, sorrisos para a torcida. É a seleção mais simpática do torneio.

Jogadores comuns, quase peladeiros, que se enturmam fácil, saindo do protocolar aceno a caminho do ônibus visto nos demais países.

Partiram para o abraço já na chegada ao hotel em Boa Viagem e na praia…

E ganharam a surreal do torcida do Íbis, logo apresentado à delegação estrangeira como o pior time do mundo, com Mauro Shampoo e tudo.

Pois é, o Taitíbis está na área. Representando todos aqueles peladeiros de fim de semana que já sonharam um dia enfrentar os melhores do mundo…

Jogador do Taiti e torcedores do Íbis. Foto: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Civilidade entre alvirrubros, rubro-negros e tricolores na Arena Pernambuco

Torcedores de Náutico, Santa Cruz e Sport na Arena Pernambuco. Foto: Fifa/divulgação

Se tem algo que chamou a atenção na Arena Pernambuco nesta Copa das Confederações foi o comportamento do público na arquibancada.

Ordeiro, animado e contente com os bons jogos disputados.

Conforme divulgado pela própria Fifa, dos mais de 100 mil bilhetes vendidos para os três jogos por aqui, 84,5% pararam nas mãos de pernambucanos.

O sotaque carregado, as camisas tradicionais dos três clubes da capital e bandeiras amarradas no parapeito do estádio.

O que seria algo preocupante, tornou-se o diferencial, com torcedores de Náutico, Santa Cruz e Sport sentados lado a lado, uniformizados.

Conversas entre desconhecidos sobre Estadual, Brasileiro, jogos passados…

Provocação sadias entre os rivais, gritos de guerra durante as partidas, sobretudo com os rubro-negros, e saída conjunta para casa. Na paz.

Bandeiras de Náutico, Santa Cruz e Sport na Arena Pernambuco. Foto: Cassio Zirpoli/DP/D.A Press

Nem a falta de alambrado na arena foi um problema na segurança.

Tudo isso, ressaltando, com a venda de cerveja liberada, algo proibido há três temporadas nos jogos regulares do futebol local.

A proibição através de uma lei estadual foi motivada pela violência. Na Copa das Confederações não houve qualquer registro policial nos jogos.

Qual foi a grande diferença no comportamento?

A questão certamente é ampla, sociológica. A partir da educação.

No entanto, a realização dessas partidas serviu como um laboratório, deixando claro que a convivência pode existir entre as três principais massas.

Falta ao governo decidir, porém, como será a organização nos clássicos. No principal meio, o metrô, por exemplo. Um trem para cada torcida? Um vagão?

Até a definição deste esquema, fica o bom exemplo da Copa…

Torcedores de Náutico, Sport e Santa Cruz no jogo Itália 4x3 Japão, na Arena Pernambuco, na Copa das Confederações 2013. Foto: Cassio Zirpoli/DP/D.A Press

Dois dígitos no placar da Fifa, de El Salvador ao Taiti

Copa das Confederações 2013, 1ª fase: Espanha 10x0 Taiti. Foto: Laurence Griffiths/Fifa

No Maracanã a diferença técnica era abissal, inacreditável.

Espanha, campeã do mundo e bicampeã europeia. Número 1 no ranking mundial. Aula de futebol a cada apresentação.

Taiti, amadorismo num país minúsculo. Campeão da Oceania, mas em 138º no ranking. Ambos participantes da Copa das Confederações de 2013, no Brasil.

Nunca uma fase final de um torneio senior da Fifa havia colocado frente a frente em campo um contexto assim. A goleada no renovado Maracanã era absolutamente previsível. A dúvida era o resultado final. De quanto seria?

No bolão da redação do Diario de Pernambuco, por exemplo, o pitaco do blog foi um modesto “9 x 0”. Houve aposta com até doze gols espanhóis…

Copa das Confederações 2013, 1ª fase: Espanha 10x0 Taiti. Foto: Alex Livesey/Fifa e Copa do Mundo de 1982: Hungria 10x1 El Salvador

Mesmo atuando com o time reserva e sem pressa alguma para atacar, o time dirigido por Vicente Del Bosque goleou como se esperava, por 10 x 0.

Foi o maior placar já visto num torneio profissional de seleções da Fifa.

Superou o jogo Hungria 10 x 1 El Salvador, na Copa do Mundo de 1982.

Ordem dos tentos húngaros: 4, 11, 23, 50, 54, 69, 70, 72, 76 e 83.
Melhor arranque: 4 gols em 8 minutos.

Ordem dos tentos espanhóis: 5, 31, 33, 39, 49, 57, 64, 66, 78 e 89.
Melhor arranque: 3 gols em 9 minutos.

A diferença acabou sendo o gol salvadorenho anotado por Luis Ramirez…

Copa do Mundo de 1982: Hungria 10x1 El Salvador

Copa do Mundo, eu quero. Mas também quero dinheiro pra saúde e educação

Anonymous Brasil

“Copa do Mundo, não quero não! Quero dinheiro pra saúde e educação!”

Um grito onipresente nas manifestações Brasil afora.

Movimentos populares desde já históricos, com até 100 mil pessoas nas ruas. Iniciados para combater o preço das passagens de ônibus e a PEC 37.

Rapidamente, ganharam corpo e foram bem além, numa massiva ação contra a corrupção no país, contra a falência dos serviços públicos.

A Copa do Mundo, com o enorme gasto estipulado em R$ 30 bilhões, numa conta ainda não fechada e já superior ao dos últimos três Mundiais, somados, entrou na gama de reivindicações devido à infindável farra de dinheiro público.

Apoio a manifestação nacional, pois é mesmo necessário “acordar o gigante”. Não é nem preciso explicar o quanto poderia ser melhor o Brasil.

Sobre a Copa, contudo, discordo. O Mundial em si não me parece o problema.

A gestão dos recursos, sim. A economia brasileira é a sétima maior do mundo, com um PIB de US$ 2,396 trilhões. Há dinheiro para Copa, que é de fato uma conquista para o país e para a população, e sobretudo para saúde e educação.

Novas arenas foram erguidas, num ganho em estrutura. Os aditivos, escorrendo em quase todas as arquibancadas do Brasil, é que não estavam na conta – ainda mais com a promessa de mais capital privado. Somente os seis palcos da Copa das Confederações custaram 33,1% a mais que a previsão inicial.

Com ou sem Copa haveria recursos para saúde, educação, transporte, segurança etc. Infelizmente, existe numa escala maior a má administração pública da verba. O superfaturamento é visto há tempos em hospitais e escolas.

Portanto, me posiciono a favor da Copa do Mundo aqui, mas sem esquecer, por um segundo sequer, das verdadeiras necessidades de um país ainda em desenvolvimento. Daí, a corruptela do grito popular.

Se a manifestação visa o fim da corrupção enraizada, isso se estende à própria organização do Mundial, mas não ao torneio, confirmado desde 2007.

Relembrando uma certa frase de Nelson Rodrigues…

“Das coisas menos importantes, o futebol é a mais importante.” 

Sobre o Recife, enfim a participação da capital pernambucana. É uma cidade gigante e que não poderia ficar ausente num momento tão especial da nação.

Última arena a estrear na Copa e mesmo assim na tradicional correria de obras

Fonte Nova na Copa das Confederações 2013. Foto: Alexandre Barbosa/DP/D.A Press

Por Alexandre Barbosa*

A Arena Fonte Nova recebe o seu primeiro jogo na Copa das Confederações nesta quinta. Uruguai e Nigéria duelam pelo grupo B, num jogo importante para as pretensões das duas seleções em passar para a fase seguinte.

Será a vez da capital baiana e do seu estádio, colocado a baixo e reconstruído para as Copas do Mundo e das Confederações, passarem pelas provas que outras cidades já passaram, como o Recife. Mobilidade, acesso do público ao estádio, sinalização, conforto. É, também, uma espécie de preparação para o grande jogo que ocorrerá na Arena Fonte Nova: Brasil x Itália, no sábado.

Graças à colocação de uma arquibancada móvel, a capacidade da Arena Fonte Nova passou de 50 mil para 55 mil torcedores. Nesta quinta o estádio deverá receber pouco mais de 15 mil pessoas. Para o sábado, a previsão ainda não é de lotação máxima. Na última parcial, haviam sido vendidos 40.719 ingressos.

Assim como os demais estádios que receberam o torneio, a arena passou a última semana acertando os últimos detalhes. Muita coisa acabou sendo deixada para última hora. Na quarta-feira, funcionários pintavam o piso de algumas áreas. No entorno, máquinas trabalhavam a todo vapor. Há muito entulho nas proximidades que, dificilmente, será retirado a tempo da estreia.

Fica a expectativa que tudo esteja pronto para a partida da Seleção no sábado.

* Alexandre Barbosa é o enviado especial do Diario a Salvador 

Fonte Nova na Copa das Confederações 2013. Foto: Alexandre Barbosa/DP/D.A Press

A verdadeira nota 8 na organização da Arena Pernambuco

Organização do jogo Itália 4x3 Japão, pela Copa das Confederações de 2013, na Arena Pernambuco. Foto: João de Andrade Neto/DP/D.A Press

As mudanças na organização foram pontuais, tanto na mobilidade do público quanto na operação da arena, mas necessárias para uma transformação.

O duelo entre italianos e japoneses foi superior não só no gramado como em todo o contexto de gestão em relação ao primeiro jogo no estado, entre espanhóis e uruguaios. Em campo nesta quarta, como se sabe, uma partida movimentadíssima do primeiro ao último instante, com sete gols e aplausos incessantes no fim.

Fora, a torcida também foi bem tratada, como deveria ser sempre, vale ressaltar, mas como todos esperavam que tivesse acontecido sobretudo no domingo, na primeira partida da Copa das Confederações por essas bandas.

Organização do jogo Itália 4x3 Japão, pela Copa das Confederações de 2013, na Arena Pernambuco. Foto: João de Andrade Neto/DP/D.A Press

Desta vez, o deslocamento do público teria a concorrência da rotina normal da cidade, no meio de semana. O ponto facultativo dos servidores não foi suficiente para esvaziar as ruas, como acontecera na primeira rodada.

Considerando isso e o fato de que o borderô foi quase o mesmo, com 40.489 pessoas, contra 41.705 de três dias atrás, como poderia melhorar?

Acredite, melhorou. A repercussão da estreia foi incrível. Incrivelmente negativa, diga-se. Só a postagem do blog foi compartilhada 1.400 vezes no facebook (veja aqui).

Organização do jogo Itália 4x3 Japão, pela Copa das Confederações de 2013, na Arena Pernambuco. Foto: João de Andrade Neto/DP/D.A Press

Mas os relatos dos torcedores mudaram. Fizeram questão de comentar nas redes sociais sobre o tempo gasto para ir e voltar. Vários com até uma hora a menos em cada trecho. Muitos com experiência nos dois jogos, no mesmo roteiro.

Nada de ideias geniais para mudar a execução do transporte. Na verdade, foram medidas óbvias, que muitos cansaram de citar, inclusivo o blog. Com atraso, mas antes tarde do que nunca, foram tomadas pelo governo do estado. Vale citar algumas, até para comprovar que eram ideias simples.

A mais importante delas foi gerar uma vazão maior na Estação Cosme e Damião, cuja escada da plataforma, minúscula, era inviável para o desembarque de 1.100 pessoas a cada trem.

Organização do jogo Itália 4x3 Japão, pela Copa das Confederações de 2013, na Arena Pernambuco. Foto: João de Andrade Neto/DP/D.A Press

Foram colocadas duas saídas provisórias na estação, evitando aglomeração. Evitou também o efeito cascata, pois os outros trens não precisaram ficar retidos nas estações até que a estação mais próxima à arena fosse liberada, como anteriormente. Também ajudou no sincronismo metrô/ônibus, uma falha irritante.

Na chegada ano complexo da arena, a revista de segurança na torcida foi bem maior. Um por um. Possivelmente porque havia mais tempo. Antes, com a fila abarrotada, ou liberava os torcedores ou eles não assistiriam à Fúria.

Organização do jogo Itália 4x3 Japão, pela Copa das Confederações de 2013, na Arena Pernambuco. Foto: João de Andrade Neto/DP/D.A Press

Dentro do estádio, aleluia, lixeiras foram colocadas no banheiros – tinha como ser mais óbvio?. Lixeiras também no entorno. O torcedor precisa ter um mínimo de educação, mas esse estímulo também precisa existir, como contrapartida. O foco foi maior na limpeza.

Nos bares, a venda de produtos foi descentralizada. Refrigerante, cerveja e pipoca puderam ser encontrados em quiosques nos corredores e com vendedores equipados com mochilas, desobstruindo as lanchonetes

Na saída do jogo, com a enorme massa humana mais uma vez no gradil até o ponto de ônibus expresso para a estação de metrô, mais policiais. Ou seja, mais organização e uma fila de fato.

Organização do jogo Itália 4x3 Japão, pela Copa das Confederações de 2013, na Arena Pernambuco. Foto: João de Andrade Neto/DP/D.A Press

Paralelamente a esse caminho via metrô foi criado um segundo estacionamento, somado ao Parqtel. Na verdade, foi utilizado o espaço da UFPE, com ônibus através da BR-408, uma estrada duplicada para a Copa e que parecia bastante subutilizada até então. A rodovia federal se mostrou essencial. Isso, claro desafogou o metrô.

Pois é. Nenhuma medida mirabolante foi tomada. Bastava ouvir o próprio público.

A nota 8 dada pela Secopa na estreia foi irreal. Desta vez sim, um legítimo 8.

Organização do jogo Itália 4x3 Japão, pela Copa das Confederações de 2013, na Arena Pernambuco. Foto: João de Andrade Neto/DP/D.A Press

Contraste do jornalismo esportivo estrangeiro na Arena

Coletiva de imprensa da Itália

No enorme centro de imprensa da Arena Pernambuco chama a atenção os diferentes perfis dos jornalistas escalados para a Copa das Confederações.

Espanhóis, uruguaios, japoneses e italianos. Uma rápida circula e a diferença de comportamento e modo de trabalho impressionam.

A imprensa espanhola se notabilizou pelas perguntas mais técnicas acerca da Fúria, como o desfalque de Xabi Alonso e a consequência a médio prazo. Foram mais de 60 jornalistas acompanhando a seleção desde a chegada o avião da Ibéria no Aeroporto dos Guararapes.

Já a mídia uruguaia concentra-se em Montevidéu, a capital que engloba quase metade da população do país, de 3,3 milhões de habitantes. Talvez por isso as entrevistas tenham virado “conversas” com o maestro Oscar Tabárez, que parecia conhecer bem os seus interlocutores – 18 ao todo -, acostumados nas coberturas de Peñarol, Nacional e federação.

Apesar de nomes com Vicente Del Bosque, Xavi, Casillas e Tabárez, as coletivas do primeiro jogo no estado não foram tão concorridas. Não no Recife.

Não se comparadas às entrevistas dos italianos, com uma imprensa esportiva tradicionalíssima. Quente nas manchetes, passional como todo o país da bota. Um contraste enorme com os profissionais nipônicos, adversários na quarta-feira na mesma Arena Pernambuco.

Num auditório cheio, se ouvia bastante os eloquentes italianos e nem um pio dos japoneses, mantendo viva a imagem de disciplinados.

Sobre as perguntas, os italianos vão para o choque, com direito a introduções (“Sei que o assunto é delicado, mas não fique em cima do muro”).

Não se intimidam e insistem nas perguntas. Naturalmente, jogadores e técnicos também parecem acostumados ao contexto e não privam de declarações mais fortes. Pelo menos foi assim com Cesare Prandelli e Daniele de Rossi.

Quanto aos japoneses, com quase 300 credenciados no Brasil, um dinamismo nas matérias, mais observadores, talvez pela imposição da língua.

Coletiva de imprensa da Espanha. Foto: Cassio Zirpoli/DP/D.A Press

Monitoramento governista só aponta 87 críticos do plano de tranporte à Arena

Smile

Sorria, você está sendo monitorado pelo governo do estado.

Num estado democrático como o nosso, esse monitoramento via redes sociais serve apenas como fomento para a avaliação de ações governamentais.

Na abertura da Copa das Confederações no Recife, no domingo, uma empresa contratada pelo governo do estado fez um levantamento sobre a repercussão do plano de transporte para a Arena Pernambuco nas maiores redes sociais da internet.

No caso, a repercussão negativa. Certo?

Errado… Segundo os gestores, apenas 87 pessoas criticarama a organização de mobilidade. Pasmem, várias delas sequer teriam ido ao jogo Espanha x Uruguai.

Considerando que essa empresa foi contratada com dinheiro público, é no mínimo curioso apresentar um estudo desse, bem aquém do que aponta qualquer rápida passagem no Facebook, Twitter, Orkut e Google+.

A postagem do blog sobre todo o percurso de ida e volta, via metrô, foi compartilhada 1.300 vezes no Facebook, num indicativo de que esse “87” é um tanto irreal (veja aqui).

O monitoramento é até justo, para compreender a visão do povo.

Mas pelo visto os dados precisam ser mais bem trabalhados…

A avaliação governista da estreia na Copa das Confederações

Coletiva sobre a organização de Espanha 2x1 Uruguai, na Arena Pernambuco, pela Copa das Confederações 2013. Foto: Cecília Sá

A execução do plano de mobilidade do governo do estado sobre o primeiro jogo na Arena Pernambuco pela Copa das Confederações teve nota “8”.

Confira os depoimentos do secretário extraordinário da Copa, Ricardo Leitão.

Plano de mobilidade mantido
“O plano de mobilidade foi testado no dia 22 (de maio) e operacionalizado ontem (domingo) será mantido. Não haverá alteração estrutural. O metrô continuará como principal modal de acesso à Arena. O acesso pela BR-408 segue com veículos credenciados pela Fifa, como seleções, árbitros, autoridades, patrocinadores etc. E ainda temos o esquema de estacionamentos remotos (nos shoppings), próximos à estações de metrô, através do Expresso Torcida, e também o Parqtel.”

Ajustes para a operação
“Na nossa avaliação, o plano aprovado pela Fifa e pelo conjunto de órgãos do governo do estado é um plano que evidentemente precisa ser melhorado, mas os aconteceimentos de domingo não decorrem de erros do plano, mas de problemas de sincronia, entre operações dos ônibus e o metrô na Estação Cosme e Damião. Essa sincronia será buscada, já discutimos isso. Queremos alcançar o que o plano projeta, a chegada de ônibus na estaçao compatibilizada com a saída e chegada de trens.”

Mau comportamento
“Houve, além da falta de sincronia, um comportamento inadequado de alguns torcedores, derrubandos barreiras, o que acabou prejudicando o esquema (de volta) também.”

Teste difícil
“Tivemos o teste mais difícil para a Arena, com o público quase total, de 42 mil pessoas, o máximo que a Fifa conseguiu vender. Para o jogo de quarta (Itália x Japão) a expectativa é de 32 mil pessoas. Gostaria de pedir mais uma vez a colaboração de todos e destacar que na quarta o torcedor poderá chegar na Arena às 15h e assistir lá, nos telões, ao jogo da Seleção Brasileira.”

Serviços desorganizados na arena
“O torcedor é um consumidor e ele tem razão em sair chateado do jogo, com os problemas que enfrentou, com acesso, filas enormes nos bares, falta de produtos, ingressos sem assento e banheiros sujos. Tudo isso foi conversado com o operador, até porque este tem o maior interesse de que dentro do jogo corra tudo bem, pois só assim vem a continuidade das receitas. Repito: o torcedor tem razão de ter saído chateado”

Mea culpa
“Queríamos que as pessoas chegassem com conforto na arena, e isso não foi alcançado. Temos que trabalhar para dar mais segurança e conforto para o publico.”

Operação pós-Copa
“A operação na Copa não será a mesma a partir de julho, quando o estacionamento com 4.700 vagas e a BR-408 estarão liberados, diminuindo a demanda do metrô.”

Sem estacionamento extra
“O Parqtel fica numa área excelente, na margem da BR-408 e próximo à arena. E é uma terreno do governo, com licitação por dois anos. Não tem mais nenhuma área perto do estádio. Se você encontrar uma, pode me ligar.” 

BR-101 esburacada
“O controle da BR-101 é do Dnit, ligado ao governo gederal. Há muito tempo solicitamos que a recuperação da pista fosse delegada ao governo do estado, mas o governo federal não permitiu. Somente em um trecho para usar o canteiro central, num corredor viário. Mas queríamos restaurá-la. Estamos com um problema que é o fato de a população pensar que esse trecho urbano da BR-101 é de nossa responsabilidade. Temos que pressionar o governo federal.”

Imagem arranhada
“Não concordo com o adjetivo “péssimo”. Tivemos um problema num dia específico, com a chegada do Uruguai até o campo de treinamento, com lama. O campo em si não teve problema, tanto que o Uruguai treinou lá de novo. Isso é suficiente para criar uma imagem ruim do Recife no plano mundial? A imagem que vi quando abriu a transmissão para o mundo inteiro foi a da Arena Pernambuco iluminada, bonita. Antes do jogo a Fifa mostrou três minutos com o que a nossa sede tem de melhor.” 

Voto de confiança
“Temos um crédito de confiança, suponho que sim, para dizer que (o plano) vai ser ‘igual e melhor’.”