Com gol de Pitbull, Santa vence o Sport na Ilha e leva grande vantagem ao Arruda

Copa do Nordeste 2017, semifinal: Sport 1x2 Santa Cruz. Foto: Peu Ricardo/DP

Foi um Santa Cruz muito diferente em campo, o Santa que a torcida tanto pediu a Vinícius Eutrópio. Pediu não, exigiu. A enorme cobrança sobre o técnico visava uma equipe mais disposta a jogar futebol, justificando a sua tradição. O desempenho em Salgueiro, há uma semana, foi muito além do tolerável. Durante a semana, muita conversa e a certeza de que era, sim, preciso mudar. Não bastava tentar conter o Sport na Ilha, recebendo seu maior público no ano, 23.574. Para seguir na briga pelo bi da Copa do Nordeste, os corais precisariam confrontar de fato o adversário, como vem fazendo muito bem desde 2011.

Jogando com três meias e sem abdicar do jogo, mantendo a prudência necessária, o tricolor arrancou um resultado que o deixa pertinho da final. Venceu por 2 x 1. No Arruda, na próxima quarta, tem o empate e pode avançar até mesmo caso perca por 1 x 0. Aos leoninos, portanto, a obrigação de marcar dois gols. Não será fácil, tanto que ainda não conseguiu em três clássicos nesta temporada (1 x 1, 1 x 1 e 1 x 2). Na Ilha, o Sport sentiu a ausência de Rogério, suspenso. Sem o atacante, foram pouquíssimas jogadas de profundidade – coisa que Ney Franco só tentou aos 16 do segundo tempo, com a entrada de Lenis no lugar de Juninho, sem sucesso. Além disso, encontrou um adversário mais solto, com mais qualidade no passe. Após levar perigo duas vezes, em chutes de fora da área, a cobra coral acelerou. Assim, abriu o placar, aos 32 minutos. Thomás fez boa jogada pela esquerda e cruzou para um dos meias, Léo Costa, que escorou de peixinho.

Copa do Nordeste 2017, semifinal: Sport 1x2 Santa Cruz. Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

Jogando em seu ritmo, procurando espaço sem tanto pressa, o Sport só havia tido uma grande chance até ali, com Juninho. Mais pela linha de impedimento mal feita pelo adversário. Cara a cara com Jacsson, o jovem atacante perdeu. O goleiro foi escalado após o veto em Júlio César, com irritação no olho. Como no hexagonal estadual, quando o Santa atuou com os reservas, teve boa atuação. Só foi vencido em uma penalidade, marcada cinco minutos após o gol coral. Diego Souza carregou a bola no lado direito da área e foi derrubado por Tiago Costa. O camisa 87, que havia desperdiçado contra o Botafogo, converteu desta vez converteu. Chegou a dez gols no ano.

Se o primeiro tempo foi mais franco, no segundo o Santa conseguiu travar bem o meio-campo leonino, com Elicarlos e David ligados. Ronaldo e Fabrício encontraram dificuldades na saída de bola, enquanto Rithely errou muitos passes – inclusive a intensidade dos passes. Se Ney Franco mexeu no time para buscar a vitória, tentando aproveitar do maior volume, Eutrópio também ousou. Tirou Pereira e colocou André Luís, para tentar reter a bola à frente, forçando a jogada de linha de fundo. E o atacante, que entrara há dois minutos, fez fila, encontrando Halef Pitbull. Que hora para acabar o jejum! Eram oito partidas. O centroavante se desvencilhou logo da marcação de Matheus Ferraz e fuzilou as redes de Magrão, dando a vantagem definitiva no jogo de ida. A partir dali, um Sport sem imaginação, insistindo na bola aérea, já com os zagueiros no ataque. Por baixo, também errou, até na pequena área. Ao Santa, a já tradicional festa na geral do placar.

Copa do Nordeste 2017, semifinal: Sport x Santa Cruz. Foto: Santa Cruz/instagram (@santacruzfc)

Vagas no Nordestão e na Copa do Brasil, a disputa de Santa e Náutico pelo 3º lugar

Jogos pelo Estadual 2017: Náutico 1x1 Santa Cruz e Santa Cruz 1x2 Náutico. Fotos: Peu Ricardo/DP (Arena) e Ricardo Fernandes/DP (Arruda)

Nem em Copa do Mundo a disputa pelo 3º lugar é atrativa. Em Pernambuco, o confronto foi criado em 2013, com o objetivo de definir o terceiro representante do futebol local no Nordestão e na Copa do Brasil do ano seguinte. Pelo vigor do regional, técnico e econômico, a medalha de bronze passou a ter valor, assim como a certeza na copa nacional, sem depender das vagas via ranking nacional, divulgado pela CBF apenas em dezembro, após o Brasileiro.

Creio que Santa Cruz e Náutico, envolvidos no primeiro clássico nesta fase, devam encarar o confronto pensando estritamente no planejamento de 2018. Mesmo que nos últimos quatro anos os jogos, na véspera das finais, tenham sido marcados por disputas insossas, a começar pelo público presente. Desta vez, ida na Arena Pernambuco e volta no Arruda – devido ao melhor saldo dos corais, 8 x 5, após a igualdade na campanha, com 19 pontos e 5 vitórias cada.

Considerando as primeiras cotas de 2017, o jogo vale no mínimo
R$ 600 mil – Copa do Nordeste
R$ 300 mil – Copa do Brasil

Os vencedores da disputa pelo 3º lugar no Estadual
2013 – Náutico (vs Ypiranga, 1 x 1 e 3 x 0)
2014 – Salgueiro (vs Santa Cruz, 1 x 1 e 2 x 1)
2015 – Sport (vs Central, 5 x 0 e 0 x 0)
2016 – Náutico (vs Salgueiro, 1 x 0 e 3 x 0)

Por fim, a agenda do Troféu Gena, o simbólico título em homenagem ao centenário do Clássico das Emoções, em 29 de junho. Com a disputa, chegou-se a oito jogos confirmados nesta temporada. Além dos quatro realizados, mais dois jogos pelo bronze estadual e dois pela Série B.

Troféu Gena*
7 pontos – Náutico (2v, 1e, 1d)
4 pontos – Santa (1v, 1e, 2d)
* Em homenagem ao centenário do clássico, somando os duelos em 2017

Podcast – Análise da classificação à final do Salgueiro diante do Santa Cruz

Pernambucano 2017, semifinal: Salgueiro 2x0 Santa Cruz. Crédito: Genival Paparazzi/FPF

Jogando muito melhor que o adversário, o Salgueiro venceu com autoridade e se classificou pela segunda vez em três anos à decisão do Campeonato Pernambucano. Marcou melhor e buscou o ataque, tudo o que o Santa não fez, desperdiçando a chance de buscar um tricampeonato. O 45 minutos analisou o jogo de volta da semifinal numa gravação exclusiva, focando na péssima jornada coral e já projetando a participação do Carcará na disputa pela taça. Estou nessa com Celso Ishigami e João de Andrade Neto. Ouça!

22/04 – Salgueiro 2 x 0 Santa Cruz (27 min)

Dominando, Salgueiro vence o Santa e vai à 2ª final na história. E decidirá no Sertão

Pernambucano 2017, semifinal: Salgueiro 2x0 Santa Cruz. Crédito: Vandinho Dias/SG10

A vantagem era coral. O pênalti convertido por Anderson Salles garantia o empate ao Santa Cruz, em busca do tricampeonato. Confiava na boa postura defensiva e na pressão sobre o Salgueiro, dono da melhor campanha, mas que vinha de uma atuação fraca no Arruda. Pois no Cornélio de Barros o clube sertanejo não deu qualquer chance ao tricolor. Foi melhor do início ao fim. Foi quem basicamente buscou o ataque, com os corais enfrentando dificuldades para produzir jogadas. Não dá para tirar o mérito do time de Evandro Guimarães, que fez 2 x 0 e reverteu o confronto no tempo normal.

O resultado coloca o Carcará mais uma vez na decisão do Pernambucano. Em 2015, perdeu o título para o próprio Santa, no Arruda. Agora, em 2017, irá brigar pela taça em seu reduto, com jogo de volta no Cornélio de Barros, numa partida desde já histórica para o futebol local – nunca houve uma finalíssima no interior, embora o título já tenha sido comemorado lá em 1997 e 2005.

Campanha do Carcará (1ª fase + hexagonal + semifinal)
18 jogos
13 vitórias
3 empates
2 derrotas
30 gols marcados
10 gols sofridos
77% de aproveitamento

No jogo que recolocou o clube na final, o domínio foi completo. Ganhou o meio-campo, avançando com a marcação frouxa. Basta ver a quantidade de arremates na entrada da área. Com cinco minutos Valdeir já havia assustado duas vezes. Quanto ao visitante, a bola parada de Anderson Salles desta vez ficou à parte – só teve uma chance frontal, aos 48/2T. À frente, Pitbull pouco fez, mas ainda deixou Everton Santos em condições uma vez. E o contestado atacante (embora seja o artilheiro, com 5 gols) bateu pra fora. No intervalo, Eutrópio, não satisfeito com o time pregado na defesa, tirou Pereira e colocou Elicarlos, atuando com três volantes. Se a produção já estava escassa, beirou a covardia. Chamou o adversário, com a bola rondando a meta de Júlio César a todo instante. Até a pressão dar resultado. Aos 20, bola no travessão de Toty. Aos 22, Rodolfo Potiguar recebeu na área e fuzilou. Aos 24, Jean ganhou a disputa na área (com a bola batendo no braço) e ampliou de bico.

Se antes disso os corais estavam retendo a bola, depois, como de praxe em mata-matas, foi o Salgueiro, cavando faltas e gastando tempo, deixando o rival nervoso. Vantagem construída e mantida. Seja contra Sport ou Náutico, será a 13ª final distinta na história local. E a capital vai ver pela tevê…

Pernambucano 2017, semifinal: Salgueiro 2x0 Santa Cruz. Crédito: Vandinho Dias/SG10

Podcast – Análise da primeira semifinal do Estadual, com Santa 1 x 0 Salgueiro

Pernambucano 2017, semifinal: Santa Cruz 1 x 0 Salgueiro. Foto: Peu Ricardo/DP

O jogo de ida da semifinal local entre Santa Cruz e Salgueiro foi truncado. Sem muita criatividade, os dois times bateram cabeça no ataque. Ainda assim, o tricolor conseguiu arrancar a vitória, num pênalti convertido por Salles. O 45 minutos analisou o desempenho dos times, os principais destaques individuais do mandante (Thomás?) e os pontos críticos (Everton Santos?). Também comentamos a arbitragem de Deborah Cecília, com o lance capital da noite. Estou nessa com Rafael Brasileiro e Fred Figueiroa. Ouça!

15/04 – Santa Cruz 1 x 0 Salgueiro (36 min)

Salles marca de pênalti e Santa vence o Salgueiro na abertura da semifinal do PE

Pernambucano 2017, semifinal: Santa Cruz 1 x 0 Salgueiro. Foto: Peu Ricardo/DP

O Santa Cruz teve uma atuação mediana. Não sufocou o Salgueiro. Sequer envolveu o adversário, que povoou o meio-campo e travou o já truncado sistema ofensivo coral. Ainda assim, é possível destacar que o tricolor buscou mais o resultado que o visitante, dono da melhor campanha. E na bola parada, sempre ela, alcançou a vitória. Magra, 1 x 0, mas suficiente para atuar em vantagem na noite do próximo sábado, em busca da terceira final consecutiva, em busca do tricampeonato pernambucano.

Diante de 22.056 torcedores no Arruda, no maior público do futebol local nesta temporada, o Santa teve Anderson Salles como goleador novamente. O zagueiro chegou a sete gols em 2017, tornando-se o principal artilheiro o time. São quatro gols de falta e três de pênalti, o último nesta semifinal. Num jogo em que teve apenas duas oportunidades em cobranças de falta, levando perigo nas duas, com Mondragon espalmando, o defensor acabou balançando as redes numa cobrança de pênalti – indefensável.

Pernambucano 2017, semifinal: Santa Cruz 1 x 0 Salgueiro. Foto: Peu Ricardo/DP

O lance aconteceu aos 12 minutos do segundo tempo, depois de a árbitra Deborah Cecília marcar falta de Tamandaré em Tiago Costa – lance discutível. Apesar da vantagem, o Santa continuou encontrando dificuldades para criar jogadas, como vem sendo desde o primeiro jogo oficial. Everton Santos saiu vaiado, André Luís pouco acrescentou e Halef Pitbull, brigando bastante pela bola, teve apenas uma chance, desperdiçando na cara do gol. Mas não dá pra dizer, desta vez, que Eutrópio não tentou. Escalou Pereira, acionou Léo Costa, reposicionou Thomás (o mais lúcido) durante o jogo… E o time simplesmente caiu na marcação do Carcará, fechando os corredores de Tiago Costa e Vítor.

Faltou ao Salgueiro, então, vontade e qualidade lá na frente. Deixou Willian Lira enfiado entre os zagueiros corais durante noventa minutos, sem um cruzamento decente. Valdeir, o bom meia do time, e Rodolfo Potiguar, o experiente volante, acabaram insistindo em arremates de fora da área, com Júlio César numa noite bem insegura. O goleiro acabou ajudado pelas finalizações mascadas. Neste contexto, a vitória tricolor acabou sendo bem satisfatória. Entretanto, o confronto segue bem aberto…

Pernambucano 2017, semifinal: Santa Cruz 1 x 0 Salgueiro. Foto: Peu Ricardo/DP

Análise da semifinal pernambucana de 2017 – Santa e a força defensiva pelo tri

Pernambucano 2017, 7ª rodada: Santa Cruz 5 x 1 Central. Foto: Peu Ricardo/Esp. DP

O Santa Cruz passou por uma grande reformulação no elenco. Do time campeão estadual e regional em 2016, apenas os laterais Tiago Costa e Vítor permaneceram após o descenso na Série A. Até o ídolo Tiago Cardoso saiu, com o ex-alvirrubro Júlio César ocupando (e bem) a vaga. Com Vinícius Eutrópio à frente do processo, o tricolor surpreendeu, mostrando competitividade rapidamente. Avançou em duas frentes, chegando às semis do Pernambucano e do Nordestão. Embora tenha adversários com mais receita e elenco nos torneios, o Santa também se faz presente para buscar novas taças. Com uma equipe inferior àquela do primeiro semestre anterior.

Hoje, está com a defesa estabilizada, o que só ocorreu após a entrada de Anderson Salles na vaga de Jaime – para completar, o zagueiro tornou-se a principal arma ofensiva, com uma bola parada calibradíssima. Embora o time tenha sofrido 10 gols, pode-se avaliar o desempenho a partir do regional, onde não poupou ninguém. Na Lampions, tomou apenas 2 em 8 jogos. Já o ataque é o empecilho nos dois torneios. Pitbull é única certeza, com seguidos testes. O tricolor até teve o ataque mais positivo no hexagonal, mas foram 13 gols diante de Central e Belo Jardim. Contra os demais, os classificados, enfrentou dificuldades. Encontrando uma solução, abre-se o caminho para o tri.

Desempenho na semifinal (2010/2016): 7 participações e 5 classificações
Vs Salgueiro na semifinal: 1 confronto (2012) e 1 classificação

O esquema tático coral é sustentado pela força dos volantes, jogadores de confiança de Eutrópio. Com David e Elicarlos retendo a bola, cresce a chance

Formação básica do time titular do Salgueiro no Estadual de 2017. Crédito: this11.com com arte de Cassio Zirpo/DP

Destaque
Anderson Salles. Com 4 gols de falta, 2 bolas no travessão e outras tentativas com perigo, o zagueiro vem mostrando um aproveitamento impressionante na bola parada rente à área, sendo elogiado até por Juninho Pernambucano.

Aposta
Léo Costa. O meia começou o ano como o principal nome tricolor, tanto na criação de jogadas quanto nos arremates de média distância. Depois, queda técnica e lesão. Perdeu espaço, mas pode ser ‘o organizador’ do ataque.

Ponto fraco
Éverton Santos. Parecia uma boa indicação – considerando custo/benefício -, mas ainda não rendeu o esperado. O artilheiro do hexagonal é o ponto fraco?! Sim. Dos 5 gols, 4 foram diante do Central, o que muda a leitura.

Campanha no hexagonal (10 jogos)
16 pontos (4º lugar)
4 vitórias (3º que mais venceu)
4 empates (2º que mais empatou)
2 derrotas (2º que menos perdeu)
19 gols marcados (melhor ataque)
10 gols sofridos (4ª melhor defesa)

Melhor apresentação: Santa Cruz 5 x 1 Central, em 18 de março, no Arruda.

Náutico vence o Santa pela 2ª vez seguida e forma o Clássico dos Clássicos na semi

Pernambucano 2017, 10ª rodada: Santa Cruz x Náutico. Foto: Ricardo Fernandes/DP

Demorou, mas enfim acabou o hexagonal do Estadual de 2017. Foi mais um clássico esvaziado, desta vez entre Santa e Náutico, no Arruda, mas até valia algo. O resultado definiria o chaveamento da semifinal. Enfrentar o o calor de Salgueiro na volta ou um clássico contra o Sport? A dúvida permaneceu nas duas torcidas do primeiro ao último minuto nesta segunda. A escalação do Náutico, porém, indicava um time à parte de qualquer dúvida. Embora desfalcado de Maro Antônio, suspenso, jogou com tranquilidade, com o meio-campo de campo bem reativo. Seguiu buscando a velocidade de seus jovens valores. Abriu o placar aos 18 minutos, numa jogada trabalhada. Trocando passes, Dudu avançou pela esquerda e tocou voltando, com Erick batendo no contra-pé do goleiro Jacksson.

Em desvantagem, o desfalcado Santa – que “limpou” os amarelados na rodada anterior – passou a ter mais posse, mas sem encontrar espaço. Quando acelerou um pouco, criou boas chances, sobretudo com Wiliam Barbio, em sua melhor atuação pelo tricolor. Só lamentou a atuação de Tiago Cardoso, também em uma de suas melhores atuações pelo alvirrubro. Só no início do segundo tempo o Santa justificou de forma prática a melhora em campo, empatando com Everton Santos, após cruzamento de Barbio. O atacante, talvez a peça mais contestada no ataque titular, chegou a 5 gols no Estadual. Tornou-se artilheiro isolado.

Pernambucano 2017, 10ª rodada: Santa Cruz x Náutico. Foto: Ricardo Fernandes/DP

Entretanto, o que poderia sinalizar um protagonismo coral ficou naquilo. O lance acordou o Náutico, com Milton Mendes exigindo bastante a compactação da equipe. Acompanhando o jogo pela tevê era possível ver o meio-campo preenchido a todo momento, contendo o mandante. A quinze minutos do fim, o lance capital, bem discutível. O árbitro Péricles Bassols enxergou pênalti de Wellington Cézar em Erick. Dudu chamou a responsabilidade na cobrança. Bateu, mas Jacksson defendeu. Porém, o atacante deu sorte no rebote, marcando um gol chorado. O gol da segunda vitória seguida do alvirrubro sobre o rival tricolor nesta temporada, 2 x 1.

Com isso, o Náutico alcançou a vice-liderança da competição e terá pela frente o Sport. Em dois jogos pelo hexagonal, uma vitória timbu e um empate. Quanto ao Santa, em 4º lugar, enfrentará o líder Salgueiro. Neste formato do estadual, o tricolor conquistou cinco títulos. Em nenhum deles liderou a fase classificatória. Será que esse retrospecto faz diferença na leitura deste jogo?

Troféu Gena*
7 pontos – Náutico (2v, 1e, 1d)
4 pontos – Santa (1v, 1e, 2d)
* Em homenagem ao centenário do clássico, somando os duelos em 2017

Pernambucano 2017, 10ª rodada: Santa Cruz x Náutico. Foto: Ricardo Fernandes/DP

Ao vivo para os EUA, Santa Cruz goleia o Belo Jardim e se mantém como vice-líder

Pernambucano 2017, 9ª rodada: Belo Jardim 0 x 4 Santa Cruz Foto: Ricardo Fernandes/DP

Encerrando a primeira rodada dupla na arena, o Santa Cruz goleou o Belo Jardim por 4 x 0. Como na partida anterior, com o rival alvirrubro, foi uma apresentação sem dificuldades diante de um adversário já eliminado. O script foi semelhante até no rendimento ofensivo, magro na primeira etapa, com um gol, e deslanchando na segunda. Diante de 1.370 espectadores – embora a impressão tenha sido de um público muito menor -, a cobra coral chegou à 4ª vitória no hexagonal numa situação curiosa. A partida entrou na grade do canal Globo Internacional, sendo exibido para os Estados Unidos. Na pausa da NFL, os torcedores dos States viram uma peleja de pouca intensidade.

Afinal, se o Santa estava mais interessado em limpar os cartões amarelos (Thomás, Salles, Júlio César e André Luís), o Belo Jardim demonstrou uma incapacidade impressionante de atacar – não por acaso, tem apenas quatro gols em nove partidas. O bicampeão pernambucano abriu o placar com Anderson Salles. Desta vez de pênalti, chegando a seis no ano e igualando-se a Pitbul. Infração inexistente, com André Luís se atirando. Minutos antes, Julio Sheik fora derrubado na área e o árbitro não marcou nada. Emerson Sobral não compensou o lance, ele errou duas vezes.

Na retomada, outro pênalti, desta vez correto. Thomás converteu, no 15º gol em bola parada dos corais, de um total de 29 em jogos oficiais em 2017. Julio Sheik e André Luís (que chorou ao marcar seu primeiro gol no clube) completaram a goleada, “live” no Recife e de Miami a Los Angeles. Agradou?

Pernambucano 2017, 9ª rodada: Belo Jardim 0 x 1 Santa Cruz Foto: Ricardo Fernandes/DP

Com clássicos no Recife e em Salvador, semifinal do Nordestão 2017 reúne 9,8 milhões de torcedores e 10 títulos

Semifinais da Copa do Nordeste de 2017: Sport x Santa Cruz e Bahia x Vitória. Fotos: Williams Aguiar/Sport, Rodrigo Baltar/Santa Cruz, Felipe Oliveira/Bahia e Vitória/twitter (@ECVitoria)

Os clássicos mais populares dos principais centros futebolísticos da região compõem a semifinal da Copa do Nordeste de 2017. De um lado, o Clássico das Multidões. Do outro, o Ba-Vi. Já está assegurada a decisão Pernambuco x Bahia, que não ocorre há 16 anos. Com Sport, Santa Cruz, Bahia e Vitória envolvidos, a reta final traz uma carga pesada de tradição. São dez títulos entre os 13 torneios oficiais desde 1994. Nas arquibancadas, os confrontos têm a atenção direta de 9.891.907 torcedores. Gente demais, numa projeção a partir da último levantamento nacional, do Paraná Pesquisa. São 4,12 milhões de aficionados no clássico recifense e 5,77 milhões no clássico soteropolitano.

Torcida nacional
11º) Bahia – 2,0% (4.121.628)

14º) Sport – 1,3% (2.679.058)
16º) Vitória – 0,8% (1.648.651)
19º) Santa Cruz – 0,7% (1.442.570)

Títulos do Nordestão
4 – Vitória (7 finais)
3 – Sport (4 finais)
2 – Bahia (5 finais)
1 – Santa (1 final) 

Enquanto o Santa tenta manter a orelhuda dourada no Arruda, os outros três, presentes na Série A desta temporada, querem matar logo a saudade da taça, de 3 anos no Sport, 7 no Vitória e 15 no Bahia. Caso o Leão da Ilha avance, repetirá a final. Seja contra o Bahia (foi vice em 2001), seja contra o Vitória (foi campeão em 2000). Em caso de classificação da cobra coral, a decisão seria inédita – até hoje, o clube só fez semifinais contra os dois rivais baianos.

Em relação à premiação, cada clube já acumulou R$ 1,6 milhão em cotas, somando a fase de grupos, as quartas de final e a semi. Agora, a premiação oferece mais R$ 550 mil ao vice e R$ 1,25 milhão para o grande campeão, além da pré-classificação às oitavas da Copa do Brasil de 2018.

Qual será a final da Copa do Nordeste de 2017?

  • Sport x Bahia (35%, 1.514 Votes)
  • Sport x Vitória (31%, 1.325 Votes)
  • Santa Cruz x Bahia (22%, 944 Votes)
  • Santa Cruz x Vitória (12%, 526 Votes)

Total Voters: 4.308

Loading ... Loading ...

Sport x Santa Cruz
Mais uma semifinal das multidões. Em 2014, disputaram uma vaga na mesma condição, com a volta no Mundão. Nesta edição, o Sport investiu bastante, com direito à aquisição de André por R$ 5,2 milhões. O “time principal” atuou poucas vezes, hora com a lesão de Rithely, hora com a convocação de Diego Souza. Agora, de comando novo, chega completo. No Santa, com uma campanha até melhor, a crítica vai para o excesso de precaução de Eutrópio, com seguidas atuações quase sem atacar – com a bola parada de Anderson Salles decidindo. Defende-se bem, mas não se impõe à frente, com Pitbull disputando jogadas praticamente sozinho. Ataque contra defesa?

Datas: 26/04 (Ilha do Retiro, 19h45) e 30/04 (Arruda, 16h)
Santa Cruz: 19 pontos, 6 vitórias, 1 empate e 1 derrota; 11 GP e 2 GC
Sport: 16 pontos, 5 vitórias, 1 empate e 2 derrotas; 16 GP e 9 GC
Em mata-matas no torneio: Sport 1 x 0 Santa (semi de 2014)

Bahia x Vitória
Sem dúvida alguma, um dos Ba-Vis mais importantes dos últimos tempos. Após as três finais regionais, sendo a última em 2002, com triunfo tricolor, poucos duelos tiveram tanto destaque. Exceção feita à inauguração da Fonte Nova, com goleada leonina por 5 x 1. Nesta chave, ambos chegam com força. Venceram lá e lô nas quartas. No Baêa, a boa fase de Régis, artilheiro do time no ano (7 gols), ajuda a dividir as atenções com o Brocador e outras peças, como o polivalente Juninho. No rival, Argel mantém a estrutura tática de um time pegador, rápido. No ataque, Kieza e David se destacam, com a equipe precisando de mais intensidade em Cleiton e Gabriel Xavier.

Datas: 27/04 (Barradão, 20h30) e 30/04 (Fonte Nova, 16h)
Bahia: 20 pontos, 6 vitórias e 2 empates; 18 GP e 2 GC
Vitória: 19 pontos, 6 vitórias, 1 empate e 1 derrota; 14 GPC e 9 GC
Em mata-matas no torneio: Vitória 2 x 1 Bahia (finais em 1997, 1999 e 2002)

Pitaco do blog sobre a decisão: Sport x Vitória…

A análise do podcast 45 minutos sobre as semifinais nordestinas