Joinville x Sport. Em jogo, R$ 1 milhão e a vaga nas oitavas da Copa do Brasil

Joinville x Sport, o confronto na 4ª fase da Copa do Brasil. Crédito: Joinville/site oficial

O Sport avançou nas três primeiras fases da Copa do Brasil através de goleadas, sobre CSA, Sete de Dourados e Boavista. Na quarta fase, o Leão irá encarar mais um adversário abaixo das duas principais divisões do futebol brasileiro. Em sorteio realizado na sede da CBF, no Rio de Janeiro, o time pernambucano foi logo a primeira bolinha selecionada, junto ao Joinville, recém-rebaixado à Série C. Cabe ao rubro-negro render em campo, claro, mas o resultado foi bem camarada. Em termos de nível técnico, o duelo é bem acessível. Ainda mais comparando com as demais opções. Entre as nove bolinhas estavam Corinthians, São Paulo, Cruzeiro, Flu, Vitória e Inter.

Prováveis datas da chave, ambas em abril: 12 (Ilha) e 19 (Arena Joinville)

Vale destacar que das 15 partidas oficiais disputadas em 2017, os leoninos só enfrentaram clubes presentes nas Série B, C e D, além de times sem divisão.

Confrontos da 4ª fase da Copa do Brasil
Sport x Joinville*
Vitória x ASA* ou Paraná*
Fluminense* x Goiás
Corinthians* x Internacional
Cruzeiro* x São Paulo
* Decidem em casa

Pré-classificados às oitavas: Santa, Paysandu, Atléticos MG, Atlético-PR, Atlético-GO, Chapecoense, Palmeiras, Santos, Flamengo, Botafogo e Grêmio

O confronto contra os catarinenses vale a passagem às oitavas de final e uma generosa cota, no primeiro repasse milionário do torneio. Em caso de classificação nesta 23ª participação, o Sport chegaria a dez campanhas nas oitavas – lá, será feito um novo sorteio. A última foi em 2010. Faz tempo.

Cotas do Sport na Copa do Brasil
1ª fase – R$ 525 mil (4 x 1 CSA)
2ª fase – R$ 595 mil (3 x 0 Sete de Setembro)
3ª fase – R$ 810 mil (3 x 0 e 1 x 0 Boavista)
4ª fase – R$ 900 mil (vs Joinville)
Oitavas – R$ 1,05 milhão?

A proposta original de cotas da Série B, com 60% fixo e 40% variável. Foi alterada

As propostas de cotas da Série B de 2017

A cota de transmissão da Série B de 2017 foi dividida em um novo formato, através de um critério técnico, como publicou o site da CBF:

“Sobre a divisão de cotas da Série B 2017, foi apresentada uma nova proposta, devidamente aprovada. Com exceção de Internacional e Goiás, os 18 clubes participantes da competição terão: 60% do valor dividido de forma igualitária; 40% do valor dividido de acordo com a classificação do último campeonato.”

O blog já havia divulgado as novas cifras da segundona, mas teve acesso à proposta original, que mostra que a divisão poderia ser bem diferente. Tudo a partir do valor absoluto, de R$ 93,8 milhões. Montante pago em 2016 e 2017.

Acima, a reprodução do quadro. Abaixo, as observações originais.

1) 60% do valor dividido de forma igualitária
2) 40% do valor dividido de acordo com a classificação do último campeonato
3) Garantia de cota mínima para clubes remanescentes da Série B 2016, equivalente ao valor que seria reebido pelo critério igualitário
4) Garantia de cota mínima para os clubes que ascenderam da Série C equivalente a 80% da cota mínima citada no item anterior

Com as observações 3 e 4 (não citadas no site da CBF, mas incluídas na decisão para dar mais equilíbrio às cotas no contrato vigente) e considerando a cota passada (R$ 5,2 milhões), os repasses de todos os clubes foram alterados. O Santa Cruz, por exemplo, receberá R$ 1 milhão a mais no novo formato. Sem as ressalvas, o aumento seria de 1,6 mi. Já o Náutico, que vai ganhar 600 mil reais a mais teria direito ao dobro deste valor. A expectativa é que o formato proporcional passe a valer em 2018, no novo contrato de tevê, mais robusto.

As maiores diferenças na proposta original em relação às cotas de 2017:

Para menos
R$ 673.918 (-9,5%) – Figueirense
R$ 652.022 (-9,5%) – Santa Cruz
R$ 632.124 (-9,5%) – América-MG
R$ 611.228 (-9,5%) – Náutico
R$ 590.331 (-9,5%) – Londrina

Para mais
R$ 987.369 (+23,3%) – Oeste
R$ 822.807 (+24,5%) – Juventude
R$ 767.954 (+17,2%) – Paraná
R$ 603.391 (+16,9%) – ABC
R$ 548.538 (+11,7%) – Paysandu

A tabela básica da Série B de 2017, com Santa Cruz e Náutico em busca do acesso

Santa Cruz e Náutico no Campeonato Brasileiro da Série B de 2017. Arte: Cassio Zirpoli/DP (sobre imagem da CBF)

A CBF divulgou a tabela básica da Série B de 2017 (íntegra abaixo), que neste ano terá Santa Cruz e Náutico como representantes do futebol pernambucano. Enquanto o tricolor espera voltar à elite após um ano fora, o timbu tenta acabar a sequência de quatro temporadas na segundona (sendo 5º nas últimas duas). Juntos, os rivais já conquistaram sete acessos ao Brasileirão.

A primeira rodada será nos dias 12 e 13 de maio – a confederação ainda irá detalhar a tabela. O alvirrubro enfrenta o América -MG, na Arena Pernambuco, enquanto o tricolor vai até o interior de Santa Catarina, para pegar o Criciúma.

Na competição, os dois rivais terão uma cota de transmissão de R$ 5 milhões, assim como outros 16 clubes. Enquanto isso, Internacional (R$ 60 milhões) e Goiás (R$ 35 mi) receberão valores à parte, devido ao contrato fixo com a Rede Globo, válido até 2018. Como ocorre desde 2006, o formato é de pontos corridos, com 38 rodadas e os quatro primeiros colocados ascendendo à elite.

Acessos do Santa à Série A: 1992 (4º), 1999 (2º), 2005 (2º) e 2015 (2º)
Acessos do Náutico à Série A: 1988 (2º), 2006 (3º) e 2011 (2º)

A seguir, as rodadas de tricolores e alvirrubros:

Turno
1ª) Criciúma x Santa e Náutico x América-MG (12 ou 13/05)
2ª) Santa x Guarani e Figueirense x Náutico
3ª) CRB x Santa e Náutico x Ceará
4ª) Santa x ABC e Brasil x Náutico
5ª) Goiás x Santa x Náutico x Oeste
6ª) Santa x Londrina e Internacional x Náutico
7ª) Ceará x Santa e Náutico x Paraná
8ª) Santa x Internacional e Boa x Náutico
9ª) América x Santa e Náutico x Goiás
10ª) Santa x Figueirense e Guarani x Náutico
11ª) Oeste x Santa e Náutico x CRB
12ª) Santa x Brasil e ABC x Náutico
13ª) Luverdense x Santa e Náutico x Juventude
14ª) Náutico x Santa (Clássico das Emoções)
15ª) Santa x Vila Nova e Paysandu x Náutico
16ª) Santa x Boa e Londrina x Náutico
17ª) Paraná x Santa e Náutico x Criciúma
18ª) Santa x Paysandu e Vila Nova x Náutico
19ª) Juventude x Santa e Náutico x Luverdense 

Returno
20ª) Santa x Criciúma e América x Náutico
21ª) Guarani x Santa e Náutico x Figueirense
22ª) Santa x CRB e Ceará x Náutico
23ª) ABC x Santa e Náutico x Brasil
24ª) Santa x Goiás e Oeste x Náutico
25ª) Londrina x Santa e Náutico x Internacional
26ª) Santa x Ceará e Paraná x Náutico
27ª) Internacional x Santa e Náutico x Boa
28ª) Santa x América e Goiás x Náutico
29ª) Figueirense x Santa e Náutico x Guarani
30ª) Santa x Oeste e CRB x Náutico
31ª) Brasil x Santa e Náutico x ABC
32ª) Santa x Luverdense e Juventude x Náutico
33ª) Santa x Náutico (Clássico das Emoções)
34ª) Vila Nova x Santa e Náutico x Paysandu
35ª) Boa x Santa e Náutico x Londrina
36ª) Santa x Paraná e Criciúma x Náutico
37ª) Paysandu x Santa e Náutico x Vila Nova
38ª) Santa x Juventude e Luverdense x Náutico (25/11)

A tabela básica do Brasileiro, sujeita à mudanças a pedido da TV

Os 71 maiores campeões estaduais de 1902 a 2016, entre 2.427 campeonatos

Os maiores campeões estaduais do Brasil (1902-2016). Arte: Cassio Zirpoli/DP

Em 115 anos de bola rolando nos campeonatos estaduais, na base das rivalidades, já foram realizadas 2.427 competições locais, considerando as 27 unidades da federação. Entre os grandes campeões, 71 clubes ganharam ao menos dez títulos, com três pernambucanos presentes: Sport 40 (saiu do top ten no último ano), Santa 29 (a uma taça de mudar de patamar) e Náutico 21 (estacionado há doze temporadas). O maior vencedor é, de longe, o ABC de Natal, o único com mais de 50 taças em sua galeria. Voltou a ser campeão potiguar após cinco anos e ampliou o recorde nacional. Entre os campeões estaduais de 2016, só o River mudou de base, alcançando o 30º título piauiense.

Sobre os cenários mais polarizados, Ceará (Ceará 43 x 41 Fortaleza) e Pará (Paysandu 46 x 44 Remo) seguem imbatíveis. Esse levantamento parte de 1902, quando a Liga Paulista de Foot-Ball organizou a primeira edição do campeonato paulista, com apenas 21 partidas. O São Paulo Athletic, de Charles Miller, foi o campeão. O introdutor do esporte no país sagrou-se, também, o primeiro artilheiro, com 10 gols. Desde então, o mapa futebolístico mudou bastante, com a última mudança em 1988, na criação do estado do Tocantins.

Por sinal, nas vária mudanças estaduais (como o desmembramento do Mato Grosso, por exemplo), o blog contou até o extinto campeonato fluminense, disputado até 1978, antes da fusão com o Estado da Guanabara, formado pela cidade do Rio de Janeiro. Em todos os estados foram somados os períodos amador e profissional. Afinal, na década de 1930 foram realizados torneios paralelos oficiais, nos dois modelos, no Rio e em São Paulo. Se em Pernambuco a transição ocorreu de forma pacífica, em 1937, em Roraima o torneio só foi profissionalizado em 1995, com três participantes, sendo o último segundo a CBF. Entretanto, a competição já era organizado pela federação roraimense desde 1960, com os mesmos filiados. Eis a lista completa… O seu time está aí?

Os 71 maiores campeões estaduais* (último título):
* A partir de 10 conquistas

+50 títulos estaduais
1º) ABC-RN – 53 títulos (2016)

De 40 a 49 títulos estaduais
2º) Bahia-BA – 46 títulos (2015) 
2º) Paysandu-PA – 46 títulos (2016) 
4º) Rio Branco-AC – 45 títulos (2015)
4º) Internacional-RS – 45 títulos (2016)
6º) Remo-PA – 44 títulos (2015) 
7º) Ceará-CE – 43 títulos (2014)
7º) Atlético-MG – 43 títulos (2015)
7º) Nacional-AM – 43 títulos (2015)
10º) Fortaleza-CE – 41 títulos (2016)
11º) Sport-PE – 40 títulos (2014)

De 30 a 39 títulos estaduais
12º) CSA-AL – 37 títulos (2008)
12º) Coritiba-PR – 37 títulos (2013)
12º) Cruzeiro-MG – 37 títulos (2014)
12º) Rio Branco-ES – 37 títulos (2015)
16º) Grêmio-RS – 36 títulos (2010)
17º) América-RN – 35 títulos (2015)
18º) Sergipe-SE – 34 títulos (2016)
19º) Flamengo-RJ – 33 títulos (2014)
20º) Sampaio Corrêa-MA – 32 títulos (2014)
21º) Fluminense-RJ – 31 títulos (2012)
22º) River-PI – 30 títulos (2016)

De 20 a 29 títulos estaduais
23º) CRB-AL – 29 títulos (2016)
23º) Santa Cruz-PE – 29 títulos (2016)
25º) Vitória-BA – 28 títulos (2016)
26º) Corinthians-SP – 27 títulos (2013)
26º) Botafogo-PB – 27 títulos (2014)
28º) Goiás-GO – 26 títulos (2016)
29º) Moto Club-MA – 25 títulos (2016)
30º) Mixto-MT – 24 títulos (2008)
30º) Vasco-RJ – 24 títulos (2016)
32º) Atlético-PR – 23 títulos (2016)
33º) Palmeiras-SP – 22 títulos (2008)
33º) Santos-SP – 22 títulos (2016)
35º) Náutico-PE – 21 títulos (2004)
35º) São Paulo-SP – 21 títulos (2005)
35º) Campinense-PB – 21 títulos (2016)
38º) Atlético-RR – 20 títulos (2009)
38º) Botafogo-RJ – 20 títulos (2013)
38º) Confiança-SE – 20 títulos (2015)

De 10 a 19 títulos estaduais
41º) Baré-RR – 18 títulos (2010)
41º) Desportiva-ES – 18 títulos (2016)
43º) Ferroviário-RO – 17 títulos (1989)
43º) Macapá-AP – 17 títulos (1991)
43º) Rio Negro-AM – 17 títulos (2001)
43º) Flamengo-PI – 17 títulos (2009)
43º) Figueirense-SC – 17 títulos (2015)
48º) Avaí-SC – 16 títulos (2012)
48º) América-MG – 16 títulos (2016)
50º) Vila Nova-GO – 15 títulos (2005)
50º) Treze-PB – 15 títulos (2011)
50º) Maranhão-MA – 15 títulos (2013)
53º) Goiânia-GO – 14 títulos (1974)
53º) Operário-MT – 14 títulos (2006)
53º) Juventus-AC – 14 títulos (2009)
56º) Atlético-GO – 13 títulos (2014)
57º) Joinville-SC – 12 títulos (2001)
57º) Parnahyba-PI – 12 títulos (2013)
59º) Paulistano-SP – 11 títulos (1929)
59º) Botafogo-PI – 11 títulos (1957)
59º) Independência-AC – 11 títulos (1998)
59º) Gama-DF – 11 títulos (2015)
63º) Cabo Branco-PB – 10 títulos (1934)
63º) Ypiranga-BA – 10 títulos (1951)
63º) Moto Clube-RO – 10 títulos (1981)
63º) Flamengo-RO – 10 títulos (1985)
63º) Tuna Luso-PA – 10 títulos (1988)
63º) Amapá-AP – 10 títulos (1990)
63º) Operário-MS – 10 títulos (1997)
63º) Itabaiana-SE – 10 títulos (2012)
63º) Criciúma-SC – 10 títulos (2013) 

Confira a lista anterior clicando aqui.

Os 25 clássicos estaduais mais populares do Brasil, com 3 duelos pernambucanos

Os 25 clássicos mais populares do Brasil, segundo a pesquisa do instituto Paraná Pesquisas, de 2016. Arte: Cassio Zirpoli/DP

As pesquisas que mensuram as torcidas brasileiras geram discussões desde a década de 1960. Indo além do tamanho das massas, sempre o foco principal desses levantamentos, o blog resolveu projetar o tamanho absoluto das rivalidades, com os clássicos estaduais mais populares do país – o que não é sinônimo de rivalidade mais acirradas, cuja visão é mais subjetiva. Tomando como base o estudo do Paraná Pesquisas, divulgado em 25 de dezembro de 2016, foi possível chegar a 25 confrontos (quadro abaixo). Desses, 24 envolvem mais de um milhão de torcedores rivais, com as cinco regiões representadas.

Devido à magnitude de seus seguidores (1/3 do total), Flamengo e Corinthians transformaram-se em “puxadores de torcida” para este contexto, com os seis clássicos envolvendo os dois no alto da lista. Sobre essa distorção, basta citar o Fluminense, que no geral ocupa o 13º lugar, mas através do Fla-Flu figura a 5ª posição. Também pudera, o rubro-negro carioca detém 91% do público deste clássico, que é o mais desequilibrado entre todos – a proporção de cada clube está no complemento do post, na caixa de comentários. 

Os clássicos estaduais* mais desequilibrados na divisão de torcidas:

1º) Flamengo (91,0%) x (8,9%) Fluminense
2º) Flamengo (90,5%) x (9,4%) Botafogo
3º) Atlético-PR (84,8%) x (15,1%) Paraná
4º) Coritiba (83,0%) x (16,9%) Paraná
5º) Corinthians (81,5%) x (18,4%) Santos
6º) Flamengo (77,8%) x (22,1%) Vasco
7º) Sport (75,8%) x (24,1%) Náutico
8º) Vasco (74,1%) x (25,8%) Fluminense
9º) Vasco (73,0%) x (26,9%) Botafogo
10º) Bahia (71,4%) x (28,5%) Vitória

Os clássicos estaduais* mais equilibrados na divisão de torcidas:

1º) Goiás (50,0%) x (50,0%) Vila Nova
2º) Botafogo (51,5%) x (48,4%) Fluminense
3º) Atlético-PR (53,3%) x (46,6%) Coritiba
4º) São Paulo (56,0%) x (43,9%) Palmeiras
5º) Grêmio (56,4%) x (43,5%) Internacional
6º) Ceará (57,8%) x (42,1%) Fortaleza
7º) Cruzeiro (58,8%) x (41,1%) Atlético-MG
8º) Figueirense (60,8%) x (39,1%) Avaí
9º) Santa Cruz (62,8%) x (37,1%) Náutico
10º) Remo (63,3%) x (36,6%) Paysandu
* Entre os 25 clássicos citados nesta postagem

À parte de Fla e Timão, o clássico local que reúne mais gente é o Choque-Rei, com Palmeiras e São Paulo. E saindo da ponte aérea o futebol mineiro mostra a sua força, com Galo x Raposa no top ten. No Recife, os três tradicionais clássicos ficaram entre os vinte melhores, com destaque, sem surpresa, para Sport x Santa, com mais de quatro milhões de agregados, entre rubro-negros e tricolores. No Nordeste, só ficou atrás do Ba-Vi, com quase seis milhões, num dado visivelmente favorecido pelo bom desempenho do Bahia nesta pesquisa – embora o Vitória tenha tido um percentual menor que sua média histórica.

Os clássicos estaduais mais populares do Nordeste:

5,7 milhões – Ba-Vi (Salvador)
4,1 milhões – Clássico das Multidões (Recife)
3,9 milhões – Clássico-Rei (Fortaleza)
3,5 milhões – Clássico dos Clássicos (Recife)
2,2 milhões – Clássico das Emoções (Recife)

Paralelamente ao ranking dos clássicos mais populares, o blog lembrou o recorde de público de cada duelo – afinal, a presença in loco também justifica o apelo popular. Com o Maracanã dos velhos tempos – cuja geral suportava 30 mil pessoas em pé -, os duelos cariocas estabeleceram números incomparáveis.

Obviamente, muitas rivalidades ultrapassam bastante as fronteiras municipais e estaduais, como Flamengo x Atlético-MG, Grêmio x Palmeiras, entre outros. Por isso, a lista regional. Ainda que historicamente não tenham a rivalidade mais acirrada, flamenguistas e corintianos, donos das maiores cotas de televisão, reúnem a atenção de 61 milhões de pessoas, com domínio absoluto no Sudeste.

Os confrontos interestaduais mais populares de cada região:

Sudeste: Flamengo (RJ) x Corinthians (SP) – 29,9% (61.618.347)
Sul: Grêmio (RS) x Internacional (RS)- 6,2% (12.777.047)
Nordeste: Bahia (BA) x Sport (PE) – 3,3% (6.800.686)
Norte: Remo (PA) x Paysandu (PA) – 0,9% (2.002.125)
Centro-Oeste: Goiás (GO) x Vila Nova (GO) – 0,4% (1.134.538)  

Abaixo, a projeção das torcidas absolutas dos clássicos a partir da estimativa oficial da população brasileira, atualizada pelo IBGE em 30 de agosto de 2016.

Os 25 clássicos mais populares do Brasil, segundo a pesquisa do instituto Paraná Pesquisas, de 2016. Arte: Cassio Zirpoli/DP

O preço de cada ponto somado no Campeonato Brasileiro de 2016

A relação cota de TV x pontuação na Série A de 2016. Arte: Tiago Nunes (twitter.com/TiagoJNunes)

A milionária diferença entre as receitas de televisão no Campeonato Brasileiro, com sete subdivisões de cotas fixas, vem afunilando a disputa pelas primeiras colocações. Quase sempre, o maior investimento obtém resultados satisfatórios. Quase, pois o Inter foi rebaixado pela primeira vez em sua história, mesmo com a 6ª maior cota de TV. E a relação dinheiro/ponto expõe o clube, com R$ 1,4 milhão (sem contar o PPV!) a cada pontinho somado na tabela. A interessante análise (e gráficos) sobre a eficiência de gasto foi feita por Tiago Nunes, calculando todas as cotas (fixas) de acordo com a classificação final da Série A. Não se trata de um quadro conclusivo, mas de um dado a mais para o debate.

Este ano, o Palmeiras ganhou o campeonato de forma incontestável, com nove pontos à frente do vice-campeão, o Santos. Ficou a um ponto do recorde nos pontos corridos, estabelecido pelo rival Corinthians, há um ano. Apesar disso, em termos de “administração”, o alviverde foi apenas o 16º. A Ponte, que terminou em 8º lugar, está no topo da lista, com 433 mil reais a cada ponto. Por sinal, a Macaca já havia liderado o levantamento em 2015, na ocasião com média ainda menor, de R$ 352 mil. A diferença foi o aumento da verba aos não-cotistas da tevê, passando de R$ 18 mi para R$ 23 milhões.

No fim da lista, o Corinthians, que gastou sete vezes mais que a Macaca para cada ponto, ficando apenas uma colocação à frente, com ambos indo à Sula. 

1º) Ponte Preta – R$ 433 mil/ponto (R$ 23 milhões de cota e 53 pontos)
2º) Chapecoense – R$ 442 mil/ponto (R$ 23 mi e 52 pts)
3º) Figueirense – R$ 621 mil/ponto (R$ 23 mi e 37 pts)
4º) Atlético-PR – R$ 614 mil/ponto (R$ 35 mi e 57 pts)
5º) Santa Cruz – R$ 741 mil (R$ 23 mi e 31 pts)
6º) Sport – R$ 744 mil/ponto (R$ 35 mi e 47 pts)
7º) Coritiba – R$ 760 mil/ponto (R$ 35 mi e 46 pts)
8º) Vitória – R$ 777 mil/ponto (R$ 35 mi e 45 pts)
9º) América – R$ 821 mil/pontos (R$ 23 mi e 28 pts)
10º) Atlético-MG – R$ 967 mil/ponto (R$ 60 mi e 62 pts)
11º) Botafogo – R$ 1,02 milhão/ponto (R$ 40 mi e 59 pts)
12º) Santos – R$ 1,13 milhão ponto (R$ 80 mi e 71 pts)
12º) Grêmio – R$ 1,13 milhão/ponto (R$ 60 mi e 53 pts)
14º) Cruzeiro – R$ 1,18 milhão/ponto (R$ 60 mi e 51 pts)
15º) Fluminense – R$ 1,20 milhão/ponto (R$ 60 mi e 50 pts)
16º) Palmeiras – R$ 1,25 milhão/ponto (R$ 100 mi e 80 pts)
17º) Internacional – R$ 1,40 milhão/ponto (R$ 60 mi e 43 pts)
18º) São Paulo – R$ 2,12 milhões/ponto (R$ 110 mi e 52 pts)
19º) Flamengo – R$ 2,39 milhões/ponto (R$ 170 mi e 71 pts)
20º) Corinthians – R$ 3,09 milhões/ponto (R$ 170 mi e 55 pts) 

Obs. Grêmio e Chape se classificaram à Liberta via Copa do Brasil e Sula.

Confira os dois gráficos em uma resolução maior clicando aqui e aqui.

A relação cota de TV x pontuação na Série A de 2016. Arte: Tiago Nunes (twitter.com/TiagoJNunes)

A distribuição dos milhões das cotas de televisão nas Séries A e B de 2017

As cotas de TV do Campeonato Brasileiro da Série A em 2017. Arte: Cassio Zirpoli/DP

A volta de Vasco e Bahia, tendo como contrapartida, entre os cotistas, a queda do Inter, impulsionou a receita com televisão do Brasileiro de 2017 (acima). Ao todo, considerando apenas a cota fixa, pay-per-view à parte, a Série A irá distribuir quase R$ 1,3 bilhão. De maneira bem desigual, como se sabe. Apenas Fla e Timão representam 26,2%. São sete subdivisões, com a última reservada aos aos clubes sem contratos para o triênio 2016-2018 – a Rede Globo, detentora dos direitos assinou com apenas 18, independentemente da divisão.

Entre os cotistas está o Sport, com contratos do tipo desde 1997. Já o Santa Cruz, que em 2016 ganhou R$ 23 milhões pela participação na elite, volta à segunda divisão ganhando o mesmo que outros 18 times não-cotistas. Ou seja, R$ 5 milhões. Uma queda de 78%! Se os corais devem ter dificuldades financeiras, o Colorado, rebaixado pela primeira vez em sua história, mantém o montante recebido na primeira divisão (presente na 5ª subdivisão criada pela emissora responsável). Por sinal, o clube gaúcho, sozinho, representa 32,4% de toda a verba a ser repassada aos vinte times da segundona de 2017 (abaixo).

2017 (contrato 2016-2018)
Série A – R$ 1,297 bilhão (com 16 cotistas e 4 não-cotistas)
Série B – R$ 185 milhões (com 2 cotistas e 18 não-cotistas)
A segunda divisão representa 14,2% da primeirona 

2016 (contrato 2016-2018)
Série A – R$ 1,240 bilhão (com 15 cotistas e 5 não-cotistas)
Série B – R$ 255 milhões (com 3 cotistas e 17 não-cotistas)
A segunda divisão representa 20,5% da primeirona

2015 (contrato 2012-2015)
Série A – R$ 923 milhões (com 15 cotistas e 5 não cotistas)
Série B – R$ 150 milhões (com 3 cotistas e 17 não-cotistas)
A segunda divisão representa 16,2% da primeirona

Essa situação, sem amparo financeiro aos rebaixados, vai continuar até 2018, no último ano do contrato vigente. A partir de 2019, entram em vigor dois acordos distintos, um com a Globo (tevês aberta e fechada, PPV, sinal internacional e internet) e outro com o Esporte Interativo (tevê fechada), com períodos até 2024. Neste caso, alvirrubros e tricolores já têm contratos firmados com a Globo – espera-se verbas maiores em caso de campanhas na Série B.

Lembrando que esse levantamento apresentado pelo blog se refere apenas às cotas fixas. Ainda há o rateio de meio bilhão de reais no PPV, através do Premiere, calculado de acordo com o número de assinantes apurado em pesquisa do Datafolha, ampliando a disparidade. Em 2015, o Sport, com 1,4% dos assinantes, ganhou R$ 6,75 milhões. O Fla, com 19,2%, recebeu R$ 68 mi.

As cotas de TV do Campeonato Brasileiro da Série B em 2017. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Sport desconsidera caso Victor Ramos e nega contato com Inter sobre ação no STJD

Vitória, Sport e Inter tentam escapar da última vaga no Z4 de 2016

A uma rodada do fim, o Brasileirão2016 pode decidido somente no Superior Tribunal de Justiça Desportiva – a “39ª rodada” de praxe. O Internacional ingressou no STJD com uma ação contra o Vitória, sobre a suposta escalação irregular de Victor Ramos, cuja chegada no clube baiano não teria seguido a recomendação sobre o rito de transação internacional da Fifa. Esse caso vem desde o campeonato baiano, mas com o zagueiro em condições segundo a federação baiana e a própria CBF. A polêmica respingou no Recife depois que o cronista esportivo gaúcho Alex Bagé, da Rádio Grenal, informou que o Colorado só teria tomado conhecimento do caso através do Sport – considerando o período dito, 15/20 dias, o Leão não havia sequer enfrentado o Cruzeiro e só tinha 1% de chance de cair (hoje, tem 12%). Abaixo, o trecho.

“O departamento jurídico do Internacional recebeu uma ligação de diretores jurídicos do Sport. Interessados, claro, o Sport e o Internacional, que estão próximos da zona de rebaixamento, teriam interesse em tirar pontos do Vitória. Porque o Vitória, já no campeonato baiano, teve uma reclamação do Bahia, junto ao departamento de registros da CBF. Na ocasião, o departamento de registro da CBF deu ganho de causa ao Vitória.”

O suposto envolvimento do Sport, informado, compartilhado e comentado nas redes sociais, logo chegou ao torcedor pernambucano, com o clube se posicionando através de sua direção. Ao blog, o vice-presidente executivo Arnaldo Barros (que também já foi vice jurídico) negou veementemente.

Abaixo, a íntegra do dirigente em contato com o blog, via WhatsApp

“Cassio, vi sua postagem no twitter sobre o Sport haver fornecido documentos ao Internacional para que ele ajuizasse ação no STJD contra o Vitória (nota do blog: só comentei o vídeo de Alex Bagé). Resgatando a verdade, gostaria de esclarecer que: 

1) NÃO entregamos documento algum ao Inter, pois sequer sabíamos da suposta irregularidade;

2) NUNCA alguém do Inter sequer falou conosco sobre esse assunto;

3) Ao que nos chegou, informalmente, por meio de Dr. Sestário, nosso advogado no Rio, foi um convite do Inter para que entrássemos junto com eles em uma ação contra o Vitória, pois eles estavam convencidos da irregularidade;

4) Rechaçamos IMEDIATAMENTE;

5) A postagem é um acinte. É uma leviandade. É uma mentira absurda.”

Aproveitando contato, perguntei se, em caso de rebaixamento, o Sport poderia ir ao STJD nesse mesmo caso do Victor Ramos…

A resposta de Arnaldo Barros:

“A tese do Inter, no nosso entender, não prospera. E, para não deixar passar, nós não vamos cair!”

A simples notícia sobre um suposto envolvimento do clube pernambucano, mesmo que este não faça parte da ação, divide a responsabilidade do tapetão entre Inter e Sport. Justamento num momento em que o colorado gaúcho (hoje, no Z4) era duramente criticado por torcedores de outros clubes e comentaristas esportivos por causa do possível tapetão. Transferência de responsabilidade?

A briga contra o rebaixamento no Brasileirão 2016. Crédito: Superesportes

Classificação da Série A 2016 – 37ª rodada

A classificação do Brasileirão 2016 após 37 rodadas. Crédito: Superesportes

A penúltima rodada do Brasileirão terminou nesta segunda-feira, com o Vitória praticamente assegurando a sua presença na Série A de 2017 ao vencer o Coritiba fora de casa. Agora, só uma tragédia rebaixaria o time baiano (detalhes abaixo). Por sinal, esta rodada foi péssima para o Sport, que perdeu a 3ª chance de permanecer ao ficar no empate com o América, em Belo Horizonte.

Como os dois concorrentes diretos venceram, agora o Leão terá que vencer na última rodada o rebaixado Figueirense (mas estimulado por mala branca) para não correr risco. Para quem chegou a ter apenas 1% de chance de cair, o cenário tornou-se perigoso. Ou seja Já o Santa Cruz, que vem cumprindo tabela, fez uma bela despedida do Arruda, ao golear o Grêmio. Sem chance de permanência, os corais vão à última rodada, no próximo domingo (contra o São Paulo, no Pacaembu), com o objetivo de transformar Grafite em artilheiro. O camisa 23 tem 13 gols, um a menos que Fred, do Galo.

Chance de rebaixamento, via UFMG
86,7% – Inter
12,7% – Sport
0,6% – Vitória

Os jogos decisivos da 38ª rodada:
04/12 (16h00) – Sport x Figueirense (Ilha do Retiro)
04/12 (16h00) – Fluminense x Internacional (Maracanã, Rio)
04/12 (16h00) – Vitória x Palmeiras (Barradão, Salvador)

Para a permanência do Vitória
1) Empate ou vitória contra o Palmeiras
2) Em caso de derrota, torce para o que Sport não vença (por qualquer placar) ou para que o Inter não ganhe, tirando uma diferença de 6 gols no saldo

Para a permanência do Sport
1) Vitória sobre o Figueira
2) Em caso de empate, torce para que o Inter não vença ou para o que Vitória perca por uma diferença de 8 gols (improvável)
3) Se perder, só ficará na elite caso o Inter não vença

Para a permanência do Inter
1) Vitória sobre o Fluminense e tropeço (empate ou derrota) do Sport ou derrota do Vitória (desde que tire 6 gols de diferença no saldo)

Classificação da Série A 2016 – 36ª rodada

A classificação da Série A 2016 após 36 rodadas. Crédito: Superesportes

A 36ª rodada do Brasileirão foi encerrada na noite desta segunda-feira, com o jogo entre Corinthians e Internacional. Em São Paulo, o mandante visava o G6, enquanto o visitante lutava para sair do Z4. Muita gente de olho, sobretudo o Sport. Para os leoninos, o resultado acabou sendo excelente, Timão 1 x 0. Agora, para ficar, sem depender de resultados de terceiros, o Leão precisa de uma vitória. Enfrentará dois rebaixados (América e Figueirense), num bom cenário, sem falsa modéstia. Detalhe: mesmo que perca os dois jogos, o time pernambucano só seria rebaixado caso o Colorado vença seus dois compromissos, bem mais complicados (Cruzeiro e Fluminense). 

Para terminar o ano com um mínima de tranquilidade, resta melhorar o seu futebol, pois na derrota do Sport para o Atlético-PR faltou bastante. Também no domingo, o já rebaixado Santa Cruz empatou com o Atlético-MG, num cenário corriqueiro em sua campanha – ataque funcionando e defesa farrapando.

As maiores probabilidades de rebaixamento após 36 rodadas

As probabilidades de campanha para evitar o rebaixamento no Brasileirão 2016 após 36 rodadas

As projeções de sucesso nas pontuações finais para evitar o rebaixamento

As probabilidades de campanha para evitar o rebaixamento no Brasileirão 2016 após 36 rodadas

Para o título
O Palmeiras é o virtual campeão. Precisa de 1 ponto. Mesmo que perca nas últimas duas rodadas, só será vice caso o Santos ganhe as duas.

Para o rebaixamento
América, Santa e Figueirense estão rebaixados. Para a última vaga, três concorrentes: Inter, Vitória e Sport. Mirando o Vitória, o time gaúcho terá que terminar com um ponto a mais, devido ao saldo de gols. Mirando o Sport, o time gaúcho teria que vencer as duas e torcer para o leão não ganhar de ninguém. Ou seja, a chance do primeiro rebaixamento do Inter é enorme..

Sport – soma 43 pontos em 35 jogos (39,8%)

Para chegar a 46 pontos (margem segura):
Precisa de 3 pontos em 2 rodadas
…ou 50.0%% de aproveitamento
Simulação mínima: 1v-0e-1d

A 37ª rodada dos representantes pernambucanos

26/11 (19h00) – América x Sport (Independência)
Histórico em Belo Horizonte pela elite: 2 jogos e 2 derrotas leoninas

27/11 (18h30) – Santa Cruz x Grêmio (Arruda)
Histórico no Recife pela elite: 3 vitórias corais, 3 empates e 3 derrotas