Em atuação fraquíssima, Santa Cruz cede o empate ao Boa Esporte na Arena

Série B 2017, 16ª rodada: Santa Cruz x Boa Esporte. Foto: Ricardo Fernandes/DP

O Santa Cruz jogou muito mal contra o Boa Esporte. Até chegou a abrir o placar, levando a vantagem até a metade do segundo tempo, mas o tricolor não merecia melhor sorte na Arena Pernambuco, com o 1 x 1 travando a reação. O time quase não assustou o goleiro Fabrício, ao contrário de Júlio César, que agradeceu aos céus após a terceira bola em sua trave.

Abrindo a 16ª rodada, o time pernambucano tinha a possibilidade de dormir no G4, pressionando os adversários no complemento. Em tese, o adversário era interessante, mesmo vindo de um resultado positivo. E ficou mesmo nisso, “em tese”. Na prática, o time mineiro foi superior, antes e depois de tomar o gol – que saiu num raro momento de lucidez da equipe coral. Aos 26 do primeiro tempo, proporcionou um lance incrível. Num cruzamento da direita, Diones (livre) cabeceou na trave. Na sequência, Jaime afastou mal e Eduardinho pegou a sobra na meia lua. Sem marcação, soltou uma bomba, no travessão. O bombardeio tirou a torcida coral do sério, com o volante Wellington Cézar (que nem foi o protagonista da bobagem) sendo o alvo.

O gol do Santa, pouco antes do intervalo, foi à parte do que vinha jogando. Tiago Costa cruzou, Bueno ajeitou e João Paulo marcou de cabeça. Aos poucos, o meia vai se firmando na equipe, embora, numa nota geral, também tenha sido irregular desta vez. Para que o gol desse tranquilidade na etapa complementar, o time precisaria melhorar também. Não aconteceu, com um futebol lento e insistente na bola aérea – já com Pitbull em campo. Quem apareceu foi Reis, atacante rival. Numa cobrança de falta, bola no travessão. Na segunda tentativa, tirou tinta da trave. Na terceira, num escanteio, colocou na cabeça de Thaciano, que empatou aos 25. A partir dali, não houve uma finalização efetiva do Santa, com vaias pelo tropeço e pelo desempenho…

Os 5 jogos sob o comando de Givanildo Oliveira*
07/07 – Santa Cruz 3 x 0 Brasil
11/07 – Luverdense 2 x 2 Santa Cruz
15/07 – Náutico 0 x 0 Santa Cruz
18/07 – Santa Cruz 1 x 0 Vila Nova
21/07 – Santa Cruz 1 x 1 Boa
* 60% de aproveitamento (2V-3E-0D)

Série B 2017, 16ª rodada: Santa Cruz x Boa Esporte. Foto: Ricardo Fernandes/DP

Em jogo batalhado, o Santa vence o Vila Nova e fica a 2 pontos do G4 da Série B

Série B 2017, 15ª rodada: Santa Cruz 1 x 0 Vila Nova. Foto: Rodrigo Baltar/Santa Cruz

No primeiro tempo, a reação dos 6.731 torcedores presentes sintetizou o futebol do Santa Cruz, que não conseguiu tramar jogadas, restringindo as tentativas a dois arremates de longe. Um deles, de Tiago Costa, foi bem defendido pelo goleiro do Vila Nova, Luís Carlos. Faltava imposição ao time, que empatara dois jogos como “visitante”, diante do vice-lanterna e do lanterna. Só um resultado positivo na arena deixaria sequência produtiva (vitória em casa e empate fora) sob o comando do técnico Givanildo Oliveira.

A vitória saiu, por 1 x 0, com o resultado bem comemorado. No apito final, os mesmos torcedores reconheceram a entrega do time, que marcou melhor e finalmente conseguiu penetrar na área do adversário goiano, que passara oito rodadas no G4 até o tropeço em casa na rodada anterior. O gol da noite saiu aos 9 minutos da etapa final. Bruno Paulo (de volta após o DM) abriu na esquerda para o meia João Paulo, que tocou entre as pernas do zagueiro Alemão (aquele), com André Luís dominando e batendo rapidamente. Bola no ângulo. Em vantagem, o time coral obrigou o Vila a se mexer. Com desfalques e mais interessado em travar o jogo até então, o alvirrubro até levou perigo – mais pelo nervosismo da zaga pernambucana e dos volantes, Derley e Wellington Cézar, apesar da alta rotação da dupla. Acabou virando um jogo franco, com Halef Pitbull (titular) desperdiçando duas chances cara a cara, após assistências precisas de JP. Nas duas, força excessiva. Do outro lado, Júlio César garantiu, com a colaboração de um ataque batendo cabeça.

Com isso, o Santa chegou a 8 pontos em 12 disputados com Giva, com 66% de aproveitamento. Ficou a dois pontinhos do G4. Antes, dos 33 pontos disputados, somou 14, com 42%. Tendência de ascensão? Na sexta-feira, o 4º dos cinco jogos programados na Arena Pernambuco, contra o Boa…

Os 4 jogos sob o comando de Givanildo Oliveira
07/07 – Santa Cruz 3 x 0 Brasil
11/07 – Luverdense 2 x 2 Santa Cruz
15/07 – Náutico 0 x 0 Santa Cruz
18/07 – Santa Cruz 1 x 0 Vila Nova

Série B 2017, 15ª rodada: Santa Cruz 1 x 0 Vila Nova. Foto: Ricardo Fernandes/DP

Podcast – A análise do 7º clássico entre Náutico e Santa em 2017. O primeiro 0 x 0

Série B 2017, 14ª rodada: Náutico 0 x 0 Santa Cruz. Foto: Peu Ricardo/DP

O 45 minutos analisou o Clássico das Emoções na Arena Pernambuco, num empate insatisfatório para os dois rivais visando a Série B A igualdade manteve o timbu muito distante do objetivo de sair do Z4, com a diferença aumentando. No tricolor, o hiato ao G4 até diminuiu, mas o futebol opaco deixou a torcida reticente. Ao menos, os dois próximos jogos são na mesma arena, agora na condição de mandante. Estou nesta gravação, num debate sobre as questões técnica e tática, além de análises individuais. Ouça!

15/07 – Náutico 0 x 0 Santa Cruz (51 min)

Após sete clássicos, o Troféu Gena segue empatado. Decisão sai no 8º. Ou divisão?

Série B 2017, 14ª rodada: Náutico x Santa Cruz. Foto: Peu Ricardo/DP

O empate sem gols na 14ª rodada da Série B deixou a decisão sobre o simbólico título do centenário do Clássico das Emoções para o último confronto do ano. Após sete jogos, são 2 vitórias do Náutico, 2 do Santa e 3 empates, com qualquer placar valendo um destinto diferente para o Troféu Gena. Literalmente. Além da óbvia situação de resultado positivo para cada um, o empate dividira o prêmio. Pois é. Pelo regulamento, o mesmo adotado no Troféu Givanildo Oliveira, no centenário de Sport x Santa em 2016, não há saldo de gols, valendo apenas a pontuação somada em competições oficiais.

A princípio, a FPF só encomendou um troféu, que faz homenagem ao lateral-direito hexacampeão pernambucano pelo alvirrubro (63-68) e tetra pelo tricolor (70-73). Em caso de empate (e, consequentemente, divisão do título), uma peça idêntica seria produzida, com os dois clubes agraciados posteriormente. À parte disso, o Santa Cruz passa ter uma leve vantagem, uma vez que decidirá em casa, além de ter uma campanha melhor no Campeonato Brasileiro, embora o jogo esteja agendado para daqui a quatro meses.

Apesar do ano emblemático, o público não foi bom. Apenas um jogo passou de 10 mil pessoas. Ao todo, 40.884 espectadores, com média de 5.840.

Jogos disputados em 2017
29/01 – Náutico 1 x 1 Santa Cruz, Estadual (Arena, 4.622)
04/02 – Santa Cruz 1 x 0 Náutico, Nordestão (Arruda, 5.086)
12/03 – Náutico 1 x 0 Santa Cruz, Nordestão (Arena, 6.692)
10/04 – Santa Cruz 1 x 2 Náutico, Estadual (Arruda, 5.055)
06/05 – Náutico 1 x 2 Santa Cruz, Estadual (Arena, 2.592)
18/05 – Santa Cruz 1 x 1 Náutico, Estadual (Arruda, 3.387)
15/07 – Náutico 0 x 0 Santa Cruz, Série B (Arena, 13.450) 

Jogo a disputar em 2017
04/11 – Santa Cruz x Náutico, Série B (Arruda) 

Classificação após 7 clássicos
9 pontos – Náutico (2v-3e-2d)
9 pontos – Santa Cruz (2v-3e-2d)

Clássico das Emoções termina em 0 x 0. Ruim para os dois, pior para o Náutico

Série B 2017, 14ª rodada: Náutico x Santa Cruz. Foto: Peu Ricardo/DP

Após doze jogos, o clássico entre alvirrubros e tricolores acabou em branco, o que não ocorria desde 2014, curiosamente pela mesma Série B. Os dois times saíram devendo no Clássico das Emoções de maior público em 2017, com 13.450 torcedores. Mesmo sem vencer, o Santa Cruz ao menos reduziu a diferença ao G4, de 5 para 4 pontos, graças ao tropeço do Vila Nova. Já o Náutico, mesmo sem perder há três rodadas, não consegue levar essa reação para a classificação, numa caminhada já difícil para escapar do rebaixamento.

Em um campo com sinais de desgaste – após a incomum sequência de jogos do Trio de Ferro em São Lourenço da Mata -, os times entraram sem grandes mudanças. O alvirrubro iniciou num 4-4-2, com o meio num losango, com Giovanni municiando Erick e Alison – era a ideia, mas ele se machucou aos 35/1T. Giva manteve 4-2-3-1 no tricolor, no mesmo padrão desde sua estreia.

Série B 2017, 14ª rodada: Náutico x Santa Cruz. Foto: Rafael Brasileiro/DP

O primeiro tempo foi de poucas chances, com 50% de posse para ambos. O tricolor se apresentou um pouco melhor, prendendo mais a bola no campo ofensivo. Teve uma grande chance, aos 21 minutos. Pitbull ganhou do marcador e tocou para João Paulo, que arrumou de calcanhar para Augusto, frente a frente com Tiago Cardoso. Porém, ele finalizou muito mal, chutando em cima do goleiro. À parte disso, passes curtos e pouca objetividade. Pior foi o timbu, que só chegou uma vez, aos 44. E sem perigo, diga-se.

A etapa complementar foi mais animada, com um grau tensão mais elevado no agora centenário duelo. Logo aos 2, outra chance incrível desperdiçada por Augusto. Desta vez na pequena área, escorando mal uma falta. O atacante seria substituído pouco depois por Barbio, mas Givanildo só modificou a estrutura, de fato, aos 27, quando colocou Sheik no lugar de André Luís. O ponta estava mal, mas o substituto tirou a velocidade. No mandante, muitas bolas esticadas, num indício de desespero. Por baixo, Erick tentou carregar demais, sendo desarmado. Extraindo as oportunidades, só uma real, com Alison cabeceando no ângulo de Júlio César, que fez grande defesa. E não saiu do 0 x 0, com a igualdade mantida no Troféu Gena após sete jogos. A “decisão” ficou para o returno, daqui a 19 rodadas, com objetivos incertos…

Histórico do Clássico das Emoções na Série B
13 jogos
6 vitórias do Santa (última em 2014, 3 x 0)
4 empates (último em 2017, 0 x 0)
3 vitórias do Náutico (última em 2015, 3 x 1)

Série B 2017, 14ª rodada: Náutico x Santa Cruz. Foto: Peu Ricardo/DP

Com gol de pênalti aos 43 do 2º tempo, Santa empata com o Luverdense no MT

Série B 2017, 13ª rodada: Luverdense 2 x 2 Santa Cruz. Crédito: Premiere/reprodução

No segundo jogo sob o comando de Givanildo Oliveira, o Santa Cruz manteve o 4-2-3-1, mas não pôde contar com Elicarlos e Roberto. O volante segue machucado. Já o lateral-esquerdo foi desconsiderado de última hora devido a uma negociação com a Chape. E foi justamente no setor onde começou o primeiro gol do Luverdense, antes dos dez minutos de bola rolando. Num cruzamento de Moacir, ex-Sport, Sérgio Mota apareceu na pequena área entre os zagueiros e testou para as redes – ao todo, eram quatro defensores corais no lance. Era o início de uma atuação pouco inspirada do tricolor, que acabou saindo no “lucro” no encerramento da 13ª rodada.

Diante do então vice-lanterna da Série B (e campeão da Copa Verde), o time pernambucano vislumbrava a terceira vitória fora de casa, após Criciúma e Ceará. Não chegou nem perto. Na verdade, até “chegou”, com gols de Jaime e Augusto. Ambos anulados, corretamente, por impedimento. Ao menos, os lances foram sinal de que a troca de passes estava mesmo ajustada, pronta pra pegar a zaga adversária no limite, como foi o caso do gol de empate, em ótima finalização de Augusto (abaixo), logo na retomada da partida no Passo das Emas. Neste caso, com decisão polêmica da arbitragem, pois Barbio, que recebeu a bola antes de dar assistência, pareceu adiantado. De toda forma, a igualdade não durou muito, com o meia Sérgio Mota aparecendo de novo e colocando novamente os mato-grossenses em vantagem.

A partir dos 25, Giva fez três mudanças ofensivas, buscando referências na área. Entraram Parra, Halef Pitbull e Julio Sheik – neste caso na vaga de Ricardo Bueno, apagado. Do trio, a melhor chance foi de Pitbull, num chute cruzado, com a bola batendo nas duas traves! Mas, ironia do destino, o gol que valeu o pontinho saiu através de um zagueiro. Bruno Silva chamou a responsa na cobrança de pênalti, aos 43 minutos, e bateu com categoria, 2 x 2. Em termos de classificação, o resultado afastou o Santa do G4 (de 3 para 5 pontos), mas estabelecer uma sequência neste novo trabalho é fundamental…

Série B 2017, 13ª rodada: Luverdense 2 x 2 Santa Cruz. Crédito: Premiere/reprodução

Com gol antes do meio de campo, Santa perde do Oeste e soma 4 jogos de jejum

Série B 2017, 11ª rodada: Oeste 2 x 0 Santa Cruz. Crédito: Premiere/reprodução

O segundo tempo no Castelão, quando virou o placar com autoridade, deixou uma boa impressão na largada de Adriano Teixeira. Embora já assuma o Santa Cruz de forma interina há dez ano, o treinador ganhava a sua grande chance. Apesar das ressalvas, o blog também viu uma mudança de postura interessante. Entretanto, ao que parece, ficou só por ali mesmo.

Após a volta ao G4, o tricolor engatou uma sequência de quatro jogos sem vitória, empatando duas no Arruda e perdendo duas como visitante. Distanciou-se demais do grupo de acesso, com 5 pontos. Tanto que a zona de rebaixamento, outrora um cenário improvável, ficou a apenas 2 pontos.

Série B 2017, 11ª rodada: Oeste 2 x 0 Santa Cruz. Crédito: Premiere/reprodução

Neste jejum, pesou a falta de competitividade do time, vista somente na capital cearense. Pois, além de volume de jogo, é preciso eficiência – não por acaso, somou apenas 1 gol no período. E isso não está, necessariamente, ligado à insistência, como foi a opção de Adriano, colocando três centroavantes no jogo – com Facundo Parra e Júlio Sheik, ambos sem bom rendimento na temporada, entrando no decorrer, já com Ricardo Bueno em ação.

Àquela altura, em Barueri, os corais já perdiam do Oeste, então no Z4. No fim de um primeiro tempo opaco, o atacante Velicka deu um já vai em Bruno Silva e marcou. E nos descontos do jogo, com os três atacantes enfiados, o goleiro Júlio César também foi até a área. O relógio marcava 46min40s, indo até 49. Era mesmo necessário? Além de não ter funcionado, o contragolpe foi fatal, com Fernando Aguiar chutando a mais de 60 metros para o gol vazio, 2 x 0. Um golaço a partir de uma desorganização tática e técnica do Santa…

Série B 2017, 11ª rodada: Oeste 2 x 0 Santa Cruz. Crédito: Premiere/reprodução

Santa Cruz empata com o Figueirense na Arena Pernambuco e cai para o 8º lugar

Série B 2017, 10ª rodada: Santa Cruz 1 x 1 Figueirense. Foto: Peu Ricardo/DP

Quando venceu o Ceará no Castelão, com ótima atuação no segundo tempo, o Santa voltou ao G4, anulando a derrota em casa para o Londrina. Desde então, foram mais três apresentações, em oito dias, com o tricolor somando apenas dois pontos. Contra o Inter, um campo ruim, com um jogo equilibrado e a satisfação momentânea pelo empate. Na sequência, derrota para o América, com falta de apetite ofensivo em BH. Voltando a atuar como mandante, mas na Arena Pernambuco, no primeiro dos cinco jogos acertados lá, um novo cenário, com volume ofensivo e pouca eficiência nas finalizações. O saldo disso tudo foi a queda para a 8ª colocação, a pior dos corais nesta Série B.

Creio que caiba uma ressalva sobre o Figueirense, pois mesmo estando na penúltima colocação, o clube é organizado e conta com jogadores de qualidade para a segundona, como Marco Antônio, Luidy e Jorge Henrique. Nomes que seriam reforços no Arruda. Tentando se encontrar no ano – apenas 6 vitórias desde janeiro! -, o Figueira equilibrou bastante o primeiro tempo, marcado por erros defensivos do corais. Falhas em sequência, até a derradeira, aos 46 minutos, com Roberto (perdeu a bola), Jaime (bote errado) e Bruno Silva (atrasado). Na conclusão, um golaço por cobertura de Henan.

Na segunda etapa, talvez o melhor momento do Santa desde o Castelão, sufocando o visitante. Com melhor preparo físico, o time de Adriano Teixeira impôs um ritmo forte nas pontas, sobretudo pela direita, de onde veio a bola para Augusto empatar, 1 x 1 - o atacante entrara no lugar de André Luís, em queda. Pela direita, insistiu até os descontos, criando quatro boas chances, todas desperdiçadas. Nem Ricardo Bueno, de volta, fez a diferença.

Série B 2017, 10ª rodada: Santa Cruz 1 x 1 Figueirense. Foto: Peu Ricardo/DP

Sem ímpeto ofensivo, Santa Cruz perde do América no Independência e sai do G4

Série B 2017, 9ª rodada: América-MG x Santa Cruz. Foto: Juarez Rodrigues/EM

A falta de ímpeto ofensivo custou o G4 ao Santa no Independência. Embora seja preciso ressalvar a sequência da tabela, com Ceará, Inter, América e Figueira, clubes de força nesta Série B, com o tricolor começando bem o roteiro, com quatro pontos. Na capital mineira, o técnico Adriano Teixeira repetiu a formação do sábado. Léo Lima e Primão no meio, reforçando a articulação com o trio de ataque, tendo Pitbull ainda no lugar do vetado Ricardo Bueno. Não bastou. Num jogo parelho, não houve diálogo ofensivo.

O tricolor chegou pouco à frente, com duas finalizações com algum perigo. O empate até seria insuficiente para manter o clube na zona de classificação à elite, mas daria continuidade aos pontos conquistados como visitante. Em uma atuação relativamente tranquila, quase flertando com a apatia, o time acabou penalizado aos 33 minutos do segundo tempo, numa boa jogada individual do jovem camisa 10 do Coelho, Matheuzinho. Passou por um marcador na entrada da área, puxou pra perna boa e mandou no canto de Júlio César.

Numa noite sem inspiração, o tento foi quase a sentença para o resultado final. E se passou perto de mudar algo, foi na própria barra coral, com o América Mineiro explorando os contragolpes. Nem precisou, com o 1 x 0 deixando o clube com os mesmos 13 pontos do Santa Cruz – que term uma vitória a mais, 4 x 3. Sábado, mantendo o embalo de rodadas da Segundona, o time volta a campo na Arena Pernambuco, cumprindo o primeiro dos cinco jogos acertados com o governo do estado e poupando o Arruda. Em BH, o gramado também foi favorável. O time, nem tanto.

Série B 2017, 9ª rodada: América-MG x Santa Cruz. Foto: Juarez Rodrigues/EM

Com Arruda cheio e gramado castigado, Santa empata com o Inter e segue no G4

Série B 2017, 8ª rodada: Santa Cruz x Internacional. Foto: Ricardo Duarte/Internacional

A torcida atendeu ao apelo, com o ingressos a partir de R$ 5, e marcou boa presença no Arruda. Apesar do borderô anunciado, com 25.356 espectadores, os setores reservados aos tricolores, nos anéis superior e inferior, estavam cheios. Apoio num confronto direto pelo grupo de acesso (4º x 5º), diante do Internacional, o bicho-papão desta Série B – tese ainda não imposta na classificação. Melhor no primeiro tempo, chegando com perigo com Bruno Paulo (2x) e Pitbull, o Santa Cruz acabou travado na segunda etapa. Cansou, mas como também teve um adversário pouco inspirado, acabou no 0 x 0. O empate beneficiou o time pernambucano, que manteve a 4ª colocação.

Nesta segunda apresentação sob o comando de Adriano Teixeira, a equipe manteve a formação com pontas abertos, Bruno Paulo e André Luís. A principal mudança foi no meio-campo, mais técnico que pegador, com Primão e, sobretudo, Léo Lima, que ajudou enquanto teve gás – a limitação física do apoiador era esperada nesses seus primeiros jogos.

Série B 2017, 8ª rodada: Santa Cruz x Internacional. Foto: Premiere/SporTV (reprodução)

Além do condicionamento da equipe, para uma atuação melhor faltou um detalhe: um gramado regular. Chamou demais a atenção o estado do piso do Mundão, esburacado e desnivelado. Apesar do trabalho emergencial, com o time treinando em Aldeia na véspera, enquanto o campo recebia perfurações para o escoamento da água, durante o jogo a situação não foi boa.

A bola parava nas poças o tempo todo, quebrando passes, com jogadores escorregando na lama – acionado no lugar de LL, Augusto, por exemplo, teve um desempenho irrelevante, sem conseguir carregar a bola. Frise-se que o campo foi ruim para os dois times. No lado do Inter, sem D’Alessandro, muitas bolas esticadas para Nico Lopez (mal, acabou substituído) e Cirino. Buscando um encaixe melhor, Guto Ferreira teve que se contentar com a lenta caminhada, com o 4º empate em 8 jogos. No fim da peleja, aplausos do povão. Pelo G4 e pela entrega em um cenário adverso para o bom futebol.

Série B 2017, 8ª rodada: Santa Cruz x Internacional. Foto: Ricardo Duarte/Internacional