Vitória estabelece a maior goleada do Brasil, uma das maiores do mundo

Pernambucano Feminino 2013: Vitória 34x0 PM. Foto: Luciano Abreu/Vitória

Eis as maiores goleadas da história do futebol.

AS Adema 149 x 0 SOE, pelo campeonato de Madagascar, em 2002.*

Arbroath 36 x 0 Bon Accord, pela Copa da Escócia de 1885, na maior goleada reconhecida em um jogo oficial de futebol.

Austrália 31 x 0 Samoa Americana, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2002. É o recorde em jogos oficiais entre seleções.

Botafogo 24 x 0 Mangueira, no campeonato carioca de 1909. Foi a maior diferença de gols em uma partida masculina no Brasil. Centenária.

Náutico 21 x 3 Flamengo do Recife, no campeonato pernambucano de 1945. A maior goleada num jogo profissional no estado.

Dinamarca 17 x 1 França, em 1908. A maior goleada em uma Olimpíada.

Argentina 12 x 0 Equador, em 1942, no maior massacre na Copa América.

Pernambucano Feminino 2013: Vitória 34x0 PM. Foto: Luciano Abreu/Vitória

Atlético-MG 11 x 0 Caiçara-PI, em 1991, o recorde na Copa do Brasil

Peñarol 11 x 2 Valencia da Venezuela, em 1970. O maior triunfo em um duelo válido pela Taça Libertadores da América.

Hungria 10 x 1 El Salvador, em 1982, o recorde em uma Copa do Mundo.

Corinthians 10 x 1 Tiradentes-PI, em 1983, no maior placar pelo Brasileirão.

* Uma ressalva sobre a maior goleada já vista. Todos os gols foram anotados pelos próprios jogadores do derrotado SOE, revoltados com a arbitagem da liga nacional. Ou seja, só gol contra na supergoleada.

Agora, um novo recorde, feminino. No Carneirão, as meninas da Acadêmica Vitória golearam a equipe da Polícia Militar no campeonato pernambucano da categoria por incríveis 34 x 0, com quinze tentos de Carol Baiana. Foi o maior placar já registrado em uma partida no país, tanto no masculino quanto feminino.

O placar foi construído com um gol a cada 2 minutos e 38 segundos.

O futebol femino ainda capenga no país, devido à falta de investimentos, e uma goleada deste tamanho até impressiona, mas mostra sobretudo o desnível técnico. Fisicamente, o time da PM não parecia muito bem preparado….

Pernambucano Feminino 2013: Vitória 34x0 PM. Foto: Luciano Abreu/Vitória

O mico do mascote escolar

Mascote dos Jogos Escolares de Pernambuco 2013. Crédito: governo do estado

Confira o mascote dos Jogos Escolares de Pernambuco desta temporada.

O sagui-de-tufo-branco.

O tal símio representará o torneio de 2013, com a participação de 60 mil jovens atletas de mil escolas públicas e particulares.

Ainda sem nome, o mascote já foi apelidado de Kimico.

Sobre o evento, surgido no estado na década de 1950, são treze modalidades: futsal, handebol, vôlei, basquete e futebol de campo, xadrez, tênis de mesa, natação, judô, atletismo, taekwondo, ginástica rítmica e ciclismo.

Ao todo, um investimento de R$ 2,5 milhões para a realização dos JEPs.

Uma verdadeira pista de atletismo para Pernambuco

Centro de Esportes e Lazer Alberto Santos Dumont em 2013. Foto: Polícia Rodoviária Federal

A espera por um nova pista de atletismo no estado durou quase vinte anos.

Inaugurado em 1975, com uma pista de carvão, o Centro de Esportes e Lazer Alberto Santos Dumont, em Boa Viagem, teve sua primeira reforma dezenove anos depois, em 1994, na instalação do piso roberdan, com placas de borracha.

Pouco tempos depois, a pista de 4.331 metros quadrados ficou desatualizada em relação ao alto padrão definido pela a federação internacional de atletismo, a IAAF. Fora as placas que envelheceram e passaram a descolar.

Foram muitas as promessas de reformas desde então. Mais de uma dezena, com certeza. Propostas, orçamentos, reuniões, sempre terminando no limbo.

Passados mais dezenove anos, curiosamente, enfim Pernambuco ganha uma pista de atletismo com estrutura para a prática visando o alto rendimento

A pista sintética SBR, feita de poliuretano, já está sendo usada pelos atletas.

É o ponto de partida para a ampla reforma do Santos Dumont, selecionado para ser um dos 176 pontos de pré-treinamento da Olimpíada de 2016 (veja aqui).

Que a nova pista seja bem cuidada, bem utilizada e que uma eventual reforma não dure mais dezenove anos…

Geraldão desafia prefeitos do Recife. É a vez de Geraldo

Projeto da reforma do Ginásio Geraldão, no Recife. Crédito: Prefeitura do Recife/Divulgacao

No cenário esportivo do estado há uma antiga expectativa sobre a reforma do Geraldão. Esteve na pauta dos prefeitos do Recife nas últimas duas décadas. Virou um desafio.

No período, encabeçaram o executivo Jarbas Vasconcelos, Roberto Magalhães, João Paulo, João da Costa e agora Geraldo Júlio. A reforma seria completa, estrutural, elétrica e hidráulica , novos assentos, piso modernizado, pintura e climatização.

Na prática, quando houve algum trabalho, parou em paliativos para eventos específicos, mas sem um plano geral para a manutenção do principal ginásio de esportes do estado. Em 20 de setembro de 2012, já no fim de sua gestão, João da Costa anunciou uma requalificação orçada em R$ 40 milhões, de acordo com o plano executivo de R$ 746 mil.

Sem uma parceria definida, aquele plano foi mais um a fica no papel. Detalhado e empacado. Agora, neste 24 de janeiro de 2013, outro ofício para uma reforma.

Em encontro com o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, Geraldo Júlio anunciou um novo planejamento. O orçamento caiu para R$ 38 milhões, mas com uma grande diferença, a data para o lançamento do edital de licitação, em 30 de janeiro. Resta saber o interesse dos investidores no ginásio de 16 mil lugares, aberto em 12 de novembro de 1970.

Com o novo Geraldão, o Recife ficaria na mira de novas ligas nacionais.

Prefeito do Recife, Geraldo Júlio, em encontro com o ministro do Esporte, Aldo Rebelo. Foto: PCR/divulgação

Do doping ao fair play, de Armstrong a Anaya

Positivo e negativo

Antológica, a recente confissão de doping de um ícone no esporte levantou mais uma vez a discussão sobre a competitividade, sobre o limite da competitividade.

Que por muitas vezes resulta numa busca desenfreada pela vitória, pelos recordes e pela marca pessoal, ultrajando todas as regras possíveis.

O ciclista Lance Armstrong frustrou milhares de torcedores, sobretudo americanos, orgulhosos com as sete vitórias na Volta da França, mesmo combatendo um câncer.

A bombástica entrevista à apresentadora Oprah Winfrey confirmou as inúmeras denúncias, as quais rechaçava há mais de uma década. A revolta do público, seja lá qual for o esporte predileto, acabou aliviada com a lembrança de um ato recente…

Para deixar claro que o plano esportivo segue intacto como regra, não exceção.

O queniano Abel Mutai vencia com facilidade uma prova de atletismo. Na reta final, se confundiu com a linha chegada, diminuiu o ritmo e passou a saudar o público.

O espanhol Ivan Fernandez Anaya se aproximou e teve tudo para vencer, mas percebeu o engano do adversário. Teve alguns segundos para sonhar com o alto do pódio.

Se a confissão eternizou Armstrong no rol dos atletas controversos, um simples toque no ombro alheio tranformou Anaya em sinônimo de fair play no esporte.

O sonho do Santos Dumont Olímpico

Projeto do Centro Esportivo Santos Dumont, no Recife. Crédito: COB/divulgação

De acordo com o guia oficial de locais de treinamento Pré-Jogos Rio 2016, existem 176 pontos no país engatilhados para a preparação de delegações de todo o planeta.

Contudo, apenas dez centros do Nordeste estão na lista. Só um no estado. Inaugurado em 1975, o Centro de Esportes e Lazer Alberto Santos Dumont reúne inúmeras modalidades. É o representante local na Olimpíada do Rio de Janeiro (veja aqui).

O centro conta com pista de atletismo, natação, esportes coletivos, artes marciais etc. Tinha tudo para ser um polo formador de atletas de primeiro nível. Com quase quatro décadas de história, o Santos Dumont carece de uma estrutura moderna.

Há bastante tempo o local em Boa Viagem sobrevive com reformas pra lá de enxutas, aumentando ano a ano a demanda por um novo complexo. Por uma referência.

Tornou-se um para-raio de promessas políticas. Consequentemente, virou um desafio.

Projeto do Centro Esportivo Santos Dumont, no Recife. Crédito: COB/divulgação

No post, imagens do possível futuro do Santos Dumont, agendado para o primeiro semestre de 2014. Piso de última geração na pista de atletismo, um grande ginásio para várias atividades simultâneas e parque aquático. Porém, o projeto, bem editado, não é novidade. Vários outros surgiram nos últimos dez anos (veja aqui).

Em 2008, uma reforma de R$ 1,2 milhão. Em 2009 veio a promessa de orçamento de R$ 15 milhões para uma ampla reforma. Nada. Em 2012, um montante de R$ 84.994.736 para a requalificação física e estrutural, através do decreto 38.395 no Diário Oficial do Estado. Na divisão, 65,32% do governo do estado e 34,68% do Ministério do Esporte.

A ordem de serviço deverá ser dada ainda neste ano, em um obra com previsão de vinte meses. Concorrendo com mais 175 locais no país, o centro tem uma chance única, literalmente, para fazer parte da agenda de futuras delegações nos Jogos Olímpicos.

Ação paralela ao antigo sonho de formar atletas de maneira sistemática, multiplicando nomes olímpicos como Yane Marques, Joanna Maranhão, Keila Costa, Jessé Farias…

O passo mais importante é transformar o 3D em realidade. De uma vez por todas.

Projeto do Centro Esportivo Santos Dumont, no Recife. Crédito: COB/divulgação

A norma 40 do COI não competiu com Michael Phelps

Larissa Latynia e Michael Phelps em comercial da Louis Vuitton

Nadou o quanto pôde. Subiu seis vezes no pódio. Fez história, de novo.

Tornou-se o maior vencedor da história do Jogos Olímpicos, com 22 medalhas.

Seria a foto acima suficiente para apagar toda a brilhante história escrita na disputa em Londres pelo americano Michael Phelps?

Acredite, uma norma do Comitê Olímpico Internacional, criada este ano, pode tirar as seis medalhas conquistadas pelo nadador na recém-encerrada edição da Olimpíada.

Trata-se de um exagero. Mas com base legal, através do artigo 40 do COI.

Entre 18 de julho e 15 de agosto de 2012, nenhum atleta poderia ter participado de campanhas publicitárias com empresas sem relação com os Jogos Olímpicos.

O objetivo era fortalecer a imagem dos paceiros oficiais da entidade.

A ilustração acima, junto à ex-ginasta Larissa Latynina, visando a campanha “Duas carreiras extraordinárias, um mesmo destino”, começou a circular em 13 de agosto.

A grife francesa Louis Vuitton alega que a foto foi violada.

No entanto, está feito o imbróglio, sem qualquer relação com as braçadas na piscina.

Essa medida do comitê é abusiva ou a possível punição aplicada a Phelps seria justa?

Diante de uma campanha mundial que prima pela elegância, a direção do COI poderá proporcionar um dos atos mais controversos na história olímpica…

Uma vaga no mosaico olímpico de Usain Bolt

Mosaico de Usain Bolt

Recordistas mundal nos 100 metros rasos do atletismo, nos 200 metros e no revezamento 4 x 100 metros. Em duas Olimpíadas, 100% de aproveitamento.

Três provas em Beijing e três em Londres.

Nas seis, o primeiro lugar, o ouro. São seis medalhas para raio jamaicano.

Fenômeno que também se mostra rentável, com um pool de patrocinadores.

Ídolo no esporte, com recorde até nas redes sociais. Nas suas provas, chegou a ter a marca de 80 mil menções no Twitter a cada minuto.

Não por acaso, o corredor quer canalizar o seu sucesso junto ao público.

A nova ideia é o mosaico de Bolt com as medalhas olímpicas. O quadro será formada 3.600 fotografias de torcedores mundo afora. Para participar, clique aqui.

O souvenir terá dimensões de 72 cm x 50 cm. Cada foto enviada será na resolução de 1 cm x 1 cm. A inserção de uma foto custa 12,95 libras esterlinas. Ou R$ 41.

Ou seja, o faturamento do atleta poderá chegar a 46 mil libras, ou R$ 147 mil.

Passado, presente e futuro dos palcos das finais do Mundial

O jogo entre Brasil e Suécia, revivendo a decisão do Mundial de 1958, será o último duelo internacional no estádio Rasunda, em Estocolmo, palco daquela histórica decisão para a Seleção, com 49 mil torcedores. O Rasunda será demolido em novembro, para dar lugar a uma moderna arena, a um quilômetro de distância.

A partir deste ponto, o blog fez um levantamento com os estádios das 20 finais da Copa do Mundo desde 1930, já considerando a próxima edição no Brasil. Vários foram remodelados, outros foram demolidos. Houve até estádio que regrediu. Confira o passado, o presente e o futuro de cada um…

1930 – Centenário, em Montevidéu, no Uruguai

Estádio Centenário, em Montevidéu, em 1930

Estádio Centenário, em Montevidéu, em 2012

Sem dúvida alguma, foi a construção mais rápida de um estádio deste porte. Em apenas nove meses os operários levantaram o campo da primeira Copa do Mundo. O nome deve-se aos 100 anos da Primeira Constituição do Uruguai. No ano da abertura era possível receber até 93 mil pessoas, em pé. Sequer contava com refletores. Apesar de ter sido ampliado depois, ampliando a arquibancada atrás dos gols, o número caiu para 65.235, devido às normas de segurança e conforto, com assentos marcados, apesar de velhos. As suas quatro arquibancadas, divididas para torcedores de Peñarol e Nacional, têm nomes próprios: Olympic, Colombes, Amsterdam e America. Os três primeiros são relacionados ao bicampeonato olímpico de futebol, em 1924 e 1928. O último mostra o domínio da Celeste no continente, com 15 títulos.

1934 – Stadio Nazionale PNF, em Roma, Itália

Estádio Nazionale PNF, em Roma, em 1934

Estádio Flaminio, em Roma

Com capacidade para 50 mil torcedores, o estádio do Partido Nacional Fascista (PNF) foi construído em 1927 e recebeu três jogos da Copa do Mundo, incluindo a final. Lazio e Roma, os clubes de futebol mais tradicionais da capital do País da Bota, mandavam os seus jogos lá até a construção do Olímpico, em 1953. Naquele mesmo ano, o Nazionale PNF foi demolido. Foi substituído pelo Stadio Flaminio, sede do torneio de futebol da Olimpíada de 1960. Hoje, com 32 mil lugares, é utilizado para jogos de rúgbi

1938 – Stade Olympique Yves-du-Manoir, em Colombes, França

Estádio Colombes em 1938

Estádio Colombes atualmente

Mais de cem anos de história e cada vez menor. Inaugurado em 1907 como Stade du Matin, o local foi ampliado para 45 mil lugares visando os Jogos Olímpicos de Paris, em 1924. Quatro anos depois foi rebatizado com uma homenagem ao francês Yves du Manoir, atleta de rúgbi, que faleceu com apenas 24 anos em 2 de janeiro de 1928. Após o Mundial de futebol de 1938, o Olympique recebeu várias finais da Copa da França e permaneceu como o maior estádio do país até 1972, com a inauguração do Parque dos Príncipes, do PSG. Após reformas estruturais e a demolição de alguns setores, em uma reorganização do terreno, a capacidade caiu para 14.000 espectadores, a atual. O palco é dividido pelo RC Paris (futebol) e Racing Métro 92 (rúgbi)

1950 e 2014- Maracanã, no Rio de Janeiro, Brasil

Estádio do Maracanã

Novo Maracanã

Um estádio de futebol construído duas vezes para o mesmo evento, a Copa do Mundo. De 1950 e 2014. Preparado para abrigar a final das duas competições. Na primeira edição, foram utilizados 500 mil sacos de cimento e 10 mil toneladas de ferro. Ao todo, dez mil operários trabalharam na obra, que durou dois anos. Oficialmente, a capacidade máxima era de 183.354 pessoas. A maior do planeta. Estimativa baseada no “Padrão Fifa” da época, incluindo 32 mil pessoas em pé. Várias décadas depois, ao incrível custo de R$ 1 bilhão, outro Maracanã. No papel, uma modernização. A segunda versão deverá consumir 140 toneladas de ferro e 8,6 toneladas de cimento, com 5.200 trabalhadores. Por mais que se use as antigas fundações, o discurso não cola. Trata-se de um novo palco, luxuoso, com 78.639 lugares, ou 42,8% capacidade antiga. Foi preciso mais de um ano para demolir boa parte do trabalho antigo, que de fato já havia sido parcialmente refeito em 2000, com um novo anel inferior.

1954 – Wankdorf Stadium, em Berna, Suíça

Antigo estádio Wankdorf, em Berna

Novo estádio Wankdorf, em Berna

Foram várias transformações no econômico espaço em Berna. Aberto em 1925 e podendo receber até 22 mil pessoas, o Wankdorf foi gradativamente ampliado entre 1933 e 1939, chegando a 42 mil. Antes da Copa de 1954, a demolição. Foi construído um novo, com 64 mil lugares. A inauguração ocorreu com o Mundial em andamento. Nesse tempo todo, foi a casa do BSC Young Boys. Até 2001, quando foi novamente levado às ruínas. Era a vez do moderno Stade de Suisse, aberto no verão de 2005. A “terceira” arena tem lotação máxima de 32 mil torcedores e foi sede da Eurocopa 2008. Virou a nova casa do BSC.

1958 – Rasunda, em Estocolmo, Suécia

Estádio Rasunda, em Estocolmo

Estádio Friends Arena, ainda em construção, em 2012, em Estocolmo

Do campo acanhado para o estádio tradicional foram mais de duas décadas, até a inauguração em 18 de abril de 1937, com o clássico sueco entre AIK e Malmö. Bem antes da Copa do Mundo, o Rasunda foi utilizado na Olimpíada de 1912, para a prática de futebol e disputas de tiro! Tradicionalmente, recebeu 75% das apresentações da Suécia como mandante. Foi o primeiro estádio do planeta a receber a final do Mundial tanto no masculino (1958) quanto no feminino (1995). De 51 mil pessoas há 54 anos, terá a sua despedida com 36 mil ingressos. Com a inauguração da Friends Arena (Arena dos Amigos) prevista para este ano, com 50 mil lugares e orçada em 300 milhões de euros, o terreno do velho Rasunda será cedido. A demolição deve ser ainda em 2012.

1962 – Nacional, em Santiago, Chile

Estádio Nacional, em Santiago, em 1962

Estádio Nacional, em Santiago, em 2012

Caso raríssimo na história da Copa, o maior público da competição de 1962 foi na semifinal entre Brasil e Chile, com 76.500 espectadores, quase oito mil a mais que a final. O recorde, contudo, é de 85.268 pessoas, curiosamente na mesma temporada. O Nacional faz parte de um enorme complexo esportivo em Santiago, criado em 1937. Chegou a ser chamado de “Elefante Branco” na inauguração, ainda com 45 mil lugares, pois achava-se que jamais lotaria. Passou por uma reforma completa em 2009, reduzindo drasticamente o espaço disponível para o público, agora com 50 mil cadeiras.

1966 – Wembley, em Londres, Inglaterra

Old Wembley

New Wembley

Nada mais nada menos que um dos palcos mais famosos do futebol em todos os tempos. Após um ano de obras, Wembley foi aberto para o público em 1923, numa época na qual o futebol inglês já era profissional. Custou 750 mil libras esterlinas, projetado com 127 mil lugares. De cara, passou a receber as finais da Copa da Inglaterra. Em 1966, com 98 mil lugares disponíveis, abrigou a decisão da Copa do Mundo. Foi a casa do English Team até 2000, quando foi fechado. A demolição, no entanto, só aconteceu duas temporadas depois. Foram cinco anos de obras para o “New Wembley”, não menos espetacular. Aberta em 9 de março de 2007, a super-arena custou 783 milhões de libras (1.044 vezes mais que a primeira versão). Atualmente são 90 mil cadeiras.

1970 e 1986 – Azteca, na Cidade do México, México

Estádio Azteca, na Cidade do México

Estádio Azteca, na Cidade do México

Ainda hoje o estádio Azteca ostenta a marca de estádio de maior capacidade na América Latina, com 105.064 assentos. Foi o primeiro a receber a final da Copa do Mundo em duas oportunidades, em 1970 e 1986, com 107.412 e 114.600 torcedores, respectivamente. Festa de brasileiros e argentinos. O Azteca começou a ser construído em 1961 e foi inagurado em 1966. Dois anos depois recebeu Olimpíada. Se tornou um dos principais polos de eventos do continente, com apresentações da NFL, shows de Michael Jackson, presença do Papa etc. Segue moderno. Já foi a casa de seis times mexicanos. Atualmente, o mandante é o Club América, um dos mais populares do país.

1974 – Olympiastadion, em Munique, Alemanha

Olympiastadion, em Munique

Olympiastadion, em Munique, em 2010. Foto: Michael Sitter

Seu primeiro objetivo foi abrigar os Jogos Olímpicos de 1972. Foi construído em quatro anos, a partir de 1968. Podendo acomodar 69.250 pessoas, o “Estádio Olímpico” não precisou de reforma alguma para ser o principal palco da Copa do Mundo dois anos depois. Ainda receberia a final da Euro de 1988 e as decisões da Liga dos Campeões da Uefa de 1979, 1993 e 1997, mantendo o design original. Foi a casa do Bayern e do TSV 1860 Munich até 2006, quando foi inaugurada a Allianz Arena, também na cidade de Munique. Sem clubes, o seu uso passou a ser esporádico, com eventos de atletismo, automobilismo e até esqui.

1978 – Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, Argentina

Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, antes da ampliação para a Copa 1978

Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, na década de 2000

Encravado em um dos bairros mais nobres da capital dos hermanos, o estádio Antônio Vespucio Liberti surgiu em 1938 já com um status imponente, como o maior da Argentina. Após uma despesa de 3 milhões de dólares, o River Plate abriu as portas do seu “Monumental”. Com um empréstimo do governo militar do país, visando o Mundial de 1978, o River conseguiu remodelar a “cancha”. Já chegou a receber 100 mil pessoas, no clássico entre River e Racing, mas hoje não passa de 60 mil. Apesar de grande e tradicional, a a praça esta sucateada, mantendo, por exemplo, as mesmas cadeiras utilizadas há três décadas.

1982 – Santiago Bernabéu, em Madri, Espanha

Estádio Santiago Bernabéu, em Madri, antes da Copa de 1982

Estádio Santiago Bernabéu, em Madri, em 2012

Casa do Real Madrid desde 1947, o Santiago Bernabéu recebeu a final do Mundial da Espanha, fatídico para a Seleção Brasileira, que sequer jogou nesse campo. Nos seus 65 anos de história, o estádio passou por duas grandes ampliações. A primeira delas em 1981, para a Copa, claro. Modernização e placar eletrônico. Depois, em 2001, ao custo de 127 milhões de euros, o terceiro anel de arquibancadas foi construído, além da cobertura em todos os setores. Até a década de 1990 o Santiago Bernabéu ainda contava com a “geral”, com torcedores em pé. Atualmente, só cadeiras. São 85.454. É um estádio “cinco estrelas” na análise da Uefa, a maior possível.

1990 – Olimpico, em Roma, Itália

Estádio Olímpico de Roma em 1960

Estádio Olímpico, de Roma, em 2012

Em seus primeiros estágios, o nome era bem diferente: Stadio del Cipressi. O terreno existia desde 1901, mas a abertura foi somente em 1937. A sua ampliação foi paralisada em 1940 devido à 2ª Guerra Mundial. Em 1953, um novo nome, Stadio dei Centomila. A explicação (na tradução) vem da lotação obtida nos clássicos da época entre Lazio e Roma, passando de 100 mil pessoas. Em 1960, o nome definitivo, por causa da Olimpíada de Roma. Com a construção da pista de atletismo, a capacidade caiu para 73 mil. Ao ser escolhido para a final do Mundial de 1990, o palco foi reformado, com a colocação de cadeiras e a cobertura metálica. Em 2008, nova modernização, com o “Padrão Fifa”, incluindo vestiários, telões de led, segurança etc. É a casa de Lazio e Roma.

1994 – Rose Bowl, em Pasadena, Estados Unidos

Estádio Rose Bowl, em Pasadena, em 1921

Rose Bowle, em Pasadena

Concebido para jogos de futebol americano, o Rose Bowl passou por leves adaptações para outros esportes. Recebeu competições das Olimpíadas de 1932 e 1984, incluindo aí a final do futebol, com derrota brasileira diante da França. Porém, em 1994, a Seleção festejou no enorme estádio após o pênalti perdido pelo italiano Roberto Baggio. Seu projeto original apresentava uma forma de “ferradura” na arquibancada. Posteriormente, a arquibancada foi construída, com um único anel, com 94 mil lugares. O recorde é de 1973, com 106 mil espectadores. Em 1999, a revista norte-americana Sports Illustrated nomeou o Rose Bowl como o 20º estádio mais importante do século XX. Os assentos de madeira de 1922 foram substituído por peças de alumínio em 1969. Mais recentemente, para cadeiras de plástico no padrão mais moderno da atualidade.

1998 – Stade de France, em Saint-Denis, França

Stade de France, em Saint-Denis

Stade de France, em Saint-Denis

Suntuoso, o estádio na periferia de Paris foi inaugurado como o mais moderno do mundo. Se hoje não é mais o nº 1, pelo menos segue entre os melhores. O governo francês bancou a bagatela de 290 milhões de euros em três anos de obras. A sua primeira arquibancada pode ser “recuada”, de forma retrátil, abrindo espaço no campo de jogo. Não por acaso, a arena pôde implantar uma pista de atletismo de forma provisória para o Mundial de Atletismo de 2003. Após a Copa de 1998, com vitória dos Bleus, o palco virou a casa das seleções francesas de futebol e rúgbi, bastante popular no país. Nenhum clube manda jogos de forma regular no Stade de France, que se tornou um dos pontos mais visitados da cidade.

2002 – Estádio Internacional, em Yokohama, Japão

Estádio Internacional de Yokohama em 2002

Estádio Internacional de Yokohama em 2002

Os japoneses esperavam receber a Olimpíada de 2008. A eleição do Comitê Olímpico Internacional (COI) seria apenas em 2001. No entanto, os nipônicos construíram o International Stadium em 1998! O objetivo desse empreendimnto era promover também o Festival Nacional de Esportes do Japão. Com se sabe, os Jogos Olímpicos de 2008 aconteceram na chinesa Beijing. Ainda assim, a casa do time de futebol Yokohama Marinos, com 72.327 lugares, recebeu a decisão do Mundial de 2002 sem necessitar de reformas. Com uma infraestrutura invejável, a arena foi escolhida pela Fifa para a final do Mundial de Clubes de 2005 a 2008, além do biênio 2011/2012. Apesar do nome “Internacional”, o contrato é naming rights. A Nissan já bancou a denominação oficial.

2006 – Olímpico, em Berlim, Alemanha

Estádio Olímpico de Berlim em 1936

Estádio Olímpico de Berlim em 2006

Em 1936, a Olimpíada teve pela primeira vez a “pira olímpica”, sob o olhar do führer Adolf Hitler. Construído para demonstrar a suposta superioridade ariana – no mantra de Hitler -, o estádio acabou vendo o show do corredor norte-americano Jesse Owens, negro. Na Segunda Guerra Mundal, o Estádio Olímpico sofreu vários danos. Sofreu uma leve reforma e se transformou na casa do Hertha Berlin em 1963. Onze anos depois, recebeu três jogos do Mundial, na então Alemanha Ocidental. Em 2006, mais seis partidas, incluindo a final, após uma caríssima reforma geral de 247 milhões de euros, quase o preço de um novo estádio com 45 mil lugares. A sua capacidade é de 77.166 pessoas, com lugares cobertos. Mantém o design original.

2010 – Soccer City, em Johanesburgo, África do Sul

Estádio Soccer City, em Joanesburgo, nos anos 2000

Estádio Soccer City, em Joanesburgo, em 2010

Fantástico, o estádio Soccer City foi palco da abertura e da final da Copa do Mundo de 2010, com orçamento de quase R$ 800 milhões. Com capacidade para 94.700 torcedores, a arena de Joanesburgo foi criada, como uma das maiores do mundo. A construção original data de 1987, com lotação máxima de 80 mil pessoas, num único lance de arquibancada. O local foi ampliado e modernizado para o primeiro Mundial de futebol em solo africano. No entorno, uma grande área de “escape”, uma das exigências mais atuais da Fifa, para centros de imprensa e fan fests.

Deuses olímpicos no Rio de Janeiro

"Os Deuses do Olimpo visitam o Rio de Janeiro"

Serão quatro anos de intensa publicidade da Cidade Maravilhosa.

O primeiro vídeo oficial do Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos de 2016 foi revelado nesta segunda-feira, com inúmeros artistas.

Arte, beleza, clichê etc. Os primeiros minutos para consolidar a imagem da cidade. O clipe foi intitulado de “Os Deuses do Olimpo visitam o Rio de Janeiro”.

As cenas mostram como seria a visita dos deuses Zeus, Hera, Poseidon, Atena, Ares, Deméter, Apolo, Artemis, Hefesto, Afrodite, Hermes e Dionísio.

A peça foi produzida pela empresa Pindorama, com direção de Estevão Ciavatta.

O que você achou do vídeo da pioneira Olimpíada no Brasil? Comente.