Seleção no Castelão, torcida na Arena Pernambuco

Torcida brasileira acompanhando o jogo da Seleção, em Fortaleza, na Arena Pernambuco. Foto: Cassio Zirpoli/DP/D.A Press

A exibição da partida entre brasileiros e mexicanos num telão na Arena Pernambuco e os incessantes pedidos da organização para que o público chegasse cedo, evitando o tumulto do domingo, criou uma atmosfera diferente no estádio nesta quarta.

Assim como primeiro jogo em São Lourenço da Mata, muitos vestiram a camisa verde e amarela num dia sem o Brasil em campo, oficialmente. Contudo, com o gramado vazio, os olhos se voltaram para os dois telões de LED do moderno estádio, com 77,4 metros quadrados cada.

Olhos atentos e comportamento semelhante ao de um jogo “in loco”. Com aplausos, “uhhh” a cada bola raspando a trave e vibração no golaço de Neymar, lá no Castelão, em Fortaleza.

A transmissão da partida foi uma reprodução da Rede Globo, com narração de Galvão Bueno – num potente sistema de som da arena -, devido ao contrato de licenciamento da emissora. Mas como a Fifa também tem seus contratos, no intervalo do jogo o sinal foi cortado, voltando apenas após o reinício…

Tempo para a arquibancada da Arena apanhar ainda mais gente torcendo pelo Brasil, mesmo a 788 quilômetros de distância do verdadeiro campo de jogo…

No fim, um barulho daqueles na jogadaça de Neymar para o 2 x 0.

Para o craque de cada partida, um troféu nas Confederações

Troféu de melhor jogador a cada partida na Copa das Confederações 2013. Imagem: divulgação

O craque do campeonato costuma receber a Bola de Ouro.

Esse prêmio é quase universal no futebol. O conjunto da obra, o diferencial numa final, a regularidade. A soma resulta na consagração de um nome.

Mas há espaço também para a premiação a cada jogo.

A Fifa, como ninguém, conseguiu não só oficializar o prêmio como capitalizá-lo junto a um patrocinador, através do contrato de naming rights.

No caso, a cervejaria Budweiser, que dá nome à taça de melhor em campo em cada um dos 16 jogos da Copa das Confederações de 2013.

A votação é feita online, nos sites e redes sociais do evento (veja aqui).

O anúncio do “Man of the Match” é feito logo após a partida.

E o primeiro troféu foi parar nas mãos de… Neymar.

A conquista de mais alguns pode abrir caminho para a bola dourada…

Brasil abre a Copa com goleada e Neymar já impressiona Del Bosque

Copa das Confederações 2013, 1ª fase: Brasil 3x0 Japão. Foto: Rafael Ribeiro/CBF

“Foi um golaço de Neymar.”

Comentário feito na enorme sala de conferências da Arena Pernambuco.

Repleta de jornalistas brasileiros e estrangeiros acomodados nas cadeiras vermelhas.

Obviamente, o jogo da Seleção Brasileira em Brasília, no finzinho àquela altura do comentário, despertava o interesse dos repórteres, sobre o placar do jogo contra o Japão, sobre o rendimento da equipe nacional etc.

Mas a declaração não foi feita à revelia…

Foi de ninguém menos que Vicente Del Bosque.

Antes de chegar na sala, o treinador da Fúria estava assistindo ao jogo do Brasil, um possível adversário na fase decisiva do torneio.

O experiente treinador espanhol se mostrou feliz, de certa forma, com o gol de Neymar, apreciador do bom futebol que é.

O chute de primeira no ângulo, logo aos três minutos, abriu a Copa das Confederações no país, para o país.

Se o time nipônico prometia a correria de sempre e um maior vigor tático, ficou para a próxima. O Brasil criou várias chances, marcando forte, uma característica sempre presente nos times de Luiz Felipe Scolari.

A goleada por 3 x 0, neste sábado, foi completada por Paulinho e Jô, aniamndo uma equipe ainda em formação e pressionada justamente por ser a mais tradicional do mundo e representar a sede do evento.

Ver Neymar acabar com o seu jejum de gols foi um fator importante para a melhora da equipe.

Del Bosque sabe disso…

Copa das Confederações 2013, 1ª fase: Brasil 3x0 Japão. Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Por um novo ciclo vitorioso para a Seleção, o mesmo ponto de partida

Bastidores da Seleção Brasileira antes da estreia na Copa das Confederações. Crédito: CBF/facebook

O último grande troféu conquistado pela Seleção Brasileira foi em 2009. Na Copa das Confederações na África do Sul, com o tricampeonato.

Em seguida, fracassos…

Copa do Mundo de 2010, Copa América de 2011 e Olimpíadas de 2012. No período, ainda ganhou duas taças do Superclássicos das Américas, contra a Argentina, mas com os dois tradicionais países sem a força máxima.

Quem sabe o destino não apronta? No futebol é bem comum…

Mais uma vez, a Copa das Confederações, exatamente um ciclo depois daquele troféu erguido em solo africano.

No comando técnico passaram Dunga, Mano Menezes e agora Luiz Felipe Scolari.

Com 70 mil pessoas no bilionário estádio Mané Garrincha, em Brasília, na tarde deste sábado, o ponto de partida diante dos japoneses.

Nos bastidores do vestiário da Canarinha, o uniforme verde e amarelo com os emblemas oficiais do torneio, na primeira das 80 partidas agendadas para o Brasil em 2013 e 2014, na Copa das Confederações e na Copa do Mundo.

Neymar, Lucas, Fred, Oscar etc. Agora é com eles…

Aviões da Seleção Brasileira na Copa

Avião da GOL para a Seleção Brasileira. Foto: CBF

Enquanto os clubes brasileiros contam com ônibus customizados, a Seleção Brasileira está um passinho à frente, com uma avião temático para a delegação. Em 2013 e 2014, o boeing 737-800 da GOL vai transportar a Canarinha país afora. Quando não estiver a serviço da CBF, a aeronave entrará na operação regular da companhia. Será a primeira vez que a GOL irá transportar a Seleção num Mundial. De 1962 a 2006 a viagem foi via Varig. Em 2010, a TAM.

Abaixo, os aviões anteriores, de 1994 a 2010. Qual foi o mais bonito?

Em 2010, na África do Sul, a TAM escolheu um Airbus A330 de sua frota, com capacidade para 219 pessoas. O nariz foi pintado com a bola do Mundial de 70.

Avião da TAM para a Seleção Brasileira em 2010. Crédito: www.skyliner-aviation.de

Na última viagem da Canarinha a bordo da Varig, em 2006, o avião foi um MD-11. Antes de chegar na Alemanha, a festa na intertemporada em Weggis.

Avião da Varig para a Seleção Brasileira em 2006. Crédito: http://forum.contatoradar.com.br

Na viagem mais longa já feita, para o outro lado do mundo, em 2002, a Varig utilizou um boeing 767-300. Na Ásia, o pentacampeonato mundial.

Avião da Varig para a Seleção Brasileira em 2002. Crédito: www.airlines.net

Na primeira tentativa para o penta, na França, a Varig disponibilizou um boeing 737. Em 1998 a companhia já havia apresentado um novo logotipo.

Avião da Varig para a Seleção Brasileira em 1998. Crédito: airlines.net

Em 1994 a seleção tetracampeã mundial foi transportada por um DC-10 da Varig. Na volta, o desembarque aconteceu no Aeroporto dos Guararapes

Avião da Varig para a Seleção Brasileira em 1994

Um fantasma a menos na Seleção Brasileira, com ajuda pernambucana

Amistoso internacional, 2013: Brasil x França. Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Havia muito tempo desde o último triunfo sobre uma seleção gabaritada.

Em 2009, o magro 1 x 0 sobre a Inglaterra no Khalifa Stadium, no Catar, seria a última sobre um país campeão do mundo, integrante da nata do futebol.

Ainda sob o comando técnico de Dunga. Veio Dunga e Felipão e a seca de grandes vitórias permaneceu. Só fez aumentar.

Já eram sete partidas contra ex-campeões mundiais e nenhum resultado positivo. Enfim, uma boa vitória da Seleção Brasileira, numa duradoura má fase técnica. Neste domingo, diante de 53 mil pessoas na arena gremista, a Canarinha venceu a França, a sua maior algoz em mundiais.

Sem Zinedine Zidane, é verdade. Mas os bleus ainda merecem respeito.

Sbendo disso, o Brasil de Oscar, Lucas e Neymar não só venceu, como goleou por 3 x 0, exorcizando o fantasma. A França não perdia do Brasil há 21 anos.

Tudo isso com direito a um gol do meia pernambucano Hernanes, que no último amistoso entre os dois países havia sido expulso de forma infantil. Nada como uma volta por cima com aquela ironia que o futebol sempre permite.

Esperamos que o resultado seja o reinício da aura da camisa amarela…

Última vitória sobre uma potência
14/11/2009 – Brasil 1 x 0 Inglaterra (Doha, Catar)

Jejum diante de ex-campeões mundiais
17/11/2010 – Brasil 0 x 1 Argentina (Doha, Catar)
09/02/2011 – Brasil 0 x 1 França (Saint-Denis, França)
10/08/2011 – Brasil 2 x 3 Alemanha (Stuttgart, Alemanha)
09/06/2012 – Brasil 3 x 4 Argentina (Nova Jersey, EUA)
06/02/2013 – Brasil 1 x 2 Inglaterra (Londres, Inglaterra)
21/03/2013 – Brasil 2 x 2 Itália (Genebra, Suíça)
02/06/2013 – Brasil 2 x 2 Inglaterra (Maracanã, Rio de Janeiro)

Fim do jejum
09/06/2013 – Brasil 3 x 0 França (Grêmio Arena, Porto Alegre)

Amistoso internacional, 2013: Brasil x França. Foto: Rafael Ribeiro/CBF

A expectativa brasileira na própria Copa das Confederações

Copa das Confederações 2013

Foram sete anos desde o anúncio oficial da Fifa.

Chegou a hora de o Brasil organizar o primeiro dos dois torneios agendados em 2013 e 2014. Neste ano, o grande teste, com a Copa das Confederações.

Em vez de 64 jogos, 16.

Em vez de 32 países, 8.

Em vez de 12 estádios, 6.

Em vez de 30 dias, duas semanas, de 15 a 30 de junho.

O que não muda a responsabilidade da Seleção Brasileira, seja lá qual for a fase da equipe. Três vezes campeã, a Canarinha vai em busca do tetra inédito.

Busca um bom desempenho para no ano que vem almejar outro troféu, ainda mais nobre, no ponto alto de toda essa preparação…

Confiante em relação à trupe de Felipão, com Neymar, Fred e Lucas?

Qual será o desempenho do Brasil na Copa das Confederações de 2013?

  • Campeão (35%, 261 Votes)
  • Semifinalista (28%, 207 Votes)
  • Eliminado na 1ª fase (23%, 172 Votes)
  • Vice (14%, 97 Votes)

Total Voters: 736

Loading ... Loading ...

O fantasma de ex-campeões do mundo só cresce contra a Seleção Brasileira

Amistoso internacional, 2013: Brasil x Inglaterra. Foto: Rafael Ribeiro/CBF

A última vitória da Seleção Brasileira diante de um campeão mundial com força máxima foi em 14 de novembro de 2009, no Khalifa Stadium, no Catar. Com um gol de Nilmar, o time então treinado por Dunga venceu a Inglaterra por 1 x 0.

Seria difícil imaginar que depois dali o Brasil iniciaria um incômodo jejum que dura até hoje. Depois do frustrante Mundial na África, a seleção passou pelas mãos de Mano Menezes e Luiz Felipe Scolari. Os resultados não surgiram.

Já são cinco derrotas e dois empates. A estatística desconsidera os duelos do Superclássico das Américas de 2011 e 2012, quando as convocações de brasileiros e argentinos foram restritas aos atletas que atuavam nos dois países.

Neste domingo, numa festa com 66 mil pessoas na reabertura do Maracanã, cuja reforma custou R$ 1,049 bilhão, igualdade com o English Team. No primeiro tempo, a Canarinha dominou, com dezoito finalizações contra apenas duas do adversário. Só não balançou as redes. Na etapa final, até abriu o placar com Fred, mas cedeu a virada com Oxlade-Chamberlain e Wayne Rooney, do Manchester United, num golaço. Paulinho evitou o vexame aos 37 minutos.

Amistoso internacional, 2013: Brasil 2x2 Inglaterra. Foto: Rafael Ribeiro/CBF

O amistoso manteve o Brasil longe de triunfos contra a nata do futebol. Um passo para tentar fazer um bom papel em “suas” Copas é acabar logo com qualquer estigma. Por enquanto, o fantasma do outro lado só cresce…

Última vitória sobre uma potência
14/11/2009 – Brasil 1 x 0 Inglaterra (Doha, Catar)

Jejum diante de ex-campeões mundiais
17/11/2010 – Brasil 0 x 1 Argentina (Doha, Catar)
09/02/2011 – Brasil 0 x 1 França (Saint-Denis, França)
10/08/2011 – Brasil 2 x 3 Alemanha (Stuttgart, Alemanha)
09/06/2012 – Brasil 3 x 4 Argentina (Nova Jersey, EUA)
06/02/2013 – Brasil 1 x 2 Inglaterra (Londres, Inglaterra)
21/03/2013 – Brasil 2 x 2 Itália (Genebra, Suíça)
02/06/2013 – Brasil 2 x 2 Inglaterra (Maracanã, Rio de Janeiro)

Próximos jogos contra ex-campeões do mundo
09/06/2013 – Brasil x França (Grêmio Arena, Porto Alegre)
22/06/2013 – Brasil x Itália (Fonte Nova, Salvador)

Amistoso internacional, 2013: Brasil 2x2 Inglaterra. Foto: Laurence Griffiths/Getty Images/Fifa

Os maiores artilheiros dos grandes palcos

Bita (Náutico), Baiano(Santa Cruz) e Traçaia (Sport), os maiores artilheiros dos Aflitos, Arruda e Ilha do Retiro

O Brasil vive um período de grande transição nos estádios de futebol. São novos palcos surgindo, com os mais altos padrões, e outros passando por reformas, numa remodelagem completa. Como consequência, os estádios tradicionais, mas obsoletos, vão sendo aposentados.

Neste 2 de junho de 2013, dois exemplos. O Maracanã, a um custo bilionário, reabre as portas para mais uma Copa do Mundo em sua história.

No Recife, o Náutico se despede dos Aflitos, uma vez que sua nova casa será a moderna a Arena Pernambuco. Outros clubes do país deverão passar por isso. O Grêmio, por exemplo, também trocou o velho Olímpico por uma nova arena.

Mas a história escrita nos gramados não poderá ser apagada, jamais.

Sobretudo os gols… Dezenas, centenas, milhares.

Portanto, eis a lista com os maiores artilheiros dos principais estádios pernambucanos e do Maracanã. Protagonistas em suas épocas.

Aflitos – Bita, com 126 gols entre 1962 e 1968, pelo Náutico.

Arruda – Baiano, com 128 gols na década de 1980, sendo 70 pelo Náutico, 56 pelo Santa Cruz, 1 pelo Sport e 1 pelo Central. O maior artilheiro coral no Mundão é Betinho, com 98 gol na década de 1970.

Ilha do Retiro – Traçaia, com 114 gols entre 1953 e 1963, pelo Sport.

Maracanã – Zico, com 333 gols em 435 partidas nas décadas de 1970 e 1980, pelo Flamengo e pela Seleção Brasileira.

A sina de se tornar o melhor do mundo vestindo a camisa do Barça. Até Neymar

Romário, Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e Neymar no Barcelona. Crédito: Barcelona

Os maiores nomes do futebol brasileiro nos últimos vinte anos foram consagrados no Barcelona. Romário, Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho. Todos eles ganharam o prêmio da Fifa de melhor jogador do ano atuando com a camisa blaugrana. A única exceção foi Kaká, pelo Milan, em 2007.

No Camp Nou as carreiras foram meteóricas. Romário foi eleito já no segundo ano na Catalunha, em 1994. E Ronaldo? Com apenas 20 anos tornou-se o melhor do planeta em 1996 na mesma temporada em que assinou com o clube.

Ronaldinho Gaúcho “esperou” dois anos. Mas o sucesso mundial veio em dose dupla, reinando em 2004 e 2005. O derradeiro foi o pernambucano Rivaldo, que mudou de endereço na Espanha em 1997, deixando a cidade de La Coruña. Em 1999 foi avassalador na votação e também foi eleito o melhor do mundo.

O Barça acertou com outros atletas do país nesse tempo todo. Mas nenhum deles chegou sob tanta expectativa quanto esse quarteto. Até Neymar.

O craque sai do Santos a peso de ouro, por 28 milhões de euros. O próprio Barcelona o coloca no patamar das estrelas, antes da apresentação. Para alcançar tal status será necessário obter o reconhecimento mundial…

Enquanto Romário, Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho foram protagonistas, Neymar atuará inicialmente ao lado de Lionel Messi, absoluto. O jovem atacante tem mesmo potencial para tudo isso? Saberemos nos próximos cinco anos.