Os presidentes do Trio de Ferro que já conquistaram títulos oficiais no futebol

Camisas retrô de Santa Cruz, Sport e Náutico. Crédito: camisasdefutebolretro.com

Atualizado até 28/03/2018

Centenários, os três grandes clubes pernambucanos somam 100 títulos oficiais no futebol, sendo 48 do Sport, 31 do Santa e 21 do Náutico. Neste levantamento do blog, considerando as conquistas mais expressivas, entraram as seguintes competições: Estadual (1915-2017), Nordestão (1994-2017), Torneio Norte-Nordeste (1968-1970), Série C (1981-2017), Série B (1971-2017), Série A (1959-2017) e Copa do Brasil (1989-2017), com a discussão aberta sobre outros torneios, claro. Aqui, porém, o viés é sobre o presidente à frente em cada um desses títulos. Até hoje, 60 mandatários conseguiram títulos em suas gestões, à parte da análise administrativa, com ampliação estrutural e redução de dívidas (ou o contrário!). Alguns múltiplos campeões se beneficiaram de vários mandatos, enquanto outros conseguiram uma taça expressiva para a respectiva galeria mesmo com apenas um ano.

No Náutico está o maior campeão pernambucano. O nome não traz surpresa alguma: Eládio de Barros Carvalho, que há tempos empresta o nome ao estádio dos Aflitos. Foram seis campeonatos, e não exatamente o “hexa”, embora tenha comandado o timbu no início da sequência exclusiva. No Santa, curiosamente os presidentes executivos com mais títulos são os da década mais recente, quando o clube engatou uma série de cinco estaduais em seis anos e ainda conquistou os seus primeiros títulos oficiais fora do âmbito local. Sem contar o fato de ALN e Alírio terem tido mandatos maiores, uma vez que num período de 40 anos (1973-2013) somente um tricolor teve uma gestão superior a dois anos – José Neves, com três mandatos.

Já no Sport, quatro presidentes tem um histórico superior a três títulos, com o polêmico Lucano Bivar, que renunciou em 2011 e se licenciou em 2013, sendo o maior vencedor (entre todos listados abaixo), embora não tenha conquistado nenhuma das duas estrelas douradas – na verdade, ganhou a prateada.

Sport – 25 presidentes campeões

7 títulos
Luciano Bivar (PE em 1997, 1998, 1999, 2000 e 2006, NE em 2000 e Série B em 1990)

5 títulos
Wanderson Lacerda (PE em 1991, 1992, 1994 e 1996, NE em 1994)

3 títulos
Adelmar da Costa Carvalho (PE em 1955, 1956 e 1958) e Milton Bivar (PE em 2007 e 2008, Copa do Brasil em 2008)

2 títulos
Manoel José Guimarães (PE em 1916 e 1917), Hermenegildo da Silva Loyo (PE em 1923 e 1924), Luiz da Rosa Oiticica (PE em 1941 e 1942), Severino Pereira de Albuquerque (PE em 1961 e 1962), Jarbas Guimarães (PE em 1975 e 1977), José Antônio Alves de Melo (PE em 1981 e 1982), Homero Lacerda (Série A em 1987 e PE em 1988), Silvio Guimarães (PE em 2009 e 2010) e João Humberto Martorelli (PE em 2014 e NE em 2014)

1 título
Arnaldo da Silva Loyo (PE em 1920), Roberto Rabello (PE em 1925), Raphael Addobati (PE em 1928), José de Andrade Médicis (PE em 1938), Renato Silveira (PE em 1943), João Elysio de Lauria (PE em 1948), José Lourenço Meira de Vasconcelos (PE em 1949), José Dhália da Silveira (PE em 1953), Eduardo Cardoso (N-NE em 1968), José Moura (PE em 1980), Severino Otávio (PE em 2003) e Arnaldo Barros (PE em 2017)

Santa Cruz – 21 presidentes campeões

4 títulos
Antônio Luiz Neto (PE em 2011, 2012 e 2013, Série C em 2013)

3 títulos
Alírio Moraes (PE em 2015 e 2016, NE em 2016)

2 títulos
Carlos Afonso de Melo (PE em 1931 e 1932), Odivio Duarte (PE em 1957 e 1959), Aristófanes de Andrade (PE em 1969 e 1970), James Thorp (PE em 1971 e 1972) e José Neves (PE em 1986 e 1987)

1 título
Alcides Lima (PE em 1933), Virgílio Borba Júnior (PE em 1935), Jaime Galvão (PE em 1940), José Fulgino (PE em 1946), Edgar Beltrão (PE em 1947), Gastão de Almeida (PE em 1973), José Nivaldo de Castro (PE em 1976), Mariano Pedro Mattos (PE em 1978), Rodolfo Aguiar (PE em 1979), Vanildo de Oliveira Ayres (PE em 1983), Dirceu Menelau (PE em 1990), Alexandre Mirinda (PE em 1993), Luiz Arnaldo (PE em 1995) e Romerito Jatobá (PE em 2005).

Náutico – 14 presidentes campeões

6 títulos
Eládio de Barros Carvalho (PE em 1950, 1951, 1952, 1954, 1960 e 1963)

2 títulos
Luiz Carneiro de Albuquerque (PE em 1967 e 1968) e Josemir Correia (PE em 1984 e 1985)

1 título
Victorino Maia (PE em 1934), Aroldo Fonseca (PE em 1939), Neto Campelo Júnior (PE em 1945), Wilson Campos (PE em 1964), Fernando Wanderley (PE em 1965), Manuel Cesar de Moraes (PE em 1966), João de Deus (PE de 1974), Antônio Amante (PE em 1989), André Campos (PE em 2001), Sérgio Aquino (PE em 2002) e Ricardo Valois (PE em 2004)

As imagens da campanha do Sport rumo ao inédito título brasileiro, há 30 anos

O capitão Estevam Soares ergue a Taça das Bolinhas, após o título brasileiro do Sport em 1987. Foto: Arquivo/DP

O Sport é o campeão brasileiro de futebol de 1987 desde o dia 7 de fevereiro de 1988, quando venceu o Guarani por 1 x 0, na sexta e última rodada do quadrangular final da competição. Dali em diante, a discussão seria apenas nos tribunais, com o clube pernambucano ganhando em todas as instâncias possíveis, duas vezes. Pois a data mais marcante na história do leão chega a exatamente três décadas, ainda dando a impressão de que não faz tanto tempo assim. Consequência do assunto recorrente, naturalmente.

O blog acompanha os meandros jurídicos da conquista há tempos, mas aqui o foco é exclusivo no futebol, com 56 imagens marcantes sobre a campanha que valeu a primeira estrela dourada ao Leão da Ilha. São três álbuns distintos, num verdadeiro passeio histórico (algumas fotos saíram apenas na época): preparação/1ª fase, fase final do Módulo Amarelo e quadrangular final.

A campanha do Sport
20 jogos*

12 vitórias
12 vitórias
5 empates
3 derrotas

29 gols marcados
12 gols sofridos
* Sem contar as vitórias por W.O. 

Artilheiros: Nando 8 gols; Augusto, Betão e Zico 4; Robertinho 3; Zé Carlos Macaé e Neco 2; Ribamar e Marco Antônio 1 

Total de público pagante: 110.317 torcedores em 10 jogos
Média: 11.031 torcedores

Mais: regulamento oficial, vídeo completo da final e livro de coautoria do blog.

Imagens da preparação do Sport, desde a eleição de Homero Lacerda à a contratação de Emerson Leão (como goleiro e, posteriormente, técnico) e da campanha do time na primeira fase, quando liderou de ponta a ponta. Em 14 jogos, o time perdeu apenas uma partida, ganhando os dois turnos previsos no módulo.

Com 1.381 votos, Homero Lacerda tornou-se o primeiro oposicionista eleito presidente do Sport. Mandatário em 87 e 88. Foto: Edvaldo Rodrigues/DP
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Os registros da fase final do Módulo Amarelo, com tensa semifinal com o Bangu, tendo confusão tanto em Moça Bonita quanto na Ilha do Retiro, inclusive com ameaça de suspensão do jogo, e com a polêmica decisão com o Guarani, encerrada após o 11 x 11 nas penalidades.

Bangu 3 x 2 Sport (25/11/87). Na abertura da semi, em Moça Bonita, o leão sofreu a sua 2ª derrota na campanha (foram 3 em 20 jogos). Foto: Fernando Gomes/O Globo (reprodução do livro '1987 - De fato, de direito e de cabeça')
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Após as decisões dos módulos, em dezembro, o regulamento voltou a ser discutido, com o Flamengo querendo a revogação da última fase, que previa o cruzamento entre os dois melhores do Amarelo e do Verde. Após o conselho arbitral extraordinário em 15 de janeiro de 1988, no qual era preciso haver unanimidade para a mudança (e não houve), começou o quadrangular final da ‘Copa Brasil’, o nome oficial da competição. Disputa repleta de W.O., mas também com bola e taça na mão.

Sport x Inter (24/01/88). Após muita discussão, com direito a um conselho arbitral extraordinário com 29 clubes, começou o quadrangular final do Brasileirão de 87, já no início do ano seguinte. Pela tabela, o Sport estrearia contra o vice do Módulo Verde. Foto: Francisco Silva/DP
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Livro sobre o Campeonato Brasileiro de 1987: De fato, de direito e de cabeça

A capa do livro "1987 - De fato, de direito e de cabeça". Crédito: divulgação

Há alguns anos, à parte dos trabalhos no Diario de Pernambuco, onde edito este blog, e no podcast 45 minutos, eu também vinha produzindo um material junto ao amigo e jornalista André Gallindo sobre o Brasileirão de 1987. Ao todo, foram 178 páginas de texto, mais fotos e documentos sobre a polêmica competição vencida pelo Sport, ratificada pelo Supremo Tribunal Federal em 2017. O resultado da extensa pesquisa e das dezenas de entrevistas está aqui, no livro “1987 – De fato, de direito e de cabeça”, via Onze Cultural/Zinnerama.

Abaixo, o release da publicação, cuja pré-venda sai por R$ 40, fora o frete. No lançamento, em outubro, custará R$ 49. Para comprar o livro, clique aqui.

Sobre a apresentação, em 08/09: há exatamente 30 anos era definido o regulamento com o cruzamento. E o campeonato começaria só em 11/09…

Desde já, um convite à leitura para todos.

Dos autores André Gallindo e Cassio Zirpoli, o livro ‘1987 – De fato, de direito e de cabeça’ faz uma viagem de volta ao Brasileirão mais controverso da história, uma edição sem paralelos entre todos os outros campeonatos nacionais disputados até hoje. 1987 ultrapassou as páginas esportivas. Ocupou cadernos policiais, jurídicos. Este livro, fruto de longa e ampliada pesquisa, apresenta todos os lados que se enfrentaram nos gramados, nas salas de reuniões, nos tribunais. Do Rio de Janeiro a Porto Alegre, de Campinas ao Recife. 

Um ano que levou três décadas para terminar produziu incontáveis histórias, estórias e causos que estão reunidos aqui neste livro que tem prefácio do jornalista Tino Marcos. ‘De fato, de direito e de cabeça’ remonta o ambiente político no país e no futebol nacional desde os anos de 1970, que tem efeitos diretos sobre o Brasileirão de 1987; entre eles, a criação do finado Clube dos 13, e sua proposta de campeonato que excluía equipes com direito esportivo adquirido, preteridas em nome de um negócio (bem-sucedido) chamado Copa União. 

Esta obra reabre o tabuleiro do jogo político dentro da CBF, revela detalhes do acordo que selou a formatação inicial da competição, apresenta os documentos do regulamento original. Não eram tempos de Primeira e Segunda Divisões, como agora. Eram os módulos Amarelo e Verde e os quase esquecidos módulos Azul e Branco. Um campeonato que não se resumiu à constelação do Flamengo em que quase todo o time disputou Copas do Mundo. No outro grupo, estava o então vice-campeão nacional, o Guarani, em que a maioria dos titulares chegou à Seleção Brasileira; craques que não estavam no álbum de figurinhas. 

Se dezenas de milhões não esquecem o gol de Bebeto no Maracanã, outros milhões tem na memória a cabeçada de Marco Antônio na Ilha do Retiro, o gol da Taça das Bolinhas. 1987 teve mais. Teve agressão a presidente de clube e bicheiro famoso. O ‘sequestro’ de um juiz. Produção de pênaltis em escala industrial que alterou o Programa Sílvio Santos. Teve dois Zicos camisas 10 em campo. Teve W.O. de Flamengo e de Internacional. 

O livro revisita os bastidores que indicaram os representantes do Brasil na Libertadores de 1988, as posteriores batalhas jurídicas que alcançaram, quem diria, a mais alta corte do país, e as razões que explicam o Sport como o campeão daquele ano e porque o Flamengo jamais conseguiu ter o reconhecimento da Justiça. Os erros e acertos de seus dirigentes ao longo das décadas. 

Quantos e quantos porquês serão aqui respondidos, frutos de pesquisa em jornais, revistas, arquivos de TV, documentos, regulamentos e dezenas de entrevistas com quem viveu aquilo tudo; jogadores, dirigentes, treinadores, árbitros, jornalistas, torcedores. Entre tantos ouvidos pelos autores, estão Tite, Ricardo Rocha, Zico, Emerson Leão, Arnaldo Cezar Coelho, Carlos Miguel Aidar, Márcio Braga, Eurico Miranda, Homero Lacerda, Kleber Leite, Patrícia Amorim, Juninho Pernambucano… Memórias e versões. Dos dois lados. Das dezenas de lados. 

A investigação de André Gallindo e Cassio Zirpoli revela ao país do futebol detalhes inéditos da competição e desfaz mitos que alimentaram as polêmicas sobre aquela edição do Campeonato Brasileiro. Foram necessários 30 anos para que este livro chegasse em suas mãos como deveria. Documentado. Quente. No mais, é desfrutar e navegar com segurança sobre as águas turbulentas daquele 1987.

Arnaldo Barros x Wanderson Lacerda, por um biênio de R$ 200 milhões no Sport

Candidatos das chapas 1 (situação, à esquerda) e 2 (oposição, à direita). Fotos: Diario de Pernambuco

Pela 6ª vez consecutiva haverá bate-chapa na Ilha do Retiro, completando uma década de disputas nas urnas rubro-negras. Encerrado o prazo de inscrições, após costuras, composições e desistências, duas candidaturas foram homologadas visando o biênio 2017/2018, com a situação encabeçada por Arnaldo Barros (atual vice) e a oposição tendo à frente Wanderson Lacerda (ex-presidente de 1991 a 1996). A disputa, com vários ex-presidentes presentes, incluindo os mandatários das duas estrelas douradas do clube, definirá o comando do maior (de longe) orçamento da história do Sport Club do Recife.

01 – Avança Sport
Presidente executivo: Arnaldo Barros (atual vice)
Vice executivo: Gustavo Dubeux (ex-presidente 2011/2012)
Conselho Deliberativo: Homero Lacerda (ex-presidente 1987/1988)

02 – Por um Sport Campeão: União, Experiência e Renovação
Presidente executivo – Wanderson Lacerda (ex-presidente 1991/1996)
Vice executivo: Milton Bivar (ex-presidente 2007/2008)
Conselho Deliberativo: Severino Otávio (ex-presidente 2003/2004)

A temporada atual deve terminar, considerando todo o faturamento leonino (não só do futebol, claro), com R$ 113 milhões, ultrapassando pela primeira vez a barreira de uma centena. Para os dois próximos anos, mantendo a curva ascendente, a receita deve passar de R$ 200 milhões. Dinheiro como nunca se viu por essas bandas, proporcional à responsabilidade na gestão desses recursos, com montagem do time, base, estruturação (estádio e centro de treinamento), pagamento de dívidas, modalidades olímpicas, marketing etc.

Receita operacional do Sport
2011 – R$ 46.875.544
2012 – R$ 79.807.538 (+70,2%)
2013 – R$ 51.428.086 (-35,5%)
2014 – R$ 60.797.294 (+18,2%)
2015 – R$ 87.649.465 (+44,1%)
2016 – R$ 113.000.000* (+28,9%)
* Projeção (o balanço oficial sai em abril de 2017)

A análise do podcast 45 minutos sobre as chapas

Para a eleição, marcada para 16 de dezembro, a expectativa é uma participação recorde. Até hoje, a maior votação ocorreu em 2000, num pleito histórico (por ter rachado o clube) entre Luciano Bivar e Wanderson Lacerda, com 3.548 votos. A diferença é que agora o Sport conta com 29 mil sócios titulares adimplentes (após o boom em 2015), com a maioria formada por sócios contribuintes, a categoria mínima liberada para a votação. Além da titularidade e da maioridade, será preciso estar regularizado até 10 de dezembro.

Rubro-negro, em qual chapa você votaria para a presidência do Sport em 2017/2018?

  • Wanderson Lacerda (presidente), Milton Bivar (vice) e Severino Otávio (Conselho) (51%, 1.672 Votes)
  • Arnaldo Barros (presidente), Gustavo Dubeux (vice ) e Homero Lacerda (Conselho) (49%, 1.632 Votes)

Total Voters: 3.303

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Os embates nas urnas do futebol pernambucano

Eleições no Náutico, Santa Cruz e Sport desde 2000. Fotos: Diario de Pernambuco (DP/D.A Press)

Historicamente, as eleições presidenciais nos grandes clubes pernambucanos sempre focaram mandatos de dois anos no comando executivo. Durante décadas o sistema funcionou desta forma, de biênio em biênio. Somente em 2014 houve uma mudança, no Arruda, com a implantação do triênio.

Em relação ao formato da disputa, o último a adotar a eleição direta, com a participação de todos os sócios, foi o Náutico. Até 2011, apenas os membros do Conselho Deliberativo podiam votar.

Paralelamente à modernização dos estatutos, os clubes vêm convivendo com seguidos embates políticos. Se até os anos 1990 a formação do “consenso” era quase uma regra no processo eleitoral, hoje em dia o bate-chapa se tornou quase inerente às urnas nos Aflitos, no Arruda e, sobretudo, na Ilha do Retiro, que já contou até com urnas eletrônicas, com 21 equipamentos em 2000. Em Caruaru o consenso também vem passando longe.

Confira os dados das eleições com mais de uma chapa inscrita, com pleitos históricos do passado e todos os embates desde 2000, com percentuais dos votos válidos, e os curiosos nomes das candidaturas…

Última atualização em 06/12/2017

Eleição presidencial do Náutico. Fotos: Diario de Pernambuco (DP/D.A Press)

Náutico

1978 – 160 votos (apenas conselheiros)
João de Deus (Situação) – 108 votos (67,5%)
Virgínio Cabral de Melo (Oposição) – 52 votos (32,5%)

1979 – dado desconhecido
João de Deus (União e Trabalho) – vencedor
José Ventura (Movimento de Restauração Alvirrubro)

2009 – 160 votos (apenas conselheiros)
Berillo Albuquerque (Náutico Acima de Tudo) – 121 votos (75,62%)
Paulo Alves (Náutico Para Todos) – 39 votos (24,37%)

2011 – 1.632 votos
Paulo Wanderley (Náutico de Primeira) – 1.139 votos (69,79%)
Marcílio Sales (Movimento Transparência Alvirrubra) – 475 votos (29,10%)
Paulo Henrique (Renovação) – 18 votos (1,10%)

2013 – 2.146 votos
Glauber Vasconcelos* (Movimento Transparência Alvirrubra) – 1.575 votos (73,39%)
Marcílio Sales (Alvirrubros de Coração) – 458 votos (21,34%)
Alexandre Homem de Melo (Renovação) – 70 votos (3,26%)
Alberto de Souza (Náutico pra frente) – 43 votos (2,00%)

2015 – 1.544 votos
Marcos Freitas* (Náutico de Todos) – 777 votos (50,32%)
Edno Melo (Vermelho de Luta, Branco de Paz) – 767 votos (49,67%)

Eleição presidencial do Santa Cruz. Fotos: Diario de Pernambuco (DP/D.A Press)

Santa Cruz

1975 – 1.387
José Nivaldo de Castro (Situação) – 1.195 votos (86,15%)
José Marcionilo Lins (Oposição) – 192 votos (13,84%)

2004 – 1.337 votos
Romerito Jatobá (Santa 10) – 895 votos (66,94%)
Antônio Luiz Neto (Santa União) – 442 votos (33,05%)

2006 – 1.405 votos
Edson Nogueira* (Competência e Credibilidade) – 731 votos (52,02%)
Alberto Lisboa (Santa Renovação) – 674 votos (47,97%)

2010 – 1.435 votos
Antônio Luiz Neto (Continuação e Avanço) – 1.134 votos (79,02%)
Sérgio Murilo (Santa Cruz de Corpo e Alma) – 301 votos (20,97%)

2012 – 1.787 votos
Antônio Luiz Neto (Força da União e Avanço) – 1.636 votos  (91,55%)
Joaquim Bezerra (Ética e Profissionalismo) – 151 votos (8,44%)

2017 – 1.252 votos
Constantino Júnior (Construindo com a Força da União) – 812 votos (64,85%)
Albertino dos Anjos (Muda Santa Cruz) – 250 votos (19,96%)
Fábio Melo (Santa Cruz do Povo) – 190 votos (15,17%)

Eleição presidencial do Sport. Fotos: Diario de Pernambuco (DP/D.A Press)

Sport

1974 – 2.997 votos
Jarbas Guimarães (Situação) – 2.308 votos (77,01%)
José Joaquim (Oposição) – 689 votos (22,98%)

1978 – 2.403 votos
José Moura (Situação) – 2.091 votos (87,01%)
Arsênio Meira (Oposição) – 312 votos (12,98%)

1986 – 2.224 votos
Homero Lacerda* (Oposição) – 1.381 votos (62,09%)
Wanderson Lacerda (Situação) – 843 votos (37,90%)

2000 – 2.816 votos**
Luciano Bivar (Rumo ao Hepta) – 1.805 votos (64,09%)
Wanderson Lacerda (Verdade Rubro-negra) – 1.011 votos (35,90%)
* Ainda foram registrados mais 719 votos impugnados e 13 nulos

2002 – 1.696 votos
Severino Otávio (Sport é Paz) – 1.478 votos (87,14%)
Alfredo Bertini (Renovação) – 147 votos (8,67%)
Geraldo Carvalho (Recuperação) – 71 votos (4,18%)

2006 – 1.817 votos
Milton Bivar (Lealdade e Tradição) – 1.560 votos (85,85%)
Alfredo Bertini (Por Amor ao Sport) – 257 votos (14,14%)

2008 – 3.456 votos
Silvio Guimarães (Continuidade e Trabalho) – 2.614 votos (75,63%)
Homero Lacerda (União e Pelo Sport Tudo) – 842 votos (24,36%)

2010 – 1.957 votos
Gustavo Dubeux (Sport Unido) – 1.922 votos (98,21%)
Oposição, sem nome definido (Transparência Sport) – 35 votos (1,78%)

2012 – 3.441 votos
Luciano Bivar (Sport de Verdade) – 1.971 votos (57,27%)
Homero Lacerda (Sport Vencedor) – 1.470 votos (42,72%)

2014 – 1.818 votos
João Humberto Martorelli (União e Vitória) – 1.542 votos (84,81%)
Bruno Reis (Sport Pode Mais) – 276 votos (15,18%)

2016 – 4.063 votos
Arnaldo Barros (Avança Sport) – 2.509 votos (61,75%)
Wanderson Lacerda (Por um Sport campeão) – 1.554 votos (38,24%)

Eleição do Central no Lacerdão. Imagens: TV Asa Branca/reprodução

Central

2009 – 189 votos
João Tavares* (Central para Todos) – 123 votos (65,1%)
Cícero Moreira (Tradição com Responsabilidade) – 66 votos (34,9%)

2013 – 230 votos
Chico Noé* (Unidos pelo Central com Transparência) – 115 votos (50,0%)
Sivaldo Oliveira (União, Força e Compromisso) – 103 votos (44,7%)
Lícius Cavalcanti (Coração Avinegro – 12 votos (5,2%)

2015 – 17 votos
Lícius Calcante (Puro Sangue) – 14 votos
Alexandre César (Coração Alvi-Negro) – 3 votos***
*** Impugnados

* Vitória da oposição

O incompleto documentário sobre a Copa União de 1987

DVD "Copa União"

O Campeonato Brasileiro de 1987 é, disparado, o mais polêmico da história. Discutido até hoje, com reviravoltas até hoje. E inúmeras versões até hoje…

É inegável que o tema merecia um documentário. Pois o filme foi produzido, com 1 hora e 45 minutos. Pela Fla Filmes, com a apoio da Globo Marcas.

Além da campanha do excelente time do Flamengo em 1987, na disputa do Módulo Verde, o vídeo conta com inúmeros depoimentos de personagens centrais daquele campeonato. Sobretudo o campo jurídico, cujo imbróglio durou mais de uma década, favorável ao Sport.

Dirigentes e ex-presidentes de grandes clubes, advogados, ex-jogadores e jornalistas. Clubes dos 13, Flamengo, CBF, Inter, Vasco, Zico…

Até José Neves, presidente do Santa na época, foi ouvido. Porém, não há depoimento algum de dirigentes do rubro-negro pernambucano. Apenas trechos curtíssimos de reportagens de 2011 e 2013 com Milton Bivar e Gustavo Dubeux.

Todos os demais envolvidos foram entrevistados exclusivamente para o filme. Compreensível pela origem da produção, mas fere de morte a ideia de “documentário” sobre o infindável Brasileiro de 1987.

Além da claríssima ausência de Homero Lacerda, alguns tópicos estão incompletos, como por exemplo a entrada do Sport no Clube dos 13 em 1997, quando foi imposta ao clube a divisão do título em troca do ingresso.

No filme, claro, foi lembrado. Não a resposta do Leão na mesma ata (veja aqui).

À venda por R$ 24,90, o vídeo também já está disponível na grade da televisão. Abaixo, a sinopse no Canal Brasil. Confira o trailer aqui.

Um filme sobre o Flamengo no torneio, ok. Documentário? Jamais.

Programação do Canal Brasil com o filme "Copa União". Créditohttps://twitter.com/sportdepressao

Nas urnas, o maior orçamento da história do Sport

Candidatos a presidente do Sport em 2013/2014: Luciano Bivar (situação) e Homero Lacerda (oposição). Fotos: Bernardo Dantas e Júlio Jacobina, ambos do DP/D.A Press

Uma gestão de dois anos.

No período, um orçamento de aproximadamente R$ 120 milhões.

Líquido, de saída, uma verba de R$ 9 milhões.

Como contrapartida, uma folha de pagamento de R$ 2 milhões mensais.

Além de débitos fiscais e trabalhistas para apaziguar.

Ainda assim, amplo espaço para investimentos. Em estrutura e novos profissionais.

Sobretudo, há o negócio avaliado em R$ 750 milhões, com durabilidade de 30 anos. Trata-se de uma proposta para redefinir todo o território. Pedra sobre pedra.

No pleito, duas chapas. Ao vencedor, todas as diretrizes.

Ex-presidentes históricos. Nomes fortíssimos diante de um público acima de 2 milhões.

Aptos ao voto, 13 mil. Nas onze horas em que as urnas ficarão abertas, a expectativa é de 4 mil eleitores, um recorde na instituição.

Estamos falando, obviamente, de um clube de futebol, encravado em 14 hectares.

Apesar do descenso ao segundo degrau nacional, as finanças do Sport foram reajustadas nas últimas temporadas de tal forma que o clube tornou-se viável.

Contrato com a TV estendido até 2017, negociação com novo patrocinador master em 2013 e sondagem de uma nova fabricante de material esportivo para 2014.

Há dinheiro em caixa, ao contrário de outras épocas, nas quais as receitas foram construídas basicamente através da antecipação das cotas de transmissão.

Resultados adversos no campo acabaram trilhando uma eleição histórica.

Luciano Bivar e Homero Lacerda, outrora partidários, estão em lados opostos.

As propostas são bem distintas sobre temas específicos (veja aqui).

Em um clube conhecido pelas grandes feridas na política interna, o Leão viverá nesta segunda-feira uma votação na qual os primeiros arranhões já foram dados.

Abocanhar a presidência executiva tornou-se uma obsessão poucas vezes vista.

Desarmar todo esse palanque após a apuração surge como meta primordial, por mais impróvavel que o contexto indique.

Pois os olhos estão realmente voltados para o maior orçamento da história do clube.

E ao novo estádio e sua complexidade, no primeiro tópico em qualquer plano de gestão.

Amizade e rubro-negridade à parte…

Antes das urnas na Ilha do Retiro e no Arruda

Eleição no Sport e no Santa Cruz. Fotos: Diario de Pernambuco

Nas urnas, dez mil rubro-negros aptos a votar. Entre os tricolores, cinco mil eleitores.

Em dezembro, as duas maiores torcidas de Pernambuco votarão para definir o comando executivo nos próximos dois anos. No Sport, o recomeço pós-rebaixamento à segunda divisão. No Santa Cruz, o mandato do centenário, em 2014.

Tanto na Ilha do Retiro quanto no Arruda, duas chapas inscritas. A primeira disputa será em 7 de dezembro, com os corais. Depois, no dia 17, será a vez dos leoninos.

Abaixo, a boca de urna realizada pelo blog envolvendo as duas massas. Ao todo, foram 1.211 votos na enquete, que teve a participação de sócios e não sócios.

Obviamente, nos clubes será permitida apenas a participação dos assoaciados em dia. Apesar do número de regularizados, a expectiva é de 3,5 mil rubro-negros e 1,5 mil tricolores presentes nos pleitos. Será possível superar essa expectativa? A conferir.

Confira o histórico sobre os bate-chapas nos três grandes clubes clicando aqui.

Quem deve ser o presidente executivo no biênio 2013/2014?

SportSport – 933 votos
Homero Lacerda (Sport Vencedor) – 54,87%, 512 votos
Luciano Bivar (Chapa da Verdade) – 45,12%, 421 votos

Santa CruzSanta Cruz – 278 votos
Antônio Luiz Neto (Força da União e Avanço) – 77,33%, 215 votos
Joaquim Bezerra (Ética e Profissionalismo) – 22,66%, 63 votos

Boca de urna para tricolores e rubro-negros em 2013/2014

Eleição de futebol

Sem atividade de fato no campo, hora dos bastidores no futebol pernambucano.

No Arruda e na Ilha do Retiro, um fim de ano quente na política. Lideranças em choque, entre propostas e troca de farpas. Situação e oposição.

Os dois clubes mais populares do estado irão passar pelo processo eleitoral visando a presidência executiva no biênio 2013/2014.

A primeira votação será realizada no Santa Cruz, no dia 7 de dezembro. Depois, urnas abertas no Sport, dia 17. No blog, uma enquete com cara de “boca de urna”.

Obviamente, a enquete é aberta, enquanto nas agremiações apenas os sócios devidamente em dia e registrados há pelo menos um ano terão direito a voto.

Mas vale a pesquisa. Cada torcida escolhe a sua opção abaixo…

Confira um post sobre os bate-chapas nos grandes clubes recifenses desde 2000 aqui.

Quem deve ser o presidente em 2013/2014? Vote no Santa Cruz ou no Sport

  • Sport - Homero Lacerda (Sport Vencedor) (42%, 512 Votes)
  • Sport - Luciano Bivar (Chapa da Verdade) (35%, 421 Votes)
  • Santa Cruz - Antônio Luiz Neto (Força da União e Avanço) (18%, 215 Votes)
  • Santa Cruz - Joaquim Bezerra (Ética e Profissionalismo) (5%, 63 Votes)

Total Voters: 1.210

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“A implosão do Sport”, por Homero Lacerda

Homero Lacerda. Foto: Julio Jacobina/Diario de Pernambuco

Texto publicado nesta terça-feira na página de Opinião, no Diario de Pernambuco, provavelmente com o maior oposicionista do arena leonina.

Ao longo dos seus 106 anos de existência, o Sport Club do Recife cresceu e consolidou-se como a maior agremiação sócio-esportiva do Norte e Nordeste do Brasil. Hoje, sua grandeza é superior à dos rivais de Pernambuco, tomados conjuntamente, e comparável, potencialmente, à dos grandes clubes do Sul e Sudeste do país.

Sua torcida imensa e apaixonada, seu corpo associativo vibrante, seus atletas de diferentes modalidades e seus dirigentes dedicados e destemidos, do presente e do passado, vêm garantindo-lhe uma bela história, repleta de glórias e memoráveis conquistas. No futebol, são 39 títulos estaduais e três nacionais.

A propósito, em 1987, além de vencer nos gramados, o Sport escreveu, com letras maiúsculas, uma importante página, na história do futebol brasileiro, impondo, nos tribunais, a força da Justiça e restaurando, no campo desportivo, o estado democrático de direito, ao derrotar o autoritarismo e a prepotência de dirigentes da CBF e de clubes do Sudeste e Sul, que até então agiam como se estivessem acima da lei. Nunca Pernambuco se viu tão unido: imprensa, lideranças políticas e torcedores de todos os times do estado, num movimento cívico em torno de uma causa, que transcendia o esporte e o Sport, por tratar-se de questão de cidadania e de reafirmação da altivez nordestina.

Mas o Sport não é só futebol. Pelo contrário. Quando lemos sobre sua história, quando visitamos a sua sala de troféus ou quando entramos em um dos seus ginásios, em dia de jogo, temos uma percepção bem nítida da sua grandeza, nas mais de vinte modalidades olímpicas que pratica, da importância desses esportes no cotidiano do Clube, na inclusão social que promove, na educação de jovens e na formação de novas lideranças que ali aprendem a amar e a lutar pelas cores rubro-negras. Esportes olímpicos fazem parte das tradições, da essência e da razão de ser do Sport. O mundo os valoriza cada vez mais. E, como sede das Olimpíadas de 2016, o Brasil como um todo precisa, mais do que nunca, apoiá-los.

Ocorre que, para tristeza de muitos pernambucanos, tudo isso está ameaçado. Pretende-se implodir o estádio da Ilha do Retiro, para edificar uma arena e um complexo com várias centenas de unidades imobiliárias, entre elas escritórios e apartamentos de hotel, transformando o nosso santuário rubro-negro, nosso parque esportivo, numa verdadeira selva de pedras.

Um golpe mortal na história, na tradição, no bom gosto e até no orgulho da imensa família rubro-negra. O que diriam os nossos antepassados, aqueles que nos deixaram esse colossal patrimônio de 140.000m2 numa das áreas mais nobres do Recife, avaliado em um bilhão de reais?

O que sentiriam eles ao ver todo esse legado, construído com tanto amor e sacrifício, ser entregue para exploração por terceiros durante trinta anos, período em que o Sport terá uma remuneração irrisória em relação ao patrimônio tornado indisponível? E se soubessem que uma questão tão séria, como essa, está sendo tratada de maneira apressada, sem maiores discussões, sem amadurecimento?

Por tudo isso, pedimos, humildemente, mais uma vez, agora de público, aos diletos amigos que atualmente dirigem o nosso Sport, para que reflitam sobre essas palavras de alerta e revejam suas posições. Que elaborem um projeto de uma arena moderna, como se pretende, mas cercada por uma monumental praça de esportes olímpicos, sem espigões destinados a negócios, conciliando, assim, modernidade com respeito à tradição e aos mais elevados interesses do nosso Clube.

E que o discutam de maneira ampla, organizada e profunda, para só então aprová-lo. De modo que implodir o estádio da Ilha não resulte em implodir o Sport. As futuras gerações, nossos netos e bisnetos, que certamente serão rubro-negros, agradecerão e terão orgulho de vocês.

Arena Sport. Imagem: DDB/Aedas/ divulgação