Com subgrupos, premiação da Copa do Nordeste de 2018 chega a R$ 22.400.000

A evolução das cotas de premiação da Copa do Nordeste. Arte: Cassio Zirpoli/DP

A Copa do Nordeste de 2018 irá distribuir uma premiação 20,9% maior em relação à edição anterior. O blog já havia informado a estimativa de até R$ 23 milhões. Ficou quase nisso, chegando a R$ 22,4 milhões, levando em conta apenas as cotas de participação. Somando as passagens, hospedagens e arbitragem, bancadas pela verba arrecadada pela liga, o montante chega a R$ 30 mi. Porém, o blog seguiu o critério utilizado desde a volta oficial do torneio, em 2013, com os gráficos comparando apenas as premiações.

A grande novidade para a próxima edição – à parte da surpreendente ausência do Sport, que se desfiliou – é a criação de subgrupos de cotas. No mínimo, uma consequência da celeuma. Durante o imbróglio causado pela saída de rubro-negros e alvirrubros da Liga do Nordeste, o blog chegou a comentar sobre a elaboração de um critério técnico para a formação de subgrupos na primeira fase, como já ocorre na Copa do Brasil. Dito e feito. Na reunião da Liga do Nordeste, em Salvador, os clubes decidiram criar quatro categorias, a partir do Ranking da CBF – cuja atualização é anual. A regra vale para os três primeiros subgrupos, compostos pelos 12 classificados à fase principal. Os quatro oriundos do Pré-Nordestão, independentemente o rankeamento, ficam no quarto subgrupo. E para quem deixar o torneio muito cedo, ainda na fase de Pré, foi designada uma cota mínima.

Com a desistência do leão, o Santa foi alçado da fase preliminar à fase de grupos, assegurando R$ 1 milhão. Já o Salgueiro, que não se envolveu na polêmica dos rivais da capital, garante R$ 775 mil, verba inferior apenas a de 2016, quando o clube sertanejo chegou às quartas (R$ 935 mil).

Abaixo, as premiações de cada fase da Lampions 2018. Os dados foram apurados pelo repórter Vitor Villar, do jornal baiano Correio*.

Pré Nordestão – R$ 250 mil (apenas para os 4 clubes eliminados) 

Fase de grupos
Subgrupo 1 – R$ 1 milhão (Bahia, Vitória, Ceará e Santa Cruz)
Subgrupo 2 – R$ 850 mil (ABC, Sampaio Corrêa, CRB e Botafogo-PB)
Subgrupo 3 – R$ 775 mil (Salgueiro, Confiança, Altos e Ferroviário)
Subgrupo 4 – R$ 750 mil (os 4 vencedores do Pré-Nordestão) 

Quartas de final – R$ 450 mil
Semifinal – R$ 550 mil
Vice – R$ 600 mil
Campeão – R$ 1,5 milhão

A evolução da cotas absoluta da Copa do Nordeste. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Eis as cotas absolutas (somando as fases) para as campanhas no Nordestão:

2018*
Campeão – R$ 3,5 milhões
Vice – R$ 2,6 milhões
Semifinalista – R$ 2 milhões
Quartas de final – R$ 1,45 milhão
Fase de grupos – R$ 1 milhão
* Soma dos valores para o subgrupo 1

2017
Campeão – R$ 2,85 milhões (Bahia)
Vice – R$ 2,15 milhões (Sport)
Semifinalista – R$ 1,6 milhão (Santa Cruz e Vitória)
Quartas de final (1) – R$ 1,05 milhão (Campinense, Itabaiana e Sergipe)
Quartas de final (2) – R$ 780 mil (River)

Fase de grupos (PE, BA, CE, RN, AL, PB e SE) – R$ 600 mil
Fase de grupos (MA e PI) – R$ 330 mil
Total – R$ 18.520.000

2016
Campeão – R$ 2,385 milhões (Santa Cruz)
Vice – R$ 1,885 milhão (Campinense)
Semifinalista – R$ 1,385 milhão (Bahia e Sport)
Quartas de final – R$ 935 mil (Ceará, Salgueiro, CRB e Fortaleza)
Fase de grupos – R$ 505 mil*
Total: R$ 14.820.000
* Exceto para os clubes do Piauí e do Maranhão

2015
Campeão – R$ 2,74 milhões** (Ceará)
Vice – R$ 1,24 milhão (Bahia)
Semifinalista – R$ 890 mil (Vitória e Sport)
Quartas de final – R$ 615 mil (Fortaleza, América-RN, Salgueiro e Campinense)
Fase de grupos – R$ 365 mil*
Total: R$ 11.140.000
* Exceto para os clubes do Piauí e do Maranhão
** Com bônus de R$ 500 mil, pago pela CBF

2014
Campeão – R$ 1,9 milhão (Sport)
Vice – R$ 1,2 milhão (Ceará)
Semifinalista – R$ 850 mil (América-RN e Santa Cruz)
Quartas de final – R$ 600 mil (CSA, CRB, Vitória e Guarany-CE)
Fase de grupos – R$ 350 mil
Total: R$ 10.000.000

2013
Campeão – R$ 1,1 milhão (Campinense)
Participação – R$ 300 mil
Total: R$ 5.600.000

A evolução da cotas absoluta da Copa do Nordeste. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Sport e Náutico se desfiliam da Liga NE. Pressão ou articulação por novo torneio?

G7 do Nordeste

“O Sport formalizou a sua desfiliação da Liga do Nordeste, que é responsável pela organização da Copa do Nordeste, na tarde da última sexta-feira (30/6). O documento é assinado também pelo Náutico.”

A nota oficial do Sport sobre a decisão tomada pelo presidente Arnaldo Barros, já informada ao conselho deliberativo, escancarou uma batalha política acerca da organização do Nordestão. O ponto é claro: dinheiro. O clube rubro-negro entende que a divisão de cotas na primeira fase tem que ser revista. Em 2017, cada um dos 20 clubes recebeu recebeu R$ 600 mil. De Sport, Santa e Náutico a Uniclinic, Altos e Juazeirense. Somando todas as fases foram R$ 18,5 milhões em cotas, com previsão de R$ 23 milhões em 2018.

E aí entra uma discussão sobre a equidade disso. Ao reclamar da disparidade de cotas no Campeonato Brasileiro, como querer o mesmo no cenário regional? Por outro lado, o blog entende que, através da elaboração de um critério técnico (ranking?), seria possível, sim. Como já ocorre na Copa do Brasil, com três grupos de cotas distintas nas duas primeiras fases.

Entretanto, neste embate político, Sport e Náutico tomaram uma atitude capital, deixando a liga fundada por eles mesmos há 17 anos. A Associação dos Clubes de Futebol do Nordeste (ACFN), hoje “Liga do Nordeste”, foi criada em 30 de outubro de 2000 por 16 clubes, os principais da região, excetuando Maranhão e Piauí, na época integrados à extinta Copa Norte. O objetivo foi organizar a (bem sucedida) edição de 2001. Eis os fundadores: Bahia, Vitória, Fluminense de Feira, Náutico, Santa Cruz, Sport, Ceará, Fortaleza, ABC, América-RN, CRB, CSA, Botafogo-PB, Treze, Confiança e Sergipe.

Na época, indo de encontro às federações estaduais – e na nota atual, o Sport teve o apoio da FPF -, a liga foi idealizada pelos presidentes de Sport e Vitória, Luciano Bivar e Paulo Carneiro, respectivamente. Por sinal, os primeiros presidente e vice-presidente da associação, hoje comandada por Alexi Portela, também ligado ao rubro-negro baiano.

A princípio, ao menos até a coletiva agendada pelo leão, a desfiliação não é sinônimo de ausência do Nordestão 2018, cuja organização passa pela liga e pelo canal Esporte Interativo, detentor dos direitos na TV até 2022. Até porque mexeria em toda a composição – o Santa, por exemplo, seria alçado da fase pré para a fase de grupos. Contudo, considerando a visão mais radical, uma articulação por um torneio paralelo enxuto, com outros clubes, pontuado por novas cotas e parceiros comerciais, soaria mais como uma “Copa União”. E justamente por quem disputou o módulo amarelo na época… A conferir.

Cotas* do Sport no Nordestão: R$ 6,625 milhões
2013 – R$ 300 mil (quartas)
2014 – R$ 1,9 milhão (campeão)
2015 – R$ 890 mil (semi)
2016 – R$ 1,385 milhão (semi)
2017 – R$ 2,15 milhões (vice) 

Cotas* do Santa Cruz no Nordestão: R$ 5,135 milhões
2013 – R$ 300 mil (quartas)
2014 – R$ 850 mil (semi)
2016 – R$ 2,385 milhões (campeão)
2017 – R$ 1,6 milhão (semi)

Cotas* do Salgueiro no Nordeste: R$ 1,850 milhão
2013 – R$ 300 mil (grupo)
2015 – R$ 615 mil (quartas)
2016 – R$ 935 mil (quartas)

Cotas* do Náutico no Nordestão: R$ 1,315 milhão
2014 – R$ 350 mil (grupo)
2015 – R$ 365 mil (grupo)
2017 – R$ 600 mil (grupo 
* Após o retorno oficial do torneio

Atualização: na coletiva, Arnaldo Barros confirmou a intenção de sair do torneio com o “modelo atual”, propondo, caso tenha outras adesões, a formatação de outra competição, com nova venda de direitos. Acha o Nordestão deficitário… Já o Santa vai submeter a ideia ao conselho.

Audiência do Nordestão à frente das ligas alemã, italiana e francesa na TV paga

Copa do Nordeste 2017 semifinal: Sport 1x2 Santa Cruz. Imagem: Esporte Interativo/reprodução

O jogo de ida da semifinal nordestina entre Sport e Santa Cruz, na Ilha do Retiro, aconteceu no início da noite de 29 de abril, um sábado. Na ocasião, o jogo foi exibido apenas no Esporte Interativo, que pela primeira vez estava disponível em todas as operadoras do país. Contexto suficiente para que o clássico pernambucano registrasse a maior audiência da história do torneio na tevê paga. A audiência média foi de 276 mil telespectadores por minuto, segundo o Ibope. Curiosamente, quebrou o recorde estabelecido dois dias antes, na outra semifinal, com o primeiro Ba-Vi, com 223 mil. Na volta, nos dois casos, a audiência seguiu maciça, mas foi compartilhada com a Globo, que também transmitiu ao vivo. Ou seja, números divididos entre os canais.

Ampliando a análise na tevê paga, a Copa do Nordeste de 2017 vem apresentando uma média de 116 mil telespectadores. Numa comparação com as principais ligas nacionais da Europa exibidas no país, o torneio regional ocupa a terceira colocação, numa compilação de dados de 1º de agosto de 2016 a 8 de maio de 2017, através das quinze regiões metropolitanas mensuradas pelo instituto – incluindo Recife, Salvador e Fortaleza.

Maiores médias de audiência na Copa do Nordeste 2017*

276.000 – Sport 1 x 2 Santa Cruz (29/04)
223.000 – Vitória 2 x 1 Bahia (27/04)

Audiência média das ligas europeias x Nordestão*

199.119 – Campeonato Espanhol/ ESPN Brasil (63 jogos)
141.583 – Campeonato Inglês/ESPN Brasil (128 jogos)
116.200 – Copa do Nordeste/EI Maxx (42 jogos)
94.201 – Campeonato Alemão/ESPN Brasil (32 jogos)
89.688 – Campeonato Francês/Sportv (70 jogos)
72.766 – Campeonato Italiano/ESPN Brasil (47 jogos)
53.587 – Campeonato Francês/ESPN Brasil (11 jogos)

Nesta conta não entra, naturalmente, a Liga dos Campeões, cuja goleada do PSG sobre o Barcelona, na ida das quartas de final, registrou a maior audiência da competição na tevê paga: 1,1 milhão de telespectadores*. O cenário foi semelhante ao Clássico das Multidões, com o jogo exclusivo em um canal – com a demanda reprimida pela ausência no sinal aberto.

Será que a Lampions já vem alcançando o público fora do Nordeste…?

* Número de telespectadores por minuto. Os dados do Kantar Ibope Media consideram apenas a tevê por assinatura no Brasil

Copa do Nordeste 2017, semifinal: Vitória 2x1 Bahia. Imagem: Esporte Interativo/reprodução

Cota do Nordestão de 2018 deve chegar a R$ 23 milhões, com recorde ao campeão

Projeção de cotas da Copa do Nordeste em 2018. Arte: Cassio Zirpoli/DP

A Copa do Nordeste está passando por um processo de reformulação. Às pressas, foi criada uma seletiva, com o objetivo de enxugar a fase de grupos para 16 clubes. O objetivo é retomar a média de público, além de viabilizar uma disputa com clubes de maior expressão – caso passem pela seletiva, naturalmente. Nos bastidores, já está decidido o montante para as equipes.

Para 2018, a cota de participação deve ficar 22 e 23 milhões de reais, o que superaria a verba da Primeira Liga, cujo sistema de disputa arrastado em brechas do calendário vem inviabilizando uma nova ampliação. Na Lampions, a premiação é bancada pela Liga do Nordeste, com a receita de parcerias, como a venda dos direitos de transmissão junto ao Esporte Interativo e das placas de publicidade, através da Caixa Econômica Federal. A discussão no momento é sobre a distribuição da grana, com cotas maiores na primeira fase, como querem os clubes menores, ou reforço nas fases eliminatórias, um desejo dos principais times, que costumam avançar no torneio.

Com a indefinição, o blog projetou as cotas de 2018, com 24,19% de aumento sobre todas as receitas deste ano – num exercício de curiosidade, uma vez que o formato do torneio será modificado. Neste cálculo, o campeão nordestino poderia arrecadar até R$ 3,5 milhões, a maior soma da história.

Projeção de cotas de 2018, fase a fase
Campeão – R$ 1,552 milhão

Vice – R$ 683 mil
Semifinalista – R$ 683 mil
Quartas de final – R$ 558 mil
Primeira fase (PE, BA, CE, RN, AL, PB e SE) – R$ 745 mil
Primeira fase (MA e PI) – R$ 409 mil

Cotas de 2017, fase a fase
Campeão – R$ 1,25 milhão 

Vice – R$ 550 mil
Semifinalista – R$ 550 mil 
Quartas de final – R$ 450 mil
Primeira fase (PE, BA, CE, RN, AL, PB e SE) – R$ 600 mil
Primeira fase (MA e PI) – R$ 330 mil

Cota absoluta de participação
2013 – R$ 5,6 milhões
2014 – R$ 10,0 milhões (+78%)
2015 – R$ 11,1 milhões (+11%)
2016 – R$ 14,8 milhões (+33%)
2017 – R$ 18,5 milhões (+25%)
2018 – R$ 23,0 milhões (+24%)

Zico: “A polêmica é boa no futebol, mas o campeão de 1987 foi o Flamengo”

Zico erguendo a "Copa União", após o título do Módulo Verde de 1987

Trinta anos depois, com uma história repleta de novos capítulos fora do campo, até no STF, a convicção de Zico segue a mesma. Como atleta, foi ao Maracanã representando o Flamengo, venceu o Inter e ergueu a taça da “Copa União”. Para ele, acabou ali o Campeonato Brasileiro de 1987.

Apesar do longo imbróglio, não espere um testa franzida ou desdém sobre o assunto. O Galinho, hoje sexagenário, trata com bom humor, embora não tenha dúvidas sobre a sua colocação – em vez do terceiro lugar, conforme a decisão oficial, considera-se campeão, único.

“A polêmica é boa no futebol, mas o campeão de 1987 foi o Flamengo.”

A rápida conversa com o blog aconteceu no intervalo da transmissão da semifinal da Champions League entre Atlético e Real Madrid, direto da cabine do Esporte Interativo, no Rio. A convite do canal, junto a outros dois jornalistas, fui apresentado como “jornalista do Recife”, já sinalizando a pauta. O complementou escancarou: “Zico, ele vem escrevendo um livro sobre 87″, o que é verdade, ao lado de André Gallindo. Oportunidade rara, daí o post.

Perguntei se, à parte do presidente do Fla, Márcio Braga, que optou por não jogar o quadrangular final numa decisão do Clube dos 13, os atletas do rubro-negro carioca questionaram a direção sobre o cruzamento determinado no regulamento. Ou seja, sobre a possibilidade de jogar contra o módulo amarelo.

“Em nenhum momento. Depois da final (do módulo verde), entramos de férias. No meu caso, eu nem jogaria porque já tinha cirurgia marcada”.

Então, veio a pergunta sobre como Zico enxergou aquela confusão.

“A CBF não quis realizar o campeonato. Quando ficou pronto, com patrocínio, televisão e interesse do público, ela voltou. Aí quis colocar o cruzamento das séries, módulos, daqueles grupos lá. Mas o principal era o do Flamengo, e nenhum clube jogaria. Estava decidido. O problema foi Aidar (presidente do Clube dos 13 em 1987) voltar ao São Paulo e querer a taça das bolinhas quando eles conquistaram o penta (em 2007).”

E até falou sobre como encara as dúvidas sobre o feito do Flamengo.

“Como se fala bastante (sobre o título de 1987), torcedores do Vasco, do Fluminense e do Botafogo dizem pra mim que 87 não é do Flamengo. Dizem que não jogamos contra o Sport. Aí eu pergunto a eles o placar dos jogos de Vasco, Fluminense e Botafogo contra o Sport. Ninguém sabe.”

Na sequência da declaração, comentei sobre a derrota por W.O. na Ilha do Retiro, no jogo que poderia ter sido disputado contra o Sport…

“Jogo em 1988 (em 27/01, a data do W.O.)? Um campeonato acabando no outro ano? Em janeiro a gente já estava de férias!”

Uma final no início do ano seguinte não era tão incomum no Brasileirão. Tanto que também aconteceu nas edições de 1986 e 1988, mas a última resposta veio acompanhada de um largo sorriso. Havia acabado o intervalo do jogo na tevê, com o maior maior artilheiro da história do Fla voltando à transmissão. Provavelmente, não foi a última vez que o craque falou sobre 87, mas deixou claro que a história dele segue intacta, questionável ou não, mas com o tempo transformando uma polêmica em bom humor…

Zico durante a transmissão da semifinal da Champions League, no Esporte Interativo. Foto: Cassio Zirpoli/DP

Moedas e bolas exclusivas na semifinal do Nordestão, no Recife e em Salvador

As moedas dos árbitros no mata-mata do Nordestão 2017. Crédito: divulgação

Os clássicos mais populares da região decidem as vagas na decisão da Copa do Nordeste de 2017. Jogos de apelo e com características exclusivas. Tanto no Clássico das Multidões quanto no Ba-Vi, foram produzidas bolas com os escudos dos clubes e até moedinhas distintas aos árbitros.

O juízes indicados, Caio Max (Barradão) e Cláudio Francisco (Ilha do Retiro), vão decidir o lado do campo dos times e a posse de bola inicial através de uma peça dourada confeccionada. No duelo baiano, cada jogo tem uma moeda com a data específica gravada, o que só não ocorreu na versão pernambucana devido às várias mudanças na tabela. Logo, um perfil “genérico”.

Confira as moedas anteriores, utilizadas apenas nas finais: 2015 e 2016.

Clássico das Multidões
29/04 (18h30) – Sport x Santa Cruz, Ilha do Retiro
03/05 (21h45) – Santa Cruz x Sport, Arruda

Ba-Vi
27/04 (20h30) – Vitória x Bahia, Barradão
30/04 (16h00) – Bahia x Vitória, Fonte Nova 

Quanto à bola oficial, a Asa Branca IV, a Topper não deve comercializar as versões com os escudos dos clubes, com os modelos restritos a 180 minutos.

As bolas das semifinais da Copa do Nordeste de 2017. Crédito: divulgação

Cordel da semifinal da Copa do Nordeste

Cordel da semifinal da Lampions League. Crédito: Esporte Interativo/reprodução

O cordel é um gênero literário popular em folhetos e tradicional em feiras nordestinas. Com rimas e ritmo, está intimamente ligado à região, contando história e causos. A partir disso, Santanna, o Cantador, recitou o papel e as referências dos quatro semifinalistas da Copa do Nordeste de 2017, com Sport, Santa Cruz, Bahia e Vitória, nesta ordem. Trabalho encomendado pelo Esporte Interativo, detentor dos direitos de transmissão. Por sinal, a letra foi escrita por Andrey Raychtock, editor do canal. O regionalismo e esmero da produção valoriza a disputa, com 10 milhões de torcedores envolvidos – e não poderia ser diferente no tratamento do Nordestão como ‘produto’. Assista.

Entre os possíveis destaques do quarteto lembrados no vídeo, Diego Souza, Magrão, Anderson Salles, Régis, Hernane, Kieza e Willian Farias.

Clássico das Multidões
29/04 (18h30) – Sport x Santa Cruz, Ilha do Retiro
03/05 (21h45) – Santa Cruz x Sport, Arruda

Ba-Vi
27/04 (20h30) – Vitória x Bahia, Barradão
30/04 (16h00) – Bahia x Vitória, Fonte Nova 

E agora, quem vai ser o rei?

CBF marca semifinal do Nordestão com jogos de ida apenas na tv por assinatura

Semifinais do Nordestão 2017. Crédito: CBF

A CBF precisou de cinco dias para apresentar a tabela da semifinal da Copa do Nordeste de 2017. Nesse tempo todo, mudanças nas datas e na grade, este o principal motivo da demora. Inicialmente, as semifinais, com clássicos populares no Recife e em Salvador, seriam realizados nos dias 23 (domingo) e 26 de abril (quarta-feira). Num ajuste de calendário, para que as semifinais do estadual também sejam disputadas em sequência (dias 16 e 23), a Lampions foi jogada um pouco mais para frente, nos dias 26 (quarta) e 30 (domingo).

Sport x Santa Cruz
26/04 (19h45) – Ilha do Retiro (Esporte Interativo)
30/04 (16h00) – Arruda (Globo e Esporte Interativo)

Bahia x Vitória
27/04 (20h30) – Barradão (Esporte Interativo)
30/04 (16h00) – Fonte Nova (Globo e Esporte Interativo)

Em relação à televisão, a negociação entre Rede Globo, com os direitos em sinal aberto na região, e Esporte Interativo, que detém os direitos do torneio até 2022, envolvia o número de partidas que a Globo poderia passar ao vivo na própria cidade da partida. Sob contrato, há um limite. No caso, a emissora só tinha direito a mais quatro, independentemente da praça afiliada (Globo Nordeste ou Rede Bahia). Como obviamente irá transmitir a final, ida e volta, num duelo Pernambuco x Bahia, teria apenas dois jogos nas semis. Optou pela segunda partida de cada confronto – presentes também na grade do EI.

Ou seja, na ida, tanto na Ilha quanto no Barradão, tevê só por assinatura.

Em contrapartida, em vez de 21h45, horários mais flexíveis.

Pitaco: os quatro jogos devem receber mais de 120 mil torcedores…

Com nota de concorrente, Globo fica livre na disputa pra manter o Estadual até 2022

Possível duelo pela transmissão do Pernambucano a partir de 2019: Rede Globo x Esporte Interativo. Arte: Cassio Zirpoli/DP

O encontro entre os dirigentes dos grandes clubes pernambucanos durante os conselhos técnicos do Campeonato Brasileiro, no Rio, serviu também para formalizar a união do trio de ferro na negociação dos direitos de transmissão do Estadual, visando o período de 2019 a 2022. A ideia é multiplicar o montante de R$ 3,84 milhões por edição (até 2018). Na ocasião, haveria até concorrência.

Além da Globo Nordeste, que exibe o torneio desde 2000, haveria outro canal visando a tevê por assinatura. Ao blog, em maio de 2016, o Esporte Interativo admitiu o interesse. Em reserva, o discurso era de “respeitar os contratos”, aguardando o início da licitação (que nem começou). Entretanto, a repercussão dos dirigentes locais, em fevereiro, resultou numa posição diferente da emissora.

A assessoria do EI entrou em contato com o blog e enviou a seguinte nota:

“Diante das notícias publicadas nos últimos dias, o Esporte Interativo informa que não fez nenhuma proposta pelos direitos do Campeonato Pernambucano, nem pela competição inteira nem para clubes específicos. O Esporte Interativo está satisfeito com os direitos dos estaduais que detém atualmente no Nordeste.”

Hoje, o canal tem os direitos de sete estaduais: SE, AL, PB, RN, CE, MA e PI.

Apurando dos dois lados (canal e clubes), houve, sim, o contato. A dúvida está relacionada à conversa, entre sondagem (dos clubes) ou negociação. Outra interpretação estaria no Paulistão e no Carioca de 2017, nos quais, após a concorrência, os clubes melhoraram bastante os contratos com a Globo, para R$ 160 mi e R$ 120 mi. Ou seja, seria uma nova disputa com vencedor certo?

Teoricamente sem “leilão”, Sport, Santa e Náutico devem buscar mais receita a partir do produto, cuja audiência média é de 700 mil telespectadores no Recife.

Já o Esporte Interativo segue satisfeito sem os dois principais estaduais do NE.

Criador do Tema da Vitória, da Fórmula 1, faz arranjo na trilha da Copa do Nordeste

Maestro Eduardo Souto, criador do Tema da Vitória, produz arranjo para a trilha da Copa do Nordeste. Foto: divulgação

O maestro carioca Eduardo Souto Neto foi o responsável por um dos jingles mais conhecidos do país, o “Tema da Vitória”. Hoje tocada nas (raras) vitórias brasileiras na Fórmula 1, a canção instrumental foi criada em 1983, a pedido da Rede Globo, para celebrar o vencedor do GP do Brasil, independentemente da nacionalidade. Acabou imortalizada nas 40 (das 41) vitórias de Ayrton Senna.

Pois bem, o mesmo maestro, hoje aos 65 anos, refez os arranjos da trilha oficial da Copa do Nordeste, visando a edição 2017. A gravação, desta vez solicitada pelo Esporte Interativo, foi feita em seu próprio estúdio, em sua casa no Rio de Janeiro. A música, liberada às emissoras de televisão e rádios que exibem o regional, costuma ser tocada na entrada dos times e nos gols.

“Eu gosto muito de futebol e eu procurei fazer uma coisa que fosse exatamente pra cima, porque o tema musical que já existe e que eu acho muito bonito, já tem essa característica toda nordestina naturalmente, já é melodioso e bonito. Faltava aquela coisa para levantar a torcida”.

Ouça à integra (1min15s) da nova versão instrumental da Lampions e opine…