A 5ª classificação da Segundona 2016

A classificação da Série B 2016 após 5 rodadas. Crédito: Superesportes

Na Fonte Nova, o Náutico empatou com o Bahia e conquistou o seu primeiro ponto na condição de visitante. Apesar disso, a diferença em relação ao G4 aumentou, de 1 para 3 pontos. Agora, em casa, tem a chance de se reaproximar. Na arena, vale lembrar, o alvirrubro marcou os seus oito gols na competição. Lá no topo, Vasco e Atlético perderam o 100%. O time goiano saiu derrotado, enquanto o carioca ao menos empatou, chegando a 32 jogos de invencibilidade.

1ª rodada – 15º (0 pt)
2ª rodada – 11º (3 pts)
3ª rodada – 15º (3 pts)
4ª rodada – 8º (6 pts)
5ª rodada – 9º (7 pts)

No G4, um carioca, um goiano, um gaúcho e um catarinense.

A 6ª rodada do representante pernambucano
03/06 (21h30) – Náutico x Joinville (Arena Pernambuco)

Empate sem gols na Fonte Nova, graças à má pontaria de Rafael Coelho e Luisinho

Série B 2016, 5ª rodada: Bahia 0x0 Náutico. Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia

Em sua terceira partida como visitante, o Náutico passou novamente em branco. Desta vez, porém, pontuou. O 0 x 0 na Fonte Nova acabou sendo um resultado aceitável para o time pernambucano devido ao nível do adversário, o segundo mais rico desta Série B. No entanto, é bem provável que o torcedor alvirrubro que assistiu à partida tenha discordado do blog neste parágrafo.

Afinal, é impossível não lembrar do gol perdido por Rafael Coelho, aos 21 da segunda etapa – antes, Rony também desperdiçara. Ali, o contragolpe saiu certinho, de pé em pé, abrindo pela ponta direita, buscando jogadores desmarcados. Até chegar no camisa 9, com plenas condições de marcar. Isolou a bola, na maior chance timbu. Caso algum seguidor baiano também leia esta postagem, a sensação será oposta, lembrando do lance de Luisinho, ex-Santa.

No rebote de uma cobrança de falta, que explodiu no travessão, o atacante ficou com o gol escancarado. Assim como Rafael Coelho, sequer acertou a meta, cabeceando pra fora. No Bahia, é verdade, o ataque não é um deserto, com o Brocador no elenco – nesta noite em branco. Já o Náutico tem na função do “camisa 9″ o seu o maior calo. Fora de casa, vem desperdiçando seguidas chances. Ganhou um ponto até agora. Pelas chances criadas, poderia ter mais.

Série B 2016, 5ª rodada: Bahia 0x0 Náutico. Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia

Time juvenil do Sport fica com o vice da Copa do Brasil. Fruto do CT de Paratibe

Rubro-negros recebem a medalha de prata após o vice na Copa do Brasil Sub 17 de 2016. Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

Na décima partida, o Sub 17 do Sport sucumbiu no Pacaembu, ficando com o vice da Copa do Brasil da categoria, vencida com méritos pelo Corinthians. A derrota por 2 x 0, a única no torneio, não apaga a campanha, a melhor da base leonina nos torneios oficiais da CBF. Um reflexo do aparelhamento do centro de treinamento em Paratibe. Local comprado por R$ 2 milhões, em 2008, com um investimento de R$ 10 milhões desde então. Campos, alojamento, academia, refeitório etc. Tendo como princípio básico a preparação da equipe principal e a revelação de talentos, já rendendo cinco convocados às seleções de base.

Sub 20 – Everton Felipe (meia) e Lucas Amaral (goleiro) em 2016
Sub 17 – Adryelson (zagueiro) em 2015 e Anderson (lateral-direito) em 2016
Sub 15 – Carlos Henrique (lateral-esquerdo) em 2014 

Do time juvenil, com cinco jogos transmitidos na tevê para todo o país, nomes como Juninho e Patrick, artilheiros do time, já surgem para um futuro breve. Claro, ainda vão à categoria júnior. Sem pular etapas, o Sport vai buscando crescer, tendo plenas condições de formar seus jogadores, em vez de fazer apostas milionárias. A medalha de prata em São Paulo indica isso.

Campanha do Sport
10 jogos, 5 vitórias, 4 empates, 1 derrota, 24 gols marcados, 15 gols sofridos

Sport 2 x 1 Bahia
Bahia 0 x 2 Sport
Sport 5 x 4 São Paulo
São Paulo 1 x 1 Sport
Flamengo 3 x 3 Sport
Sport 1 x 1 Flamengo
Fluminense 1 x 4 Sport
Sport 4 x 0 Fluminense
Sport 2 x 2 Corinthians
Corinthians 2 x 0 Sport

Artilheiros
Juninho (7 gols) e Patrick (6)

Copa do Brasil 2016 Sub 17, final: Corinthians 2x0 Sport. Foto: Rodrigo Gazzanel/Agência Corinthians

Um dia de frevo na Olimpíada de 2016

Em um trajeto de 34 quilômetros, a tocha olímpica passou no Recife, do Arruda até Boa Viagem e em seguida ao Marco Zero, para a celebração que marca o fim de cada dia no revezamento pelo país. A organização dos Jogos do Rio fez até uma homenagem ao frevo, com o mascote Vinícius dançando com uma sombrinha colorida no Recife Antigo. Entre os 176 condutores selecionados, algumas personalidades esportivas tiveram a oportunidade de carregar o chama olímpica por 300 metros. Do entardecer à apoteose.

Magrão, o atleta com mais partidas vestindo a camisa do Sport, foi um dos primeiros condutores da tocha. Curiosamente, o seu percurso aconteceu bem pertinho do Arruda, casa do arquirrival. De lá, correu para o treino em Paratibe.

Magrão no revezamento da Tocha Olímpica no Recife. Foto: Rio 2016/divulgação

O ex-nadador João Reinaldo, o Nikita, participou da Olimpíada de 1968, na Cidade do México. No seu trajeto acabou levando uma queda, num buraco na rua. Chama olímpica à parte, o acidente expõe a falta de estrutura da cidade.

Nikita no revezamento da Tocha Olímpica no Recife. Foto: Rio 2016/divulgação

Suely Guimarães, vencedora de duas medalhas de ouro na Paralimpíada, em 1992 e 2004, também foi escolhida. Um dos momentos marcantes do dia.

Suely Guimarães no revezamento da Tocha Olímpica no Recife. Foto: Rio 2016/divulgação

O recifense Pampa e o ex-companheiro de seleção brasileira Giovane, campeões olímpicos de vôlei em 1992, em Barcelona, se encontraram durante a passagem da tocha na orla de Boa Viagem.

Pampa e Giovane no revezamento da Tocha Olímpica no Recife. Foto: Rio 2016/divulgação

Primeira medalhista olímpica do estado em provas individuais, Yane Marques foi uma das últimas condutoras da tocha na capital, já à noite. Novamente classificada no pentatlo moderno, também irá à abertura oficial no Rio.

A medalhista Yane Marques foi uma das últimas condutoras da tocha olímpica no Recife. Foto: Rio 2016/divulgação

Vencedora do arremesso de peso e disco na Paralimpíada de Sidney, a pernambucana Roseane Ferreira, a Rosinha, teve a honra de acende a pira olímpica armada no Marco Zero, encerrando a passagem da chama no Recife.

Rosinha acende a pira olímpica no Marco Zero, no Recife. Foto: Rio 2016/divulgação

A audiência das finais da Champions League no Brasil, segundo o Ibope

A audiência das finais da Liga dos Campeões na tevê aberta, em São Paulo, de 2010 a 2016. Arte: Cassio Zirpoli, via Infogram

A decisão da Liga dos Campeões da Uefa voltou à transmissão aberta no Brasil, via Globo e Band, em 2010. Considerando o mercado da Grande São Paulo, o principal polo de audiência, o acompanhamento da finalíssima de 2016, entre Real Madrid e Atlético, chegou a 5,1 milhões de telespectadores, no terceiro aumento consecutivo na praça, que também conta com exibição na tevê por assinatura. Paga-se caro pelos direitos, mas o retorno parece consolidado.

O site Máquina do Esporte divulgou os dados do Ibope das últimas sete finais, somando os pontos dos dois canais. A partir disso, o blog calculou o peso de cada ponto, uma vez que o número é atualizado anualmente após as projeções lançadas pelo IBGE, cujo último censo data de 2010. Num breve resumo, um ponto do Ibope corresponde em cada região estudada a 1% das casas e 1% da população – que não necessariamente crescem na mesma ordem.

Várias regiões metropolitanas contam com o serviço, inclusive o Recife. Contudo, para o viés de patrocínios e alcance real de público, usa-se bastante o resultado da metrópole paulista, onde existem 750 casas com o aparelho Peoplemeter, que capta o canal sintonizado 24 horas por dia.

2010 – Internazionale 2 x 0 Bayern de Munique (20 pontos, 3.559.800)
2011 – Barcelona 3 x 1 Manchester United (21 pontos, 3.852.920)
2012 – Chelsea (4) 1 x 1 (2) Bayern de Munique (19 pontos, 3.515.026)
2013 – Bayern de Munique 2 x 1 Borussia Dortmund (18 pontos, 3.344.652)
2014 – Real Madrid 4 x 1 Atlético de Madri (23 pontos, 4.445.463)
2015 – Barcelona 3 x 1 Juventus (25 pontos, 4.954.050)
2016 – Real Madrid (5) 1 x 1 (3) Atlético de Madri (26 pontos, 5.143.164)

Após a decisão alemã de 2013, com 18 pontos, onde a Globo, com apenas 12, teve seu pior resultado, os números voltaram a subir. Em 2016, o crescimento da emissora, aliás, sufocou a concorrente Band. Em relação às maiores audiências, Real ou Barcelona aparecem sem surpresa entre os (quatro) maiores jogos. A influência de Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar é real perante o público brasileiro. Até que ponto trata-se de entretenimento ou “paixão clubística”, aí já é outra questão. Que também vale ser mensurada…

A audiência das finais da Liga dos Campeões na tevê aberta, em São Paulo, de 2010 a 2016. Arte: Cassio Zirpoli, via Infogram

O Ibope mensura audiência televisiva desde a década de 1950. Inicialmente, com visitas pessoas. No fim da década de 1960 surgiu o primeiro medidor, o Setmeters. Após várias versões, ampliando o relatório para todas as faixas horárias, veio o Peoplemeter, implementado em 1996. Considerando a volta da final da Champions League à televisão aberta, a medição do Ibope registrou na Grande São Paulo, de 2010 a 2016, um aumento de 9.553 casas (15,9%) e 19.824 telespectadores (11,1%) a cada ponto.

Evolução da medição da audiência televisiva, via Ibope na Grande São Paulo. Arte: Cassio Zirpoli, via Infogram

No meio do caos, a passagem da tocha olímpica vira piada em Olinda e no Recife

Tocha olímpica...

O Grande Recife amanheceu submerso, com ruas e avenidas inundadas, desmoronamento de barreiras, queda de árvores, pessoas ilhadas e tragédias familiares. Ainda assim, no meio do caos, algumas pessoas conseguiram juntar forças para manter o bom humor, “antecipando” o revezamento da tocha olímpica na cidade, agendado para o dia seguinte.

Um misto de irreverência e protesto (pra lá de justo).

Os vídeos foram compartilhadas nas redes sociais. Assista.

No Santa, Grafite emplaca o golaço da rodada do Brasileirão pela segunda vez

O segundo gol do Santa Cruz na goleada sobre o Cruzeiro, anotado por Grafite, foi eleito pela CBF como o mais bonito da 3ª rodada da Série A. Foi a segunda vez que o camisa 23 do tricolor foi eleito, pois já tinha vencido a votação na rodada de abertura. E foi realmente um golaço, ganhando a disputa do zagueiro Bruno Rodrigo e tocando com extrema categoria na meta de Fábio.

O gol do Grafa teve 51% dos votos, segundo a enquete promovida na página oficial da confederação no facebook, numa disputa Guilherme (30%) e Bruno Henrique (19%), ambos do Corinthians, na goleada sobre a Ponte.

Reveja o primeiro gol da rodada, na goleada sobre o Vitória, clicando aqui.

Documentário sobre o amistoso entre Real e Sport, maior a cada Champions

Cartaz do amistoso entre Real Madrid e Sport, em 1957, no Santiago Bernabéu

No embalo da final da Champions League de 2016, no clássico madrilenho entre Real e Atlético, o Sport divulgou uma vídeo-reportagem sobre o histórico amistoso do clube contra os merengues, em 18 de maio de 1957, marcando a inauguração da iluminação do Santiago Bernabéu, diante de 60 mil pessoas.

Atuando como “médio-volante” daquele Sport, que excursionava na Europa pela primeira vez, Zé Maria, hoje aos 85 anos, relembra detalhes do jogo, com uma memória impressionante. A produção do vídeo foi de Lucas Fitipaldi, ilustrando o acervo jornalístico sobre o duelo vencido pelo Real por 5 x 3.

Aquele jogo foi um preparatório do estádio para receber a final da Copa dos Campeões (hoje “Liga dos Campeões”) da temporada, que terminaria com o bi. Por sinal, a cada título europeu do Real Madrid a partida torna-se ainda mais lendária para os leoninos. E o clube espanhol já chegou à 11ª conquista…

Classificação da Série A 2016 – 4ª rodada

A classificação da Série A 2016 após 4 rodadas. Crédito: Superesportes

Em apenas quatro rodadas no Brasileiro, sete pontos já separam tricolores e rubro-negros. Enquanto o Santa empatou com a Chapecoense, fora, o Sport perdeu do Corinthians, em casa. Apesar da saída da liderança – agora dividida entre os arquirrivais Grêmio e Internacional -, os corais se mantêm no G4, ganhando em casa e empatando fora. Pontuando sempre até aqui. Focando o objetivo inicial do clube, já são cinco pontos de vantagem sobre o Z4.

Lá, na zona de rebaixamento, o time leonino seguem afundando, agora na lanterna. Somente uma grande combinação de resultados pode tirá-lo já na próxima rodada. Para tanto, teria que vencer o seu jogo, fora de casa, e torcer por empates de Figueirense, América e Cruzeiro e derrota do Atlético-PR. Por sinal, o jogo em questão é justamente o clássico local, num choque de contrastes com o cenário bem mais favorável ao Santa.

A 5ª rodadas dos representantes pernambucanos: 

01/06 (21h00) – Santa Cruz x Sport (Arruda)
Histórico com mando coral: 2 vitórias do Santa, 3 empates e 4 vitórias do Sport 

Até hoje foram treze Clássicos das Multidões na elite. Relembre aqui.

Confrontos pernambucanos na Série A (1971-2015)
20 – Clássico dos Clássicos
17 – Clássico das Emoções
13 – Clássicos das Multidões

Contra viagens longas na operação da CBF, Santa freta avião e ganha 20 horas

Voo fretado do Santa Cruz até Chapecó. Foto: Jamil Gomes/Santa Cruz

No Brasileirão, cada clube recebe 23 passagens aéreas para os deslocamentos durante a competição, exceção feita aos clássicos municipais. Por uma questão de contrato, apenas voos da Gol, patrocinadora da edição de 2016. Entretanto, a companhia reduziu os voos diretos, fazendo com que algumas rotas necessitem de escalas e conexões em demasia. Aos clubes pernambucanos, que já largam liderando o ranking de viagens, essa mudança torna ainda mais difícil a missão.

Por duas vezes nesta temporada, em maio, o Santa Cruz se viu obrigado a fretar um voo para otimizar o tempo. Primeiro na Copa do Brasil, no dia 11, onde a rota Recife/Vitória da Conquista tornou-se inviável pelo modelo da CBF. Em um investimento na casa dos R$ 100 mil, a delegação foi e voltou rapidamente. Na ocasião, o time se classificou à terceira fase, ganhando uma cota de R$ 660 mil. Retorno imediato. Para o dia 28, contra a Chape, uma situação ainda pior.

Roteiro operacional da CBF: voo Recife-Florianópolis, com escala em Brasília e conexão em São Paulo. Da capital catarinense, 552 quilômetros de ônibus até Chapecó. Total: 16 horas.

Roteiro operacional do Santa: voo Recife-Campinas, fretando um avião (da Azul, concorrente) até o Aeroporto Serafin Enoss, em Chapecó. Total: 6 horas. 

Com a logística coral na ida e na volta, foram 20 horas a mais de descanso num período com dois jogos por semana. Logo, um investimento com retorno técnico.

Voo fretado do Santa Cruz até Chapecó. Foto: Jamil Gomes/Santa Cruz