Evento-teste nota 7 na Arena

Antes da entrega da operação da Arena Pernambuco à Fifa, em 24 de maio, o estádio será submetido a dois testes oficiais. O primeiro deles aconteceu nesta segunda-feira, com 7,5 mil pessoas presentes.

Assista abaixo ao videorreportagem produzido pelo repórter Brenno Costa sobre o primeiro dia do empreendimento. No fim do dia, o secretário extraordinário da Copa do Mundo no estado, Ricardo Leitão, deu nota “7″ ao evento-teste.

Comando coral na seleção do Estadual 2013

Troféu Lance Final

O Santa Cruz dominou a 11ª edição do Troféu Lance Final, a premiação oficial dos melhores jogadores do Campeonato Pernambucano. Os corais, que conquistaram o tricampeonato neste ano, ganharam sete prêmio na seleção principal. A festa aconteceu na noite desta segunda, no teatro da UFPE.

Trata-se de uma marca considerável, impondo uma base à equipe ideal do torneio. O Tricolor já havia tido sete nomes numa mesma seleção do Estadual em 2005. O recorde é de oito jogadores, do Sport, em 2003 e 2007.

Voltando a 2013, a armada coral foi composta por Tiago Cardoso, Éverton Sena, William Alves, Tiago Costa, Anderson Pedra, Raul e Dênis Marques, numa votação com profissionais da imprensa esportiva de todo o estado.

Além da seleção, o Santa ainda recebeu mais dois prêmios especiais, com Marcelo Martelotte como melhor técnico e Dênis Marques como o craque. Assim, DM9 ganhou um prêmio que escorreu por entre os dedos há um ano.

Abaixo, a lista de vencedores desta temporada. Entre os onze principais, o blog acertou nove nomes (relembre aqui).

Goleiro: Tiago Cardoso (Santa Cruz)
Lateral-direito: Éverton Sena (Santa Cruz)
Zagueiros: William Alves (Santa Cruz) e Maurício (Sport)
Lateral-esquerdo: Tiago Costa (Santa Cruz)
Volantes: Anderson Pedra (Santa Cruz) e Rithely (Sport)
Meias: Lucas Lima (Sport) e Raul (Santa Cruz)
Atacantes: Rogério (Náutico) e Dênis Marques (Santa Cruz)

Técnico: Marcelo Martelotte (Santa Cruz)
Revelação: Jonathan Balotelli (Pesqueira)
Craque: Dênis Marques (Santa Cruz)

Confira como o número de premiações na seleção oficial considerando os onze selecionados desde 2003: Sport 51, Santa Cruz 35, Náutico 18, Central 5, Itacuruba 3, Ypiranga 2, Salgueiro 2, Porto 2, América 1, AGA 1 e Vitória 1.

Craque do campeonato (11 prêmios) – Santa Cruz 4, Sport 4 e Náutico 3.

Confira todos os vencedores do Troféu Lance Final clicando aqui.

Dilma Rousseff politicamente dividida entre Santa Cruz, Náutico e Sport

A presidente Dilma Rousseff com as bandeiras de Santa Cruz e Sport e a camisa do Náutico no primeiro evento-teste da Arena Pernambuco, em 20 de maio de 2013. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Convidada de honra, a presidente Dilma Roussef deu o primeiro toque na bola na Arena Pernambuco, neste 20 de maio de 2013.

Cumprindo a agenda política no estado, com direito a uma passagem por Suape pela manhã, a presidente do Brasil ensaiou à tarde com o governo Eduardo Campos e com o ministro do esporte Aldo Rebelo o simbólico gol no estádio.

Após a festa, sem discurso da maior autoridade do país, um torcedor tricolor arremessou uma bandeira da Cobra Coral no gramado. A petista não titubeou e pegou a bandeira, levando boa parte do público ao delírio.

Obviamente, o restante do público só seria saciado com um ato semelhante. Ou dois, para ser mais exato, considerando a tradição local.

Sem surpresa alguma, ela igualou as ações, ao exibir uma camisa do Timbu, único clube com contrato assinado para atuar no estádio. Por último, recebeu das mãos da primeira dama do estado, Renata Campos, uma bandeira do Leão.

E assim, escaldada, Dilma saiu aplaudida por todos…

Dilma com os emblemas: Santa Cruz, Náutico e Sport.

Arena Pernambuco, dos pernambucanos

Torcedores pernambucanos na abertura da Arena Pernambuco em 20 de maio de 2013. Foto: Cassio Zirpoli/DP/D.A Press

Movimentação intensa no primeiro ato da Arena Pernambuco.

O evento teste com operários em campo obviamente não chamaria a atenção pelo futebol praticado. O que valia era conhecer o estádio de perto, com toda a modernidade que se faz presente pela primeira vez no futebol do estado.

Torcedores dos três grandes clubes do estado, Náutico, Santa Cruz e Sport, foram curtir a nova arena, com um público estimado em 7,5 mil pessoas.

Confira alguns registros do blog (atualizado às 19h40).

Fila – A maior surpresa do dia, mesmo com o público baixo para o porte da arena, foi o tamanho da fila, a perder de vista. Muitos torcedores passaram mais de 40 minutos sob sol forte esperando o acesso na ala sul. Com a abertura de mais entradas em jogos normais, a ideia é reduzir esta espera.

Abertura da Arena Pernambuco em 20 de maio de 2013. Foto: Cassio Zirpoli/DP/D.A Press

Revista rigorosa – Exigência em jogos da Fifa, e sobretudo pela presença da presidente Dilma Rousseff, a entrada precisou ser estruturada com uma revista a base de dector de metais, o que retardou ainda mais a longa fila. Nos jogos do Náutico, duran a operação regular do estádio, a medida não deverá ser adotada.

Abertura da Arena Pernambuco em 20 de maio de 2013. Foto: Cassio Zirpoli/DP/D.A Press

Lanchonete – Os bares e lanchonetes da arena registraram grandes filas. Mas há um desconto para a demanda, pois 14 mil fichas grátis foram distribuídas pelo consórcio neste evento teste. Não faltaram nas prateleiras pipoca, salgado, cerveja sem álcool e refrigerante. Quando a lanchonete for aberta para jogos profissionais, os preços serão R$ 8, R$ 7, R$ 5 e R$ 4, respectivamente.

Abertura da Arena Pernambuco em 20 de maio de 2013. Foto: Cassio Zirpoli/DP/D.A Press

Banheiros – Ao todo, o empreendimento conta com 72 unidades de banheiros. Limpos, iluminados, com cara de “shopping”. Com a limitação de público, apenas uma parte foi aberta, com funcionamento pleno. Um diferença gigante em relação aos banheiros do estádios locais, nos Aflitos, Arruda e Ilha.

Banheiro da Arena Pernambuco em 20 de maio de 2013. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Jogo – Em um verdadeiro tapete verde, mais de trinta operários se revezaram nos dois tempos de vinte minutos. A pelada terminou com vitória do time vermelho por 1  x 0, gol de Zé Carlos de Santana, num chute de primeira. Tento que atraiu os holofotes para inúmeras entrevistas no fim. O encarregado de serviços gerais de 31 anos entrou na obra há um ano e seis meses. “Um gol para todos”, disse o artilheiro, torcedor do Sport.

Jogo festivo de operários em 20 de maio de 2013. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Os maiores campeões estaduais

Maiores campeões estaduais do Brasil em atividade

O primeiro campeonato estadual do país aconteceu em 1902, em São Paulo. Desde então, todas as 27 unidades da federação criaram as suas ligas, iniciando no amadorismo e evoluindo para o profissionalismo. Com mais de um século de bola rolando, com centenas de participantes, confira como ficou a lista com os maiores campeões em atividade após a rodada de taças em 2013.

O ABC de Natal segue imbatível na primeira colocação, apesar de o Paysandu ter reduzido a diferença. No extremo da tabela, o Criciúma ganhou o certame catarinense e tornou-se o 64º clube com pelo menos dez títulos estaduais.

Entre os pernambucanos, Sport (9º), Santa Cruz (22º) e Náutico (35º). O Leão se mantém no top ten, enquanto os corais, tricampeões, subiram bastante no ranking. Já o Alvirrubro, em jejum desde 2004, se vê ameaçado por Santos e Botafogo, campeões nos últimos anos, a apenas uma taça de diferença.

Principais campeões deste início de temporada no futebol brasileiro:
Pernambuco – Santa Cruz
São Paulo – Corinthians
Rio de Janeiro – Botafogo
Rio Grande do Sul – Internacional
Minas Gerais – Atlético-MG
Bahia – Vitória
Paraná – Coritiba

Ceará, CRB, Paysandu, Desportiva, Cene, Cuiabá, Criciúma, Potiguar, Brasiliense, entre outros. Campeões desta temporada, parabéns!

Não precisa “imaginar na Copa”, pois já é a dura realidade no Recife

Estaço de metrô inundada no Recife em 17 de maio de 2013. Foto: Marina Albuquerque/Facebook

Não se sustentou por um dia o esquema montado pelo governo do estado para a mobilidade rumo à Arena Pernambuco, em sua inauguração.

Na quinta-feira, o anúncio do projeto, com o objetivo de encaminhar os trinta mil torcedores esperados na abertura do estádio até as estações de metrô mais próximas. A nova estação Cosme e Damião, a dois quilômetros da arena, será a 29ª da rede metroviária. Receberá todo o público pelos trilhos, num novo hábito.

A sensação de sobrecarga foi imediata. A possibilidade de uma falha no sistema travar todo o planejamento parecia um tanto óbvia. Sem direito a plano B.

Eis que no dia seguinte a região metropoliana amanheceu debaixo d’água. Vivemos em uma época na qual o controle da informação pertence ao público, na produção e compartilhamento de conteúdo através das redes sociais, com alcance cada vez maior, entre conhecidos e desconhecidos.

Considerando que controlar o tempo é ainda mais difícil, imagens impactantes surgiram de todos os lados. A sua rua alagada logo foi vista por centenas de pessoas no twitter, milhares no facebook, instagram, orkut etc.

Com esse contexto, o discurso padrão das autoridades torna-se cada vez mais difícil de ser digerido. De norte a sul, as inúmeras chamadas de emergência denunciavam ruas e avenidas alagadas, árvores tombadas, engarrafamentos gigantescos, falta de orientação, arrastões, jacaré e.. o metrô inundado.

Engarrafamento na Joana Bezerra em 17 de maio de 2013. Foto: Tércio Amaral/DP/D.A Press

O Metrorec logo se posicionou adiantando que caso o transtorno ocorra na partida entre Náutico e Sporting, ou em outros jogos em São Lourenço da Mata, os torcedores serão encaminhados a outras estações. Mas como?

O metrô, para a surpresa de ninguém, está atrelado ao restante da apertada infraestrutura viária da cidade. Despachar torcedores para outras estações numa situação de caos semelhante a desta sexta não parece tão simples. Se fosse a solução já poderia ter sido implantada no dia a dia da cidade, não só no metrô. Enquanto isso, vejam só, a Secretaria de Defesa Civil orientou a população recifense a ficar em casa. Mais contraditório, impossível.

O texto não visa apontar o “tom pessimista” sobre a Copa, mas a realidade em que vivemos, pois os períodos das Copas das Confederações e do Mundo coincidem com o período chuvoso no Nordeste e o frio intenso no Sul/Sudeste. No últimos 36 anos, apenas dois Mundiais não aconteceram no verão…

Não é de hoje a suspeita sobre a capacidade da cidade no inverno. E olhe que o legado da Copa do Mundo corre para chegar a tempo da própria Copa. Ou seja, sem meias palavras, estamos numa roleta russa dos céus…

Túnel alagado no Pina, no Recife, em 17 de maio de 2013. Foto: Tércio Amaral/DP/D.A Press

Cacareco para a Copa do Mundo

Projeto para camisa da seleção pernambucana, via FPF. Crédito: Quimera

Um tradicional exercício de futurologia… E se?

Em tempos de Copa do Mundo, com equipes sendo escaladas pelos torcedores a todo momento, vai aqui um desafio. E se Pernambucano fosse um país à parte, como foi de fato durante 75 dias na revolução em 1817, quais equipes o estado/nação teria formado nos últimos três Mundiais? E qual seria a base para a próxima Copa do Mundo, em 2014?

Através do twitter, o blog interagiu com torcedores de Náutico, Santa Cruz, Sport e aficionados por futebol de uma forma geral. Sugestões aliadas à boa memória dos internautas, relembrando atletas nascidos no estado, mas nem sempre com passagens marcantes nos clubes locais.

A Cacareco, apelido tradicional da seleção pernambucana, já enfrentou a Seleção Brasileira em quatro oportunidades: 1934, 1956, 1969 e 1978, com três derrotas e um empate sem gols no último jogo.

Como destaque, o ano de 1959, com o vice-campeonato brasileiro de seleções e a honra de ter representado o país na Copa América, acabando em 3º lugar.

Abaixo, as “convocações da Copa”, todas elas com times no esquema 4-4-2. No caso, cada atleta vem com o clube e a idade na época, além da cidade de origem. Espaço também para técnicos locais.

Alguma mudança nas equipes? Participe e ajude a escalar os quatro times.

2002 – Japão/Coreia do Sul  (21 jogadores)
Time: Bosco; Russo, Sandro, Nem e Marquinhos: Josué, Cléber Santana, Juninho Pernambucano e Rivaldo; Catanha e Araújo

Goleiro: Bosco (Cruzeiro, 28, Escada), Gilberto (Náutico, 34, Recife) e Rodolpho (Náutico, 21, Recife)
Laterais: Russo (Vasco, 26, Recife), Gilberto Matuto (Náutico, 21, Goiana), Marquinhos (Goiás, 25, Caruaru) e Edson Miolo (Atlético-MG, 25, Recife)
Zagueiros: Sandro (Botafogo, 29, Recife), Nem (Atlético-PR, 29, Recife) e Valença (Santa Cruz, 20, Caruaru)
Meias: Josué (Goiás, 23, Vitória), Marquinhos Paraná (Figueirense, 25, Recife), Cléber Santana (Sport, 21, Recife), Nildo (Sport, 27, Caruaru), Iranildo (Flamengo, 26, Igarassu), Juninho Pernambucano (Lyon-FRA, 27, Recife) e Rivaldo (Barcelona-ESP, 30, Paulista)
Atacantes: Catanha (Celta-ESP, 30, Recife), Carlinhos Bala (Beira-Mar-POR, 23, Recife), Jailson (Santa Cruz, 21, Caruaru) e Araújo (Goiás, 25, Caruaru)
Técnico: Givanildo Oliveira (54, Olinda)

2006 – Alemanha (23 jogadores)
Time: Bosco; Marcos Tamandaré, Nem, Valença e Lúcio; Josué, Cléber Santana, Juninho Pernambucano e Rivaldo; Araújo e Carlinhos Bala

Goleiro: Bosco (São Paulo, 32, Escada) e Rodolpho (Náutico, 25, Recife) e Danilo (ASA, 24, Caruaru)
Laterais: Marcos Tamandaré (Sport, 25, Barreiros), Russo (Sport, 30, Recife), Lúcio (São Paulo, 27, Olinda) e Xavier (Vitória, 26, Garanhuns)
Zagueiros: Nem (Braga-POR, 33, Recife), Valença (Santa Cruz, 24, Caruaru), Breno (Náutico, 20, Recife) e Rovérsio (Gil Vicente-POR, 22, Igarassu)
Meias: Josué (São Paulo, 27, Vitória), Everton (Sport, 23, Recife), Marquinhos Paraná (Figueirense, 29, Recife), Cléber Santana (Santos, 25, Recife), Nildo (Náutico, 31, Caruaru), Rosembrick (Santa Cruz, 27, São Lourenço), Juninho Pernambucano (Lyon-FRA, 31, Recife) e Rivaldo (Olympiacos-GRE, 34, Paulista)
Atacantes: Araújo (Cruzeiro, 29, Caruaru), Carlinhos Bala (Santa Cruz, 27, Recife), João Neto (Central, 22, Correntes) e Jailson (Sport, 25, Caruaru)
Técnico: Givanildo Oliveira (58, Olinda)

2010 – África do Sul (18 jogadores)
Time: Bosco; Mariano, Édson Henrique, Rovérsio e Diego Renan; Josué, Cléber Santana, Hernanes e Juninho Pernambucano; Ciro e Araújo

Goleiro: Bosco (São Paulo, 36, Escada), Rodolpho (América-RN, 29, Recife) e Danilo (Araripina, 28, Caruaru)
Laterais: Mariano (Fluminense, 24, São João), Moacir (Corinthians, 24, Recife) e Diego Renan (Cruzeiro, 20, Surubim)
Zagueiros: Édson Henrique (Figueirense, 23, Itaquetinga), Rovérsio (Osasuna-ESP, 26, Igarassu) e Kaká (Hertha Berlim-ALE, 29, São José)
Meias: Josué (Wolfsburg-ALE, 31, Vitória), Marquinhos Paraná (Cruzeiro, 33, Recife), Cléber Santana (São Paulo, 29, Recife), Hernanes (São Paulo, 25, Recife) e Juninho Pernambucano (Al-Gharafa-QAT, 35, Recife)
Atacantes: Ciro (Sport, 21, Salgueiro), Carlinhos Bala (Náutico, 31, Náutico) Anderson Lessa (Náutico, 21, Recife) e Araújo (Al-Gharafa-QAT, 33, Caruaru)
Técnico: Roberto Fernandes (39, Recife)

2014 – Brasil* (19 jogadores)
Time: Rodolpho; Mariano, Édson Silva, Kaká e Diego Renan; Josué, João Victor, Hernanes e Renatinho; Walter e Bobô

Goleiro: Rodolpho (Chapecoense, 32, Recife) e Geday (Pesqueira, 25, Santa Cruz)
Laterais: Mariano (Bordeaux-FRA, 27, São João), Suelinton (Criciúma, 27, Vitória) e Diego Renan (Criciúma, 23, Surubim)
Zagueiros: Édson Silva (São Paulo, 27, Palmares), Kaká (La Coruña-ESP, 32, São José), Everton Sena (Santa Cruz, 22, Recife) e Rovérsio (Orduspor-TUR, 29, Igarassu)
Meias: Josué (Atlético-MG, 34, Vitória), João Victor (Mallorca-ESP, 25, Olinda), Cléber Santana (Flamengo, 32, Recife), Hernanes (Lazio, 28, Recife) e Renatinho (Santa Cruz, 22, Serra Talhada)
Atacantes: Walter (Goiás, 24, Recife), Ciro (Atlético-PR, 24, Salgueiro), Anderson Lessa (XV de Piracicaba, 24, Recife), Rogério (Náutico, 23, Pesqueira) e Bobô (Kayserispor-TUR, 28, Gravatá)
Técnico: Dado Cavcalcanti (31, Arcoverde)

* Foi considerada a idade dos atletas em 2013.

Confira as supostas seleções estaduais país afora clicando aqui.

Todas as campanhas nacionais do futebol pernambucano

Pernambuco

Com a definição de todas as participações dos clubes pernambucanos nos campeonatos nacionais desta temporada, confira a quantidade de campanhas de cada um nos torneios oficiais organizados pela CBD e pela CBF e as melhores colocações, respectivamente. Os 19 times que já representaram o estado disputaram 276 edições de 8 competições diferentes.

Atualização em 14 de maio de 2013.

Náutico – 70 participações de 1961 a 2013
Brasileirão (34)
6 – Taça Brasil (vice em 1967)
1 – Robertão (17º em 1968)
27 – Série A (6º em 1984)

18 – Copa do Brasil (3º em 1990)
1 – Copa dos Campeões (12º em 2002)
16 – Série B (vice em 1988 e 2011)
1 – Série C (4º em 1999)

Sport – 67 participações de 1959 a 2013
Brasileirão (35)
3 – Taça Brasil (4º em 1962)
32 – Série A (campeão em 1987)

19 – Copa do Brasil (campeão em 2008)
2 – Copa dos Campeões (vice em 2000)
11 – Série B (campeão em 1990)

Santa Cruz – 66 participações de 1960 a 2013
Brasileirão (23)
1 – Taça Brasil (4º em 1960)
2 – Robertão (12º em 1970)
20 – Série A (4º em 1975)

20 – Copa do Brasil (11º em 1997)
17 – Série B (vice em 1999 e 2005)
3 – Série C (14º em 2012)
3 – Série D (vice em 2011)

Central – 30 participações de 1972 a 2013
2 – Série A (36º em 1986)
2 – Copa do Brasil (26º em 2008)
17 – Série B (1º em 1986, não oficializado como título)
6 – Série C (8º em 2000)
3 – Série D (12º em 2009)

Porto – 10 participações de 1994 a 2011
1 – Copa do Brasil (57º em 1999)
8 – Série C (4º em 1996)
1 – Série D (39º em 2011)

Salgueiro – 7 participações de 2008 a 2013
1 – Copa do Brasil (2013, em andamento)
1 – Série B (19º em 2011)
4 – Série C (4º em 2010)
1 – Série D (a disputar, em 2013)

América – 5 participações de 1972 a 1991
4 – Série B (8º em 1972)
1 – Série C (26º em 1990)

Vitória – 5 participações de 1992 a 2005
5 – Série C (11º em 1992)

Ypiranga – 4 participações de 1995 a 2013
2 – Série C (64º m 2006)
2 – Série D (28º em 2012)

Estudantes – 2 participações de 1990 a 1991
1 – Série B (37º em 1991)
1 – Série C (11º em 1990)

Petrolina – 2 participações de 2008 a 2012
1 – Série C (58º em 2008)
1 – Série D (39º em 2012)

Santo Amaro – 1 participação em 1981
1 Série C (vice em 1981)

Paulistano – 1 participação em 1988
1 – Série C (19º em 1988)

Itacuruba – 1 participação em 2004
1 – Série C (23º em 2004)

Unibol – 1 participação em 1999
1 – Série C (28º em 1999)

Serrano – 1 participação em 2005
1 – Série C (43º em 2005)

Centro Limoeirense – 1 participação em 1997
1 – Série C (47º em 1997)

Flamengo de Arcoverde – 1 participação em 1997
1 – Série C (54º em 1997)

Vera Cruz – 1 participação em 2007
1 – Série C (58º em 2007)

O Pernambucano mais esvaziado do TCN

Média de público do Campeonato Pernambucano de 1990 e 2013. Arte: Cassio Zirpoli/DP/D.A Press

O Campeonato Pernambucano de 2013 confirmou a impressão vista nas arquibancadas de janeiro a maio e registrou a pior média de público do futebol local nas últimas seis temporadas. Caiu de 9.133 pessoas por jogo em 2012, a segunda melhor da história, para 5.548, com um percentual negativo de 39%.

Isso brecou o crescimento contínuo do índice de presença de torcedores. Mais. A edição deste ano foi a pior da campanha promocional do governo do estado, o Todos com a Nota, organizada em 1998 e de 2008 a 2013. Violência, nível técnico, regulamento mambembe e poucos clássicos “colaboraram”.

Mas há ainda uma outra diferença crucial para isso. Num universo de 138 jogos foram apenas 7 clássicos, resultando em 175.652 pessoas no borderô e média de 25.093. No ano passado, com as mesmas 138 partidas realizadas. foram 10. Na ocasião, 257.233 torcedores e índice semelhante, de 25.723.

Veja as médias de público de Náutico, Santa e Sport nos últimos nove anos aqui.

Público baixo e, obviamente, uma arrecadação ruim. O torneio deste ano foi o pior desde que a estrutura da competição passou a contar com semifinal e final. A queda na média de renda em relação ao ano passado foi de 42%…

2009 – Renda: R$ 6.493.464. Média: R$ 49.192

2010 – Renda: R$ 8.367.520. Média: R$ 58.107

2011 – Renda: R$ 12.542408. Média: R$ 87.100

2012 – Renda: R$ 12.387.066. Média: R$ 93.841

2013 – Renda: R$ 7.465.314. Média: R$ 54.096

Pentacampeonato tricolor nas arquibancadas do Recife

Pernambucano 2013, final: Santa Cuz 1x0 Sport. Crédito: Rede Globo/reprodução

No gramado, com a bola rolando, o Santa Cruz conquistou o tricampeonato estadual. Nas arquibancadas, em presença de público, uma sequência ainda maior, com o penta. Apesar de ter registrado mais um índice acima de 20 mil pessoas, a Cobra Coral teve neste ano o menor entre os dados do tri no futebol.

Na postagem, reproduções de imagens áreas na transmissão da final de 2013, no Arruda e na Ilha do Retiro. Apesar do visual, o total de torcedores nos dois clássicos foi de 65.017, o mais baixo das últimas três finais das multidões. Em 2012 foram 76.080. Em 2011, a melhor marca, com 92.412 pessoas.

Esse dado se reflete na média dos três grandes clubes na recém-encerrada competição, com uma grande redução em relação à edição passada. As quedas foram de 27,9% (Alvirrubro), 22,2% (Tricolor) e 32,3% (Rubro-negro).

Média de público de Náutico, Santa Cruz e Sport no Campeonato Pernambucano de 2005 a 2013. Arte: Cassio Zirpoli/DP/D.A Press

Abaixo, os números de Náutico, Santa e Sport nos jogos como mandante no Estadual, com dados absolutos e confrontos apenas contra os clubes pequenos. A diferença no número de partidas se deve ao fato de o Timbu ter disputado o primeiro turno, enquanto os rivais estavam na Copa do Nordeste.

1º) Santa Cruz – 8 jogos como mandante no Arruda
Total: 165.751. Média: 20.718. Contra pequenos (5): 66.202 e média de 13.240

2º) Sport – 8 jogos como mandante na Ilha do Retiro
Total: 103.913. Média: 12.989. Contra pequenos (6): 58.500 e média de 9.750

3º) Náutico – 12 jogos como mandante nos Aflitos
Total: 98.425. Média: 8.202. Contra pequenos (10): 67.735 e média de 6.773

Pernambucano 2013, final: Sport 0x2 Santa Cruz. Crédito: Rede Globo/reprodução