A evolução das maiores contratações do futebol em 20 anos, de Denílson a Neymar

Neymar no PSG...  Crédito: PSG/twitter (@PSG_inside)

Astro da Seleção Brasileira, o atacante Neymar tornou-se a contratação mais cara da história do futebol. Há exatamente um ano, o francês Pogba deixou a Juve com destino à cidade de Manchester numa soma já inacreditável de 105 milhões de euros. Agora, o brasileiro foi além do dobro disso. Com a multa rescisória de 222 milhões paga integralmente pelo Paris Saint-Germain, junto ao Barça, o aumento do recorde foi de 111%! Convertendo para a moeda nacional, um montante de R$ 813 milhões. Mais que suficiente para comprar qualquer time elenco da Série A de 2017. Segundo o site Transfermarkt, o São Paulo teria, hoje, o elenco mais caro da competição, numa estimativa de € 70,7 milhões, ou 31% dos direitos econômicos de Neymar.

Com a definição da transação que sacudiu a janela europeia, a evolução das vendas mais caras subiu 707% em duas décadas, acredite. Como curiosidade, vale lembrar a primeira negociação que se tem notícia, já recordista, claro, aconteceu em 1893, com o escocês Willie Groves indo do West Bromwich Albion para o Aston Villa, ambos da Inglaterra. Custou 100 libras esterlinas.

Abaixo, as maiores negociações do futebol e a evolução dos recordes. O levantamento foi elaborada tendo o euro como moeda de comparação. Como a moeda da união europeia só foi criada em 2002, as marcas anteriores foram projetadas a partir da conversão de valores. Na lista é possível pinçar algumas curiosidades, como a dupla presença de Di Marían e do próprio Neymar.

As 20 negociações mais caras do futebol (em euros)*
1º) 222,0 milhões (2017) – Neymar (Brasil), Barcelona/PSG
2º) 105,0 milhões (2016) – Pogba (França), Juventus/Manchester United

3º) 100,0 milhões (2013) – Gareth Bale (Gales), Tottenham/Real Madrid
4º) 94,0 milhões (2009) – Cristiano Ronaldo (Portugal), M. United/Real Madrid
5º) 90,0 milhões (2016) – Higuaín (Argentina), Napoli/Juventus
6º) 88,2 milhões (2013) – Neymar (Brasil), Santos/Barcelona
7º) 85,0 milhões (2017) – Lukaku (Bélgica), Everton/Manchester United

8º) 81,7 milhões (2014) – Luis Suárez (Uruguai), Liverpool/Barcelona
9º) 75,0 milhões (2014) – James Rodríguez (Colômbia), Monaco/Real Madrid
9º) 75,0 milhões (2014) – Di María (Argentina), Real Madrid/M. United
11º) 74,0 milhões (2015) – De Bruyne (Bélgica), Wolfsburg/Manchester City
12º) 73,5 milhões (2001) – Zidane (França), Juventus/Real Madrid
13º) 70,4 milhões (2017) – Oscar (Brasil), Chelsea/Shanghai SIPG
14º) 69,0 milhões (2009) – Ibrahimovic (Suécia), Internazionale/Barcelona
15º) 65,5 milhões (2017) – Morata (Espanha), Real Madrid/Chelsea

16º) 65,0 milhões (2009) – Kaká (Brasil), Milan/Real Madrid
17º) 64,0 milhões (2013) – Cavani (Uruguai), Napoli/PSG
17º) 64,0 milhões (2016) – Hulk (Brasil), Zenit/Shanghai SIPG
19º) 63,0 milhões (2015) – Di María (Argentina), Manchester United/PSG
20º) 62,6 milhões (2014) – David Luiz (Brasil), Chelsea/PSG

A evolução da transferência recorde (em euros) em 20 anos*
222,0 milhões (2017) – Neymar (Brasil), Barcelona/PSG
105,0 milhões (2016) – Pogba (França), Juventus/Manchester United

100,0 milhões (2013) – Gareth Bale (País de Gales), Tottenham/Real Madrid
94,0 milhões (2009) – Cristiano Ronaldo (Portugal), Man. United/Real Madrid
73,5 milhões (2001) – Zidane (França), Juventus/Real Madrid
62,0 milhões (2000) – Luís Figo (Portugal), Barcelona/Real Madrid
56,6 milhões (2000) – Crespo (Argentina), Parma/Lazio
43,1 milhões (1999) – Christian Vieri (Itália), Lazio/Internazionale
30,4 milhões (1997) – Denilson (Brasil), São Paulo/Bétis

* Valores absolutos na época da transação, sem correção

O terceiro uniforme do Sport para a temporada 2017/2018, via Adidas

O 3º uniforme do Sport do Sport para a temporada 2017/2018. Crédito: Adidas/site oficial

Num possível erro de programação, coube à própria Adidas a antecipação do terceiro e último uniforme do Sport para a temporada 2017/2018. A camisa tem como cor-base o vinho, com as mangas pretas e detalhes dourados.

A previsão de lançamento era, de fato, em agosto, mas a camisa foi divulgada no site oficial da Adidas como “venda iniciada”. Ocorre que ao clicar na chamada, o usuário é direcionado ao link de produtos do Sport, junto à marca alemã, cujo padrão mais recente, à venda, é segundo (registros abaixo).

O preço deve ser o mesmo aplicado nas duas primeiras camisas do ano, R$ 249. Por sinal, em relação à atual linha rubro-negra, relembre o modelo I, em homenagem aos 30 anos do título brasileiro, e o modelo II, em homenagem aos 80 anos da Ilha do Retiro. Esta é a 4ª linha através da fabricante, cujo contrato com o clube se encerra em 2018 – ainda sem detalhes de renovação.

Rubro-negro, o que você achou da nova camisa do Sport?

Chamada no site da Adidas

Camisas do Sport à venda no site da Adidas. Crédito: reprodução

Podcast – A análise da vitória do Náutico, do empate do Sport e da derrota do Santa

Na terça, pela 18ª rodada da Série B, duas vitórias dos visitantes nos jogos envolvendo os pernambucanos. Na Arena, pior para o tricolor, que tomou a virada. No Serra Dourada, melhor para o alvirrubro. Na quarta, defendendo o G6 na elite, o leão começou mal, tomando 2 gols em 13 minutos. Reagiu, mas teve que se contentar com o empate em casa. O 45 minutos comentou os três jogos em gravações exclusivas, nas questões técnica e tática, além de análises individuais. Ao todo, 127 minutos de podcast. Ouça!

01/08 – Vila Nova 0 x 1 Náutico (32 min)

01/08 – Santa Cruz 1 x 2 Paysandu (37 min)

02/08 – Sport 2 x 2 Fluminense (58 min)

Em noite de solidariedade, Sport larga mal, mas consegue empate com o Flu

Série A 2017, 18ª rodada: Sport 2 x 2 Fluminense. Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

Antes de a bola rolar, a noite foi marcada pela solidariedade da torcida rubro-negra sobre o drama vivido pelo técnico Abel Braga, que perdeu um filho no último sábado. Uma cena emocionante e que levou o comandante do Flu às lágrimas. Em campo, o seu time, completamente focado, justificou a vinda do profissional ao Recife, mesmo de luto. Aproveitando uma sucessão de erros defensivos do Sport, com (mais) uma inversão interceptada de Rithely, um escanteio sem sentido cedido por Durval e um posicionamento errado de Ronaldo Alves, o tricolor abriu dois gols de vantagem em apenas 13 minutos.

Numa Ilha do Retiro com quase 17 mil torcedores, o buraco já estava grande mesmo com pouca disputa. O time pernambucano nem havia começado mal, acelerando o jogo, mas se expôs e falhou muito. Esperava-se, então, uma reorganização, até pelo bom desempenho ofensivo no Brasileirão até aqui – e para isso contou com Lenis, muito bem, até cansar. No Fluminense, o contragolpe seria a maior arma, praticamente abdicando da posse de bola. O Sport chegou a ter 70% de posse, mas terminou com 64%, ainda elevado.

Série A 2017, 18ª rodada: Sport 2 x 2 Fluminense. Imagem: Sportv/reprodução

Assim como aconteceu contra o Palmeiras, também como mandante e também com o 0 x 2 no placar, o Sport abusou das bolas aéreas. Insistiu até o último lance, literalmente. Ao todo, o scout do Footstats aponta 57 x 11 em cruzamentos. Contudo, o time de Luxemburgo acertou apenas 19, um deles no primeiro gol, de André, incendiando a partida ainda na primeira etapa. Até o intervalo, o goleiro do time carioca, Júlio César, apareceria bem.

O time voltou do intervalo com o mesmo ímpeto e enfim chegou ao empate, aos 3 minutos. Patrick carregou a bola, saiu da marcação e encheu o pé, belo gol. Havia tempo de sobra para a virada e depois o cenário ficou mais propício, na expulsão de Orejuela. Só não havia mais gás. A conta da pressão no primeiro tempo chegou, com o time pregado, com uns sete nomes atuando mal, como Diego Souza, Everton, Rithely, os zagueiros etc. Pra completar, as peças acionadas, Oswaldo e Thomás, não ajudaram. A tal ponto de o excesso de cruzamentos, turbinado pela recomposição mal feita, ter deixado o jogo perigoso, com o Flu arrancando no fim e Magrão aparecendo. Embora tenha atuado melhor, o leão também falhou, com o 2 x 2 de bom tamanho.

Sport x Fluminense no Recife, pelo Brasileiro (17 jogos)
7 vitórias do Leão
7 empates
3 vitórias do Tricolor

Série A 2017, 18ª rodada: Sport 2 x 2 Fluminense. Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

Santa Cruz encerra contrato de 5 jogos na Arena Pernambuco com média de 6.374

Série B 2017, 18ª rodada: Santa Cruz x Paysandu. Foto: Rafael Brasileiro/DP

Em 12 junho foi anunciado o contrato do governo do estado com Santa e Sport, com cada um marcando cinco de seus jogos no Brasileiro na Arena Pernambuco. A passagem do tricolor, neste acordo, foi encerrada na derrota para o Papão. À parte dos resultados, com apenas duas vitórias, a ocupação da arquibancada foi frustrante. Desde 2013, quando o estádio em São Lourenço foi inaugurado, o clube havia mandado apenas dez jogos lá, mas com uma média de 16.279 espectadores. Muito acima do que se viu agora, com 6.374, ou 13,9% de ocupação nos assentos vermelhos, bem esvaziados. O dado bruto ficou abaixo até da média que o clube vinha registrando no Arruda, num quadro turbinado, é verdade, pela ótima presença diante do Inter.

Vale lembrar que a mudança temporária para a arena também aconteceu devido ao mau estado do gramado do Arruda, inviabilizado até a realização de treinamentos. A volta para o Mundão, onde o time não atua desde 17 de junho, deve ser em 8 de agosto, contra o Criciúma. Portanto, um hiato de 52 dias, com o campo passando por reparos necessários.

Abaixo, números do Santa Cruz como mandante no 1º turno da Série B…

O 5 Jogos do Santa como mandante na Arena Pernambuco
24/06 – Santa Cruz 1 x 1 Figueirense (9.079 pessoas, R$ 118.070)
07/07 – Santa Cruz 3 x 0 Brasil (6.009, R$ 55.850)
18/07 – Santa Cruz 1 x 0 Vila Nova (6.731, R$ 60.610)
21/03 – Santa Cruz 1 x 1 Boa Esporte (6.451, R$ 56.990)
01/08 – Santa Cruz 1 x 2 Paysandu (3.603, R$ 30.030)

2 vitórias, 2 empates e 1 derrota; 7 GP e 8 GP; aproveitamento de 53%
31.873 pessoas em 5 jogos (média de 6.374)
R$ 321.550 em 5 jogos (média de R$ 64.310)

Os 4 jogos do Santa como mandante no Arruda
20/05 – Santa Cruz 2 x 1 Guarani (6.090 pessoas, R$ 52.870)
03/06 – Santa Cruz 2 x 1 ABC (4.834, R$ 41.620)
09/06 – Santa Cruz 1 x 3 Londrina (5.045, R$ 40.180)
17/06 – Santa Cruz 0 x 0 Internacional (25.356, R$ 227.927)

2 vitórias, 1 empate e 1 derrota; 5 GP e 5 GC; aproveitamento de 58%
41.325 pessoas em 4 jogos (média de 10.331)
R$ 362.597 em 4 jogos (média de R$ 90.649)

Classificação da Série B 2017 – 18ª rodada

A classificação da 18ª rodada da Série B de 2017. Crédito: Superesportes

Na penúltima rodada do primeiro turno da Série B, mais uma terça-feira cheia, outra vez com resultados atípicos para os representantes pernambucanos. Atuando novamente na Arena Pernambuco, o Santa perdeu do Papão, de virada. Assim, o tricolor caiu do 13º para o 15º lugar, com a distância ao G4 subindo de 4 para 5 pontos. Pior: o Z4 ficou a apenas três. Enquanto isso, em Goiânia, no Serra Dourada, o Náutico venceu o Vila, conquistando a segunda vitória como visitante no Brasileiro. Segue na lanterna, mas com a diferença em relação ao 16º colocado caindo de 12 para 10 pontos.

No topo, o América Mineiro venceu a 4ª partida seguida e aumentou a vantagem sobre o vice-líder, de 4 para 6 pontos. E o tal vice-líder agora é o Internacional, que, após os reforços, parece finalmente ter entrado nos eixos, ao menos em termos de G4, com três vitórias nas últimas quatro rodadas.

Resultados da 18ª rodada
Figueirense 2 x 2 Juventude
Brasil 0 x 0 Boa
Paraná 4 x 1 CRB
América 3 x 2 Londrina
Vila Nova 0 x 1 Náutico
Oeste 1 x 1 ABC
Santa Cruz 1 x 2 Paysandu
Internacional 3 x 0 Goiás
Luverdense 1 x 0 Guarani
Ceará 3 x 1 Criciúma

Balanço da 18ª rodada
5V dos mandantes (18 GP), 3E e 2V dos visitantes (10 GP)

Agenda da 19ª rodada
04/08 (19h15) – Criciúma x Brasil (Heriberto Hulse)
04/08 (20h30) – Goiás x Oeste (Serra Dourada)
04/08 (20h30) – Náutico x Luverdense (Arena Pernambuco)
04/08 (21h30) – CRB x América (Rei Pelé)
05/08 (16h30) – Guarani x Internacional (Brinco de Ouro
05/08 (16h30) – Londrina x Vila Nova (Estádio do Café)
05/08 (16h30) – Juventude x Santa Cruz (Alfredo Jaconi)
05/08 (16h30) – ABC x Ceará (Frasqueirão)
05/08 (19h00) – Paysandu x Figueirense (Mangueirão)
05/08 (19h00) – Boa x Paraná (Dilzon Melo)

Santa leva virada do Paysandu jogando mal e com expulsão de goleiro na Arena

Série B 2017, 18ª rodada: Santa Cruz 1 x 2 Paysandu. Foto: Paulo Paiva/DP

Com um futebol apático e sem poder de reação, o Santa perdeu a segunda seguida na Série B, sendo a primeira na Arena Pernambuco. Viu o Papão virar para 2 x 1, distanciando-se do G4 e, consequentemente, aproximando-se do Z4, num cenário perigoso para um time, hoje, desorganizado. Na véspera, o grupo havia sido abalado com a notícia da morte da esposa de Léo Lima, que não atuou, naturalmente. Assim, a armação do time ficou com Thiago Primão, que na goleada sofrida para o Paraná jogara mais recuado.

O meia pouco fez atuando mais à frente, até mesmo porque viu um ataque de pouquíssima mobilidade. Enfiado na área, o centroavante Ricardo Bueno sai deste contexto, mas os pontas Bruno Paulo e André Luís não colaboraram na ligação meio/ataque. No primeiro tempo, mesmo sem atuar bem, o tricolor ainda saiu na frente numa penalidade convertida por Bueno – no lance, o zagueiro Peri cortou a cabeçada do centroavante com o braço.

Série B 2017, 18ª rodada: Santa Cruz x Paysandu. Foto: Paulo Paiva/DP

O jogo lembrava um pouco o duelo contra o Boa Esporte, que, mesmo após tomar o gol, continuou com uma proposta organizada, assustando o mandante. O gol do Paysandu logo no reinício da partida, aos 2 minutos da etapa complementar, justificou a sensação. O empate saiu numa bela cobrança de falta do lateral Ayrton, que já havia cobrado outra com perigo.

A chave virou de vez na expulsão de Júlio César, quatro minutos depois, matando um contragolpe paraense. Para a entrada do goleiro reserva, Jacsson, Bruno Paulo foi sacrificado na linha. Pouco depois, André também saiu, na última tentativa de Giva, que acionou Augusto. Era a aposta para dar velocidade a um time estático, aceitando o jogo adversário. Aposta perdida, com outro contragolpe definindo o resultado, aos 41. O ex-alvirrubro Bérgson iniciou a jogada, tocou na esquerda e avançou para concluir na área, impondo ao Santa uma campanha com mais derrotas que vitórias, 6 x 7…

Os 7 jogos sob o comando de Givanildo Oliveira*
07/07 – Santa Cruz 3 x 0 Brasil
11/07 – Luverdense 2 x 2 Santa Cruz
15/07 – Náutico 0 x 0 Santa Cruz
18/07 – Santa Cruz 1 x 0 Vila Nova
21/07 – Santa Cruz 1 x 1 Boa
29/07 – Paraná 4 x 0 Santa Cruz
01/08 – Santa Cruz 1 x 2 Paysandu

* 42% de aproveitamento (2V-3E-2D)

Série B 2017, 18ª rodada: Santa Cruz 1 x 2 Paysandu. Foto: Paulo Paiva/DP

Melhor fora de casa, Náutico vence o 2º jogo na Série B, agora no Serra Dourada

Série B 2017, 18ª rodada: Vila Nova 0 x 1 Náutico. Foto: Carlos Costa/Futura Press/Estadão conteúdo

Em nove partidas na arena, nesta Série B, o Náutico ainda não venceu. Foram quatro empates e cinco derrotas, com apenas 14,8% dos pontos. Acredite, vem sendo longe do estado onde o timbu vem surpreendendo. No Serra Dourada, mesmo após a demissão do 4º treinador no ano, o time juntou forças para arrancar a segunda vitória na competição, a segunda como visitante

Náutico como visitante (25,9% de apto.)
2 vitórias (ABC e Vila Nova)
1 empate (Londrina)
6 derrotas 

Sob comando interino de Levi Gomes, mas com Roberto Fernandes já de olho na tevê, o time começou com Bruno Mota de segundo volante. Era um sinal de ousadia, num momento em que o empate pouco ajuda. E a necessidade de vitória não era sobre qualquer um. O alvirrubro goiano estava no G4 e lá permaneceu após o fim da “terça-feira cheia”, com a 18ª rodada. Por isso, após o gol do zagueiro Breno, ainda no primeiro tempo, veio uma pressão incrível. Apenas no campo, pois a arquibancada estava vazia, numa punição aplicada no Vila. Com direito à expulsão nos descontos (Manoel), o alvirrubro pernambucano segurou o 1 x 0 deu três motivos para a torcida seguir fiel.

O Náutico segue na lanterna, mas ao menos conseguiu reduzir a diferença em relação ao 16º colocado, de 12 para 10 pontos. Mais: com a 2ª vitória em 18 rodadas, o clube melhorou a condição histórica de permanência. Se na rodada anterior tratava-se de algo inédito, nesta já existem dois casos de clubes que já escaparam, ambos nordestinos, ABC e Ceará. Para isso, precisará de pelo menos 34 pontos nos próximos 20 jogos, ou 56% de aproveitamento.

O lanterna da Série B após 18 rodadas (e a situação após a 38ª)
2006 –  12 pontos, Remo (12º, 46 pts)
2007 –  16 pontos, Ituano (20º, 33 pts)
2008 –  12 pontos, CRB (20º, 24 pts)
2009 –  13 pontos, Campinense (19º, 37 pts)
2010 –  14 pontos, Vila Nova (16º, 46 pts)
2011 –  9 pontos, Duque de Caxias (20º, 17 pts)
2012 –  10 pontos, Barueri (20º, 30 pts)
2013 –  11 pontos, ABC (14º, 46 pts)
2014 –  14 pontos, Portuguesa (20º, 25 pts)
2015 –  11 pontos, Ceará (15º, 45 pts)
2016 –  12 pontos, Sampaio Corrêa (20º, 27 pts)
2017 –  11 pontos, Náutico

Série B 2017, 18ª rodada: Vila Nova 0 x 1 Náutico. Foto: Carlos Costa/Futura Press/Estadão conteúdo

Roberto Fernandes, o 5º treinador do Náutico em 2017, o 5º perfil diferente

Os 5 técnicos do Náutico em 2017. Fotos: Diario de Pernambuco

Pela 4ª vez em uma década Roberto Fernandes assume o comando do Náutico. O técnico já esteve em diferentes momentos do clube, com destaque para a estreia, em 2007, com uma recuperação sensacional no returno do Brasileirão, evitando a queda. Repetiria isso em 2008 e ainda voltaria em outras oportunidades, mas sem o mesmo rendimento. Agora, um encontro em baixa, tanto do técnico, que estava no Confiança de Sergipe, quanto do próprio Náutico, com o rebaixamento à Série C se aproximando.

Com a missão bem indigesta, para não dizer inglória, o treinador de 46 anos deve chegar focado em arrumar a casa para 2018, quando o time deverá ter a volta do estádio dos Aflitos, no segundo semestre, além de uma temporada nacional mais escassa em termos de direitos de transmissão. Sendo o 5º técnico timbu em 2017, Roberto Fernandes terá 20 jogos até o fim do ano, já descontando a partida comandada pelo eterno interino Levi Gomes.

Se essa visão de reorganização já havia sido aplicada ao antecessor, Beto Campos, por qual motivo seria diferente agora? Resta torcer pelo bom senso em Rosa e Silva, cuja pressão vem findando trabalhos de apenas 10 jogos…

Roberto Fernandes (2007, 2008/2009 e 2010/2011; apto. de 53,2%)
104 jogos
47 vitórias
25 empates
32 derrotas

Os técnicos anteriores do alvirrubro em 2017:

Dado Cavcalcanti (7 jogos no PE, NE e Copa do Brasil; apto. de 33,3%)
2 vitórias
1 empate
4 derrotas

Foi a aposta para a montagem do elenco. Apesar das indicações, não conseguiu encaixar o time, sem transição durante a rápida passagem.

Milton Cruz (12 jogos no PE e NE; apto. 52,7%)
5 vitórias
4 empates
3 derrotas 

Taticamente, foi o melhor nome do ano e os resultados deixam isso claro. Mostrou-se competitivo na semifinal estadual, com um time veloz.

Waldemar Lemos (8 jogos no PE e Série B; apto. de 12,5%)
0 vitória
3 empates
5 derrotas 

Trabalha mais o lado psicológico da equipe, servindo quase sempre como bombeiro. Taticamente, pouco apresenta, além das improvisações.

Beto Campos (9 jogos na Série B. apto. de 22,2%)
1 vitória
3 empates
5 derrotas

Campeão gaúcho em 2017, ele chegou como indicação para remontar a defesa, o setor mais criticado do time. Até melhorou um pouco, mas mexeu mal no ataque.

Em dia de Corinthians x Fla, audiência de Bahia x Sport supera média nacional na TV

Série A 2017, 17ª rodada: Bahia 1 x 3 Sport. Foto: Premiere/reprodução

A transmissão da vitória do Sport sobre o Bahia na Fonte Nova registrou 26,9 pontos na Globo Nordeste, segundo dados do Kantar Ibope. O jogo ficou em 8º lugar entre as 15 regiões metropolitanas mensuradas pelo instituto, sendo três no Nordeste. Entretanto, a exibição em sinal aberto mostrou força ao ficar acima da média nacional, com todas as outras praças transmitindo o empate entre Corinthians e Flamengo. No país, o índice geral foi de 26,6 pontos, com destaque, claro, para Rio Janeiro e São Paulo, ambos acima de 28 pontos.

Dos mercados acima da capital pernambucana, na lista de 30 de julho, surpreendeu apenas Belém, cuja população tem forte presença de torcedores de Remo e Paysandu. Os demais grandes centros do futebol brasileiro tiveram audiências menores, com Porto Alegre e Salvador registrando menos de 20 pontos, numa resposta sobre a imposição da “maior das disputas entre os gigantes nacionais”, como o jogo foi veiculado nas chamadas da rede.

No Recife, o clássico nordestino teve uma audiência média estimada em 653.401 telespectadores sintonizados em HD. Só não entrou no top ten local desta temporada, que é composto por nove jogos de mata-matas. O único fora deste contexto, num duelo de turno, foi o Clássico das Multidões, já esperado por ser o produto mais popular. O Sport esteve envolvido nas dez partidas.

Pontos no Ibope por Região Metropolitana em 30/07
34,2 – Corinthians 1 x 1 Flamengo (Manaus)
29,3 – Corinthians 1 x 1 Flamengo (Vitória)
29,2 – Corinthians 1 x 1 Flamengo (Campinas)
28,9 – Corinthians 1 x 1 Flamengo (Rio de Janeiro)
28,8 – Corinthians 1 x 1 Flamengo (Goiânia)
28,6 – Corinthians 1 x 1 Flamengo (São Paulo)
27,6 – Corinthians 1 x 1 Flamengo (Belém)
26,9 – Bahia 1 x 3 Sport (Recife)
26,3 – Corinthians 1 x 1 Flamengo (Florianópolis)
25,7 – Corinthians 1 x 1 Flamengo (Brasília)
24,9 – Corinthians 1 x 1 Flamengo (Fortaleza)
23,0 – Corinthians 1 x 1 Flamengo (Belo Horizonte)
21,2 – Corinthians 1 x 1 Flamengo (Curitiba)
18,6 – Corinthians 1 x 1 Flamengo (Porto Alegre)
17,0 – Corinthians 1 x 1 Flamengo (Salvador)

As 10 maiores audiências do futebol pernambucano em 2017* (até 30/07)
46,5 – Santa Cruz 0 x 2 Sport (Nordestão, 03/05)
41,4 – Bahia 1 x 0 Sport (Nordestão, 24/05)
40,2 – Salgueiro 0 x 1 Sport (Estadual, 28/06)
38,2 – Sport 1 x 1 Bahia (Nordestão, 17/05)
34,8 – Sport 1 x 1 Botafogo (Copa do Brasil, 31/05)
34,3 – Sport 1 x 1 Salgueiro (Estadual, 07/05)
33,4 – Náutico 1 x 1 Sport (Estadual, 23/04)
33,0 – Sport 1 x 1 Santa Cruz (Estadual, 26/03)
32,4 – Sport 3 x 2 Náutico (Estadual, 16/04)
32,2 – Botafogo 2 x 1 Sport (Copa do Brasil, 26/04)

* Entre os jogos divulgados pelo Ibope e pela Globo