Pernambucano em 2 linhas – 3ª/2015

Pernambucano 2015, 3ª rodada: Salgueiro 0x3 Sport, Náutico 4x0 Serra Talhada e Central 1x2 Santa Cruz. Fotos: Vandinho Dias/Supramax (Cornélio de Barros), Ricardo Fernandes/DP/D.A Press (Arena) e Rafael Lima/Esp DP/D.A Press (Lacerdão)

Pela primeira vez na temporada, os três grandes recifenses ganharam numa mesma rodada. E o fato “demorou” mesmo para acontecer. A 3ª rodada do hexagonal do título do Campeonato Pernambucano começou em 11 de fevereiro e terminou somente no dia 18, com o primeiro triunfo coral na competição, desbancando a Patativa fora de casa. O Santa, porém, segue fora do G4. Ao todo, foram dez gols marcados, na rodada na mais movimentada até aqui.

Saíram 19 gols nos 9 jogos desta fase do #PE2015, com média de 2,1. Em relação à artilharia, na qual a FPF só considera o hexagonal e o mata-mata, o atacante Élber (Sport) assumiu a liderença isolada, com 3 gols.

Hoje, as semifinais seriam: Sport x Serra Talhada e Central x Náutico.

Náutico 4 x 0 Serra Talhada – O Cangaceiro tentou endurecer o jogo na arena. Foi assim até metade do segundo tempo. Depois, o Alvirrubro deslanchou.

Salgueiro 0 x 3 Sport – O Carcará perdeu a segunda seguida em casa. Desta vez, foi atropelado. Com um time reserva, o Leão se manteve 100%.

Central 1 x 2 Santa Cruz – Ricardinho já estava balançando, mas soube mudar o sistema de jogo do Tricolor no segundo tempo, com amplo domínio.

Destaque: Josimar. Mesmo com poucos jogos, o centroavante já vinha sendo alvo de muitas críticas. Desta vez, mostrou presença de área, com 2 gols.

Carcaça: Preparo físico do Central. Com jogadores visivelmente acima do peso, o time alvinegro se arrastou em campo no segundo tempo.

Próxima rodada:
21/02 (18h30) – Santa Cruz x Salgueiro (Arruda)
22/02 (16h00) – Sport x Serra Talhada (Ilha do Retiro)
22/02 (16h00) – Central x Náutico (Lacerdão)

Classificação do hexagonal do título do Pernambucano 2015 após a 3ª rodada. Crédito: Superesportes

Uma quarta-feira nada ingrata para o Santa Cruz, enfim vencedor

Pernambucano 2015, 3ª rodada: Central 1x2 Santa Cruz. Foto: Rafael Lima/Esp DP/D.A Press

Uma Quarta-feira de Cinzas nada ingrata para o Santa Cruz.

Longe do carnaval, o Tricolor entrara pressionadíssimo na terra do São João. As duas goleadas sofridas na largada do Estadual obrigavam o clube a buscar uma reação imediata diante de um adversário já com seis pontos.

A ausência dos atacantes Bruno Mineiro e Anderson Aquino só piorou a situação. Tempo para treinar, até teve. Foram oito dias para Ricardinho encontrar soluções. Folia cá, treino lá. Enquanto o povão se mandou para as ladeiras de Olinda atrás do bloco Minha Cobra e do trio elétrico da Cobra Fumando, no Arruda, o time coral se concentrou em Caruaru. Passava por lá uma mudança.

E a vitória, enfim, veio, 2 x 1. A primeira na temporada. Os primeiros gols saíram com duas assistências de Betinho, o único escolhido para o ataque, fazendo o pivô para os meias Biteco e João Paulo, aos 16 minutos, um em cada tempo.

O Central chegou a empatar, levando a igualdade até o intervalo, inclusive na posse (50% x 50%), mas faltou fôlego. Na segunda etapa, o time parecia se arrastar, abusando das bolas alçadas (quase marcou o segundo gol no fim, e só). Já os tricolores procuraram a troca de passes no gramado fantasiado de 50 tons de verde. O piso não ajudou muito, e nem a própria equipe coral, ainda longe de um padrão tático. Mas ao menos evitou a pressão do mandante.

No fim das contas, o saldo do carnaval do Santa Cruz só seria positivo com uma vitória. No limite do período momesco, as cinzas ganharam três cores…

Pernambucano 2015, 3ª rodada: Central 1x2 Santa Cruz. Foto: Rafael Lima/Esp DP/D.A Press

A evolução das sete cotas de premiação da Copa do Brasil, de 2012 a 2015

Evolução

Entre 2012 e 2015, a premiação máxima da Copa do Brasil subiu de R$ 4,2 milhões para R$ 7,95 milhões. Os valores correspondem à soma das cotas de participação nas sete fases do mata-mata nacional, até o título. Como nos últimos anos, a premiação da 27ª edição do torneio será dividida em três grupos nas duas primeira etapas, de acordo com o ranking nacional de clubes.

Os valores foram confirmados através do ofício 001/2015, encaminhado pela CBF às federações estaduais e aos 87 clubes participantes. A verba é paga diretamente pela confederação brasileira de forma integral, ao fim de cada fase.

Abaixo, as cotas das fases deste ano e das edições passadas. Confira também o histórico dos seis pernambucanos que já participaram do torneio aqui.

Observações
1) O Sport pode faturar até R$ 1,33 milhão e ainda garantir a vaga na Copa Sul-americana, desde que seja eliminado na terceira fase da Copa do Brasil.

2) O futebol pernambucano ganhará R$ 750 mil em cotas só na primeira fase.

3) Em caso de título, o Leão ganharia ao todo R$ 7,84 milhões. Já Náutico e Salgueiro chegariam a R$ 7,51 milhões, em de taça.

Premiação de 2015
1ª fase (64 avos) – R$ 400 mil (grupo 1) / R$ 350 mil (2) / R$ 200 mil (3)
2ª fase (32 avos) – R$ 480 mil (grupo 1) / R$ 420 mil (2) / R$ 240 mil (3)
3ª fase (16 avos) – R$ 560 mil
Oitavas de final – R$ 690 mil
Quartas de final – R$ 820 mil
Semifinal – R$ 1 milhão
Vice-campeão – R$ 2 milhões
Campeão – R$ 4 milhões

Cota máxima do campeão: R$ 7,95 milhões

Grupos dos pernambucanos: 2 – Sport; 3 – Náutico e Salgueiro

Premiação de 2014
1ª fase (64 avos) – R$ 320 mil (grupo 1) / R$ 280 mil (2) / R$ 160 mil (3)
2ª fase (32 avos) – R$ 320 mil (grupo 1) / R$ 280 mil (2) / R$ 160 mil (3)
3ª fase (16 avos) – R$ 430 mil
Oitavas de final – R$ 530 mil
Quartas de final – R$ 740 mil
Semifinal – R$ 850 mil
Vice-campeão – R$ 1,8 milhão
Campeão – R$ 3 milhões

Cota máxima do campeão: R$ 6,19 milhões

Grupos dos pernambucanos: 2 – Sport; 3 – Náutico e Santa Cruz
Cotas: Santa R$ 750 mil, Sport R$ 560 mil, Náutico R$ 320 mil

Premiação de 2013
1ª fase (64 avos) – R$ 300 mil (grupo 1)  / R$ 265 mil (2) / R$ 150 mil (3)
2ª fase (32 avos) – R$ 300 mil (grupo 1) / R$ 265 mil (2) / R$ 150 mil (3)
3ª fase (16 avos) – R$ 400 mil
Oitavas de final – R$ 500 mil
Quartas de final – R$ 700 mil
Semifinal – R$ 800 mil
Vice-campeão – R$ 1,8 milhão
Campeão – R$ 3 milhões

Cota máxima do campeão: R$ 6,0 milhões

Grupos dos pernambucanos: 2 – Náutico; 3 – Santa Cruz, Sport e Salgueiro
Cotas: Salgueiro R$ 1,2 milhão, Santa R$ 300 mil, Sport R$ 300 mil, Náutico R$ 265 mil

Premiação de 2012
1ª fase (32 avos) – R$ 250 mil (grupo 1) / R$ 220 mil (2) / R$ 120 mil (3)
2ª fase (16 avos) – R$ 250 mil (grupo 1) / R$ 220 mil (2) / R$ 120 mil (3)
Oitavas de final – R$ 300 mil
Quartas de final – R$ 400 mil
Semifinal – R$ 500 mil
Vice-campeão – R$ 1,5 milhão
Campeão – R$ 2,5 milhões

Cota máxima do campeão: R$ 4,2 milhões

Grupos dos pernambucanos: 2 – Náutico e Sport; 3 – Santa Cruz
Cotas: Náutico R$ 440 mil, Sport R$ 440 mil, Santa R$ 120 mil

Time reserva do Sport goleia o Salgueiro com a mobilidade esperada para o titular

Pernambucano 2015, 3ª rodada: Salgueiro 0x3 Sport. Foto: Vandinho Dias/Supramax

Danilo Fernandes; Alex Silva, Oswaldo, Henrique Mattos e Evandro; Ronaldo, Wendel, Danilo e Élber; Mike e Joelinton.

O Sport entrou no Cornélio de Barros com uma formação reserva. Apenas Élber havia sido titular no fraquíssimo empate diante do Coruripe. E resultou em mais um capítulo do oscilante time da Ilha. Lanterna no grupo B do Nordestão, o Leão é o líder do Estadual, com 100% em três rodadas. Contra o Salgueiro, com o carnaval já fazendo barulho no estado, o time de Eduardo Batista teve um rendimento bem melhor, apesar de peças de qualidade técnica menor, em tese.

O ponto de equilíbrio nesta sexta foi justamente o remanescente do tropeço de quarta. Élber, outrora destaque no Clássico das Multidões, com dois gols, foi o nome do duelo no Sertão, dando assistências para os primeiros tentos, de Danilo e Mike, e depois marcando um belo gol para fechar o placar, 3 x 0.

Enquanto estava 1 x 0, no segundo tempo, o Leão teve dois impedimentos mal marcados pelo bandeirinha Marlon Rafael e depois contou com a sorte, com Anderson Lessa isolando uma penalidade. No restante, um time mais solto. Se faltou a aproximação no Nordestão, a garotada correu bastante, dando opções ao ataque. Inclusive o estreante Evandro, de 18 anos, no esquerda.

Enquanto o jogo caminhava para os minutos finais, a torcida já questionava nas redes sociais: Eduardo deve manter o time para a próxima partida? Não. Pois isso significaria deixar Magrão, Durval, Mancha e Diego Souza de fora. O que Eduardo precisa é que a formação titular corra do mesmo jeito…

Pernambucano 2015, 3ª rodada: Salgueiro 0x3 Sport. Foto: Vandinho Dias/Supramax

O som da velha sirene tocando alto na nova arena

Sinere na Arena Pernambuco. Imagem: Arena Pernambuco/facebook

O som alto da sirene era uma tradição nos três estádios do Recife.

Vitória do Náutico nos Aflitos? A sirene tocava.
Vitória do Sport na Ilha do Retiro? A sirene tocava.

Hoje, apenas o Santa Cruz mantém o costume, com o som um pouco mais baixo no Arruda a cada triunfo coral.

Nos rivais, ações da vizinhança acabaram com a tradição. Na casa leonina, moradores dos edifícios construídos a partir de 1996 conseguiram proibir o som na justiça. O mesmo ocorreu no entorno do Eládio de Barros Carvalho.

Por isso, a nova sirene na Arena Pernambuco foi tão simbólica.

A goleada do Náutico sobre o Serra Talhada por 4 x 0, em 11 de fevereiro de 2015, marcou a estreia da sirene do estádio em São Lourenço.

Não era uma sirene de fato, mas o som característico emitido pels caixas do sistema de som do estádio. Durou alguns minutos.

A medida deverá se estender não só aos jogos do Náutico, como às apresentações de Santa Cruz e Sport, caso mandem seus jogos por lá.

A “sirene da vitória” deverá continuar sem aperreio na arena até o dia em que a Cidade da Copa for erguida, uma promessa ainda não cumprida. Aí, haverá a chance de algum vizinho insatisfeito pedir para que ela seja desligada…

Uma final disputada anos depois. Mundial de 1978 em 2015, Brasileiro de 1987 em..

Sport final do Campeonato Brasileiro de 1987, em 7 de fevereiro de 1988. Foto: Ribamar/arquivo pessoal

Boca Juniors e Liverpool deixaram de jogar a Copa Intercontinental de 1978 por falta de datas. Foi a última vez que uma temporada não terminou com um campeão mundial interclubes. No entanto, a lacuna deverá ser preenchida.

Segundo a imprensa argentina, através do canal de televisão Tyc Sports, os dois clubes entraram num acordo para jogar a “decisão” em maio. A partida já contaria com o aval da AFA, a CBF dos hermanos. Os jogadores que disputariam o título aberto seriam os componentes dos elencos de 2015.

Uma outra edição da Copa Intercontinental segue sem campeão. Também sem acordo, Independiente e Bayern de Munique não se enfrentaram em 1975. Neste caso, ainda não há qualquer conversa para reagendar a disputa.

Por mais bizarra que a ideia possa parecer, há um precedente internacional.

Em setembro de 1999, Cruzeiro e River Plate disputaram o título da Recopa. Só que a taça sul-americana em questão era a de 1998, também não realizada no ano correto por falta de datas entre os campeões da Liberta e da Supercopa.

Fazendo um exercício de suposição, vamos a um outro ano… 1987.

Poderia ocorrer o mesmo no polêmico Brasileirão? Judicialmente, não haveria possibilidade de um confronto oficial entre Sport e Flamengo, uma vez que a questão está transitada em julgado, além do fato de o Leão ter vencido por W.O. em 27 de janeiro de 1988. De toda forma, se algo inacreditável assim saísse do papel, os rubro-negros se enfrentariam com os seus times atuais.

No post, as duas formações titulares nas decisões. A do Sport no último jogo do quadrangular final, contra o Guarani, em 7 de fevereiro de 1988, na Ilha, e a do Fla na decisão do módulo verde, em 13 de dezembro de 1987, no Maracanã.

Qual é a sua opinião sobre a disputa em campo de um título anos depois de sua data original? Entre a correção da história e o non sense.

Flamengo na final do Módulo Verde do Campeonato Brasileiro de 1987. Foto: Placar/reprodução

Press kit oficial no futebol pernambucano

Kit "Sport Press" de fevereiro de 2015. Foto: Cassio Zirpoli/DP/D.A Press

Os grandes clubes do futebol brasileiro contam há tempos com kits de mídia para a imprensa. São pequenos livretos com informações do clube, sobre elenco e detalhes das partidas. São distribuídos aos jornalistas antes dos jogos.

Em Pernambuco, o Sport reativou o seu. Após alguns exemplares em 2012, o clube lançou o primeiro boletim de 2015 no jogo contra o Coruripe, pelo Nordestão. O Sport Press tem oito páginas, incluindo a capa. Dentro, um resumo sobre a fundação do Leão, os títulos do clube e fotos e dados de 27 atletas, além do técnico Eduardo Batista. Na penúltima página, espaço em branco reservado para a apuração da partida em questão.

Confiras as imagens do kit leonino numa resolução maior: histórico e elenco.

Clubes como Bahia e Inter produzem há alguns anos press kits até em partidas na condição de visitante. Eis os modelos contra Náutico e Sport em 2012.

Press kits de Internacional e Bahia contra Náutico e Sport, na Série A de 2012

No ano passado, também na elite, o Palmeiras veio à Arena Pernambuco enfrentar o Leão e trouxe um press kit ainda mais detalhado, com estatísticas sobre o próprio confronto. Veja as imagens: capa, estatísticas e elenco.

As assessorias de imprensa de Náutico e Santa Cruz, até o momento, entregam apenas as escalações do time. Que alvirrubros e tricolores também melhorem a divulgação de seus times, e que o Sport não faça um trabalho intermitente…

Obs. Há um erro no histórico do Sport Press. É citado um “pentacampeonato do Nordeste”, com os títulos de 1968, 1970, 1994, 2000 e 2014. Oficialmente, são 3 taças do Nordeste (1994, 2000 e 2014) e 1 do Norte-Nordeste (1968). A tal conquista de 1970 foi, na verdade, a fase nordestina do Torneio Norte-Nordeste, organizado pela CBD, no qual o clube acabou vice-campeão.

Press kit do Palmeiras para o jogo Sport x Palmeiras, na Arena Pernambuco, na Série A de 2014. Foto: Cassio Zirpoli/DP/D.A Press

Podcast 45 minutos (101º) – Pressão no Sport, evolução no Náutico. Concorda?

A 101ª edição do podcast 45 minutos, a última antes do carnaval, faz uma análise detalhada das apresentações de Sport e Náutico no Nordestão e no Pernambucano, respectivamente. O tropeço leonino que aumentou a pressão sobre a formação de Eduardo Batista e a evolução alvirrubra nos jogos na Arena. No programa, lembrando, o compartilhamento no facebook ou no twitter o credencia a participar do sorteio de camisas oficiais de Náutico, Santa, Sport, América, Central, Serra Talhada, Recife Mariners e ingressos VIP para a Arena .

Estou neste podcast ao lado de Celso Ishigami, Fred Figueiroa, João de Andrade Neto e Rafael Brasileiro. Ouça agora ou quando quiser!

Criando e definindo bem, o Náutico desencanta com goleada no Estadual

Hexagonal do Pernambucano 2015, 3ª rodada: Náutico x Serra Talhada. Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press

A primeira vitória oficial do Náutico em 2015 teve uma participação efetiva do setor ofensivo. Gols dos atacantes Renato, no primeiro tempo, Josimar, duas vezes, e Guilherme na segunda etapa, com duas assistências do meia Bruno Alves, o principal organizador de jogadas, e outras duas de Jefferson Renan.

Com o categórico 4 x 0 sobre o Serra Talhada, numa noite deserta na Arena Pernambuco, o Timbu enfim se recuperou no hexagonal do Estadual. O resultado dá fôlego após três rodadas, até porque em pleno sábado de Zé Pereira haverá o Nordestão na agenda, contra o Moto Club.

E fôlego o time mostrou mesmo, com seis jogadores da base em campo durante boa parte do jogo contra os sertanejos, na 4ª apresentação consecutiva em São Lourenço. É verdade que após abrir o placar aos 8 minutos – com Renato dando mais mobilidade ao time -, o Náutico “abdicou” de atacar, esperando os contragolpes, mas ao menos não sofreu uma grande pressão.

Entrosado, o Serra trocou passes, inversões de jogo… mas não finalizou. No segundo tempo, com a marcação encaixada, o Náutico chegou ao segundo gol com Josimar desabafando na comemoração – o centroavante vinha merecendo as críticas. No fim, duas rápidas jogadas pelo lado esquerdo de Jefferson Renan terminaram com gols de Josimar e Guilherme. Cangaceiro abatido.

No domingo, na condição de visitante, a torcida alvirrubra aplaudiu o time mesmo na derrota. Entendeu o esforço em campo. Desta vez, os 1.701 torcedores presentes aplaudiram com o gostinho da vitória, a primeira do ano.

Hexagonal do Pernambucano 2015, 3ª rodada: Náutico x Serra Talhada. Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press

Sem intensidade, o Sport não passa pelo Coruripe e fica pressionado no regional

Copa do Nordeste 2015, 2ª rodada: Sport x Coruripe. Foto: Marlon Costa/FPF/assessoria

A apresentação do Sport foi muito, muito ruim.

Apontado como principal favorito ao título do Nordestão de 2015, o Leão iniciou o torneio perdendo em São Luís. Na segunda rodada, voltou à Ilha do Retiro após 100 dias mandando seus jogos apenas na Arena Pernambuco. A arquibancada da velha casa pintada, melhoras no gramado… mas faltou futebol.

Na verdade, vem faltando. A sonora vaia após a vitória sobre o Náutico, no domingo, pelo Estadual, foi um aviso. A torcida está insatisfeita com o rendimento do time, abaixo do potencial técnico. Contra o Coruripe, cuja folha não passa de R$ 100 mil (1/20 do gasto leonino), o time ficou no 0 x 0.

O senso comum apontaria o resultado como “nota”. Mas, nesta noite, essa nota foi apenas do Sport, pois os alagoanos criaram as melhores chances, exigindo duas ótimas defesas de Magrão. Na reta final, o Coruripe chegou a colocar o rubro-negro na roda, com a bola de pé em pé. A marcação só observava.

Vale ressaltar que Eduardo Batista montara o Leão com o quarteto ofensivo formado por Diego Souza, Régis, Élber e Samuel. Em ação no primeiro tempo, a formação não funcionou. Esperava-se mais tabelas, mas o Sport insistiu nas laterais, sem intensidade – Patric faz muita falta no lado direito.

Diego Souza e Élber saíram no intervalo, entrando Joelinton e Mike. Um pouco mais de movimentação e só. No fim, a Ilha, um tanto vazia, vaiou o time de novo.

A situação do Sport vai se complicando no grupo B. De favorito a vexame?

Copa do Nordeste 2015, 2ª rodada: Sport x Coruripe. Foto: Marlon Costa/FPF/assessoria