Classificação da Série B 2017 – 7ª rodada

A classificação da 7ª rodada da Série A de 2017. Crédito: Superesportes

Em mais uma terça-feira cheia na Série B, uma derrota pernambucana, em casa, e uma vitória pernambucana, como visitante. Na Arena, o Náutico perdeu do Paraná com um gol nos descontos. Segue na lanterna, agora o único clube sem vitória. No Castelão, o Santa superou o Ceará com bela atuação na etapa complementar. Com isso, voltou ao G4, subindo do 7º para o 4º lugar. Tomou o lugar do Internacional, que empatou mais uma – não por acaso, os corais estão na frente pelo número de vitórias, 4 x 3.

Resultados da 7ª rodada
Náutico 1 x 2 Paraná
Guarani 2 x 0 Paysandu
Londrina 1 x 1 Oeste
Figueirense 2 x 2 Criciúma
Goiás 4 x 1 Boa
Juventude 3 x 0 ABC
CRB 1 x 2 Vila Nova
Ceará 1 x 3 Santa Cruz
América 1 x 1 Internacional
Luverdense 4 x 0 Brasil 

Balanço da 7ª rodada
4V dos mandantes (20 GP), 3E e 3V dos visitantes (12 GP)

Agenda da 8ª rodada
16/06 (19h15) – Criciúma x Guarani (Heriberto Hulse)
16/06 (20h30) – Ceará x Luverdense (Castelão)
16/06 (20h30) – Paraná x Figueirense (Durival de Britto)
16/06 (21h30) – Goiás x ABC (Serra Dourada)
17/06 (16h30) – Santa Cruz x Internacional (Arruda)
17/06 (16h30) – Boa x Náutico (Dilzon Melo)
17/06 (16h30) – Paysandu x Juventude (Mangueirão)
17/06 (16h30) – CRB x Londrina (Rei Pelé)
17/06 (19h00) – Brasil x Vila Nova (Bento Freitas)
17/06 (21h00) – Oeste x América (Arena Barueri)

Na primeira partida pós-Eutrópio, Santa vence Ceará no Castelão com autoridade

Série B 2017, 7ª rodada: Ceará 1x3 Santa Cruz. Crédito: Premiere/Sportv (reprodução)

Houve um momento emblemático no Santa Cruz na partida no Castelão. Embora tenha virado sobre o Ceará com três gols no segundo tempo, quando melhorou a pegada, chamou a atenção a mudança efetuada no período pelo técnico (interino?) Adriano Teixeira. Por volta dos 19 minutos, ele substituiu o meia Léo Lima, titular, mas ainda em busca de um melhor condicionamento para suportar o jogo todo, pelo atacante Augusto, ex-Campinense. O tricolor havia acabado de empatar, num gol de extrema categoria do próprio LL. Há poucos dias, talvez um volante tivesse sido acionado nesta troca. Ao menos era o histórico de Vinícius Eutrópio, que não conseguiu tirar a equipe coral de uma linha defensiva com pouca inspiração à frente.

Com o time vindo de duas derrotas e encarando uma das pedreiras da Série B, como visitante, Adriano não tinha muito a perder. Ganhou a oportunidade e fez diferente, arriscou. Embora Augusto não tenha sido decisivo na virada, a postura à frente deu ao time pernambucano a condição de buscar um resultado interessante na capital alencarina. Aos 25 minutos, o atacante Bruno Paulo (de bom encaixe com Bueno) arrumou espaço na entrada da área e finalizou bem demais, acertando o ângulo. A virada deixou o vozão atordoado – pouco antes havia acertado o travessão, em ótima oportunidade -, com o Magnata anulado por Nininho, surpreendendo como substituto de Vítor.

Com a marcação adiantada e contando com a mobilidade de André Luís, na visão do blog o melhor jogador do time até o momento, o Santa passou a ter a bola em seguidos contragolpes. Em um desses, Augusto, aí sim efetivo, cruzou da direita e Ricardo Bueno (levemente adiantado) empurrou para as redes, 1 x 3. Os três gols da vitória foram anotados por reforços visando o Brasileiro. Tecnicamente, peças que poderiam dar uma nova cara ao time. Desde que o comandante conseguisse enxergar uma nova proposta. Adriano conseguiu e, como prêmio, ainda recolocou o Santa no G4…

Série B 2017, 7ª rodada: Ceará 1x3 Santa Cruz. Crédito: Premiere/Sportv (reprodução)

Desarrumado, Náutico leva virada do Paraná nos descontos. Segue lanterna

Série B 2017, 7ª rodada: Náutico 1x2 Paraná. Foto: Peu Ricardo/DP

O calvário do Náutico permanece na Série B, isolado na última posição. De 21 pontos disputados, o time somou apenas dois, em empates como mandante. A vitória vem passando longo do alvirrubro, que parece não evoluir em termos de organização. De volta à Arena Pernambuco, contra o Paraná Clube, equipe até teve mais volume de jogo, mas foi afobada do início ao fim.

Embora tenha aberto o placar logo aos cinco minutos, a vantagem durou pouco, repetindo o cenário contra o Oeste. A dificuldade para marcar gols é imensa. Tanto que o tento pernambucano saiu numa trapalhada do goleiro Richard, que chutou mal, com a bola nos pés de Vinícius. Após a estreia no Beira-Rio, quando balançou as redes, o atacante voltou a marcar. Esse faro de gol talvez seja o único saldo positivo da noite – sobretudo numa comparação com os demais nomes à frente, como Esquerdinha, penteando demais a bola, e Alison, sem intimidade com o gol. De resto, um time que não troca três passes em direção ao gol adversário, abusando basicamente uma jogada: bola para Erick, de fato bem acima da média no elenco.

E mesmo Erick abusou, desperdiçando a melhor chance de desempatar no segundo tempo, já aos 42. Pior. Pouco depois, aos 46, saiu o segundo gol dos visitantes num contragolpe, 1 x 2. Aqui, vale a ressalva sobre Erick, que vive a sua primeira temporada profissional, já carregada de uma responsabilidade causada pelo colapso financeiro (e administrativo) do clube, com limitação em reforços. Uma consequência disso é de Waldemar Lemos. O técnico, que assumiu o time há pouco mais de um mês, não tem um bom histórico de organização tática. Seu papel parece mais associado ao de um bombeiro, trabalhando o psicológico do grupo. Até aqui, insuficiente. Envolto numa eleição antecipada, o Náutico precisa seguir olhando para 2017. Para o time e para o comando técnico. A péssima largada já compromete, desde já, 2018…

Série B 2017, 7ª rodada: Náutico 1x2 Paraná. Foto: Peu Ricardo/DP

Sorteio da Sul-Americana com 2 potes dividindo 32 clubes. Fórmula secreta

Os 2 potes do sorteio ad Copa Sul-Americana de 2017. Crédito: Conmebol/divulgação

Faltando 24 horas para o sorteio da segunda fase da Copa Sul-Americana, em Luque, finalmente a Conmebol detalhou o formato, através do diretor de competições, Hugo Figueredo. Ao contrário da Libertadores, não havia qualquer critério no regulamento oficial da Sula 2017, conforme observado no blog. Pra variar, pois na primeira fase ocorreu o mesmo. Ou seja, a tal renovação na entidade é mais na embalagem que no conteúdo.

Dos 32 clubes, 22 se classificaram na 1ª fase, incluindo o Sport, e 10 vieram da Libertadores, com os terceiros colocados da fase de grupos e os melhores entre os eliminados na fase Pré. Para a formação do chaveamento definitivo do torneio, com cinco fases até a decisão, foram criados dois potes. No primeiro, os times da Liberta e os seis de melhor campanha no primeiro mata-mata da própria Sul-Americana. No segundo, os 16 restantes da Sula.

Aí, entra um problema grave sobre a não divulgação. O Sport, por exemplo, atuou em Montevidéu com um time reserva, imaginando a administração do 3 x 0 aplicado na Ilha. No sufoco, passou nos pênaltis. Contudo, ninguém sabia que uma eventual vitória lá (com Ronaldo Alves, Rithely e Diego Souza poupados) deixaria o time no pote 1. Fica o recado para 2018…

Pote 1
Estudiantes, Tucumán, Flamengo, Chapecoense, Iquique, Independiente Medellín, Santa Fe, Junior, Libertad, Olimpia, Sol de América, Arsenal, Universidad Católica (Equador), Corinthians, Boston River e LDU

Pote 2
Cerro Porteño, Racing, Independiente, Oriente Petrolero, Potosí, Huracán, Fluminense, Fuerza Amarilla, Sport, Nacional (Paraguai), Deportivo Cali, Bolívar, Palestino, Patriotas, Ponte Preta e Defensa y Justicia.

Os clubes dos pote 1 definem o confronto em casa nesta fase. No entanto, no sorteio dos 16 confrontos serão definidas as nomenclaturas de cada duelo, de O1 até 016. Os vencedores irão “levar” a numeração até a decisão, pois o menor número em cada chave definirá a vantagem do mando de campo.

Ex. Embora na 2ª fase já seja certo que o Sport jogará a volta como visitante, o Sport poderia ser “O1″ e definir as fases seguintes sempre em casa.

Os 10 gols mais rápidos da história da Seleção em 1.078 jogos, com DS87 em 1º

Amistoso, 2017: Austrália 0x4 Brasil. Foto: Lucas Figueiredo/CBF

A Gerência de Arquivo e Memória da CBF detalhou a lista com os gols mais rápidos já marcados pela Seleção. Considerando os 1.078 jogos do time principal, contra seleções, clubes ou combinados, o primeiro gol de Diego Souza no amistoso em Melbourne tornou-se o mais ligeiro. O recorde anterior, de Willian, durou exatos 20 meses – curiosamente, o próprio Willian cobraria o escanteio para o segundo gol de DS87 no Melbourn Cricket Ground. Abaixo, o vídeo do histórico gol do craque do Sport, do apito inicial à bola na rede.

Em relação ao tempo dos gols, conforme ressalvado pelo blog no post anterior, durante muitos os anos não foram considerado os segundos para os registros dos tentos, nem cronômetro nem na súmula. Apenas os minutos. Por sinal, três dos gols mais rápidos estão neste contexto, com 1 minuto.

Os 10 gols mais rápidos da seleção principal
0min10s – Diego Souza (Brasil 4 x 0 Austrália, 13/06/2017)
0min35s – Willian (Brasil 3 x 1 Venezuela, 13/10/2015)
0min46s – Jairzinho (Brasil 2 x 1 Argentina, 08/03/1970)
0min47s – Ronaldo (Brasil 3 x 1 Bolívia (05/09/2004)
1min00s – Gil (Brasil 4 x 3 Pumas, 02/06/1976)
1min00s – Toninho Baiano (Brasil 2 x 2 Seleção Gaúcha, 25/05/1978)
1min00s – Romário (Brasil 8 x 2 Honduras, 08/06/1994)
1min20s – Miranda (Brasil 2 x 1 Colômbia, 06/09/2016)
1min40s – Denilson (Brasil 7 x 0 Peru, 26/06/1997)
1min50s – Jonas (Brasil 2 x 0 Panamá, 29/05/2016)

Brasil goleia a Austrália com dois gols de Diego Souza, o primeiro aos 10 segundos

Amistoso, 2017: Austrália x Brasil. Foto: Brasil Globar Tour/twitter (@BGT_ENG)

Início de jogo com a Austrália trocando passes para trás. No primeiro toque à frente, Giuliano interceptou e enfiou para Diego Souza. O camisa 21 entrou na área pela direita e tocou apenas uma vez na bola. Bastou para abrir o placar no Melbourn Cricket Ground, com apenas 10 segundos. Simplesmente o gol mais rápido da história da Seleção Brasileira, em sua 1.078ª apresentação desde 1914, considerando partidas contra clubes e países. Desde que a cronometragem passou a marcar os segundos dos gols, no futebol, ninguém havia precisado de tão pouco tempo. O recorde pertencia a Neymar, embora num contexto mais amplo, com a Seleção Olímpica. Em 2016, nos Jogos do Rio, o craque do Barça marcou sobre Honduras com 14 segundos.

Voltando ao amistoso, o gol do meia do Sport, jogando como centroavante na Canarinha, abriu a goleada por 4 x 0. Foi um jogo com muitas mudanças na equipe, começando pelo ataque brasileiro, sem Neymar, que não foi convocado, e Gabriel Jesus, que se machucou contra a Argentina. Com o país confirmado na Copa do Mundo de 2018, Tite aproveitou para testar outras peças, como Diego Souza, que nunca ficara tanto tempo em campo pelo Brasil nesta temporada. Titular e presente o jogo inteiro, o jogador anotou dois gols, desperdiçou outra boa chance e trabalhou muito bem como pivô. Inclusive, participou de forma direta do terceiro gol, numa jogada iniciada por Willian, com Paulinho tabelando com Diego e tocando para Taison marcar – Thiago Silva, de cabeça, marcara o segundo tento. No último lance, em cobrança de escanteio, Diego fez de cabeça. Deixou boa impressão.

Convocado três vezes, para cinco partidas, o craque do Sport totaliza 169 minutos na Seleção Brasileira sob o comando de Tite. Agora, para voltar a ser lembrado, DS87 precisa retomar o ritmo na Ilha. Ah! Um rubro-negro não fazia um gol pelo Brasil desde 23/09/1981, com Roberto Coração de Leão, no 6 x 0 sobre a Irlanda, no Rei Pelé. Foi, também, a primeira vez que um atleta do clube marcou 2 gols num jogo da Canarinha. No futebol pernambucano, não acontecia desde Nunes, do Santa Cruz, em 1978. Manhã histórica…

Participação de Diego Souza na Seleção em 2017
25/01 – Brasil 1 x 0 Colômbia (titular, 64 minutos)
23/03 – Uruguai 1 x 4 Brasil (reserva, 5 minutos)
28/03 – Brasil 3 x 0 Paraguai (reserva, 6 minutos)
09/06 – Brasil 0 x 1 Argentina (reserva, não entrou)
13/06 – Austrália 0 x 4 Brasil (titular, 94 minutos e 2 gols)

Amistoso, 2017: Austrália x Brasil. Foto: Brasil Globar Tour/twitter (@BGT_ENG)

Austrália x Brasil ao vivo via CBF TV

A CBF liberou o sinal de transmissão do amistoso entre Brasil e Austrália, em Melbourne, através do compartilhamento de seu perfil oficial no Livestream. Um jogo marcado pela titularidade de Diego Souza, do Sport, na vaga do machucado Gabriel Jesus. O camisa 21 da Seleção assume o ataque.

Como ocorreu na sexta-feira, diante dos argentinos, a confederação não negociou os direitos com a Rede Globo. Além da exibição online, comprou espaços na tevê aberta, na TV Brasil (TV Universitária no Recife, canal 11) e TV Cultura (TV Nova no Recife, 22). Assista, a partir de 7h05.

Atualização: o Brasil goleou por 4 x 0, com dois gols de Diego Souza.