As cotas da Sul-Americana e Libertadores de 2018, com evolução nas fases finais

As cotas da Copa Sul-Americana e da Taça Liberadores da América de 2018. Arte: Cassio Zirpoli/DP

A Conmebol divulgou os valores das cotas de participação na Libertadores e na Sul-Americana de 2018, ambas com aumento apenas na reta final. Como de praxe, premiações em dólares desde a primeira fase – ao todo, 14 clubes brasileiros estão inscritos nas duas copas continentais. Na Liberta, a evolução financeira foi registrada a partir da semifinal, com as parcelas dobradas paras os finalistas. Já na Sula, mais receita para o campeão e para o vice.

Como a CBF já detalhou as cotas das oito fases da Copa do Brasil é possível traçar uma comparação entre as principais copas envolvendo brasileiros na temporada. A Libertadores é mais rentável até as quartas, com o torneio nacional disparando nos últimos mata-matas. Lembrando que desde 2017 não há restrição sobre a participação simultânea na copa nacional e num torneio sul-americano. Logo, é possível captar bastante grana nas duas frentes…

A Sula de 2018 é a primeira em seis anos sem clubes pernambucanos, após Sport (2013, 2014, 2015, 2016 e 2017), Náutico (2013) e Santa (2016).

Premiação máxima para o campeão de 2018 (soma das fases)
R$ 67,3 milhões – Copa do Brasil (14 jogos)
R$ 37,4 milhões – Libertadores (18 jogos, a partir da estreia dos brasileiros)
R$ 14,2 milhões – Sul-Americana (12 jogos)

Cotação: US$ 1,00 = R$ 3,21 (21/12/2017) 

Cotas da Taça Libertadores da América 2018 (participação por fase)
1ª fase (Pré) – R$ 802 mil (US$ 250.000)*
2ª fase (Pré) – R$ 1,28 milhão (US$ 400.000)**
3ª fase (Pré) – R$ 1,28 milhão (US$ 400.000)**
Fase de grupos – R$ 5,78 milhões (US$ 1.800.000)
Oitavas – R$ 2,40 mihões (US$ 750.000)
Quartas – R$ 3,05 milhões (US$ 950.000)
Semifinal – R$ 4,33 milhões (US$ 1.350.000)
Vice – R$ 9,63 milhões (US$ 3.000.000)
Campeão – R$ 19,27 milhões (US$ 6.000.000)
* O clube eliminado na fase ganha mais R$ 160 mil (US$ 50 mil)
** O clube eliminado na fase ganha mais R$ 321 mil (US$ 100 mil)

8 brasileiros na disputa: Corinthians, Palmeiras, Santos, Grêmio, Cruzeiro e Flamengo na fase de grupos; Vasco e Chapecoense na 2ª preliminar

Cotas da Sul-Americana 2018 (participação por fase)
1ª fase – R$ 802 mil (US$ 250.000)
2ª fase – R$ 963 mil (US$ 300.000)
Oitavas – R$ 1,20 milhão (US$ 375.000)
Quartas – R$ 1,44 milhão (US$ 450.000)
Semifinal – R$ 1,76 milhões (US$ 550.000)
Vice – R$ 3,85 milhões (US$ 1.200.000)
Campeão – R$ 8,02 milhões (US$ 2.500.000)

6 brasileiros na disputa: Atlético-MG, Botafogo, Atlético-PR, Bahia, São Paulo e Fluminense

O regulamento oficial do Pernambucano 2018, com 7 vagas para outros torneios

Logo oficial do Campeonato Pernambucano de 2018. Crédito: FPF/reprodução

O regulamento oficial do Campeonato Pernambucano de 2018, publicado pela FPF no site oficial, confirma as novidades para a competição, que foi reduzida após dez anos. Em vez de doze, onze clubes, com todos voltando a se enfrentar após quatro anos – excluindo o ‘hexagonal do título’. Ah, a zona de rebaixamento segue com duas vagas, com apenas um time ascendendo. Assim, haverá uma nova redução, com o Estadual de 2019 tendo dez participantes, no fim do período de transição forçado pelo calendário.

Voltando à 104ª edição (ofício abaixo), o Estadual oferece sete vagas em outras competições, todas em 2019. Com a reformulação do Nordestão, apenas o campeão pernambucano irá assegurar a vaga, com as outras duas vagas locais no regional determinadas pelo Ranking da CBF. Como a Copa do Brasil mantém as três vagas, a FPF também resolveu manter a disputa pelo 3º lugar, que será disputada em apenas um jogo, seguindo o formato das quartas de final e da seminal. Apenas a decisão será em ida e volta.

Participantes: Sport, Salgueiro, Santa Cruz, Náutico, Belo Jardim, Central, Flamengo de Arcoverde, Afogados, América, Vitória e Pesqueira

As vagas para 2019 através do Campeonato Pernambucano de 2018
Nordestão – apenas o campeão
Copa do Brasil – campeão, vice e 3º lugar
Série D – os três melhores colocados na 1ª fase (à parte das Séries A, B e C)

Fórmula de disputa
1) Primeira fase com 11 clubes em turno único, avançando os 8 melhores
2) Quartas de final (1 x 8, 2 x 7, 3 x 6 e 4 x 5) em jogos únicos*
3) Semifinais em jogos únicos*
4) Final em ida e volta*
* Em caso de igualdade em pontos e saldo, pênaltis

Para o Estadual, a federação pernambucana de futebol exige uma capacidade mínima de público apenas nas duas últimas fases, com 10 mil lugares – Arruda, Arena, Ilha, Lacerdão e Cornélio atendem ao pré-requisito. Aos demais, porém, o parágrafo 3º do artigo 20 abre espaço para arquibancadas tubulares com laudos técnicos – o que não havia anteriormente.

Confira a tabela da primeira fase, já com a grade de tevê, clicando aqui.

Análise do mapa de curtidas dos maiores clubes do Nordeste, via Globo/Facebook

Nº de curtidas dos clubes no facebook. Arte: Cassio Zirpoli/DP

O globoesporte.com lançou a nova versão do Mapa de curtidas dos times do Brasil no facebook, numa parceria com a rede social de Mark Zuckerberg. Com 102 milhões de usuários ativos no país, o face é um bom termômetro acerca das torcidas, embora qualquer pessoa possa curtir quantos times quiser – seja por empatia, em maior ou menor grau, ou por curiosidade sobre as atividades dos rivais. De toda forma, o mapa interativo de 2017 traz dados interessantes. Aqui, um viés sobre os sete principais clubes do Nordeste.

Embora a recorrente influência de Flamengo e Corinthians seja grande no interior da Bahia, do Ceará e de Pernambuco, nas respectivas regiões metropolitanas a força dos times locais ainda é enorme. Por sinal, nesta temporada o levantamento também trouxe um gráfico com os dois clubes mais curtidos em cada município. E a dupla Ba-Vi aparece em 17 cidades (sendo a 6º dupla com mais cidades), enquanto o Clássico das Multidões está presente em 14 (7º lugar) e o Clássico-Rei em 9 (10º lugar).

Número de curtidas no facebook em 2017. Quadro: Cassio Zirpoli/DP

A partir dos dados também é possível conferir o número de pessoas presentes em cada página oficial no face dentro e fora do estado de origem. E a massificação da informação via internet parece ter elevado esse segundo dado, numa surpresa positiva. O menor percentual de ‘torcida forasteiro’ está na casa de 28%, com o Ceará, um dado já alto. O Santa chegou a 40%! O G7 do Nordeste, aliás, está presente em todos os 27 estados brasileiros, com São Paulo sendo, disparado, o maio centro de curtidas fora da região.

Número de curtidas em 20/12/2017 (% estado de origem x % demais locais)
1.114.404 (69,3% x 30,6%) – Bahia (ecbahia)
1.086.005 (69,5% x 30,4%) – Sport (sportclubdorecife)
668.424 (71,1% x 28,8%) – Ceará (cearasc)
626.168 (63,7% x 36,2%) – Fortaleza (fortalezaec)
570.386 (58,9% x 41,0%) – Santa Cruz (oficialsantacruzfc)
433.351 (68,7% x 31,2%) – Vitória (ecvitoriaoficial)
211.608 (60,6% x 39,3%) – Náutico (nauticope)

Abaixo, os cinco estados com mais curtidas de cada clube e o mapa de influência na região, segundo o globoesporte/facebook, com a cor mais escura indicando uma presença mais forte.

Curtidas do Náutico no facebook, em 20/12/2017. Crédito: globoesporte.com/reprodução (+ arte de Cassio Zirpoli/DP)

Curtidas do Santa Cruz no facebook, em 20/12/2017. Crédito: globoesporte.com/reprodução (+ arte de Cassio Zirpoli/DP)

Curtidas do Sport no facebook, em 20/12/2017. Crédito: globoesporte.com/reprodução (+ arte de Cassio Zirpoli/DP)

Curtidas do Bahia no facebook, em 20/12/2017. Crédito: globoesporte.com/reprodução (+ arte de Cassio Zirpoli/DP)

Curtidas do Vitória no facebook, em 20/12/2017. Crédito: globoesporte.com/reprodução (+ arte de Cassio Zirpoli/DP)

Curtidas do Ceará no facebook, em 20/12/2017. Crédito: globoesporte.com/reprodução (+ arte de Cassio Zirpoli/DP)

Curtidas do Fortaleza no facebook, em 20/12/2017. Crédito: globoesporte.com/reprodução (+ arte de Cassio Zirpoli/DP)

Arena PE registra 14% de ocupação em 30 partidas oficiais do Trio de Ferro em 2017

Visão interna da Arena Pernambuco, a partir do anel superior. Foto: Arena Pernambuco/twitter (@arenapernambuco)

A quinta temporada da Arena Pernambuco foi a mais esvaziada em termos de público e renda no futebol, considerando os jogos oficiais dos grandes clubes da capital. Embora tenha recebido o mesmo número de partidas que o ano anterior neste contexto, 30, o borderô contabilizou uma queda de 44 mil torcedores, ou 18% a menos. A taxa de ocupação dos assentos vermelhos expõe de forma clara o cenário, com apenas 14%, reflexo da média de 6.690 – e olhe que o recorde de público, entre clubes, foi batido.

Pela primeira vez o empreendimento foi administrado do começo ao fim do ano pela Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco, que buscou soluções alternativas no entorno para o movimentá-lo (Domingo na Arena, Som na Arena e Arena games), além de eventos religiosos (um deles com 50 mil pessoas). No futebol propriamente dito, no entanto, a conta ficou difícil de fechar. Basta dizer que em 2014, com o Todos com a Nota ainda em execução, o faturamento do estádio foi de 14 milhões de reais, contando apenas o Trio de Ferro, enquanto em 2017 não chegou sequer a 3 milhões,

Nos quatro primeiros anos de operação do estádio em São Lourenço, nas gestões da Odebrecht e do governo, o resultado financeiro foi sempre negativo, com déficit de R$ 29,7 milhões em 2013, de R$ 24,4 milhões em 2014, de R$ 19,0 milhões em 2015 e de R$ 7,0 milhões em 2016. Improvável um quadro diferente no próximo balanço, a ser divulgado em junho.

Neste ano, a Arena Pernambuco registrou o pior público total, a pior média de público, a pior taxa de ocupação, a pior arrecadação, a pior média de renda e o pior tíquete médio. Apenas um dado escapou: número de jogos.

Balanço de público e renda do Trio de Ferro mandando seus jogos na Arena Pernambuco de 2013 a 2017. Quadro: Cassio Zirpoli/DP

A conturbada relação entre Náutico e Arena, mesmo com a gestão pública, resultou no menor calendário anual – desconsiderando 2013, com a operação iniciando em junho. Tanto que o alvirrubro chegou a jogar quadro vezes no Lacerdão, em Caruaru. Se em 2016 o time brigou pelo acesso, com jogos acima de 20 mil pessoas, desta vez a lanterna na Série B derrubou a presença da torcida, pela primeira vez abaixo de 10% de ocupação.

O balanço de público e renda do Náutico mandando seus jogos na Arena PE de 2013 a 2017. Quadro: Cassio Zirpoli/DP

Em junho, o governo do estado anunciou um pacote de 5 jogos com o Santa Cruz, numa sequência disputada na Série B. Foi o maior número de apresentações do clube desde 2014, mas a média de 6.374 torcedores ficou abaixo do dado até então registrado no Arruda – com 10.331 pessoas nos quatro jogos anteriores da competição. O tricolor não quis estender a parceria.

O balanço de público e renda do Santa Cruz mandando seus jogos na Arena PE de 2013 a 2017. Quadro: Cassio Zirpoli/DP

Assim como o rival coral, o Sport também teria firmado um acordo de cinco jogos na arena, mas acabou jogando apenas duas vezes – desconsiderando a Taça Ariano Suassuna, amistosa. Num desses jogos, no revés diante do Palmeiras, em 23 de julho, foi estabelecido o maior público entre clubes: 42.025. Embora a arrecadação tenha sido boa (maior que a soma dos 23 jogos do Náutico), o leão optou por voltar à Ilha por questão técnica.

O balanço de público e renda do Sport mandando seus jogos na Arena PE de 2013 a 2017. Quadro: Cassio Zirpoli/DP

A abaixo, a quantidade de jogos no Recife com mando do Trio de Ferro – os jogos de América, na Ilha (2x) e no Arruda (1x), e Belo Jardim, na Arena (1x), não estão computados. Vale destacar que em 2013 houve o clássico carioca entre Botafogo e Fluminense, com 9.669 pessoas e R$ 368 mil de renda. Por fim, a observação de que em 2015 e 2016 ocorreram jogos de portões fechados na Ilha (1x) e na Arena (1x), também desconsiderados.

Número de jogos oficiais do Trio de Ferro no Recife. Quadro: Cassio Zirpoli/DP

Jogador do ano em 2017: Erick (Náutico), Anderson Salles (Santa) e André (Sport)

Erick (Náutico), Anderson Salles (Santa) e André (Sport) em ação em 2017. Fotos: Ricardo Fernandes/DP (Erick e Salles) e Peu Ricardo/DP (André)

Erick, Salles e André, os eleitos do blog em cada clube em 2017. Concorda?

Há 50 anos o Chelsea elege o seu melhor jogador no ano, independentemente do desempenho do time, com direito ao troféu “Player of the Year”. Uma premiação à parte de federações e confederações, que regulam competições mundo afora. Trata-se de um reconhecimento interno do clube, institucional. Na temporada 2017 o meia Eden Hazard foi o escolhido – o belga já havia sido nomeado em 2014 e 2015. Outros clubes ingleses adotam a ideia, como Manchester United e Liverpool, desde 1998 e 2002, respectivamente.

As escolhas costumam ser feitas com o engajamento da torcida, baseadas na opinião de sócios e da comissão técnica. As festas para os anúncios, com transmissões exclusivas, contam com outros prêmios, como a revelação do ano, o gol mais bonito e os novos integrantes para o “hall da fama” particular. 

No futebol pernambucano não há nada do tipo, mas ao menos vale estudar a ideia, que poderia encorpar as ações de marketing. A partir da premiação em vigor nas potências da Premier League, o blog escolheu os principais nomes alvirrubros, tricolores e rubro-negros na década vigente. Uma artilharia, um acesso, uma atuação inesquecível numa decisão, um ano regular ou mesmo o fato de ter sido a exceção num mau momento do clube. Tem de tudo. Obviamente, as três listas estão abertas a críticas e dicas de novos nomes…

Náutico
2011 – Kieza (atacante), goleador da Série B (21 gols), com acesso à elite 
2012 – Kieza (atacante), 13 gols na Série A, levando o time à Sul-Americana
2013 – Maikon Leite (atacante), único destaque em ano horrível (8 gols na A)
2014 – Vinícius (meia), titular o ano inteiro, decisivo para o vice no PE
2015 – João Ananias (volante), pilar defensivo na boa campanha na Série B
2016 – Rony (atacante), 11 gols na Série B e destaque no 5º lugar na B
2017 – Erick (atacante), estreando como profissional, fez 9 gols em 39 jogos

Santa Cruz
2011 – Tiago Cardoso (goleiro), craque do Estadual e decisivo no acesso à C
2012 – Dênis Marques (atacante), artilheiro do PE (15 gols) e da Série C (11)
2013 – Tiago Cardoso (goleiro), destaque no tri do PE e no acesso à Série B
2014 – Léo Gamalho (atacante), 32 gols marcados na temporada
2015 – João Paulo (meia), destaque no título estadual e no acesso à Série A
2016 – Keno (atacante), com velocidade, ganhou o NE e fez 10 gols na A
2017 – Anderson Salles (zagueiro), artilheiro do time (10 gols) num ano ruim

Sport
2011 – Marcelinho Paraíba (meia), o nome da campanha do acesso à elite
2012 – Hugo (meia), apesar do descenso, até recuperou o time (8 gols na A)
2013 – Marcos Aurélio (meia), 32 gols e destaque no acesso à Série A
2014 – Neto Baiano (atacante), destaque nos títulos do Nordestão e do PE
2015 – Diego Souza (meia), 9 gols e 10 assistências no 6º lugar na Série A
2016 – Diego Souza (meia), marcou 14 gols, sendo o artilheiro da Série A
2017 – André (atacante), 16 gols na Série A, o novo recorde do clube

A projeção das cotas da Série A de 2018 a partir modelo da Globo previsto para 2019

A distribuição de cotas do Brasileirão a partir de 2019, segundo a Rede Globo. Crédito: Globo/reprodução

O formato de distribuição de cotas do Campeonato Brasileiro, a partir das vendas dos direitos de transmissão na televisão, mudará em 2019. A edição de 2018 será a última com todos contratos possíveis através da Rede Globo – tv aberta, tv fechada, pay-per-view, sinal internacional e internet. A partir de 2019, com a entrada do Esporte Interativo na tevê por assinatura, haverá uma divisão, de clubes e receitas. Forçada pela concorrência, a Globo resolveu adotar um sistema semelhante ao da Premier League. A divisão será 40% em parcelas iguais, 30% em rendimento e 30% em audiência, em vez de 50%, 25% e 25% da liga inglesa. Conforme informado pela empresa em 24 de março de 2017, o modelo valerá por seis edições, englobando a transmissão aberta – o PPV segue à parte. Hoje, 21* clubes estão acordados com a emissora para o período, incluindo NáuticoSanta Cruz e Sport.

Embora clubes como Santos e Inter tenham firmado com o Esporte Interativo, a tendência é que todos sigam com a Globo no sinal aberto. Logo, a regra deve ser geral. Como curiosidade, o blog simulou as cotas da Série A de 2018 com o futuro modelo. O montante de “cotas fixas” é de R$ 1,346 bilhão, já com a ampliação do ‘piso’, de R$ 23 mi para R$ 28 milhões, a partir do acordo feito pelo Ceará, informado pelo repórter Mário Kempes, de Fortaleza – o blog considerou este valor para os demais ‘não cotistas’ oriundos da segundona. Nesta projeção, a única ressalva é a receita do SporTV, incorporada ao montante, mas que seria repassada apenas aos contratados da Globo, claro. Portanto, em vez do atual sistema de (oito) castas, com um hiato de R$ 142 milhões entre a maior cota (Flamengo e Corinthians) e a menor (América, Ceará e Paraná), a diferença máxima seria de R$ 79 milhões, numa redução de 44%. E seria justamente o máximo possível, entre o atual campeão/maior cotista (Corinthians) e 4º lugar da Série B/menor cota (Paraná).

* América-MG, Atlético-GO, Atlético-MG, Avaí, Brasil-RS, Chapecoense, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Goiás, Grêmio, Inter, Londrina, Náutico, Ponte Preta, São Paulo, Sport, Santa, Vasco, Vila Nova e Vitória.

A projeção de cotas do Brasileiro de 2018 com o modelo a ser adotado a partir de 2019. Quadro: Cassio Zirpoli/DP

No quadro, o blog projetou a cota conferindo os seguintes valores na divisão por classificação em 2017: 20x para o campeão (ou seja, 20 x R$ 1.922.857, o valor base), 19x para o vice, 18x para o 3º lugar e assim sucessivamente, até o 4º da Série B, com 1x. Já na coluna de audiência, o valor considerado foi 30% da verba que cada clube receberá de fato, pois trata-se da única fonte de informação para definir a atual visibilidade de cada um neste momento.

Lembrando que essa demonstração é referente apenas às cotas fixas. É importante reforçar isso pois há o rateio de meio bilhão de reais no PPV, através do Premiere, até então calculado pelo número de assinantes apurado em pesquisa do Datafolha. Esta receita é repartida apenas entre os 16 ‘cotistas da TV’, com os demais somando o valor do PPV já no acordo pontual para a temporada, caso do Vozão. Em 2015, o Sport, com 1,4% dos assinantes, teve um ‘bônus’ de R$ 6,75 milhões. O Fla, com 19,2%, recebeu R$ 68 mi. E aí deve estar o grande segredo sobre a mudança no formato, pois o impacto econômico do PPV segue ascendente no bolo – mantendo Fla e Timão bem à frente. Em 2019, a previsão é de que apenas este contrato represente 33,2% do total, ou 650 milhões de reais. Imagine em 2024…

A projeção de cotas do Brasileiro de 2018 com o modelo a ser adotado a partir de 2019. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Sem sustos, Real Madrid vence o Grêmio e conquista o 6º título mundial. Recorde

Final do Mundial de Clubes de 2017: Real Madrid 1 x 0 Grêmio. Foto:  David Ramos/Fifa (via Getty Images)

O controle do jogo foi absoluto. A vitória magrinha, por 1 x 0, engana em relação à superioridade técnica do Real Madrid sobre o Grêmio na final do Mundial de Clubes. Não por acaso, o croata Luka Modric acabou recebendo a bola de ouro do torneio. O camisa 10 do gigante espanhol dominou o meio-campo, ocupando espaço e trabalhando bem a bola. Com a organização, não deu sossego a Luan, o principal nome do campeão da Libertadores, que errou uma infinidade de passes, evitando qualquer chance de reação – que não houve, pois o time gaúcho não finalizou uma vez sequer na barra de Navas.

O Real cumpriu a agenda em Abu Dhabi. Não foi brilhante e o seu gol saiu numa falha da barreira gremista, com Barrios e Luan abrindo na falta cobrada por Cristiano Ronaldo, decisivo como sempre. Bastou. Sob a organização da Fifa, esta foi a terceira “Copa do Mundo de Clubes” do time da capital. Lembrando que em 27 de outubro a Fifa reconheceu a Copa Intercontinental como Mundial. Ou seja, ao longo da história, finalmente respeitada, o time merengue somou a sexta conquista, recorde. Com já detinha a marca, o hexa ampliou a vantagem sobre o Milan, o segundo na lista de maiores vencedores.

Como se não bastasse, o Real chegou a 24 títulos internacionais: 6 Mundiais, 12 Ligas dos Campeões, 2 Copas da Uefa e 4 Supercopas Europeias. É o clube com mais títulos internacionais oficiais, com quatro taças à frente do rival catalão. Quanto ao Grêmio, o Mundial de 1983 mantém o orgulho…

Os títulos merengues:*
1960 – Real Madrid x Peñarol (0 x 0 e 5 x 1)
1998 – Real Madrid x Vasco (2 x 1)
2002 – Real Madrid x Olimpia (2 x 0)
2014 – Real Madrid x San Lorenzo (2 x 0)
2016 – Real Madrid x Kashima Antlers (4 x 2)
2017 – Real Madrid x Grêmio (1 x 0)

Os multicampeões mundiais:*
6 – Real Madrid (60, 98, 02, 14, 16, 17)
4 – Milan (69, 89, 90, 07)
3 – Peñarol (61, 66, 82) , Nacional (71, 80, 88), Boca Juniors (77, 00, 03), São Paulo (92, 93, 05), Internazionale (64, 65, 10), Bayern de Munique (76, 01, 13) e Barcelona (09, 11, 15)
2 – Santos (62, 63), Independiente (73, 84), Ajax (72, 95), Juventus (85, 96), Porto (87, 04), Manchester United (99, 08) e Corinthians (00, 12)

* Copa Intercontinental (1960-2004) e Mundial da Fifa (2000-2017)

Final do Mundial de Clubes de 2017: Real Madrid 1 x 0 Grêmio. Foto: Fifa/twitter (@FIFAcom)

As estreias de Sport, Salgueiro, Santa Cruz e Náutico na Copa do Brasil de 2018

O sorteio da Copa do Brasil de 2018. Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Um sorteio na sede da CBF, no Rio de Janeiro, definiu todos os caminhos da Copa do Brasil de 2018 até a terceira fase, com 80 clubes disputando dez vagas. Entre os participantes nesta largada, quatro pernambucanos, com Sport (1º), Salgueiro (2º) e Santa Cruz (3º) classificados via campeonato estadual e Náutico via ranking nacional. Todos os representantes locais estreiam fora de casa. Com a manutenção do modelo com jogos únicos nas duas primeiras fases, os quatro têm a vantagem do empate na primeira – na segunda, o mando foi definido por sorteio, com a previsão de pênaltis como desempate e a expectativa de termos um inédito Clássico das Emoções.

Lembrando que a CBF fez uma mudança drástica para os duelos em ida e volta, programados a partir da terceira fase: não há mais gol qualificado para o visitante. Em caso de igualdade em pontos e saldo, pênaltis. Chegando à quarta fase haverá um novo sorteio para os confrontos, com os cinco últimos classificados compondo as oitavas de final, a quinta fase, enfim com os oito participantes da Libertadores e com outros três pré-classificados, Bahia (Nordestão) e Luverdense (Copa Verde) e América-MG (Série B).

Confira o chaveamento completo em uma resolução melhor aqui.

Possíveis adversários:

Sport (campeão pernambucano)
1ª fase – Santos-AP (fora)
2ª fase – Ferroviário-CE ou Confiança-SE (casa)
3ª fase – Itabaiana-SE, Joinville-SC, São Raimundo-RR ou Vila Nova-GO

Salgueiro (vice-campeão)
1ª fase – Novoperário-MS (fora)
2ª fase – Fluminense ou Caldense-MG (fora)
3ª fase – Ceilândia-DF, Avaí-SC, Interporto-TO ou Juventude-RS

Santa Cruz (3º lugar)
1ª fase – Fluminense-BA (fora)
2ª fase – Náutico-PE ou Cordino-MA (casa)
3ª fase – Aparecidense-GO Botafogo-RJ, Aimoré-RS ou Cuiabá-MT

Náutico (via Ranking da CBF)
1ª fase – Cordino-MA (fora)
2ª fase – Santa Cruz-PE ou Fluminense-BA (fora)
3ª fase – Aparecidense-GO, Botafogo-RJ, Aimoré-RS ou Cuiabá-MT

Distância aérea na estreia:
2.164 km – Novoperário (Campo Grande) x Salgueiro (Salgueiro)
2.009 km – Santos (Macapá) x Sport (Recife)
1.180 km – Cordino (Barra do Corda) x Náutico (Recife)
648 km – Fluminense (Feira de Santana) x Santa Cruz (Recife)

Em 2017, apenas o Sport conseguiu avançar. Na verdade, passou por quatro adversários, caindo nas oitavas. O Santa também parou nas oitavas, mas estreou já neste fase – o blog contabilizou a campanha como um caso à parte. Voltando à primeira rodada, alvirrubros e sertanejos foram derrotados como visitantes, ambos por 1 x 0, se despedindo com a cota mínima.

Desempenho na 1ª rodada da Copa do Brasil (1989-2017):

Sport
23 participações
20 classificações (87%; última em 2017 – CSA/AL)
3 eliminações (13%; última em 2016 – Aparecidense/GO)

Salgueiro
4 participações
2 classificações (50%; última em 2015 – Piauí/PI)
2 eliminações (50%; última em 2017 – Sinop/MT)

Santa Cruz
23 participações
16 classificações (69%; última em 2016 – Rio Branco/ES)
6 eliminações (26%; última em 2012 – Penarol/AM)
1 pré-classificação às oitavas (em 2017)

Náutico
22 participações
17 classificações (77%; última em 2015 – Brasília/DF)
5 eliminações (23%; última em 2017 – Guarani de Juazeiro/CE) 

Total*
75 participações
57 classificações (76%)
17 eliminações (22%)
1 pré-classificação às oitavas (em 2016)
* Incluindo as participações de Central (2) e Porto (1)

O chaveamento da Copa do Brasil de 2018. Crédito: CBF/site oficial

As projeções não oficiais para uniformes da Under Armour no Sport, já a caminho

Mockups de uniformes da Under Armour no Sport. Crédito: Marcela Santiago/twitter (@timossim)

Em 2018, no Brasileirão, o Sport terá uma nova fornecedora de material esportivo. Possivelmente, com o maior patrocínio da história do clube. De acordo com o globoesporte.com, o leão fechou um contrato de quatro temporadas com a Under Armour, recebendo R$ 12 milhões em cada ano. Ou seja, R$ 48 milhões! Cifra sem precedentes no futebol nordestino.

À parte do caixa do clube, a marca norte-americana, ainda buscando o seu espaço no país, inclusive inaugurando lojas, chega com a responsabilidade de substituir a Adidas, que produziu 15 modelos em quatro temporadas, tendo forte aceitação na torcida. No período, o Sport subiu de patamar nas vendas, figurando no top ten entre os times brasileiros por diversas vezes, segundo listas divulgadas por empresas como Centauro e Netshoes. Esta última apresentou em setembro um ranking de camisas de futebol de e-commerce, com o leão figurando em 5º lugar, atrás de Corinthians, Palmeiras, Flamengo e São Paulo – justamente os quatro clubes mais populares do país.

Mockup de uniforme da Under Armour no Sport. Crédito: Publick Comunicação Visual/reprodução

O acordo deve ser oficializado pelo clube em janeiro, com o contrato passando a valer a partir de junho de 2018. Como de praxe, torcedores e designers, não ligados à UA, criaram vários mockups, termo usado para modelos de demonstração. Utilizando traços das linhas recentes da fabricante às cores e características do Sport, as projeções dão uma ideia do que vem por aí.

No alto, os uniformes imaginados pela rubro-negra Marcela Santiago
No centro, um padrão feito pela agência Publick – Comunicação Visual
Abaixo, os uniformes imaginados pelo rubro-negro Eduardo Silva

Até o momento, sete modelos na web. Curtiu algum?

Fabricantes de uniformes do Sport no século XXI
2001/2007 – Topper
2008/2013 – Lotto (Itália)
2014/2017 – Adidas (Alemanha)
2018/2021 – Under Armour (EUA)

Mockups de uniformes da Under Armour no Sport. Crédito: Eduardo Silva/twitter (@eduardo__sds)

14 representantes do Brasil nas copas da Conmebol em 2018. Na história, 40 clubes

Troféus da Libertadores e da Copa Sul-Americana

A decisão da Copa Sul-Americana de 2017, com o título do Independiente sobre o Flamengo, em pleno Maracanã, definiu a armada brasileira para os torneios continentais de 2018. Ao todo, 14 clubes do país obtiveram vagas nas disputas da Conmebol, sendo oito na Taça Libertadores e seis na Sula, através da classificação final do Brasileirão. Caso o Fla tivesse erguido a taça, o Sport teria herdado a vaga na Sula. No entanto, desta vez o Nordeste será representado pelo Bahia, de volta após um hiato de três temporadas.

Representantes do país em 2018
Libertadores: Corinthians, Palmeiras, Santos, Grêmio, Cruzeiro e Flamengo na fase de grupos; Vasco e Chapecoense na 2ª preliminar

Sul-Americana: Atlético-MG, Botafogo, Atlético-PR, Bahia, São Paulo e Flu

A confederação sul-americana de futebol já organizou diversos torneios interclubes, com descontinuações ao longo dos anos, como Supercopa, Copa Conmebol e Mercosul. Portanto, considerando os dois torneios em vigor, o 40 clubes do Brasil já tiveram o gostinho de participar, incluindo o Trio de Ferro do Recife. Nesta conta, com Liberta (1960 a 2018) e Sula (2003 a 2018), foram 28 times na principal competição e 35 na segunda. Ou seja, 23 clubes já jogaram nas duas frentes – quadro abaixo, com participações e títulos.

Voltando a 2018, vale lembrar que os participantes da Libertadores também poderão disputar a Sul-Americana no mesmo ano – os dois melhores entre os eliminados na Pré-Liberta e os oito terceiros colocados na fase de grupos.

Ranking de participações na Libertadores (1960-2018) e na Sul-America (2002-2018). Quadro: Cassio Zirpoli/DP