Os uniformes de Sport e Santa Cruz no Pro Evolution Soccer 2017

Sport x Santa Cruz no Pro Evolution Soccer 2017, no Xbox One. Crédito: Jefferson/twitter (@jefferson2878)

Com vinte clubes brasileiros e a Série A licenciada, o Pro Evolution Soccer 2017 traz os vinte já está no mercado. A nova versão da franquia traz Sport e Santa com suas marcas oficiais. Aqui, algumas imagens e particularidades dos clubes, registradas num Clássico das Multidões no Xbox One. A começar pelo nome de cada um. Tratado como “Sport” nos games anteriores, de 2013 a 2016, o clube agora é o “SC do Recife”, numa abreviação do nome completo. O próprio Santa Cruz vem acompanhado do “FC”.

No material digitalizado dos clubes, o rubro-negro vem com três uniformes, a linha completa da Adidas nesta temporada, inclusive a dourada, antes mesmo da estreia no campo, contra o Galo. Porém, as camisas não têm o patrocínio da Caixa Econômica. Enquanto isso, o tricolor conta com dois padrões, da linha anterior da Penalty, mas com todos os seus patrocinadores estampados.

Em relação aos nomes e características físicas, todos os jogadores são genéricos. No Sport, nada de Magrão, Durval, Rithely e Diego Souza, mas Faria, Carvalho, Domingues e Costa. No Santa, nada de Tiago Cardoso, João Paulo, Keno e Grafite, mas Bethancourt, Lopes, Dos Santos e Aguilar. Ao menos há a promessa, por parte da produtora Konami, de atualização online dos elencos.

Sobre a força dos times, a dupla pernambucana conta com duas estrelas…

Scout médio
Santa Cruz – 66,3
Sport – 64,0

Relembre os uniformes anteriores do Sport no PES clicando aqui.

Sport x Santa Cruz no Pro Evolution Soccer 2017, no Xbox One. Crédito: Jefferson/twitter (@jefferson2878)

Uniformes do Sport no Pro Evolution Soccer 2017, no Xbox One. Crédito: Jefferson/twitter (@jefferson2878)

Uniformes do Santa Cruz no Pro Evolution Soccer 2017, no Xbox One. Crédito: Jefferson/twitter (@jefferson2878)

Uniformes do Santa Cruz no Pro Evolution Soccer 2017, no Xbox One. Crédito: Jefferson/twitter (@jefferson2878)

Uniformes do Santa Cruz no Pro Evolution Soccer 2017, no Xbox One. Crédito: Jefferson/twitter (@jefferson2878)

Podcast – Análise da vitória do Santa, do empate do Náutico e da derrota do Sport

Resultados distintos para o Trio de Ferro neste meio de semana. A série de jogos começou na terça-feira, com o Náutico desperdiçando contragolpes e a chance de vencer fora de casa. Dois empates sem gols com Givanildo. Na quarta, no finzinho, Bruno Moraes garantiu a primeira vitória coral após nove rodadas. Alento. Na quinta, com Magrão expulso no primeiro tempo, o Sport perdeu mais uma fora de casa, se mantendo pouco acima do Z4. Tudo isso bem analisado pelo 45 minutos, em podcasts exclusivos. Ao todo, 93 minutos!

13/09 – Joinville 0 x 0 Náutico (36 min)

14/09 – Santa Cruz 1 x 0 Atlético-PR (24 min)

15/09 – Atlético-MG 1 x 0 Sport (33 min)

CBF elege o gol de Everton Felipe, por cobertura, o mais bonito da 24ª rodada

O gol por cobertura, batendo de três dedos e definindo o placar de 5 x 3 no Clássico das Multidões, rendeu a Everton Felipe o “golaço da rodada”, segundo a eleição feita pela CBF. Na disputa da 24ª rodada da Série A, em enquete na página oficial da confederação brasileira no facebook, o atacante do Sport teve 43% dos votos, superando Camilo (36%), do Botafogo, e Marlone (21%), do Corinthians. Curiosamente, concorrentes ex-rubro-negros. Assista ao lance.

Pernambuco já emplacou 6 golaços, sendo quatro leoninos e dois corais. Antes: Grafite/1ªGrafite/3ªDiego Souza/9ªDiego Souza/11ª e Rogério/16ª.

Classificação da Série A 2016 – 25ª rodada

A classificação da Série A 2016 após 25 rodadas. Crédito: Superesportes

Na abertura da 25ª rodada, o Santa Cruz venceu o Atlético-PR, no Arruda, quebrando um jejum de nove partidas! Na quinta-feira, no encerramento, o Sport perdeu do Atlético-MG, em Belo Horizonte, com Magrão expulso (de forma correta) no primeiro tempo. Ambos mantiveram as suas colocações. Enquanto os leoninos têm dois pontos de vantagem sobre o Z4, os corais andaram um pouco, agora a seis pontos de distância.

A cada rodada, o blog projeta dois cenários para evitar a queda, um com 46 pontos, a margem mínima com 100% de segurança (até hoje). O segundo considera a atual campanha do 16º lugar, hoje o Vitória. Ou seja, ao final de 38 rodadas, o aproveitamento, arrendondado, resultaria em 44 pontos, um a mais que a rodada passada. Veja o que é preciso para sobreviver…

As nove maiores probabilidades de rebaixamento após 25 rodadas

As probabilidades de rebaixamento no Brasileirão 2016 após 25 rodadas

Probabilidades das pontuações finais para evitar o descenso após 25 rodadas

As probabilidades de campanha para evitar o rebaixamento no Brasileirão 2016 após 25 rodadas

Sport – soma 30 pontos em 25 jogos (40,0%)

Para chegar a 46 pontos (margem segura):
Precisa de 16 pontos em 13 rodadas
…ou 41,0% de aproveitamento
Simulações: 5v-1e-7d, 4v-4e-5d, 3v-7e-3d

Para chegar a 44 pontos (rendimento atual do 16º):
Precisa de 14 pontos em 13 rodadas
…ou 35,8% de aproveitamento
Simulações: 4v-2e-7d, 3v-5e-5d, 2v-8e-3d  

Permanência: 84,0% (Infobola), 81,3% (UFMG) e 79,2% (Chance de Gol) 

Santa Cruz – soma 23 pontos em 25 jogos (30,6%)

Para chegar a 46 pontos (margem segura):
Precisa de 23 pontos em 13 rodadas
…ou 58,9% de aproveitamento
Simulações: 7v-2e-4d, 6v-5e-2d, 5v-8e-0d

Para chegar a 44 pontos (rendimento atual do 16º):
Precisa de 21 pontos em 13 rodadas
…ou 53,8% de aproveitamento
Simulações: 7v-0e-6d, 6v-3e-4d, 5v-6e-2d

Permanência: 15,4% (UFMG), 13,0% (Infobola) e 7,8% (Chance de Gol) 

A 26ª rodada dos representantes pernambucanos 

18/09 (16h00) – Sport x Coritiba (Ilha do Retiro)
Histórico no Recife pela elite: 8 vitórias leoninas, 4 empates e nenhuma derrota

18/09 (18h30) – Santos x Santa Cruz (Pacaembu)
Histórico em SP pela elite: nenhuma vitória coral, 3 empates e 2 derrotas

Com falhas de Magrão e Durval, Sport perde do Atlético-MG no Independência

Série A 2016, 25ª rodada: Atlético-MG x Sport. Foto: Rodrigo Clemente/Estado de Minas

O segundo melhor ataque contra o quarto melhor ataque. Até o início do jogo, 75 gols marcados. Equilíbrio? Nem tanto, pois o Sport tinha a defesa mais vazada do Brasileiro, com 39 gols sofridos, fazendo com o que o hiato entre os clubes fosse de dez posições. Por isso, a missão era indigesta diante do Galo de Fred e Lucas Pratto, precisando de uma atuação defensiva fora da curva para pontuar em Belo Horizonte. Ainda que o Leão tenha mostrado uma boa organização tática, acabou penalizado por erros determinantes de seus experientes ídolos. 

Mesmo sem Diego Souza (suspenso) e Rithely (poupado por desgaste físico), peças essenciais, Sport começou o jogo explorando os contragolpes. No primeiro tempo, teve três boas chances, pecando no último passe. Jogava até melhor. Caminhando para o intervalo, a primeira grande falha. Após Victor cobrar um longo tiro de meta, Magrão errou o tempo, saiu da área e, para não deixar o adversário com a barra vazia, socou a bola. Vermelho direto, justo. A terceira expulsão na carreira, logo na noite em que chegou a 599 jogos pelo Sport, igualando o recorde nordestino, então exclusivo de Givanildo no Santa, nos anos 1970. Se com os onze escolhidos por Oswaldo já estava complicado, ali ruiu.

Na retoma, o Galo enfim acelerou, até mesmo pela postura do Sport, quase sem agredir, com Rogério e Ruiz inoperantes. Ainda assim, seguia o empate. Até os 13 minutos, quando Otero avançou na entrada da área, ganhou na dividida com Durval (que tirou o pé) e deixou para Júnior Urso, que bateu no canto de Agenor, 1 x 0. O resultado aproximava o Atlético da liderança, mesmo numa noite sem brilho – depois, Fred mandou no travessão, e só. O visitante só incomodou no finzinho, já com Apodi e Vinícius Araújo acionados. E foi do atacante a maior chance, mas cabeceou de raspão, livre na área. E assim o Leão chegou a 9 derrotas em 13 jogos como visitante. Não adianta rugir somente em casa…

Série A 2016, 25ª rodada: Atlético-MG x Sport. Foto: Rodrigo Clemente/Estado de Minas

Os times dos candidatos a prefeito do Recife, com Náutico, Santa, Sport e FPF

Os candidatos a prefeito do Recife em 2016. Fotos: Diario de Pernambuco

Os oito candidatos a prefeito do Recife torcem para o futebol pernambucano, ainda que um deles seja mais genérico. Enquanto Náutico, Santa e Sport dividem as atenções de sete postulantes, Carlos Augusto, do Partido Verde, diz “torcer pelo futebol pernambucano”, considerando as participações locais em campeonatos nacionais. Como em 2014, na eleição para governador, o blog lista as preferências clubísticas dos candidatos à principal disputa local em 2016.

Com três nomes entre os inscritos, o Timbu é o mais presente. Inclusive é o time do coração dos últimos dois prefeitos, João da Costa e Geraldo Júlio, que busca a reeleição. Já corais e leoninos dividem os partidos de esquerda, com dois candidatos cada um. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, o Recife tem 1.119.271 eleitores, que definirão o mandato de 2017 a 2020. Votação agendada para 2 de outubro, com o segundo turno, caso necessário, no dia 30.

Obviamente, trata-se de mera curiosidade. Vá pela proposta de cada um…

Os times dos candidatos a prefeito de 2016
Carlos Augusto (PV) – futebol pernambucano
Carlos Pantaleão (PCO) – Sport
Daniel Coelho (PSDB) – Náutico
Edílson Silva (PSOL) – Santa Cruz
Geraldo Júlio (PSB) – Náutico
João Paulo (PT) – Sport
Priscila Krause (DEM) – Náutico
Simone Fontana (PSTU) – Santa Cruz

Os times dos prefeitos do Recife nos últimos 27 anos
1990/1992 – Gilberto Marques (PFL) – Sport
1993/1996 – Jarbas Vasconcelos (PMDB) – Sport
1997/2000 – Roberto Magalhães (PFL) – Sport
2001/2008 – João Paulo (PT) – Sport
2009/2012 – João da Costa (PT) – Náutico
2013/2016 – Geraldo Júlio (PSB) – Náutico

Confira os times dos últimos candidatos a governador clicando aqui.

A repercussão no Trio de Ferro sobre a entrada do Ceará na Primeira Liga

Os presidentes de Náutico (Ivan Brondi), Santa (Alírio Moraes) e Sport (Martorelli) em 2016. Fotos: Náutico/site oficial e arquivo/DP

Após o anúncio da entrada do Ceará na Primeira Liga, a organização formada inicialmente por clubes da região Sul e do estado do Rio de Janeiro, o blog repercutiu a notícia junto aos dirigentes do Trio de Ferro, com a colaboração dos repórteres Daniel Leal, Yuri de Lira e João de Andrade Neto. A filiação do alvinegro cearense poderia ser repetida por alvirrubros, tricolores ou rubro-negros? Foram feitos os seguintes questionamentos a cada presidente local…

1) Como o seu clube enxerga essa decisão do Ceará em relação à Liga do Nordeste? O seu clube foi consultado?

2) Se o seu clube fosse convidado para a Primeira Liga, qual seria a posição da instituição? Sobretudo se tiver que escolher qual torneio jogar.

De cara, a revelação de que o Sport também foi convidado para a Primeira Liga, além da percepção de que uma possível não classificação no Nordestão poderia resultar numa consideração sobre o torneio concorrente.

Ivan Brondi, presidente em exercício do Náutico

1) “Não sabemos muitos detalhes sobre a entrada do Ceará. Pelo Náutico, eu não soube (antes do anúncio). Acho que não atrapalha (a entrada do Ceará na Primeira Liga), mas é algo que precisa ser discutido com a direção, sobre situação da competição (Nordestão).”

2) “Precisaríamos saber detalhes do que a Primeira Liga ofereceu ao Ceará, para ver o motivo do caminho tomado. É algo que precisa ser estudado, mas o acho que o trabalho (dos clubes) deveria ser em conjunto.”

Alírio Moraes, presidente do Santa Cruz

1) “Em relação à entrada do Ceará na Primeira Liga não temos nada a acrescentar, porque a tal decisão se insere dentro da competência de cada clube de avaliar tal adesão. Penso que o fator determinante no caso dele foi a não classificação para o campeonato da Liga do Nordeste em 2017.”

2) “Com relação ao Santa, estando o Mais Querido classificado para o torneio do próximo ano, não aceitaríamos o convite, se formulado fosse. Até porque o calendário do próximo ano já será bem exaustivo e é preciso pensar também na qualidade do espetáculo e na saúde dos atletas.”

João Humberto Martorelli, presidente do Sport

1) “O Ceará se filiou à Primeira Liga porque está fora (do Nordestão) em 2017, mas estamos conversando muito entre nós (clubes). Se alguns clubes saírem (da Liga NE), pode ser que atrapalhe, sim. Porém, isso só ocorrerá se não houver um entendimento entre os clubes pelo formato da Copa do Nordeste. Sport e Bahia entendem que o formato não deva privilegiar os estaduais, e que deveria haver duas divisões (no Nordestão). Isso robusteceria o torneio, ficando altamente rentável.”

2) “O Sport também foi convidado (para a Primeira Liga) e ainda não respondemos porque estamos discutindo o formato da Copa do Nordeste (de 2018). Se (o Nordestão) ficar do jeito que achamos necessário, não precisaríamos de outra liga. Queremos privilegiar a Copa do Nordeste, colocando em segundo plano os estaduais, mas está havendo uma pressão grande das federações (por datas). Esse calendário atual prejudica a disputa de outros campeonatos (como o Brasileiro). Prejudicando o Sport, aí iremos para a Primeira Liga, Segunda Liga, Terceira Liga, o que for. Estamos refletindo.”

A declaração de Paulo Câmara sobre a violência no futebol. Cobrou… os clubes

Paulo Câmara, governador de Pernambuco. Foto: DP

A recorrente violência praticada por integrantes de torcidas organizadas, entre elas Torcida Jovem, Inferno Coral e Fanáutico, há tempos traz uma sensação de insegurança nos jogos de futebol no Recife, potencializada nos clássicos. A cada episódio de repercussão, inclusive nacional, o governo do estado volta a ser questionado sobre a situação, na visão do blog, de segurança pública.

Três dias após a tentativa de linchamento do presidente da Inferno Coral durante uma briga na Avenida Caxangá, horas antes do Clássico das Multidões e a 5 km da Ilha do Retiro, o governador Paulo Câmara comentou o seguinte:

“Acho que falta uma decisão muito clara das pessoas que fazem futebol em Pernambuco. A polícia se desdobra demais. Botar 400 homens num jogo chega a ser irracional em tempos de hoje. Não devia ter isso. Em outros locais do mundo a segurança dos estádios é feita pelos próprios organizadores do futebol.”

“Essas organizadas já mostraram danos em outros episódios. Então, a gente tem que coibir isso. E precisamos da decisão realmente de quem faz futebol em Pernambuco, em termos de posições claras para evitar que fatos como esse não aconteçam. Não se pode olhar apenas a renda, mas a torcida, o entorno dos estádios. É muito importante.”

“O estado tem se colocado à disposição, não tem se omitido da segurança dos estádios, dos jogos. Agora, é importante que quem faz futebol em Pernambuco tenha precaução e cuidado.”

O texto acima é a íntegra da declaração dada no Palácio do Campo das Princesas, durante uma coletiva após o anúncio de uma fábrica no estado.

Assusta ver o governador, já com dois anos de mandato, ter uma visão tão rasa sobre o assunto, relacionando uma briga a quilômetros do estádio ao futebol propriamente dito. Talvez, realmente ache que a possibilidade de clássicos com torcida única, a partir de 2017, seja suficiente – por mais que não tenha resolvido em São Paulo e Belo Horizonte. Ignora os crimes em dias sem jogos e as ramificações com outras facções, com o mesmo repertório de violência.

É sempre bom lembrar, caso o governador tenha esquecido, o levantamento do Ministério Público de Pernambuco, de 2012, com 800 crimes registrados em cinco anos, somente entre integrantes das supracitadas uniformizadas. Furto, roubo, lesão corporal e formação de quadrilha. De lá pra cá, até homicídios. Em vez cobrar investigação e estrutura na região metropolitana, o governo acabou cobrando os clubes e a FPF, que, até onde se sabe, não têm poder de polícia.

Confira a opinião dos dirigentes locais sobre esta declaração aqui.

Ceará entra na Primeira Liga e levanta dúvidas sobre a Liga do Nordeste

Reunião da Primeira Liga em 13/09/2016, em Brasília. Foto: Primeira Liga/facebook

Em 10 de setembro de 2015, após discussão acerca da legalidade, o estatuto da Primeira Liga foi publicado. Dizia o seguinte: “(…) composta exclusivamente por entidades de prática desportiva da modalidade futebol, que disputem competições na categoria profissional sediadas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro, com patrimônio e autonomia administrativa, financeira e jurídica própria, distinta de seus filiados”.

Fundadores
América-MG, Atlético-MG, Atlético-PR, Avaí, Chapecoense, Coritiba, Criciúma, Cruzeiro, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Inter, Joinville e Paraná

Um ano depois, no balanço da agremiação, houve uma reunião em Brasília, definindo o modelo comercial de venda de direitos de transmissão da televisão, naming rights e patrocínios, além da inclusão de novos membros. Na primeira ampliação, seguindo o estatuto, entraram Brasil de Pelotas, Londrina e Tupi, reforçando o interior gaúcho, paranaense e mineiro. Porém, o encontro acabou abrindo espaço para Mato Grosso (Luverdense), Goiás (Atlético-GO) e, o mais surpreendente, Ceará. Sim, o Ceará Sporting, campeão nordestino em 2015, aderiu à liga, que, na prática, concorre justamente com a Lampions League, organizada pela Liga do Nordeste, na qual o clube alencarino é um dos 16 membros fundadores (em 2001). Segundo a resolução na capital federal, os seis novos membros não vão participar da Primeira Liga em 2017, deixando em aberto a possibilidade a partir de 2018, data-chave no Nordeste.

Entre os sete principais clubes da região (três do Recife, dois de Salvador e dois de Fortaleza), o Vozão é, curiosamente, a única ausência do torneio de 2017. Perdeu a vaga no campo, ao ficar de fora da decisão estadual. Difícil desvincular essa ausência da entrada na outra liga, até porque financeiramente o Ceará vem ganhando bastante dinheiro na Copa do Nordeste – cuja movimentação financeira nesta temporada foi de R$ 26 milhões. Em 2015, quando o clube conquistou o inédito título, faturou R$ 5.895.664 entre cotas e bilheteria. Por outro lado, num olhar inicial, a articulação pode ser uma pressão indireta sobre a definição do futuro do Nordestão, com o supracitado G7 do Nordeste discutindo a formação de duas divisões a partir de 2018, cada uma com doze clubes, o que, a médio prazo, garantiria a participação à parte dos certames locais.

As primeiras dúvidas do blog e alguns pitacos:

A presença do Ceará na Primeira Liga pode ser vista como uma ameaça à Liga do Nordeste?
Em relação à imagem da liga nordestina, sim. E também na composição do Nordestão, pois os torneios ocorrem em datas semelhantes.

Algum clube pernambucano faria o mesmo caso não se classificasse à Copa do Nordeste?
Nos bastidores, convites já foram feitos, também em caso de ausência…

Tecnicamente, seria mais vantajoso disputar qual torneio?
Pelo calendário da CBF, o Nordestão deve ter 12 datas, contra apenas 7 da Primeira Liga, além de oferecer uma vaga na Sul-Americana. Para o próximo triênio, já em negociação na Primeira Liga, a questão financeira pode pesar.

Com o Ceará na Primeira Liga, abre a possibilidade de a Liga do Nordeste também aceitar clubes de outras regiões?
Com a Copa Verde em vigor, todas as regiões estão contempladas. Ou seja, neste momento parece surgir uma disputa de “mercado”. Cabe à Liga NE se proteger. Em 2014, na condição de única liga do país, vetou o Flamengo.

Essa interseção pode ser o embrião de uma fusão para a liga nacional?
Num viés positivista, sim. Porém, com a leitura anterior… dificilmente.

Outras dúvidas? Outros pontos de vista? Está aberto o necessário debate.

No papel, junto à CBF e à tevê, a Copa do Nordeste está garantida até 2022. É um sucesso, entre vários motivos, também pela presença do próprio Ceará.

Classificação da Série A 2016 – 24ª rodada

A classificação da Série A 2016 após 24 rodadas. Crédito: Superesportes

A vitória do Sport sobre o Santa Cruz por 5 x 3, na Ilha do Retiro, deu ao time pernambucano “uma rodada de vantagem” em relação ao Z4. Agora, mesmo que perca do Galo em Belo Horizonte, e a missão mesmo é das mais complicadas, voltará ao Recife fora da zona. Um lampejo de tranquilidade. Derrotados, os corais seguem a sete pontos de distância do 16º colocado, mas com a concorrência naturalmente mais acirrada. Hoje, para chegar a 46 pontos, o time precisaria de um aproveitamento de 61%. Nível G4.

A cada rodada, o blog projeta dois cenários para evitar a queda, um com 46 pontos, a margem mínima com 100% de segurança (até hoje). O segundo considera a atual campanha do 16º lugar, hoje o Inter. Ou seja, ao final de 38 rodadas, o aproveitamento, arrendondado para cima, resultaria em 43 pontos, dois a menos que a rodada passada. Veja o que é preciso para sobreviver…

As nove maiores probabilidades de rebaixamento após 24 rodadas.

As probabilidades de rebaixamento na Série A 2016 após 24 rodadas

Probabilidades das pontuações finais para evitar o descenso após 24 rodadas

As probabilidades de rebaixamento na Série A 2016 após 24 rodadas

Sport – soma 30 pontos em 24 jogos (41,7%)

Para chegar a 46 pontos (margem segura):
Precisa de 16 pontos em 14 rodadas
…ou 38,0% de aproveitamento
Simulações: 5v-1e-8d, 4v-4e-6d, 3v-7e-4d

Para chegar a 43 pontos (rendimento atual do 16º):
Precisa de 13 pontos em 14 rodadas
…ou 30,9% de aproveitamento
Simulações: 4v-1e-9d, 3v-4e-7d, 2v-7e-5d  

Permanência: 87% (Infobola), 84.8% (UFMG) e 84.3% (Chance de Gol)

Santa Cruz – soma 20 pontos em 24 jogos (27,8%)

Para chegar a 46 pontos (margem segura):
Precisa de 26 pontos em 14 rodadas
…ou 61,9% de aproveitamento
Simulações: 8v-2e-4d, 7v-5e-2d, 6v-8e-0d

Para chegar a 43 pontos (rendimento atual do 16º):
Precisa de 23 pontos em 14 rodadas
…ou 54,7% de aproveitamento
Simulações: 7v-2e-5d, 6v-5e-3d, 5v-8e-1d 

Permanência: 9.5% (UFMG), 7% (Infobola), 4.3% e (Chance de Gol)

A 25ª rodada dos representantes pernambucanos 

14/09 (21h00) – Santa Cruz x Atlético-PR (Arruda)
Histórico no Recife pela elite: nenhuma vitória coral, 2 empates e 2 derrotas

15/09 (19h30) – Atlético-MG x Sport (Independência)
Histórico em BH pela elite: 2 vitórias leoninas, 5 empates e 10 derrotas