Polícia investiga suposto caso de injúria

A polícia esta investigando um suposto crime de injúria que teria sido praticado contra um rapaz no bairro de Casa Amarela. Coisas que pensamos não mais existir nos dias atuais. O assunto esteve nas páginas do Diario de Pernambuco nessa quinta-feira. Confira abaixo a matéria publicada na editoria de Vida Urbana.

 

Um possível crime de injúria qualificada foi denunciado na Delegacia de Casa Amarela pelo servente Anderson Alexandre Martins. Ele acusa o atendente e o gerente de uma sapataria daquele bairro de tê-lo ofendido com um desenho provocativo na parte interna de uma caixa de sapatos. De acordo com Anderson, ele teria comprado um par de tênis e só em casa percebeu que o produto estava trocado. Foi então que resolveu voltar à loja para desfazer o engano. Após esperar por um atendente, recorreu ao responsável pela loja. “Avisei ao vendedor sobre o problema e ele me pediu para aguardar. Ele demorou muito, então fui falar com o gerente, que se prontificou a resolver o caso.”

Uma balconista do estabelecimento teria entregue a caixa com o produto certo, mas desrespeitado o cliente. “Quando eu abri, fiquei bastante constrangido. Havia um desenho estampado na tampa da caixa e a vendedora me olhou com um ar de riso. Ela segurou a vontade de rir e me deu a caixa. Fui discriminado por causa da minha cor”, ponderou Anderson.

Servente disse ter recebido caixa com desenho. Foto: Reprodução/TV Clube

O servente voltou para casa e contou o que havia acontecido ao primo, o técnico em informática Swamyleão Rodrigues. Ambos voltaram à loja para conversar e cobrar explicações do gerente. “Perguntei o que aquilo significava e ele, ironicamente, me respondeu que era um sapato. Pedi para deixar de palhaçada e ele reconheceu que era uma brincadeira de mau gosto. Ou seja, assumiu a autoria do que tinha acontecido”, afirmou Rodrigues. Anderson e o primo foram à Delegacia de Casa Amarela, onde prestaram queixa. O delegado responsável pelo caso, Gilmar Rodrigues, afirmou que o suposto crime se caracteriza como injúria qualificada. “A vítima será ouvida, assim como as testemunhas. Em seguida, vamos intimar o gerente e o vendedor da loja para que eles prestem esclarecimentos”, contou.

 

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