Viúva de Artur Eugênio espera que a Justiça seja feita

“Agora espero que a Justiça seja feita. Quero que ele seja julgado, condenado e pague por tudo que fez.” O desabafo é da médica Carla Azevedo, viúva de Artur, em relação à participação de Cláudio Amaro Gomes na morte. De acordo com o delegado, mesmo os suspeitos da morte não tendo confessado participação, uma testemunha viu o momento em que o médico Cláudio Amaro entregou um pacote de dinheiro para o filho Cláudio Amaro Júnior, que repassou para os executores.

Carla Azevedo contou que o marido e Cláudio Gomes tinham divergências. Foto: Wagner Oliveira/DP/D.A Press

A médica Carla Azevedo espera que os suspeitos do crime sejam punidos. Foto: Wagner Oliveira/DP/D.A Press

De acordo com o advogado Bruno Lacerda, que defende o médico Cláudio Gomes, seu cliente negou em depoimento que participasse de qualquer esquema ilícito de pedido de materiais. “Doutor Cláudio disse que jamais fez nada ilegal nem participou de esquema fraudulento. Ele contou que toda movimentação de pedido de materiais é controlada pelo hospital e que era impossível haver alguma fraude”, afirmou Lacerda.

O advogado disse que não vê necessidade do médico ficar na prisão. “Ele não oferece perigo à sociedade. Caso a prisão preventiva seja acatada pela Justiça, vamos entrar com um pedido de habeas corpus”, adiantou.

Médico Cláudio Gomes suspeito de superfaturar operações

O superfaturamento de cirurgias e o recebimento de percentuais do valor pago por convênios pela internação de pacientes na UTI estão entre as novas acusações contra o cirurgião torácico Cláudio Amaro Gomes, 57 anos, preso por tramar a morte do colega Artur Eugênio Azevedo, 36. Segundo a polícia, a descoberta desses desvios por Artur levou Cláudio a planejar o crime.

 (FOTOS: REPRODUÇÃO TV CLUBE)

A vítima foi encontrada morta a tiros em 12 de maio, às margens da BR-101, em Jaboatão. A conclusão do inquérito foi apresentada ontem pelo delegado Guilherme Caraciolo. Uma das testemunhas ouvidas pela polícia disse que escutou de Artur que Cláudio fazia pedidos excessivos de materias para procedimentos cirúrgicos.

Segundo Caraciolo, um dos exemplos do superfaturamento dos pedidos feitos aos convênios foi constatado numa cirurgia de lobectomia pulmonar. A testemunha soube através de um convênio que o custo com material seria de cerca de R$ 30 mil caso a cirurgia fosse realizada em João Pessoa, mas que chegava a R$ 120 mil se feita por Cláudio Amaro no Recife.


Jailson e Flávio ainda não foram presos pelo crime que vitimou Artur Eugênio

“A testemunha disse que o principal custo desses materiais é um tipo de cola que nem era utilizada nas cirurgias, mas que era socilitada. Artur era um arquivo ambulante das coisas erradas que Cláudio fazia no decorrer da sua vida profissional”, afirmou o delegado.

Caraciolo explicou que Artur desfez a sociedade com Cláudio por não aceitar as “falcatruas” praticadas pelo médido. “Antes de Artur, vários médicos já tinham desistido de trabalhar com ele”, comentou Caraciolo. As desavenças entre a vítima e Cláudio Gomes motivaram a abertura de um processo administrativo no Hospital das Clínicas, onde Artur foi reprovado na avaliação de Cláudio.

“Artur comentou com colegas que era perseguido por Cláudio e que iria processá-lo por assédio moral. Ele disse isso duas semanas antes de ser morto”, ressaltou o delegado.

Para a polícia, não restam dúvidas sobre o crime. Além do médico Cláudio Amaro Gomes e do filho dele, o bacharel em direito Cláudio Amaro Gomes Júnior, 32, os mandantes, outras três pessoas foram indiciadas.

A polícia também pediu as prisões preventivas de Lyferson Barboza da Silva, 26, Flávio Braz de Souza, 32, Jailson Duarte Cesar, 29. Flávio teria atirado em Artur. Jailson apresentou Lyferson e Flávio a Cláudio Amaro Júnior. O valor acertado para e execução da vítima pode ter chegado a até R$ 100 mil.

Passo a passo

Imagens do Hospital de Câncer mostram Cláudio Amaro Júnior no dia 12 de maio. Ele entra no ambulatório, confere se Artur está no local e volta às 18h26 para o estacionamento, onde Flávio Braz o aguarda num Celta.

Artur Eugênio deixa o ambulatório às 19h56. Cláudio Júnior e Flávio tentam ligar o carro para segui-lo. Eles empurram o Celta e esperam o cirurgião do lado de fora do hospital, antes de segui-lo ao Hospital Português

Os últimos registros feitos da vítima e dos suspeitos mostram o Celta com os suspeitos emparelhando o Golf de Artur na porta do prédio do médico. Flávio e Lyferson entram no carro de Artur e o levam ao local da execução

Chefe do esquema de tráfico de órgãos, Gedalya Tauber, será extraditado para o Cotel

A Polícia Federal de Pernambuco vai divulgar nesta quarta-feira todo o trâmite a respeito da extradição do israelense Gedalya Tauber, 78 anos, que será feita para o Brasil nos próximos dias. Tauber foi preso em junho do ano passado, em Roma, na Itália, quando tentava entrar no país depois de retornar de Boston. O blog apurou que Gedalya vai terminar de cumprir sua pena no Centro de Observação Criminológica e Triagem (Cotel), em Abreu e Lima. A data do seu retorno e todo o esquema de segurança, no entanto, só serão divulgados nesta quarta-feira.

Gedalya será trazido da Itália para Pernambuco. Foto: Arquivo/DP

Gedalya será trazido da Itália para Pernambuco. Foto: Arquivo/DP

O israelense estaria livre da condenação sob a acusação de chefiar uma quadrilha de tráfico de órgãos em setembro de 2012, no entanto, aproveitou uma autorização judicial de 30 dias para visitar parentes em Israel e não retornou ao Brasil. Ele estava sendo procurado pela polícia internacional desde então, a fuga do poderoso chefão que aliciou mais de 30 pessoas na Região Metropolitana do Recife (RMR) foi divulgada com exclusividade pelo Diario de Pernambuco na edição do dia 17 de agosto de 2011.

As vítimas que eram atraídas pela quadrilha chefiada por Gedalya recebiam dinheiro para venderem seus rins. As operações eram realizadas na África do Sul e a organização criminosa foi desarticulada pela Operação Bisturi da Polícia Federal, em dezembro de 2003. A prisão do israelense foi comunicada ao Tribunal de Justiça de Pernambuco desde o ano passado. Como cometeu outro crime, fugindo quando estava em liberdade condicional, Gedalya deverá ser julgado mais uma vez e terá sua pena aumentada.

Leia mais sobre o assunto em:

Polícia Federal quer trazer chefe do tráfico de órgãos para Pernambuco

Caso Artur Eugênio: trama esclarecida pela polícia

Depois de dois meses e 17 dias da morte do cirurgião torácico Artur Eugênio de Azevedo, 36 anos, a Polícia Civil de Pernambuco apresentou a conclusão do inquérito que apurou o crime. Cinco pessoas foram indiciadas pelo assassinato frio e covarde que causou grande revolta na sociedade, sobretudo na classe médica. Artur, segundo a polícia, foi morto a mando do também médico Cláudio Amaro Gomes, 57.

Caso foi apresentado na sede da Polícia Civil. Fotos: Wagner Oliveira/DP/D.A Press

Caso foi apresentado na sede da Polícia Civil. Fotos: Wagner Oliveira/DP/D.A Press

De acordo com o delegado Guilherme Caraciolo, responsável pelas investigações, motivado por inveja e perda de espaço profissional o renomado médico Cláudio Amaro Gomes pediu ao seu filho Cláudio Amaro Gomes Júnior, 32, que contratasse duas pessoas para matar Artur. “Ele estava disposto a destruir a carreira de Artur, como não estava conseguindo resolveu partir para a execução da vítima”, disse o delegado durante a apresentação do caso.

Delegado Guilherme Caraciolo falou sobre as investigações

Delegado Guilherme Caraciolo falou sobre as investigações

Além do médico Cláudio Amaro Gomes e do filho dele, o bacharel em direito Cláudio Amaro Gomes Júnior, apontados como mandantes, outras três pessoas foram indiciadas pelo assassinato do médico Artur Eugênio. São eles: Lyferson Barboza da Silva, 26, Flávio Braz de Souza, 32, e Jailson Duarte Cesar, 29. Segundo a polícia, Flávio atirou em Artur e Jailson apresentou Lyferson e Flávio a Cláudio Amaro Júnior. O Valor acertado para e execução da vítima pode ter chegado até a R$ 100 mil.

Perito do IITB Sidney Bezerra explicou como encontrou digitais de um suspeito

Perito do IITB Sidney Bezerra explicou como encontrou digitais de um suspeito

Apenas os dois últimos suspeitos (Flávio e Jailson) continuam em liberdade, mas já tiveram o pedido de prisão preventiva solicitado à Justiça, assim como os outros envolvidos. Os suspeitos foram enquadrados nos crimes de sequestro, homicídio, roubo, associação criminosa, estelionato e comunicação falsa de crime. Os outros três seguem presos no Centro de Triagem, em Abreu e Lima.

Como havia sido antecipado pelo blog e pelo Diario de Pernambuco, uma perícia papiloscópica feita numa garrafa encontrada perto do carro do médico encontrou as digitais de Cláudio Amaro Júnior no objeto, o que o coloca no local onde o veículo de Artur foi incendiado, no bairro da Guabiraba.

Leia mais sobre o caso no site do Diariodepernambuco.com.br e na edição impressa do Diario de Pernambuco desta quarta-feira

Compaz do Cordeiro vai se chamar Ariano Suassuna

O primeiro Centro Comunitário da Paz (Compaz) do Recife, no bairro do Cordeiro, receberá o nome do escritor paraibano Ariano Suassuna falecido na última quarta-feira (23). O anúncio foi feito nesta segunda-feira pelo prefeito Geraldo Julio, durante entrevista à Rádio JC News. Além disso, o prefeito disse que o Compaz só deverá ser inaugurado no final deste ano.

Equipamento fica na Zona Oeste do Recife. Foto: PCR/Divulgação

Equipamento fica na Zona Oeste do Recife. Foto: PCR/Divulgação

“O Compaz é um espaço de cultura, atividade social, tudo o que Ariano defendeu a vida inteira. Por isso, o primeiro equipamento do tipo que vamos entregar não poderia receber nome melhor. A homenagem que fazemos é importante porque, antes de tudo, Ariano foi um ser humano que nos trouxe muita felicidade, não só como artista; ele era um militante político atuante”, disse Geraldo Julio.

O Compaz do Cordeiro está com 71% da obra concluída. O equipamento, localizado em um terreno de 17 mil metros quadrados, no cruzamento das Avenidas Abdias de Carvalho e General San Martin, vai atender pessoas de todas as idades, com foco nos jovens, através de cursos de capacitação, oficinas e uma biblioteca. Com investimentos previstos na ordem de R$ 7,7 milhões, o Compaz do Cordeiro será entregue em dezembro deste ano.

Leia mais sobre o assunto em:
Primeiro Compaz do Recife não será entregue no prazo previsto

Com informações da assessoria de imprensa da PCR

Agente público que apagar programas ou dados sem autorização poderá ser punido

A Câmara dos Deputados analisa projeto que transforma em crime a supressão de dados e programas de sistema de informações da administração pública (PL 6595/13). A proposta, do deputado Jorge Côrte Real (PTB-PE), inclui autoridades federais, estaduais e municipais e servidores públicos, e prevê pena de reclusão de um a quatro anos e multa, se o fato não constituir crime mais grave.

JORGE CORTE REAL
Côrte Real: a legislação defasada causa prejuízo à população.

Atualmente, apenas o Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40) possui referência a sistema de informações, mas trata apenas da inclusão de dados falsos e da modificação não autorizada de sistema, sem prever a hipótese de eliminação de programas ou bancos de dados.

Já a Lei 1.079/50, que define os crimes de responsabilidade na administração, e o Decreto-Lei 201/67, que estabelece os crimes cometidos pelas autoridades municipais, transformam em crime de responsabilidade a supressão indevida, ou a ordem para supressão, de dados ou programas de sistemas de informações.

Segundo Jorge Côrte Real, é comum a reclamação de prefeitos e outros gestores públicos quanto à desordem que encontram quando tomam posse, principalmente pelo desaparecimento de dados, programas e computadores de sistemas de informações da Administração Pública. De acordo com o parlamentar, “a defasagem da legislação vigente resulta na impunidade dos gestores que, ao término de seus mandatos, promovem verdadeira sabotagem no serviço público”.

Da Agência Câmara

Chacina da Candelária completa 21 anos

Da Agência Brasil

O Movimento Candelária Nunca Mais lembrou hoje os 21 anos da Chacina da Candelária, em que oito crianças e adolescentes que dormiam na praça da igreja, no centro do Rio, foram mortos a tiros por cinco homens que desceram de dois carros. No local, houve uma celebração, com 21 cruzes, que foram bentas e serão colocadas em outros pontos da cidade e da região metropolitana onde ocorreram atos de violência contra crianças e jovens.

Após a cerimônia, os representantes de movimentos e organizações não governamentais (ONGs) caminharam até a Cinelândia onde realizaram um ato cultural.

Para lembrar os 21 anos da chacina da Candelária associações de mães e entidades sociais participaram de uma missa na igreja da Candelária, seguida de caminhada até a Cinelândia (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Em ato de solidariedade, manifestantes deitam-se e simulam dormir na rua   Tânia Rêgo/Agência Brasil

As manifestações para lembrar a chacina começaram na noite de ontem, quando mães que perderam filhos em situações de violência fizeram uma vigília em frente à igreja. Hoje, na Cinelândia, foi realizado o ato Criança não é de rua, que deve ser repetido em todo o país.

Os participantes forraram o chão com papelão, deitaram-se e, por um minuto, simularam dormir, em um ato de solidariedade aos moradores de rua. No ato, também foi lembrado o menino Matheus de Souza, de 14 anos, morto no dia 11 do mês passado, na subida do morro do Sumaré.

Para Fátima Silva, do Movimento Candelária Nunca Mais, a situação não mudou muito desde a chacina. “De 21 anos para cá, não mudou quase nada. O orçamento público destinado à criança está diminuindo cada vez mais. Não tem políticas públicas nas comunidades. Que políticas públicas são promovidas para essas crianças? Como a gente implementa o Estatuto [da Criança e] do Adolescente?”, questiona Fátima.

Ela ressalta ainda a falta de uma proposta pedagógica para essas crianças e afirma que não está sendo cumprida a Constituição Federal, que estabelece prioridade absoluta e diz que é dever do Estado, da família e da sociedade cuidar das crianças e dos adolescentes. “O que se vê, porém, é o abandono da situação, a falta de políticas públicas e de implementação do estatuto, além de projetos esfacelados, que não têm continuidade”, acrescenta.

A educadora Yvonne Bezerra de Mello, que criou o projeto Uerê na Comunidade da Maré, destinado a crianças marcadas pela violência, conta como foi a Chacina da Candelária e diz que nada mudou até hoje. “Eu estava aqui na Candelária no dia da chacina. Era um grupo [de crianças] com o qual eu já trabalhava há dois anos na rua. Fui chamada quando faltavam 15 minutos para a meia-noite por um dos meninos, que me contou que policiais passaram e assassinaram alguns deles. Fui a primeira a chegar. De lá para cá, não mudou nada.”

Segundo ela, em média, são assassinadas 28 crianças por dia no Brasil, 6 mil por ano. “As políticas públicas não funcionam. Nada mudou, continua tudo igual. O que nós temos que fazer neste país é priorizar a educação, porque 25% das crianças e jovens estão nas ruas sem escolaridade. Não é uma escola que os acolhe.”

Para lembrar os 21 anos da chacina da Candelária associações de mães e entidades sociais participaram de uma missa na igreja da Candelária, seguida de caminhada até a Cinelândia (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
As  21  cruzes  serão  fixadas  em  locais  onde  houve violência contra  criançasTânia Rêgo/Agência Brasil

O padre Renato Chiera, que fez a celebração das cruzes na Igreja da Candelária, compara a chacina a um despertar. “[No dia da chacina], quando eu cheguei aqui, tinha ainda o sangue, e eu falei com as pessoas que estavam ao redor – eram meninos amendrontados, um deles, que era da Casa do Menor, tinha fugido. Ele estava em cima de uma banca e contou que tinha visto a tragédia. Disse que ficou quietinho, com medo de que atirassem nele. Essa matança foi, para mim e para muitos, um despertar. Não adianta gritar contra as trevas, temos que acender luzes. Então, a gente tenta semear esperança, semear vida.”

Os locais com registro de violência contra crianças que vão receber as 21 cruzes ficam nas comunidades da Providência, do Borel, de Acari, do Pau da Bandeira, de Guaratiba, da Rocinha, Praça Seca, de Miguel Couto, Queimados, Belford Rocho, do Complexo do Alemão, da Maré, de São Gonçalo, da Cidade Alta, da Tijuca e do Grajaú, da Via Show, do centro, de Niterói, de Mesquita, do Cantagalo/Pavão-Pavãozinho e de Realengo.

A principal testemunha do crime foi Wagner dos Santos, que sobreviveu à chacina, fingindo-se de morto. Um ano após a chacina, em dezembro de 1994, Wagner sofreu outro atentado, no qual levou quatro tiros, mas sobreviveu. Wagner atualmente mora na Suíça e não participou do ato de hoje.

Informações sobre assassino de médico valem até R$ 20 mil

Informações que ajudem a esclarecer o assassinato do médico Artur Eugênio de Azevedo Pereira, 36 anos, morto no dia 12 de maio, agora valem até R$ 20 mil. O novo valor está sendo oferecido pelo Disque-Denúncia para auxiliar as investigações sobre o caso.

Atualmente, a polícia está à procura de Flávio Braz de Souza, suspeito de ser um dos executores do crime. O aumento no valor oferecido pela ONG é proveniente de doação realizada nesta terça-feira.

Flávio está sendro procurado. Foto: Reproducao TV Clube

Flávio está sendro procurado. Foto: Reproducao TV Clube

Cartazes com a foto do suspeito serão distribuídos por todo estado. “Trabalhamos em parceria constante com a polícia. Recebemos uma doação privada para elevar o valor da recompensa, e acreditamos que este seja um incentivo a mais para levar à localização suspeito, que está foragido”, explica a superintendente do Disque-Denúncia Pernambuco, Carmela Galindo. Até o momento, já foram recebidas 22 denúncias sobre o caso.

Quem tiver informações sobre o caso pode telefonar para 3421-9595, na Região Metropolitana do Recife e Zona da Mata Norte, ou (81) 3719-4545, no interior do Estado. Também é possível repassar informações através do site da central www.disquedenunciape.com.br, que permite o envio de fotos e vídeos. O serviço funciona durante 24h, todos os dias da semana. O anonimato é garantido.

Leia mais sobre o caso em:

Polícia busca agora último suspeito da morte do médico Artur Eugênio

Delegado José Cláudio Nogueira será o novo gestor do DHPP

Depois de passar um ano e cinco meses à frente do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a delegada Inalva Regina deixará o cargo nos próximos dias. Isso porque uma portaria que será publicada no Diário Oficial do Estado até o final desta semana vai nomear o delegado José Cláudio Nogueira para novo chefe do DHPP. Segundo fontes do blog, Inalva deixará o DHPP com números positivos em relação às investigações e soluções de crimes de homicídios no Grande Recife.

José Cláudio deixará o Depatri. Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press

José Cláudio deixará o Depatri. Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press

Atualmente, Nogueira está no comando do Departamento de Repressão aos Crimes contra o Patrimônio (Depatri), com sede no bairro de Afogados. No lugar dele vai assumir o Depatri o delegado Renato Rocha Leite, que estava à frente do Denarc (Departamento de Repressão ao Narcotráfico).

Já Inalva chefiou, por muitos anos, a Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA), onde conduziu grandes investigações e operações de crimes sexuais contra adolescentes. Antes de ir para o DHPP respondia pela Delegacia Seccional de Olinda. Agora, Inalva irá chefiar a Delegacia Seccional de Paulista. Além da saída da gestora do DHPP, mais três delegados da especializada serão remanejados para outros cargos.

Médico que mandou matar dentista está preso na Barreto Campelo

Depois de quase quatro anos em liberdade provisória, o cardiologista José Carlos Queiroz Spinelli, 65, condenado a 17 anos sob acusação de ser o mandante do assassinato do dentista Petrus Soares, em 2005, voltou para a prisão. Ele se apresentou ontem no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano e foi encaminhado à Penitenciária Barreto Campelo, em Itamaracá, após o fim do prazo de validade do recurso e expedição do novo mandado de prisão.

Familiares fizeram vários protestos pedindo justiça. Foto: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Familiares fizeram vários protestos pedindo justiça. Foto: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

O despacho do cumprimento da condenação foi emitido em 14 de julho pelo juiz Elson Zoppellaro Machado, da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, e não cabe mais recursos. O assassinato teve motivação passional. Petrus teria cortado relações com Spinelli ao saber que ele assediava a sua esposa, Núbia Soares. “Espero que agora ele passe um bom tempo na cadeia e que a Justiça não seja falha”, afirmou Núbia, viúva de Petrus.

Segundo o advogado de Spinelli, João Olímpio Mendonça, o tempo que ele ficará preso ainda será definido pelo Judiciário, mas levará em conta o período já cumprido. Após ser condenado, o médico passou dois anos no Cotel e depois conseguiu liminar para cumprir a pena em prisão domiciliar. Em 2010, obteve habeas corpus no Supremo Tribunal de Justiça.

Com relação a um novo pedido de pena domiciliar, o advogado afirmou que está analisando as possibilidades. “Ele usa cadeira de rodas porque é paraplégico, o que está descrito em laudos médicos entregues à Justiça”, disse João Olímpio Mendonça.

Petrus, 41, foi assassinado com seis tiros por dois homens numa moto, na Avenida General San Martin, após ter saído de um plantão no Hospital Geral de Areias. O cardiologista, padrinho de casamento da vítima, teria contratado, por R$ 5 mil, o PM Douglas Dias de Araújo, o Pit Bull, que articulou uma quadrilha para cometer o crime.

Ednaldo Barbosa, o Pirulito, que estava na moto que abordou o dentista, seria o autor dos disparos. Spinelli e Barbosa foram condenados a 17 anos e 15 anos de prisão, respectivamente, em setembro de 2010. Já Pit Bull foi condenado a 17 anos, em novembro de 2010.